Medicamentos para o sono no tratamento da Fibromialgia


Aumentando a quantidade do neurotransmissor ácido gama-amino-butírico, promovem a inibição da transmissão de estímulos excitatórios para o cérebro.

Aumentando a quantidade de serotonina, têm efeito analgésico.

Assim sendo, os benzodiazepínicos atuam na fibromialgia promovendo relaxamento muscular e diminuindo os movimentos de pernas durante o sono.

No entanto, quando usadas de forma contínua, essas drogas podem ter efeito prejudicial sobre o sono, uma vez que inibem a instalação do chamado sono profundo, o que agrava a queixa de sono não restaurador.

Além disso, os benzodiazepínicos podem exacerbar sintomas depressivos e promover dependência.

O clonazepan e o alprazolam são os benzodiazepínicos mais empregados no tratamento da fibromialgia, quando não se obtém resposta com as medicações previamente citadas.

Após duas semanas de uso, a dose dessas drogas deve ser diminuída progressivamente.

O hemitartarato de zolpidem (fórmula acima) tem sido recomendado na fibromialgia quando os distúrbios do sono não são controlados com o uso de antidepressivos tricíclicos.

Isso porque essa droga não altera a estrutura do sono e não interage com outros medicamentos.

Apesar de não induzir o vício e de apresentar poucos efeitos colaterais, essa medicação não deve ser utilizada mais que três vezes por semana, pois pode acarretar distúrbios na memória.

A melatonina constitui um hormônio secretado pela pineal com propriedade de regularizar o sono.

Tendo em vista sua eficácia no tratamento dos distúrbios de fase do sono, esse hormônio passou a ser administrado em pacientes com fibromialgia e distúrbios do sono, obtendo-se inclusive melhora das queixas de dor em alguns casos. No entanto, ainda é controversa a sua eficácia na fibromialgia.
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