Resfriado comum


A nasofaringe (parte nasal da faringe) é uma extensão posterior da cavidade nasal, acima do palato mole, composta por tecido linfoide, que faz parte do sistema orgânico de defesa. É conectada à cavidade timpânica através da tuba auditiva, que permite a passagem de ar entre as cavidades e, consequentemente, a manutenção do equilíbrio de pressão entre elas. A nasofaringe é revestida por um epitélio colunar, produtor de secreção e provido de cílios que são responsáveis pela remoção do muco.

A nasofaringite é uma doença infecciosa viral ou (raramente) bacteriana contagiosa, do sistema respiratório superior. É uma das doenças infecciosas mais comuns em humanos, sobretudo em crianças, adolescentes e adultos jovens. Normalmente, os vírus se hospedam nas mucosas da faringe, sobretudo no outono ou inverno.

A nasofaringite é uma infecção causada por mais de 200 vírus, entre eles os picornavírus, os rinovírus, os coronavírus e os vírus da influenza. Esses vírus existem universalmente em todas as pessoas, mas a influência patogênica deles pode ser aumentada por quedas do sistema imunológico ou deficiências alimentares. Bem mais raramente, a infecção também pode ser causada por bactérias.

Fatores que favorecem a nasofaringite são:

1.A frequência a infantários (creches, escolas, albergues, etc.), em que as crianças ficam mais expostas a grande concentração de vírus e bactérias, além de ainda não terem o sistema de defesa orgânica totalmente desenvolvido.
2.A alergia respiratória, que leva à inflamação e favorece a colonização pelos vírus ou bactérias.
3.O desmame precoce, já que quando as crianças deixam de mamar muito cedo, elas ficam com menos defesas orgânicas.
4.O tabagismo, pois o fumo irrita a mucosa das vias aéreas e favorece as inflamações e infecções.

A nasofaringite se inicia com febre moderada e sensação de nariz entupido. Os fluidos inicialmente são translúcidos e, com o passar do tempo, vão se tornando mais espessos, com o desenvolvimento da infecção. Os principais sintomas da nasofaringite são dor de garganta, coriza, congestão nasal, espirros, olhos congestionados (avermelhados), tosse, vômitos e diarreias.

Não há exames específicos para diagnosticar a nasofaringite. O diagnóstico da condição é feito pelos sintomas da doença. Em virtude da grande frequência da enfermidade e da tipicidade de seus sintomas, a nasofaringite costuma ser reconhecida como tal mesmo pelo leigo.

Não há medicamentos antivirais específicos para curar a infecção; os medicamentos comumente utilizados tratam somente os sintomas. Medidas como repouso, ingestão de líquidos, gargarejo com água morna e sal, medicamentos para a tosse, sprays para o nariz e a garganta, são todas apenas sintomáticas. São ainda importantes: a higiene e a aspiração nasal, o uso de analgésicos ou antipiréticos, a hidratação e, quando indicado, o uso de antibióticos. O uso de antibióticos só é feito se houver complicações, como, por exemplo, otite, laringite, sinusite e/ou bronquite.

Nas populações comuns, as nasofaringites são autorresolutivas, dentro de uma ou duas semanas. Entretanto, em populações em que elas não existam (como entre alguns indígenas, por exemplo), ela pode ter um efeito mortal devastador.

A nasofaringite pode ser prevenida por meio da vacina contra a gripe, que deve ser tomada anualmente. Por outro lado, na medida do possível, a pessoa sadia deve evitar ter contato com pessoas doentes, sobretudo em ambientes fechados. O ar muito seco e quente favorece as nasofaringites e, por isso, deve-se umidificar os ambientes.

Em geral, as nasofaringites não apresentam complicações, mas se elas existirem, as mais comuns são as coinfecções oportunistas e as superinfecções, tais como bronquite aguda, bronquiolite, difteria ou crupe, pneumonia, sinusite, otite média ou faringite estreptocócica. Pessoas com doenças pulmonares crônicas, como asma e doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC), são especialmente vulneráveis à nasofaringite.
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