Retinopatia Diabética


A retinopatia diabética é uma complicação microvascular que pode ocorrer no diabetes mellitus, afetando a retina, e que pode levar à perda total da visão, sendo a principal causa de cegueira entre adultos acima de 20 anos.

A retinopatia diabética ocasiona rompimento dos vasos sanguíneos da retina, causando hemorragia e infiltração de gordura em seu interior.

O diabetes tipo 1 causa complicações oculares mais frequentes e mais graves, mas o diabetes tipo 2, muito mais incidente, é responsável por um número maior de casos de pacientes com baixa visão em razão da retinopatia diabética.

O tempo de duração do diabetes mellitus é o fator de risco mais importante para a retinopatia diabética. Após 20 anos de evolução do diabetes, esta complicação está presente em praticamente todos os pacientes com diabetes tipo 1 e em 50 a 80% dos pacientes com diabetes tipo 2.

Um segundo fator de risco é o grau de hiperglicemia. Níveis normais ou perto no normal de açúcar no sangue previnem ou retardam o início da retinopatia diabética.

Outros fatores de risco são a hipertensão arterial e a nefropatia. Também a gestação, bem como a puberdade e a realização de cirurgia de catarata são condições que podem promover avanço das lesões da retinopatia diabética.

O uso de aspirina, por seu turno, não aumenta o risco de hemorragias.

O efeito do fumo é controverso, mas deve-se evitar a obesidade, o consumo de álcool, a dislipidemia e o sedentarismo.

Nos pacientes com diabetes tipo 1, a retinopatia geralmente se instala após três a cinco anos de evolução da doença e raramente surge antes da puberdade. Em contrapartida, em pacientes com diabetes tipo 2, a retinopatia pode já estar presente em algum grau no momento em que for diagnosticado o diabetes.

Um exame oftalmológico completo deve ser realizado no máximo cinco anos após o diagnóstico do diabetes e depois uma reavaliação deve ser feita a cada ano.

Os pacientes com diabetes tipo 2 devem fazer uma avaliação oftalmológica no momento do diagnóstico.

Mulheres diabéticas que desejem engravidar devem realizar, antes, uma avaliação oftalmológica completa e serem orientadas sobre o risco de desenvolvimento da retinopatia.

As grávidas devem ser devidamente acompanhadas e monitoradas até um ano após o parto. Os exames do fundo de olho e da retina são essenciais para o diagnóstico da retinopatia diabética. Normalmente, usa-se fazer:

•Exame direto de fundo de olho: as pupilas devem ser dilatadas com um colírio para que o oftalmologista possa examinar visualmente o fundo do olho, com lentes de aumento acopladas a um aparelho chamado oftalmoscópio.

•Tanometria: uso de um aparelho para medir a pressão intraocular.

•Angiografia fluoresceínica: um corante especial é injetado no braço e minutos depois são tiradas fotografias da passagem dele pelos vasos da retina, permitindo ao oftalmologista fazer uma análise desses vasos.

O controle clínico do diabetes diminui muito o aparecimento da retinopatia diabética, mas todo paciente diabético deve ser acompanhado periodicamente pelo oftalmologista.

A retinopatia diabética em qualquer grau está associada ao aumento de risco de mortalidade cardiovascular.

A presença da retinopatia diabética está fortemente associada à nefropatia diabética, sendo, portanto, recomendável a avaliação da presença de doença renal diabética em indivíduos com retinopatia.

Se iniciado precocemente, o tratamento da retinopatia diabética apresenta bons resultados. Através da fotocoagulação a laser, as áreas comprometidas da retina podem ser cauterizadas, beneficiando a maioria dos pacientes.

A vitrectomia é uma microcirurgia que visa remover os vasos anormais e corrigir o descolamento de retina. Atualmente, novas drogas, em cápsulas ou injetáveis dentro do globo ocular, estão sendo usadas com essas mesmas finalidades.
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