Consumo de álcool entre mulheres já é quase igual ao dos homens


O estudo foi conduzido pela Universidade de New South Wales, na Austrália.

Historicamente, o uso de álcool e seus efeitos nocivos são mais prevalentes em homens do que nas mulheres. No entanto, a evidência emergente sugere que a epidemiologia do uso de álcool está mudando em populações mais jovens.

O objetivo foi resumir sistematicamente a literatura publicada sobre as mudanças observadas nas taxas de relação entre sexo masculino e sexo feminino em indicadores de consumo do álcool e de seus efeitos nocivos.

Foram identificados 68 estudos que preencheram os critérios de inclusão. Foram calculadas taxas do sexo masculino em relação ao sexo feminino para três grandes categorias de uso de álcool e seus danos (qualquer consumo de álcool, uso problemático de álcool e os efeitos nocivos relacionados ao álcool), estratificadas por coortes de nascimentos de cinco anos, que vão de 1891 a 2001.

Houve uma diminuição linear ao longo do tempo na proporção entre os sexos para todas as três categorias de uso de álcool e de seus efeitos nocivos. Entre os nascidos no início de 1900, os homens foram 2,2 vezes mais propensos do que as mulheres a consumir álcool, 3,0 vezes mais propensos a beber álcool em formas sugestivas de uso problemático e 3,6 vezes mais propensos a sofrer danos relacionados ao consumo de álcool.

Entre coortes nascidas no final dos anos de 1900, os homens foram 1,1 vezes mais propensos do que as mulheres a consumir álcool, 1,2 vezes mais propensos a beber álcool em formas sugestivas de uso problemático e 1,3 vezes mais propensos a sofrer danos relacionados ao consumo de álcool.

Os resultados confirmam que os indicadores femininos estão cada vez mais próprios aos observados em homens e que isso se torna mais evidente quando se considera populações mais jovens, por volta dos 30 ou 40 anos de idade.



Fonte: BMJ Open, volume 6, número 10, de 24 de outubro de 2016
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