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sábado, 30 de novembro de 2013

Uma brincadeira que pode custar alto preço


Muito populares entre crianças e adolescentes, as canetas de laser são vendidas como brinquedos em vários estados brasileiros.

O que muitas pessoas não sabem é que essa luzinha, aparentemente inofensiva, pode causar sérios problemas nos olhos.

Um tipo de laser de alta frequência, que pode ser facilmente confundido com os apontadores de laser utilizados em apresentações, está sendo comercializado e vendido como brinquedos.

Relatório dos hospitais King Khaled Eye Specialist, na Arábia Saudita, e Johns Hopkins, nos Estados Unidos, mostrou que a exposição a esse tipo de laser já causaram 14 casos de danos oculares.

Os casos começaram a aparecer em 2012, e foram acompanhados até meados deste ano. Após este período, foram notificados mais 16 casos.

As lesões ocorreram durante brincadeiras e todos os envolvidos eram jovens do sexo masculino, com idades entre 11 e 30 anos.

Algumas foram acidentais, mas outras envolveram um companheiro apontando intencionalmente o feixe de laser para os olhos da vítima.

As lesões envolveram desde ferimentos leves até casos de perfurações na retina.





obs.: a imagem é ilustrativa.

sexta-feira, 29 de novembro de 2013

Acnes: só para refrescar a memória sobre elas!


Numa fase da vida em que a estética corporal assume uma importância muito grande, os adolescentes são atormentados pela acne, representada pelo conjunto de cravos, espinhas, cistos, caroços, pápulas, pústulas, cicatrizes e outras lesões da pele muito comuns nessa fase da vida.

As espinhas e os cravos são as mais comuns.

As primeiras são saliências esbranquiçadas na pele, coleções purulentas contendo bactérias.

Os cravos quase sempre se mostram como postos escuros, salientes ou não, e podem se tornar avermelhados quando inflamam, gerando pápulas.

O primeiro impulso costuma ser espremer essas pequenas lesões, na tentativa de acabar com elas.

Isso, contudo, só espalha as espinhas e pode deixar cicatrizes e manchas que pioram a aparência da pele.

Além disso, esse ato pode lançar bactérias na corrente sanguínea e provocar infecções metastáticas à distância.

As espinhas da parte frontal da face, se espremidas, podem drenar bactérias para o interior do cérebro e causar graves infecções, inclusive meningites.

quinta-feira, 28 de novembro de 2013

Personalidade Obsessivo-Compulsiva


A característica essencial do Transtorno da Personalidade Obsessivo-Compulsiva é uma preocupação com organização, perfeccionismo e controle mental e interpessoal, às custas da flexibilidade, abertura e eficiência. Este padrão começa no início da idade adulta e está presente em uma variedade de contextos.

Os indivíduos com Transtorno da Personalidade Obsessivo-Compulsiva tentam manter um sentimento de controle através de uma atenção extenuante a regras, detalhes triviais, procedimentos, listas, horários ou formalidades, chegando a perder o ponto mais importante da atividade.

Eles são excessivamente cuidadosos e propensos à repetição, dando extraordinária atenção a detalhes e verificando repetidamente, em busca de possíveis erros.

Estas pessoas não percebem que os outros tendem a ficar muito aborrecidos com os atrasos e inconveniências que resultam de seu comportamento.

Por exemplo, quando extraviam uma lista de coisas a fazer, passam um período de tempo incomum procurando-a, ao invés de dispenderem alguns momentos recriando-a de memória e seguirem com a realização das tarefas. O seu tempo é mal distribuído, sendo as tarefas mais importantes deixadas para a última hora.

O perfeccionismo e os altos padrões auto-impostos de desempenho causam disfunção e sofrimento significativos nesses indivíduos, que podem envolver-se tanto na tarefa de tornar cada detalhe de um projeto absolutamente perfeito, a ponto de jamais terminá-lo.

Por exemplo, a redação de um relatório é atrasada por numerosas revisões demoradas que jamais estão "perfeitas". Prazos são perdidos, e os aspectos da vida do indivíduo que não são o foco de atividade atual podem ser deixados de lado.

Os indivíduos com Transtorno da Personalidade Obsessivo-Compulsiva demonstram excessiva dedicação ao trabalho e à produtividade, chegando à exclusão de atividades de lazer e amizades.

Este comportamento não é explicado por necessidades econômicas.

Eles frequentemente julgam que não têm tempo para tirar uma noite ou um fim-de-semana de folga para sair ou simplesmente relaxar.

Eles podem adiar indefinidamente uma atividade recreativa, como as férias, de modo que esta pode jamais ocorrer.

Quando chegam a fazê-lo, sentem muito desconforto, a menos que tenham levado consigo algo em que trabalhar, de modo a não "perderem tempo".

Pode haver muita concentração em tarefas domésticas (por ex., limpeza excessiva e repetida, de modo que "se poderia comer do chão").

Quando passam algum tempo com amigos, isto tende a ocorrer em alguma atividade formalmente organizada (por ex., um evento esportivo).

Passatempos ou atividades recreativas são abordados como tarefas sérias, que exigem meticulosa organização e trabalho árduo.

A ênfase está em um desempenho perfeito.

Estes indivíduos transformam brincadeiras em uma tarefa estruturada (por ex., corrigir um bebê por não encaixar argolas em um pino na ordem correta; ensinar uma criança pequena a andar em linha reta em seu triciclo; transformar um jogo de futebol em uma penosa "aula").

Os indivíduos com Transtorno da Personalidade Obsessivo-Compulsiva podem ser excessivamente conscienciosos, escrupulosos e inflexíveis acerca de questões relativas à moralidade, ética ou valores.

Eles podem forçar a si mesmos e a outros a seguirem princípios morais rígidos e padrões muito estritos de desempenho. Essas pessoas também podem ser implacáveis na autocrítica dos próprios erros.

Os indivíduos com este transtorno têm um respeito rígido para com autoridades e regras e insistem em uma obediência ao pé da letra, sem qualquer flexibilidade de regras sob circunstâncias atenuantes.

Um indivíduo, por exemplo, pode não emprestar uma ficha para um amigo que necessita utilizar o telefone público, porque "deve-se aprender a andar com as próprias pernas" ou porque isto seria "mau" para o caráter dessa pessoa.

Essas qualidades não devem ser explicadas pela identificação cultural ou religiosa do indivíduo.

Os indivíduos com este transtorno podem ser incapazes de jogar fora objetos usados ou inúteis, mesmo quando não possuem valor sentimental, frequentemente admitindo ser "guardadores de entulho".

Eles consideram um desperdício desfazer-se de coisas porque "nunca se sabe quando algo pode ser útil" e ficam aborrecidos se alguém tenta se livrar das coisas que guardaram.

Seus companheiros ou colegas podem queixar-se da quantidade de espaço tomado por velharias, revistas, aparelhos quebrados e assim por diante.

Os indivíduos com Transtorno da Personalidade Obsessivo-Compulsiva são avessos a delegar tarefas ou a trabalhar com outras pessoas.

Eles insistem, de maneira teimosa e irracional, que tudo seja feito à sua maneira e que as pessoas se amoldem a seu jeito de fazer as coisas.

Estas pessoas frequentemente dão instruções muito detalhadas acerca de como tudo deve ser feito (por ex., existe um, e somente um, modo de aparar o gramado, lavar os pratos, construir uma casinha de cachorro) e ficam surpresas e irritadas se outros sugerem alternativas criativas.

Em outros momentos, podem rejeitar ofertas de auxílio, mesmo quando estão com prazos vencidos, por acreditarem que ninguém mais poderá fazer as coisas corretamente.

Os indivíduos com este transtorno podem ser miseráveis e mesquinhos e manter um padrão de vida bem abaixo daquele que seria possível, acreditando que os gastos devem ser rigidamente controlados, a fim de se precaverem de futuras catástrofes.

Os indivíduos com Transtorno da Personalidade Obsessivo-Compulsiva caracterizam-se por rigidez e teimosia.

Eles preocupam-se tanto acerca de que as coisas sejam feitas do modo "correto", que têm dificuldade em concordar com as idéias de qualquer outra pessoa.

Esses indivíduos fazem planos minuciosamente detalhados e são avessos a mudanças.

Totalmente envoltos em sua própria perspectiva, eles têm dificuldade em ceder aos pontos-de-vista de outros.

Amigos e colegas podem frustrar-se com sua constante rigidez.

Ainda que os indivíduos com Transtorno da Personalidade Obsessivo-Compulsiva reconheçam que seria melhor para eles próprios se aceitassem opiniões, eles podem recusar-se teimosamente a fazê-lo, argumentando que se trata do "espírito da coisa".

quarta-feira, 27 de novembro de 2013

Dieta Mexicana


Dieta mexicana é pior que fast-food

Segundo especialistas do Centro de Investigação Cardiometabólico, no México, a dieta mexicana, associada com um estilo de vida sedentário, pode ser mais prejudicial à saúde do que o consumo de fast-foods.

Os pesquisadores explicam que a culinária típica do México é rica em alimentos fritos, gordurosos e doces, o que, somado ao estilo de vida sedentário adotado pela maior parte dos mexicanos, coloca o país entre as primeiras colocações no ranking mundial e obesidade.

Devido aos crescentes casos de complicações resultantes da obesidade, o Centro de Investigação Cardiometabólico propôs ao governo mexicano que jovens com até 18 anos fossem obrigatoriamente testados para glicose, colesterol, pressão arterial e índice de massa corporal, a cada três anos, o que poderia ser feito em escolas, centros comerciais e outros locais públicos. O objetivo é identificar alterações e propor estratégias de tratamento no início do problema.











Fonte: Blog de Boa Saúde

Transtorno Obsessivo-Compulsivo




As características essenciais do Transtorno Obsessivo-Compulsivo são obsessões ou compulsões recorrentes suficientemente severas para consumirem tempo (isto é, consomem mais de uma hora por dia) ou causar sofrimento acentuado ou prejuízo significativo.

Em algum ponto durante o curso do transtorno, o indivíduo reconheceu que as obsessões ou compulsões são excessivas ou irracionais.

A perturbação não se deve aos efeitos fisiológicos diretos de uma substância (por ex., droga de abuso, medicamento) ou de uma condição médica geral.

As obsessões são idéias, pensamentos, impulsos ou imagens persistentes, que são vivenciados como intrusivos e inadequados e causam acentuada ansiedade ou sofrimento.

A qualidade intrusiva e inadequada das obsessões é chamada de "ego-distônica".

O termo refere-se ao sentimento do indivíduo de que o conteúdo da obsessão é estranho, não está dentro de seu próprio controle nem é a espécie de pensamento que ele esperaria ter.

Entretanto, ele é capaz de reconhecer que as obsessões são produto de sua própria mente e não impostas a partir do exterior (como na inserção de pensamento).

As obsessões mais comuns são pensamentos repetidos acerca de contaminação (por ex., ser contaminado em apertos de mãos), dúvidas repetidas (por ex., imaginar se foram executados certos atos, tais como ter machucado alguém em um acidente de trânsito ou ter deixado uma porta destrancada), uma necessidade de organizar as coisas em determinada ordem (por ex., intenso sofrimento quando os objetos estão desordenados ou assimétricos), impulsos agressivos ou horrorizantes (por ex., de machucar o próprio filho ou gritar uma obscenidade na igreja) e imagens sexuais (por ex., uma imagem pornográfica recorrente).

Os pensamentos, impulsos ou imagens não são meras preocupações excessivas acerca de problemas da vida real (por ex., preocupação com dificuldades atuais, como problemas financeiros, profissionais ou escolares) e não tendem a estar relacionados a um problema da vida real.

O indivíduo com obsessões em geral tenta ignorar ou suprimir esses pensamentos ou impulsos ou neutralizá-los com algum outro pensamento ou ação (isto é, uma compulsão).

Um indivíduo assaltado por dúvidas acerca de ter desligado o gás do fogão, por exemplo, procura neutralizá-las verificando repetidamente para assegurar-se de que o fogão está desligado.

As compulsões são comportamentos repetitivos (por ex., lavar as mãos, ordenar, verificar) ou atos mentais (por ex., orar, contar, repetir palavras em silêncio) cujo objetivo é prevenir ou reduzir a ansiedade ou sofrimento, ao invés de oferecer prazer ou gratificação.

Na maioria dos casos, a pessoa sente-se compelida a executar a compulsão para reduzir o sofrimento que acompanha uma obsessão ou para evitar algum evento ou situação temidos.

Por exemplo: os indivíduos com obsessões de contaminação podem reduzir seu sofrimento mental lavando as mãos a ponto de irritarem a pele; os indivíduos afligidos por obsessões de terem deixado uma porta destrancada podem ser levados a verificar repetidamente a fechadura, em intervalos de minutos; indivíduos afligidos por pensamentos blasfemos e indesejados podem encontrar alívio contando até 10 em ordem crescente e decrescente, 100 vezes por cada pensamento.

Em alguns casos, os indivíduos realizam atos rígidos ou estereotipados de acordo com regras idiossincraticamente elaboradas, sem serem capazes de indicar por que os estão executando.

Por definição, as compulsões ou são claramente excessivas, ou não têm conexão realista com o que visam a neutralizar ou evitar.

As compulsões mais comuns envolvem lavar e limpar, contar, verificar, solicitar ou exigir garantias, repetir ações e colocar objetos em ordem.

Por definição, os adultos com Transtorno Obsessivo-Compulsivo reconheceram, em algum ponto, que as obsessões ou compulsões são excessivas ou irracionais.

Esta exigência não se aplica a crianças, pois lhes falta consciência cognitiva suficiente para tal discernimento.

Entretanto, mesmo em adultos, existe uma ampla faixa de insight quanto à racionalidade das obsessões e compulsões.

Alguns indivíduos não têm certeza quanto à racionalidade de suas obsessões ou compulsões, podendo o insight de um determinado indivíduo variar em diferentes momentos e situações.

Por exemplo, a pessoa pode reconhecer que uma compulsão de contaminação é irracional ao discuti-la em uma "situação segura" (por ex., no consultório do terapeuta), mas não quando forçada a manusear dinheiro.

Nos momentos em que o indivíduo reconhece que as obsessões e compulsões são irrealistas, ele pode desejar ou tentar resistir a elas.

Ao fazê-lo, pode ter a sensação de crescente ansiedade ou tensão, freqüentemente aliviadas cedendo à compulsão.

No curso do transtorno, após repetidos fracassos em resistir às obsessões ou compulsões, o indivíduo pode ceder a elas, não mais experimentar um desejo de resistir e incorporá-las em suas rotinas diárias.

As obsessões ou compulsões devem causar acentuado sofrimento, consumir tempo (mais de 1 hora por dia) ou interferir significativamente na rotina normal, funcionamento ocupacional, atividades sociais habituais ou relacionamentos do indivíduo.

As obsessões ou compulsões podem substituir um comportamento útil e gratificante e perturbar em muito o funcionamento geral.

Uma vez que intrusões obsessivas podem provocar distração, elas freqüentemente resultam em desempenho ineficiente em tarefas cognitivas que exigem concentração, tais como leitura situações que provocam obsessões ou compulsões.

Esta esquiva pode tornar-se extensiva e restringir severamente o funcionamento geral.

terça-feira, 26 de novembro de 2013

Transtorno do Pânico


Transtorno do pânico (ou síndrome do pânico) é um transtorno de ansiedade caracterizado por crises recorrentes de medo intenso e sintomas físicos aterrorizantes que se iniciam de forma brusca e inesperada, causando na pessoa a nítida impressão de que ela está enlouquecendo ou morrendo.

No aparelho psíquico, as crises de pânico desencadeiam os mecanismos de alerta orgânico na ausência de qualquer ocorrência grave.

Quando essas crises são repetitivas, dizemos que a pessoa sofre de transtorno do pânico, termo que deriva do deus Pã, da mitologia grega, à vista de cuja figura horrenda as pessoas tomavam grande susto.

Não se conhece a causa específica do transtorno do pânico, mas sabe-se de fatores que o favorecem: herança, disposição inata ou precocemente adquirida, terreno psíquico ansioso, vivências traumatizantes, estados especiais de insegurança, etc., bem como fatores orgânicos como distúrbios da serotonina cerebral e a ingestão de algumas substâncias excitantes, como anfetaminas, cafeína, cocaína, álcool, etc.

Essas substâncias, que geram ansiedade nas pessoas normais, desencadeiam crises de pânico nas pessoas predispostas.

A primeira crise de pânico costuma manifestar-se na adolescência ou no início da idade adulta e pode repetir-se aleatoriamente no mesmo dia ou com espaço de semanas, meses ou mesmo anos, podendo ocorrer até mesmo durante o sono.

Os sintomas dos transtornos do pânico variam de uma pessoa para outra, mas habitualmente incluem dores no peito, palpitações, desorientações, dores de cabeça, tonteiras, mal-estar gástrico, dificuldades de respirar, tremores, soluços, perdas da realidade e medos de estar ficando louco ou morrendo. Os ataques de pânico ocorrem de forma imprevisível e duram de 5 a 10 minutos.

Aqueles que já os experimentaram consideram-nos devastadores e “uma das piores coisas que uma pessoa pode sentir”.

Os sintomas mais dramáticos dos ataques duram de alguns segundos a alguns minutos, mas levam cerca de uma hora para desaparecer de todo.

De forma geral ocorrem sem qualquer aviso prévio, quando a pessoa encontra-se realizando uma atividade rotineira simples ou mesmo dormindo.

Repentinamente, a pessoa começa a experimentar os sintomas, que frequentemente começam por um sentimento de irrealidade e temor de perda de controle mental ou de estar morrendo.

O ataque inicial pode sobrevir no curso de uma sobrecarga de estresse físico ou mental como, por exemplo, excesso de trabalho, perda de alguém amado, cirurgia, enfermidade, acidente grave, parto ou em certas situações que promovem apreensão como atravessar um túnel muito longo ou andar de avião, por exemplo.

Muitas crises de pânico deixam atrás de si as agorafobias (do grego ágora - assembleia; reunião de pessoas; multidão + phobos - medo - é originalmente o medo de estar em espaços abertos ou no meio de uma multidão): após um primeiro ataque algumas pessoas desenvolvem um medo de ter medo e passam a não mais querem retornar ao lugar ou à situação em que o experimentaram.

As crises tornam as pessoas amedrontadas de estar nos lugares ou situações de onde não possam escapar com facilidade em caso de um novo ataque e de voltarem à situação em que tiveram seu acesso.

Em casos mais gerais as pessoas passam a sentir medo de sair à rua ou a espaços abertos, desacompanhadas ou mesmo junto a outras pessoas.

Na maioria das vezes os ataques de pânico acontecem em mulheres jovens, mas eles podem ocorrer nos homens e em outras idades.

O diagnóstico do transtorno do pânico é feito por meio dos informes clínicos dos pacientes quanto a seus sintomas e a recorrência deles.

Uma crise isolada, que não interfira negativamente no estilo de vida do paciente, não é suficiente para caracterizar o transtorno do pânico.

É muito importante estabelecer o diagnóstico diferencial com outras doenças que apresentam sintomas semelhantes, tais como os ataques cardíacos, o hipertireoidismo, a hipoglicemia e a epilepsia, por exemplo, para orientar corretamente o tratamento.

O tratamento para os transtornos do pânico podem ser feitos com medicamentos antidepressivos e ansiolíticos e/ou psicoterapias.

Esses medicamentos, inócuos para a saúde geral, agem no sistema nervoso central regularizando o funcionamento das áreas cerebrais comprometidas, mas devem ser seguidos ou conjugados com a psicoterapia.

A psicoterapia cognitivo-comportamental atualmente é a mais indicada e pode ajudar no controle dos comportamentos, pensamentos e sintomas disfuncionais.

Alguns sintomas físicos da doença podem ser confundidos com os sinais do infarto do miocárdio e por isso as pessoas costumam procurar ajuda num serviço médico de urgência, que frequentemente tem dificuldades de distinguir entre as duas situações, principalmente em um primeiro ataque de pânico.

Em geral, a combinação da psicoterapia com medicamentos para tratar os distúrbios do pânico produz bons resultados.

Algumas fobias que se seguem aos transtornos de pânico podem ser eliminadas por meio de psicoterapia ou pela exposição controlada à situação que gera o medo, mas há também as que são permanentes.

Podem ocorrer recaídas, as quais geralmente são tratadas com eficácia da mesma forma que o primeiro episódio.

segunda-feira, 25 de novembro de 2013

Vitiligo


foto: psicoblog

A principal característica do vitiligo é a despigmentação da pele por falta de melanina. O distúrbio pode manifestar-se em adultos e crianças de todas as etnias.

Costuma provocar lesões isoladas ou que se espalham pelo corpo.

A evolução da doença é absolutamente imprevisível. Em alguns casos, fica estável; noutros regride, e há casos em que progride com rapidez.

Lesões de vitiligo podem estar relacionadas com um tipo de câncer de pele, o melanoma, com o diabetes e a miastenia.

Segundo a teoria neural, o vitiligo segmentar incide normalmente sobre a região de um nervo e é provocado pela liberação de neuropeptídeos, substâncias que inibem ou até destroem os melanócitos, ou seja, as células que produzem melanina, pigmento escuro que dá cor à pele.

Ele se chama segmentar porque acompanha o trajeto do nervo, respeita a linha média do corpo e não avança para outro lado.

A teoria citotóxica defende que certas substâncias derivadas da hidroquinona podem provocar a despigmentação da pele própria do vitiligo.

Elas estão presentes em alguns materiais como a borracha e os tecidos emborrachados que contêm derivados da hidroquinona.

É o que se diz ter acontecido com Michael Jackson.

Parece que tinha vitiligo e despigmentou a área do corpo que não havia perdido a cor.

Esse tipo de conduta terapêutica é indicado para pacientes em que a área despigmentada é maior do que a sadia.

Como resultado do tratamento, a pessoa fica branca por inteiro e não com o aspecto malhado característico da doença.

Existe o vitiligo autoimune, o mais frequente de todos, que consiste na formação de anticorpos que atacam o melanócito e o destroem, ou inibem a produção de melanina.

É muito comum estar associado a outras doenças autoimunes como diabetes tipo I, que é insulinodependente, tireoidites e, eventualmente, lúpus e miastenia.

Em 20% a 30% dos casos de vitiligo autoimune, observa-se que existe uma tendência genética para a doença.

Pai, irmão, tio, algum membro da família também tem vitiligo.

Embora ainda não se tenha isolado o gene específico da enfermidade, neles a destruição dos melanócitos provoca o aparecimento de áreas com despigmentação.

Nos 70%, 80% restantes, não se tem conhecimento de parentes com a doença.

Sabe-se que alguns fatores associados desencadeiam ou pioram o quadro.

Entre eles, destacam-se traumas e distúrbios emocionais importantes.

Em vista disso, o acompanhamento psicoterápico pode ajudar no tratamento.

As primeiras lesões podem aparecer em qualquer idade.

Podem surgir na infância até os cinco ou sete anos ou na adolescência.

No total, 50% dos casos aparecem até os 20 anos.

Em alguns casos, a doença fica estável; noutros regride e até se consegue a cura definitiva do paciente, mas há aqueles que progridem com rapidez.

Com frequência aparece uma lesão que não aumenta na pálpebra ou ao redor da boca, mas podem aparecer outras gradativamente, de acordo com a gravidade do caso, e que vão se disseminando pelas mãos, cotovelos, pernas, etc.

Pode ocorrer repigmentação espontânea da pele.

No entanto, há casos associados a doenças neoplásicas.

Sabe-se que 10% dos pacientes com melanoma metastático (tumor maligno que começa nas pintas do corpo) têm lesões vitiligoides por causa da formação de anticorpos que atacam o melanócito na tentativa de defender o organismo das células malignas e, como consequência, surgem lesões de vitiligo, que, neste caso, é secundário ao melanoma e não uma lesão primária como pode acontecer, por exemplo, na forma auto-imune.

Depois do diagnóstico, o paciente precisa receber orientações gerais a respeito da doença, de sua possível evolução, instituir o tratamento e observar a resposta que produziu.

O paciente com vitiligo precisa tomar sol (faz parte do tratamento) com bastante cuidado, por períodos curtos, nos horários estipulados pelo médico e usar protetor solar.

Relembrando o fenômeno de Koebner, uma queimadura solar seria um estímulo importante para formar nova lesão de vitiligo.

É altamente indicado o uso de fator de proteção do filtro solar, que deve ser pelo menos 30 e o paciente precisa reaplicá-lo a cada duas ou três horas, especialmente se estiver na praia ou na piscina.

É importante lembrar que mesmo com protetor não pode expor a pele nua ao sol.

Usar camisetas pode ser uma boa medida.

Não existe nenhuma teoria médica em relação aos alimentos.

Alguns trabalhos mostram que antioxidantes, como vitamina E, vitamina C, betacaroteno e ácido fólico, podem eventualmente melhorar as lesões de vitiligo.

Quanto aos medicamentos, não se sabe de nenhum que seja contraindicado para esses pacientes.

O tratamento cubano, de que se falou muito a respeito, era à base de melagenina.

A Sociedade Brasileira de Dermatologia considera que o aspecto emocional e psicológico pesava mais na resposta clínica do paciente, porque os resultados do tratamento realizado em Cuba não foram superiores aos obtidos pela fototerapia convencional.

ão inúmeros os tratamentos, porque não existe o tratamento ideal. Depende de cada caso. Lesões pequenas podem ser tratadas com pomadas de uso tópico à base de corticoides.

Recentemente, substâncias imunossupressoras de ação e uso semelhantes aos do corticoide mostraram bons resultados em alguns casos. A brasileira se chama pinecrolimus e a americana, tacrolimus.

Quando a progressão das lesões vitiligoides é muito rápida, podem ser receitados corticoides por via oral, mas antes é bom afastar a possibilidade de uma doença sistêmica (diabetes, tireoidite, lúpus ou até neoplasias) estar associada ao vitiligo.

Outro tratamento bastante utilizado, talvez o mais utilizado para o vitiligo, é a fototerapia. O paciente é orientado para expor-se ao sol após usar substâncias fotossensibilizantes.

Aplicadas sob a forma de cremes e loções, tornam a pele mais sensível à ação do sol, estimulando sua pigmentação. Para usá-las, no entanto, é preciso seguir rigorosamente a orientação médica.

Se o tempo de exposição exceder ao que foi recomendado, pode ocorrer queimadura que leva à formação de nova lesão ou, ainda, queimaduras mais graves, se elas foram passadas em áreas mais extensas.

Quando o vitiligo é extenso e há lesões espalhadas pelo corpo, o ultravioleta A pode ser associado a drogas de uso tópico e por via oral, os psoralenos que são fotossensibilizantes.

É o método PUVA.

O paciente toma remédio e depois de duas horas entra numa cabine e se submete à exposição aos raios ultravioleta A.

Posteriormente, deixa de tomar a droga e recebe banhos de luz de ultravioleta B de banda estreita.

A despigmentação é um recurso para os pacientes que têm 70% do corpo despigmentado.

Embora existam alguns trabalhos recentes afirmando que áreas de vitiligo submetidas ao ultravioleta não teriam mais tendência a desenvolver câncer de pele, o paciente precisa ter cuidado com o sol, não só por causa do câncer, mas pelo perigo que as queimaduras podem representar para a pele despigmentada.






fonte: site do Dr. Dráuzio Varella

domingo, 24 de novembro de 2013

Dissecção da Aorta


A dissecção aórtica ocorre quando a parede da aorta, composta por 3 camadas laminares, se divide em em duas, com a entrada de sangue fazendo um falso trajeto, dividindo a parede da aorta.

Esta dissecção pode progredir até as artérias das pernas, e obstruir o fluxo sangüíneo de inúmeras outras importantes arterias.

As bases desta doença ainda não estão completamente elucidadas, mas sabemos que ela está relacionada a um enfraquecimento das proteínas estruturais da parede da artéria.

Diversos fatores sabidamente influenciam nas dissecções da aorta, principalmente a hipertensão e a aterosclerose e o fumo.

Nos casos de dissecção aguda da aorta, o paciente relata uma dor lancinante e aguda, que se inicia no tórax e se irradia na direção da coluna, de cima para baixo.

Em geral este acontecimento está associado a uma crise de hipertensão arterial e o paciente descreve uma dor como se algo estivesse se rasgando no interior do tórax.

A dissecção aórtica pode se apresentar como um evento agudo, geralmente diagnosticado na emergência pela suspeita clínica do médico emergencista experiente, face a um quadro de hipertensão arterial e dor lancinante no tórax.

Exames como o ecocardiograma, a angiotomografia e a angio-ressonância são utilizados para o diagnóstico definitivo.

O tratamento das dissecções são em geral muito complexos, e requerem centros de alta especialização para que o tratamento seja eficaz.
O tratamento depende da localização do início e fim da dissecção, assim como dos diâmetros do vaso, do acometimento ou não das artérias viscerais e se ela é aguda ou crônica.

De acordo com as características anatômicas, tanto o método aberto, via cirurgia tradicional, quanto o método endovascular, via implante de uma endoprótese através de uma incisão na virilha podem ser indicados.

Em outros casos, o tratamento clínico pode ser a melhor alternativa.

sábado, 23 de novembro de 2013

Cistos de Ovários


Os cistos ovarianos ou cistos de ovário são pequenas bolsas cheias de fluido que podem ser encontradas no interior do ovário.

Normalmente essas alterações são benignas e pouco ofensivas, podendo raramente ser expressão de uma enfermidade maligna ou causarem complicações mais graves.

Mais comumente os cistos ovarianos são encontrados em mulheres em idade reprodutiva, sendo mais propensas a eles as portadoras de endometriose ou doença pélvica inflamatória (DIP).

Os tipos mais comuns de cistos ovarianos são:

•Cistos funcionais: fazem parte do processo normal do ciclo menstrual e não são expressão de nenhuma doença. O mais comum deles é o cisto folicular, que se origina da ausência de ovulação ou quando um folículo normal não se rompe e/ou não libera seu óvulo. Há também dois outros tipos de cistos funcionais: o cisto de corpo lúteo e o cisto hemorrágico. Caso não ocorra uma gravidez o corpo lúteo normal deveria desaparecer, mas quando ele persiste pode encher-se de fluido ou sangue e se tornar um cisto de corpo lúteo. No cisto hemorrágico acontece extravasamento de sangue para o interior do cisto, a partir de um vaso sanguíneo da sua parede.

•Cistos dermoides: conhecido como teratoma cístico maduro, é um tumor benigno. Ele pode conter gordura, ossos, pelos, calcificações e cartilagem no seu interior. Geralmente afeta mulheres jovens.

•Cisto endometrioide: também conhecido como endometrioma, é formado quando o tecido do endométrio, que recobre a face interna do útero, se desprende, migra e cresce nos ovários. Ele pode causar dor pélvica crônica durante a menstruação.

•Cistoadenoma: tumor benigno que se desenvolve no tecido do ovário. Ele pode ser preenchido por conteúdo seroso ou mucoso e atingir vários centímetros de diâmetro, necessitando de tratamento cirúrgico.

•Cistos patológicos: podem fazer parte da síndrome dos ovários policísticos ou serem associados a tumores.

As causas dos cistos ovarianos não são totalmente conhecidas, mas as alterações hormonais parecem relacionadas a eles. Como há vários tipos de cistos, suas causas também são várias. O cisto ovariano mais comum forma-se quando o folículo ovariano não se abre para expulsar o óvulo, como deveria acontecer a cada mês (processo que se chama ovulação), acumulando líquido em seu interior. Outro tipo de cisto ocorre após o óvulo ter sido liberado de um folículo, quando esse geralmente se enche de uma pequena quantidade de sangue, é o cisto de corpo lúteo. De modo geral os cistos no ovário ocorrem com mais frequência durante a idade fértil da mulher e são menos frequentes após a menopausa. Deve-se diferenciar os cistos funcionais dos cistos tumorais.

Embora não haja consenso a respeito, costuma-se considerar como fatores de risco:

•História prévia de cistos ovarianos.

•Ciclos menstruais irregulares.

•Obesidade.

•Menarca (primeira menstruação) precoce.

•Infertilidade.

•Hipotireoidismo.

Geralmente os cistos ovarianos que não se rompem ou não sofrem torção não causam sintomas. Quando há sintomas, os mais comuns são: dor contínua ou intermitente no abdome, na região lombar, na pelve ou na vagina; sensibilidade aumentada nos seios; abdome inchado; dor na menstruação; irregularidades menstruais; sangramentos uterinos anormais; dificuldade de urinar; náuseas e vômitos; infertilidade, etc. Se o cisto do ovário se romper, pode haver dor abdominal intensa do lado em que ele se encontra.

O diagnóstico dos cistos ovarianos deve ser feito levando-se em conta os sintomas relatados pela paciente, o exame físico da pelve ou por meio de uma ecografia transvaginal e de alguns exames laboratoriais.

O diagnóstico diferencial deve ser feito com outras doenças que possam apresentar sintomas semelhantes.

sexta-feira, 22 de novembro de 2013

Doença de Ménière


A doença de Ménière caracteriza-se por um aumento crônico e progressivo da pressão do líquido no interior do labirinto (parte do ouvido médio).

Seu nome foi dado em homenagem ao médico francês Prosper Ménière, quem primeiro descreveu a condição.

Geralmente esse aumento de pressão ocorre apenas em um dos lados do ouvido (90% dos casos), mas pode ocorrer em ambos os lados.

Como no labirinto tanto há células auditivas quanto células responsáveis pelo equilíbrio, a doença causa transtornos nessas duas áreas da fisiologia, podendo levar à perda da audição.

Sinais e sintomas semelhantes podem ocorrer também nos distúrbios cardiovasculares ou na arterioesclerose cerebral.

A verdadeira doença de Ménière cursa com alterações histopatológicas típicas no labirinto, o que essas outras alterações não têm.

Entretanto, é costumeiro usar-se a denominação síndrome de Ménière para todas as vertigens labirínticas, mesmo quando não associadas àquelas alterações. Nesses casos também se usa falar labirintite.

Embora a doença de Ménière não seja a mesma coisa que a labirintite, pode ser causa dela.

Labirintite é um termo popularmente usado para referir-se a um conjunto de sintomas que partem do labirinto, como tonturas, falta de equilíbrio, zumbido, etc.

Comumente fala-se de síndrome de Ménière ou de labirintite quando as crises são esporádicas e sem sequência e o problema não é crônico.

A doença de Ménière refere-se a crises labirínticas repetitivas sem uma condição subjacente determinante.

Ainda não se conhece com precisão as causas da doença ou da síndrome de Ménière, mas sabe-se da relação entre o problema e algumas doenças sistêmicas como diabetes, hipertensão arterial, enxaqueca, doenças autoimunes e infecção pelo vírus do herpes.

Pessoas que atravessaram uma grande variação de pressão atmosférica ou que sofreram trauma no crânio podem apresentar sintomas da síndrome de Ménière.

Os sinais e sintomas mais comuns da doença ou síndrome de Ménière aparecem durante as crises e são: vertigens e perda do equilíbrio, zumbidos no ouvido, náuseas, vômitos e perda auditiva.

O zumbido em geral é de baixa intensidade e referido como um murmúrio ou ronco; a surdez é do tipo de recepção; a vertigem quase sempre é tardia e tem início súbito, durando minutos ou horas.

O início da doença é mais comum na meia-idade e se não tratada pode persistir indefinidamente.

O diagnóstico da doença de Ménière deve ser feito com base na história clínica e nos sinais e sintomas exibidos pelos pacientes.

Segundo a Academia Americana de Otorrinolaringologia e Cirurgia de Cabeça e Pescoço, três sintomas são essenciais para estabelecer o diagnóstico:

1.Crises de vertigem rotatória com duração mínima de 20 minutos cada uma.

2.Perda auditiva demonstrada por uma audiometria.

3.Zumbido ou pressão no ouvido.

A doença de Ménière não tem uma cura cabal e definitiva. O tratamento mais imediato consiste em tentar controlar, através de remédios, os desagradáveis sintomas das crises.

Em sequência, deve-se tentar tratar ou controlar as causas delas. Se for possível identificar as causas, o tratamento pode evitar as crises.

A perda auditiva permanente deve ser corrigida com aparelho auditivo.

Em raros casos de manifestações intensas da doença de Ménière, em que não há melhora clínica, pode ser feita uma cirurgia de descompressão do líquido que circula dentro do labirinto, mas esta cirurgia não tem resultados garantidos.

A repetição das crises pode tornar a indivíduo incapacitado para suas tarefas cotidianas.

Se as crises forem frequentes e mal controladas, o paciente pode ter perda progressiva de audição, sendo necessário o uso de aparelho auditivo.

Após certo número de crises sucessivas, o zumbido no ouvido pode tornar-se permanente.

quinta-feira, 21 de novembro de 2013

Transtornos de Controle dos Impulsos


A característica essencial dos Transtornos de Controle dos Impulsos é o fracasso em resistir a um impulso ou tentação de executar um ato perigoso para a própria pessoa ou para outros.

Na maioria dos transtornos descritos nesta seção, o indivíduo sente uma crescente tensão ou excitação antes de cometer o ato. Após cometê-lo, pode ou não haver arrependimento, auto-recriminação ou culpa.

Os seguintes transtornos são incluídos:

O Transtorno Explosivo Intermitente é caracterizado por episódios distintos de fracasso em resistir a impulsos agressivos, resultando em sérias agressões ou destruição de propriedades.

A Cleptomania caracteriza-se por um fracasso recorrente em resistir a impulsos de roubar objetos desnecessários para o uso pessoal ou em termos de valor monetário.

A Piromania é caracterizada por um padrão de comportamento incendiário por prazer, gratificação ou alívio de tensão.

O Jogo Patológico caracteriza-se por um comportamento mal-adaptativo, recorrente e persistente, relacionado a jogos de azar e apostas.

A Tricotilomania caracteriza-se pelo ato de puxar de forma recorrente os próprios cabelos por prazer, gratificação ou alívio de tensão, acarretando uma perda capilar perceptível.

O Transtorno do Controle dos Impulsos Sem Outra Especificação é incluído para os casos de transtornos que não satisfazem os critérios para qualquer um dos Transtornos específicos do Controle dos Impulsos, descritos antes.

quarta-feira, 20 de novembro de 2013

Implante ocular trata doenças da retina


Pesquisadores da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP) desenvolveram uma técnica que promete melhorar a visão de pessoas com uma série de problemas na retina.

A técnica consiste em um dispositivo feito a partir de um componente biodegradável (PLGA) com um medicamento (dexametasona) que é implantado dentro do olho e libera a droga por aproximadamente seis meses, sem a necessidade do uso de colírios ou medicamentos orais no período.

Testado em dez pacientes, o implante é fruto de dez anos de pesquisas e os resultados mostraram que ele age em doenças vasculares da retina que levam à redução da visão e, em casos mais avançados, à redução da cegueira.

Os pesquisadores acreditam que o tratamento beneficiará pacientes portadores de várias doenças da retina, como edema de mácula (inchaço na área central da retina decorrente de oclusão vascular), retinopatia diabética, uveíte (inflamação da úvea, formada pela íris, corpo ciliar e coroide), degeneração macular e outras, doenças que afetam, principalmente, a população idosa.

Contudo, pessoas que sofrem com toxoplasmose ocular, degeneração macular relacionada à idade e retinite por citomegalovírus eendoftalmite também poderão se beneficiar da técnica.







Fonte: Blog de Boa Saúde

Endocardite


Endocardite é a inflamação do endocárdio, a membrana que reveste interiormente o coração.

É sempre uma doença grave, especialmente sua forma infecciosa, e é capaz de gerar complicações de igual gravidade.

Quando agentes infecciosos caem na corrente circulatória, muitas vezes a partir de atividades simples como espremer uma espinha ou escovar os dentes, ou de procedimentos médicos invasivos, eles podem alojar-se no endométrio e produzir a endocardite.

Certos fatores atuam como favorecedores da endocardite: anomalias congênitas do coração, passado de miocardite, anomalias ou próteses das válvulas cardíacas e uso de drogas endovenosas.

Por outro lado, a endocardite bacteriana é favorecida nos indivíduos idosos, nos com baixa imunidade, doença renal, diabetes, insuficiência cardíaca congestiva, doenças reumáticas ou portadores de piercings bucais.

Mais raramente, a endocardite pode ser também causada por fungos.

Existem casos de endocardites devido a agentes não infecciosos que provocam inflamações do endocárdio, como nas doenças autoimunes, por exemplo.

A endocardite pode ser aguda ou subaguda. Muitas vezes, mas não obrigatoriamente, pré-existem sintomas de alguma anomalia cardíaca.

Geralmente ela afeta as válvulas cardíacas e então se têm os sintomas próprios da afecção valvular, mas pode também ocorrer em qualquer outro ponto do endocárdio.

Outros sinais e sintomas, próprios da endocardite são sopro cardíaco, febre, calafrios, suor excessivo, emagrecimento, mal-estar, inapetência, dores de cabeça, náuseas e vômitos.

A ecocardiografia pode mostrar vegetações bacterianas sobre as válvulas cardíacas ou em outros pontos do endocárdio e a hemocultura pode demonstrar a presença de bactérias livres no sangue.

O tratamento de endocardite exige a internação do paciente por pelo menos um mês e deve visar dois objetivos: controlar a infecção e fazer a correção do fato que tenha predisposto a ocorrência da doença.

Para controlar a infecção geralmente se faz a administração de antibióticos por via endovenosa, em altas doses e por tempo prolongado.

A condição que predispôs à enfermidade deve ser tratada pelos meios próprios.

A endocardite pode ocasionar lesão das válvulas cardíacas que demandem cirurgia para corrigir ou para implantação de uma válvula artificial.

Ela pode evoluir para cura, depois de um longo tratamento, mas também pode causar complicações sérias, como insuficiência cardíaca, embolia pulmonar, infarto do miocárdio, acidente vascular cerebral ou insuficiência renal.

A endocardite bacteriana é uma doença grave que pode ser desencadeada por fatos às vezes muito simples que devem ser evitados, na medida do possível, ou realizados após o uso de antibióticos preventivos: colocação de cateter intravenoso; colocação de pacemaker; implante de piercing bucal; uso de drogas injetáveis; extração de dentes; cáries dentárias; abscessos dentários; doenças da gengiva, etc.

terça-feira, 19 de novembro de 2013

Dependência de substâncias


Características

A característica essencial da Dependência de Substância é a presença de um agrupamento de sintomas cognitivos, comportamentais e fisiológicos indicando que o indivíduo continua utilizando uma substância, apesar de problemas significativos relacionados a ela.

Existe um padrão de auto-administração repetida que geralmente resulta em tolerância, abstinência e comportamento compulsivo de consumo da droga. Um diagnóstico de Dependência de Substância pode ser aplicado a qualquer classe de substâncias, exceto cafeína.

Os sintomas de Dependência são similares entre as várias categorias de substâncias, mas, para certas classes, alguns sintomas são menos salientes e, em uns poucos casos, nem todos os sintomas se manifestam (por ex., sintomas de abstinência não são especificados para Dependência de Alucinógenos).

Embora não seja especificamente relacionada como um critério, a "fissura" (um forte impulso subjetivo para usar a substância) tende a ser experimentada pela maioria dos indivíduos com Dependência de Substância - se não por todos).

A Dependência é definida como um agrupamento de três ou mais dos sintomas relacionados adiante, ocorrendo a qualquer momento, no mesmo período de 12 meses.

Tolerância é a necessidade de crescentes quantidades da substância para atingir a intoxicação (ou o efeito desejado) ou um efeito acentuadamente diminuído com o uso continuado da mesma quantidade da substância. O grau em que a tolerância se desenvolve varia imensamente entre as substâncias.

Os indivíduos com uso pesado de opióides e estimulantes podem desenvolver níveis substanciais (por ex., multiplicados por dez) de tolerância, freqüentemente em uma dosagem que seria letal para um não-usuário.

A tolerância ao álcool também pode ser pronunciada, mas em geral é muito menos extrema do que no caso das anfetaminas. Muitos tabagistas consomem mais de 20 cigarros por dia, uma quantidade que teria produzido sintomas de toxicidade quando começaram a fumar.

Os indivíduos com uso pesado de maconha em geral não têm consciência de que desenvolveram tolerância (embora esta tenha sido demonstrada em estudos com animais e em alguns indivíduos). Ainda não há certeza quanto ao desenvolvimento de tolerância com fenciclidina (PCP).

A tolerância pode ser difícil de determinar apenas com base na história oferecida, quando se trata de uma substância ilícita, talvez misturada com vários diluentes ou com outras substâncias.

Nessas situações, testes laboratoriais podem ser úteis (por ex., altos níveis sangüíneos da substância, juntamente com poucas evidências de intoxicação, sugerem uma provável tolerância).

A tolerância também deve ser diferenciada da variabilidade individual na sensibilidade inicial aos efeitos de determinadas substâncias. Por exemplo, alguns indivíduos que ingerem álcool pela primeira vez apresentam muito poucas evidências de intoxicação com três ou quatro doses, ao passo que outros, com peso e história de consumo semelhantes exibem fala arrastada e fraca coordenação.

A Abstinência é uma alteração comportamental mal-adaptativa, com elementos fisiológicos e cognitivos, que ocorre quando as concentrações de uma substância no sangue e tecidos declinam em um indivíduo que manteve um uso pesado e prolongado da substância.

Após o desenvolvimento dos sintomas desagradáveis de abstinência, a pessoa tende a consumir a substância para aliviar ou para evitar estes sintomas, tipicamente utilizando a substância durante o dia inteiro, começando logo após o despertar. Os sintomas de abstinência variam imensamente entre as classes de substâncias, de modo que são oferecidos conjuntos separados de critérios de Abstinência para a maioria das classes.

Sinais acentuados e, com freqüência, facilmente mensuráveis de abstinência são comuns com álcool, opióides e sedativos, hipnóticos e ansiolíticos. Os sinais e sintomas de abstinência freqüentemente estão presentes, mas podem ser menos visíveis, no caso de estimulantes tais como anfetaminas, cocaína e nicotina.

Nenhuma abstinência significativa é vista mesmo após o uso repetido de alucinógenos. A abstinência de fenciclidina e substâncias correlatas ainda não foi descrita em humanos (embora tenha sido demonstrada em animais).

Nem tolerância nem abstinência são critérios necessários ou suficientes para um diagnóstico de Dependência de Substância.

Alguns indivíduos (por ex., com Dependência de Canabinóides) apresentam um padrão de uso compulsivo sem quaisquer sinais de tolerância ou abstinência.

Em contrapartida, alguns pacientes pós-cirúrgicos sem Dependência de Opióide podem desenvolver tolerância aos opióides prescritos e experimentar sintomas de abstinência sem mostrar quaisquer sinais de uso compulsivo.

Os especificadores Com Dependência Fisiológica e Sem Dependência Fisiológica são oferecidos para indicar presença ou ausência de tolerância ou abstinência.

Os aspectos a seguir descrevem o padrão de uso compulsivo de substância característico da Dependência.

O indivíduo pode consumir a substância em maiores quantidades ou por um período mais longo do que de início pretendia (por ex., continuar a beber até estar severamente intoxicado, apesar de ter estabelecido o limite de apenas uma dose).

O indivíduo pode expressar um desejo persistente de reduzir ou regular o uso da substância. Com freqüência, já houve muitas tentativas frustradas de diminuir ou interromper o uso. O indivíduo pode dispender muito tempo obtendo a substância, usando-a ou recuperando-se de seus efeitos.

Em alguns casos de Dependência de Substância, virtualmente todas as atividades da pessoa giram em torno da substância. As atividades sociais, ocupacionais ou recreativas podem ser abandonadas ou reduzidas em virtude do seu uso, e o indivíduo pode afastar-se de atividades familiares e passatempos a fim de usá-la em segredo ou para passar mais tempo com amigos usuários da substância.

Apesar de admitir a sua contribuição para um problema psicológico ou físico (por ex., severos sintomas depressivos ou danos aos sistemas orgânicos), a pessoa continua usando a substância.

A questão essencial, ao avaliar este critério, não é a existência do problema, mas o fracasso do indivíduo em abster-se da utilização da substância, apesar de dispor de evidências das dificuldades que esta lhe causa.

Especificadores

A tolerância e a abstinência podem estar associadas com um maior risco para problemas médicos gerais imediatos e com uma taxa superior de recaídas. Os especificadores seguintes são oferecidos para a anotação de sua presença ou ausência:

Com Dependência Fisiológica. Este especificador deve ser usado quando a Dependência de Substância é acompanhada por evidências de tolerância ou abstinência.

Sem Dependência Fisiológica. Este especificador deve ser usado quando não existem evidências de tolerância ou abstinência.

Nesses indivíduos, a Dependência de Substância é caracterizada por um padrão de uso compulsivo.

Especificadores de Curso

Seis especificadores de curso estão disponíveis para a Dependência de Substância. Os quatro especificadores de Remissão podem ser aplicados apenas depois que todos os critérios para Dependência de Substância ou Abuso de Substância estiveram ausentes por pelo menos 1 mês.

A definição desses quatro tipos de Remissão está baseada no intervalo de tempo passado desde a cessação da Dependência (Remissão Inicial versus Mantida) e na persistência de um ou mais dos itens incluídos nos conjuntos de critérios para Dependência ou Abuso (Remissão Parcial versus Remissão Completa).

Uma vez que os 12 primeiros meses após a Dependência são um período de risco particularmente alto para a recaída, este período é chamado de Remissão Inicial. Decorridos 12 meses de Remissão Inicial sem recaída para a Dependência, a pessoa ingressa na Remissão Mantida.

Tanto para a Remissão Inicial quanto para a Remissão Mantida, uma designação adicional de Completa é dada, se nenhum critério para Dependência ou Abuso foi satisfeito durante o período de remissão; uma designação de Parcial é dada se pelo menos um dos critérios para Dependência ou Abuso foi satisfeito, intermitente ou continuamente, durante o período de remissão.

A diferenciação entre Remissão Completa Mantida e recuperado (ausência atual de Transtorno por Uso de Substância) exige a consideração da extensão de tempo desde o último período da perturbação, a duração total da mesma e a necessidade de continuidade da avaliação.

Se, após um período de remissão ou recuperação, o indivíduo novamente se torna dependente, a aplicação do especificador Remissão Inicial exige que novamente haja pelo menos 1 mês no qual os critérios para Dependência ou Abuso não são satisfeitos.

Dois especificadores adicionais são oferecidos: Em Terapia com Agonista e Em Ambiente Controlado. Para que um indivíduo qualifique-se para a Remissão Inicial após a cessação de uma terapia com agonista ou alta de um ambiente controlado, deve haver um período de 1 mês no qual nenhum dos critérios para Dependência ou Abuso foi satisfeito.

Os seguintes especificadores de Remissão podem ser aplicados apenas depois que nenhum critério para Dependência ou Abuso foi satisfeito por pelo menos 1 mês. Observe que esses especificadores não se aplicam se o indivíduo está em terapia com agonista ou em um ambiente controlado (ver adiante).

Remissão Completa Inicial. Este especificador é usado se, por pelo menos 1 mês, mas por menos de 12 meses, nenhum critério para Dependência ou Abuso foi satisfeito.

Remissão Parcial Inicial. Este especificador é usado se, por pelo menos 1 mês, mas menos de 12 meses, um ou mais critérios para Dependência ou Abuso foram satisfeitos (mas os critérios completos para Dependência não foram satisfeitos).

Remissão Completa Mantida. Este especificador é usado se nenhum dos critérios para Dependência ou Abuso foi satisfeito em qualquer época durante um período de 12 meses ou mais.

Remissão Parcial Mantida. Este especificador é usado se não foram satisfeitos todos os critérios para Dependência por um período de 12 meses ou mais; entretanto, um ou mais critérios para Dependência ou Abuso foram atendidos.

Os seguintes especificadores aplicam-se se o indivíduo está em terapia com agonista ou em um ambiente controlado:

Em Terapia com Agonista. Este especificador é usado se o indivíduo está usando um medicamento agonista prescrito, e nenhum critério para Dependência ou Abuso foi satisfeito para esta classe de medicamento pelo menos durante o último mês (exceto tolerância ou abstinência do agonista).

Esta categoria também se aplica aos indivíduos que estão sendo tratados para Dependência com um agonista parcial ou um agonista / antagonista.

Em Ambiente Controlado. Este especificador é usado se o indivíduo está em um ambiente onde o acesso ao álcool e substâncias controladas é restrito, e se nenhum critério para Dependência ou Abuso foi satisfeito pelo menos no último mês.

Exemplos desses ambientes são prisões atentamente vigiadas e livres de substâncias, comunidades terapêuticas ou unidades hospitalares com portas trancadas.

Critérios para Dependência de Substância

Um padrão mal-adaptativo de uso de substância, levando a prejuízo ou sofrimento clinicamente significativo, manifestado por três (ou mais) dos seguintes critérios, ocorrendo a qualquer momento no mesmo período de 12 meses:

1. tolerância, definida por qualquer um dos seguintes aspectos:

(a) uma necessidade de quantidades progressivamente maiores da substância para adquirir a intoxicação ou efeito desejado

(b) acentuada redução do efeito com o uso continuado da mesma quantidade de substância

2. abstinência, manifestada por qualquer dos seguintes aspectos:

(a) síndrome de abstinência característica para a substância

(b) a mesma substância (ou uma substância estreitamente relacionada) é consumida para aliviar ou evitar sintomas de abstinência

3. a substância é freqüentemente consumida em maiores quantidades ou por um período mais longo do que o pretendido

4. existe um desejo persistente ou esforços mal-sucedidos no sentido de reduzir ou controlar o uso da substância

5. muito tempo é gasto em atividades necessárias para a obtenção da substância (por ex., consultas a múltiplos médicos ou fazer longas viagens de automóvel), na utilização da substância (por ex., fumar em grupo) ou na recuperação de seus efeitos

6. importantes atividades sociais, ocupacionais ou recreativas são abandonadas ou reduzidas em virtude do uso da substância

7. o uso da substância continua, apesar da consciência de ter um problema físico ou psicológico persistente ou recorrente que tende a ser causado ou exacerbado pela substância (por ex., uso atual de cocaína, embora o indivíduo reconheça que sua depressão é induzida por ela, ou consumo continuado de bebidas alcoólicas, embora o indivíduo reconheça que uma úlcera piorou pelo consumo do álcool)

Especificar se:

Com Dependência Fisiológica: evidências de tolerância ou abstinência (isto é, presença de Item 1 ou 2).

Sem Dependência Fisiológica: não existem evidências de tolerância ou abstinência (isto é, nem Item 1 nem Item 2 estão presentes).

Especificadores de curso (ver texto para definições):

Remissão Completa Inicial

Remissão Parcial Inicial

Remissão Completa Mantida

Remissão Parcial Mantida

Em Terapia com Agonista

Em Ambiente Controlado

Pericardite


Pericardite é uma inflamação do pericárdio.

O pericárdio é uma bolsa que envolve o coração e a raiz dos grandes vasos, composta por duas estruturas pouco distensíveis, uma externa, fibrosa (pericárdio fibroso), em contato com as estruturas mediastinais, e outra interna, serosa (pericárdio seroso), constituída por duas lâminas (parietal e visceral).

Entre o pericárdio fibroso e o seroso e entre as duas lâminas do pericárdio seroso há a formação de espaços virtuais preenchidos por finas camadas de líquido lubrificante.

O pericárdio tem como função manter o coração em sua posição fisiológica, impedir que ele se encha de sangue além de sua capacidade de ser uma barreira contra infecções.

Muitas vezes não se consegue determinar a causa da pericardite e ela então é chamada de pericardite idiopática. Dentre as causas conhecidas estão as infecções por vírus, fungos ou bactérias.

A pericardite pode estar associada a distúrbios autoimunes como o lúpus, por exemplo; metástases adjacentes de cânceres; hipotireoidismo; uremia que acompanha a insuficiência renal; febre reumática; tuberculose; infarto do miocárdio; lesão ou trauma no tórax; miocardite; radioterapia no tórax e mesmo efeito colateral de alguns medicamentos.

A pericardite pode ser aguda ou crônica. A pericardite aguda é a inflamação repentina do pericárdio e dura, em média, duas semanas. A forma crônica tem início gradual e persiste durante um tempo maior. Os principais sinais e sintomas da pericardite são:

•Dor aguda e continuada.

•Dificuldade de respirar ao se deitar, a qual se alivia ao assentar-se com o tórax inclinado para frente.

•Ansiedade.

•Tosse seca.

•Cansaço.

•Febre.

Na ausculta cardíaca pode-se ouvir um som anômalo, chamado atrito pericárdico, resultante da fricção entre si das camadas do pericárdio.

Os sons normais do coração podem estar pouco audíveis, em virtude do acúmulo de líquidos entre as membranas e lâminas pericárdicas.

Na ausculta pulmonar os sons podem estar enfraquecidos e podem-se ouvir estalidos nos pulmões. A dor, localizada no centro ou no lado esquerdo do tórax, pode irradiar-se para o ombro esquerdo e o pescoço.

O diagnóstico da pericardite deve ser feito pela história clínica do paciente e pelo exame físico, levando-se em conta sobretudo os sons anormais das auscultas cardíaca e pulmonar.

Alguns exames complementares como a radiografia do tórax, o eletrocardiograma, a ecografia cardíaca e os exames laboratoriais tais como hemograma, VHS (velocidade de hemossedimentação) e dosagem de enzimas cardíacas podem complementar o diagnóstico. A ressonância magnética pode detectar um derrame líquido no pericárdio.

Os sintomas da pericardite devem ser diferenciados daqueles de outras doenças relacionadas como pneumonia, embolia pulmonar, refluxo gastroesofágico, infarto agudo do miocárdico, etc.

Os casos leves são tratados com medicamentos anti-inflamatórios e medicações que visem amenizar a dor.

Se o paciente não apresentar complicações pode fazer tratamento oral em casa devendo, contudo, evitar esforços.

Pacientes com pericardite e derrame pericárdico de moderada gravidade ou aqueles que apresentam alguma doença grave associada devem ser internados.

Quando se conhece as causas da pericardite elas devem ser tratadas pelos meios próprios. Se a função cardíaca estiver alterada, também deve ser tratada; se for normal, o médico pode adotar uma atitude expectante.

Em casos mais graves, em que ocorre uma constrição do pericárdio após uma pericardite de qualquer etiologia, em virtude da proliferação de tecido fibroso cicatricial, pode ser indicado o tratamento cirúrgico.

Essa constrição pode ser o estágio final da inflamação do pericárdio, prejudicando o seu funcionamento normal.

segunda-feira, 18 de novembro de 2013

Tabagismo: algumas atualidades


Estudos sugerem que, entre os fumantes ativos, a exposição prévia ao tabagismo dos pais pode aumentar a susceptibilidade para o desenvolvimento de doença pulmonar obstrutiva crônica.

Assim, um atual estudo avaliou prospectivamente se o fumo dos pais aumenta os efeitos do tabagismo ativo nos primeiros déficits de função pulmonar em adultos jovens.

Foram utilizados dados da coorte de nascimentos “Tucson Children's Respiratory Study”.

O tabagismo materno e paterno foi avaliado através de questionários preenchidos pelos pais no momento do nascimento do participante.

Tabagismo ativo por parte dos participantes foi avaliada através de questionários pessoais concluídos em idades de 16, 22 e 26 anos. Quatro grupos foram gerados a partir da combinação de tabagismo dos pais e tabagismo ativo.

Parâmetros de função pulmonar, incluindo o volume expiratório forçado em 1 s (FEV 1 ) / capacidade vital forçada (CVF), foram avaliados por meio da espirometria antes e após a inalação de 180 mcg de salbutamol em aos 11,16, 22 e 26 anos.

Os dados completos estavam disponíveis para 519 participantes. Valores de FEV1/CVF pré-broncodilatador não diferiram em aos 11, 16 e 22 anos.

No entanto, aos 26 anos, os participantes com a exposição ao tabagismo dos pais e ao tabagismo ativo, apresentaram níveis de FEV 1 / FVC pré-broncodilatador, em média, 2,8% (0,9% para 4,8%, p = 0,003) menor do que os participantes que não foram expostos ao tabagismo dos pais ou tabagismo ativo.

Em contraste, os indivíduos que só foram expostos ao tabagismo ativo ou apenas expostos ao tabagismo dos pais não diferiram daqueles que não foram expostos a qualquer um dos fatores.

Entre 11 e 26 anos, os participantes com a exposição ao tabagismo dos pais e ativa tiveram a queda mais acentuada no nível de FEV 1 / FVC, FEV 1 , fluxo expiratório forçado entre 25% e 75% da CVF (FEF 25 - 75) e FEF 25-75 / CVF.

O ato de fumar dos pais e o tabagismo ativo atuam sinergicamente para afetar os déficits de função pulmonar precoce na idade adulta jovem.

Fonte: Thorax 2013;68:1021-102.

Emagrecer pode ser um problema.


Muitas pessoas acreditam que, ao emagrecer, o relacionamento melhorará.

Contudo, quando apenas um dos parceiros perde peso, nem sempre o resultado é positivo.

A conclusão é de pesquisadores da Universidade do Estado da Carolina do Norte, nos Estados Unidos.

De acordo com os pesquisadores, as pessoas precisam estar cientes de que a perda de peso pode mudar um relacionamento para melhor ou pior, e que a comunicação desempenha um papel importante na manutenção de um relacionamento saudável.

O estudo envolveu 21 casais nos quais pelo menos um dos parceiros havia perdido 13 quilos ou mais em menos de dois anos.

As razões para o emagrecimento variaram entre mudanças na dieta e exercícios até cirurgias bariátricas.

Analisando a comunicação entre os parceiros, percebeu-se que em alguns casos essa melhorou, mas em outros piorou.

Questionados sobre os motivos da piora na comunicação, os parceiros que não haviam perdido peso relataram sentir-se ameaçados e inseguros pelo emagrecimento do companheiro.

Alguns afirmaram ter problemas no desejo sexual e outros que costumavam tentar o parceiro com alimentos não saudáveis.





Fonte: Blog de Boa Saúde

sábado, 16 de novembro de 2013

Pré-eclâmpsia: algumas informações


A pré-eclâmpsia tem sido um foco de discussão da maioria dos grupos de trabalhos relacionados a doenças da gravidez por ser a mais comum complicação, associada a altas taxas de mortalidade e morbidade materno-fetais.

Todavia, resultados no que concerne à hipertensão crônica também recebem atenção primariamente porque há falta de recomendações baseadas em evidências para o tratamento.

Hipertensão arterial na gravidez: aspectos práticos

Hoje, a fisiopatologia da pré-eclâmpsia é bem estudada, porém a sua etiologia, marcadores preditivos e meios de prevenção efetivos permanecem obscuros.

A pré-eclâmpsia é uma complicação encontrada somente na gestação humana 

. É mais comum o aparecimento em primíparas, gestações múltiplas, mola hidatiforme e em pacientes cuja história familiar é positiva (mãe, irmã) ou mesmo se esteve presente em gravidez anterior, sendo que nesta última situação o aparecimento será sempre mais antecipado.

Há maior freqüência na raça negra, em obesas e tabagistas.

Não há ainda explicações para as bases genéticas e bioquímicas.

A pré-eclâmpsia exterioriza o nível de pressão arterial, porém este é apenas um dos dados, pois a síndrome atinge vários
sistemas orgânicos com várias manifestações.

Na pré-eclâmpsia, há decréscimo da produção de algumas "enzimas", dizendo de modo prático, o que resulta em vasoconstrição e agregação plaquetária.

Algumas alterações encontradas na pré-eclâmpsia divergem das existentes na hipertensão crônica, tais como:

• Lesões das células endoteliais (parte interna dos vasos sanguíneos);

• Redução do volume plasmático com aumento de permeabilidade capilar;

• Ativação de cascata de coagulação;

• Alteração da função tubular proximal renal.

São alterações que habitualmente precedem o aparecimento da hipertensão na pré-eclâmpsia.





Em outro post eu falo sobre tratamento.

sexta-feira, 15 de novembro de 2013

IMC


IMC significa Índice de Massa Corporal.

Ele é usado para indicar se você está abaixo do peso, com excesso de peso ou no peso ideal para a sua altura.

É uma medida importante de se conhecer, pois se o seu peso varia acima ou abaixo da faixa ideal, seus riscos para algumas doenças podem aumentar.

O IMC é calculado dividindo o peso corporal (em quilogramas) pelo quadrado da altura (em metros).

Coloque seus dados na calculadora no início da página à sua esquerda e veja o resultado numérico.

A partir do resultado, basta olhar a tabela de referência e saber a zona de risco em que você se encontra.

Coloque o seu peso corporal em quilogramas e a sua altura em metros: é só seguir o "visual" da calculadora!




IMC / Definição / Riscos de comorbidade

abaixo de 17 / Muito Baixo Peso

17,1 a 18,5 / Baixo Peso

18,6 a 24,9 / Normal

25 a 29,9 / Pré Obeso / Aumentado

30 a 34,9 / Obesidade I / Moderado

35 a 39,9 / Obesidade II / Grave

maior de 40 / Obesidade III / Muito grave

quinta-feira, 14 de novembro de 2013

Cirúrgia bariátrica e alguns dados estatísticos


A obesidade grave (índice de massa corporal [IMC] ≥ 35 kg/m²) está associada com uma vasta gama de riscos à saúde.

A cirurgia bariátrica induz a perda de peso e a melhoria da saúde em curto prazo, mas pouco se sabe sobre os resultados dessa cirurgia no longo prazo.

Estudo publicado pelo periódico JAMA (The Journal of the American Medical Association) relata a mudança no peso corporal e em alguns parâmetros selecionados de saúde após três anos de alguns procedimentos cirúrgicos bariátricos comuns.

Uma pesquisa envolvendo dez hospitais e seis centros clínicos norte-americanos, em seis áreas geograficamente diversas, contou com a participação de obesos graves submetidos a procedimentos cirúrgicos bariátricos pela primeira vez.

Os participantes foram recrutados entre 2006 e 2009, acompanhados até setembro de 2012 e completaram avaliações de pesquisa antes da cirurgia e seis meses, doze meses e anualmente após a cirurgia.

Três anos depois do bypass gástrico em Y de Roux (BGYR) ou de uma banda gástrica ajustável por vídeolaparoscopia (LAGB), avaliou-se a mudança de peso em relação à linha de base e a porcentagem de participantes com diabetes que alcançaram níveis de hemoglobina glicosilada (A1c) menor que 6,5% ou glicose plasmática de jejum com valores abaixo de 126 mg/dL, sem terapia farmacológica.

A resolução da dislipidemia e da hipertensão arterial em três anos também foi avaliada.

Os participantes tinham entre 18 e 78 anos, 79% eram mulheres, a média do IMC foi de 45,9 e o peso médio foi de 129 kg no início do estudo.

Para a sua primeira intervenção cirúrgica bariátrica, 1.738 participantes foram submetidos ao BGYR, 610 à LAGB e 110 a outros procedimentos.

No início do estudo, 774 (33%) tinham diabetes, 1.252 (63%) dislipidemia e 1.601 (68%) hipertensão arterial.

Três anos após a cirurgia, a perda de peso média real para os participantes submetidos ao BGYR era de 41 kg, o que corresponde a uma percentagem do peso inicial perdido de 31,5%.

Para os participantes que fizeram a LAGB, a perda de peso real foi de 20 kg, o que corresponde a 15,9%. A maior parte da perda de peso foi evidente um ano após a cirurgia, para ambos os procedimentos.

Cinco grupos distintos de trajetória de mudança de peso foram identificados para cada procedimento. Entre os participantes que tinham diabetes no início do estudo, 216 participantes do grupo que fez BGYR (67,5%) e 28 participantes do grupo da LAGB (28,6%) apresentaram remissão parcial em três anos.

A incidência da diabetes foi de 0,9% depois do BGYR e de 3,2% após a LAGB.

A dislipidemia foi resolvida em 237 participantes do BGYR (61,9%) e em 39 participantes da LAGB (27,1%); a remissão da hipertensão arterial ocorreu em 269 participantes do grupo do BGYR (38,2%) e em 43 participantes do grupo da LAGB (17,4%).

As conclusões mostram que entre os participantes com obesidade grave, houve perda de peso substancial três anos após a cirurgia bariátrica, com a maioria tendo variação máxima de peso durante o primeiro ano.

No entanto, houve variação na quantidade e nas trajetórias de perda de peso e no diabetes mellitus, na pressão arterial e na dislipidemia.

Fonte: JAMA - The Journal of the American Medical Association, de 4 de novembro de 2013

quarta-feira, 13 de novembro de 2013

Por que as mulheres sentem mais falta de ar?


Mulheres apresentam maior incidência de faltar de ar depois de exercícios físicos intensos do que os homens.

Além disso, aquelas que sofrem com enfisema pulmonar e insuficiência cardíaca têm sintomas respiratórios piores do que os dos homens.

Pesquisadores da Universidade McGill, no Canadá, estudaram as ocorrências desses casos e descobriram que, pelo fato de os pulmões das mulheres serem menores do que os dos homens, os músculos pulmonares delas precisam trabalhar mais do que os dos homens.

De acordo com os pesquisadores, além dos pulmões menores, as mulheres têm vias aéreas mais estreitas, o que faz com que o diafragma tenha que trabalhar com maior intensidade, o que pode resultar em faltar de ar.







fonte: Blog Boa Saúde

Miocardites


Miocardite é a inflamação do miocárdio, a camada muscular do coração, a qual pode perder sua força contrátil natural e prejudicar a ação de bombeamento de sangue para o resto do corpo.

Como resultado de certa estase sanguínea podem se formar coágulos no coração, conduzindo potencialmente a um acidente vascular cerebral ou a um ataque cardíaco.

A miocardite acontece em pessoas de qualquer idade, com mais frequência em homens do que em mulheres.

Muitas vezes não se encontra uma causa determinante, mas geralmente é uma complicação de doença infecciosa, quase sempre causada por vírus.

Outras causas menos comuns de miocardites são infecção pelo HIV, difteria, doença de Chagas, doença de Lyme (transmitida por picadas de carrapatos), timoma (crescimento anormal do timo), lúpus eritematoso sistêmico ou tireotóxicos.

Causas ainda mais raras podem ser efeito colateral de medicamentos, agentes prejudiciais como álcool, radiação, substâncias químicas como hidrocarboneto e arsênico, por exemplo.

Os quadros leves de miocardite podem não produzir sintomas ou eles são confundidos com os sintomas gerais de uma infecção viral.

Uma pessoa acometida pode nunca perceber que o coração está afetado e pode recuperar-se sem saber que teve uma miocardite.

Mas quando há sinais e sintomas, os principais deles dependerão da causa da enfermidade. Os sinais e sintomas mais comuns são:

•Dores no peito.

•Arritmias (batidas rápidas ou anormais do coração).

•Dificuldades de respiração, principalmente durante atividade física.

•Inchaço das pernas devido à retenção de fluidos.

•Aumento de tamanho do fígado.

•Edema periférico.

•Fadiga excessiva.

A insuficiência cardíaca, quando há, pode ser direita e/ou esquerda, na dependência da região acometida do miocárdio.

Em alguns casos graves pode ocorrer choque cardiogênico e/ou edema pulmonar agudo. Eventualmente pode ocorrer uma perda súbita da consciência, associada a ritmos irregulares do coração e outros sintomas próprios de uma infecção viral, como cefaleia (dor de cabeça), dores no corpo e nas articulações, febre, dores de garganta e diarreia.

A miocardite pode causar pericardite ou as duas condições podem existir conjuntamente (perimiocardite). A pericardite pode causar dores agudas no peito.

Além da história clínica e dos sintomas, o diagnóstico e a determinação da severidade da miocardite podem valer-se de alguns exames complementares: eletrocardiograma, radiografia do tórax, ecocardiograma, a ressonância magnética, exames de sangue (pesquisa de enzimas cardíacas) e, eventualmente, cateterismo cardíaco. A ausculta cardíaca atenta identificará os sons anormais característicos.

A cintilografia cardíaca com marcadores radioativos é um bom exame para esclarecer a existência e a extensão de uma miocardite.

Embora seja o melhor exame para firmar o diagnóstico, a biópsia do músculo cardíaco só deve ser usada em situações extremas, por apresentar alguns riscos importantes.

O tratamento da miocardite dependerá de sua causa subjacente, quando essa puder ser determinada, a qual deve, sempre, ser tratada.

As miocardites por vírus nem sempre contam com uma terapia específica, mas deve-se instituir um tratamento para aliviar a dor e os demais sintomas, além de ser recomendado o repouso e em alguns casos poderão ser prescritos antivirais e diuréticos. Se a infecção for bacteriana, o médico prescreverá antibióticos.

Os casos autoimunes parecem responder aos corticosteroides ou a outros medicamentos para suprimir o sistema imune, embora não exista consenso a respeito.

Podem ser dados, ainda, medicamentos para fortalecer o bombeamento de sangue e para reduzir eventuais arritmias cardíacas.

Medidas de ordem geral são a diminuição de sal nas refeições e a diminuição da ingestão de líquidos.

terça-feira, 12 de novembro de 2013

Neurolépticos: o que são e para que servem!


Os neurolépticos ou antipsicóticos são um grupo de medicamentos capazes de inibir as funções psicomotoras.

Em paralelo atuam também em sintomas neuropsíquicos, como delírios e alucinações.

São substâncias químicas sintéticas, quer dizer, produzidas em laboratório, capazes de agir nos processos neuronais de conduta tanto em seres humanos como em animais.

Isto significa dizer que estes medicamentos ajudam no tratamento dos descontroles de comportamento e, em função disso, são considerados como estabilizadores do humor!

Elas têm uma "meia vida" longa no organismo humano e, portanto, demoram para começar a ter efeito pleno: cerca de quinze dias.

Os chamados efeitos terapêuticos desta classe de medicamentos se devem principalmente à propriedade de atuar nos receptores dopaminérgicos, presentes nos neurônios.

Há medicamentos antigos desta categoria, como a clorpromazina (fenotiazínico, age também para tratamento de náuseas e vômitos) e o haloperidol (butirofenona, também atua no tratamento de náuseas e vômitos), muito utilizados em clínica médica e psiquiatria.

A hipotensão, sedação e vertigens são os efeitos colaterais mais comuns e importantes, devidos à ação alfa-adrenérgica (o estímulo alfa-adrenérgico produz efeito excitatório em todos os órgãos providos de alfa-receptores, com excessão da musculatura intestinal que se relaxa).

Reações chamadas "extrapiramidais", com hipertermia e distúrbios autonômicos (como os citados com relação aos receptores alfa-adrenérgicos) são raríssimos e devidos mais à suscetibilidade do paciente do que propriamente a um problema do medicamento.

Estes medicamentos podem ser classificados como sedativos, incisivos e atípicos (de última geração), entre os quais temos a risperidona, a sulprida, quetiapina e outras.

Podem ser indicados para Hiperatividade, Dificuldades com sono, Surtos psicóticos e quadros de Esquizofrenia, além de outras situações clínicas e psiquiátricas, como, por exemplo em quadros de Demência.

Risperidona: é um antipsicótico atípico desenvolvido pela Janssen Farmacêutica. Usa-se mais frequentemente no tratamento de psicoses delirantes, incluindo-se a esquizofrenia. Porém a risperidona, como os demais antipsicóticos atípicos, é também utilizada para tratar algumas formas de transtorno bipolar, psicose depressiva, transtorno obsessivo-compulsivo e Síndrome de Tourette. Nos Estados Unidos da América ela também foi aprovada para o tratamento sintomático de irritabilidade em crianças e adolescentes autistas. Geralmente para tratamento de transtornos do espectro autista se utilizam doses menores que para o tratamento da esquizofrenia e outras formas de psicoses.

Dor no peito!


O tórax, cuja parte da frente se chama peito, abriga em seu interior inúmeras estruturas que podem doer e algumas outras dores podem ainda provir de suas paredes ósseas e musculares.

Por isso, seria mais apropriado falar-se de dor torácica que de dor no peito, porque também as costas ou as laterais do tórax podem doer. No entanto, devido à sua importância, considerar-se-á aqui aquelas dores que se manifestam principalmente na parte frontal do tórax, geralmente chamadas de dores no peito.

Nem toda dor sentida no peito é grave, mas como algumas delas podem significar extrema severidade e mesmo a morte, como as dores oriundas do coração, por exemplo, toda dor no peito que ainda não tenha sido esclarecida em suas causas deve ser motivo de alerta e preocupação. As dores mais simples são representadas, por exemplo, por causas musculares e as mais graves e até mortais pela angina de peito ou pelo infarto do miocárdio.

Mais da metade dos pacientes com dores no peito não têm uma causa orgânica definida e estão sofrendo de ansiedade e somente 11% delas são devidas a casos graves.

Por outro lado, muitos pacientes retardam em procurar ajuda para as dores no peito por achar que os sintomas não são graves e que a dor irá melhorar espontaneamente.

Muitas vezes essa demora faz uma diferença essencial na assistência a um infarto do miocárdio ou a uma embolia pulmonar, por exemplo.

As dores no peito, não cardíacas, apresentam algumas características que as diferenciam das dores cardíacas: são pontuais, bem localizadas, não se irradiam, não têm um fator desencadeante nítido, não mostram concomitância com estresse emocional e são acompanhadas de outros sintomas que não os associados às dores no peito de origem cardíaca.

Em geral essas dores pioram quando o local é pressionado, quando o tórax faz algum movimento ou quando se respira profundamente e se aliviam com o uso de analgésicos simples.

Algumas vezes elas vão e voltam durante muitos anos, sem dar sinais de evolução progressiva, como acontece com a angina, por exemplo.

As crises de ansiedade, no entanto, podem gerar sintomas muito parecidos com o infarto do miocárdio, inclusive com palpitações, suores, falta de ar, tonteiras, etc. A seguir nos reportaremos apenas às dores no peito não cardíacas mais frequentes:

Os gases intestinais podem provocar dores agudas e muito intensas no peito. Essas dores são episódicas, acompanhadas de flatulência e costumam desaparecer por si mesmas.

Quase sempre estão associadas a doenças que produzem gases ou com certos alimentos ingeridos. Frequentemente são confundidas com “dor no coração”, sobretudo quando acontecem do lado esquerdo do peito.

O refluxo gastroesofágico é o retorno do conteúdo do estômago para o esôfago que pode gerar também dor precordial, sob a forma de queimação. Sempre se acompanha de outros sintomas, como azia, náuseas e sensação de regurgitação.

A ansiedade pode causar dores torácicas que têm o aspecto de “apertos” no peito, podendo ser acompanhadas de respiração superficial, tremores, inquietação, "nó na garganta" e uma resposta exagerada aos sobressaltos.

As dores musculares no peito acontecem após exercícios físicos intensos, repetitivos ou não habituais, envolvendo os músculos dessa região. A tosse muito frequente e intensa pode também gerar dores no peito. Essas dores costumam aliviar-se com o uso de miorrelaxantes e analgésicos comuns.

A embolia pulmonar é um bloqueio de uma artéria pulmonar por um trombo oriundo de outro local. A dor é aguda, penetrante e acompanhada de dificuldades respiratórias, tosse repentina, respiração rápida, expectoração com sangue e taquicardia.

As pneumonias são inflamações dos pulmões que podem acometer os brônquios e os alvéolos pulmonares e gerar dores intensas no peito. Normalmente também geram, entre outros sintomas, febre alta, tosse, falta de ar e prostração.

O câncer de pulmão causa uma dor torácica contínua que pode ser localizada em qualquer dos quadrantes do peito e que pode ser sentida também nas costas, acompanhada de tosse, dispneia, hemoptise (expectoração com sangue), dedos em forma de baquete de tambor, etc.

Há dores no peito que, embora não cardíacas, podem ser igualmente graves e mesmos mortais, como a pneumonia, a embolia pulmonar e o aneurisma da aorta, por exemplo.

As principais dores no peito e as que mais metem medo são originárias do coração.

A angina de peito ocorre devido ao baixo suprimento de oxigênio ao músculo cardíaco em razão de obstruções ou espasmos das artérias coronarianas.

Quase sempre é transitória e só dura alguns minutos, mas é recorrente naquelas condições em que o coração exige um gasto maior de oxigênio como esforços físicos ou excitações emocionais intensas. Ela costuma ceder sem deixar sequelas, mas é resistente aos analgésicos comuns.

A dor é referida como pressão, peso, aperto, ardor ou sensação de choque, localizada principalmente no centro do peito, com frequentes irradiações para o braço esquerdo. Geralmente é exacerbada pelo excesso de estresse emocional, pelo esforço físico e por temperaturas frias e se faz acompanhar de suores, falta de ar, palidez, hipotensão e palpitações.

O infarto do miocárdio costuma denunciar-se por uma dor intensa no lado esquerdo ou no centro do peito que se irradia para o braço esquerdo, para o pescoço e para a região da mandíbula, com dificuldade em respirar, enjoo, vômitos e sudorese.

Esta dor tem duração maior que dez minutos, pode ter diferentes intensidades ou ainda sumir e voltar espontaneamente.

Estes costumam ser os sintomas mais comuns que nos permitem detectar um infarto em andamento, embora alguns infartos possam ocorrer com dores moderadas ou até mesmo sem dor em alguns pacientes.

A pericardite é uma condição na qual o pericárdio (invólucro parecido com uma bolsa, ao redor do coração) fica inflamado. Manifesta-se por uma dor aguda no peito que se irradia para as costas, acompanhada de tosse seca, febre, fadiga, ansiedade e um atrito de fricção ouvido abaixo do esterno (osso localizado no peito). Pode ser erroneamente diagnosticada como infarto do miocárdio ou vice-versa.

segunda-feira, 11 de novembro de 2013

Medida da cintura



Veja se você sofre de "pouca cintura"!

A medida da sua cintura é muitas vezes vista como a melhor forma de verificar o risco de desenvolver uma doença crônica. Medindo a circunferência da sua cintura você pode verificar de maneira simples a quantidade de gordura corporal que você tem e onde ela está localizada no seu corpo.

O local em que a gordura está localizada pode ser um sinal importante do seu risco de desenvolver um problema de saúde.

Independentemente da sua altura ou constituição, para a maioria dos adultos uma medição da cintura superior a 94 centímetros para os homens e superior a 80 centímetros para as mulheres indica o nível de depósito de gordura que reveste o coração, os rins, o fígado e o pâncreas e aumenta o risco de doença crônica.


1.Localize o ponto mais alto do osso do seu quadril e a parte inferior das suas costelas.

2.Expire normalmente.

3.Coloque uma fita métrica em torno de sua cintura, ou seja, no local que fica no meio do caminho entre esses dois pontos citados acima.

4.Verifique a sua medida

As medidas de cintura devem ser usadas somente para os adultos para verificar o risco de desenvolver uma doença crônica. As medidas de cintura são recomendadas para homens brancos e mulheres caucasianas e asiáticas.

As medidas de cintura ainda estão para ser determinadas para todos os grupos étnicos.

Para homens asiáticos, acredita-se que elas possam ser mais baixas, já que eles parecem ser mais susceptíveis ao diabetes mellitus e às doenças cardíacas.

sábado, 9 de novembro de 2013

Crises hipertensivas


As crises hipertensivas são elevações bruscas e severas da pressão arterial, em pessoa habitualmente normotensa ou em hipertensos.

Há uma forma maligna de crise hipertensiva que exige controle imediato da pressão arterial e outra em que o controle da pressão arterial pode ser feito em até 24 horas, com uso de medicação por via oral.

As crises hipertensivas podem ser classificadas em:

1.Emergências hipertensivas: risco iminente de morte, lesão aguda em algum órgão-alvo.

2.Urgências hipertensivas: sem sinais de riscos iminentes de morte ou de lesão aguda de órgão-alvo.

Quase sempre a hipertensão arterial ocorre por alterações da resistência periférica. O aumento repentino dela se dá pela falta de regulação dinâmica dos mecanismos que controlam a pressão arterial e podem ter origens neurológicas, vasculares, medicamentosas, uso de drogas e elevação descontrolada de alguns hormônios.

As crises hipertensivas apresentam sinais e sintomas graves que podem levar à morte. Geralmente, durante um episódio sem complicações a pessoa sente mal-estar, agitação, cefaleia, tonteira, visão turva, dor no peito, tosse e falta de ar. Também podem ocorrer hematúria (sangue) e proteinúria medidas na urina.

Os órgãos que mais sofrem com as crises hipertensivas são os olhos, os rins, o coração e o cérebro.

Diante dos sintomas sugestivos o médico deve verificar os níveis tensionais do paciente e os encontrará muito elevados, com pressão diastólica acima de 110 mmHg e deverá verificar se há deterioração dos órgãos-alvo.

O exame físico deve verificar o estado do fundo de olho e a procura de sinais de insuficiência cardíaca, dissecção de aorta ou disfunção neurológica.

Os exames complementares que ajudam a confirmar o diagnóstico de crise hipertensiva e de suas complicações incluem eletrocardiograma, radiografia de tórax, bem como análise de urina, hemograma, dosagem de ureia, creatinina, açúcar sanguíneo e eletrólitos.

Alguns pacientes hipertensos podem ter sua pressão arterial elevada por eventos como crises dolorosas ou emocionais, por exemplo, sem que isso caracterize uma crise hipertensiva autêntica e sem sinais de deterioração rápida dos órgãos-alvo e nem risco imediato de vida.

As crises hipertensivas requerem atendimento imediato e intensivo em hospital. O médico deve atuar no sentido de reduzir imediatamente os níveis elevados da pressão arterial com medicações orais e intravenosas que diminuam bastante a resistência periférica. Deve também atuar no sentido de proteger os órgãos-alvo.

As crises hipertensivas podem ocasionar complicações graves como acidente vascular cerebral, edema de fundo de olho, convulsões, dificuldades de falar, aneurisma dissecante da aorta, encefalopatia hipertensiva, nefrites agudas, infarto do miocárdio, edema agudo de pulmão.

As crises hipertensivas podem ser resolvidas sem deixar sequelas, mas também pode haver danos orgânicos e risco imediato de vida.

A internação e o pronto tratamento da crise hipertensiva evita danos severos e lesões irreversíveis que podem levar o paciente ao óbito.