Diastema


Diastema é um espaçamento incomum entre dois ou mais dentes, sobretudo entre os incisivos superiores. Muitas espécies de mamíferos têm diastema como uma característica normal. Em algumas culturas, o diastema é considerado atraente e algumas pessoas utilizam métodos para ocasioná-lo artificialmente.

O diastema acontece quando há uma relação desigual entre o tamanho dos dentes e da maxila ou quando o tamanho dos dentes é diferente entre si. A causa do diastema pode também ser a persistência do freio que une o lábio à maxila (freio labial).

Outros motivos que determinam o problema podem ser questões ligadas à dentição, à presença de dentes extras que não nasceram, problemas com a oclusão ou pressão lingual. As pressões exercidas sobre os dentes por mamadeiras, chupetas ou pela própria língua também podem causar diastema.

Os tratamentos do diastema obedecem sobretudo a motivações estéticas ou psicológicas. Para algumas pessoas, ele é motivo de vergonha, embora outros o considerem um “charme” especial. Em geral, ele não acarreta prejuízos funcionais.

Algumas vezes, o diastema se fecha sozinho à medida que a dentição se desenvolve. Em muitos casos, a extirpação da aderência do freio à papila tende a diminuir o problema. Noutros casos, o diastema pode ser corrigido pelo uso de aparelho ortodôntico que leve os incisivos a se posicionarem adequadamente.

Se a causa do diastema for o espessamento do tecido ósseo, somente uma cirurgia pode corrigi-lo. Uma alternativa menos invasiva e mais rápida consiste em corrigir o defeito através da adição de resinas que “fecham” os espaços entre os dentes por fotopolimerização (uso da luz para endurecer a resina).

Se a causa tiver sido o freio, um dentista poderá resolver o problema. Se forem necessárias modificações na posição dos dentes, um ortodontista ou um especialista em dentística restauradora deve ser consultado.

A abertura dos dentes às vezes provoca sons indesejáveis e noutras não permite entonações certas, sendo necessário um tratamento fonético.
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