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sexta-feira, 30 de setembro de 2016

Diastema


Diastema é um espaçamento incomum entre dois ou mais dentes, sobretudo entre os incisivos superiores. Muitas espécies de mamíferos têm diastema como uma característica normal. Em algumas culturas, o diastema é considerado atraente e algumas pessoas utilizam métodos para ocasioná-lo artificialmente.

O diastema acontece quando há uma relação desigual entre o tamanho dos dentes e da maxila ou quando o tamanho dos dentes é diferente entre si. A causa do diastema pode também ser a persistência do freio que une o lábio à maxila (freio labial).

Outros motivos que determinam o problema podem ser questões ligadas à dentição, à presença de dentes extras que não nasceram, problemas com a oclusão ou pressão lingual. As pressões exercidas sobre os dentes por mamadeiras, chupetas ou pela própria língua também podem causar diastema.

Os tratamentos do diastema obedecem sobretudo a motivações estéticas ou psicológicas. Para algumas pessoas, ele é motivo de vergonha, embora outros o considerem um “charme” especial. Em geral, ele não acarreta prejuízos funcionais.

Algumas vezes, o diastema se fecha sozinho à medida que a dentição se desenvolve. Em muitos casos, a extirpação da aderência do freio à papila tende a diminuir o problema. Noutros casos, o diastema pode ser corrigido pelo uso de aparelho ortodôntico que leve os incisivos a se posicionarem adequadamente.

Se a causa do diastema for o espessamento do tecido ósseo, somente uma cirurgia pode corrigi-lo. Uma alternativa menos invasiva e mais rápida consiste em corrigir o defeito através da adição de resinas que “fecham” os espaços entre os dentes por fotopolimerização (uso da luz para endurecer a resina).

Se a causa tiver sido o freio, um dentista poderá resolver o problema. Se forem necessárias modificações na posição dos dentes, um ortodontista ou um especialista em dentística restauradora deve ser consultado.

A abertura dos dentes às vezes provoca sons indesejáveis e noutras não permite entonações certas, sendo necessário um tratamento fonético.

quinta-feira, 29 de setembro de 2016

Câncer de tireoide


A tireoide é uma glândula que produz hormônios que regulam a frequência cardíaca, a pressão arterial, a temperatura corporal e o peso.

Ela possui formato de borboleta e fica localizada na base do pescoço, logo abaixo do pomo de Adão. O câncer de tireoide é a proliferação maligna de células desta glândula e que pode alterar suas funções. Embora o câncer de tireoide não seja muito comum, as taxas parecem estar em aumento.

Não se sabe com clareza o que causa o câncer de tireoide.

Ele ocorre quando as células da tireoide sofrem mutações, permitindo que as células cresçam e se multipliquem rapidamente e percam a capacidade de morrer, como as células normais. Estas células cancerosas se acumulam e formam um tumor que pode invadir ou comprimir tecidos ou órgãos próximos e se espalhar por todo o corpo.

O câncer de tireoide ocorre mais frequentemente em mulheres do que em homens e nas pessoas que se expõem a níveis elevados de radiação. Síndromes genéticas que incluem neoplasia endócrina múltipla e polipose adenomatosa familiar também aumentam o risco de câncer de tireoide.

As formas mais conhecidas de câncer de tireoide são:

(1) carcinoma papilífero.

(2) carcinoma folicular surge a partir de células foliculares, que produzem o hormônio tireoidiano.

(3) câncer de células Hurthle é um tipo raro e potencialmente mais agressivo de câncer da tireoide folicular.

(4) câncer medular da tireoide começa nas células da tireoide, chamadas células C, as quais produzem o hormônio calcitonina.

(5) câncer anaplásico da tireoide normalmente ocorre em adultos acima de 60 anos.

(6) linfoma da tireoide é uma forma rara de câncer que começa nas células do sistema imunológico da glândula e cresce muito rapidamente.

Inicialmente, o câncer da tireoide não causa quaisquer sinais ou sintomas, mas como ele cresce, pode vir a causar um nódulo que pode ser sentido através da pele, assim como pode causar também mudanças de voz, rouquidão, dificuldade de deglutição, dor no pescoço e na garganta e inchaço dos gânglios linfáticos no pescoço.

O câncer papilar de tireoide pode ocorrer em qualquer idade, mas na maioria das vezes isso afeta pessoas com idades entre 30 e 50 anos. O carcinoma folicular surge em pessoas com idade maior do que 50 anos. O linfoma da tireoide normalmente ocorre em adultos mais velhos. Algumas pessoas com câncer medular da tireoide podem ter alterações genéticas que podem ser associadas a outros tumores endócrinos.

O diagnóstico do câncer de tireoide deve partir do exame físico, em que o médico examinará a glândula, e seguir-se com exames de sangue para ajudar a determinar se a tireoide está funcionando normalmente.

A ultrassonografia é normalmente usada para detectar a precisa localização e extensão do nódulo canceroso. Outros exames de imagens, com o mesmo objetivo, incluem tomografia computadorizada e a tomografia por emissão de pósitrons (PET). A história familiar do paciente pode tornar necessários que sejam feitos testes genéticos para procurar genes que aumentam o risco de câncer. O diagnóstico deve ser complementado por uma biópsia.

O tratamento do câncer de tireoide depende do tipo e estágio da doença, da saúde geral do paciente e das preferências dele e do médico. A maioria das pessoas com câncer de tireoide se submetem à cirurgia para remover a maior parte ou a totalidade da glândula, bem como os gânglios linfáticos no pescoço, a fim de examiná-los com vistas à presença ou não de células malignas. Em certas situações em que o câncer de tireoide é muito pequeno, pode ser feita a remoção de apenas um lobo da tireoide. Depois da retirada da tireoide, o paciente deve tomar a levotiroxina pelo resto da vida.

O tratamento com iodo radioativo usa grandes doses desse produto para combater o câncer e é frequentemente utilizado após a tireoidectomia para destruir qualquer tecido remanescente. Esse tratamento pode também ser utilizado para tratar o câncer da tireoide que se repete.

A radioterapia também pode ser feita externamente. Além disso, deve ser feito quimioterapia, em que produtos químicos viajam por todo o corpo, matando as células que tenham escapado do tumor. A quimioterapia não é comumente usada no tratamento de câncer de tireoide, mas pode beneficiar algumas pessoas que não respondem a outras terapias.

Ainda pode ser usada a injeção de álcool em pequenos nódulos, guiada por ultrassonografia e terapia com medicamentos que atacam vulnerabilidades específicas das células cancerosas.

A maioria dos casos de câncer de tireoide pode ser curada, quando adequadamente tratado.

Não há nenhuma maneira de prevenir o câncer de tireoide. Adultos e crianças com mutação genética hereditária têm o risco de câncer muito aumentado e por isso são muitas vezes aconselhados a retirar a tireoide para prevenir o câncer. Sempre que possível, deve-se evitar a exposição a radiações.

O câncer de tireoide pode recidivar, mesmo que a tireoide tenha sido removida. Isso pode acontecer por causa das células cancerosas que já tinham se espalhado antes da tireoide ser removida. Essas recorrências, na maioria das vezes, ocorrem nos primeiros cinco anos após a cirurgia, mas pode ocorrer décadas depois.

O câncer de tireoide pode ainda reaparecer em gânglios linfáticos do pescoço, restos de tecido tireoidiano deixados durante a cirurgia ou em outras áreas do corpo. Exames de sangue e exames de tireoide periódicos devem ser feitos para verificar sinais de uma possível recorrência do câncer de tireoide. O câncer de tireoide que se repete pode ser novamente tratado.

quarta-feira, 28 de setembro de 2016

Nódulos tireoidianos: recordação


Nódulos da tireoide resultam em crescimentos anormais de células da tireoide, que formam protuberâncias dentro da glândula, normalmente visíveis sob a pele do pescoço.

Não se sabe exatamente o que provoca nódulos na tireoide, embora eles sejam extremamente comuns. Metade das pessoas de mais de 60 anos têm um nódulo de tireoide, mais de 90% dos quais são benignos.

A tireoidite de Hashimoto (inflamação crônica da tireoide), a causa mais comum de hipotiroidismo, pode estar associada a um risco aumentado de nódulos da tireoide. A deficiência de iodo, atualmente muito rara, também pode causar nódulos nesta glândula.

O câncer da tireoide é uma causa mais rara de nódulos tireoidianos. Em geral, ele acontece abaixo dos 30 ou acima dos 60 anos, em uma pessoa que tenha história prévia de exposição à radiação na cabeça ou pescoço.

Quase nunca os nódulos da tireoide causam sintomas, nem produzem hormônios. Muitas vezes, eles são descobertos acidentalmente em exames de imagem, como tomografia computadorizada ou ultrassonografia do pescoço feito por outras razões ou, ocasionalmente, os próprios pacientes percebem um caroço em seu pescoço. Os resultados anormais da função da tireoide podem ocasionalmente levar à suspeita e descoberta de nódulos na tireoide.

Os nódulos da tireoide podem produzir quantidades excessivas de hormônio da tireoide (tiroxina) e causar um hipertireoidismo. No entanto, a maioria dos nódulos da tireoide são não funcionantes e os exames dos hormônios tireoidianos são normais ou até baixos. Normalmente, os sintomas só aparecem se um nódulo for grande o bastante para comprimir órgãos vizinhos. É muito raro que os pacientes com nódulos da tireoide se queixem de dor no pescoço, mandíbula ou ouvido.

Se forem muito grandes, os nódulos podem comprimir a traqueia e/ou esôfago, causando falta de ar ou dificuldade em engolir. Em alguns casos, os nódulos da tireoide que produzem tiroxina podem causar sintomas de hipertiroidismo: perda de peso, intolerância ao calor, tremor, nervosismo, batimentos cardíacos rápidos ou irregulares, etc.

Muitas vezes a pessoa nem percebe que tem um nódulo na sua tireoide até que ele seja detectado num exame de rotina ou que se torne grande o suficiente para ser visível ou causar dificuldades de engolir ou respirar. Uma vez descoberto o nódulo, o médico deverá determinar se a tireoide continua saudável ou se foi afetada por hiper ou hipotireoidismo.

Os exames laboratoriais iniciais incluem a medição no sangue da tiroxina ou T4 (hormônio da tireoide) e do TSH (hormônio estimulante da tireoide). Mesmo que esses hormônios estejam em níveis normais, ainda não é possível determinar se o nódulo é benigno ou maligno. Essa avaliação demanda outros exames especializados, como ultrassonografia da tireoide e biópsia por agulha.

A ultrassonografia permite obter imagens da tireoide e determinar o tamanho de um nódulo e se ele é sólido ou preenchido por líquido (cisto). Ela pode, também, ajudar a detectar nódulos ainda demasiado pequenos e para identificar nódulos suspeitos de malignidade, uma vez que algumas características deles são mais frequentes nos nódulos cancerosos que em nódulos não cancerosos. A ultrassonografia é usada, ainda, para orientar a agulha de punção em direção a um nódulo e para monitorar os nódulos que não requerem cirurgia, para determinar se eles estão crescendo ou diminuindo ao longo do tempo.

Os nódulos malignos ou suspeitos devem ser removidos cirurgicamente para que seja feita uma biópsia. Os nódulos benignos e os muito pequenos devem ser vigiados de perto com exames de ultrassonografia e exame clínico a cada 6 a 12 meses. Mesmo os cânceres da tireoide (nódulos malignos) são curáveis e raramente apresentam uma ameaça à vida. A cirurgia pode ainda ser usada mesmo para um nódulo benigno, se ele continuar a crescer.

Alguns nódulos tireoidianos podem permanecer sem crescimento e mesmo involuir. A grande maioria dos nódulos da tireoide não são graves e não causam sintomas. O câncer de tireoide é responsável por apenas uma pequena porcentagem dos nódulos da tireoide.

As complicações dos nódulos tireoidianos incluem problemas para engolir ou respirar e hipertireoidismo. Adicionalmente, as complicações potenciais de hipertireoidismo incluem fibrilação atrial, osteoporose e crise tireotóxica.

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terça-feira, 27 de setembro de 2016

Fibras alimentares


As fibras alimentares são substâncias não atacadas pelas enzimas do sistema digestivo humano, assim, não possuindo calorias. As fibras alimentares pertencem ao grupo dos carboidratos, fazendo parte da categoria dos polissacarídeos. Na verdade, elas são um carboidrato não digerível presente em alguns vegetais ou alimentos derivados de vegetais. Elas são derivadas principalmente da parede celular e de estruturas intercelulares dos vegetais, frutos e sementes.

Os alimentos “in natura” são mais ricos em fibras que os produtos processados. O termo "fibra" não é inteiramente adequado, uma vez que nem todos os tipos de fibras dietéticas são realmente fibrosas.

Os alimentos que contém fibras possuem as mais excelentes propriedades quando ingeridos em sua forma natural, ou seja, com a casca. Com o cozimento, as verduras e legumes, por exemplo, perdem muitas das quantidades e propriedades das fibras. As fibras alimentares devem ser incluídas na dieta gradativamente, para evitar a sensação de inchaço ou dores provocadas por gases. As pessoas devem, também, consumir os alimentos ricos nestas substâncias junto com água, o que dilui as fibras solúveis formando um gel responsável por melhorar o trânsito intestinal, além de trazer outros benefícios ao corpo.

As fibras não oferecem calorias ao nosso corpo, já que não são absorvidas pelo organismo. Assim, elas são uma arma a mais para ajudar no emagrecimento. Embora os alimentos que contêm fibras sejam benéficos para o trânsito intestinal, essa não é a única vantagem deles. Eles ainda auxiliam na prevenção e tratamento de doenças cardiovasculares e diabetes, no controle do colesterol sanguíneo e na prevenção e combate à obesidade.

As fibras alimentares são de dois tipos diferentes: (1) as solúveis e (2) as insolúveis. As primeiras se transformam em gel, permanecendo mais tempo no estômago e dando uma sensação maior de saciedade, e as segundas dão textura firme a alguns alimentos, como o farelo de trigo, frutas, legumes e verduras. Estas últimas ajudam o intestino a funcionar melhor, pois retêm uma quantidade maior de água. O ideal é que sejam consumidas 25 gramas de fibras por dia.

O feijão preto é rico em fibras, além de ter boa quantidade de proteínas e de flavonoides, que são potentes antioxidantes. Além do feijão, outros grãos como a ervilha, o grão-de-bico e a lentilha são outras possibilidades para variar o consumo diário, garantindo o aporte necessário de fibras.

Sementes e cereais como a chia, a linhaça e a aveia crua são outras boas fontes de fibras alimentares. A batata doce, além de fibras, também é fonte de ferro, vitaminas A, C, E e potássio. Algumas frutas como a goiaba, a maçã, a pera e o abacate são ótimas fontes de fibras, principalmente se consumidas com casca. O abacate, por sua vez, também contém gorduras monoinsaturadas que diminuem o risco de doenças cardíacas.

O brócolis, além dos benefícios das fibras, ajuda a prevenir o câncer. O milho cozido também contém muitas fibras. A alcachofra é um antioxidante que pode melhorar a saúde do fígado. A soja também auxilia na redução dos níveis do colesterol ruim e ajuda a elevar os níveis do colesterol bom. Ela também possui substâncias que ajudam a atenuar os efeitos da menopausa e evitam a perda de massa óssea. A abóbora contém vitamina A em grande quantidade, além das vitaminas C, E e potássio.

Quando consumidos em altas doses, o excesso de alimentos que contêm fibras pode interferir negativamente na absorção de minerais, especialmente cálcio e zinco. No entanto, não possuem efeito cumulativo e, por isso, são essenciais na dieta.

segunda-feira, 26 de setembro de 2016

Artrose de coluna vertebral


As articulações são encontros de ossos encerrados no interior de bolsas fibrosas (cápsulas articulares) e que têm as suas extremidades protegidas por cartilagens, as quais permitem movimentos suaves nas três dimensões, bem como movimentos rotativos. Quando essas cartilagens se degeneram, os ossos sofrem atritos parciais ou totais entre si e experimentam excrecências ósseas (osteófitos) e desgastes, que constituem a artrose (grego: arthros=junta, articulação + ose=doença).

A artrose da coluna vertebral, que pode afetar toda a coluna ou somente uma parte dela (cervical, dorsal ou lombar), é a degeneração da cartilagem das articulações entre as vértebras, reduzindo a espessura dos acolchoados fibrosos que existem entre elas, chamados de “discos intervertebrais”.

O alargamento da estrutura óssea normal indica degeneração da coluna vertebral. Os osteófitos na coluna vertebral são uma manifestação inevitável do envelhecimento. Outras causas de artrose na coluna vertebral são movimentos repetitivos, excesso de exercícios físicos, carregamento frequente de grandes pesos, traumatismos e predisposição genética.

O atrito promovido entre as facetas posteriores das vértebras leva à formação de osteófitos (pequenos crescimentos irregulares no osso) até mesmo ao redor da coluna vertebral e à dor mecanicamente induzida. O desgaste dos discos entre as vértebras pode gerar a instabilidade da coluna e os esporões nas vértebras (osteófitos) formam-se em resposta a essa instabilidade, sendo uma tentativa de ajudar a devolver estabilidade ao conjunto.

A artrose da coluna vertebral é dita primária quando a sua causa é desconhecida e secundária quando causada por outras doenças, deformidades, infecções ou uso excessivo das articulações. A artrose na coluna vertebral é mais frequente nos idosos, mas pode ocorrer em qualquer idade. A artrose na coluna de um jovem dificilmente apresenta sintomas e geralmente a doença só é detectada mais tarde.

O envelhecimento da coluna vertebral é um processo natural. A partir dos 40 anos de idade começam os desgastes orgânicos e a formação de osteófitos. Em si mesmos, os osteófitos não causam dor, mas podem causar irritação dos tecidos circunvizinhos ou compressão das raízes dos nervos que passam no aspaço entre as vértebras levando, dessa forma, a sintomas como dores, dormências e fraqueza muscular.

Na artrose, as articulações vertebrais tornam-se inflamadas e progressivamente doloridas, com diminuição dos movimentos e da flexibilidade. A artrose da coluna vertebral é uma das causas mais comuns de dores nas costas. Ela pode gerar também dores no pescoço ou no quadril. Outros sintomas da artrose da coluna vertebral são a sensação de formigamento ou dormência no pescoço, nos braços ou pernas, conforme a localização das lesões.

O diagnóstico de artrose na coluna vertebral deve partir dos sinais e sintomas e ser complementado por radiografia simples da coluna, ressonância magnética ou tomografia computadorizada.

Sendo uma doença degenerativa, a artrose da coluna não tem cura e geralmente piora com o envelhecimento. O tratamento da artrose pode ser feito com medicamentos, fisioterapia, exercícios e/ou cirurgia. As cirurgias têm como objetivo a descompressão das raízes dos nervos e a estabilização da coluna. Um tratamento caseiro paliativo que pode ser feito é colocar uma bolsa de água morna no local da dor durante vinte minutos, duas vezes ao dia. Alguns cuidados adicionais devem fazer parte essencial do tratamento, como deixar de fumar, evitar pegar pesos e adotar posturas corretas.

A artrose da coluna é uma condição mórbida progressiva que piora com o envelhecimento.

Como prevenir a artrose da coluna vertebral?

•Fazer exercícios de fortalecimento da musculatura e de postura ajuda a manter a cartilagem em bom funcionamento.
•Fazer exercícios físicos como natação também colabora na prevenção, causando baixo impacto.
•Fazer repouso depois de atividade que mobilize a articulação comprometida.
•Adotar uma postura adequada ao sentar, ao pegar objetos no chão e ao caminhar, evitando posições que sobrecarreguem a coluna.
•Evitar pegar pesos excessivos e atividades que causem impactos repetitivos.
•Não usar sapatos com os calcanhares desgastados.
•Evitar a obesidade.

A artrose na coluna vertebral pode levar a dores importantes e até mesmo incapacitantes, pode determinar incapacidades na realização das tarefas do dia-a-dia e dificuldades para caminhar, quando não tratada corretamente por um médico especialista em coluna. Alguns casos podem necessitar de cirurgia para correção.

sexta-feira, 23 de setembro de 2016

Entenda um pouco sobre a "artrose"


Artrose é uma doença degenerativa das articulações nas quais as cartilagens que revestem os ossos em suas junções são corroídas, parcial ou totalmente, ao longo do tempo. Essa corrosão, se muito extensa ou total, permite um contato direto entre os ossos, gerando os sintomas próprios da enfermidade.

A artrose é causada por desgaste progressivo das cartilagens que recobrem as extremidades ósseas, motivado pelo uso frequente das articulações. Esse desgaste aumenta com a idade e é maior se a articulação é constantemente submetida a esforços excessivos. Outros fatores facilitam a eclosão do problema: idade avançada, obesidade, fatores genéticos, desequilíbrios hormonais e uso repetitivo da articulação.

Nem sempre a superfície articular da cartilagem consegue suportar indenemente e por longo tempo a tensão mecânica a que é submetida, sofrendo assim um desgaste progressivo. Se a cartilagem articular se desgasta num ritmo que excede o de reposição ou se há alguma doença que afeta o tecido cartilaginoso, a cartilagem será corroída.

Enfraquecida, a cartilagem pode se romper em pedaços e fragmentos dela podem flutuar no espaço intra-articular. Com o desgaste da cartilagem, o tecido ósseo fica sujeito ao mesmo desgaste, mas não tem a mesma capacidade regenerativa do tecido cartilaginoso, sendo destruído com o tempo. Desde que a cartilagem seja bem lubrificada com líquido sinovial, normalmente não há ruído na articulação. No entanto, com a ocorrência da artrose, a suavidade dos movimentos deixa de existir e o movimento é dificultado, dando origem a um som áspero.

A artrose desenvolve-se com maior frequência em pessoas que executam trabalho físico pesado ou naquelas que exigem muito de suas articulações, como os atletas, por exemplo. A artrose também pode acontecer com mais probabilidade em pessoas que trabalham agachadas ou ajoelhadas.

O desgaste das cartilagens diminui o espaço entre os ossos que se articulam e quando é completo pode mesmo permitir um contado direto entre eles. Quando ocorre na coluna, verifica-se uma diminuição dos espaços entre as vértebras, com uma possível compressão das raízes nervosas que emergem dos ossos.

Os sintomas da artrose desenvolvem-se muito lentamente e as fases iniciais podem mesmo ser sem sintomas e passarem despercebidas por um longo período de tempo. Porém, quando os sintomas começam, eles tendem a piorar gradualmente.

A artrose pode afetar qualquer articulação, mas é mais comum nos joelhos, quadris, mãos e coluna vertebral. A artrose pode causar dor, tipicamente limitada à articulação afetada. Pode ser pior durante e depois de uma sobrecarga da articulação e geralmente não é acompanhada por inchaço, como ocorre, por exemplo, na artrite. O repouso muitas vezes alivia a dor.

Outro sintoma da artrose é a rigidez da articulação. Ela é mais proeminente pela manhã, ao acordar e após longos períodos de inatividade. Movimentar-se pode aliviar a rigidez, mas o excesso de movimento acaba por causar dor. Mesmo quando a rigidez permite alguma flexibilização, a gama normal de movimentos não é a mesma da articulação normal e tende a piorar com o tempo, à medida que a doença progride.

Um som de “estalo”, como um encaixe, pode ser ouvido à medida que a doença progride. Os osteófitos podem ser sentidos através da pele como nódulos duros.

O tratamento da artrose visa, sobretudo, o alívio da dor e a redução da pressão sobre as articulações.

Algumas formas de terapias com calor e banhos medicinais podem aliviar a dor.

Outras terapias, como injeções de cortisona ou de óleos lubrificantes nas articulações, e até mesmo a substituição das articulações por próteses são reservados para casos graves.

A fisioterapia pode melhorar a mobilidade, mesmo que transitoriamente.

A acupuntura é muito útil para o alívio dos sintomas e redução do ritmo de evolução.

A prescrição de condroitina e glucosamina, assim como de colágenos, tem sido muito comum e há quem diga que auxilia a "lubrificar" as articulações, reduzindo, também o ritmo de deterioração articular.

Se a artrose foi causada pelo trabalho, esporte ou lazer, um terapeuta ocupacional pode ajudar a evitar danos adicionais. Aparelhos, talas ou palmilhas podem ajudar a aliviar a pressão sobre as articulações danificadas.

quinta-feira, 22 de setembro de 2016

Um pouco sobre os carboidratos


Os carboidratos (também chamados glicídios, hidratos de carbono ou açúcares) são substâncias orgânicas cujas moléculas são formadas por átomos de carbono, hidrogênio e oxigênio. A sua metabolização fornece grande parte da energia de que os seres vivos necessitam. Ao lado das proteínas e gorduras, constituem os três principais nutrientes.

Os carboidratos de constituição mais simples, formados por até seis átomos de carbono, são denominados monossacarídeos. A glicose, a frutose e a galactose são exemplos. Os carboidratos chamados dissacarídeos resultam da união de dois monossacarídeos. Exemplos de dissacarídeos são sacarose, lactose e maltose dentre outros. Os polissacarídeos mais conhecidos, formados pela união de diversos monossacarídeos, são a celulose, o amido e o glicogênio.

Os principais alimentos que contêm carboidratos são os pães (pão francês, torradas, etc.), biscoitos (biscoitos de maisena, biscoitos de água e sal, etc.), cereais (flocos de milho, batata, ervilha, grão de bico, lentilhas, feijão, soja, etc.), arroz e massas (macarrão, pizza, etc.). Além deles, outros alimentos contêm carboidratos em menor quantidade, como o leite, o iogurte, o queijo, a abóbora, a beterraba, a cenoura, a maçã e a pera.

Os alimentos que contêm carboidratos simples são os alimentos mais doces que existem: açúcar refinado, pão francês, mel, geleia de frutas, melancia, uva passa, pipoca e refrigerantes. Esses alimentos são digeridos e absorvidos rapidamente pelo organismo, razão pela qual a fome que saciam de pronto se restabelece rapidamente.

Há carboidratos bons e outros não tão bons. Os carboidratos simples causam um aumento e, em seguida, uma queda brusca da glicose no sangue, refazendo em pouco tempo o apetite por alimentos doces. Já os alimentos que contêm carboidratos complexos são digeridos mais lentamente e, por isso, têm índice glicêmico mais baixo, causando sensação de saciedade por um tempo maior.

Em geral, os carboidratos são supridos em quantidade suficiente (e, às vezes, excessiva) por uma alimentação normal, mas, se consumidos em excesso, são armazenados sob a forma de gordura no organismo. É, pois, importante que não se exclua os carboidratos da dieta regular, nem se exagere na ingestão deles.

Os alimentos que contêm carboidratos complexos (cereais integrais, lentilhas, grão de bico, cenoura ou amendoim, etc.) são digeridos mais lentamente e por isso são alimentos ideais para os diabéticos e para quem esteja fazendo regime de emagrecimento. Ademais, são alimentos mais ricos em vitaminas do complexo B, ferro, fibras e minerais.

Depois da realização de uma atividade física, deve-se ingerir carboidratos de absorção rápida, para repor rapidamente as energias consumidas. Fora isso, devem ser preferidos os alimentos ricos em carboidratos complexos que, além de tudo, são também fontes de fibras, vitaminas e minerais. Quando são consumidos os carboidratos simples, eles devem ser ingeridos em conjunto com outros, contendo fibras.

A maior parte dos alimentos ricos em carboidratos é de origem vegetal. Uma exceção notável é representada pelo mel, produzido por abelhas. Alguns tipos de laticínios como iogurtes e queijos são alimentos ricos em carboidratos e proteínas. Depois de ingeridos, os alimentos que contêm carboidratos liberam a glicose, que é a principal fonte de energia das células. Se ela não for utilizada pelo organismo, será estocada no fígado como glicogênio ou então transformada em gordura para ser armazenada.

quarta-feira, 21 de setembro de 2016

Prescrição de codeína para crianças


A codeína é receitada há muitos anos para pacientes pediátricos como analgésico e agente antitussígeno. Ela é um pró-fármaco que tem de ser metabolizado no fígado em morfina para se tornar eficaz. No entanto, existe uma grande variabilidade genética na atividade da enzima hepática responsável por esta metabolização, a CYP2D6, e, como consequência, a resposta individual à codeína varia de nenhum efeito a uma alta sensibilidade.

Tem sido documentada a ocorrência de depressão respiratória inesperada e morte depois de crianças terem feito uso de codeína, muito em decorrência da metabolização ultrarrápida da droga pelo fígado. Os pacientes com apneia obstrutiva do sono documentada ou suspeita parecem estar particularmente em risco de hipersensibilidade aos opioides, sendo agravado o perigo entre os metabolizadores rápidos neste grupo.

Nos últimos cinco anos, várias organizações e agências reguladoras têm promulgado advertências relativas às respostas adversas associadas à codeína, como segue:

1.Março de 2011: A Organização Mundial de Saúde excluiu a codeína da sua lista de medicamentos essenciais para crianças por causa de preocupações com a eficácia e segurança questionáveis numa parte imprevisível da população pediátrica.

2.Agosto de 2012: A Food and Drug Administration (FDA) emitiu um alerta de segurança sobre o uso de codeína em crianças após amigdalectomia, adenoidectomia ou adenotonsilectomia.

3.Fevereiro de 2013: Uma atualização da FDA acrescentou um “box preto de advertência" em preparações contendo codeína. O aviso aconselha os profissionais de saúde a prescreverem um analgésico alternativo à codeína para o controle da dor pós-operatória em crianças submetidas à amigdalectomia e/ou adenoidectomia. A contraindicação foi adicionada para restringir o uso de codeína em tais pacientes. Os "Avisos de precaução", "Uso pediátrico" e "Seções de informações aos pacientes" da bula também foram atualizados.

4.Junho de 2013: A Agência Europeia de Medicamentos emitiu um relatório recomendando a restrição da codeína para o tratamento da dor de crianças com mais de 12 anos, bem como uma contraindicação ao seu uso em crianças menores de 18 anos submetidos à amigdalectomia e/ou adenoidectomia. Além disso, recomenda não usar a codeína em mulheres em amamentação.

5.Junho de 2013: A Health Canada anunciou que tinha revisto a segurança do uso da codeína e contra indicava o uso de codeína para tratamento da dor e da tosse em crianças menores de 12 anos.

6.Março de 2015: A Agência Europeia de Medicamentos concluiu uma revisão do uso de codeína para tosse e resfriado e recomenda contra o seu uso em crianças menores de 12 anos, bem como crianças e adolescentes entre 12 e 18 anos que têm problemas respiratórios.

Pesquisas clínicas adicionais devem ampliar a compreensão dos riscos e benefícios de opioides e não opioides, como alternativas à codeína, a serem administrados por via oral como agentes eficazes para a dor aguda e crônica.

terça-feira, 20 de setembro de 2016

Indústria do açúcar pode ter manipulado resultado de pesquisa sobre doenças coronarianas e o consumo de açúcar, colocando a culpa nas gorduras saturadas


Uma análise histórica de documentos internos da indústria do açúcar sugere que a indústria patrocinou um programa de pesquisa, na década de 1960 e 1970, que destacou a gordura e o colesterol como causas alimentares das doenças cardíacas coronarianas e minimizou a evidência de que o consumo de sacarose também seria um fator de risco.

Sinais precoces de alerta sobre o risco de doença cardíaca coronariana (DCC) e o consumo de açúcar (sacarose) surgiram na década de 1950.

Documentos internos da Sugar Research Foundation (SRF) foram examinados no estudo publicado pelo JAMA Internal Medicine, assim como relatórios históricos e declarações relevantes sobre os debates iniciais das causas alimentares das DCC.

A SRF patrocinou o seu primeiro projeto de pesquisa sobre DCC em 1965, uma revisão da literatura, publicada pelo The New England Journal of Medicine, que destacou a gordura e o colesterol como as causas alimentares das DCC e minimizou a evidência de que o consumo de sacarose também seria um fator de risco.

A SRF definiu o objetivo da avaliação, contribuiu com artigos para a inclusão e recebeu rascunhos.

O financiamento e o papel da SRF não foram divulgados.

Juntamente com outras análises recentes de documentos da indústria do açúcar, os resultados do estudo publicado agora pelo JAMA Internal Medicine sugerem que a indústria patrocinou um programa de pesquisa na década de 1960 e 1970 que com sucesso lançou dúvidas sobre os perigos da sacarose, promovendo a gordura e o colesterol como os culpados dietéticos das DCC.

Segundo os cientistas, os comitês de formulação de políticas devem considerar dar menos peso para estudos financiados pela indústria de alimentos e devem incluir mais estudos mecanicistas e com animais, bem como estudos avaliando o efeito da adição de açúcares nos vários biomarcadores coronarianos e no desenvolvimento da doença cardíaca.

segunda-feira, 19 de setembro de 2016

Prolapso do cordão umbilical


Ao nascer o bebê, o cordão umbilical tem aproximadamente dois centímetros de diâmetro e 50 a 60 centímetros de comprimento. Se ele for excessivamente longo, pode se enrolar no pescoço do feto e, se muito curto, pode tracionar a placenta e causar dificuldades durante a expulsão do feto.

Normalmente, o bebê se exterioriza com antecedência ao cordão umbilical que ainda fica, por um pequeno período, ligado à placenta, até que seja seccionado o coto umbilical. Se o cordão umbilical se colocar à frente do bebê, tem-se o chamado prolapso do cordão umbilical. Essa é uma condição rara (1/1000) e considerada uma complicação do parto, que pode ser fatal para o bebê, se não for adequadamente manejada.

O prolapso pode ser:
1.Oculto: quando o cordão se encontra sobre a cabeça do feto, mas não pode ser percebido à exploração.
2.Anterior: se o cordão pode ser palpado através das membranas quando o colo do útero estiver aberto.
3.Completo: nas ocasiões em que o cordão umbilical sai pela vagina.

O prolapso do cordão umbilical costuma acontecer se a apresentação do feto for de nádegas ou ele estiver atravessado no útero, mas também ocorre quando o bebê nasce de cabeça. Outros fatores que podem ocasionar essa condição são o nascimento de um segundo bebê, no caso de gêmeos, e se as membranas da bolsa das águas se romperem antes de o bebê descer para a pelve.

São também fatores de risco, além da ruptura de membranas, a prematuridade, as apresentações de ombro e de pé, polidrâmnios, em virtude da maior quantidade de líquido amniótico, que leva a um maior fluxo com maior força quando se rompem as membranas, pelve estreita, placenta prévia, tumores pélvicos, placenta de inserção baixa, desproporção cefalo-pélvica e cordão umbilical maior do que 60 centímetros de comprimento.

Caso o feto ainda não tenha descido para a pelve, o fluxo do líquido provocado pela rotura das membranas desloca o cordão umbilical para frente do feto. Então, a passagem do bebê pelo canal do parto, onde o cordão umbilical prolapsado já se encontra, produz a compressão do cordão, fazendo com que o bebê deixe de receber sangue com oxigênio.

No caso do cordão umbilical estar oculto, as membranas estão intactas e o cordão encontra-se ou à frente do feto ou preso em seu ombro. Em geral, o prolapso oculto é identificado graças a um padrão anormal na frequência cardíaca fetal (bradicardia) e o problema é resolvido mudando a posição da mãe ou levantando a cabeça do feto para aliviar a pressão sobre o cordão.

O prolapso de cordão acontece com maior frequência no início do trabalho de parto e quando a parte da apresentação do feto não está encaixada no estreito superior da pelve. Essa ocorrência pode passar despercebida ou se tornar evidente quando as membranas se rompem e o cordão umbilical sai pela vagina antes de o bebê emergir.

No prolapso completo, a paciente pode sentir o cordão deslizar pela vagina e pela vulva após a ruptura das membranas. O cordão pode ser visto ou sentido pela paciente ou pelo médico durante o exame externo ou interno. Com frequência, detectam-se sinais de sofrimento fetal, mediante ausculta. Se o cordão ficar exposto ao ar frio do ambiente, pode haver uma constrição, restringindo adicionalmente o fluxo de oxigênio ao feto.

O diagnóstico do prolapso de cordão se faz mediante a palpação direta ao se romperem as membranas. Com frequência, o diagnóstico efetua-se ao se encontrar mudanças no ritmo ou intensidade dos batimentos cardíacos do feto, bem como pela saída do líquido amniótico tingido de mecônio. O prolapso também pode ser diagnosticado pela ultrassonografia.

Um parto com prolapso de cordão umbilical é sempre uma situação de urgência e exige atendimento imediato. O objetivo do tratamento consiste em fazer com que o feto nasça o mais cedo possível. Em geral, isso deve ser feito por meio de uma cesárea. Se o prolapso é evidente, o bebê deve ser mantido manualmente numa posição alta até que a cesariana comece. No prolapso oculto, também por vezes tem de ser feito um parto cesáreo.

O oxigênio mediante máscara pode ser administrado à mãe, para melhorar a concentração sanguínea deste elemento e, assim, favorecer o bebê. Se o fenômeno ocorrer num ambiente não médico, a paciente deve ser deitada de barriga para cima, com a cabeça e os ombros abaixo de seus quadris. De modo adicional, a apresentação pode ser empurrada para cima, mediante a pressão com uma mão calçada com uma luva estéril, sendo necessário manter esta pressão até que se realizem os preparativos para o nascimento.

Se o prolapso do cordão se exterioriza, deve-se cobrir o cordão com toalhas estéreis umedecidas em solução salina estéril e morna, para evitar que ele esfrie.

A morbidade e a mortalidade fetais são elevadas e o prognóstico depende do grau de duração da compressão do cordão umbilical. A mortalidade do bebê devido a esta complicação é de cerca de 10%.

Não existe maneira de prever e prevenir o prolapso de cordão umbilical.

Para o feto, a compressão parcial do cordão por um período inferior a cinco minutos pode não ser nociva. A oclusão por tempo mais prolongado quase seguramente ocasionará lesão importante do sistema nervoso central ou a morte do bebê. O feto pode incorrer ainda em acidose metabólica, prematuridade e traumatismo ao nascimento.

Para a mãe, o puerpério pode ser complicado com infecção, podem ocorrer ainda lacerações do conduto do parto, ruptura do útero, atonia uterina, hemorragia e anemia.

sábado, 17 de setembro de 2016

Menina de 12 anos cria aplicativo para pessoas com Alzheimer


A pequena Emma Yang, de 12 anos, que vive em Nova York com os pais, encontrou na dificuldade de se comunicar com a avó uma forma de inovar e ajudar pessoas pelo mundo todo. A idosa, moradora de Hong Kong, no Japão, sofre de Alzheimer e estava com problemas para lembrar eventos diários, aniversários e até mesmo para reconhecer familiares.

Preocupada com a avó e frustrada por não conseguir ajudar muito morando tão longe dela, Emma decidiu usar a tecnologia a seu favor. ?Um dia minha avó esqueceu o meu aniversário e o do meu pai. A distância faz com que seja muito difícil de ajuda-la, especialmente por causa do progresso da doença. Reconhecer pessoas e lembrar que são está se tornando incrivelmente difícil para minha avó. Ela não lembra se já falou algo. Ela não lembra os números de telefone e os endereços e sofre quando precisa falar com alguém", disse Emma ao site Senior Planet.

Foi então que a menina criou o Timeless: o primeiro aplicativo feito especificamente para pacientes de Alzheimer, que atua diretamente nos problemas de memória e confusão mental. É comum, por exemplo, que pessoas com a doença liguem várias vezes para a mesma pessoa em um curto espaço de tempo. Por isso, o aplicativo tem uma função de notificar o usuário caso ele esteja tentando ligar para alguém com quem já falou nos últimos cinco minutos.

A novidade também conta com reconhecimento facial, para ajudar da identificação de familiares e amigos, e também existe um botão para lembrar o paciente de seu próprio nome. Ele ainda tem horário, data, previsão do tempo e agenda. Para a família acompanhar mais de perto a pessoa com Alzheimer, o app fornece atualizações das atividades realizadas pelo usuário.

"O potencial da tecnologia em ajudar a minha avó e outros que sofrem de Alzheimer ao longo de seu caminho é o que me inspirou a criar o Timeless, porque apesar das dificuldades da doença, o paciente de Alzheimer também deve ser capaz de aproveitar os momentos eternos da vida", afirma Emma.

A jovem recebeu, inclusive, um dos prêmios do Ten Under Twenty 2016, premiação americana que reconhece 10 trabalhos inovadores de estudantes com menos de 20 anos de idade. Ela ressalta que o aplicativo ainda está em fase de desenvolvimento e deve ser oficialmente lançado até o final deste ano.


fonte: site Minha Vida

sexta-feira, 16 de setembro de 2016

Fumo passivo na infância tem consequências cardiovasculares


Embora os programas de saúde pública tenham levado a uma diminuição substancial na prevalência do tabagismo, os efeitos adversos da exposição à fumaça do cigarro para a saúde ainda não é coisa do passado.

Nos Estados Unidos, quatro de dez crianças em idade escolar e um de três adolescentes são involuntariamente expostos ao fumo passivo, com crianças de etnias minoritárias e aquelas que vivem em famílias com baixo status socioeconômico sendo desproporcionalmente afetadas (68% e 43%, respectivamente).

As crianças são particularmente vulneráveis, com pouco controle sobre sua casa e seu ambiente social, elas não têm a compreensão e a capacidade de evitar a exposição ao fumo passivo por própria vontade; também têm características fisiológicas ou comportamentais que as tornam especialmente susceptíveis aos efeitos do fumo passivo.

A fumaça que emana a partir da ponta acesa do cigarro, um importante componente do fumo passivo, contém uma concentração mais elevada de algumas toxinas do que o fumo principal (inalado pelo fumante diretamente), fazendo com que o fumo passivo seja potencialmente tão perigoso quanto ou ainda mais perigoso do que fumar diretamente.

Evidências convincentes, tanto em animais como em humanos, mostram que a exposição ao fumo passivo durante a infância:

•É prejudicial para a função e a estrutura arteriais, resultando em aterosclerose prematura e suas consequências cardiovasculares.
•Está relacionada a prejuízos na função autonômica cardíaca e a mudanças na variabilidade da frequência cardíaca.
•Está associada à agregação de fatores de risco cardiometabólico tais como obesidade, dislipidemia e resistência à insulina.

Sabe-se que as intervenções individualizadas para reduzir a exposição das crianças ao fumo passivo são, pelo menos, modestamente eficazes, assim como iniciativas políticas amplas como a proibição de fumar em qualquer lugar e o aumento de impostos do cigarro.

Esta declaração da American Heart Association resume as evidências disponíveis sobre as consequências para a saúde cardiovascular da exposição ao fumo passivo na infância e serve de apoio para reduzir ainda mais ou eliminar a exposição ao cigarro desta população vulnerável. Ela possui dados relevantes de estudos epidemiológicos, experiências em laboratório e ensaios comportamentais controlados sobre fumo passivo e risco de doença cardiovascular em crianças.

A informação sobre os efeitos da exposição ao fumo passivo no sistema cardiovascular, em estudos pediátricos e com animais, incluem perturbações vasculares, ativação de plaquetas, oxidação e inflamação, disfunção endotelial, aumento da rigidez vascular, alterações na estrutura vascular e disfunção autonômica.

As evidências epidemiológicas, observacionais e experimentais acumuladas até o momento demonstram as consequências cardiovasculares prejudiciais à saúde geradas pela exposição de crianças ao fumo passivo.

A consciência das consequências cardiovasculares adversas da exposição ao fumo passivo durante a infância pode facilitar o desenvolvimento de intervenções individuais, familiares e de saúde pública para reduzir e, idealmente, eliminar a exposição ao fumo passivo na infância. Isto exige uma política forte que tenha tolerância zero com a exposição das crianças ao fumo passivo

quinta-feira, 15 de setembro de 2016

Será que os antidepressivos estão sendo mais prescritos do que o necessário?


Antidepressivos são medicamentos que atuam no Sistema Nervoso Central, com vistas a normalizar o estado do humor, quando ele se encontra rebaixado por uma depressão. Esses medicamentos não atuam elevando o estado normal do humor, no que se distinguem dos psicoestimulantes, nem sobre as depressões reativas a intempéries da vida.

As doenças depressivas são consequência de modificações da transmissão neuroquímica entre os neurônios em áreas do sistema nervoso que regulam o estado do humor. Os antidepressivos procuram corrigi-las. Ao contrário dos psicoestimulantes eles não produzem dependência. Em geral, a ação terapêutica dos antidepressivos é relativamente lenta, de cerca de quinze dias, em média, mas a recuperação pode tardar um mês ou mais.

Ultimamente, o conceito de depressão se alargou muito e com isso o uso de antidepressivos disparou ao longo das últimas duas décadas. Os motivos para isso são:

1.O conceito de depressão tem sido aplicado com muita liberalidade. A depressão está sendo diagnosticada em excesso, sem satisfazer o descrito no Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (DSM).

2.Os meios de comunicação veiculam propagandas que promovem antidepressivos.

3.A população tem pedido, cada vez mais, medicamentos antidepressivos a seus médicos. Simples insatisfações com a vida ou a dificuldade de lidar com elas estão sendo incluídas no diagnóstico de depressão e erroneamente se tornando motivo para o uso de antidepressivos.

Para se ter uma ideia desses exageros, basta a constatação de que uma em cada quatro mulheres americanas na faixa entre 40 e 50 anos toma antidepressivos!

O diagnóstico de depressão passou a abranger um espectro muito amplo de ocorrências psicológicas, mas somente umas poucas entre elas seriam verdadeiramente tributárias ao uso de medicações. Uma reação normal, passageira, de decepção ou perda, não deve ser tratada com medicação mas, se for o caso, com psicoterapia. Num consultório de clínica geral as genuínas “depressões-doenças” são extremamente raras. No entanto, todos os indivíduos diagnosticados com “depressão”, mesmo sem um motivo plausível, recebem medicação antidepressiva. Observe-se ainda que quase sempre essas receitas partem de clínicos gerais ou especialistas que não receberam nenhum treinamento em saúde mental.

Não há um teste de laboratório capaz de diagnosticar a verdadeira depressão e a necessidade de um antidepressivo. O diagnóstico da depressão é uma tarefa inerentemente subjetiva, com base nos sintomas, na história clínica e na observação. Uma verdadeira depressão, contudo, exibe sintomas muito nítidos:

1.Ausência de fatores causais vivenciais. Ela pode acontecer inclusive “quando tudo está muito bem”.

2.Presença de tristeza profunda, expressa corporalmente.

3.Falta de interesse mesmo pelas coisas que antes entusiasmava o paciente.

4.Sintomas que prejudicam o funcionamento cotidiano do paciente, como ganho ou perda de peso, alterações do sono, lentificação das reações, fadiga e pouca energia.

5.Sentimentos de inutilidade ou de culpa excessiva.

6.Dificuldade de concentração.

7.Pensamentos recorrentes de morte que às vezes se realizam sob a forma de suicídio.

É preciso, pois, distinguir verdadeiras depressões de meras reações depressivas. Enquanto as primeiras têm uma base bioquímica cada vez mais bem conhecida e costumam responder espetacularmente aos antidepressivos, as outras não o fazem e devem, no máximo, ser tratadas com uma abordagem psicológica adequada. Em muitos casos, a eficácia dos antidepressivos receitados não passa daquela dos efeitos placebos.

Os antidepressivos geram efeitos colaterais incômodos e alguns podem levar a reações graves e mesmo fatais. Assim, eles podem causar disfunção sexual, dependência e síndrome de privação (pouco comum), mania/hipomania, suicídio após o início da terapia, aumento no tempo de sangramento do paciente, boca seca devido à redução do fluxo salivar, aumento na secreção de prolactina, perda de apetite, constipação intestinal e síndrome serotoninérgica.

Além disso, os antidepressivos inibidores da monoaminoxidase, quando associados a outros antidepressivos ou a certos alimentos que contenham tiramina (queijos envelhecidos, vinhos, chope, pão de queijo, casca de banana, salames, presuntos, linguiças, mortadelas, patês, panetones, etc.), podem desencadear crises hipertensivas e todas as consequências delas, como acidentes cardíacos ou neurológicos. Alguns outros remédios, como descongestionantes e antigripais, também devem ser evitados pelos mesmos motivos.

quarta-feira, 14 de setembro de 2016

Acidose lática


Acidose é a condição em que os fluidos corporais contêm mais ácido que o normal. A acidez do sangue é medida pela determinação do seu pH. O pH normal do sangue deve ficar em torno de 7,4. Um pH abaixo disso significa que o sangue é ácido, enquanto que um pH mais elevado significa que o sangue é básico.

Há dois tipos de acidose: respiratória e metabólica. A acidose respiratória ocorre quando o gás carbônico (CO2) acumula-se no corpo em virtude de alguma patologia pulmonar. Já a acidose metabólica começa nos rins, em vez de nos pulmões. Ela ocorre quando esses órgãos não podem eliminar o ácido de maneira eficiente ou quando eles eliminam um excesso de base.

Existem três principais formas de acidose metabólica: (1) acidose diabética em pessoas com diabetes mal controlado; (2) acidose hiperclorêmica, devido a uma perda de bicarbonato de sódio; (3) acidose láctica, devido a um excesso de ácido láctico no corpo.

O ácido láctico é o produto final da metabolização anaeróbica da glicose nos tecidos. Na eventualidade da carência de oxigênio, o ácido láctico é produzido como o ciclo anaeróbio é utilizado para a produção de energia. O lactato sai das células e é transportado para o fígado, onde é oxidado de volta à glicose. Seu excesso representa aumento do metabolismo anaeróbio devido à hipoperfusão tecidual. Com um débito persistente de oxigênio tem-se a acidose láctica.

A acidose láctica é causada pelo acúmulo de ácido lático no corpo e é uma forma distinta de acidose metabólica. A hipóxia e hipoperfusão teciduais forçam as células a metabolizar a glicose, anaerobicamente, e isso resulta na formação de ácido láctico. A acidose láctica é caracterizada por níveis de lactato maiores do que 5 mmol/L e pH sérico menor do que 7,35.

A acidose metabólica pode ocorrer

(1) quando o corpo produz muito ácido,
(2) os rins não conseguem remover o ácido produzido normalmente pelo organismo ou então
(3) quando algum problema nos pulmões causa acúmulo de dióxido de carbono no sangue.

A acidose lática ocorre quando as células do corpo não têm oxigênio em nível suficiente para seu uso e então produzem o ácido lático a partir de hidratos de carbono, o qual se acumula no sangue, causando acidose. Algumas condições médicas são fatores de risco para a acidose láctica: distúrbios renais e pulmonares, doenças do fígado ou do coração, diabetes, câncer, síndrome da imunodeficiência adquirida, certas doenças genéticas e o uso de alguns medicamentos.

Quando os níveis de oxigênio de uma pessoa caem muito abaixo do normal, o organismo começa a metabolizar hidratos de carbono para atender às necessidades de energia do corpo e, isso, leva à criação de ácido láctico. Os níveis de ácido láctico podem aumentar durante o exercício extenuante e quando certas doenças ou distúrbios reduzam o fluxo de sangue e oxigênio.

A acidez reduz o pH do sangue e torna a respiração mais profunda e mais rápida, porque o corpo tenta liberar o excesso de ácido no sangue. Além disso, os rins também podem ficar sobrecarregados com a necessidade de excretar uma quantidade maior de ácido na urina.

De início os sintomas da acidose láctica são, entre outros menos comuns, dor abdominal, náusea persistente e vômitos. A pessoa pode também sentir frio, especialmente nos braços e pernas, cansaço e fraqueza muscular. Adicionalmente, podem incluir respiração rápida, dificuldade respiratória, sudorese, pele úmida e mau hálito. Em virtude da baixa de oxigênio, as extremidades (mãos e pés) podem ficar azuladas ou arroxeadas e o indivíduo pode tornar-se sonolento e sofrer tonturas.

A acidose láctica pode ser detectada e monitorada através de exames de sangue. Identificar a acidose láctica clinicamente pode ser difícil porque os sintomas são parecidos aos de outras condições mórbidas. Isso pode ser especialmente problemático quando a pessoa tem outra doença crônica.

O tratamento sintomático da acidose lática consiste em administrar medicamentos para tornar o sangue mais alcalino. O tratamento principal consiste em identificar e corrigir a causa subjacente da doença que esteja causando o problema, o que pode exigir a administração de novos medicamentos. Em casos mais graves, a diálise peritoneal é outra possibilidade de tratamento.

Se não tratada, a acidose láctica pode progredir para um aumento do fígado, baixa da pressão arterial, ritmo cardíaco lento, batimento cardíaco irregular, desmaios e coma. A acidose láctica não tratada ou com tratamento tardio pode ser fatal.

terça-feira, 13 de setembro de 2016

Anestesias


Anestesia (do grego: an=ausência + aisthēsis=sensação) é a condição em que uma pessoa tem suas sensibilidades (incluindo a dor) bloqueadas ou suspensas temporariamente, para permitir cirurgias e outros procedimentos médicos que causam dor ou angústia.

Outra definição comumente usada é a de "ausência reversível da consciência", do total ou de uma parte do corpo. A anestesia é induzida farmacologicamente e além de analgesia, causa também amnésia, perda de responsividade, perda de reflexos musculares esqueléticos e de resposta ao estresse.

A palavra “anestesia” foi cunhada por Sir Oliver Wendell Holmes, em 1846.

Há quatro tipos de técnicas anestésicas:

(1) sedação,
(2) anestesia local,
(3) anestesia geral e
(4) bloqueios anestésicos regionais.

A sedação tem por objetivo reduzir a ansiedade do paciente, permitindo que determinadas pequenas cirurgias, procedimentos ou exames sejam realizados sem que o paciente sinta dores ou angústias. Os medicamentos aplicados por via venosa ou inalatória induzem o sono e desfazem a ansiedade. A sedação pode ser associada à anestesia local ou regional para permitir que o paciente permaneça tranquilo durante o ato cirúrgico.

A anestesia local é utilizada em pequenas regiões do corpo, quase sempre na pele. Ela costuma ser feita também em biópsias, punções profundas, suturas na pele, etc.

A anestesia geral leva à hipnose (sono), analgesia (ausência de dor) e imobilidade. Ela é indicada para cirurgias de grande porte, envolvendo vísceras no interior de cavidades do corpo (tórax ou abdômen) ou outras condições médicas. A anestesia geral demanda assistência ventilatória, porque paralisa a respiração espontânea normal. Essa assistência é feita por meio de cânulas, máscaras especiais e tubos inseridos na traqueia. A anestesia geral pode ser feita por meio de medicamentos venosos ou da inalação de gases anestésicos, mas frequentemente ambas as técnicas são usadas combinadamente. Pode-se associar também algum tipo de bloqueio anestésico regional, objetivando reduzir a dor no pós-operatório.

Os bloqueios anestésicos são anestesias regionais, em que uma parte do corpo fica insensível (geralmente braços, pernas ou parte inferior do abdômen), com preservação da consciência. Os bloqueios chamados periféricos são feitos por meio de injeção de anestésicos locais no trajeto de nervos. Quando aplicados na região da coluna espinhal podem ser de dois tipos: (1) raquianestesia e (2) anestesia peridural.

Na raquianestesia, o anestésico é injetado dentro da membrana subaraquinoidea, na coluna lombar, e na anestesia peridural ele é administrado no espaço peridural. Um dos exemplos mais conhecidos de bloqueio anestésico é aquele que ocorre em procedimentos ortopédicos dos membros inferiores e nas operações cesarianas. Em partos normais também pode ser utilizada qualquer uma dessas técnicas, porém a quantidade de anestésico utilizada é muito pequena.

Os anestésicos locais são injetados na região do corpo que se deseja anestesiar e assim bloqueiam localmente as terminações nervosas, que passam a não mais captarem impulsos de dor ou das demais sensibilidades, sem afetar a consciência. O anestésico local também pode vir sob a forma de pomada, creme ou gel, para aplicações superficiais na pele ou mucosas. É importante que o anestésico local atinja seu local de ação em concentração suficiente para produzir a perda da sensibilidade dolorosa, mas isso nem sempre ocorre, como em regiões inflamadas e infeccionadas, por exemplo, em virtude, sobretudo, de alterações do pH dos tecidos.

A anestesia geral compreende quatro fases distintas:

1.Sedação: também chamada de pré-medicação, que acontece ainda fora do centro cirúrgico e é realizada para que o paciente chegue à cirurgia mais calmo e relaxado. Quase sempre é feita por meio de um ansiolítico de curta duração que proporciona ao paciente uma leve sedação.

2.Indução: feita com medicação endovenosa que induz a passagem do paciente ao estado de inconsciência. Contudo, a anestesia ainda precisa ser aprofundada porque nesse estágio o paciente ainda pode sentir dor. Para que a cirurgia ou outro processo em causa possa ser realizado, o anestesista normalmente associa um potente analgésico derivado do ópio. Na fase inicial da indução, o paciente é intubado (uma cânula é colocada em sua traqueia) e a respiração passa a se fazer mecanicamente.

3.Manutenção: fase em que os fármacos têm uma duração menor que o procedimento a ser realizado, por isso, é necessário que continuem a ser administrados durante a execução do mesmo. Isso pode ser feito por via inalatória ou endovenosa.

4.Recuperação: consiste na retirada dos anestésicos, objetivando findar a anestesia junto ao término do procedimento que está sendo executado. Alguns fármacos que atuam como antídotos do relaxamento muscular podem ser administrados, assim como também podem ser novamente administrados fármacos derivados do ópio, para que o paciente não acorde com dores. O paciente deve permanecer por algum tempo em uma sala de recuperação do centro cirúrgico até que os anestésicos sejam eliminados e o paciente comece a recobrar a consciência, voltando a respirar por si mesmo. Nesse momento, o tubo de intubação traqueal pode ser removido.

Devido à possibilidade (rara) de complicações, a anestesia peridural sempre deve ser feita num hospital. O paciente deve deitar-se em decúbito lateral, com o pescoço e os joelhos dobrados, procurando atingir o tórax, em posição fetal. A aplicação pode também ser realizada com o paciente assentado, recurvado em direção ao peito, joelhos fletidos e abraçados em direção ao peito. O médico decidirá a melhor postura, levando em conta as condições clínicas do paciente.

Na anestesia peridural o médico acessa o espaço peridural com uma fina agulha através das costas do paciente, num intervalo intervertebral escolhido, tanto podendo ser realizada a nível cervical, torácico, lombar ou sacral, sendo mais fácil entre L3 e L5, onde o espaço peridural é maior. A agulha é penetrada até encontrar a resistência do ligamento amarelo, a qual deve ser vencida para atingir-se o espaço peridural.

O anestésico pode ser aplicado em dose única, pode ser repetido ou ser usado de forma contínua, o que exige a colocação de um cateter que permanecerá no local durante todo o tempo da anestesia. Dentro de alguns minutos, após a injeção do anestésico, a pessoa deixará de sentir a parte do corpo visada, em virtude da anestesia das raízes nervosas correspondentes, geralmente da cintura para baixo.

O paciente é levado ao centro cirúrgico de uma clínica ou de um hospital e é deitado em uma mesa, na qual geralmente recebe uma sedação venosa que o deixa meio “grogue”. Então, deitado em decúbito lateral e curvado para frente, uma fina agulha é introduzida nas suas costas, no intervalo entre as últimas vértebras lombares (L3/L4; L4/L5), até o canal medular, no espaço onde circula o líquor e onde será injetado o anestésico. A dor dessa introdução é inteiramente suportável, mas para evitá-la costuma ser feita uma anestesia local.

Para alguns procedimentos médicos, basta uma injeção única. Para que o efeito da raquianestesia se prolongue por um tempo maior, se necessário, pode ser deixado um cateter, pelo qual novas doses da medicação podem ser injetadas. A perda das sensações e dos movimentos começa de baixo para cima (dos pés para o umbigo) e a recuperação se dá no sentido contrário (do umbigo para os pés).

Existe o mito de que a anestesia geral é perigosa. No entanto, isso não é verdade, a anestesia geral é bastante segura. Em pessoas saudáveis, a taxa de complicações não passa de 1,4 para cada milhão de pacientes anestesiados. Os problemas que podem surgir devem-se quase sempre às condições mórbidas pré-existentes, cardíacas, pulmonares, renais ou hepáticas.


segunda-feira, 12 de setembro de 2016

Síndrome de Tourette


A síndrome de Tourette, também conhecida por doença de Gilles de la Tourette, é um transtorno caracterizado por diversos tiques motores e pelo menos um tique vocal. Estes tiques se manifestam desde a infância e têm remissões e recidivas periódicas, podendo ser suprimidos temporariamente.

Anteriormente, a síndrome de Tourette era considerada rara e bizarra porque se exigia dela que fosse associada à vocalização de termos obscenos (coprolalia) ou afirmações e impulsos depreciativos, socialmente impróprios; mas, na verdade, este sintoma se manifesta apenas numa pequena minoria de pessoas com a doença. Atualmente, a síndrome de Tourette já não é considerada tão rara, embora nem sempre seja corretamente identificada, uma vez que a maior parte dos casos é moderada e a gravidade dos tiques diminui à medida que a pessoa atravessa a adolescência e vai se tornando adulta.

A denominação de síndrome de Tourette foi dada por Charcot em homenagem ao médico francês Gilles de la Tourette que publicou em 1885 um relato de nove casos da doença, embora a condição já fosse conhecida.

Fatores genéticos e ambientais desempenham um papel na causa desta síndrome, embora se desconheçam as causas precisas da doença.

Os tiques ocorrem com maior frequência nas crianças em idade escolar e os mais comuns são piscar os olhos, tossir, limpar a garganta, fungar e fazer determinados movimentos faciais, os quais, eventualmente, se tornam crônicos. Porém, no decorrer da vida adulta, frequentemente, os sintomas vão aos poucos se amenizando e diminuindo.

A síndrome de Tourette não afeta a inteligência ou a expectativa de vida. Os tiques podem se manifestar em qualquer parte do corpo (barriga, nádegas, pernas, braços, etc.), mas são mais frequentes no rosto e na cabeça.

Os comportamentos obsessivos compulsivos que podem se associar à síndrome de Tourette ocorrem em cerca de 50% dos casos. Outros sofrimentos psíquicos que têm se mostrado abundantes são os distúrbios do sono, a ansiedade e a depressão. Outros aspectos comportamentais são comportamentos opositivos, agressivos, regressivos, impulsivos; incapacidade de autorregulação, autocrítica e adaptação; intolerância à tensão; incapacidade de controle e liberação dos impulsos e instintos primitivos. Os sintomas da síndrome de Tourette ocorrem involuntariamente.

Raramente uma pessoa que sofre dessa condição consegue controlar seus tiques e jamais por períodos prolongados de tempo. Alguns tiques fônicos involuntários presentes na síndrome podem ser leigamente rotulados como "gagueira". A reação de muitas pessoas à síndrome é de reprovação, especialmente, quando a pessoa é afetada com gagueira e coprolalia.

O diagnóstico da síndrome de Tourette é eminentemente clínico. Os critérios estabelecidos pelo DSM-IV-TR são:

1.Múltiplos tiques motores e um ou mais tiques vocais.
2.Os tiques ocorrem muitas vezes ao dia, quase todos os dias, ou intermitentemente durante um período de mais de um ano.
3.A perturbação causa acentuado sofrimento ou prejuízo significativo no funcionamento social, ocupacional ou em outras áreas importantes da vida do indivíduo.
4.O início dá-se antes dos 18 anos de idade.
5.A perturbação não se deve aos efeitos diretos de uma substância ou a uma condição médica geral.

Não existem tratamentos eficazes para todos os casos de tiques, mas alguns medicamentos e terapias podem ajudar, sintomaticamente. Na maior parte dos casos, não é necessária qualquer medicação. A educação é uma parte importante do tratamento e muitas vezes suficiente enquanto terapêutica.

Pode haver comorbidades como gagueira, transtorno de déficit de atenção, transtorno obsessivo compulsivo, entre outros, que causam maiores transtornos funcionais ao indivíduo do que os próprios tiques.

sexta-feira, 9 de setembro de 2016

Produtos lácteos podem causar acne em adolescentes?


O textos mais recentes tÊm relacionado o consumo de laticínios com um potencial efeito indutor de acne.

Com o objetivo de investigar esta relação de consumo em adolescentes, cientistas da Pennsylvania State College of Medicine testaram a hipótese de que adolescentes com acne facial consumem mais produtos lácteos do que aqueles sem acne.

Um estudo de caso-controle foi realizado com 225 participantes, idades entre 14 e 19 anos, tanto com acne moderada ou nenhuma acne.

A acne moderada foi determinada por um dermatologista utilizando a escala Global Acne Assessment Scale.

Os participantes que atenderam os critérios de inclusão então completaram até 3 entrevistas sobre registro alimentar de 24h usando o software Nutrition Data System for Research e a ingestão de alimentos e nutrientes foi comparada entre os grupos.

A quantidade de leite de baixo teor de gordura/leite desnatado consumida pelos jovens com acne foi significativamente maior do que por aqueles sem acne.

Nenhuma diferença significativa foi encontrada entre a ingestão de leite integral, gordura saturada, gordura trans ou com a carga glicêmica dos alimentos.

Nenhuma diferença significativa foi encontrada para a ingestão calórica total ou para o índice de massa corporal (IMC).


O estudo possui algumas limitações como o autorrelato da dieta e do tamanho da porção consumida e da falta de determinação de um nexo de causalidade.

No entanto, as conclusões mostram que o consumo de leite com baixo teor de gordura/leite desnatado, mas não a ingestão de leite integral, foi positivamente associado com acne nos adolescentes estudados.



Fonte: Journal of the American Academy of Dermatology, volume 75, número 2, de agosto de 2016

quinta-feira, 8 de setembro de 2016

Dieta hiperproteica


As proteínas são macromoléculas formadas pelo encadeamento de moléculas menores, conhecidas como aminoácidos, em número de mais de vinte. Existem diversos tipos de proteínas nos seres vivos, variando de espécie para espécie, principalmente quanto ao número de aminoácidos e à sequência em que eles se dispõem nas cadeias peptídicas. Quanto mais as espécies sejam distantes entre si, mais as proteínas diferem umas de outras.

Durante as fases de crescimento e desenvolvimento do indivíduo, há um aumento extraordinário do número de suas células e elas passam a exercer funções especializadas, dando origem a tecidos e órgãos. As proteínas são essenciais a esse metabolismo de construção celular. Assim, a pele contém proteínas, o cabelo e as unhas são basicamente formados por elas, elas estão presentes na saliva, na insulina e na hemoglobina e ajudam a formar as fibras nervosas, musculares e os tendões.

As proteínas são, basicamente, fornecidas por alimentos. O organismo produz apenas parte dos aminoácidos que as forma. Os alimentos de origem animal como carne, peixe, ovo, leite, queijo e iogurte são os mais ricos em proteínas. Essas proteínas animais, além de estarem presentes em grandes quantidades, são de melhor qualidade e mais facilmente utilizadas pelo organismo. No entanto, vegetais como ervilha, feijão e soja também possuem boas quantidades de proteína e podem ser utilizados em uma dieta equilibrada para manter o bom funcionamento do corpo.

As chamadas proteínas magras estão contidas nos alimentos de origem vegetal e nas carnes pobres em gordura, como peito de frango e peito de peru sem pele, clara de ovo e peixes magros. Quando se ingere proteínas elas são “quebradas” pelo processo digestivo e, então, os aminoácidos que as compõem são absorvidos. A digestão das proteínas normalmente é mais difícil e demorada, mais que a dos demais tipos de alimentos (os carboidratos, por exemplo), constituindo aquilo a que leigamente se refere como “digestão pesada”.

As proteínas têm papel fundamental em praticamente todos os processos biológicos e, entre outras, são uma boa estratégia para aumentar a massa muscular e definir o corpo, especialmente quando acompanhadas de exercícios físicos. Algumas outras funções das proteínas, extremamente importantes, são: formação estrutural das células componentes de diversos tecidos, função enzimática (quase todas as enzimas são proteínas), reserva energética, regulação osmótica, transporte de substâncias orgânicas, formação de anticorpos, atuação nos movimentos (proteínas contráteis), integração do sistema endócrino e formação dos hormônios.

As chamadas proteínas magras, além de favorecer o crescimento muscular, ajudam a prevenir doenças como aterosclerose, colesterol alto e excesso de peso. Entre outras funções que podem ser atribuídas às proteínas, destacam-se seu papel no transporte de oxigênio, por meio da hemoglobina, nas enzimas catalisadoras de reações químicas, nos receptores químicos nas membranas celulares, além de serem fundamentais para o crescimento.

Uma característica importante é a capacidade de desnaturação. Isso ocorre quando elas são submetidas, por exemplo, ao calor excessivo, agitação, radiação e pH extremo. Nessas condições, esses compostos orgânicos alteram-se de maneira irreversível, causando a perda de suas propriedades. É por isso que, ao cozinhar alguns alimentos, perde-se muito do seu poder nutricional. Existem, ainda, diversas proteínas das quais não se conhece bem a função.

terça-feira, 6 de setembro de 2016

Ingestão precoce e regular de ovo evita mesmo a alergia ao ovo em crianças?


A idade ideal para introduzir ovo na dieta infantil tem sido debatida durante as últimas duas décadas no contexto do aumento das taxas de alergia ao ovo.

Com o objetivo de determinar se o consumo regular de proteína do ovo, a partir de 4-6 meses de idade, reduz o risco de alergia ao ovo mediada por IgE, em lactentes com risco hereditário, mas sem eczema, foi realizado um estudo publicado pelo The Journal of Allergy and Clinical Immunology.

Lactentes com idade entre 4 a 6 meses foram alocados aleatoriamente para receber ovo integral cru pasteurizado diariamente (n=407) ou um pó de arroz da mesma cor do pó do ovo até 10 meses de idade.

Todos as crianças seguiram uma dieta livre de ovo e o ovo cozido foi introduzido para ambos os grupos aos 10 meses. O desfecho primário foi a alergia ao ovo mediada por IgE definida pela sensibilização positiva ao ovo cru pasteurizado e pela sensibilização ao ovo aos 12 meses de idade.

Não houve diferenças entre os grupos no percentual de crianças com alergia ao ovo mediada por IgE.

Uma proporção maior de participantes no grupo do ovo parou de tomar o pó do estudo devido a uma reação alérgica confirmada.

Os níveis de IgG4 específica do ovo eram substancialmente mais altos no grupo do ovo aos 12 meses.

Concluiu-se que não foi encontrada nenhuma evidência de que a ingestão regular de ovos a partir de 4-6 meses de idade altere substancialmente o risco de alergia ao ovo com um ano de idade, em crianças que estão em risco hereditário de doença alérgica e não tinham apresentado sintomas de eczema no início do estudo.


Imunoglobulina E (IgE) é um anticorpo. Está presente no soro sanguíneo em baixas concentrações. É encontrada na membrana de superfície de basófilos e mastócitos em todos os indivíduos. Tem um papel importante na imunidade ativa contra parasitas helmintos, atraindo os eosinófilos. Cinquenta por cento dos pacientes com doenças alérgicas tem altos níveis de IgE. A específica interação entre o antígeno e a IgE ligada no mastócito resulta em liberação de histamina, leucotrieno, proteases, fatores quimiotáxicos e citocinas. Esses mediadores podem produzir broncoespasmo, vasodilatação, aumento da permeabilidade vascular, contração de músculo liso e quimioatração de outras células inflamatórias (eosinófilos, por exemplo).

Os anticorpos da classe IgE são responsáveis pelos fenômeno anafiláticos em várias espécies, e particularmente no homem. A concentração dessa classe de Ig é extremamente baixa no soro, e os conhecimentos sobre a estrutura da sua molécula foram possíveis graças ao encontro de pacientes com mieloma de IgE.

O peso molecular da IgE é de 188 kDa, e a cadeia ε isolada pesa cerca de 72,5 kDa. Eletroforeticamente, a IgE migra com a fração mais rápida das gamaglobulinas e sedimenta na fração 8S na ultracentrifugação. A cadeia ε possui cinco domínios(Vh, Cε2, Cε3, Cε4), não possui as regiões extradomínios correspondente à região da dobradiça da cadeia Υ nem o nonadecapeptídeo da extremidade carboxílica da cadeia μ.




Fonte: The Journal of Allergy and Clinical Immunology, publicação online, de 21 de agosto de 2016

segunda-feira, 5 de setembro de 2016

Clareamento dos dentes


O clareamento dental é constituído por técnicas adotadas pelos dentistas para clarear (tornar mais brancos) os dentes anteriormente manchados ou escurecidos.

Os dentes não são, por natureza, perfeitamente brancos, mas a maioria das pessoas acredita que podem torná-los mais brancos que naturalmente. Eles escurecem ou mancham em virtude de certas comidas, bebidas e alimentos como café, chá, vinho, isotônicos, remédios e cigarros. Com o passar do tempo, os dentes vão incorporando pigmentos e vão amarelando com a idade.

Há diferentes maneiras de remover manchas ou clarear os dentes, deixando-os mais brancos. O clareamento caseiro pode ser feito com kits contendo tubetes de substâncias clareadoras que devem ser usados conforme recomendações do dentista. O clareamento caseiro consiste no uso de uma moldeira de silicone que deverá ser preenchida com um gel que contém a substância clareadora, usada todos os dias, durante três a quatro semanas. Embora este seja o método de preferência de muitos dentistas, ele exige do paciente disciplina para o uso diário e por um período longo.

Fumar e consumir excessivamente bebidas e alimentos com muitos pigmentos pode diminuir a eficácia do tratamento. Há também os clareamentos profissionais que utilizam agentes clareadores em concentrações mais elevadas e que produzem resultados mais rápidos. É possível associar o clareamento profissional ao clareamento caseiro, para um maior sucesso do tratamento.

O procedimento conduzido por um profissional pode ser realizado no consultório. São necessárias duas ou três sessões, uma por semana, mas já dá para sentir os resultados na primeira aplicação. O laser também pode ser associado a esses recursos. Embora o tratamento tenha ficado conhecido como “clareamento a laser”, o procedimento também pode ser realizado com luzes de LED.

Alguns alimentos são proibidos durante o tratamento porque os dentes ficam mais permeáveis e, dessa forma, a chance de absorver os pigmentos é maior. Não se deve ingerir suco de uva, vinho tinto, refrigerantes à base de cola, café, chás, beterraba dentre outros. Também não se deve usar nicotina, pois ela amarela os dentes. Nem sempre os dentes ficam inteiramente brancos após o tratamento, sobretudo se a matriz do dente, que não pode ser mudada, não for exatamente branca.

O tratamento é contraindicado em alguns casos: se a pessoa já tem muita sensibilidade na gengiva, se a pessoa tem muitas restaurações ou manchas causadas pelo uso do antibiótico, gestantes e menores de 16 anos.

Os resultados do clareamento duram, em média, de um a dois anos, independentemente do método utilizado. Para fazê-los durar o maior tempo possível, é preciso manter uma boa higiene bucal além de evitar cigarro e alimentos que escureçam os dentes, como açaí, chocolate, ketchup, molho de soja e outros.

Escovar regularmente os dentes, passar fio dental e utilizar um enxaguatório bucal adequado são ótimas formas de prevenir que os dentes se tornem amarelados e manchados. Certos alimentos (maçãs, peras, aipo, cenouras, couve-flor e pepino, por exemplo) ajudam a manter os dentes limpos e a eliminar bactérias, contribuindo para manter os dentes brancos. Utilizar um canudo ao tomar certas bebidas mantém os pigmentos longe dos dentes, evitando manchá-los.

O branqueamento a laser pode, eventualmente, ocasionar um aumento de sensibilidade durante o tratamento. Algumas pessoas sentem incômodo ou dor durante o uso de substâncias clareadoras.

sábado, 3 de setembro de 2016

Alimentos orgânicos


Alimento orgânico é aquele isento de qualquer tipo de contaminante que ponha em risco a saúde ambiental ou humana, seja dos produtores ou dos consumidores. Normalmente, entende-se como alimento orgânico aquele produto da agricultura que é plantado, cuidado e colhido “sem agrotóxicos”.

No entanto, o conceito vai muito além disso.

Ele também deve ser isento de qualquer outro tipo de produto que possa vir a causar algum dano à saúde dos consumidores, como drogas veterinárias, hormônios, antibióticos e organismos geneticamente modificados, bem como radiações ionizantes e aditivos químicos sintéticos como corantes, aromatizantes e emulsificantes, entre outros.

O alimento orgânico não é necessariamente menor ou de aspecto inferior ao convencional. Ao contrário, o alimento orgânico de qualidade pode ser maior, mais saboroso e mais saudável que o alimento convencional.

Quanto às carnes e aos ovos, também são muito mais saudáveis, porque os animais são criados sem a aplicação de antibióticos, hormônios e anabolizantes ou outros produtos artificiais, os quais podem provocar doenças nos seres humanos, se consumidos por muito tempo.

A Agricultura Orgânica (frutas, legumes, verduras, etc.) foi regulamentada no Brasil em 2007. Ela se baseia em técnicas como a rotação de culturas, adubação verde, compostagem e controle biológico de pragas. Nela, apenas se pode utilizar sistemas naturais para combater pragas e fertilizar o solo.

A procura de alimentos livres de aditivos químicos tem aumentado na mesma proporção da busca por saúde e qualidade de vida. A demanda tem impulsionado um aumento semelhante em terras agrícolas voltadas para produção orgânica que ultimamente triplicaram em extensão.

A Agricultura Orgânica tem por objetivo a oferta de produtos saudáveis e de elevado valor nutricional, que tenham crescimento e amadurecimento naturais, isentos de qualquer tipo de contaminantes.

Por isso, os alimentos orgânicos são mais saudáveis que os outros. São os produtos químicos adicionados nas diversas fases da produção de alimentos que podem por em risco a saúde do consumidor, do agricultor e do meio ambiente.

A única desvantagem dos alimentos orgânicos é que são mais caros do que os convencionais, porque são produzidos em menor escala e os custos de produção são maiores.

sexta-feira, 2 de setembro de 2016

Conheça um pouco sobre o método Pilates


O método de Pilates é hoje em dia um dos métodos de exercícios físicos mais populares. Ele é uma técnica de exercícios físicos e alongamento que trabalha conjuntamente a mente e o corpo, visando a re-educação do movimento e o trabalho do corpo como um todo, promovendo o equilíbrio muscular e mental.

Seus fundamentos básicos são concentração, controle, centralização, precisão e respiração, responsáveis pela harmonização do organismo. A força, tonificação e alongamento muscular são trabalhados de dentro para fora do corpo, do centro para a periferia, buscando torná-lo mais forte, elegante e saudável. Esse método foi criado pelo alemão Joseph Pilates (1880-1967) na década de 1920.

O método de Pilates normalmente é conduzido por um fisioterapeuta ou profissional de Educação Física e consiste em exercícios aparentemente suaves que proporcionam o alongamento e a fortificação do corpo. O trabalho é feito através de movimentos suaves e contínuos, com ênfase na concentração, no fortalecimento e na estabilização dos músculos centrais do corpo (abdômen, coluna e pelve). A mistura de força e flexibilidade ajuda a melhorar a postura, alongar e tonificar os músculos.

Os exercícios do Pilates baseiam-se em seis princípios:

1.Centro de força
2.Concentração
3.Controle
4.Fluidez de movimentos
5.Precisão
6.Respiração

Os exercícios de Pilates normalmente são feitos no solo (MAT-Pilates) ou com o auxílio de quatro equipamentos: Studio Reformer, Trapézio Cadillac, Combo Chair e Barrel. Com exercícios de baixo impacto e de poucas repetições, é possível alcançar resultados eficazes e, ao mesmo tempo, ter menos desgaste das articulações e dos músculos, tornando-o praticável tanto por atletas profissionais, como por pessoas sedentárias ou por pessoas de qualquer idade, inclusive as que sofrem de problemas ósseos e musculares ou dores crônicas.

Os orientadores precisam dedicar muita atenção a cada praticante, orientando posições corretas de realização dos movimentos, suavidade na execução e respiração associada a cada exercício. As aulas não devem ter mais de dois ou três praticantes por vez e devem contar com um período de descanso do organismo; portanto, o Pilates deve ser praticado de duas a três vezes por semana, deixando o corpo repousar por 24 horas.

O método do Pilates é indicado para reabilitação física, condicionamento físico e bem-estar geral. Ele visa promover a harmonia, a flexibilidade e o equilíbrio muscular, em aulas supervisionadas por um fisioterapeuta ou educador físico, que orienta a prática às necessidades de cada pessoa, podendo ser praticado em qualquer idade e níveis de condicionamento físico.

Crianças também podem praticá-lo, começando por volta dos 10-12 anos de idade. Nesta faixa etária, é necessário que o orientador tenha cuidado com as epífises de crescimento, cartilagens de crescimento ósseo que ainda estão abertas na infância. As crianças não devem trabalhar com cargas excessivas e devem manter suas articulações alinhadas para que sejam preparadas de maneira correta para o estirão de crescimento.

Várias são as vantagens do método de Pilates. O controle da respiração, por exemplo, permite controlar a ansiedade. Outra função muito apreciada é a de pós-tratamento de coluna, pois trabalha com o fortalecimento da musculatura estabilizadora da coluna. Além disso, a modalidade serve de escudo contra o estresse e a fadiga. Os exercícios do Pilates proporcionam:

•Controle sobre o corpo e sobre o estresse, ansiedade e nervosismo
•Alivia dores, sobretudo as dores de coluna
•Melhora a respiração
•Corrige a postura
•Fortalece os músculos
•Melhora a flexibilidade e a coordenação motora
•Previne fraturas osteoporóticas
•Trabalha o equilíbrio
•Melhora a consciência corporal, etc.

quinta-feira, 1 de setembro de 2016

Hepatite C


A hepatite C é uma doença infecciosa que afeta sobretudo o fígado e que pode ser aguda, mais raramente, ou crônica, mais frequentemente. Existem seis genótipos de vírus denominados de 1 a 6 sendo o genótipo 1 o mais comum e o mais difícil de tratar.

A hepatite C é causada pelo vírus da hepatite C, o VHC. O contágio do vírus é feito sobretudo pelo uso compartilhado de seringas, transfusões de sangue, material médico mal esterilizado ou práticas clínicas pouco seguras. Num certo número de casos a causa do contágio permanece desconhecida. Outras formas menos frequentes de transmissão envolvem relações sexuais, piercings, tatuagens e compartilhamento de objetos de uso pessoal. As pessoas em maiores riscos são as que estiveram em diálise renal, as que têm contato com sangue, como os profissionais de saúde, as que têm contato sexual não protegido, as que compartilham seringas com outras pessoas, as que receberam transfusão de sangue não analisado, as que fazem tatuagem ou acupuntura, as que receberam derivados do sangue ou órgãos sólidos, as que compartilham itens pessoais, como escovas de dente, barbeadores etc. e as que nasceram de uma mãe infectada com hepatite C.

A hepatite C muitas vezes fica assintomática durante alguns anos. Passados 20 a 30 anos, a infecção crônica pode levar à cirrose do fígado, à insuficiência hepática ou ao câncer do fígado. Cerca de 15% das pessoas acometidas apresentam sintomas agudos, os quais, no entanto, são pouco intensos e imprecisos: falta de apetite, fadiga, náuseas, dores musculares ou nas articulações e perda de peso. Em alguns casos a infecção pode desaparecer por si só, o que ocorre com mais frequência em indivíduos jovens do sexo feminino. A maioria das pessoas expostas ao vírus contraem uma infecção crônica. Durante anos os infectados não notam qualquer sintoma. Às vezes há uma ligeira fadiga, dificilmente atribuível à doença. Outros sintomas que podem ocorrer, com a característica de que às vezes passam desapercebidos ou são atribuídos a outras causas, são: dor abdominal ligeira, urina escura, febre, prurido, icterícia, inapetência, náuseas, fezes pálidas e vômitos, entre outros. A cirrose e câncer do fígado desenvolvem-se mais frequente entre alcoolistas e em indivíduos do sexo masculino.

O diagnóstico da hepatite C normalmente se inicia com um exame de sangue que detecte a presença de anticorpos do VHC e níveis elevados das enzimas hepáticas, os quais, no entanto, guardam pouca relação com a intensidade da doença. Esses exames não conseguem fazer a distinção entre infecções agudas ou crônicas. O diagnóstico definitivo da hepatite C e da fibrose que ela pode causar é feito pela biópsia hepática. Hoje em dia há exames de imagens que procuram substituir a biópsia, avaliando o grau de fibrose do fígado. Os danos hepáticos causados pela hepatite C e suas complicações podem ser avaliados e acompanhados pelas provas de função hepática e pelo tempo de protrombina.

O tratamento da hepatite C geralmente é feito com uma combinação de interferon com antivirais. A taxa de sucesso do tratamento está entre 50 e 80%. Aqueles indivíduos que desenvolvam cirrose ou câncer do fígado podem vir a necessitar de transplante de fígado, embora o vírus possa voltar a se manifestar. Os portadores de hepatite C devem ser aconselhados a evitar bebidas alcoólicas e quaisquer medicamentos que apresentem toxicidade para o fígado. Pacientes que tenham cirrose devem manter vigilância do hepatograma, através da ecografia.

As respostas favoráveis ao tratamento medicamentoso variam conforme o genótipo do vírus.

Os pacientes com hepatite C parecem ser mais sensíveis à hepatite A e B e por isso devem tomar as vacinas contra essas formas da hepatite.

Ainda não há uma vacina eficaz contra a doença, no entanto, existem algumas em fase de desenvolvimento.

É importante o rastreio adequado dos doadores de sangue ou órgãos e adesão das unidades de saúde aos princípios básicos de precaução.

As complicações maiores e mais temíveis da hepatite C são a cirrose hepática e o câncer de fígado.

Pode haver complicações da cirrose que representam risco imediato de vida, como as varizes gastroesofagianas.

A cirrose hepática pode levar à hipertensão porta, acúmulo de líquidos no abdome, hemorragias e encefalopatia.