Artrite reumatoide nos pais e o risco de doenças para seus filhos


Um estudo nacional dinamarquês estimou a influência da artrite reumatoide (AR) parental na morbidade infantil no longo prazo.

Todos os participantes tinham nascido na Dinamarca, durante os anos de 1977 a 2008 e foram acompanhados por uma média de 16 anos.

Foram avaliados 11 principais grupos de diagnóstico e doenças autoimunes específicas dentro da Classificação Internacional de Doenças (CID-8 e CID-10).

Os resultados foram comparados aos de crianças não expostas (ou seja, crianças de pais não portadores de artrite reumatoide).

As crianças expostas à AR materna ("clínica" e "pré-clínica") tinham até 26% maior morbidade em oito dos 11 principais grupos de diagnóstico.

Tendências semelhantes foram encontradas em crianças expostas à AR paterna ("clínica" e "pré-clínica"), de forma estatisticamente significativa, com maior morbidade em seis dos 11 grupos de diagnóstico.

O risco foi maior para doenças autoimunes com risco até três vezes maior de artrite idiopática juvenil, aumento do risco de até 40% para diabetes mellitus tipo 1 e de até 30% de aumento de risco para asma.

As conclusões eram mais ou menos semelhantes para as crianças expostas à AR materna e para crianças seguidas apenas até os 16 anos de idade.

O presente estudo, publicado no periódico Annals of the Rheumatic Diseases, mostrou que os filhos de pais com artrite reumatoide apresentaram excesso consistente de morbidade.

Se essas associações refletirem mecanismos biológicos, fatores genéticos parecem desempenhar um papel importante.

Estes resultados chamam a atenção para cuidados que devem ser observados em filhos de pais com artrite reumatoide.

Fonte: Annals of the Rheumatic Diseases, publicação online, de 23 de dezembro de 2015
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