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quarta-feira, 31 de dezembro de 2014

terça-feira, 30 de dezembro de 2014

Café: amigo e vilão!


O café é uma das bebidas mais consumidas no mundo. Consumidores, entretanto, se mostram preocupados com os efeitos da bebida sobre a saúde, especialmente porque estudos contraditórios sobre benefícios e riscos da substância são publicados a cada mês.

Agora, o Centro para Ciências de Interesse Público dos EUA fez uma extensa revisão dos mais importantes estudos divulgados.

A cafeína foi absolvida, de acordo com uma reportagem publicada pelo jornal “New York Times”.

Abaixo, os principais pontos da análise:

HIDRATAÇÃO: Bebidas com cafeína sempre foram apontadas como diuréticas. Mas estudos recentes sustentam que o consumo de até 550 miligramas de cafeína não produz mais urina do que o consumo equivalente de outra bebida. Somente acima desse valor, a substância é diurética.

PROBLEMAS CARDÍACOS: Pacientes cardíacos, sobretudo os que apresentam pressão alta, são normalmente orientados a evitar o café, um conhecido estimulante. Mas uma análise feita a partir de dez estudos, reunindo, ao todo, 400 mil pessoas, não constatou
aumento de problemas cardíacos entre os que tomavam café diariamente — com ou sem cafeína.

HIPERTENSÃO: O café provoca um leve e temporário aumento da pressão sangüínea. Mas estudos feitos com 155 mil pessoas que tomavam café diariamente ao longo de dez anos não revelaram uma maior propensão ao desenvolvimento de hipertensão.

CÂNCER: Uma revisão internacional, reunindo 66 estudos sobre a relação entre câncer e consumo de café, foi feita no ano passado. Os cientistas concluíram que o consumo de café tinha pouco ou nenhum efeito sobre o risco de desenvolver câncer de pâncreas ou rins. Outro estudo, com 59 mil mulheres, não encontrou relação alguma entre o consumo de cafeína e o câncer de mama.

PERDA ÓSSEA: Embora alguns estudos tenham relacionado o consumo de cafeína com perda óssea e fraturas, análises fisiológicas revelaram uma redução muito leve na absorção de cálcio. Os efeitos observados poderiam estar relacionados ao baixo consumo de leite e derivados. A análise revela que a redução na absorção do cálcio seria compensada com duas colheres de leite.

PERDA DE PESO: Apesar de a cafeína acelerar o metabolismo — 100 miligramas queimariam de 75 a 100 calorias extras por dia — nenhum outro efeito de controle de peso a longo prazo foi comprovado. Estudo com 58 mil pessoas acompanhadas por 12 anos mostrou que elas, na verdade ganharam peso, embora os médicos não saibam explicar a aparente contradição.

BENEFÍCIOS À SAÚDE: Provavelmente, o mais importante efeito da cafeína é sua capacidade de melhorar o humor e a performance física e mental. O consumo de 200 miligramas (o volume contido em cerca de 30 mililitros de café comum) acentua a sensação de bem-estar e deixa a pessoa mais alerta e sociável, segundo relatos de consumidores. Volumes muito altos podem gerar ansiedade. Estudos recentes mostraram ainda uma redução de 30% no risco de desenvolver Parkinson e de 28% para diabetes do tipo 2.

segunda-feira, 29 de dezembro de 2014

Banana


A banana é rica em potássio, um elemento químico da maior importância para o saudável funcionamento do coração, é fonte de carboidratos, vitamina A, B6, B12 e C, potássio, ferro e cálcio.

De maneira geral têm sido circulados publicamente os seguintes aconselhamentos sobre a importância do consumo regular da banana:

Uma banana - caso desejar-se uma solução rápida para baixos níveis de energia não há melhor lanche que a banana. Contendo três açúcares naturais: sacarose, frutose e glicose combinados com fibra, a banana dá uma instantânea e substancial elevação de energia.

Duas bananas - pesquisas comprovam que apenas duas bananas fornecem energia suficiente para 90 minutos de exercícios.

Não é à toa que a banana é a fruta nº 1 dos melhores atletas do mundo!

Mas, energia não é a única forma de ajudar a ficar em forma. A banana também contribui para prevenir um grande número de doenças e condições físicas, o que a torna obrigatória na dieta cotidiana.

Três bananas - Três bananas ao dia é muito bom para o equilíbrio dos níveis de energia.

A inclusão da banana, na dieta habitual dos adultos e idosos está sendo recomendada pelos especialistas, depois de estudos acentuarem a importância do mineral para a função muscular adequada, inclusive o coração.

Uma banana média, de 115g, fornece um terço das necessidades diárias recomendadas de potássio.

Cada banana contém cerca de 100 calorias, principalmente sob a forma de frutose e amido, que o corpo converte em energia.

É, por isso, um dos alimentos favoritos dos atletas, que a consideram um anabolizante natural.

sábado, 27 de dezembro de 2014

Açaí


O primeiro maior antioxidante do mundo é o açai, segundo o cientista americano Dr. John Kerboc.

Na opnião de outros pesquisares, o indice ORAC (capacidade anti-oxidante) do cacau em pó puro é maior que a do acaí, enfim.... provavelmente o açaí seja o segundo maior anti-oxidante do planeta.

- O açaí contêm 33 vezes mais antocianinas que a uva!

- O açai contêm 16 Aminoácidos (os mais presentes ácido aspártico e ácido glutâmico) o seu perfil de aminoácidos é semelhante ao do ovo

- O Açaí (Euterpe oleracea) é um fruto de cor púrpura escuro produzida por uma palmeira que cresce na amazónia.

- Possui um efeito anti-oxidante pelo seu altíssimo conteúdo em substâncias para tal fim, calcula-se que tem 33 vezes o conteúdo em anti-oxidantes que possa ter a uva preta.

- Considerado um energético por este motivo é muito apreciado entre os desportistas já que lhes proporciona energia e vitalidade

- Combate o envelhecimento, pelo seu potente efeito anti-oxidante e a sinergia de todos seus nutrientes ajuda a combater os radicais livres favorecendo um melhor estado geral do organismo.

- Melhora as defesas e modula o sistema imunitário, pelo seu conteúdo em ácido elágico (um polifenol) pode ajudar a combater bactérias e vírus.

- Contêm antocianinas que são pigmentos naturais, pertencentes á família dos flavonóides, sendo estes responsáveis pela cor do açaí. Além disto, possuem ação antioxidante, que assegura melhor circulação sanguínea e protege o organismo contra cúmulo de placas de depósitos de lípidos, causadores da arteriosclerose. Considera-se também um regulador da pressão arterial.

- Ajuda em casos de doenças cardiovasculares, pelo seu conteúdo em betasitosterol, antocianinas, fibras, efeito antioxidante e riqueza em ácidos gordos essenciais dificulta a absorção e oxidação das gorduras impedindo que as mesmas se oxidem e se transformem em colesterol LDL (colesterol mau) modulando as lipoproteínas por este motivo não existe descida do colesterol HDL (colesterol bom).

- Pelo seu aporte em fibra é considerado um regulador intestinal, contem fibra solúvel (na polpa) que colabora na luta contra o excesso de colesterol ao mesmo tempo que tem adição de fibra insolúvel (na pele) que ajuda a regular a obstipação, regulador da glicose e triglicéridos.

- Fortalece o sistema nervoso pelo seu conteúdo em ácidos gordos essenciais sendo muito conveniente para estudantes, pessoas idosas ou pessoas cansadas, stressadas e com falta de concentração.

- Tem um grande conteúdo em proteínas, contendo 16 aminoácidos o que faz dele ideal para desportistas, vegetarianos ou pessoas que procuram um aporte extra de proteínas de boa qualidade.

- Excelente remineralizante graças a sua composição rica em vitaminas e minerais.

sexta-feira, 26 de dezembro de 2014

Testosterona


A testosterona é o hormônio ligado à "libido".

É um hormônio esteróide com propriedades anabólicas [Anabolismo (do grego: ana = para cima; ballein = lançar) é a parte do metabolismo que conduz à síntese de moléculas complexas substâncias a partir de moléculas mais simples]e androgénicas [Andrógeno é o termo genérico para qualquer composto natural ou sintético, geralmente um hormônio esteróide, que estimula ou controla o desenvolvimento e manutenção das características masculinas em vertebrados ao ligar-se a receptores andrógenos. Isso inclui a atividade dos órgãos sexuais masculinos acessórios e o desenvolvimento de características sexuais secundárias masculinas. Os andrógenos, que foram descobertos em 1936, também são chamados de hormônios androgênicos ou testóides. Os andrógenos também são os esteróides anabólicos originais. Eles também são precursores de todos os estrógenos, os hormônios sexuais femininos. O primeiro e mais bem conhecido andrógeno é a testosterona].

- é segregada nos testículos dos homens e nos ovários da mulher;

- é derivada do colesterol (O colesterol é a "molécula-mãe" {veja o quadro de síntese acima} dos esteróides animais);

- Os níveis de testosterona num homem variam entre 350 e 1000 nanogramas por decilitro (ng/dl). Depois dos 40 anos esses valores descem cerca de 1% por ano;

- Na circulação sanguínea a testosterona (disponivel e não disponivel) circula em grande percentagem em direção às chamadas proteínas de ligação - SHBG.

quinta-feira, 25 de dezembro de 2014

HORMÔNIO DO CRESCIMENTO - HGH - HUMAN GROWTH HORMONE


O que o diferencia HGH dos outros hormônios é que, enquanto os outros agem principalmente de forma preventiva, detendo o avanço do envelhecimento, o Hormônio do Crescimento age principalmente revertendo alguns efeitos do envelhecimento, além de retardar o ritmo da evolução do processo de envelhecimento.

Por isso se costuma dizer que o hormônio do crescimento atua atrasando o relógio biológico.

É também chamado de hormônio de antienvelhecimento ou de pró-longevidade, ao lado do estrógeno, da testosterona, da pregnenolona, da melatonina e do DHEA.

É o responsável pelo crescimento da criança durante a fase de crescimento. Em sua ausência ou deficiência surge o nanismo ou incapacidade de crescer;

Trata-se de uma proteína globular, com 191 aminoácidos em sua estrutura e tem uma atividade específica, isto é, cada espécie de animal possui o seu próprio tipo de Hormônio do Crescimento;

Trata-se de uma molécula relativamente pequena, produzida na parte anterior da glândula hipófise, parte essa também chamada de adeno-hipófise;

Esse hormônio atua em todas as células do corpo, onde pode se ligar a receptores de membrana específicos para ele, pode atuar diretamente sobre enzimas e organelas citoplasmáticas ou pode atuar diretamente dentro do núcleo da célula, ao nível dos gens;

Uma das mais importantes ações do GH no organismo humano está ligada a sua capacidade de atuar como anabolizante ao nível muscular, isto é, promovendo o aumento da massa muscular.


O HGH é produzido naturalmente pela glândula pituitária e está relacionada a:
- força;
- crescimento;
- funções sexuais;
- resistência dos ossos;
- níveis de energia;
- formação de proteínas e recuperação dos tecidos;

Dos 20 aos 30 anos, nosso hormônio de crescimento está em seu pico de produção e, de repente, cai..., com o nível baixo de HGH temos efeitos negativos no orgânismo, vamos detalhar :

- o colesterol bom (HDL) cai e aumenta o colesterol ruim(LDL);
- o tônus e a força muscular diminuem;
- a gordura corporal cresce;
- cai a performance dos exercício físicos ;
- as funções mentais declinam ;

Dose: 0,1 UI (Unidade Internacional) cinco dias por semana.

Esse produto requer acompanhamento médico de um especialista em medicina antienvelhecimento.

Nunca tome sem o consentimento do seu médico.

quarta-feira, 24 de dezembro de 2014

Hormônio Prolactina (antagonista da testosterona)


"A secreção de prolactina pela hipófise é, normalmente, reprimida pela Dopamina presente no cérebro."


O desequilíbrio chama-se hiperprolactinemia

O aumento dos níveis de prolactina ocorrem quando há aumento de secreção deste hormônios em estruturas chamadas lactotrófos, situados na região anterior da hipófise, glândula cerebral responsável pela secreção de inúmeros hormônios, dentre eles a prolactina. A inibição da prolactina é por parte do hipotálamo.

A dopamina (apesar de não ser um peptídeo hipotalâmico) inibe fortemente a prolactina; tanto quando gerada no cérebro
ou quando aplicada no tecido hipofisário.

O aumento dos níveis de prolactina costumam causar vários sintomas clínicos, dentre eles, distúrbios menstruais, infertilidade e galactorréia (saída de leite pelos bico) na mulher, e por perda de libido e potência no homem.

Quando elevada impede a ação da Testosterona

A prolactina tem a capacidade de inibir a secreção do hormônio luteinizante (LH) e do folículo-estimulante (FSH) pela hipófise, que são os hormônios que agem estimulando as gônadas (testículo e ovário).

Com a diminuição do LH e do FSH, e conseqüente deficiência dos hormônios sexuais, pode ocorrer diminuição do desejo sexual (libido), impotência, infertilidade, menstruações irregulares (oligomenorréia) ou ausência de menstruação(amenorréia).

Denomina-se síndrome galacto-amenorréia o conjunto de sinais e sintomas decorrentes do aumento nos níveis sangüíneos de prolactina

terça-feira, 23 de dezembro de 2014

Estrógeno


O estrógeno protege o organismo contra o mal de Alzheimer, a osteoporose e as doenças cardíacas.

Além disso, mantém o tônus da pele e favorece a produção de colágeno, reduz o estresse e aumenta a lubrificação vaginal, mantendo o impulso sexual ativo.

O estradiol (E2), fabricado principalmente nos ovários e liberado na primeira fase do ciclo menstrual, tem como objetivo temperar o comportamento feminino com uma dose de sensualidade: sob sua influência, a mulher se expõe mais e adquire uma postura sedutora.

O estrógeno produz bom humor, clareza de espírito, disposição e vigilância, além de ajudar a equilibrar o apetite, atuando no metabolismo das proteínas, gorduras e carboidratos.

A produção desse hormônio começa na adolescência, quando é responsável pelo aparecimento dos sinais sexuais secundários na mulher, e vai até a menopausa.

Menopausa é a parada de funcionamento dos ovários, ou seja, os ovários deixam de produzir os hormônios estrógeno e progesterona e de eliminar óvulos, conseqüentemente a mulher deixa de menstruar (fase chamada de amenorréia - que vem acompanhada de baixos níveis de estradiol (estrogêneo) e altos níveis do Hormônio Folículo Estimulante (FSH)e do Hormônio Luteinizante (LH).

O estrogênio é responsável pela:

- textura da pele feminina ( falta causa diminuição do brilho e elasticidade da pele)
- distribuição de gordura ( sua falta causa aumento da gordura corpórea para partes caracteristicamente mais masculinas, ou seja, na barriga);
- equilíbrio entre as gorduras no sangue ( O estrógeno também é relacionado ao equilíbrio entre as gorduras no sangue, colesterol e hdl-colesterol). Estudos mostram que as mulheres na menopausa têm uma chancemuito maior de sofrerem ataques cardíacos ou doenças cardio-vasculares.
- fixação do cálcio nos ossos ( Após a menopausa, grande parte das mulheres passa a perder o cálcio dos ossos, doença chamada osteoporose, responsável por fraturas e por grande perda na qualidade de vida da mulher).

O estrógeno tem outros efeitos muito importantes no revestimento interno do útero, o endométrio, no ciclo menstrual.

Tipos de estrógenos:

- estradiol; ( envolvido na menstruação )
- estrona;
- estriol;
- androstenediona; (envolvido na menopausa )

segunda-feira, 22 de dezembro de 2014

Melatonina


Além de induzir o sono, a Melatonina é um poderoso agente antioxidante que, como outros antioxidantes, pode retardar o processo de envelhecimento.

Como antioxidante a Melatonina possivelmente reduz o nível do hormônio catabólico cortisol.

Existem também evidencias de que a Melatonina estimula a produção de HGH - Hormônio do Crescimento.

É um neuro-hormônio produzido pelas glândula pineal e, acredita-se, apresenta como principal função regular o sono.

Esse hormônio é produzido a partir do momento em que fechamos os olhos.

Na presença de luz, entretanto, é enviada uma mensagem neuro-endócrina bloqueando a sua formação, portanto, a secreção dessa substância é quase exclusivamente determinada por estruturas fotossensíveis, principalmente à noite.

A Melatonina é uma substância classificada como indolamina e tem como precursora a serotonina, um importante neurotransmissor.

Especula-se que a as estruturas fotoreceptivas, da retina e da glândula pineal, produzem a Melatonina, modificando a via de síntese da serotonina através de uma enzima, a serotonina-N-acetiltransferase.

O declínio da produção de Melatonina pode ter várias causas, entre elas:

> desnutrição;
> interação de drogas e medicamentos;
> stress; (uma pessoa sob stress produz normalmente mais adrenalina e cortisol)
> envelhecimento;
> Para termos um sono reparador é necessário que a Melatonina seja secretada adequadamente pela pineal e supõe-se que outras funções sejam exercidas pela Melatonina, tais como a de regulação térmica do organismo e alterações do comportamento sexual.

Outras funções desempenhadas pela Melatonina:

> Tem influência significativa na velocidade de síntese e manutenção dos ossos em idosos;
> É um agente de manutenção da harmonia e do funcionamento do Sistema Imunológico.

Fontes Naturais:

A melatonina existe em pequenas quantidades em frutos e vegetais como a cebola, a cereja e a banana, em cereais como o milho, a aveia e o arroz, em plantas aromáticas como a hortelã, a verbena, a salva e o tomilho, e no vinho tinto.

domingo, 21 de dezembro de 2014

O alho: héroi e vilão.


O Óleo de alho contém: compostos sulfurados, incluindo aliina, compostos produzidos enzimaticamente a partir da aliina, como alicina (dialil tiosulfinato), alilfpropil disulfide, dialil disulfide, dialil trusulfide; ajoeno e vinilditiinas (produtos secundários da aliina produzidos não enzimaticamente); s-alilmercaptocisteína (ASSC) e s-metilmercaptocisteína (MSSC); terpenos incluindo citral, geraniol, linalool, alfa e beta-felandreno.

COMPOSIÇÃO EM CADA 100 GRAMAS

Energia => 140,00 kcal
Carboidratos => 29,30 g
Proteínas =>5,30 g
Lipídios => 0,20 g
Fibras => 1,66 g
Potássio => 4 00,00 mg
Vitamina B1 (Tiamina) => 02,00 mcg
Vitamina C (Ácido ascórbico) => 31,10mg
Ácido Fólico =>v3,10 mg
Fósforo => 150,00 mg
Cobre => 0,26 mg
Cálcio => 181,00 mg
Selênio => 24,90 mg
Ferro => 1,70 mg
Zinco => 8,83 mg

Os componentes sulfurados dos nutrientes atuam na prevenção de doenças cardiovasculares, pois reduzem a pressão arterial e as taxas de LDL(colesterol ruim) do sangue, além de prevenir contra tumores;

O Alho contém alicina (di-propenyl tiosulfinato), um dos principais ingredientes flavorizantes;

Ótimo para aumentar a libido (o impulso sexual) e a ereção peniana, por estimular o organismo a produzir mais óxido nítrico (o alho ativa a enzima óxido-nítrico síntetase)na corrente sanguínea, da mesma forma que o Viagra (SILDENAFIL);

Recentemente descobriram-se propriedades antibióticas no alho, o que auxilia no combate à H. pylori (bactéria que causa gastrite);

Contém glicosinato, um potente anticancerígeno, estimula os genes que aumentam a produção de glutationa (antioxidante que auxilia o fortalecimento do sistema imunológico), proteínas, cálcio, vitamina C e ferro;

Em cortes ou lesões na pele, funciona como antisséptico; seu poder é superior ao do álcool a 90º.

Apresenta ação:

expectorante;
analgésica;
no tratamento de hipertensão arterial (colabora na diminuição da pressão sangüínea);
na redução dos níveis de colesterol (ele impede que o colesterol grude nas paredes das artérias);
previne o envelhecimento cerebral e a demência por ser rico em fitoquímicos antioxidantes;
é um estimulante do sistema imunológico (resistência orgânica), pois estimula a atividade dos macrófagos contra agentes patogênicos no organismo, auxiliando na prevenção contra infecções;

O alho aumenta a síntese de óxido nítrico,que está associada a uma diminuição da pressão sangüínea;
O óleo de alho é também um antimicrobiano (ação anti-bacteriana), apresentando um amplo espectro de ação além de apresentar atividade antiviral, inclusive contra o vírus da gripe, podendo ser utilizado no tratamento de gripes, resfriados e problemas respiratórios, como bronquites.

Ação:
O mecanismo de ação do alho quanto às suas atividades antihipercolesterelêmica e antihiperlipidêmica envolve a inibição da hidrometilglutaril-CoA (HMG-CoA) redutase hepática e inibição da biossíntese de colesterol.

Sua atividade antihipertensiva:
A administração oral do extrato de alho diminui a pressão sangüínea
Ele diminui a resistência vascular por relaxar diretamente o músculo liso. O alho altera o estado físico do potencial de membrana das células da musculatura lisa vascular, induzindo a hiperpolarização nas células vaso isolado. Os canais de potássio se abrem freqüentemente causando hiperpolarização, o que resulta em vasodilatação, devido ao fechamento dos canais de cálcio.

Estudos in vivo com extratos aquosos e óleo de alho demonstrou que o medicamento altera os níveis de fibrinogênio plasmático, tempo de coagulação, e a atividade fibrinolítica plasmática é aumentada.

Indicado como coadjuvante no tratamento de hiperlipidemia, hipertensão arterial leve e na prevenção da aterosclerose.

Contra-Indicações:

O Óleo de Alho é contra-indicado a pacientes que apresentem alergia a algum dos componentes do óleo.

Grávidas, lactantes e crianças não devem fazer uso do produto sem orientação médica.


O consumo de grandes quantidades de alho pode aumentar o risco de hemorragias pós - operatórias.

Algumas pessoas apresentam reação alérgica da pele ao contato com o alho.

Os que sofrem de hipotensão devem ser cautelosos no uso do alho, uma vez que este provoca queda de pressão. As Grávidas e lactentes devem evitar o uso sem prescrição Médica ou Nutricionista, de vez que pode provocar cólicas no ventre do lactente.

ATENÇÃO: O alho interage com Anticoncepcionais orais,Aspirinas, Ciclosporina, Copidogrel, Clorzoxazona, Clorpropamida,Inibidores da protease (antivirais), Insulina, Isoniazida, Ritonavir, Saquinavir, Substratos d CP 450, Substratos do citocromo P450 2E1 e Varfarina (anticoagulante).

sábado, 20 de dezembro de 2014

A Leptina


O reconhecimento de que as células de gordura estão longe de serem inertes apareceu em 1995 com a descoberta da LEPTINA, hormônio que sinaliza ao cérebro quanto de gordura o corpo possui, desta forma o cérebro pode ajustar a ingesta alimentar e o metabolismo permitindo que o armazenamento de gordura seja mantido em certos níveis.

Quanto maior a quantidade de gordura que a pessoa possui, maior será o nível de LEPTINA.

Embora inicialmente os pesquisadores pensassem que a LEPTINA poderia ser utilizada para o tratamento da obesidade, eles rapidamente descobriram que a maioria dos obesos é resistente aos efeitos da LEPTINA.

O tecido adiposo é crivado de células do sistema imune chamadas de macrófagos, as quais liberam substancias que causam inflamação, e hoje se pensa que estas substâncias possuem um papel importante nas doenças cardíacas.

As células gordurosas produzem hormônios adicionais que afetam a sensibilidade do corpo a insulina e estão altamente ligadas ao desenvolvimento da diabetes tipo 2.

sexta-feira, 19 de dezembro de 2014

Índice glicêmico


O índice glicêmico é um indicador baseado na habilidade da ingestão do carboidrato (50g) de um dado alimento elevar os níveis
de glicose sanguínea pós-prandial, comparado com um alimento referência, a glicose ou o pão branco.

- O corpo não absorve e digere todos os carboidratos na mesma velocidade;

- O índice glicêmico não depende se o carboidrato é simples ou complexo. Ex: o amido do arroz e da batata tem alto índice
glicêmico quando comparado c/ o açúcar simples (frutose) na maçã e pêssego, os quais apresentam um baixo índice glicêmico.

- Fatores como a presença de fibra solúveis, o nível do processamento do alimento, a interação amido-proteína e amido-gordura,
podem influenciar nos valores do índice glicêmico.

Alimentos de alto índice glicêmico (> 85) => exemplo: Pão branco = 101;

Alimentos de moderado índice glicêmico (60-85) => exemplo: Pêssego enlatado = 67;

Alimentos de baixo índice glicêmico (< 60) => exemplo: FEijão manteiga = 44.

Como se vê, as aparências podem enganar com relação ao poder glicẽmico de um alimento.

quarta-feira, 17 de dezembro de 2014

Cardiopatias Congênitas


Cardiopatias congênitas (doenças cardíacas congênitas - veja o esquema de uma delas, a comunicação inter-ventricular, ou CIV, acima) são uma forma genérica de referir-se às anormalidades na estrutura física ou funcional do coração que se formam durante a gestação e que, portanto, já estão presentes antes mesmo do nascimento.

Costuma-se classificar também como cardiopatia congênita os defeitos das raízes dos grandes vasos sanguíneos que partem do coração.

Segundo a American Heart Association, esse defeito afeta cerca de uma em cada cem crianças, sendo uma das principais causas de óbito entre as malformações em recém-nascidos.

Segundo o Ministério da Saúde, no Brasil nascem por ano cerca de 24 mil crianças com cardiopatias congênitas e 19 mil delas necessitam de tratamento cirúrgico.

O coração normal é uma estrutura muscular, constituído por quatro câmaras, sendo duas delas do lado direito e duas do lado esquerdo, uma superior e uma inferior de cada lado.

As câmaras superiores de cada lado são chamadas, respectivamente, átrio direito e átrio esquerdo e as inferiores chamadas ventrículo direito e ventrículo esquerdo.

Cada átrio é separado do ventrículo do mesmo lado por válvulas, chamadas de tricúspide e mitral, respectivamente à direita e à esquerda.

O átrio direito recebe o sangue venoso oriundo da periferia do corpo e o repassa, através da válvula tricúspide, ao ventrículo direito que, mediante contração de sua musculatura o impulsiona para os pulmões, onde ele recebe o oxigênio da respiração e se torna, então, sangue arterial.

Esse sangue oxigenado retorna ao átrio esquerdo do coração que o repassa ao ventrículo esquerdo através da válvula mitral, donde é bombeado no sentido da circulação periférica.

O coração começa a ser formado já nas primeiras semanas de gestação.

Durante o primeiro mês de formação do feto o coração é apenas um tubo, mas já começa a bater, impulsionando o sangue. Os defeitos de formação do coração ocorrem, pois, ainda no útero.

As cardiopatias congênitas mais comuns são: defeitos na formação das válvulas cardíacas, defeitos nas paredes entre os átrios e os ventrículos, gerando comunicações entre eles ou dos átrios e ventrículos entre si, persistência do canal arterial e formação de um ventrículo único.

Pode haver também a combinação, num mesmo paciente, de mais de um defeito.

As cardiopatias congênitas podem ter várias causas.

Entre elas, alterações genéticas ou cromossômicas, uso de certos medicamentos, drogas ou álcool durante a gravidez e infecção viral materna, sobretudo a rubéola, no período de formação anatômica do coração do feto.

Os sinais e sintomas de cardiopatia congênita variam muito, segundo a especificidade dela, mas como quase todas alteram igualmente a circulação e a separação entre o sangue venoso e o arterial, há muitos sintomas comuns: cianose (pele azulada), falta de ar, pneumonia de repetição, tosse, sudorese, cansaço rápido, tonteiras ou desmaios, inchaço de tecidos ou órgãos, por disfunção do músculo cardíaco e modificações no formato do tórax.

Algumas cardiopatias congênitas podem gerar sintomas já ao nascer ou só mais tarde, na infância, ou mesmo só na idade adulta, como as coarctações da aorta.

Algumas cardiopatias congênitas podem, inclusive, nem gerar sintomas e passar despercebidas a vida toda, como certos desvios do septo ventricular.

É importante que o diagnóstico seja feito precocemente, ainda no útero, porque isso permite um adequado planejamento e medidas terapêuticas imediatas, após o nascimento.

Além dos sinais e sintomas, exames de imagens podem ser de muita ajuda no diagnóstico.

O tratamento ideal é a correção cirúrgica do defeito estrutural. Conforme o caso, essa cirurgia precisa ser imediata; outras podem aguardar meses ou mesmo anos.

Há, mesmo, aquelas que se curam sozinhas, com o tempo.

Em alguns casos, a intervenção pode ser realizada ainda no útero.

Algumas vezes os sintomas podem ser provisórios ou permanentemente controlados por medicamentos ou outras medidas não cirúrgicas.

Um pré-natal bem feito, com estrita observância das indicações e contraindicações relativas à gestação e à manutenção de uma boa saúde durante a gravidez pode prevenir algumas cardiopatias.

Para aquelas genéticas ou cromossômicas, nenhuma prevenção é possível.

A evolução das cardiopatias congênitas é muito variável.

Algumas não alteram a qualidade de vida com o tempo, mas existem outras nas quais a vida extrauterina é impossível.

Entre estes dois extremos há uma grande variação possível, contudo, há chances reais de correção para os mais complexos defeitos nas estruturas do coração.

terça-feira, 16 de dezembro de 2014

Cistografia


A cistografia é um procedimento diagnóstico que utiliza imagens de raios X contrastados para examinar a dinâmica urinária da bexiga.

Para isso, uma substância radiopaca é injetada na bexiga, através de um cateter introduzido pela uretra, o que faz com que o órgão possa ser visto mais claramente.

Em seguida são tomadas radiografias da bexiga.

Pode haver várias razões para o médico recomendar a cistografia.

Ela pode ser realizada para pesquisar a causa de hematúria, de infecções recorrentes do trato urinário ou para avaliar o estado do sistema urinário.

A cistografia também pode ser usada para avaliar as causas de problemas como o esvaziamento da bexiga, a incontinência urinária, obstruções e estreitamentos dos ureteres ou da uretra, bem como o crescimento da próstata.

Ela pode ainda ser realizada antes e depois de certas operações da coluna vertebral para avaliar possíveis problemas com os nervos da bexiga a partir da espinha ou após um trauma e para avaliar um eventual dano à parede da bexiga.

A cistografia pode indicar a qualidade do esvaziamento da bexiga durante a micção e se há refluxo da vesícula para os ureteres e para os rins.

Mulheres que estejam ou suspeitem estar grávidas não devem se submeter à cistografia, porque a exposição à radiação durante a gravidez pode levar a defeitos congênitos do feto.

Pacientes alérgicos ou sensíveis a medicamentos, anestésicos locais, iodo ou látex ou com insuficiência renal devem informar essas condições a seu médico.

Outras limitações à cistografia são: cirurgia recente da bexiga, obstrução, dano ou ruptura da uretra, infecção aguda do trato urinário.

Antes do exame o médico dará instruções específicas sobre a dieta que deve ser observada. O paciente deve informar ao médico se é sensível ou alérgico a algum medicamento e notificá-lo de toda medicação que esteja tomando.

Um laxativo deve ser tomado na noite anterior ao procedimento, para limpar os intestinos de qualquer resíduo que possa interferir com o exame e uma profilaxia com antibióticos pode ser feita no dia que antecede o exame.

A cistografia pode ser realizada em ambulatório ou em um hospital, se o paciente estiver internado. O exame não provoca dor, podendo apenas haver algum incômodo quando da passagem do cateter.

Geralmente, o paciente será solicitado a esvaziar a bexiga antes do procedimento.

Em seguida, será colocado deitado de costas na mesa de raios-X e um cateter será introduzido na sua bexiga, via uretra, para injeção do meio de contraste.

Com pacientes do sexo masculino, um escudo de chumbo será colocado de modo a proteger os testículos da radiação dos raios-X.

Após a injeção do contraste serão tomadas várias radiografias do sistema urinário, em diferentes posições.

Então o cateter será removido e o paciente será solicitado a urinar, após o que será tomada uma última radiografia, pós-miccional.

Após o procedimento o paciente pode retomar suas atividades normais, sem nenhum cuidado especial, devendo apenas beber mais líquidos que habitualmente, para ajudar a eliminar o contraste e prevenir infecções da bexiga.

Normalmente, não há complicações associadas à cistografia. Pode ocorre infecção urinária, como resultado da passagem de um cateter na uretra durante o procedimento.

Isso pode também deixar uma irritação transitória ao urinar e causar algum grau de hemorragia ou hematúria.

Os riscos associados com a exposição à radiação estão relacionados com o número cumulativo de exames de raios X e/ou tratamentos durante um longo período de tempo.

segunda-feira, 15 de dezembro de 2014

Dissecção de Aorta


A dissecção da aorta é um descolamento das camadas desse vaso que é a maior artéria do corpo, fazendo com que o sangue circule entre elas, forçando-as, enquanto o revestimento externo permanece intacto.

Assim, se origina um novo canal dentro da parede aórtica, pelo qual o sangue também passa a circular.

A dissecção da aorta é sempre uma emergência médica e pode por consequência levar à morte rapidamente, mesmo com um tratamento adequado, seja por um rompimento catastrófico ou por embolização da artéria.

Em geral, a dissecção da aorta é um fenômeno agudo, mas também pode manifestar-se de maneira crônica.

A causa da maioria das dissecções aórticas é a deterioração da parede arterial, geralmente causada pela hipertensão arterial, contada em mais de 75% das pessoas que sofrem esse problema.

Outras causas incluem doenças hereditárias do tecido conectivo, anomalias cardiovasculares congênitas, persistência do canal arterial, defeitos da válvula aórtica, arteriosclerose e lesões traumáticas.

Em casos raros, pode acontecer uma dissecção iatrogênica acidental quando o médico introduz um cateter numa artéria para fazer uma angiografia.

A parede da aorta é composta por três camadas: uma túnica íntima, camada interna em contato direto com o fluxo sanguíneo; uma túnica média e uma túnica adventícia, a camada mais externa.

Na dissecção da aorta, o sangue penetra entre as camadas íntima e média e a alta pressão aí existente faz com que mais sangue entre neste espaço, propagando ao longo do comprimento da aorta.

Os principais sinais e sintomas da dissecção da aorta são dor, geralmente repentina e intensa, no peito e nas costas, entre as omoplatas e irradiada ao longo do trajeto da aorta.

À medida que a dissecção avança, ela pode obstruir os pontos de onde uma ou várias artérias partem da aorta.

Em função disso, pode ocorrer um acidente vascular cerebral, um ataque cardíaco, uma dor abdominal repentina, uma lesão nervosa que cause formigamento ou a impossibilidade de mover uma extremidade.

Os sinais e sintomas de uma dissecção aórtica são tão típicos que permitem ao médico estabelecer de pronto o diagnóstico.

Observa-se uma redução ou ausência de pulso nos braços e nas pernas, um sopro cardíaco que pode ser auscultado com o estetoscópio, alterações dos batimentos cardíacos e sinais de tamponamento cardíaco.

As imagens da radiografia do tórax mostrarão uma aorta dilatada. A ecografia pode confirmar o diagnóstico mesmo na ausência de uma dilatação aórtica.

A tomografia computadorizada com a injeção de uma substância de contraste é um exame rápido e confiável. A ressonância magnética (angiorressonância) pode completar o diagnóstico.

As pessoas com uma dissecção aórtica devem ser atendidas numa unidade de cuidados intensivos. A administração de fármacos deve começar o mais cedo possível porque a morte pode ocorrer dentro de poucas horas.

O tratamento da dissecção da aorta geralmente requer cirurgia. O médico deve decidir rapidamente se a cirurgia está indicada ou se continuará a terapia com fármacos.

Numa dissecção aguda, o médico deve atuar também para evitar as complicações do quadro.

Uma terapia analgésica deve ser estabelecida imediatamente porque a condição é muito dolorosa.

Os parâmetros circulatórios e respiratórios (pulsação, pressão arterial, batimentos cardíacos, ritmo respiratório, etc.) devem ser monitorados rigidamente.

O risco da dissecção da aorta é de que a aorta possa romper, levando a uma perda massiva de sangue. As dissecções da aorta que resultam na ruptura do vaso têm uma taxa de 90% de mortalidade.

Cerca de 75% das pessoas que sobrevivem de imediato, mas que não recebem tratamento, morrem nas duas primeiras semanas e 40% das tratadas sobrevivem pelo menos 10 anos.

Até os anos 60, o prognóstico dos pacientes com dissecção de aorta era catastrófico.

Atualmente, entretanto, o prognóstico é um pouco melhor.

As complicações da dissecção da aorta são sempre muito graves e envolvem a ruptura do vaso e embolias diversas, com suas consequências.

sábado, 13 de dezembro de 2014

Delirium no idoso


O delirium, ou estado confusional, é uma síndrome psiquiátrica aguda que acomete um grande número de pacientes idosos hospitalizados.

O delirium tem sempre uma etiologia orgânica, na maioria das vezes uma doença sistêmica que provoca alterações no metabolismo cerebral.

Toda condição que altere a função cerebral pode resultar em delirium, mas o desenvolvimento dele é facilitado pela associação dessa alteração com fatores como idade avançada, presença de demência, déficits sensoriais ou cognitivos prévios, dependência funcional e/ou múltiplas comorbidades.

As condições precipitantes do delirium são, principalmente, doenças infecciosas, afecções pulmonares, cardiovasculares e cerebrovasculares, alterações metabólicas, uso ou retirada de certas medicações e cirurgias.

Muito resumidamente, pode-se dizer que o delirium é causado por uma perturbação reversível das funções neurais decorrentes de distúrbios metabólicos sistêmicos. A atividade neural depende, para seu correto funcionamento, do suprimento de oxigênio, glicose e fosfatos.

A diminuição significativa desses elementos prejudica a síntese de neurotransmissores, a depuração de neurotoxinas e a transmissão nervosa entre os neurônios, levando à depressão da atividade cerebral.

Tem sido demonstrada a associação positiva entre as concentrações séricas de substâncias anticolinérgicas e a ocorrência do delirium. Acredita-se que tanto o excesso quanto a deficiência de histamina podem também estar envolvidos na fisiopatologia do delirium.

Também o excesso de cortisol pode criar uma predisposição a ele.

O delirium implica em rebaixamento do nível de consciência, distúrbios da orientação tempo-espacial, da memória, da atenção, do pensamento e do comportamento.

Alguns pacientes tornam-se agitados e agressivos, outros apáticos e hipoativos.

A instalação do delirium é aguda e o seu curso é flutuante. É uma síndrome clínica comum em pessoas idosas hospitalizadas e sempre representa uma emergência geriátrica.

Muitas vezes o paciente se apresenta com desalinho, costuma considerar que está em lugar diferente daquele em que realmente está, não sabe dizer o dia ou o período do dia em que se encontra, confunde ou não reconhece as pessoas e os objetos, cria fabulações e enredos sem nexos com a realidade, sofre muitas ilusões de percepção, faz gestos vazios como se estivesse desenvolvendo alguma atividade como tricotar, por exemplo, etc.

Por outro lado é a única manifestação de uma doença clínica subjacente.

A flutuação do quadro clínico, com piora à noite, quando o quadro referencial do paciente é mais difícil é uma das principais características do delirium.

O diagnóstico da presença de delirium pode ser feito por meio de uma história clínica e de uma observação minuciosa.

Em seguida, o médico deve pesquisar os fatores predisponentes e precipitantes que tenham ocasionado o quadro.

Deve ser lembrado que o delirium pode ser a única manifestação de uma doença grave, como infarto agudo do miocárdio, infecção ou insuficiência respiratória, por exemplo.

Em muitos casos as informações precisam ser obtidas de um acompanhante ou familiar porque o paciente não está em condições de fornecê-las.

O exame físico deve dar ênfase à busca de focos infecciosos e a alterações no exame neurológico.

Devem ser solicitados de todos os pacientes um hemograma completo, dosagens de eletrólitos, dosagem de ureia e creatinina, enzimas hepáticas e bilirrubinas, glicemia e exame de urina.

Deve-se ainda solicitar radiografia de tórax e eletrocardiograma.

De acordo com as suspeitas diagnósticas podem ser necessários exames complementares mais específicos, como bioquímica, sorologias, culturas, líquido cefalorraquidiano, etc.

Quanto ao tratamento, a primeira coisa a fazer é eliminar os fatores precipitantes, avaliando e tratando prontamente cada causa presumida ou confirmada.

Intervenções de suporte devem visar restaurar as condições fisiológicas e reorientar o paciente no tempo e no espaço e propiciar a manutenção de nutrição e hidratação adequadas, proteção de vias aéreas, mobilização para prevenir trombose venosa profunda e úlceras por pressão.

Os sintomas do delirium podem ser tratados por meios farmacológicos e não farmacológicos, como as citadas à frente, na prevenção.

O uso de medicações deve ser evitado ao máximo e só ser usado em casos de agitação grave. Dentre as medicações utilizadas, os antipsicóticos são os mais indicados no delirium.

Os benzodiazepínicos têm menor eficácia que os antipsicóticos e podem induzir reação paradoxal.

Medidas de prevenção devem ser tomadas para todos os pacientes acima de 70 anos de idade, com saúde muito comprometida e presença de déficit cognitivo.

Como principal forma de prevenção deve-se identificar e combater os fatores precipitantes:

•Detectar e tratar o eventual comprometimento cognitivo.
•Manter ambiente silencioso e com pistas para orientação tempo-espacial (calendários, relógios, sinalizações, etc.).
•Envolver familiares nos cuidados com o idoso, propiciando-lhe a oportunidade de conviver com pessoas conhecidas.
•Favorecer um sono tranquilo.
•Evitar ou reduzir o uso de medicações que possam precipitar o delirium.
•Corrigir distúrbios hidroeletrolíticos.
•Informar o paciente em linguagem simples sobre os procedimentos aos quais ele será submetido.
•Corrigir déficits sensoriais, se houver.
•Evitar a desnutrição ou desidratação.
•Evitar o uso de cateteres, sondas, etc., sempre que possível.
•Favorecer a mobilização e não restringir fisicamente o paciente.
•Prevenir e tratar abstinência alcoólica.
•Evitar hipotensão e hipoxemia e corrigir eventual anemia.

O curso do delirium depende da gravidade da sua causa determinante, da condição de saúde do paciente, da sua idade e do seu estado mental prévio.

Em geral, o delirium é uma condição transitória, mas os efeitos cognitivos do delirium podem desaparecer lentamente ou se perpetuarem.

Em alguns casos, um quadro de demência aparece em sequência a um episódio de delirium.

Complicações decorrentes da hospitalização, como escaras de decúbito, quedas, infecções, incontinência urinária e má nutrição são mais frequentes nos pacientes idosos que desenvolvem delirium do que naqueles que não o fazem.

sexta-feira, 12 de dezembro de 2014

DHEA


Pesquisas indicam que baixos níveis de DHEA seriam responsáveis por muitas doenças degenerativas e pelo envelhecimento acelerado.

Considerou-se o envolvimento do hormônio em diversos problemas de saúde, entre eles o Mal de Alzheimer, doenças auto‑imunes e outras doenças imunológicas, o câncer, a síndrome da fadiga crônica, o diabetes, doenças cardíacas, colesterol alto, problemas de memória, obesidade, osteoporose e distúrbios provocados pelo estresse.

Pela definição, hormônios são substâncias que ativam, inibem ou modulam a atividade de outras células alvo, em órgãos distantes de seu local de origem.

Isto faz com que a DHEA seja, por enquanto, um hormônio apenas no nome, uma vez que, nas atuais circunstâncias,é desconhecido o que ele realmente faz no corpo.

O que se sabe é que ele é facilmente convertido em outros hormônios, em especial na testosterona ou em estrógeno.

Trata-se de um esteróide natural produzido na glândula supra-renal e nas gônadas, cuja estrutura é precursora dos hormônios testosterona e estradiol.

Alguns autores chamam a DHEA de hormônio, outros de esteróide.

De qualquer forma ele é o esteróide ou hormônio mais abundante na corrente sangüínea dos seres humanos.

quinta-feira, 11 de dezembro de 2014

Insulina como anabolizante corporal



Pâncreas: responsável pela insulina, hormônio que permite a entrada de glicose nas células, gerando energia.

Também faz o glucagon, outro regulador do nível de glicose no sangue.

A insulina é um hormônio que é produzido e secretado na corrente sanguínea pelo pâncreas, que é um órgão glandular situado na cavidade abdominal, atrás do estômago.

É um hormônio de armazenamento e transporte de nutrientes para seus respectivos destinos.

A gordura é um nutriente e, como tal, é transportada para o tecido adiposo ( vira combustível - energia para o corpo ).

Se os carboidratos são ingeridos em excesso todos os dias - vai ocorrer uma diminuição da capacidade de otimização do uso desse excesso - resultando em gordura corporal ( excesso de combustível é sinônimo de excesso calórico )

A insulina é uma "faca de dois gumes."

De um lado, você tem propriedades anabólicas (construção muscular) .

O principal papel da insulina é regular o nível de açúcar no sangue (quando o carboidratos são ingeridos), assim transportando a glicose e aminoácidos para o tecido muscular. Daí porque é considerada um hormônio anabólico.

Por outro lado, você tem propriedades lipogênicas (promoção de gordura).

A insulina pode fazer você engordar (fazendo o armazenamento de gordura) e mantém-gordura (por dificultar o acesso a depósitos de gordura a ser utilizada para produzir energia ).

Como é que a insulina pode me ajudar?

Otimizar a insulina (ingestão de carboidratos) para tirar proveito de suas propriedades anabolizantes.

Os músculos precisam de ATP (adenosina tri fosfato, uma molécula responsável pela geração de energia) para funcionar.

O ATP armazenado no músculo é suficiente para resistir a alguns segundos de esforço máximo, assim o ATP precisa ser reabastecido constantemente.

O Glicogênio (glicose armazenada) é a maneira de se fazer esse abastecimento acontecer - pois pouco glicogênio muscular durante a atividade extenuante leva à diminuição do desempenho.

O tempo de consumo de carboidratos (captação de glicose no músculo por meio de insulina) pode ter um efeito importante no desempenho e na recuperação pós-exercício, para não mencionar o aumento da massa muscular magra.

Conforme aumenta a intensidade, o corpo pede maiores quantidades de carboidratos complexos para repor o gasto de glicogênio como combustível corporal.

É por isso que o tema da nutrição pré e pós-treino ganhou muita notoriedade nos últimos anos.

A suplementação com carboidratos complexos ( de 02 a 04 horas antes do exercício ) , quer através do aumento da disponibilidade de glicogênio muscular antes do exercício ou pela ingestão de carboidratos durante o exercício, aumenta a resistência ao exercício e desempenho no treino.

A taxa de síntese de glicogênio muscular após o exercício é fortemente influenciada pelo tempo da ingestão de carboidratos.

Pesquisadores liderados pelo Dr. John Ivy na Universidade do Texas em Austin descobriu que beber uma solução de 23% de carboidrado, em vez de água imediatamente após o exercício, haverá aumento da taxa de síntese de glicogênio muscular acima da taxa basal nas duas primeiras horas de recuperação.

Também foi observado que o atraso da ingestão de carboidratos por apenas duas horas resultou em uma menor taxa de re-síntese de glicogênio.

Metabolismo dos carboidratos (açúcares)

O carboidrato fornece o substrato energéitco tanto para a produção aeróbia e anaeróbia de ATP e é por isso que eles são considerados como uma fonte de combustível durante o exercício.

A ingestão de carboidratos e o consumo subseqüente de glicose durante o exercício ocorre por difusão facilitada com a ajuda de uma proteína transportadora de glicose até as células musculares - as GLUT-4 ( localiza-se nos adipocitos - células do tecido gorduroso -, nos músculo esquelético e nos músculos cardíacos).

A GLUT-4 (glucose transporter type 4) aumenta o transporte de glicose - em resposta às contrações musculares durante o exercício e também nos níveis de insulina após uma refeição.

No entanto, convém salientar que o exercício é o estímulo mais potente para a captação de glicose no músculo esquelético em comparação com a insulina induzida pela estimulação máxima (a sua refeição) .

Esta é de fato a razão da importância do tempo / otimização de sua ingestão de carboidratos.

A captação de glicose no músculo aumenta em proporção à intensidade do exercício

Metabolismo aeróbio: Sob condições de oxigênio rico (como uma maratona), a fim de subproduto da glicólise (quebra do glicogênio armazenado) é o piruvato, que é então transferido para a mitocôndria da célula para ser convertido para a coenzima acetil-CoA para entrada em Ciclo de Krebs, onde é então usada para produzir ATP para obter energia.

Aeróbico - utilização de carboidratos 38-39 mmol de ATP para cada mmol de glicose ou glicogênio consumida .

Metabolismo anaeróbico: Sob condições de baixa de oxigênio (por exemplo, com treinamento de resistência), o piruvato é reduzido a lactato e NAD (dinucleótido de nicotinamida-adenina), em um processo chamado glicólise independente de oxigênio.

Anaeróbio - utilização de carboidratos

Rende muito menos energia, fornecendo apenas 3 mmol de ATP para cada mmol de glicose proveniente de glicogênio muscular.
Anaeróbio

A taxa de provisão de ATP é cerca de duas vezes mais rápido em comparação com o metabolismo aeróbio.


quarta-feira, 10 de dezembro de 2014

Vacina tríplice bacteriana


Chama-se vacina tríplice bacteriana à associação de vacinas contra a difteria, o tétano e a coqueluche, as quais podem ser aplicadas de uma só vez.

A vacina contém toxoide diftérico, toxoide tetânico e a bactéria Bordetella pertussis inativada em suspensão, sendo apresentada em forma líquida em frascos com múltiplas doses ou ampolas com dose única.

A difteria é uma doença causada por um bacilo que frequentemente se aloja nas amígdalas, faringe, laringe e nariz.

A transmissão se dá através de gotículas de secreção respiratória, eliminadas por tosse, espirro ou ao falar.

O tétano é uma doença não contagiosa, transmitida de forma acidental ou neonatal.

A forma acidental geralmente acomete pessoas que contraem o bacilo do solo contaminado, através de ferimentos ou lesões na pele.

O tétano neonatal é devido ao uso de instrumentos inadequadamente esterilizados ou uso de substâncias contaminadas no coto umbilical.

A coqueluche, cujo agente etiológico é a bactéria Bordetella pertussis, é uma doença infecciosa aguda, de transmissão respiratória.

A transmissão ocorre principalmente por meio de eliminação de gotículas eliminadas ao tossir, falar ou espirrar.

A atuação imunogênica da vacina para a coqueluche não é tão notória quanto a dos toxoides contra a difteria e o tétano, porém a eficácia da vacina tríplice bacteriana é bem estabelecida.

A vacinação deve ser feita em três doses, com intervalos de sessenta dias entre elas e o reforço deve ser feito entre seis e doze meses após a terceira dose, preferencialmente no décimo quinto mês de idade.

Um segundo reforço é necessário, dezoito meses após o primeiro.

É recomendável que se complete as três doses no primeiro ano de vida. Em caso de ferimento com alto risco de tétano, deve ser aplicada mais uma dose da vacina tríplice bacteriana.

A vacina tríplice bacteriana, em dose de 0,5 a 1,0 ml, deve ser aplicada em injeções intramusculares profundas, no músculo vasto lateral da coxa. Em crianças maiores de dois anos de idade pode ser aplicada na região deltoide.

A aplicação da vacina tríplice bacteriana deve ser feita em crianças até os sete anos de idade.

Depois dessa idade deve ser utilizada a vacina tríplice bacteriana acelular do tipo adulto.

Além dessa proteção às crianças, a vacina ainda está indicada prioritariamente para os profissionais de saúde, que se expõem mais aos agentes etiológicos das três doenças, militares, policiais, bombeiros, coletores de lixo, profissionais que trabalham com crianças ou animais, manicures e podólogos.

A vacina tríplice bacteriana é contraindicada para crianças que tenham apresentado reações graves após a aplicação de dose anterior e encefalopatia nos primeiros sete dias após a vacinação.

Nessas crianças, o esquema vacinal deve ser completado com vacina para difteria e tétano. Não se deve vacinar as crianças antes das idades mínimas indicadas.

Provavelmente não há riscos de se vacinar antes da hora, mas não existem estudos que garantam a segurança da vacina naquelas faixas etárias.

Mulheres gestantes também não devem tomar esta vacina, podendo, contudo receber a vacina contra difteria e tétano, tipo adulto.

Após a aplicação da vacina tríplice bacteriana podem ocorrer alguns eventos pós-vacinais de pouca significação clínica que, por não determinarem sequelas, não são considerados contraindicações para doses posteriores da vacina.

Esses eventos incluem choro persistente e incontrolável, temperatura igual ou maior a 39,5ºC, convulsões, episódio hipotônico e sudorese fria.

Podem ocorrer também dor, vermelhidão e endurecimento locais, mal-estar geral e irritabilidade passageira e ainda, com menor frequência, sonolência.

Uma dose de reforço da vacina tríplice bacteriana deve ser dada se a pessoa tiver contato obrigatório com um doente de difteria.

Se a pessoa tiver um ferimento suspeito deve seguir as normas indicadas pelo médico para a profilaxia do tétano após este tipo de ferimento.

As complicações possíveis da vacina tríplice bacteriana são devidas principalmente à fração anticoqueluxe e constituem-se de estado de choque, temperatura elevada, convulsões, encefalopatia e alterações neurológicas focais.

Essas complicações contraindicam a continuação da vacina tríplice bacteriana, podendo-se fazer a substituição dela pela vacina dupla infantil.

terça-feira, 9 de dezembro de 2014

Homeopatia


Homeopatia (do grego ὅμοιος + πάθος transliterado hómoios - + páthos = "semelhante" + "doença") é uma forma de terapia alternativa iniciada por Samuel Hahnemann (1755-1843) quando em 1796 publica a sua primeira dissertação.

Baseia-se no princípio similia similibus curantur (semelhante pelo semelhante se cura), ou seja, o tratamento se dá a partir da diluição e dinamização da mesma substância que produz o sintoma num indivíduo saudável.

A homeopatia reconhece os sintomas como uma reação contra a doença.

A doença é uma perturbação da energia vital e a homeopatia provoca o restabelecimento do equilíbrio.

É o segundo sistema médico mais utilizado no mundo.

Pesquisas científicas têm mostrado que os remédios homeopáticos são ineficazes e seu mecanismo de funcionamento implausível.

Outras pesquisas no entanto, tem mostrado diferença entre os efeitos de medicamentos homeopáticos e placebo.

Entre a comunidade médica e científica internacional (a "tradicional"), a homeopatia é geralmente tida como pseudociência e charlatanismo.

O tratamento homeopático consiste em fornecer a um paciente sintomático doses extremamente diluídas de compostos que são tidos como causas em pessoas saudáveis dos sintomas que pretendem contrariar, mas supostamente potencializados através de técnicas de diluição, dinamização e sucussão que liberariam energia.

Desse modo, o sistema de cura natural da pessoa seria estimulado a estabelecer uma reação de restauração da saúde por suas próprias forças, de dentro para fora.20 Este tratamento seria para a pessoa como um todo e não somente para a doença.

A Organização Mundial de Saúde (OMS) aconselha os seus estados membros a regular a Homeopatia de forma a garantir a inocuidade dos produtos que são comercializados sem prescrição médica.

A OMS reconhece que, apesar de se verificar um aumento da utilização de produtos homeopáticos, são poucos os estados com regulamentação aplicável.

Segundo esta organização, é necessário contrariar a ideia de que não existem riscos na administração de produtos homeopáticos devido às altas diluições.

O documento de Estratégia da OMS sobre medicina tradicional 2002 - 2005 “aborda as questões de segurança, qualidade e eficácia da medicina tradicional (MT) e medicina complementar e alternativa (MCA). O principal objectivo destas estratégias é desenvolver um guia técnico de controlo de qualidade e segurança para produtos de MT/MCA.”

Os defensores da homeopatia referem-se regularmente aos documentos produzidos pela Organização Mundial de Saúde afirmando que esta promove a implantação desta prática em todos os sistemas nacionais de saúde.

Todavia, a OMS condena o uso da homeopatia contra doenças graves como malária, tuberculose, aids, gripe e diarreia infantil.

No Brasil, é considerada como especialidade médica desde 1980, reconhecida pelo Conselho Federal de Medicina, tendo sido incluída no Sistema Único de Saúde (SUS) desde 2006.

Reino Unido, França e Alemanha também usam a homeopatia em seus sistemas de saúde pública.

Em muitos países não é considerada especialidade médica.23 Embora alguns estudos individuais aleguem resultados positivos e sugerem maiores estudos, numerosos estudos indicam sistematicamente que homeopatia não é mais efetiva que o placebo.

Em minha experiência prática, observo a homeopatia "trabalhando" a favor da saúde de muitas pessoas, ainda que um grande número de médicos e mesmo leigos "não aceitem sua eficácia".

"Tosse comprida" ou Coqueluxe


Coqueluche, também conhecida por pertussis ou tosse comprida, é uma moléstia infectocontagiosa aguda do trato respiratório transmitida pela bactéria Bordetella pertussis.

Os casos da doença têm aumentado em diversos países, nos últimos anos.

O contágio se dá pelo contato direto com a pessoa infectada ou por gotículas eliminadas pelo doente ao tossir, espirrar ou falar.

A infecção pode ocorrer em qualquer época do ano e em qualquer fase da vida, mas acomete especialmente as crianças menores de dois anos.

Coqueluche é uma doença recorrente, de notificação compulsória ao Ministério da Saúde.

Principalmente nas crianças e nos idosos, ela pode evoluir para quadros graves com complicações pulmonares, neurológicas, hemorrágicas e desidratação.

De acordo com dados fornecidos pela OMS, em 2010, houve aumento significativo dos casos de coqueluche em adolescentes e adultos no Brasil.

Na América Latina, eles praticamente triplicaram em cinco anos.

Casos de coqueluche costumam ser mais raros na vida adulta.

No entanto, tosse seca e contínua por mais de duas semanas em jovens e adultos pode ser sinal de que foram novamente infectados pela bactéria da tosse comprida, apesar de terem recebido a vacina na infância ou de terem ficado doentes.

O período de incubação varia entre 7 e 17 dias. Os sintomas duram cerca de 6 semanas e podem ser divididos em três estágios consecutivos;

a) estágio catarral (uma ou duas semanas): febre baixa, coriza, espirros, lacrimejamento, falta de apetite, mal-estar, tosse noturna, sintomas que, nessa fase, podem ser confundidos com os da gripe e resfriados comuns;

b) estágio paroxístico (duas semanas): acessos de tosse paroxística, ou espasmódica. De início repentino, esses episódios são breves, mas ocorrem um atrás do outro, sucessivamente, sem que o doente tenha condições de respirar entre eles e são seguidos por uma inspiração profunda que provoca um som agudo parecido com um guincho. Os períodos de falta de ar e o esforço para tossir deixam a face azulada (cianose) e podem provocar vômitos;

c) estágio de convalescença: em geral, a partir da quarta semana, os sintomas vão regredindo até desaparecerem completamente.

O diagnóstico é basicamente clínico.

Em grande parte dos casos, exames laboratoriais podem ajudar a determinar a presença da bactéria Bordetella pertussis em amostras retiradas da nasofaringe.

Apesar de a vacina contra coqueluche não oferecer proteção permanente, é indispensável vacinar as crianças.

A vacina tríplice clássica (DPT) contra difteria, coqueluche (pertussis) e tétano faz parte do Calendário Oficial de Vacinação do Ministério da Saúde e deve ser ministrada aos dois, quatro e seis meses de idade, com doses de reforço aos 15 meses e aos 5 anos.

Embora a imunização dure cerca de dez anos, essa vacina não deve ser aplicada depois dos seis anos de idade.

Felizmente, adultos e crianças já vacinados dificilmente voltam a contrair a doença, a não ser que sejam expostos ao contato íntimo com um portador de coqueluche ou nos surtos da doença.

Nesses casos, a vacina contra difteria, coqueluche e tétano acelular (DPTa) oferece proteção por aproximadamente dez anos e pode ser utilizada como forma de prevenir essas doenças.

Paciente com coqueluche deve permanecer em isolamento respiratório enquanto durar o período de transmissão da doença.

Na maioria dos casos, o tratamento pode ser ambulatorial e realizado em casa, mas com acompanhamento médico.

A hospitalização só se torna necessária, quando ocorrem complicações e é preciso oferecer suporte de oxigênio e alimentação parenteral (por via endovenosa).

Indicar eritromicina na fase catarral pode ser útil para encurtar a duração da doença e acalmar as crises de tosse.

Analgésicos e anti-inflamatórios ajudam a aliviar os sintomas no estágio catarral.

Xaropes expectorantes e inibidores da tosse não trazem benefícios terapêuticos.

Da mesma forma, as pesquisas deixam dúvidas sobre a eficácia da imunoglobulina antipertussis e da imunoglobulina humana no tratamento da coqueluche.

Uma vez diagnosticada a doença, alguns cuidados simples são importantes no atendimento ao doente:

* Mantenha o doente afastado de outras pessoas e em ambientes arejados, enquanto durar a fase de transmissão da doença;

* Ofereça-lhe líquidos com frequência para evitar a desidratação e refeições leves, em pequenas porções, mas várias vezes ao dia;

* Separe talheres, pratos e copos para uso exclusivo da pessoa com coqueluche;

* Não se iluda com as receitas caseiras para tratamento da tosse típica da coqueluche;

* Lave cuidadosamente as mãos antes e depois de entrar em contato com o paciente;

* Procure assistência médica se as crises de tosse se manifestarem por mais de 15 dias. elas podem ser sintoma de outras doenças e não da coqueluche.

egundo orientação do Ministério da Saúde, todos os comunicantes íntimos (familiares, amigos, colegas de escola ou de trabalho) deverão receber uma dose da vacina DPTa.

segunda-feira, 8 de dezembro de 2014

Antidepressivos atípicos


Até que apareça um termo melhor, são atípicos os antidepressivos que não se caracterizam como Tricíclicos, como Inibidores Seletivos da Recaptação da Serotonina e nem como Inibidores da MonoAminaOxidase.

Alguns desses Antidepressivos Atípicos aumentam a transmissão noradrenérgica, através do antagonismo de receptores a2 (pré-sinápticos) no sistema nervoso central, ao mesmo tempo em que modulam a função central da serotonina por interação com os receptores 5-HT2 e 5-HT3, como é o caso da Mirtazapina.

A atividade antagonista nos receptores histaminérgicos H1 da Mirtazapina é a responsável por seus efeitos sedativos, embora esteja praticamente desprovida de atividade anticolinérgica.

Outros atípicos são inibidores da recaptação de Serotonina e Norepinefrina, alguns inibindo também, a recaptação de dopamina. É o caso da Venlafaxina e da Mirtazapina, por exemplo. Algumas dessas drogas também costumam reduzir a sensibilidade dos receptores beta- adrenérgicos, inclusive após administração aguda, o que pode sugerir um início de efeito clínico mais rápido.

Também estão aqui os inibidores da recaptação da Norepinefrina (Noradrenalina), como é o caso da Riboxetina. Alguns atípicos, como é o caso da Tianeptina, embora sejam serotoninérgicos, não inibem a recaptação da Serotonina no neurônio pré-sináptico mas, induzem sua recaptação pelos neurônios da córtex, do hipocampo e do sistema límbico.

A Amineptina, outro atípico, é uma molécula derivada dos tricíclicos mas seu mecanismo de ação é essencialmente dopaminérgico, enquanto que os outros antidepressivos tricíclicos são essencialmente noradrenérgicos e serotoninérgicos. Infelizmente sua produção no Brasil foi descontinuada em 2005.

As melhoras sintomáticas poderão ser observadas a partir do 3º ao 5º dias e sobre o sono REM a partir do 20º dia de tratamento em posologia suficiente.

Os antidepressivos atípicos comercializados no Brasil são os seguintes:

ANTIDEPRESSIVOS ATÍPICOS

Nome Químico - Nome Comercial

Fluvoxamina - Luvox

Mianserina - Tolvon

Mirtazapina - Remeron

Reboxetina - Prolift

Tialeptina - Stablon

Trazodona - Donarem

Venlafaxina - Efexor

Duloxetina - Cymbalta

Bupropiona - Welbutrin, Zetron, Bup

Ecitalopram - Lexapro

sábado, 6 de dezembro de 2014

Tieróide: crise tireotóxica


A crise tireotóxica ou tempestade tireoidiana é uma rara complicação do hipertireoidismo que envolve risco de morte.

Geralmente ela é um evento agudo que exige tratamento imediato, sendo, pois, uma emergência médica.

A crise tireotóxica pode desenvolver-se espontaneamente, porém ocorre mais frequentemente em pessoas com hipertireoidismo não tratado ou com tratamento deficitário.


O hipertireoidismo (doença de Graves, bócio multinodular tóxico ou adenoma funcionante autônomo, etc.) é a principal causa da crise tireotóxica.

As infecções são os fatores precipitantes mais importantes, mas outras condições clínicas podem estar associadas com o rápido aumento nos hormônios tireoidianos: cirurgia tireoidiana, suspensão brusca do tratamento do hipertireoidismo, iodoterapia radioativa, palpação vigorosa da tireoide, traumatismo na região cervical e uso excessivo de hormônio tireoidiano.

Os mecanismos pelos quais os fatores que levam à descompensação do hipertireoidismo desencadeiam a crise tireotóxica ainda não são bem conhecidos.

Parece haver um aumento súbito dos hormônios tireoidianos e diminuição da ligação do T4 com a globulina.

Também há evidências de que na tireotoxicose está aumentado o número de ligações do hormônio com as catecolaminas produzidas pelas glândulas adrenais.

Ela também pode ser explicada pela liberação aguda das citocinas (moléculas envolvidas na emissão de sinais entre as células das respostas imunes) ou distúrbios imunológicos agudos causados pelas condições precipitantes.

Nessa condição clínica os sinais e sintomas do hipertireoidismo estão agudamente exacerbados, com descompensação de múltiplos sistemas orgânicos e elevado risco de morte, caso o diagnóstico e o tratamento não sejam precoces.

Na maioria das vezes, os episódios ocorrem tanto nos pacientes com hipertireoidismo cujo tratamento foi interrompido ou se tornou inefetivo, quanto naqueles com hipertireoidismo moderado que desenvolvem uma intercorrência, tal como uma infecção, por exemplo.

A crise tireotóxica se caracteriza por febre alta, geralmente acima de 40°C, tremor, sudorese, taquicardia, fibrilação atrial, vômitos, diarreia e agitação e exacerbação dos demais sintomas do hipertireoidismo.

Pode ocorrer ainda insuficiência cardíaca e infarto agudo do miocárdio.

A liberação de grandes quantidades de hormônios tireoidianos produz os sinais de hipermetabolismo que se manifestam durante a crise.

Formas atípicas de crises tireoidianas podem exibir coma, convulsões, apatia, estupor, infarto cerebral, insuficiência adrenal ou hepática aguda e abdome agudo.

O diagnóstico da crise tireotóxica é basicamente clínico, baseado nos sinais e sintomas, e as taxas de hormônios tireoidianos não se correlacionam com a gravidade do quadro e não permitem diferenciar a tireotoxicose simples de uma crise tireoidiana.

A gravidade da tireotoxicose e da tempestade tireoidiana pode ser avaliada pelo escore de Burch-Wartofsky.

O médico deve procurar diagnosticar também a causa desencadeante.

A crise tireoidiana é uma emergência médica e requer tratamento imediato, mesmo antes que se obtenham os resultados laboratoriais. Frequentemente deve-se fazer uma internação em unidade de tratamento intensivo (UTI).

O tratamento é o mesmo que é feito para o hipertireoidismo comum, mas as drogas devem ser administradas em doses mais altas e com maior frequência.

O iodeto de potássio e as drogas antitireoidianas são usados para reduzir a liberação de hormônios tireoidianos. Muitas manifestações devem ser tratadas sintomaticamente.

O controle da temperatura é alcançado com antitérmicos.

A possível desidratação pode exigir a reposição venosa de fluidos.

A ventilação mecânica e a utilização de corticoides podem ser necessárias.

Também deve ser tratada a causa desencadeante, se identificada.

A crise tireotóxica pode ser prevenida mantendo-se um correto tratamento do hipertireoidismo e um adequado controle dos fatores desencadeantes.

Em geral, a crise tireotóxica é reversível, embora 20 a 30% delas possa terminar em óbito, principalmente se o paciente já tem outras intercorrências clínicas.

Se não for adequadamente tratada, a crise tireotóxica pode levar à isquemia miocárdica, insuficiência cardíaca, colapso vascular, coma e morte.

sexta-feira, 5 de dezembro de 2014

Suco de beterraba para o controle da Hipertensão Arterial


Ensaio clínico publicado pelo periódico Hypertension, mostrou que o uso de nitrato dietético na forma de suco de beterraba, todos os dias, por mais de quatro semanas, reduz significativamente a pressão arterial em comparação com o placebo em pacientes hipertensos.

O Dr. Vikas Kapil e colaboradores da Barts and the London School of Medicine and Dentistry, em Londres, observaram reduções significativas na pressão arterial (PA) sistólica e diastólica medidas em clínica médica, em casa ou por monitoração ambulatorial da pressão arterial (MAPA) entre os pacientes que beberam 250 ml de suco de beterraba por dia, para uma dosagem de nitrato de aproximadamente 6,4 mmol/dia.

A mesma quantidade de suco de beterraba com depleção de nitrato serviu como placebo neste estudo.

A análise incluiu pacientes hipertensos com idades entre 18 e 85 anos.

As melhorias na função endotelial e uma redução da rigidez arterial também foram observadas no grupo que ingeriu nitrato dietético em comparação com nenhuma alteração em qualquer parâmetro nos indivíduos do grupo controle.

Este estudo é a primeira evidência de redução duradoura da PA com a suplementação de nitrato na dieta em um grupo relevante de pacientes.

Estes resultados sugerem um papel importante do nitrato na dieta como um tratamento prontamente disponível e acessível, complementar à terapia padrão de pacientes com hipertensão arterial.




Fonte: Hypertension 2014, publicação online, de 24 de novembro de 2014

quinta-feira, 4 de dezembro de 2014

Hormonioterapia antineoplásica


Hormônios são substâncias químicas específicas fabricadas pelas glândulas do sistema endócrino ou por neurônios especializados e liberados em pequenas doses na corrente sanguínea.

Eles agem à distância regulando funções vitais como crescimento, desenvolvimento, reprodução, processos metabólicos dentre outras funções.

O termo hormônio provém do grego ormao, que significa evocar ou excitar e foi primeiramente utilizado, em 1905, pelo fisiologista inglês Ernest Staling.

Ele definiu os hormônios como mensageiros químicos, carregados do órgão em que são produzidos para o órgão de destino pela corrente sanguínea.

A hormonioterapia antineoplásica é uma manipulação do sistema endócrino para tratar algumas neoplasias malignas e seu objetivo é impedir que os hormônios se liguem a seus receptores e atuem como fator de crescimento das células malignas.

Ela é a terapia mais eficiente para tratar os tumores malignos que tenham os chamados receptores hormonais para o estrogênio ou para a progesterona.

Se houver a presença de receptores de um desses hormônios, a manipulação deles pode ser feita para tratar algumas neoplasias, em qualquer fase da doença, mesmo no caso de doença metastática.

A hormonioterapia pode estar indicada no tratamento pré-operatório com o intuito de diminuir o tamanho do tumor e de permitir uma cirurgia menor ou no tratamento pós-operatório com intuito de eliminar células que porventura estejam circulando ou tenham escapado à ressecção cirúrgica ou, ainda, na doença metastática.

Utilizada isoladamente a hormonioterapia não tem o objetivo de cura, mas quando associada ao tratamento cirúrgico, à quimioterapia e/ou à radioterapia tende a aumentar em muito as chances de cura.

De início, a hormonioterapia foi utilizada para tratar o câncer de mama, mas foi sendo subsequentemente aplicada a outros tumores hormônio-sensíveis, como os carcinomas de endométrio, de próstata e certos tumores tireoidianos.

Até poucos anos atrás a hormonioterapia era experimental, mas novos subsídios foram trazidos pela determinação da dosagem de receptores celulares específicos para estrogênio e progesterona em amostras tumorais, pelo conhecimento da relação entre positividade do receptor e resposta terapêutica e pelos avanços verificados no conhecimento das interações entre receptores hormonais e processos bioquímicos intracelulares.

A hormonioterapia pode ser indicada também para tratamento paliativo de metástases ósseas de tumores hormônio-sensíveis e até preventivamente para pessoas com alto risco de desenvolver câncer.

Os medicamentos utilizados agem suprimindo ou aumentando os níveis de hormônios circulantes ou bloqueando os receptores à ação deles.

A supressão de hormônios pode ser realizada também por meio de procedimentos cirúrgicos ou com o emprego de radiações.

Além da atuação antineoplásica, os hormônios podem ser usados com outras finalidades, tais como tratar enfermidades endócrinas, fazer reposições hormonais na menopausa, conferir ao corpo certas características desejadas, como nas mudanças de sexo, por exemplo, ou para induzir o desenvolvimento de músculos, como nos fisioculturistas.

Algumas células do corpo humano e algumas células tumorais são dotadas de receptores de hormônios responsáveis por estimular o seu crescimento normal.

Quando uma célula tumoral é dotada desses receptores, os hormônios atuam como estimulantes do crescimento das células doentes.

A hormonioterapia faz o processo inverso e promove uma interferência na produção dos hormônios ou no efeito deles sobre os tumores, impedindo que recebam nutrientes e “matando-os de fome”. Em geral, a hormonioterapia antineoplásica é realizada juntamente com outras modalidades de terapia como cirurgia, quimioterapia e radioterapia.

As hormonioterapias antineoplásicas podem ser medicamentosas ou ablativas e estas últimas podem ser cirúrgicas ou actínicas (por radiações).

As hormonioterapias medicamentosas são feitas pela estimulação ou supressão dos hormônios ou dos seus efeitos.

A próstata, as mamas, os ovários e o endométrio são exemplos de órgãos que dependem dos hormônios para crescer e funcionar.

Por isso, a hormonioterapia é indicada principalmente para tumores nesses órgãos, embora possa ser usada também em outros.

Dessa forma, podem ser indicados, em diversas circunstâncias, estrogênios e similares sintéticos, antiestrogênios, progestágenos e similares sintéticos, corticosteroides, inibidores das suprarrenais, androgênios, antiandrogênios, inibidores da ação hipofisária e hormônios tireoidianos.

Como os hormônios usados no tratamento do câncer exercem seus efeitos citotóxicos tanto sobre as células tumorais como sobre as normais é inevitável a existência de efeitos colaterais indesejáveis.

Entre as hormonioterapias ablativas pode-se citar a ooforectomia (retirada dos ovários), que pode ser utilizada nos casos de câncer de mama.

A forma cirúrgica deve ser preferida à actínica, pois com o tempo, os ovários podem voltar a produzir hormônios.

Obviamente, a ooforectomia (retirada de ovários) é restrita às mulheres antes da menopausa, devendo ser baseada, sempre que possível, nas dosagens positivas de receptores hormonais.

A orquiectomia (retirada dos testículos) pode ser feita como alternativa de tratamento do carcinoma de próstata.

A adrenalectomia (retirada de uma ou de ambas as glândulas adrenais) pode ser indicada nos casos de metástases ósseas dolorosas, rebeldes a outros tratamentos e em mulheres na pré-menopausa com carcinoma de mama, no entanto, deve ter indicação limitada, devido à alta taxa de mortalidade pós-operatória.

A hipofisectomia (retirada da hipófise - veja imagem acima), seja cirúrgica ou actínica, só é indicada em mulheres com metástases ósseas dolorosas de câncer de mama rebeldes a outros métodos analgésicos.

É um método terapêutico quase que totalmente abandonado atualmente.

quarta-feira, 3 de dezembro de 2014

Retenção urinária


Retenção urinária é a incapacidade total ou parcial de esvaziar a bexiga com o esforço urinário fisiológico e pode acontecer porque o paciente não consegue começar a urinar ou mesmo se começa, não consegue esvaziar completamente a bexiga.

Ela pode ser aguda ou crônica.

Na retenção aguda a pessoa não consegue urinar, mesmo estando com a bexiga cheia; na retenção crônica as pessoas podem ser capazes de urinar, mas têm problemas para esvaziar completamente a bexiga.

Isso resulta em resíduo de urina na bexiga, em decorrência da incapacidade de eliminar a urina, o que favorece em muito as infecções urinárias e a formação de cálculos.

Ela pode acontecer em virtude de causas obstrutivas ou não obstrutivas.

Se houver uma obstrução como, por exemplo, a causada por pedras nos rins, a urina não consegue fluir livremente através do trato urinário. As causas não obstrutivas da retenção urinária incluem enfraquecimento dos músculos da bexiga e/ou problemas na sua inervação.

Se os nervos não estiverem funcionando adequadamente, o cérebro não consegue receber a mensagem de que a bexiga está cheia e não comanda, por isso, a vontade de urinar.

Então, a retenção urinária pode ser causada por obstrução do trato urinário ou por problemas nervosos que interferem nos sinais entre o cérebro e a bexiga e pode ser causada por doenças nos nervos ou lesões na medula espinhal, aumento da próstata, infecções, cirurgias pélvicas, medicações, pedra na bexiga, cistocele (a bexiga tomba para dentro da vagina), retocele (o reto tomba para dentro da vagina), constipação, estenose uretral (estreitamento da uretra), etc.

Existe também uma retenção urinária crônica idiopática.

Este tipo de retenção urinária, mais comum em mulheres, se deve a uma atividade excessiva do esfíncter externo da uretra, que inibe a contração da bexiga.

Os sinais e sintomas mais comuns da retenção urinária são dificuldade em começar a urinar e em esvaziar a bexiga totalmente, fluxo de urina fraco, gotejamento ao final da micção, perda involuntária de pequenas quantidades de urina, incapacidade de sentir quando a bexiga está cheia, aumento da pressão abdominal, ausência de vontade de urinar, esforço para forçar a saída da urina da bexiga, micção frequente e acordar mais de duas vezes à noite para urinar.

Muito frequentemente a retenção urinária pode ser secundária a doenças ou condições como acidente vascular cerebral, parto vaginal, lesão ou trauma pélvico, medicações ou anestesias, lesões no cérebro ou na medula, cateterismo vesical intermitente ou, em homens, à hiperplasia prostática benigna (aumento de volume da próstata).

Na retenção urinária aguda ocorre uma dilatação muito dolorosa da bexiga. Na retenção crônica, ocorrem tanto sintomas obstrutivos quanto irritativos.

A primeira suspeita do diagnóstico de retenção urinária deve vir de uma história clínica bem feita. Para comprovar a retenção urinária bem como para determinar suas causas o médico pode solicitar exames de imagens e de sangue.

O tratamento da retenção urinária depende de sua causa. Sintomaticamente, é feito com a introdução de uma sonda uretral para alívio rápido e momentâneo do acúmulo de urina.

Em alguns casos impõe-se a utilização de medicações, como nas infecções, por exemplo, e, em outros, de outros meios mecânicos ou cirúrgicos.

A retenção urinária crônica idiopática é tratada inicialmente pela passagem intermitente de uma sonda, quatro a seis vezes ao dia.

Posteriormente pode instalar-se um “marcapasso” na bexiga que faz com que ocorram as contrações dos músculos da parede da bexiga e o relaxamento do esfíncter urinário, cujo sinergismo é imprescindível para que a micção ocorra de maneira normal.

As consequências da retenção urinária é que a bexiga retém certa quantidade de urina.

Esta concentração favorece o desenvolvimento de infecções urinárias e a formação de cálculos renais. Além disso, ocorrem frequentes e incômodos transtornos urinários.

Assim, a retenção urinária afeta negativamente a qualidade de vida do paciente por estar associada à dor forte e por causar problemas no funcionamento dos rins.

Se a causa puder ser retirada, a retenção urinária pode ser reversível, de uma forma plena ou, às vezes, deixando sequelas.

A complicação mais grave da retenção urinária é a danificação da estrutura renal. O acúmulo de urina favorece ainda as infecções urinárias e a formação de cálculos.

terça-feira, 2 de dezembro de 2014

Bexiga neurogênica


Chama-se bexiga neurogênica o mau funcionamento da bexiga devido a doenças do sistema nervoso central ou nervos periféricos envolvidos no controle da micção, que fazem com que o indivíduo não consiga controlar adequadamente o ato de urinar.

Tanto pode ser afetada a musculatura da bexiga como os seus esfíncteres.

A bexiga pode se tornar hipoativa, incapaz de contrair-se voluntariamente ou hiperativa, com perda involuntária de urina.

No primeiro caso ela se apresentará como relaxada e flácida e no segundo como hipertônica e contraída.

As causas da bexiga neurogênica podem ser genéticas ou dever-se a doenças neurológicas reversíveis ou irreversíveis, compressão da cauda equina (conjunto de raízes anteriores e posteriores que saem do intumescimento lombar da medula), acidente que lesiona a coluna ou doenças neurológicas degenerativas.

Condições nervosas ou neurológicas anômalas alteram a contratilidade dos músculos da parede da bexiga, tornando-os hipotônicos ou hipertônicos e/ou afetando a sinergia entre esses músculos e os esfíncteres vesicais, necessária ao perfeito funcionamento do ato de urinar.

A bexiga neurogênica é, pois, a bexiga em que o mau funcionamento se deve a transtornos do seu controle nervoso.

Condições nervosas ou neurológicas anômalas alteram a contratilidade dos músculos da parede da bexiga, tornando-os hipotônicos ou hipertônicos e/ou afetando a sinergia entre esses músculos e os esfíncteres vesicais, necessária ao perfeito funcionamento do ato de urinar.

A bexiga neurogênica é, pois, a bexiga em que o mau funcionamento se deve a transtornos do seu controle nervoso.

Para o diagnóstico da bexiga neurogênica o médico deve partir de uma boa história clínica e de um detalhado exame físico.

Examinando a parte inferior do abdome ele pode detectar uma bexiga aumentada de volume.

A presença de urina que fica na bexiga, depois de urinar, pode ser detectada por uma radiografia contrastada pós-miccional e a quantidade dessa urina pode ser medida introduzindo-se uma sonda através da uretra para esvaziar a bexiga.

A pressão interna da bexiga e a da uretra pode ser medida ligando a sonda a um medidor de pressão.

Para complementar o diagnóstico da bexiga neurogênica, o médico pode solicitar exames como ultrassonografia, cistografia, exame urodinâmico ou radiografia contrastada.

O tratamento para bexiga neurogênica dependerá da sua causa e pode demandar desde medicamentos, toxina botulínica, passagem de sondas e fisioterapia até cirurgia para desvio da urina a uma abertura externa ou para seccionar um esfíncter hipertônico.

Ele visa corrigir a causa do problema, mas quando isto não é possível, ele deve manter o foco em melhorar a qualidade de vida do paciente, evitar infecções e o comprometimento renal.

O tratamento medicamentoso pode levar a alguma melhora nos casos de bexiga hiperativa, mas não com uma bexiga hipoativa.

De qualquer forma, é difícil melhorar o desempenho de uma bexiga neurogênica com medicamentos.

Alguns casos exigirão a introdução permanente de sondas, de maneira contínua ou intermitente, a qual deve ser introduzida o mais cedo possível depois da lesão, para evitar que o músculo da bexiga seja lesado por um estiramento excessivo.

Nos casos em que a causa ou as sequelas da bexiga neurogênica sejam irremovíveis a condição não é passível de cura. No entanto, o tratamento pode ajudar a melhorar a qualidade de vida do indivíduo.

Quando suas causas são reversíveis, a bexiga pode voltar ao seu funcionamento normal.

As infecções urinárias frequentes podem levar ao comprometimento renal e para evitá-lo pode estar indicado, em alguns casos, o uso permanente de uma sonda para escoar a urina todos os dias.

Nas pessoas com lesão da medula espinhal, a contração dos músculos da bexiga e o relaxamento de seus esfíncteres podem não estar sincronizados, de modo que a pressão na bexiga permanece elevada e não deixa que a urina saia dos rins.

De um modo geral, as complicações mais temidas da bexiga neurogênica são as infecções urinárias frequentes e o comprometimento renal.