Toxoplasmose: informações úteis


A toxoplasmose é uma doença infecciosa causada pelo protozoário Toxoplasma gondii, transmitida por animais como suínos, bovinos, caprinos, aves, animais silvestres, gatos e a maioria dos vertebrados terrestres homeotérmicos. Quando acomete mulheres grávidas, a toxoplasmose pode acarretar abortos e nascimento de fetos malformados.

Os gatos e outros felinos ingerem os cistos que estão nos tecidos de animais como ratos e pássaros, por exemplo, os quais ao encontrarem condições ideais no ambiente, levam de um a cinco dias para se tornarem infectantes. A infecção da toxoplasmose é de ocorrência muito comum, mas nem sempre é grave e muitas vezes pode ser mesmo assintomática. Apesar de geralmente ser tratada apenas quando o indivíduo apresenta sintomas, o tratamento pode ser feito mesmo na ausência destes, se o Toxoplasma é detectado.

A toxoplasmose, quando adequadamente tratada, tem cura. Os tratamentos dessa doença são sempre demorados e, nos casos ligados à gravidez, à toxoplasmose congênita e a indivíduos com deficiência do sistema imunológico, como pessoas com AIDS ou doença de Hodgkin, são ainda mais longos. Eles sempre são feitos através do uso de antibióticos como a pirimetamina, a sulfadiazina e a espiramicina, por exemplo. No entanto, o tratamento não garante uma cura definitiva porque o Toxoplasma pode voltar a infectar o indivíduo. Por isso, a melhor forma de livrar-se da toxoplasmose continua sendo a prevenção.

Na gravidez, o tratamento varia de acordo com o tempo de gestação e o grau de infecção da gestante. O tratamento está sempre indicado para tentar reduzir a chance de acometimento fetal. Contudo, este tratamento não garante a proteção total do feto contra o agente causal da toxoplasmose e há a chance de ocorrência de malformação fetal e de que os bebês contraiam a toxoplasmose congênita. Por isso, a grávida deve fazer exame de sangue para diagnosticar a toxoplasmose o mais cedo possível. Usa-se uma combinação de antibióticos, dependendo da fase da gravidez em que a gestante se encontra.

O tratamento para a toxoplasmose congênita é feito com o uso de antibióticos. Porém, algumas malformações causadas pela doença podem ser definitivas. Todos os bebês devem ser tratados, mesmo os assintomáticos, já que existe a possibilidade de desenvolverem sequelas neurológicas tardias.

O tratamento da toxoplasmose ocular varia de acordo com a localização, com o grau de infecção dos olhos e com o estado clínico do paciente. Geralmente é feito com uma mistura de antibióticos. Após o tratamento, pode ser necessário realizar cirurgia oftálmica para resolver outros problemas provocados pela toxoplasmose ocular, como o descolamento de retina, por exemplo.

A forma cerebral da toxoplasmose deve também ser tratada com antibióticos e, algumas vezes, faz-se necessário o uso de corticoides.

Em pacientes imunocomprometidos, o tratamento é feito com doses mais altas de antibióticos do que as usadas nos imunocompetentes. Algumas vezes os efeitos colaterais podem determinar a suspensão do tratamento.

A toxoplasmose é assintomática em cerca de 90% das pessoas com sistema imune saudável e a maioria das pessoas só descobre estar infectada quando faz exames de sangue por outros motivos, como nos exames pré-natais de rotina. A maioria dos pacientes tem uma toxoplasmose benigna, autolimitada, com duração de semanas ou meses. O aumento dos gânglios também desaparece com o tempo, mas em casos raros pode persistir cronicamente.

Nos pacientes saudáveis, é muito raro haver complicações da toxoplasmose. No entanto, complicações como pneumonia, miocardite, pericardite, polimiosite, hepatite ou encefalite podem ocorrer em pacientes imunodeprimidos. A coriorretinite (infecção profunda dos olhos) é uma lesão que pode surgir mesmo nos pacientes com um sistema imunológico normal, apesar de também ser uma manifestação mais comum em imunodeprimidos. Adultos com doença adquirida mais cedo podem apresentar envolvimento ocular bilateral, cicatrizes e recorrências da lesão ocular, que pode evoluir para a cegueira. A infecção adquirida na idade adulta costuma causar dor ocular e redução da acuidade visual.

Os animais domésticos devem ser regularmente levados ao veterinário para fazer exames que identifiquem a presença ou não da toxoplasmose. Ademais, as pessoas devem:

•Higienizar as frutas e legumes que serão consumidos crus com água sanitária diluída (uma colher de sopa de água sanitária para um litro de água).
•Consumir somente água potável.
•Evitar colocar as mãos na boca após mexer em carnes cruas.
•Cozinhar bem as carnes e evitar o consumo de carnes mal passadas.
•Evitar o contato com gatos, quando possível.
•Lavar bem as mãos quando tocar em animais desconhecidos.
•Evitar o contato direto com fezes de animais domésticos.
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