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quinta-feira, 31 de outubro de 2013

Gengivites


A gengivite é uma inflamação da gengiva que se não for adequadamente tratada pode progredir até atingir o osso alveolar. Pode-se reconhecer três estágios da doença:

•Gengivite simplesmente: inflamação gengival causada pela placa bacteriana.

•Periodontite: o osso e as fibras de sustentação que mantêm os dentes em posição são danificados.

•Periodontite avançada: estágio final da doença em que as fibras e os ossos de sustentação dos dentes estão destruídos.

A causa principal da doença é a placa bacteriana, uma película pegajosa e incolor que se forma ao redor dos dentes se não for feita uma higienização adequada.

Essas placas produzem toxinas que irritam a mucosa da gengiva, causando a gengivite.

Entre outras causas pode-se citar: má oclusão dos dentes, formação de tártaro, cáries dentárias, baixa produção de saliva, cigarro, certos medicamentos e a exposição a metais pesados, por exemplo, o chumbo e o bismuto.

A gengivite pode também ser uma manifestação de enfermidades como herpes labial, diabetes, epilepsia, AIDS, leucemia ou hipovitaminoses.

Parece também existir um fator genético de predisposição, sendo recomendável, nesses casos, redobrar-se os cuidados sobre os dentes e a gengiva.

Os principais sinais e sintomas da gengivite são gengivas vermelhas, inchadas e hipersensíveis que podem sangrar espontaneamente ou durante a escovação.

A gengivite pode criar espaços entre a gengiva e os dentes, onde se acumulam resíduos de comida e a placa bacteriana, causando mau hálito, gosto ruim na boca e mudanças na forma como os dentes se encaixam ao mastigar.

Geralmente ocorre uma retração da gengiva, deixando os dentes com uma aparência mais alongada. Em casos mais avançados pode haver secreção de pus ao redor dos dentes e na bolsa gengival.

Os primeiros passos no tratamento da gengivite simples são a escovação e o uso correto do fio dental.

Se já houver placas bacterianas muito endurecidas e aderidas aos dentes, formando o tártaro (cálculo gengival), será necessária uma limpeza realizada pelo dentista.

Nos casos mais sérios, os antibióticos e anti-inflamatórios podem ser um recurso terapêutico importante. A cirurgia periodontal é reservada para quando essas outras intervenções terapêuticas não surtirem efeitos.

No seu estágio inicial a doença pode ser revertida. Entretanto, se não for tratada, pode evoluir para uma periodontite e causar danos permanentes aos dentes e à mandíbula/maxilar.

A periodontite pode gerar endocardite bacteriana se as bactérias instaladas nas bolsas periodontais se disseminarem na corrente sanguínea e se alojarem nas válvulas cardíacas.

Como prevenir a gengivite?

•Manter uma boa higiene bucal.

•Visitar o dentista regularmente, a cada seis meses, pois uma vez que a placa se acumule e endureça, apenas ele pode removê-la.

•Escovar corretamente os dentes e fazer uso apropriado do fio dental.

•Alimentar-se corretamente para garantir uma nutrição adequada.

•Evitar cigarros e outras formas de tabaco.

•Tomar cuidado com certos remédios que podem causar gengivite.

quarta-feira, 30 de outubro de 2013

Assistir televisão em idade jovem e preparo para entrar na escola


Usando uma grande amostra populacional um estudo verificou se assistir televisão, um passatempo comum na primeira infância, é prospectivamente associada a preparação para a escola aos 6-5 anos.

Tratou-se de uma coorte longitudinal prospectiva de 991 meninas e 1.006 meninos do Estudo Longitudinal Desenvolvimento Infantil de Quebec (Quebec Longitudinal Study of Child Development) com dados relatos por pais sobre as horas semanais de televisão aos 29 meses de idade.

Foi avaliado o vocabulário, conhecimentos matemáticos e habilidades motoras, bem como relatórios de professores do jardim de infância do funcionamento sócioemocional.

Cada aumento de 1,2h no dia a dia no tempo de assistir televisão em 29 meses previu reduções no vocabulário receptivo, conhecimento do numérico, engajamento em sala de aula, e dezenas de habilidades motoras, bem como aumentos na frequência de vitimização por colegas.

Estas associações possíveis, independente dos principais fatores de confusão em potencial, sugerem a necessidade de maior conscientização dos pais e de conformidade com as recomendações existentes pela Academia Americana de Pediatria (AAP).

Fonte: Pediatric Research (2013)

Efélides


Efélides??

O quê é isso??

As sardas (ou efélides) são pequenas manchas arredondadas ou geométricas, de cor castanho escura, espalhadas na pele, que incidem mais nas pessoas de pele clara.

Elas não são uma doença, mas uma questão estética de sentidos variados e chegam mesmo a serem consideradas por muitas pessoas como motivo de charme.

As sardas são causadas pelo aumento de melanina (pigmento que dá cor à pele) e têm uma tendência familiar hereditária. Pesquisas com gêmeos idênticos encontraram uma grande similaridade no número total de sardas encontradas em cada um deles.

As sardas surgem principalmente nas pessoas de pele clara e localizam-se preferencialmente nos locais da pele mais atingidos pelo sol e, por isso, tendem a se tornar mais escuras durante o verão.

O diagnóstico das sardas geralmente é feito pela observação direta das lesões.

O sol é capaz de disparar o mecanismo natural da melanina que tanto produz efeitos simples, como as sardas, e outros muito graves, como o melanoma, por exemplo.

Por isso é importante poder fazer a diferenciação entre os diversos tipos de manchas na pele. As sardas aparecem em pessoas de pele clara, de cabelos ruivos e de olhos claros e costumam surgir desde a infância, por volta dos cinco anos de idade.

O tratamento das sardas inclui o uso de substâncias despigmentantes associadas a alguns tipos de ácidos e deve ser orientado por um dermatologista. Algumas aplicações cosméticas ou maquiagens podem ser usadas com objetivos estéticos para esconder parcialmente as sardas, mas não têm qualquer efeito terapêutico.

A laserterapia pode ajudar no tratamento das sardas.

Como prevenir as sardas?

•Evite a exposição ao sol, porque assim as sardas tendem a clarear gradualmente.

•Use protetores solares diariamente, pela manhã e renovando-o no meio do dia. Sempre que houver exposição da pele ao sol ou ao mormaço, use protetores solares de alta proteção UVA e UVB.

Como evoluem as sardas?

As sardas tendem a clarear e quase desaparecer quando a exposição à luz solar é evitada e a escurecer mais durante o verão.

As sardas não oferecem risco de evoluir para o câncer de pele, mas, como elas também acontecem em pessoas de pele clara, há uma coincidência entre essas duas condições.

terça-feira, 29 de outubro de 2013

Neurofibromatoses


As neurofibromatoses, também conhecidas como doença de Von Recklinghausen, são doenças hereditárias, autossômicas dominantes, de evolução progressiva e imprevisível que têm em comum a predisposição ao surgimento de múltiplos tumores benignos no sistema nervoso.

Na verdade, as neurofibromatoses são neurodermatoses cujas manifestações compreendem, além das alterações nervosas, as cutâneas, representadas por manchas na pele, sardas axilares e nódulos cutâneos e subcutâneos. O conjunto dessas alterações nervosas e cutâneas por vezes assumem aspectos de intensas deformidades corporais ou de tumorações espalhadas por toda a superfície do corpo, o que confere a ele uma aparência particularmente desagradável.

Há três tipos mais importantes de neurofibromatoses, entre outras, denominadas neurofibromatose 1 (NF1), neurofibromatose 2 (NF2) e a Schwannomatose.

As causas principais são hereditárias ou congênitas. Os filhos de indivíduos acometidos têm 50% de chance de herdar o gene causador da doença.

Os tumores, ditos Schwannomas, são expansões benignas das células de Schwann (células que produzem a bainha de mielina que envolve os axônios dos neurônios do sistema nervoso periférico) e são os principais tumores do sistema nervoso periférico. NF1 e NF2 são entidades distintas, tanto clínica quanto geneticamente.

Os neurofibromas são tumores de nervos periféricos, habitualmente múltiplos; neurofibromas solitários são raros.

Os neurofibromas tendem a ser mal delimitados e são não encapsulados.

A NF1 é a forma mais comum da doença, causada por defeito no cromossomo 17, resultando em disfunção da proteína denominada neurofibromina.

Em metade dos casos há história compatível com herança autossômica dominante. A outra metade parece decorrer de uma mutação genética.

A NF2 é devido a mutações do cromossomo 22 e leva à disfunção de outra proteína, a merlina; a Schwannomatose ainda não tem a sua localização genética precisada e o defeito molecular que a causa não é bem conhecido.

De modo geral, as manifestações neurológicas das neurofibromatoses aparecem posteriormente ao quadro cutâneo e se caracterizam por tumorações dos nervos raqueanos e/ou cranianos, principalmente os nervos acústico, trigêmeo, ulnar, radial, mediano, intercostais, plexo braquial e cauda equina.

Podem também ocorrer manifestações oftalmológicas, cifoscoliose, diabetes insipidus, malformações de vísceras, tumores renais e no aparelho digestivo.

•A NF1 mostra tumores nervosos (neurofibromas) geralmente espalhados pelo corpo e manchas marrons na pele. Essas lesões surgem na infância e se acompanham de desordens cognitivas e esqueléticas. Elas podem afetar os olhos, levando à perda de visão, e os nervos da região da virilha ou dos órgãos sexuais causando impotência. Raramente sofrem malignização. Podem ocorrer também lesões pigmentadas da pele (manchas café-com-leite), dificuldades de aprendizagem, baixa estatura, timidez e dificuldade de fala e de voz. Em casos raros pode acontecer de haver tumores no sistema nervoso central e problemas na coluna vertebral. Esses pacientes também sofrem de várias anomalias ósseas e têm uma maior tendência a outros tipos de tumores nervosos.

•A NF2 é bem menos incidente que a NF1. Em geral desenvolve uma série de tumores das células de Schwann. Esses schwannomas frequentemente são encontrados nos nervos acústicos, bilaterais e outros tumores como os meningiomas e gliomas. Também podem produzir manchas marrons, cor de café com leite, na pele. É mais restrita ao sistema nervoso e aos olhos.

•Na Schwannomatose, a principal manifestação é a dor neuropática intratável, relacionada com a presença de múltiplos schwannomas.

Os Schwannomas geralmente são benignos e incidem sobretudo na meia idade.

Têm grande preferência pelas raízes sensitivas, embora possam ocorrer ao longo dos nervos.

Nos nervos cerebrais praticamente apenas ocorrem no nervo vestíbulo-coclear e (mais raramente) na raiz do nervo trigêmeo.

Pode acometer também o canal espinal, sempre em raízes sensitivas dorsais. Quando afetam nervos, os schwannomas quase sempre ocorrem próximos ao cotovelo, punho e joelho e no mediastino posterior.

À inspeção mostram-se sólidos, arredondados e bem delimitados.

Podem ser múltiplos ou únicos e na maioria das vezes são benignos.

Raramente, os tumores localizados em nervos podem malignar-se.

Clinicamente eles podem causar sintomas de compressão nervosa ou interrupção da transmissão de impulsos e sintomas como déficits sensoriais, tonturas, vertigens, perda de equilíbrio, ataxia, dor retroauricular, hipertensão intracraniana, dor radicular, compressão medular e bloqueio da circulação de líquor e outros.

O diagnóstico das neurofibromatoses se baseia na observação do quando clínico, em dados hereditários e exames radiológicos, de tomografia computadorizada ou de ressonância magnética.

Existem testes de DNA para portadores de neurofibromatoses, mas eles costumam ser usados na NF2 para identificar se uma criança com poucos sinais é portadora da doença, visto que ela apenas se manifesta tardiamente. A biópsia cutânea e nervosa pode ajudar a precisar alguns casos.

Em virtude das possíveis complicações da doença, as pessoas acometidas devem se submeter periodicamente a uma audiometria, a um exame oftalmológico, à tomada de pressão arterial e ao exame da coluna vertebral.

Ainda não há tratamento específico nem cura para as neurofibromatoses. Mas muito se pode fazer para proporcionar ao paciente uma melhor qualidade de vida.

A abordagem adequada do problema tem de ser realizada por um conjunto de especialistas de diferentes profissões.

A abordagem paliativa dos schwannomas, visando aliviar os sintomas, por exemplo, é basicamente cirúrgica, mas quando não é possível a remoção total, os tumores recidivam e pioram o prognóstico.

domingo, 27 de outubro de 2013

Ansiedade, Estresse e Esgotamento


Ansiedade, Estresse e Esgotamento são termos de uso corrente entre as pessoas participantes daquilo que se chama vida moderna.

Ninguém gosta de pensar na Ansiedade, no Estresse, no Esgotamento ou na Depressão como sendo formas de algum transtorno mental, é claro.

Isso pode parecer muito próximo do descontrole, da piração ou da loucura e, diante da possibilidade de sermos afetados, pelo menos alguma vez na vida, pelo Estresse, pelo Esgotamento ou pela Depressão, então será melhor não considerá-los como formas de algum transtorno emocional.

Devemos considerar o Estresse uma ocorrência fisiológica e normal no reino animal. O Estresse é a atitude biológica necessária para a adaptação do organismo à uma nova situação.

Em medicina entende-se o Estresse como uma ocorrência fisiológica global, tanto do ponto de vista físico quanto do ponto de vista emocional.

As primeiras pesquisas médicas sobre o Estresse estudaram toda uma constelação de alterações orgânicas produzidas no organismo diante de uma situação de agressão.

Fisicamente o Estresse aparece quando o organismo é submetido à uma nova situação, como uma cirurgia ou uma infecção, por exemplo, ou, do ponto de vista psicoemocional, quando há uma situação percebida como de ameaça.

De qualquer forma, trata-se de um organismo submetido à uma situação nova (física ou psíquica), pela qual ele terá de lutar e adaptar-se, conseqüentemente, terá de superar. Portanto, o Estresse é um mecanismo indispensável para a manutenção da adaptação à vida, indispensável pois, à sobrevivência.

Do ponto de vista psíquico o Estresse se traduz na Ansiedade.

A Ansiedade é, assim, uma atitude fisiológica (normal) responsável pela adaptação do organismo às situações de perigo.

Vejamos, por exemplo, as mudanças acontecidas em nossa performance física quando um cachorro feroz tenta nos atacar, quando fugimos de um incêndio, quando passamos apuros no trânsito, quando tentam nos agredir e assim por diante.

De frente para o perigo nossa performance física faz coisas extraordinárias, coisas que normalmente não seríamos capazes de fazer em situações mais calmas.

Se não existisse esse mecanismo que nos coloca em posição de alerta ou alarme, talvez nossa espécie nem teria sobrevivido às adversidades encontradas pelos nossos ancestrais.

Embora a Ansiedade favoreça a performance e a adaptação, ela o faz somente até certo ponto, até que nosso organismo atinja um máximo de eficiência.

A partir de um ponto excedente a Ansiedade, ao invés de contribuir para a adaptação, concorrerá exatamente para o contrário, ou seja, para a falência da capacidade adaptativa.

Nesse ponto crítico, onde a Ansiedade foi tanta que já não favorece a adaptação, ocorre o esgotamento da capacidade adaptativa. Vejamos ao lado, a ilustração de um gráfico hipotético, onde teríamos um aumento da adaptação proporcional ao aumento da Ansiedade até um ponto máximo, com plena capacidade adaptativa.

A partir desse ponto o desempenho ou adaptação cai vertiginosamente. Aí se caracteriza o Esgotamento.

Em nossos ancestrais esse mecanismo foi destinado à sobrevivência diante dos perigos concretos e próprios da luta pela vida, como foi o caso das ameaças de animais ferozes, das guerras tribais, das intempéries climáticas, da busca pelo alimento, da luta pelo espaço geográfico, etc.

No ser humano moderno, apesar dessas ameaças concretas não mais existirem em sua plenitude tal como existiram outrora, esse equipamento biológico continuou existindo.

Apesar dos perigos primitivos e concretos não existirem mais com a mesma freqüência, persistiu em nossa natureza a capacidade de reagirmos ansiosamente diante das ameaças.

Com a civilidade do ser humano outros perigos apareceram e ocuparam o lugar daqueles que estressavam nossos ancestrais arqueológicos.

Hoje em dia tememos a competitividade social, a segurança social, a competência profissional, a sobrevivência econômica, as perspectivas futuras e mais uma infinidade de ameaças abstratas e reais, enfim, tudo isso passou a ter o mesmo significado de ameaça e de perigo que as questões de pura sobrevivência à vida animal ameaçavam nossos ancestrais.

Se na antigüidade tais ameaças eram concretas e a pessoa tinha um determinado objeto real à combater (fugir ou atacar), localizável no tempo e no espaço, hoje em dia esse objeto de perigo vive dentro de nós. As ameaças vivem, dormem e acordam conosco.

Se, em épocas primitivas o coração palpitava, a respiração ofegava e a pele transpirava diante de um animal feroz a nos atacar, se ficávamos estressados diante da invasão de uma tribo inimiga, hoje em dia nosso coração bate mais forte diante do desemprego, dos preços altos, das dificuldades para educação dos filhos, das perspectivas de um futuro sombrio, dos muitos compromissos econômicos cotidianos e assim por diante. Como se vê, hoje nossa Ansiedade é continuada e crônica.

Se a adrenalina antes aumentava só de vez em quando, hoje ela está aumentada quase diariamente.

A Ansiedade aparece em nossa vida como um sentimento de apreensão, uma sensação de que algo está para acontecer, ela representa um contínuo estado de alerta e uma constante pressa em terminar as coisas que ainda nem começamos.

Desse jeito nosso domingo têm uma apreensão de segunda-feira e a pessoa antes de dormir já pensa em tudo que terá de fazer quando o dia amanhecer.

É a corrida para não deixar nada para trás, além de nossos concorrentes.

É um estado de alarme contínuo e uma prontidão para o que der e vier.

As férias são tranqüilas e festivas apenas nos primeiros dias mas, logo em seguida, começamos a nos agitar: ou porque sentimos que não estamos fazendo alguma coisa que deveríamos fazer, embora não saibamos bem o que, ou porque pensamos em tudo aquilo que teremos de fazer quando as férias terminarem.

A natureza foi generosa oferecendo-nos a atitude da Ansiedade ou Estresse, no sentido de favorecer sempre a adaptação.

Porém, não havendo período suficiente para a recuperação desse esforço psíquico, o qual restabeleceria a saúde, ou persistindo continuadamente os estímulos de ameaça que desencadeiam a reação de Estresse, nossos recursos para a adaptação acabam por esgotar-se.

O Esgotamento é, como diz o próprio nome, um estado onde nossas reservas de recursos para a adaptação se acabam.

Organicamente, no Esgotamento, há alterações significativas nas glândulas supra-renais (produtoras de de adrenalina e cortisona), há dificuldades no controle da pressão arterial, há alterações do ritmo cardíaco, alterações no sistema imunológico, no controle dos níveis de glicose do sangue, entre muitas outras.

Psiquicamente a Ansiedade crônica ou Esgotamento leva à um estado de apatia, desinteresse, desânimo e de pessimismo em relação à vida.

sábado, 26 de outubro de 2013

Doença de Graves


A doença de Graves (ou doença de Basedow-Graves ou bócio difuso tóxico) é uma doença autoimune, que gera uma anomalia no funcionamento da glândula tireoide.

Essa glândula libera no organismo os hormônios tiroxina (T4) e tri-iodotironina (T3), que controlam o metabolismo do corpo, crucial para regular o humor, o peso e os níveis de energia mental e físico.

O nome da enfermidade foi dado em homenagem ao médico irlandês Robert Graves, que a descreveu em 1835.

Existe uma predisposição familiar entre as causas da doença de Graves.

Cerca de 15% dos doentes apresentam casos dessa doença na família e em 50% dos familiares assintomáticos podem ser detectados anticorpos contra a tireoide.

Algumas vezes pode existir no próprio paciente ou na sua família outras doenças autoimunes.

A doença de Graves é causada por uma resposta anormal do sistema imunológico que leva a tireoide a funcionar em excesso, produzindo uma quantidade aumentada de hormônios tireoidianos.

Embora a doença possa se manifestar em qualquer idade, é mais comum acima dos 20 anos e em mulheres mais que nos homens (5:1 a 10:1 em diferentes estatísticas).

A pessoa com doença de Graves produz níveis aumentados de anticorpos que atacam a tireoide.

Estas imunoglobulinas anormais ligam-se a receptores do hormônio estimulante da tireoide (TSH) e aumentam a estimulação da glândula, que assim libera grandes quantidades de hormônios na circulação.

A doença de Graves é a causa mais comum de hipertireoidismo e dos seus sintomas. A glândula tireoide geralmente se apresenta aumentada de tamanho.

É comum ocorrer exoftalmia (protrusão dos globos oculares) e, nos homens, aumento das mamas, além de alterações na pele normalmente representadas por lesões assintomáticas a nível pré-tibial ou no dorso do pé, as quais, todavia, podem ser pruriginosas e dolorosas.

Os principais sintomas da doença de graves são os próprios do hipertireoidismo: ansiedade, nervosismo, insônia, tremores, perda de peso, sudorese excessiva, fadiga, dificuldade de concentração, visão dupla, taquicardia, etc.

Ela pode ser suspeitada por meio da história clínica, dos sintomas e do exame físico que constatará um aumento visível da tireoide e um aumento da frequência cardíaca.

O diagnóstico de certeza pode ser alcançado por meio da cintilografia (captação de iodo radioativo pela tireoide), da ecografia e da dosagem de T4 livre e TSH no sangue, além de anticorpos contra a tireoide.

Os hormônios tireoidianos medidos no sangue estarão em níveis aumentados, mas o TSH circulante, devido ao feedback negativo, pode não apresentar alterações.

Em alguns pacientes o hemograma apresentará anemia, contagem baixa de glóbulos brancos e plaquetas, maior nível de linfócitos e monócitos.

A bioquímica do sangue mostrará diminuição dos níveis de colesterol, triglicerídeos e cortisol, redução de testosterona, níveis reduzidos de paratormônio (PTH).

Deve ser feito um diagnóstico diferencial com outras enfermidades que podem produzir sintomas semelhantes, como os transtornos de ansiedade, tireoidite de Hashimoto, feocromocitoma, tumores da hipófise ou da tireoide, abuso de drogas, etc.

O hipertireoidismo devido à doença de Graves é de fácil controle.

No entanto, como na maioria das terapias para o hipertireoidismo, pode haver um eventual desenvolvimento de hipotireoidismo. O tratamento da doença de Graves irá variar de acordo com a fase em que a doença se encontre.

Alguns fármacos podem ser usados para o controle sintomático dos sintomas do hipertireoidismo e das oftalmopatias, as quais, em alguns casos, podem também ser corrigidas por cirurgias plásticas.

O tratamento da doença de Graves em si mesma pode exigir a tireoidectomia ou a radioterapia por ingestão de iodo radioativo, o qual é captado pela tireoide e destrói parte de suas células foliculares.

Cuidados com a Doença de Graves:

•O iodo radioativo não deve ser administrado a mulheres grávidas ou que estejam amamentando, porque pode ser passado de mãe para filho e prejudicar a tireoide do feto ou do bebê.

•Ao longo do tempo o iodo radioativo pode levar ao hipotireoidismo.

•Mulheres grávidas podem tomar propiltiouracil, mas devem evitar outras drogas que possam atravessar a barreira placentária e danificar a glândula tireoide do feto.

•A cirurgia da tireoide envolve riscos como sangramentos, lesões de grandes nervos, vasos sanguíneos e das glândulas paratireoides.

sexta-feira, 25 de outubro de 2013

Leis que regulamentam o uso de capacetes por ciclistas reduzem a mortalidade


Um estudo de Bostom avaliou a associação entre a legislação sobre capacetes para ciclistas com as mortes de crianças relacionadas com colisões de veículos-bicicleta.

Foi realizado um estudo transversal de todos os ciclistas com idade entre 0-16 anos incluídos no “Fatality Analysis Reporting System”, que morreram entre janeiro de 1999 e dezembro de 2010.

Foram comparadas as taxas de mortalidade em populações específicas de cada estado - idade entre os estados com leis para uso de capacete e aqueles sem essas leis. Foram avaliados um total de 1.612 mortes relacionados com bicicleta entre crianças com idade < 16 anos . Não houve diferenças estatisticamente significativas na renda familiar média, a proporção de estados com leis de licenciamento para idosos, ou a proporção de estados com um limite de álcool no sangue de > 0,08%, entre os estados com leis para uso de capacete e aqueles sem essas leis.

A taxa de mortalidade não ajustada média foi menor nos estados com leis de capacete.

Após o ajuste para possíveis fatores de confusão, as taxas de mortalidade mais baixas persistiram em estados com leis do capacete.

Leis de segurança para uso de capacete ao andar de bicicleta estão associadas a uma menor incidência de mortes em crianças ciclistas envolvidas em colisões de veículos - bicicleta.

Fonte: The Journal of Pediatrics

Quelóides


Os quelóides são respostas cicatriciais anômalas e exacerbadas, constituídas por lesões fibro-elásticas salientes, de cores rosadas, avermelhadas ou escuras que podem ocorrer sobre quaisquer cicatrizes na pele.

São cicatrizes exageradas que acontecem apenas nos seres humanos.

Apesar de benignas, não contagiosas e indolores, constituem um problema estético de grande importância.

Eles parecem ter um forte componente genético e geralmente têm a sua formação no interior dos tecidos, em cicatrizes em que a pele tenha sofrido algum corte, abertura ou lesão; como em queimaduras, doenças como a varicela e a acne, furos nas orelhas ou para colocação de piercing, arranhões, cortes cirúrgicos, feridas traumáticas, locais de vacinação, etc.

E se caracterizam pela produção exagerada de fibroblastos, que são células que produzem o colágeno.

Ocorrem em ambos os gêneros, embora seja relatada uma maior incidência no gênero feminino.

Quase sempre eles se localizam em locais de lesões prévias da pele, sejam acidentais, cirúrgicas, provocadas por doenças, por abrasões ou inflamações, no entanto, mais raramente, os quelóides podem também ocorrer em regiões de pele íntegra.

As lesões que estão sobre o local de um machucado ou ferimento na pele apresentam-se como protuberâncias salientes de consistência endurecida e superfície lisa e cor vermelha, rosada ou semelhante à pele.

Os locais mais comuns em que surgem os quelóides são a região do esterno, os ombros, as orelhas e a face e as lesões podem coçar.

O diagnóstico de quelóide depende de uma observação direta da lesão.

Porém não é fácil diferenciar entre quelóide e cicatriz hipertrófica, tanto ao microscópio ótico quanto ao eletrônico.

O quelóide pode alastrar-se além da área da lesão e pode não regredir, enquanto que a cicatriz hipertrófica é limitada à área do trauma e em muitos casos regride com o tempo.

Uma biópsia da pele pode ajudar a descartar outras formações patológicas que ocorrem na pele.

O tratamento dos quelóides representa um desafio para os médicos. Eles são difíceis de erradicar e mesmo quando retirados cirurgicamente, tendem a recidivar.

Existem várias técnicas para tratar os quelóides, à escolha do médico.

Dentre elas pode-se citar a remoção cirúrgica, a radioterapia, a crioterapia, o gel de silicone, a injeção intralesional de agentes diversos e a laserterapia ou a malha de compressão, em casos de queimaduras.

Embora os quelóides não representem risco à saúde, podem afetar grandemente a aparência e serem, mesmo, desfiguradores.

Em alguns casos, ao longo dos anos os quelóides podem diminuir, ficarem mais lisos e menos visíveis.

A exposição ao sol faz com que o quelóide fique mais escuro do que a pele no seu entorno.

A remoção do quelóide pode produzir uma cicatriz ainda maior e mais anômala que a anterior.

Os quelóides muito extensos podem causar limitação da mobilidade nas áreas afetadas do corpo.

quarta-feira, 23 de outubro de 2013

Serotonina: um velho (des)conhecido.


A Serotonina é um composto orgânico encontrado primeiramente no sangue. Em 1948 a serotonina foi parcialmente purificada, cristalizada e nomeada.

Mais tarde descobriu que a serotonina é amplamente encontrado em toda natureza, assim como em outras partes do corpo além do sangue.

Também foi encontrado Serotonina em picadas de vespa, no veneno do escorpião e em uma variedade de alimentos, tais como abacaxi, banana ameixas, nozes, peru, presunto, leite e queijo.

Além disso, a serotonina tem sido encontrada no intestino humano, plaquetas e cérebro.

A Serotonina desempenha um papel no organismo é como um neurotransmissor no cérebro.

A falta de serotonina no organismo pode resultar em carência de emoção racional, sentimentos de irritabilidade e menos valia, crises de choro, alterações do sono e uma série de outros problemas emocionais.

Para nosso propósito, entendemos que a Serotonina é uma substância chamada de neurotransmissor e existe naturalmente em nosso cérebro.

Sua função é conduzir a transmissão de uma célula nervosa (neurônio) para outra.

Quimicamente a serotonina ou 5-hidroxitriptamina (5-HT) é uma indolamina, produto da transformação do aminoácido L-Triptofano.

O triptofano, conhecido também como 5-HTP (5-hidroxitriptofano), é um nutriente encontrado em alimentos ricos em proteínas, como carne, peixe, peru e laticínios. Sua importância na psiquiatria deve-se ao fato de ser o precursor direto da serotonina.

Atualmente a serotonina está intimamente relacionada aos transtornos do humor, ou transtornos afetivos e a maioria dos medicamentos antidepressivos agem produzindo um aumento da disponibilidade dessa substância no espaço entre um neurônio e outro.

A serotonina influi sobre quase todas as funções cerebrais, inclusive estimulando o sistema GABA (ácido gamaminobutírico) e, embora seja apenas um, entre centenas de outros neurotransmissores do cérebro, atualmente a serotonina é considerada um dos mais importantes deles. Os níveis de serotonina determinam se a pessoa está deprimida, propensa à violência, irritada, impulsiva ou gulosa.

Assim como a serotonina pode elevar o humor e produzir uma sensação de bem-estar, sua falta no cérebro ou anormalidades em seu metabolismo têm sido relacionado a condições neuropsíquicas bastante sérias, tais como o Mal de Parkinson, distonia neuromuscular, Mal de Huntington, tremor familiar, síndrome das pernas inquietas, problemas com o sono, etc.

Problemas psiquiátricos, tais como depressão, ansiedade, agressividade, comportamento compulsivo, problemas afetivos, dentre outros, também têm sido associados ao mau funcionamento do sistema serotoninérgico.

Com essa base fisiológica, alguns pesquisadores afirmam que aumentando-se os precursores naturais da serotonina pode-se, seguramente, elevar seus níveis e aliviar a depressão, dor e o desejo por carboidratos .

O triptofano tomado como suplemento dietético pode ser eficaz contra a depressão e completar a ação dos antidepressivos tradicionais.

O triptofano pode ser encontrado em altas concentrações na semente de um legume chamado Griffonia simplicifolia, encontrado no Oeste da África.

O leite e seus derivados também são fontes de 5HTP, assim como a carne de peru. Outras fontes de triptofano: requeijão, carne, peixe, banana, tâmara, amendoim, todos os alimentos ricos em proteínas.

Cabelos de laboratório


Pesquisadores da Universidade de Colúmbia, nos Estados Unidos, conseguiram induzir o crescimento de cabelos humanos em laboratório.

Embora esteja em fase inicial, a pesquisa representa uma esperança de uma nova técnica para restauração capilar.

Os fios foram cultivados em pele de ratos, e, segundo os pesquisadores, este método oferece a possibilidade de induzir um grande número de folículos pilosos ou o rejuvenescimento dos folículos pilosos existentes, começando com células cultivadas a partir de apenas algumas centenas de doadores.

A expectativa dos cientistas é que ele pode tornar o transplante de cabelo disponível para indivíduos com um número limitado de folículos, incluindo aqueles com padrão feminino de perda de cabelo, cicatrizes de alopecia e perda de cabelo por queimaduras.

Doença de Addison-Biermer ou Anemia Megaloblástica


Anemia "perniciosa" ou anemia progressiva crônica mais comum em pacientes com mais de trinta anos de idade.

São distúrbios provocados pela síntese comprometida do DNA.

A divisão celular é lenta, porém o desenvolvimento citoplasmático progride normalmente, de modo que células megaloblásticas tendem a ser grandes, com uma proporção aumentada de RNA em relação ao DNA.

Pode ser devido a carência de vit B12 ou de ácido fólico.

Ácido fólico é ingerido na sua forma inativa e ativado em tetraidrofolato dentro célula para realizar sua função, que é essencial para renovação da timidina (doando radicias metila), que por sua vez é necessária para a duplicação e síntese de DNA. Alimentos ricos em ácido fólico são: frutas, vegetais e cereais.

Absorção no jejuno.

A demanda diária mínima é de 50 picogramas.

O teor sérico mínimo é 5 nanogramas.

O corpo tem 5 a 20 mg de reversa, sendo 50% no fígado.

Em caso de carência total, as reservas se esgotam em 15 dias a 3 meses.

Quadro clínico apresenta dormência e formigamento de extremidades, fraqueza, língua sensível e lisa, respiração "curta" após esforços físicos leves, tonturas, palidez cutânea e mucosa, falta de apetite, diarreias ocasionais, perda de peso, febre, alterações hematimétricas (exames de laboratório).

Conhecida, também, e principalmente como "anemia perniciosa ou megaloblástica", secundária à deficiência de vitamina B12.

terça-feira, 22 de outubro de 2013

Cisto sinovial


Cisto é o nome que se dá a toda bolsa orgânica que contenha em seu interior material líquido ou semilíquido. O cisto sinovial é, pois, uma bolsa contendo líquido sinovial.

Ele é uma dilatação anormal da membrana que envolve as articulações e tendões (membrana sinovial), formando uma bolsa que armazena a sinóvia, líquido que lubrifica essas estruturas anatômicas, permitindo um deslizamento fácil dos ossos e tendões dentro dela.

O cisto então é preenchido por fluido sinovial translúcido e geralmente se manifesta como uma tumoração que faz saliência na pele, na região das articulações.

Os cistos sinoviais surgem nos locais onde haja um enfraquecimento da parede da cápsula sinovial em relação à pressão dentro dela.

Nesse ponto ela começa a ceder e a formar uma bolsa que se preenche com líquido sinovial. As causas disso não são totalmente conhecidas, contudo sabe-se de alguns fatores desencadeantes, como traumas, lesões por esforço repetitivo ou um defeito na formação da bolsa articular.

Esses fatores parecem causar uma degeneração do tecido fibroso da bainha sinovial, permitindo sua dilatação.

Eles podem aparecer nos mais variados locais, porém eles são mais comuns no dorso e na frente do punho, na base dos dedos das mãos e na região lateral do tornozelo.

Em si mesmos os cistos são indolores, porém podem causar compressões de estruturas vizinhas e, então, ocasionarem dor, perda de força e/ou sensibilidade na região afetada.

O diagnóstico de cisto sinovial é feito principalmente por meio do exame físico.

Ele forma para fora das articulações uma bolsa que pode ser facilmente vista e palpada. Na maioria das vezes ela tem uma consistência borrachuda, sem sinais inflamatórios, ficando avermelhada sob um foco de luz, demonstrando seu conteúdo fluido.

Cistos pequenos e ainda ocultos podem ser diagnosticados pela ultrassonografia ou pela ressonância magnética.

O tratamento do cisto sinovial pode envolver fisioterapia, acupuntura, cirurgia ou uso de medicações, geralmente corticoide. Os cistos indolores e que não causam prejuízos funcionais não requerem intervenção e podem apenas ser observados.

O uso de uma tala sobre o cisto, principalmente durante a noite, ajuda a manter o punho em repouso e a pressionar o conteúdo do cisto.

A punção com uma agulha torna o cisto menos tenso e doloroso e colaba (“cola”) as suas paredes, quase sempre impedindo que ele se preencha, embora em alguns casos ele recidive dentro de dias ou semanas.

O uso concomitante de cortisona de ação local diminui a inflamação, mas assim mesmo o tratamento falha muitas vezes. Os casos resistentes à abordagem clínica têm de ser tratados por cirurgia.

Embora a cirurgia para correção do cisto sinovial seja muito simples, deve ser reservada como última opção, dando preferência aos tratamentos clínicos.

Uma razão importante para que os cistos sinoviais sejam tratados é quando causam grande desconforto estético.

segunda-feira, 21 de outubro de 2013

Osteoporose pode ser prevenida


No dia 20 de outubro foi comemorado o Dia Mundial e Nacional da Osteoporose. A data tem por objetivo conscientizar a população sobre a prevenção da doença.

A osteoporose é uma doença que leva à fragilidade dos ossos e aumenta o risco de fraturas. Vários fatores estão envolvidos no desenvolvimento da osteoporose, alguns deles não podem ser alterados, mas felizmente, muito deles podem ser modificados reduzindo as chances do aparecimento da osteoporose.

Mulheres são mais aptas a serem afetadas pela doença, assim como pessoas mais velhas, de baixa estatura e de raça branca e asiática. Além disso, existe um fator hereditário que aumenta a predisposição à doença.

A prevenção consiste na adoção de hábitos de vida saudáveis, ingestão de alimentos ricos em cálcio e vitamina D, atividade física, cessação do tabagismo, redução no consumo de álcool e, em alguns casos, uso de medicamento para reposição hormonal, em alguns casos.

Prevenção contra a meningite


A ANVISA aprovou, em junho deste ano (2013), a nova indicação para a vacina meningocócia ACWY (conjugada), liberada no País para uso em 2011.

De acordo com as recomendações, crianças a partir de 2 anos de idade já podem ser imunizadas com dose única, o que antes se aplicava apenas para adultos e adolescentes com mais de 11 anos.

Segundo o Sistema de Informação de Agravos de Notificação, o Brasil registrou, em 2011, mais de vinte mil casos de meningite, sendo cerca de 13% como doença meningocócica causadas, particularmente, pelos sorogrupos (tipos de bactérias) C e B (quer dizer, meningites B e C) da Neisseria meningiditis, que são, na verdade, os mais comuns no País.

A vacina meningocócica tetravalente conjugada é indicada na imunização ativa de crianças e de adultos com risco de exposição a esta bactéria.

É, também, o imunizante de escolha para viajantes que desejam se prevenir contra a meningite.

sábado, 19 de outubro de 2013

Vamos caminhar!


A caminhada é uma das atividades físicas mais praticadas pelas pessoas.

Ela é um exercício aeróbico (aeróbio??) muito utilizado, seja como meio de preservar a saúde e o peso corporal, seja pelas facilidades e comodidades que oferece: não tem custos; exige muito poucos equipamentos; não envolve grandes riscos e pode ter sua intensidade facilmente regulada.

No entanto, e talvez por isso mesmo, a maioria das pessoas nunca se preocupou sobre como ela pode ser otimizada para produzir seus melhores efeitos e evitar seus riscos mais comuns.

A caminhada foi popularizada no Brasil pelo Dr. Kenneth Cooper, criador do método “Cooper”.

Por isso, a atividade de caminhar é também chamada de “fazer Cooper”.

Atenção: o método Cooper não é para corridas: é para caminhadas!

A caminhada é a reprodução acelerada do ato natural de andar que faz parte do repertório de atividades fisiológicas naturais desde a infância e por isso não precisa de nenhum aprendizado especial.

Ela é uma excelente alternativa para todas aquelas pessoas que não são afeitas a nenhuma forma de esporte ou de atividade física e deveria ser realizada desde cedo, embora as pessoas mais jovens geralmente estejam envolvidas com estudo, trabalho, criação de filhos, etc. e nem sempre dispõem de tempo para caminhar regularmente todos os dias.

A caminhada produz benefícios equivalentes aos proporcionados pela natação ou pelo ciclismo, por exemplo.

Como se preparar para a caminhada?

Antes de tudo, é necessário fazer uma avaliação médica que trace seu perfil de saúde/doença e determine quais as características que a sua caminhada deve ter.

Usar roupas leves e calçados adequados são requisitos essenciais.

A roupa deve ser confortável e o calçado deve ter um solado que amorteça os impactos.

A alimentação é outro requisito muito importante: não se deve caminhar sem estar alimentado, pois o organismo precisa de nutrientes para acionar os músculos e se eles não forem corretamente supridos a pessoa pode começar a depauperar suas reservas orgânicas.

Mas se quiser comer alguma coisa antes da caminhada, dê preferência às frutas, sucos e vitaminas de frutas, que são alimentos mais “leves”.

Da mesma forma, a ingestão de pelo menos dois litros de água, distribuídos antes, durante e após o exercício é muito importante para compensar as perdas havidas durante o exercício.

Também o alongamento deve ser tido como de fundamental importância e ser praticado tanto antes como depois da caminhada.

Para retirar todo o proveito que a caminhada pode oferecer ela deve ser feita corretamente, obedecendo à orientação de um profissional de educação física. Pequenas irregularidades, às vezes não notadas, podem ter grandes repercussões no organismo.

Comece devagar e vá aumentando seu ritmo aos poucos, porque assim os riscos de complicações serão minimizados.

Chegando ao fim da caminhada, o ritmo deve ser gradualmente diminuído.

Cada caminhada deve começar com um aquecimento que evite distensões e terminar com um relaxamento que evite dores.

As diversas variações possíveis na caminhada (frequência, velocidade, ritmo, etc.) dependem da idade e das condições físicas da pessoa e esta deve ser monitorada em seus parâmetros cardiológicos e respiratórios.

Deve-se preferir caminhar no período vespertino, porém quando se mantém um horário fixo o organismo se adapta a ele.

Para melhoria do peso e do condicionamento físico a caminhada deve ser realizada de quatro a cinco vezes na semana ou, de preferência, todos os dias, a uma velocidade de pelo menos 7 km/hora (é, realmente, uma caminhada rápida!).

Comece sua caminhada com um tempo de trinta minutos, ou ainda menos, na primeira semana e vá aumentando o tempo e a intensidade gradualmente.

Se a pessoa tiver qualquer problema de saúde ou uma idade avançada, a caminhada não está liminarmente contraindicada, mas deve ser adaptada a essas condições especiais.

Em muitas dessas circunstâncias o ato de caminhar pode inclusive ser benéfico.

O fumo e o excesso de álcool são antagônicos ao ato de caminhar.

Procure não fumar e não beber em excesso!

Não jogue fora por um lado os benefícios que estão sendo auferidos, por outro.

Caminhar é uma atividade para a vida inteira, portanto tenha sempre em mente a sua segurança.

Procure caminhar preferentemente num solo plano e macio (de terra ou grama, por exemplo), sem buracos ou obstáculos e sem aclives e declives acentuados.

O local deve ser bem arejado e de preferência cercado de vegetação, como parques, jardins ou praias, mas a caminhada também pode ser realizada na rua, em pistas atléticas, ginásios, academias, praças ou em outros locais.

Evite caminhar sob sol ou frio intenso.

Se caminhar na rua nunca o faça com fones de ouvido que impeçam de ouvir sons e buzinas.

sexta-feira, 18 de outubro de 2013

Pré-Escola faz bem para as crianças


Pesquisadores da Universidade de Nova York afirmam que frequentar a pré-escola faz bem às crianças.

Além disso, ficou provado que os benefícios são similares para todas as classes socioeconômicas.


O estudo mostrou que programas pré-escolares de instituições públicas de grande escala que são classificados como de alta qualidade podem ter impactos positivos sobre a educação futura da criança.

O investimento em uma educação privada mostrou ter uma boa relação custo-benefício considerando os gastos com educação e saúde futuros.

Foram considerados como aspectos mais importantes da educação pré-escolar o estímulo às interações e o apoio entre os professores e as outras crianças.

Diabetes


O diabetes melito é uma síndrome decorrente da falta de produção de insulina e/ou da incapacidade de que ela exerça adequadamente seus desejáveis efeitos metabólicos.

Caracteriza-se por hiperglicemia, alterações no metabolismo de carboidratos, gorduras e proteínas, além de complicações crônicas microvasculares, macrovasculares e neurológicas.

É, atualmente, um dos maiores problemas de saúde pública em todo o mundo!

Sua prevalência é de 5 a 10% da população mundial e no Brasil gira em torno de 7,5%, de acordo com o Ministério da Saúde.

Ela está relacionada com a influência da rápida alteração de hábitos alimentares, com a adoção comum de dietas riquíssimas em açúcares e gorduras, sedentarismo e obesidade.

Uma característica interessante é seu longo curso, o que a transforma em uma enfermidade degenerativa com graves complicações, gerando doenças cardiovasculares, que são a maior causa de mortalidade em todo o Planeta!

Observa-se em estudos que as mulheres apresentam risco de morte por eventos cardiovasculares até 7 vezes e meia maiores que os homens e as mulheres não diabéticas.

O diabetes, aparentemente, atua como fator potencializador e acelerador do desenvolvimento de enfermidades cardiovasculares e seu tratamento deve compreender seu controle metabólico, com a manuntenção dos níveis glicêmicos o mais próximo possível da normalidade e, também, redução do risco cardiovascular, através do acompanhamento da hipertensão arterial, das alterações do colesterol e triglicérides, além da redução da obesidade.

Mas, o próprio controle do diabetes, através dos variados medicamentos utilizados, além da insulinoterapia, quando não acompanhado dos demais controles é insuficiente para poupar pacientes de complicações crônicas já citadas.

Trocando em miúdos: não adianta só cuidar da glicemia!

É fundamental cuidar dos demais fatores metabólicos paralelos ao diabetes!

Vamos considerar os quatro tipos principais de diabetes, a saber: Diabetes tipo 1, Diabetes tipo 2, Diabetes gestacional e Outros tipos.

A maior frequência fica por conta do Diabetes tipo 2!

O tipo 1 é "de nascença".

Cerca de 85% da populaçào portadora do tipo 2 é de obesos, sendo, inicialmente uma expressão do diabetes pouco sintomática, quer dizer, o diabético portador deste tipo de diabetes não apresenta sintomatologia rica e isso é ainda mais danoso, pois não há consciência de seu próprio quadro e, portanto, não há correção alimentar e tampouco medicação.

Seu diagnóstico precoce, como seria desejável, em função da pobreza de sinais clínicos, não é fácil, pois pode manter-se assintomático por vários anos.

Por questão de precaução é indicado fazer glicemia de jejum anualmente nos dias atuais, na perspectiva de obter diagnóstico e reduzir riscos para a saúde.

Em indivíduos com fatores de risco, como antecedentes familiares de diabetes, obesidade, alterações de colesterol ou triglicérides, hipertensão arterial, diabetes gestacional, uso de hiperglicemiantes (cortisol, beta-bloqueadores, diuréticos tiazídicos) ou intolerância prévia à glicose deve-se encurtar esse intervalo entre os exames, seguindo as orientações da Sociedade Brasileira de Diabetes.

A glicemia de jejum é o método para avaliação mais simples e mais econômico para o diagnóestico de diabetes.

Podemos agregar a dosagem da hemoglobina glicada, para certificar mais adequadamente a existência do diabetes.

Os critérios da OMS de 1980 exigem a aplicação e interpretação do teste de tolerância à glicose, bem mais complexo, mas sinceramente, nem sempre necessário...

Os valores considerados normais para a interpretação da existência da enfermidade são:

Glicemia de jejum em paciente considerado normal: abaixo de 110 mg/dL;

Glicemia de jejum em paciente com intolerância à glicose previamente conhecida: maior que 110 e menor que 126 mg/dL são valores considerados normais;

Glicemia aleatória (sem jejum) não pós-prandial (quer dizer, não imediatamente após uma refeição): abaixo de 110 mg/dL.

Há outros dados, em outras circunstâncias, mas de modo geral esses dados são os fundamentais para que o leigo possa se entender com relação à enfermidade.

Importante: observar sempre a postura diante da vida, com relação à alimentação, atividade física e acompanhamento clínico, com o objetivo de reduzir riscos e até mesmo evitar a enfermidade; algo que seria viável se houvesse uma postura mais sensata diante das exigências da vida moderna!

quinta-feira, 17 de outubro de 2013

Febre aguda elevada em adultos


Elevação da temperatura acima de 37,8 ºC ou a elevação acima do valor diário normal estabelecido do próprio indivíduo faz parte do quadro de febre alta em adultos.

Muitas pessoas usam a expressão "febre" de forma inconsciente, expressando, frequentemente, que se sentem muito quentes, muito frios ou com sudorese excessiva, mas na realidade, não avaliam a própria temperatura.

Embora muita gente tenha medo da febre, as elevações de temperatura "modestas" e passageiras, desencadeadas pela maioria das doenças agudas, são bem toleradas por adultos saudáveis, mas, quando a elevação é extrema (acima de 39 ºC), ela pode causar uma série de problemas para o organismo.

A febre aumenta a taxa metabólica em cerca de 10 a 12% para cada grau acima do normal (37 ºC), gerando estresse fisiológico acentuado e levando a outras situações complicadoras para a saúde da pessoa.

Por isso é necessário descobrir a sua origem, a sua causa, evidentemente.

São três as causas fundamentais para o surgimento de febre aguda:

Infecções => praticamente todas as doenças infecciosas podem causar febre, mas as mais comuns são as do aparelho respiratório, do aparelho genito-urinário e as infecções de pele.

Neoplasias (cânceres)

Doenças inflamatórias, como doenças reumáticas e exposição a drogas => anfetaminas, cocaína, ecsrasy, antipsicóticos e anestésicos, por exemplo.

quarta-feira, 16 de outubro de 2013

Suplementos de vitamina D podem não ser necessários para prevenção da osteoporose



Pesquisa envolvendo cerca de 4.000 pessoas mostrou que suplementos de vitamina D podem não ser necessários para prevenção da osteoporose em adultos saudáveis.


Realizado na Universidade de Auckland, na Nova Zelândia, o estudo constituiu-se de uma revisão sistemática e uma meta-análise de dados de estudos que mostraram que o consumo de suplementos de vitamina D não melhora a densidade mineral óssea em adultos saudáveis com níveis de vitamina D normais.

Os pesquisadores explicam que pessoas que têm deficiência da vitamina ou são mais susceptíveis a seres deficientes nessas podem beneficiar dos suplementos.

Urticárias


A urticária (veja imagem acima) é uma condição caracterizada pela formação de pápulas (vergões vermelhos) na pele, semelhantes às que são causadas pelo contato com a urtiga.

Essa reação cutânea em geral é passageira, mas em algumas pessoas ela pode perdurar por longo tempo ou por toda a vida.

Ela pode ser aguda (episódio único, transitório e autolimitado ou de duração inferior a seis semanas) ou crônica (duração maior de seis semanas).

O aparecimento da urticária se deve à ação da histamina liberada pelos mastócitos, um tipo de células responsáveis pela dilatação e permeabilidade dos pequenos vasos sanguíneos.

A forma aguda normalmente é desencadeada por algum estímulo imunológico ou não imunológico.

Os estímulos não imunológicos mais comuns são certos medicamentos; alguns tipos de alimentos; alguns inseticidas, corantes e conservantes; picadas de insetos; tecidos das roupas; exposição direta da pele ao frio ou ao calor intenso; água quente ou fria e exercícios físicos.

Além disso, a hepatite, a mononucleose infecciosa e a rubéola, entre outras infecções virais, podem estar associadas ao aparecimento da urticária e ela pode até ser a primeira manifestação dessas moléstias. No entanto, às vezes é muito difícil detectar o fator desencadeante de um determinado episódio.

A urticária é um distúrbio bastante comum.

Cerca de 20 a 25% das pessoas já manifestaram pelo menos um episódio ao longo da vida.

Os principais sinais e sintomas da urticária são elevações circulares, salientes, bem demarcadas e pruriginosas na pele, circundadas por vergões vermelhos e inchaço.

Essas lesões são migratórias e podem desaparecer e ressurgir depois em outro local do corpo. A coceira e o ardor locais podem preceder as pápulas.

O tamanho dessas lesões varia muito e elas podem ser isoladas ou confluírem para formar placas.

O diagnóstico da urticária deve começar pela história clínica do paciente, por seus hábitos alimentares, pelo uso de medicamentos e pelo exame físico das lesões, sendo complementado por exames de sangue e testes cutâneos que ajudem a identificar a causa e os fatores desencadeantes da enfermidade.

Nos casos em que é impossível determinar esses fatores, a urticária é dita idiopática.

O tratamento principal da urticária consiste em suspender completamente o contato com o agente desencadeante das crises, se for possível identificá-lo.

Os medicamentos anti-histamínicos contribuem para aliviar os sintomas ao inibir a ação dos receptores de histamina, mas uma boa parte deles causa sonolência e letargia.

Em casos mais graves, associados ao angioedema (veja imagem abaixo), pode ser necessário administrar corticoides ou mesmo adrenalina, nos casos mais graves.

terça-feira, 15 de outubro de 2013

Hiperplasia de endométrio


Hiperplasia endometrial é o aumento de espessura do revestimento do útero, quase sempre acompanhada pelo desarranjo da sua arquitetura celular.

Esse espessamento é devido ao excesso de estrogênio que ocasiona uma proliferação anormal, que vai desde um estado fisiológico exacerbado, até o carcinoma ”in situ", quer dizer, ainda na camada "inicial" de células que recobrem a parte interna do útero.

Geralmente ocorre em mulheres que não ovulam todos os meses ou durante a terapia de reposição hormonal feita somente com estrogênio.

A hiperplasia endometrial nem sempre está relacionada ao câncer, mas ela aumenta o risco dessa patologia.

Tipos de Hiperplasia de endométrio:

•Hiperplasia simples do endométrio: caracterizada pelo espessamento homogêneo do tecido endometrial.

•Hiperplasia cística do endométrio: gera nas paredes internas do útero um aspecto de "queijo suíço" e nos casos mais graves pode estar relacionado ao câncer do endométrio.

•Hiperplasia focal do endométrio: na hiperplasia focal do endométrio os pólipos se projetam para dentro da cavidade uterina, estreitando assim o tamanho normal do órgão.

•Hiperplasia atípica do endométrio: lesão endometrial um pouco mais grave que as anteriores. Mais frequentemente está relacionada ao desenvolvimento de câncer e pode levar à necessidade de retirada preventiva do útero.

E as causas?

A causa principal da hiperplasia do endométrio é a exposição excessiva ao estrogênio, o que pode ocorrer se a mulher não ovular todos os meses, realizar terapia de reposição hormonal ou ser portadora de tumor no ovário.

O risco maior de desenvolver hiperplasia endometrial ocorre entre os 40 e 60 anos de idade.

Sinais e sintomas:

Os principais sinais e sintomas da hiperplasia endometrial são:

•Sangramento uterino.

•Dores abdominais e cólicas.

•Aumento discreto do tamanho do útero.

O que fazer?

Procurar um ginecologista regularmente para os exames de rotina que podem com enorme margem de segurança prever problemas e curá-los.

segunda-feira, 14 de outubro de 2013

Interações medicamentosas de Ibuprofeno


O uso do Ibuprofeno e de outros analgésicos e antitérmicos concomitantemente com medicamentos à base de cortisona aumenta o risco de úlceras gástricas.

O uso concomitante com medicamentos à base de furosemida e tiazídicos diminui o efeito diurético dessas drogas.

O uso do produto concomitantemente com os medicamentos à base de probenecida aumentará o efeito terapêutico do Ibuprofeno.

Durante a terapia com o Ibuprofeno, deve-se evitar a administração de hormônios tireoidianos.

O Ibuprofeno pode aumentar o efeito dos anticoagulantes orais da heparina, a concentração sanguínea de lítio e a atividade anti-agregante plaquetária, desaconselhando-se, portanto, a administração simultânea de Ibuprofeno e tais substâncias.

O uso concomitante de qualquer AINE com os seguintes fármacos deve ser evitado, especialmente nos casos de administração crônica: ácido acetilsalicílico, paracetamol, colchicina, iodetos, medicamentos fotossensibilizantes, outros antinflamatórios nãoesteroides, corticosteroides, glicocorticoides, corticotrofina, uroquinase, hipoglicemiantes orais ou insulina, anti-hipertensivos e diuréticos, ácido valpróico, plicamicina, compostos de ouro, ciclosporina, lítio, probenecida, inibidores da ECA (enzima conversora da angiotensina), agentes anticoagulantes ou trombolíticos, inibidores de agregação plaquetária, cardiotônicos digitálicos, digoxina e metotrexato.

Interações em testes laboratoriais - Poderá ocorrer diminuição dos níveis de hemoglobina e do hematócrito. Se houver sangramento gastrintestinal devido ao uso de Ibuprofeno, haverá positividade na pesquisa de sangue oculto nas fezes. Poderá causar diminuição dos níveis de glicose sanguínea. Não existe interferência conhecida com outros exames.

Brinquedos não garantem felicidade das crianças


Da série: "não diga!"

Dia das Crianças, aniversários, Natal, sempre é motivo para comprar um brinquedo para os pequenos. Pais que ficam muito tempo afastados dos filhos costumam dar ainda mais presentes, em uma tentativa de compensá-los pela ausência. Contudo, pesquisa da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) mostra que ganhar presentes, nem sempre, garante a felicidade das crianças.


Realizada pelo Instituto Datafolha, a pesquisa ouviu 1.525 crianças de 4 a 10 anos, de todas as classes econômicas, de 131 municípios de todo o país. Esses foram questionados em relação a aspectos emocionais, ao futuro, brincadeiras e relacionados à família.

Os resultados mostraram que as crianças que tinham um relacionamento mais próximo com os pais e os familiares apresentavam maior grau de satisfação do que aquelas que ganhavam muitos brinquedos.

Além disso, a pesquisa mostrou que as brincadeiras preferidas das crianças ainda são as tradicionais: jogar bola, andar de bicicleta e brincar de boneca. Contudo, assistir televisão, jogar videogame e usar o computador também foram bastante citadas.

Fonte: Blog de Boa Saúde

Hipoglicemia neonatal


A hipoglicemia neonatal é um quadro clínico caracterizado por baixos índices de açúcar no sangue do recém-nascido (glicemia menor que 40 mg%), o que depende sobretudo de alguns comportamentos ou necessidades da gestante.

A hipoglicemia neonatal geralmente acontece nas primeiras 72 horas de vida e se o diagnóstico e tratamento não forem feitos a tempo pode levar o recém-nascido a óbito ou a danos cerebrais permanentes.

As causas da hipoglicemia do recém-nascido estão relacionadas principalmente à mãe. As mais comuns são a ingestão de álcool, drogas e certos medicamentos durante a gestação.

Também se relaciona à existência de diabetes materna durante a gestação, devido à hiperinsulinemia transitória do bebê, que dura por volta de uma semana.

No caso de mães diabéticas é comum que o bebê nasça também com excesso de peso (pesando quatro quilos ou mais).

Mais raramente, pode haver causas de hipoglicemia neonatal relacionadas ao bebê como, por exemplo, tumor de pâncreas ou hiperplasia de ilhotas pancreáticas produtoras de insulina, deficiência do hormônio do crescimento ou de hormônio da tireoide ou da glândula adrenal, septicemia, choque, asfixia, hipotermia, galactosemia, policitemia, etc., além de outras causas genéticas ainda mais raras.

A hipoglicemia nos recém-nascidos pode ser assintomática, por isso recém-nascidos em risco para desenvolver esta condição devem fazer exames para identificar seus níveis de glicose.

A maioria das manifestações clínicas da hipoglicemia neonatal é inespecífica e a maior parte dos bebês acometidos não fica com sequelas. Essas se reservam apenas para os bebês que não tenham sido adequadamente tratados.

À diferença dos sintomas dos adultos, os recém-nascidos quase sempre mostram sintomas predominantemente adrenérgicos, como taquicardia, tremores, convulsões, perda de consciência e coma.

Mas também podem acontecer: hipotonia, letargia, apatia, bradicardia, choro fraco, hipoatividade, apneia, cianose e convulsões.

A deficiência de açúcar pode acontecer no feto ainda dentro do útero, dependendo de episódios de hipoglicemia da mãe durante a gestação e pode levar a complicações sérias, como lesões cerebrais permanentes.

Se mantida por cinco dias ou mais, a hipoglicemia do recém-nascido aumenta o risco de alterações neurológicas, independente da sua severidade.

O diagnóstico laboratorial é realizado a partir da dosagem da glicemia em sangue venoso do bebê.

Os valores da glicemia no sangue total é cerca de 15% menor que no plasma e no soro. Valor abaixo de 40 mg% indica hipoglicemia.

O tratamento consiste na administração de glicose na veia ou dada em gotas, na boca do bebê.

O recém-nascido deve permanecer na UTI neonatal até atingir o nível desejado de glicose no sangue, o que pode levar alguns dias ou até uma semana.

Como evitar a hipoglicemia neonatal?

•Não ingerir bebidas alcoólicas nem drogas durante a gestação.

•Não tomar qualquer medicamento sem orientação médica.

•Controlar adequadamente a diabetes mellitus, se existir.

•Evitar grandes comoções emocionais.

•É necessário identificar os recém-nascidos de alto risco e dosar seus níveis de glicose, tais como prematuros, recém-nascidos pequenos para a idade gestacional (PIG), recém-nascidos a termo e grandes para a idade gestacional (GIG), filhos de mães diabéticas, etc.

sábado, 12 de outubro de 2013

Colangiografia


Colangiografia é um exame que permite a visualização do trajeto da bile desde o fígado até o duodeno e permite identificar eventuais obstruções dos canais por onde a bile passa, bem como outras lesões, estenoses ou dilatação desses ductos.

Esses canais podem ser obstruídos por tumores, cálculos biliares, parasitas ou corpo estranho.

A colangiografia pode ser endovenosa, endoscópica, intra ou pós-operatória.

A colangiografia endovenosa consiste em administrar um contraste na corrente sanguínea do paciente, o qual será eliminado pela bile.

Então serão tomadas imagens em postura ântero-posterior a cada trinta minutos após a injeção do contraste, até o encerramento do exame, a critério médico, as quais permitirão estudar os ductos biliares.

A colangiografia endovenosa está indicada quando a vesícula biliar não pode ser observada num colecistograma oral, em pacientes que a tenham previamente retirado ou que apresentem quadros que impossibilitem a absorção do contraste.

Pacientes colecistectomizados devem ser mantidos em decúbito direito durante todo o exame.

Pacientes que fazem usos de anticoncepcionais ou antibióticos terão as imagens prejudicadas.

A colangiografia endoscópica é realizada por meio da introdução, por via oral, de um tubo fino e flexível que porta uma microcâmera em sua extremidade (endoscópio), a qual possibilita a visualização da papila pela qual os ductos biliares, pancreáticos e do fígado desembocam no duodeno.

Através dela é introduzida uma delgada cânula, por meio da qual é injetado o contraste radiológico utilizado para estudar os canais biliares e pancreáticos.

Esse exame exige um jejum prévio de, no mínimo, seis horas.

O paciente deve informar ao médico as medicações que esteja usando, bem como a existência de alergias ou de doenças de que seja portador.

Antes do exame, o paciente receberá um sedativo que evitará que ele sinta dor e desconforto.

Em seguida, o paciente é deitado em uma mesa radiológica onde será feito o exame, o qual deverá durar entre uma e duas horas. Nesse tempo, o paciente é monitorado em seu ritmo respiratório e frequência cardíaca.

O paciente deve comparecer ao exame acompanhado, pois os produtos sedativos que receberá podem impedi-lo de se orientar sozinho.

As complicações da colangiografia endoscópica são raras.

A mais frequente é a pancreatite, mas podem acontecer também sangramentos, infecções, perfurações intestinais ou reações adversas aos sedativos.

Na colangiografia intra-operatória há a administração de contraste diretamente na árvore biliar durante a cirurgia de remoção da vesícula e são realizadas diversas imagens radiográficas que permitam a visualização dos ductos biliares.

A colangiografia pós-operatória é realizada com o objetivo de estudar os ductos biliares após a cirurgia de remoção da vesícula, como forma de diagnosticar e prevenir complicações causadas por cálculos residuais não detectados durante o procedimento cirúrgico.

Essa forma de colangiografia exige uma preparação prévia.

Durante a cirurgia é deixado no canal biliar principal um tubo em T (tubo de Kehr), pelo qual futuramente será injetado o contraste que permitirá o estudo da árvore biliar após a cirurgia de remoção da vesícula e possivelmente retirar os cálculos por meio de um cateter especial.

Este exame chama-se colangiorressonância, quando as imagens são obtidas por meio da ressonância magnética.

As principais contraindicações da colangiografia compreendem os casos de hipersensibilidade ao contraste, infecções do sistema biliar e níveis elevados de creatina e/ou ureia, que denunciam mau funcionamento renal.

sexta-feira, 11 de outubro de 2013

Dor abdominal crônica


É a dor abdominal que persiste por período maior que três meses de forma contínua ou intermitente.

Intermitente é quando "vai e volta".

É um quadro que se pode considerar a partir dos cinco anos de idade, época na qual a informação do paciente pode ser considerada como uma referência objetiva.

Estatisticamente dez por cento das crianças maiores de cinco anos apresentam esta queixa e dois por cento de adultos também!

Interessante deste quadro é que algumas vezes o paciente é levado até mesmo para cirurgia (com necessidade duvidosa) para "esclarecimento diagnóstico".

A causa mais comum de dores abdominais crônicas é "dor abdominal funcional", designação que nada define e deixa o paciente ainda mais preocupado.

Mas, vamos a algumas causas efetivas de dores abdominais crônicas: infecção urinária recorrente, endometriose (presença de células endometriais em locais fora do útero), cisto ovariano, cálculo renal, apendicite crônica (verdade: essa doença existe!), colecistite crônica (inflamação da vesícula biliar), hepatite crônica, pancreatite crônica, cânceres abdominais variados, doença de Crohn ( doença crónica inflamatória intestinal, que atinge geralmente o íleo e o cólon), câncer gástrico, enterocolite granulomatosa (doença infecciosa crônica dos cólons), hérnia de hiato, tuberculose intestinal, intolerância à lactose, infecção parasitária (por giardia, por exemplo), doença ulcerosa péptica (úlcera gástrica), aderências pós-operatórias, colite ulcerativa (doença inflamatória intestinal), epilepsia intestinal, edema angioneurótico familiar (forma de alergia, na sua maioria afetando as pessoas mais jovens, que provoca o inchaço localizado e pronunciado da pele, do revestimento do nariz, da boca, da garganta ou do trato digestivo), febre do Mediterrâneo familiar (doença inflamatória hereditária), alergia alimentar, púrpura de Henoch-Schöenlein (também conhecida como púrpura alérgica, é uma vasculite sistêmica = inflamação dos vasos sanguíneos, caracterizada pela deposição de complexos imunes contendo o anticorpo IgA na pele e no rim), intoxicação por chumbo, porfiria (distúrbios herdados ou adquiridos que envolvem certas enzimas participantes do processo de síntese do heme, grupo molecular que forma a hemoglobina, no sangue) e anemioa falciforme (doença hereditária que causa a malformação das hemácias, que assumem forma semelhante a foices).

Como se pode observar, as causas de dores abdominais são muito variadas e PRECISAM ser avaliadas por um médico!

quinta-feira, 10 de outubro de 2013

Episódio misto do humor


Características do Episódio: pequeno estudo em psicologia.

Um Episódio Misto caracteriza-se por um período de tempo (no mínimo 1 semana) durante o qual são satisfeitos os critérios tanto para Episódio Maníaco quanto para Episódio Depressivo Maior, quase todos os dias.

O indivíduo experimenta uma rápida alternância do humor (tristeza, irritabilidade, euforia), acompanhada dos sintomas de um Episódio Maníaco e de um Episódio Depressivo Maior.

A apresentação sintomática freqüentemente envolve agitação, insônia, desregulagem do apetite, aspectos psicóticos e pensamento suicida.

A perturbação deve ser suficientemente severa para causar prejuízo acentuado no funcionamento social ou ocupacional ou para exigir a hospitalização, ou é marcada pela presença de aspectos psicóticos.

A perturbação não se deve aos efeitos fisiológicos diretos de uma substância (por ex., droga de abuso, medicamento ou outro tratamento) ou de uma condição médica geral (por ex., hipertiroidismo).

Sintomas como os que são vistos em um Episódio Misto podem ser decorrentes dos efeitos diretos de medicamentos antidepressivos, terapia eletroconvulsiva, fototerapia ou medicamentos prescritos para outras condições médicas gerais (por ex., corticosteróides).

Essas apresentações não são consideradas Episódios Mistos e não contam para um diagnóstico de Transtorno Bipolar I.

Se uma pessoa com Transtorno Depressivo Maior recorrente, por exemplo, desenvolve um quadro sintomático misto durante um tratamento com medicamentos antidepressivos, o diagnóstico do episódio é de Transtorno do Humor Induzido por Substância, com Características Mistas, não se modificando o diagnóstico de Transtorno Depressivo Maior para Transtorno Bipolar I.

Algumas evidências sugerem a possível existência de uma "diátese" (ruptura) bipolar em indivíduos que desenvolvem episódios tipo misto após o tratamento somático para a depressão.

Esses indivíduos podem ter uma maior probabilidade de futuros Episódios Maníacos, Mistos ou Hipomaníacos não relacionados a substâncias ou tratamentos somáticos para a depressão.

Esta consideração pode ser especialmente importante no caso de crianças e adolescentes.

quarta-feira, 9 de outubro de 2013

Demência Devido a Traumatismo Craniano


A característica essencial da Demência Devido a Traumatismo Craniano é a presença de uma demência considerada uma conseqüência fisiopatológica direta de traumatismo craniano. O grau e o tipo de prejuízos cognitivos ou perturbações comportamentais dependem da localização e extensão da lesão cerebral.

Uma amnésia pós-traumática freqüentemente está presente, bem como um comprometimento persistente da memória. Uma variedade de outros sintomas comportamentais podem manifestar-se, com ou sem a presença de déficits motores ou sensoriais.

Esses sintomas incluem afasia, problemas de atenção, irritabilidade, ansiedade, depressão ou instabilidade afetiva, apatia, aumento da agressividade ou outras alterações da personalidade. A Intoxicação com Álcool ou outra Substância freqüentemente está presente em indivíduos com traumatismos cranianos agudos, e um concomitante Abuso ou Dependência de Substância pode estar presente.

O traumatismo craniano ocorre mais freqüentemente em homens jovens e tem sido associado a comportamentos de risco. Quando ocorre no contexto de um dano isolado, a Demência Devido a Traumatismo Craniano geralmente não é progressiva, mas repetidos danos cranianos (por ex., em lutadores de boxe) podem levar a uma demência progressiva (a chamada demência pugilística).

Um único trauma craniano seguido por um declínio progressivo na função cognitiva deve levantar a possibilidade de um outro processo sobreposto, tal como hidrocefalia ou um Episódio Depressivo Maior.

Cuidados simples podem evitar alergias oculares


Alergia ocular ocorre quando os olhos entram em contato com substâncias chamadas alérgenos.

Estima-se que afete cerca de 15 a 20% da população mundial.

São causas comuns: ácaros (animais microscópicos), poeira, pêlos de animais e pólen.

A alergia ocular é mais freqüente em pesssoas que sofrem de alergia em outras partes do corpo como asma, rinite e alergia de pele.

Quais os sintomas de alergia ocular ?

A irritação ocular, coceira, inchaço, lacrimejamento, e secreção ocular são achados comuns.

O aspecto dos olhos pode ser semelhante a uma conjuntivite bacteriana.

O exame oftalmológico é necessário para fazer o diagnóstico correto.

Como é feito o tratamento da alergia ocular ?

Existem vários medicamentos eficazes no controle dos sintomas da alergia ocular.

Os sintomas iniciam na infância e geralmente melhoram na adolescência.

Mais importante que os remédios, são os cuidados que o indivíduo alérgico deve tomar.

Quais os cuidados que o indivíduo alérgico deve tomar para evitar as crises ?

01) Identificação do alérgeno

02) Manter o ambiente sempre livre de pó.

03) Manter os ambientes arejados e com boa exposição ao sol - evitar o mofo.

04) Evitar objetos que acumulem poeira - cortina, carpete, tapete e bicho de pelúcia.

05) Forrar travesseiro e colchão co capas impermeáveis.

06) Evitar o uso de vassouras e espanadores - usar pano úmido.

07) Expor a roupa de cama ao sol e lavar com água quente.

08) Evitar ambientes com muito pó, fumaça ou com odores fortes.

09) Lavar roupas guardadas há muito tempo antes de usá-las.

10) Evitar animais domésticos

11) Evitar manipular objetos com muito pó - livros, documentos antigos, etc.

12) Evitar plantas com flores dentro de casa.

13) Mantenha o filtro do ar condicionado sempre limpo.

14) Evite coçar os olhos, pois isto estimula mais a alergia ocular.

15) Irrigar o olho com soro fisiológico gelado quando em contato com o alérgeno.

Identificadas 24 novas variantes genéticas relacionadas ao autismo


Cientistas da Universidade de Utah, em colaboração com vários grupos de todo os EUA, identificaram 24 novas variantes genéticas relacionadas ao autismo.

A pesquisa, publicada na revista Plos One, vai permitir o avanço dos métodos para a detecção precoce e tratamento da condição.

As variantes recém-identificadas foram descobertas com base em CNVs, trechos ausentes ou duplicados de DNA, e variantes de sequências genéticas originalmente encontradas em famílias multigeracionais de autismo.

A capacidade de replicar a associação com autismo em uma segunda população é um grande passo em frente na compreensão dos marcadores genéticos associados com a condição", afirma o pesquisador Mark Leppert.

A equipe avaliou 55 famílias com vários membros diagnosticados com autismo. Partindo dessas famílias, eles identificaram 153 CNVs com uma potencial ligação ao autismo.

Utilizando um chip personalizado de DNA para detectar CNVs, eles analisaram uma população de 3 mil pessoas com autismo e um grupo de controle de 6 mil, e identificaram 24 CNVs com taxa superior a 2,0. Isso significa que as pessoas com essas CNVs são duas vezes mais prováveis de ter autismo em comparação com um membro do grupo de controle.

Muitas dessas variantes genéticas podem servir como valiosos marcadores preditivos. Se assim for, elas podem tornar-se parte de um teste clínico que vai ajudar a avaliar se uma criança tem um transtorno do espectro do autismo", afirma o pesquisador Hakon Hakonarson.

O estudo indica a utilidade imediata clínica dos resultados devido ao grande tamanho da amostra. Os pesquisadores confirmaram alguns CNVs previamente publicados, além de identificar 24 novos.

A equipe acredita que os novos marcadores e aqueles anteriormente conhecidos poderiam fornecer o diagnóstico genético para até 10 a 12% das crianças com autismo.

Segundo eles, a pesquisa também vai permitir a identificação de potenciais caminhos bioquímicos que as empresas farmacêuticas poderiam usar para o desenvolvimento de novos medicamentos.

Fonte: Isaude.net

terça-feira, 8 de outubro de 2013

Dermatoses psicogênicas


No grupo das doenças cutâneas causadas ou influenciadas por fatores psíquicos, há que distinguir dois sub-grupos básicos: Dermatoses psicogênicas e dermatoses psicossomáticas.

Nas dermatoses psicogênicas, o quadro cutâneo é uma das manifestações, eventualmente, a inicial ou a mais evidente da sintomatologia.

Nas dermatoses psicossomáticas, há a interação entre manifestações cutâneas, organogenéticas e fatores emocionais.

Os fatores emocionais, indiscutivelmente, influenciam inúmeras dermatoses que de outro lado, atuam no estado mental.

Estes conceitos são bem definidos em Medicina.

A importância que a Medicina atual dá para o tema é impressionante, chegando alguns livros de Dermatologia estudados a afirmarem que todas as dermatoses apresentam algum grau de influência emocional.

Falando de estresse ou "stress".

A primeira vez, que se utilizou a palavra “stress” na área de saúde, foi pelo endocrinologista Hans Seyle em 1926.

Ele denominou “stress” ao conjunto de reações que um organismo desenvolve ao ser submetido a uma situação que exige esforço para adaptação, com a intenção de captar a reação ativa que se encontra no ser vivo, ante a um estímulo de “alarme”.

Reação de ataque e defesa.

Os anos se passaram e o conceito de “stress” evoluiu bastante, no entanto, o conceito de Seyle, ainda é bem atual.

Mas, Hahnemann já dizia no século XVIII, que o Homem vivia em condições inadequadas.

A doença é a manifestação de um desequilíbrio não resolvido, e tem como função a eliminação do que o pertuba, a fim de estabelecer a Homeostase.

A pele estabelece os limites do corpo, faz o contato com o meio exterior e reflete um fenômeno interior.

As doenças de pele, em geral, estão relacionados a problemas de contato com outros indivíduos e com seus próprios limites.

No Homem, as dermatoses psicogênicas abrangem as seguintes Síndromes:

Síndrome de Meadow: Ocorre em crianças nos primeiros anos que são levadas para consultas ou internações com quadros clínicos ou lesões produzidas pelos pais, geralmente pela mãe.

A suspeita diagnóstica, quando o quadro é cutâneo, é pelas lesões insólitas, como na dematite artefata.

Síndrome de Munchausen : Caracteriza-se pela mitotomia e peregrinação hospitalar.

O doente inventa doenças eventualmente produzindo lesões cutâneas e conseguindo sucessivas internações hospitalares e cirurgias.

Escoriações neuróticas: São lesões compulsivas produzidas com as unhas que o doente

justifica pela sensação incontrolável de prurido, queimação ou necessidade de remover algo da pele.

Ocorrem em neuroses ou depressões.

O doente refere a produção das lesões, mas não resiste ao impulso do trauma que o alivia da tensão.

O diagnóstico se faz pelo quadro clínico, excluindo-se sempre uma afecção cutânea primitiva.

Dermato-compulsões : Lavagem excessiva das mãos, onicofagia ( roer unhas), cutisfagia (morder as falanges), queilofagia (mordedura dos lábios), tricotilomania(arrancar os cabelos).

Dermatite factínea: A dermatite factínea é constituída por lesões cutâneas produzidas pelo doente e propositalmente negadas.

È de origem psicogênica, por conflitos ou outros fatores mentais, visando obter simpatia, atenção, compensação vantagem ou procurando preocupar, contrariar ou magoar familiares. Grande número de agentes são utilizados na produção de lesões, como soda cáustica e outros agentes químicos, lixas e numerosos instrumentos, como tesoura, facas, pinças, etc. O diagnóstico pode ser difícil e o doente pode, por meses ou anos iludir e manter a simulação.

Curativos oclusivos, solicitando-se ao doente não tocá-los, e efetuados de maneira que possa ser evidenciada qualquer manipulação, podem possibilitar o diagnóstico.

Dermatofobias: A dermatofobia é um estado fóbico obsessivo em que o doente pensa, imagina ou acredita que é portador de uma infestação ou infecção, que ocorre involuntariamente, persistente e pertubadora, a despeito de esforços e esclarecimentos para ignorar ou suprimir.

As principais dermatofobias são: Venerofobia, leprofobia, cancerofobia, bromidrofobia, aidsfobia, que são fobo-obsessões em que o doente acredita ser portador de doença sexualmente transmitida , lepra, câncer , suores fétidos ou infecções por HIV respectivamente.

Além destas tem também a Acarofobia em que o doente acredita ser portador de parasitos na pele. Há geralmente queixa de prurido ou picadas, e o doente, em estado alucinatório, retira fragmentos de pele, identificando-os como parasitos, inclusive levando-os ao médico para comprovação.

Dermatoses psicossomáticas:

Em toda a dermatose, pode haver a influência de fatores emocionais, porém, em alguns, estes fatores atuam sempre no desencadeamento e evolução das mesmas.

Estas dermatoses são classificadas como:

Dermatoses com componente cutâneo e emocional: Acne necrótica, prurido anogenital, prurido generalizado e neurodermatite localizada, que após causa desencadeante, o estado emocional leva a coçadura que determina liqueinificação (uma espécie de "engrossamento" da pele) cutânea, que agrava o prurido.

Nesta interação, há contínuo agravamento do quadro.

Dermatose com influência de fatores emocionais: Eczema atópico, rosácea, acne vulgar, líquen plano, hiperidrose, glossodínia, disidrose, urticária crônica , dermatite seborréica, rubor facial. Neste grupo devem ser incluídas as verrugas, cuja cura, pode ocorrer através de estímulos psicológicos, como diversos tipos de sugestões, por exemplo, promessas ou simpatias.

Dermatoses com eventual influência de fatores emocionais: Há uma série de dermatoses, que se classificam ligadas a fatores emocionais, mas podem apenas ser coincidentes.

Neste grupo estão a psoríase, alopecia areata, vitiligo, aftose e herpes simples. São afeções que, pela evolução ou pelos surtos, podem apresentar no seu decurso, um agravamento, melhora, ou recidiva, coincidindo eventualmente com reações emocionais.

Os quadros principais são de : Ansiedade, depressão e sintomas obsessivos compulsivos, que podem ser discretos não caracterizando a doença, mas influenciando a evolução da dermatose.

Tratamentos:

Os tratamentos alopáticos são fundamentados no emprego dos benzodiazepínicos( diazepan), anti-histamínicos( hidroxizine), anti-depressivos tricíclicos(ADT), que atuam inibindo a liberação e receptação da noradrenalina e serotonina.

Das drogas mais utilizadas temos a clomipramina(Anafranil, por exemplo) ou a Amitriptilina(Tryptanol, por exemplo).

Em estados depressivos, os medicamentos mais utilizados são os (I.S.R.S.), Inibidores Seletivos da Recaptação da Serotonina, que é a Fluoxetina (Prozac, Daforin e muitos outros).

Em casos resistentes, tem-se utilizado a associação de agentes potencializadores, como a Buspirona, o Clonazepan, o Lítio e a Clonidina.

Psicoterapia e tratamento homeopático também são MUITO recomendáveis!



Fontes: Dermatoses Psicogênicas - Marcos Eduardo Fernandes e Livros texto de Medicina Interna, Dermatologia e Psiquiatria.






Dor ocular


Esta queixa é relativamente comum em consultórios de clínica médica e de pediatria.

Pode ser descrita como uma dor aguda, persistente ou ocasional, latejante ou contínua, acentuada por luminosidade e pode ser superficial (na córnea) ou profunda (no fundo do olho).

Ela pode ser provocada por doenças locais ou sistêmicas (em outros órgãos e sistemas) e pode ser sinal de que algo grave está acontecendo.

A córnea é uma estrutura ricamente inervada e altamente sensível à dor.


Muitas enfermidades que atingem a própria córnea ou a câmara anterior do olho (veja gravura) podem desencadear dores por provocar contração da musculatura ciliar.

Quando acontece este espasmo a luz pode agravar a dor ocular.

As enfermidades que acomentem a dor ocular podem ser divididas naquelas que acometem diretamente a córnea e naquelas que causam uma dor chamada "referida" no olho.

Com relação à córnea, temos, por exemplo: Queratite por lente de contato, abrasão da córnea por corpo estranho ("cisco", por exemplo), queratoconjuntivite epidêmica viral, herpes-zooster oftálmico, queratite de Welder por UV (exposição a raios ultra-violeta), glaucoma, uveíte anterior, neurite óptica, celulite orbital (infecção das células no "em torno" dos olhos), esclerite.

Com relação às causas para dores referidas: cefaleia em salvas ou enxaqueca (muito, mas muito comum!) e sinusites.


Em qualquer caso SEMPRE procure um oftalmologista!