Hipertensão e alterações cognitivas


A demência relacionada com a idade avançada, mais comumente causada pela doença de Alzheimer ou por fatores cerebrovasculares (demência vascular), é uma grande ameaça para a saúde pública. A hipertensão arterial crônica é um fator de risco bem estabelecido para ambos os tipos de demência, mas a ligação entre hipertensão e seu tratamento e cognição permanece mal compreendida.

Nesta declaração científica, uma equipe multidisciplinar de especialistas examina o impacto da hipertensão na cognição para avaliar o estado do conhecimento, identificar lacunas e fornecer orientações futuras.

Autores com conhecimentos relevantes foram selecionados para contribuir para esta declaração da American Heart Association. Os membros do painel receberam tópicos relevantes para suas áreas de especialização, revisaram a literatura e resumiram os dados disponíveis.

Os resultados mostram que a hipertensão perturba a estrutura e a função dos vasos sanguíneos cerebrais, conduz à lesão isquêmica de regiões críticas da substância branca para a função cognitiva e pode promover a doença de Alzheimer.

Há forte evidência de uma influência deletéria da hipertensão de meia-idade na função cognitiva tardia, mas o impacto cognitivo da hipertensão tardia é menos claro.

Estudos observacionais demonstraram um efeito cumulativo da hipertensão sobre o dano cerebrovascular, mas a evidência dos ensaios clínicos de que o tratamento anti-hipertensivo melhora a cognição não é conclusiva.

Depois de analisar cuidadosamente a literatura, o grupo de especialistas concluiu que havia dados insuficientes para fazer recomendações baseadas em evidências. No entanto, o tratamento criterioso da hipertensão arterial, levando em conta os objetivos do cuidado e as características individuais (por exemplo, idade e comorbidades), parece justificado para salvaguardar a saúde vascular e, consequentemente, a saúde do cérebro.



Fonte: Hypertension, em 10 de outubro de 2016


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