Punção da tireóide: quando é necessário?


A biópsia da tireoide consiste na análise histopatológica de tecido orgânico retirado de nódulos tireoidianos, para decidir se eles são malignos ou não. A maneira mais simples de fazer isso é a aspiração de células com agulha fina a partir do nódulo tireoidiano em causa, conhecida por punção aspirativa por agulha fina ou PAAF. As células aspiradas são posteriormente enviadas para análise em um laboratório de patologia.

Há outras modalidades e indicações de biópsia da tireoide, mas elas são bem mais raras.

O preparo necessário para a biópsia da tireoide consiste, praticamente, em suspender medicação anticoagulante, se for o caso. A biópsia tanto pode ser realizada em consultório como em hospital.

Primeiramente, deve identificar e demarcar os nódulos e o local mais adequado para realizar a punção. A agulha, guiada por ultrassonografia, é inserida diretamente em duas ou três partes diferentes no nódulo, para obter amostras de diversas áreas dele e aspirar algumas gotas de líquido contendo células, bem como células de áreas sólidas do nódulo.

As aspirações por agulha fina podem não ser conclusivas, tornando necessária uma biópsia cirúrgica para obter uma amostra maior de tecido. Geralmente é feita uma lobectomia (remoção de um lobo da tireoide). Essas biópsias cirúrgicas têm de ser feitas num hospital, com o paciente sob anestesia geral.

Quando há mais de um nódulo, todos eles devem ser biopsiados. Em outras alterações menos comuns, uma biópsia aberta é feita para obtenção de amostras de tecido tumoral e exame imunohistoquímico do tecido retirado.

A biópsia da tireoide está indicada para o diagnóstico citológico dos nódulos tireoidianos, independentemente do tamanho e características deles. Cerca de 70% dos nódulos da tireoide são benignos e o câncer só é claramente diagnosticado em apenas cerca de 5% das aspirações por agulha fina.

Acidentes ou complicações de punções tireoidianas, além de dor no local da punção, são muito raros.
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