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sábado, 29 de junho de 2013

Apendicite


Apendicite é uma inflamação (geralmente aguda) do apêndice intestinal, uma pequena bolsa alongada, de fundo cego, em forma de um dedo de luva, de mais ou menos 10 centímetros de comprimento, localizada na transição do intestino grosso com o intestino delgado.

Sua parede contém tecido linfático que participa do sistema imunológico, produzindo anticorpos, mas o órgão aparentemente não parece fazer falta quando é retirado cirurgicamente.

Seu interior contém bactérias e produz um suco que ajuda no processo de digestão. Não se conhece bem as funções do apêndice e alguns creem mesmo que ele seja um órgão em extinção.

A apendicite afeta cerca de 7% da população em algum momento de suas vidas e, embora seja muito mais comum na adolescência, pode ocorrer em qualquer fase da vida.

A cirurgia para remover o apêndice infectado é o tipo de cirurgia abdominal mais frequente.

A existência de apendicites crônicas é discutível e muitos acreditam que elas sejam apendicites subagudas repetitivas; mas, o nome, na verdade, tanto faz.

Em sua maior parte, os casos de inflamação do apêndice intestinal são devidos a uma obstrução do seu lúmen (parte interna do tubo intestinal) por partículas de fezes ou outras massas sólidas que dificultam o seu esvaziamento.

Em alguns casos, ele pode ser obstruído por cálculos biliares; aumento dos gânglios linfáticos próximos (devido a inflamações intestinais) ou tumores (raramente).

Essas obstruções causam distensões das paredes do apêndice, levando a inflamações, infecções, isquemia, dor e necrose.

Pode acontecer também que bactérias presentes na luz do apêndice produzam gases que o distendam anormalmente, gerando idênticas consequências.

Outros casos parecem ser devidos a uma infecção direta do apêndice.

Os sintomas clássicos da apendicite, que na sua integralidade só ocorrem numa minoria de casos, são:

•Dor abdominal de intensidade diversa, localizada principalmente na fossa ilíaca direita.

•Náuseas e vômitos.

•Febre (às vezes de baixa intensidade).

•Distensão abdominal.

•Mudança dos hábitos intestinais.

•Incapacidade de eliminar gases.

•Inapetência.

Estes sintomas geralmente se agravam com a progressão da doença.

Se o apêndice se romper, pode gerar peritonite e mesmo septicemia (infecção generalizada), com os sintomas correspondentes.

As apendicites com sintomas escassos são mais frequentes em idosos e crianças pequenas.

Muitas vezes as apendicites exibem sintomas atípicos (principalmente dores em locais incomuns) porque o apêndice pode ter localizações atípicas raras.

Todos ou alguns sinais clínicos que acompanham as crises e que normalmente são de conhecimento do médico (sinal de Rovsing, sinal de Blumberg, sinal do psoas, sinal do obturador) geralmente estão presentes.

O diagnóstico de apendicite em geral é fácil, mas pode tornar-se mais difícil quando os sintomas que ela apresenta não são típicos.

A história clínica do paciente fornece um primeiro indício e certos sinais semiológicos são um importante recurso para complementar o diagnóstico:

•Sinal de Rovsing: palpação do quadrante inferior esquerdo do abdome resulta em dor no quadrante inferior direito.

•Sinal de Blumberg: presença de dor durante a descompressão súbita da parede abdominal.

•Sinal do músculo psoas: estando a pessoa em decúbito lateral, de costas para o examinador, aparece uma dor acentuada ao distender a perna superior.

•Sinal do músculo obturador: paciente em decúbito dorsal; flexão passiva da perna sobre a coxa e da coxa sobre a pelve; rotação interna da coxa. Se aparece dor, o sinal é positivo.

O toque retal pode revelar uma sensibilidade anormal à dor, do lado direito do abdome.

Os exames de sangue podem mostrar um acentuado aumento dos leucócitos.

O exame de urina pode mostrar alterações pelo contato do apêndice inflamado com o ureter e a bexiga.

Quanto aos exames de imagem, a ultrassonografia e a tomografia computadorizada de abdome revelam se há ou não espessamento do apêndice e a presença de pus ao seu redor (abscesso).

Além disso, estes exames servem também para excluir outras doenças que podem ser confundidas com a apendicite. Uma laparoscopia exploratória pode também ser realizada.

A melhor maneira de “tratar” uma enfermidade é preveni-la, mas não há como prevenir a apendicite.

Uma vez diagnosticada ela deve ser tratada rapidamente, dentro de, no máximo, 2 ou 3 dias, sob risco de complicações sérias.

Depois de iniciada a apendicite não há terapêutica capaz de revertê-la e o único tratamento radical consiste na retirada do apêndice, seguida da administração de antibióticos.

O método mais indicado para a apendicectomia (retirada do apêndice) é a cirurgia por videolaparoscopia, que permite uma recuperação mais rápida e tem um melhor efeito estético.

No caso de haver abscesso, um dreno deve ser colocado e deixado no local, para esvaziar o pus.

Não devem ser tomados laxativos para possíveis constipações intestinais porque eles podem favorecer o rompimento

A apendicite em si é uma enfermidade relativamente simples; no entanto, suas possíveis complicações são potencialmente graves e podem, inclusive, resultar em morte.

Entre outras, podem ocorrer perfuração do órgão para a cavidade peritoneal; peritonites; coagulações intravasculares disseminadas e septicemias; abscessos bacterianos e tromboses da veia porta.

A apendicite não complicada geralmente evolui bem e o paciente tem uma recuperação total.

A recuperação dos pacientes operados por cirurgia laparoscópica é mais rápida do que os operados por incisão abdominal e eles poderão ter alta até mesmo no dia seguinte à cirurgia.

Nos operados pelos meios tradicionais, a internação pode durar dois ou três dias ou até mais, se houver complicações. As atividades esportivas podem ser retomadas após três meses.

Se ocorrer peritonite ou septicemia, a apendicite evoluirá com os sintomas correspondentes e a recuperação pode ser bem mais difícil e até mesmo resultar na morte. Isso, no entanto, é raro.

sexta-feira, 28 de junho de 2013

Importação de Médicos Estrangeiros


Há cerca de sete anos eu me interessei em migrar para o Canadá, como médico.

Há uma espécie de "oferta" de vagas para médicos de alguns países (não todos) para que migrem para lá, em função da falta (real) de profissionais para dar conta de atender a população de cerca de 35 milhões de pessoas, de acordo com estimativas de 2010, espalhada por quase 10 milhões de Km quadrados, mas concentrada em lugares mais populosos em função das características geográficas daquele País, que se estende do Atlântico ao Pacífico e tem muitas etnias encontradas em dez províncias e três territórios, no segundo maior País do Mundo.

Eu dei início à minha investida e me deparei com um rigoroso mecanismo de avaliação quanto a questões completamente pertinentes para que um médico possa atuar em território canadense, já que, como todos sabem, médicos lidam com vidas e precisam estar devidamente preparados para socorrer e preservar as vidas das quais ele venha a cuidar.

É necessário uma avaliação da capacidade de comunicação, aferida pelo conhecimento de uma das duas línguas oficiais do Canadá: inglês ou francês. Neste caso é fundamental a absoluta fluência, evidentemente.

Da mesma maneira é necessária a absoluta fluência em... Medicina! Óbvio!

Assim, apto para exercer suas tarefas como Médico de Família, responsável por um determinado número de famílias (pessoas) em uma determinada área, o médico, após passar por todas as provas necessárias para comprovar suas capacidades e habilidades, processo que dura cerca de um ano, ainda há a necessidade de um período de adaptação, que ainda tem características probatórias, o Médico poderá iniciar seu exercício em território Canadense.

E isto acontece com o recebimento, por parte do Médico, de um salário DIGNO, em moeda local, dólares canadenses.

Normalmente, tais profissionais ficam responsáveis por aquilo que chamamos de atendimento primário à população.

Evidente que há casos de profissionais que migram para lá visando o campo de pesquisas ou investigação científica, como em qualquer lugar do Planeta, até mesmo no Brasil (!), como pude presenciar na UNIFESP.

Mas, aí não é o caso para se comparar com qualquer traço de "importação de médicos", como querem fazer aqui, em nosso País!

Citei o caso de minha pequena e frustrada experiência com o Canadá, já que desisti, por uma série de fatores de cunho pessoal, apenas para recordar que um País sério aceita, sim, qualquer profissional de outro País para trabalhar em suas fronteiras.

Isso é evidente e necessário em vários casos!

Mas, por ser sério, o País, a Nação, faz uma seleção extremamente minuciosa de quem irá poder trabalhar com sua população.

E nesta seleção estão incluídas as avaliações de conhecimento técnico e linguístico apurados, além da adequação efetiva para a realidade do próprio País, sem o que não é possível exercer a medicina com correção sem colocar em risco a vida humana.

Isto, apenas isto, é o mínimo para começar a pensar em colocar Médicos estrangeiros aqui, em nosso País.

Não adianta arrebanhar profissionais, como se fosse desesperadora a situação de "falta de médicos" no Brasil e disparar para as regiões mais remotas tais colegas de profissão, para "salvar a Pátria" em função de ausência de médicos (sic) em tais localidades. Parece-me uma atitude populista (posso estar enganado?)

O que tem sido veiculado é que virão Médicos que não serão submetidos às necessárias provas de avaliação REGULAMENTADAS PELO PRÓPRIO GOVERNO para o "trabalho de campo" (esta expressão é minha, mesmo!).

O buraco da Saúde, assim como o da Educação, é muito, mas muito mais fundo do que simplesmente, como se fosse regime de guerra, cobrir espaçoes com Médicos de fora do País.

Li uma série enorme de dados estatísticos, a partir de estudos sérios do Conselho Federal de Medicina (CFM) e outras Instituições que SÃO SÉRIAS efetivamente, que demonstram que não faltam médicos no País!

Na expressão do CFM: "A noção de que faltam médicos no Brasil parece orientar o diagnóstico de algumas autoridades públicas responsáveis pelas políticas de saúde".

E, ainda: "A carência ou ausência de médicos nos serviços públicos têm sido apontadas como os principais problemas da saúde em diversas pesquisas de opinião".

E mais: esta história de "importar médicos cubanos" não é nova!

Mas, quando se fala de carência de médicos, temos de analisar o problema com lupas ou microscópios, ou, talvez, com lunetas ou telescópios. É tudo questão de pontos de vista!

É assim: Médicos NÃO TRABALHAM SOZINHOS! Eles precisam de para-médicos, de uma equipe de profissionais em conjunto com eles para que a Saúde funcione! (Nem por isso sou contra o "Ato Médico": sou a favor, que ninguém me escute!)

Então, só para começar, se "alguém" pretende colocar médicos nos recônditos espaços vazios de médicos do mapa do Brasil, precisará colocar, também, enfermeiros(as)- [entenda-se auxiliares e etc], fisioterapeutas, biomédicos, técnicos de RX, de laboratório, pessoal administrativo (pelo menos o básico) e a estrutura física, que inclui construções adequadas, laboratórios, ambulatórios, hospitais para atendimento secundário, etc, etc, etc e tal!

Tudo bem! Você, é você mesmo! Você quer colocar mais médicos onde? Em São Paulo, em Belo Horizonte, Rio de Janeiro, Vitória, Salvador, Porto Alegra, Fortaleza, Manaus, Recife, Florianópolis, onde afinal?

Pois saiba que estas capitais TODAS têm, de acordo com o CFM "taxa de dois médicos por 1.000 habitantes", que é um número respeitável, diante, inclusive da Organização Mundial de Saúde na relação médico/população.

Estas capitais NÃO PRECISAM DE MAIS MÉDICOS!

Então, por qual razão você é atendido de forma inadequada no SUS ou mesmo no seu Convênio? Por qual razão você espera duas, três, quatro, cinco, seis horas em um pronto-socorro?

Eu falei: o buraco é MUITO MAIS FUNDO!

Mas, acredite: não é por falta de médicos!

É por erro de estrutura! E isso pode gerar um debate de dias, semanas ou mesmo meses e anos, pois a estrutura está completamente corroída e não é de agora!

Em 1976, quando eu comecei meu curso de Medicina, escutei um "profeta" (desculpe a brincadeira, caro Doutor!) chamado Gonçalo Vecina Neto, que, no mesmo ano cursava o sexto ano de medicina, na mesma Faculdade que eu dizendo em uma assembléia de alunos, que a Medicina estava sendo sucateada por grupos médicos!

Eu achei aquilo muito, mas muito interessante, tanto que está gravado em minha mente e carrego comigo esta opinião que, pelo menos naquele momento político (lembram da ditadura, repressão e coisa e tal? então, eu sou daquela época!) representava a extração de recursos médicos, de capital mesmo, de dinheiro - falando mais claramente - para um grupo de médicos (ou não) empresários que dominavam (e dominam) a medicina no País, explorando médicos e pessoal paramédico de modo geral.

Nossa! Então o problema é antigo? Isso, mesmo! Já existe há muito, mas muito tempo!

A desestruturação da Saúde e da Educação em nosso País vem de épocas imperiais! Sempre foram deixadas para segundo, terceiro ou quarto planos de importância! E não me digam que algo de CONCRETO foi feito, pois não há sustentação para que eu acredite nisso!

As lutas de muitos médicos sanitaristas (Osvaldo Cruz e Carlos Chagas devem ser citados) para institucionalizar a Saúde como prioridade no Brasil são dignos exemplos de idealistas que fizeram enorme esforço para que o POVO recebesse algo de melhor em termos de PREVENÇÃO e de atendimento dígno, que é, no final das contas o mais importante para a vida de todos nós. Mas...

Bom eu falei de CAPITAIS! Elas têm uma estrutura relativamente bem definida, para quem se colocar a observar um pouco que seja.

Veja só: o SUS (rede pública), os Grupos Médicos (rede conveniada) e a estrutura de atendimento particular.

Fica claro que o SUS é para "todos" - é a medicina para o povo e a ideia é fantasticamente correta, iniciada por um idealista, que deu à luz uma estrutura que seria financiada pela CPMF (lembra dela?: A Contribuição Provisória sobre Movimentação ou Transmissão de Valores e de Créditos e Direitos de Natureza Financeira - uma "contribuição" destinada especificamente ao custeio da saúde pública, da previdência social e do Fundo de Combate e Erradicação da Pobreza), Dr. Adib Jatene.

Mas, idelismos, neste Planeta, são fadados ás decepções, veja:

Quando perguntado se sua saída do Governo FHC teve relação com a CPMF, Jatene respondeu:

“Teve relação direta. Eu disse ao presidente Fernando Henrique que precisava de recursos. Ele pediu para falar com o Pedro Malan [ministro da Fazenda]. O Malan me disse que, em dois ou três anos, daria o dinheiro que eu precisava. Não podia esperar tanto tempo. Propus a volta do imposto sobre o cheque, que se chamava IPMF e havia sido extinto em 94. O presidente disse: ‘Você não vai conseguir aprovar isso.’ Respondi: Posso tentar? Ele autorizou. Pedi o compromisso dele de que o orçamento da Saúde não seria reduzido. A CPMF entraria como o adicional. E ele: ‘Isso eu posso te garantir’. Depois da aprovação, a Fazenda reduziu o meu orçamento. Voltei ao presidente. Disse: no Congresso, me diziam que isso ia acontecer. Eu respondia que não, porque tinha a sua palavra. Se o senhor não consegue manter a sua palavra, entendo a sua dificuldade. Mas me faça um favor. Ponha outro no meu lugar. Foi assim que eu saí, em novembro de 96."
(fonte: wikipedia)

Como se pode ver, a Saúde NÃO É UMA DAS PRIORIDADES DESTE PAÍS! Em todas as gestões fica para um plano inferior de importância. A CPMF caiu, por força das pressões populares, em 2007 (lembra?).

Eu não acho que a CPMF seria a "salvação" para a Saúde! Acredito que não é preciso criar mais um imposto (contribuição) para que a Saúde receba recursos financeiros em um País tão rico. Acredito que é IMINENTE acabar com a corrupção! Isso devolveria rios de dinheiro para os dois setores mais importantes de uma sociedade Saúde e Educação.

Aliás gosto desta frase: "Pago impostos o tempo todo e o Governo ainda me chama de contribuinte."

Fica claro, também, que Grupos Médicos servem, sim, a um enorme número de pessoas que PAGAM, todos os meses, para ter alguma segurança em níveis ambulatorial, hospitalar e laboratorial. De acordo com o IBGE, "calcula-se que 25,7% das mulheres e 23,0% dos homens brasileiros estejam cobertos por um plano de saúde". é um número de pessoas expressivamente grande, cerca de quarenta por cento da população está "protegida" por um seguro saúde ou um convênio médico.

Estas pessoas deveriam estar satisfeitas com a "proteção" que os grupo médicos oferecem, mas como em todos os casos da Vida, nem todos ficam satisfeitos ou contentes com o serviço! Há quem "passeie por vários médicos ou hospitais" sem que sejam adequadamente atendidos e ficam, certamente decepcionados! Qual a razão? Há muitas possibilidades e, só para citar exemplo, despreparo profissional, falta de condições de trabalho, baixa remuneração (ah, eu não tinha dito ainda: médicos e para-médicos são, na maioria das vezes pouco remunerados pelos seus serviços, o que constitui, em minha opinião UMA VERGONHA [desculpe, Boris Casoi, pela apropriação de seu jargão!]). Mas, estou citando apenas uma parcela bem pequena dos problemas que existem numa estrutura altamente complexa e, em alguns casos defesada...

Há, ainda o atendimento privado. Esta parcela pequena de estrutura atende "privilegiados" ou pessoas que muitas vezes fazem sacrifícios para serem atendidas por um médico de confiança. É falível como é qualquer estrutura, mas certamente dá uma assistência de qualidade teoricamente superior para quem a procure e não se restringe a serviços estéticos, como gostam de afirmar algumas pessoas que não compreendem bem este setor.

Só que este setor realmente não necessita ser foco de nossa análise.

O que resta para pensar e refletir (de verdade) são os dois primeiros.

O que falta para o SUS funcionar? RECURSOS DE VERDADE! E neste quesito devem ser consideradas uma bela série de fatores, como estrurura dos atendimentos primário (ambulatório, medicina familiar, laboratórios descentralizados, etc), secundários (hospitais gerais e estruturas paralelas a eles) e terciário (hospitais de especialidades - gineco, obstetrícia, cardio, ortopedia, traumato, oftalmo, etc e tal).

Pois é: dê uma "voltinha" por aí e veja a estrutura da esmagadora maioria das Unidades de Saúde, dos laboratórios, centros de atendimento em fisioterapia, atendimentos a pacientes psiquiátricos, enfim, todos os Aparelhos Públicos e constate com seus olhos e ouvidos se tudo é tão bonitinho como mostram as propagandas na TV.

Faça isso nas capitais! Depois, por sugestão, vá às cidades menores e verifique as mesmas coisas.

Por fim, se quiser e puder, claro, vá ao "fim do mundo" das cidades e localidades mais perdidas por aí, para ver como são literalmente sucateadas as Unidades de Atendimento.

Mas, quando falo de "fim do mundo" não estou me referindo ao Alto Araguaia, nem mesmo às Aldeias Ribeirinhas do Amazonas e Afluentes! falo do interior de São Paulo, Minas Gerais, Goiás, Paraná, Rio Grande do Sul, Santa Catarina...

Veja lá, se tem equipamentos e condições para trabalhar com dignidade, por favor!

E, se não tem nesses locais, imagine no Alto Araguaia ou nas regiões mais "afastadas" do Amazonas, Pará, etc...

Já que você vai, aproveite para questionar quem se aventure a trabalhar nestas bandas, feito heróis e heroínas, quanto eles recebem pelo seu trabalho!

Pergunte para os médicos, já que você se arriscará a ir, quanto eles recebem pelos seus trabalhos.

Aí pergunte a si mesmo: será que eu mesmo conseguiria me submeter a trabalhar em condições tão "favoráveis" assim?

Assim você pode entender a razão pela qual muitos médicos têm a preferência de se instalar em grandes centros urbanos, apesar das dificuldades encontradas também neles.

Há muito mais a ser escrito, dito, discutido, refletido, embalado em sonhos, mas, só para ilustrar diferenças, leia como são curiosas as difenrenças entre as estruturas do Brasil e Cuba, num trecho de um texto da Folha de São Paulo, de Patrick Symmes: "Em Cuba, o salário médio é de US$ 20. Médicos chegam a ganhar US$ 30, e muitas outras pessoas ganham só US$ 10."

Pois é... talvez seja pior do que aqui...

Veja mais uma coisa curiosa, extraída da Folha de São Paulo (por coincidência), num depoimento à repórter Cyneida Correia: "Nascido e formado em Cuba, Josué Jesús Matos, 46, chegou ao Brasil em 1997, num dos primeiros grupos de médicos cubanos que trabalharam no país. Matos atuou no interior de Roraima, se casou e voltou a Cuba com a mulher brasileira. Depois de pouco tempo na ilha, retornou ao Brasil e foi eleito prefeito de Mucajaí (a 60 km de Boa Vista)."

Interessante, não é mesmo?

Então: vamos pensando! Será que é disso, mesmo, que o Brasil precisa?

quinta-feira, 27 de junho de 2013

Osteoporose


A osteoporose é a doença metabólica mais comum.

Ela faz parte do envelhecimento normal e é mais comum em mulheres do que em homens.

Caracteriza-se pela diminuição da massa óssea e desenvolvimento de ossos ocos, finos e de extrema sensibilidade, que ficam mais sujeitos a fraturas, seja por pequenos traumas ou espontaneamente.

A osteoporose se deve à brusca diminuição da absorção do cálcio, devido à queda na produção de estrógenos que ocorre na menopausa.

Como os homens também produzem estrógenos (embora em muito menor quantidade que as mulheres), a osteoporose também pode afetá-los, embora o faça em número muito menor (4:1).

São várias as causas e os fatores favorecedores da osteoporose.

As principais são: menopausa, história familiar, constituição física magra, raça branca ou asiática, baixa ingestão de cálcio, diabetes mellitus, falta de exposição ao sol, pouca atividade física, hábito de fumar, consumo de álcool e café e doenças crônicas debilitantes.

Aproximadamente 80% dos pacientes são portadores de osteoporose da pós-menopausa ou de osteoporose senil e nos 20% restantes pode ser identificada outra condição ou doença da qual a osteoporose é secundária.

A osteoporose é uma doença de progresso lento e raramente apresenta sintomas. Se não forem feitos exames periódicos de controle (de sangue e de massa óssea), a primeira manifestação dela costuma ser uma fratura óssea na ausência de traumas ou ante traumas insignificantes, acompanhadas dos sintomas que lhes corresponde.

Os ossos mais vulneráveis às fraturas, em virtude de serem os mais submetidos a grandes cargas, são os da coluna, punhos, bacia e o fêmur.

As fraturas de bacia são as de mais difíceis correções e podem levar a invalidez permanente.

Todas as demais, em vista do estado degenerativo dos ossos, são de difícil consolidação e podem exigir cirurgias e aplicação de próteses.

A osteoporose pode, também, provocar deformidades ósseas e reduzir a estatura do doente.

O diagnóstico e o tratamento precoces da doença são fundamentais para a prevenção das fraturas.

O diagnóstico precoce faz-se através de uma densitometria óssea, que permite identificar as categorias e avaliar o risco de fraturas.

Em geral, a densitometria óssea avalia sobretudo a densidade dos ossos da coluna, quadril e pulsos.

Podem ser feitas avaliações laboratoriais e radiografias da coluna dorsal e lombar de perfil, para rastrear a presença de deformação vertebral, entre outros exames.

Embora as lesões estabelecidas não tenham cura, a evolução da osteoporose pode ser retardada por medidas preventivas, como exercícios físicos regulares; dieta com alimentos ricos em cálcio (leite e derivados, por exemplo), verduras (como brócolis e repolho), camarão, salmão e ostras; reposição hormonal quando bem indicada na menopausa.

As fraturas às quais a osteoporose pode levar são as ocorrências mais sérias.

Deve-se ter em conta que uma fratura em uma pessoa idosa implica num risco significativo de complicações e que as fraturas devido à osteoporose, em geral, são graves e deixam sequelas.

Acredita-se que ela possa ser acelerada nos fumantes, consumidores de café em excesso, nos diabéticos e naqueles que têm uma atividade física inadequada (exagerada ou ausente).

quarta-feira, 26 de junho de 2013

Seu filho precisa emagrecer? Fale com cuidado sobre o assunto!


Pais que queiram falar sobre controle de peso com seus filhos devem ser cuidadosos e atenciosos.

Abordar o tema da maneira errada pode ter o efeito contrário e fazer com que eles adquiram hábitos insalubres.

Entre esses hábitos podem surgir comportamentos como a alimentação compulsiva, a realização de dietas malucas e outros problemas.

Para evitar isso, pais devem iniciar uma conversa focada na saúde, e não na aparência do filho.

Falar sobre os benefícios que frutas e verduras trarão para o bem estar e a saúde será mais eficiente do que dizer que o filho precisa emagrecer.

Também é interessante que os pais assumam hábitos alimentares mais saudáveis.

Assim eles incentivam o filho de forma positiva e também se beneficiam.

terça-feira, 25 de junho de 2013

Otimismo pode melhorar a Saúde!


A literatura médica mostra que o sentimento de otimismo pode influenciar melhores resultados de saúde. Porém, existem pesquisadores que ainda não sabem se o otimismo realmente influencia a saúde ou se ocorre o contrário.

Para avaliar isso, pesquisadores observaram a associação entre a concentração de antioxidantes no corpo e o otimismo. Antioxidantes são compostos que ajudam o corpo a combater doenças ao neutralizar os radicais livres.

A análise das taxas observadas nos participantes da pesquisa mostrou que pessoas otimistas tinham níveis mais altos de carotenóides, uma forma de antioxidantes muito eficaz na redução de dano celular.

Assim, os pesquisadores concluem que é possível que o otimismo preceda a boa saúde e até mesmo a incentive. Mas é bom lembrar que o otimismo em si pode levar as pessoas a buscarem hábitos mais saudáveis.

A pesquisa foi publicada no periódico Psychosomatic Medicine.

segunda-feira, 24 de junho de 2013

Parto em casa


Segundo estudo publicado na revista científica British Medical Journal, os partos caseiros podem ser mais seguros do que os realizados em hospitais, especialmente na segunda gestação.

Realizado por pesquisadores holandeses, o estudo envolveu cerca de 150 mil mulheres com gravidez de baixo risco na Holanda que deram à luz entre 2004 e 2006. Entre elas, 92.333 tiveram bebês em casa e 54.419 foram atendidas no hospital.

De acordo com os pesquisadores, no geral, o risco de complicações severas é de um em mil para partos caseiros e 2,3 em mil para partos nos hospitais.

Entre as gestantes de baixo risco, as chances de necessitarem de tratamento intensivo e transfusão de sangue eram de 2,3 por mil em partos caseiros e 3,1 por mil para partos de hospital.

Já em mulheres em uma segunda gestação, o risco de complicações severas era menor em partos domiciliares, sendo o risco de hemorragia pós-parto de 19,6 por mil, em comparação com 37,6 por mil para mulheres atendidas no hospital.

sábado, 22 de junho de 2013

Desvio de septo nasal


O septo nasal é a parede que separa as duas narinas.

Normalmente, se localiza na posição medial do nariz, separando-o em duas cavidades iguais.

Fala-se que o septo está desviado se ele tem um formato anormal, tornando desiguais as duas cavidades e se localizando fora da linha medial do rosto.

Em alguns casos, isso pode causar dificuldades respiratórias e em geral favorece o aparecimento de patologias nasais, sobretudo inflamatórias ou infecciosas.

Alguns desvios de septo nasal são congênitos e estão presentes desde o nascimento; outros são adquiridos, muitas vezes, após traumatismos do nariz.

As manifestações mais importantes do desvio do septo nasal são:

•Dificuldades para respirar.

•Dor de cabeça.

•Sangramento nasal.

•Roncos.

•Apneia do sono.

Além disso, os desvios do septo nasal podem interferir na fisiologia da respiração, prejudicando a sua qualidade.

O desvio de septo nasal pode ser tratado por meio de uma septoplastia, um tipo de cirurgia corretiva.

De preferência, essa cirurgia deve ser feita no final da adolescência, quando o nariz já terminou seu crescimento, mas se o distúrbio causar grande incômodo ou representar um sério transtorno, ela pode ser realizada mesmo na infância, embora, feita nesta fase, o desvio possa retornar.

Ela pode ser realizada isoladamente ou ser combinada com outras técnicas para corrigir problemas nasais que costumam acontecer juntamente com os desvios de septo (turbinectomias, rinoplastias, sinusectomias).

Trata-se de uma cirurgia que habitualmente é realizada em um hospital, sob anestesia geral.

O procedimento não complicado demora cerca de uma hora e o paciente pode ter alta no mesmo dia ou, no máximo, no dia seguinte.

Muitos pacientes usam um descongestionante nasal para aliviar o sintoma de entupimento no nariz, mas essas medicações criam uma espécie de “vício nasal” e o nariz passa a só funcionar bem com elas.

Aqui se trata como "complicações" as evoluções pós-operatórias desagradáveis, mas não inesperadas, algumas delas motivadas por fatores incontroláveis, como o tipo de cicatrização do paciente, suas tendências genéticas a reações físicas ou psíquicas, etc.

As complicações mais comuns da septoplastia são: infecções, sangramento nasal, perfuração de septo e diminuição do olfato. Atualmente, essas “complicações” são muito raras, graças à adoção de medidas profiláticas.

E se o desvio do septo nasal não for corrigido?

Em alguns casos pode haver dificuldade para respirar, por uma ou por ambas as narinas.

O desvio do septo nasal não corrigido cria predisposição para muitas patologias nasais, como sinusites, respiração bucal, cansaço, dificuldade para dormir bem, roncos e babação noturna.

No pós-operatório:

• Pode acontecer, após a cirurgia, o retorno do desvio à sua posição pré-operatória, sobretudo se ela foi feita em uma idade precoce.

• Deve-se tomar uma medicação antibiótica para evitar infecção.

• Deve-se lavar delicadamente o nariz por dentro, para evitar a formação de crostas e aderências.

• Retornar à consulta para revisão, sempre que o seu médico recomendar.

• A recuperação completa após a rinoplastia dura uma semana, em média.

sexta-feira, 21 de junho de 2013

O temperamento explosivo do seu filho é normal?


Seu filho faz muita birra?

Crianças pirracentas demais e com temperamentos explosivos podem sofrer de um distúrbio de desregulação do humor.

O diagnóstico desse transtorno é novo, sendo incluído entre as diretrizes psiquiátricas com o objetivo de reduzir a quantidade de diagnósticos equivocados de transtorno bipolar entre crianças, que cresceu 40% entre os anos de 1994 e 2003.

Como a bipolaridade é tratada com medicamentos fortes, o novo diagnóstico pode evitar esse processo e promover cuidados médicos mais específicos e adequados para esses pacientes.

O distúrbio foi publicado na edição mais recente do Diagnostic and Statistical Manual of Mental Disorders (DSM).

quinta-feira, 20 de junho de 2013

Pólipos Nasais


Pólipos nasais são pequenos crescimentos benignos de tecido inflamado na camada mucosa do nariz ou dos seios nasais, que fazem saliências para dentro deles.

Começam geralmente perto dos seios etmoidais, situados na parte superior interna do nariz e se espalham para áreas abertas.

Eles podem variar em tamanho, formato, coloração e localização, serem uni ou bilaterais e podem se localizar em diferentes regiões do nariz e dos seios da face.

Podem ser únicos ou múltiplos ou confluírem formando verdadeiros “cachos”.

As causas dos pólipos ainda não foram totalmente esclarecidas.

Sabe-se apenas que uma inflamação crônica favorece a ocorrência deles.

Assim, pessoas com dificuldades para respirar, infecções crônicas dos seios nasais, asma, fibrose cística, doença mucociliar e rinite alérgica têm maior propensão a terem pólipos nasais.

Frequentemente, a polipose nasal vem junto com as alergias, mas há também casos de doenças genéticas associadas.

Os principais sinais e sintomas dos pólipos nasais são:

•Protuberâncias dentro das cavidades nasais.

•Respiração pela boca.

•Nariz entupido.

•Diminuição ou perda do olfato.

•Corrimento nasal, também conhecido como coriza nasal.

•Secreção constante na garganta.

•Alterações no paladar.

•Cefaleia (dores de cabeça).

•Sensação de pressão facial.

•“Resfriado duradouro”.

No exame físico direto, podem ser vistas massas acinzentadas similares a uma uva nas cavidades nasais.

A endoscopia nasal (exame que permite acesso e visualização de todas as cavidades nasais) é, pois, um exame essencial.

O endoscópio nasal, introduzido pelo nariz, é um tubo iluminado (rígido ou flexível), que contém em sua extremidade uma minicâmera que permite ver o interior das fossas nasais e que transmite imagens (que podem ser gravadas), a um monitor.

A tomografia computadorizada dos seios nasais registra sinais acinzentados indicativos dos pólipos e revela também o estado dos seios da face.

A polipose nasal não tem cura e o tratamento deve ser realizado pelo resto da vida, com lavagens nasais abundantes com soro fisiológico, várias vezes ao dia, para evitar a inflamação nasal.

Os tratamentos medicamentosos ajudam a aliviar os sintomas, mas não eliminam os pólipos nasais. Pode-se usar sprays de corticoides nasais para aliviar a obstrução nasal.

Corticosteroides orais também podem ajudar no manejo de alguns sintomas.

No entanto, os antibióticos só devem ser usados se houver uma infecção bacteriana associada e devem ser prescritos por um médico assistente.

Algumas pessoas podem necessitar de cirurgia endoscópica dos seios paranasais para retirar os pólipos, mas a cirurgia permite apenas que a doença fique controlada por um tempo maior.

Quase sempre os sintomas retornam quando o tratamento é interrompido e os pólipos reaparecem, mesmo se extirpados cirurgicamente.

A redução ou perda do olfato costuma ser irreversível.

Podem ocorrer sangramentos nasais e as infecções são facilitadas.

quarta-feira, 19 de junho de 2013

Estrabismo


Normalmente, os dois olhos miram para frente em direções paralelas.

Estrabismo é a perda do paralelismo entre os olhos.

Numa comparação grosseira, seria como faróis desalinhados de um carro.

Esses desvios podem ocorrer na direção central do rosto, em direção para fora dele ou em sentido vertical (para cima ou para baixo) e serem permanentes ou intermitentes, uni ou bilaterais e se manifestarem ora num olho, ora no outro.

Existem três formas de estrabismo:

•Convergente: desvio de um dos olhos para dentro.

•Divergente: desvio de um dos olhos para fora.

•Vertical: um olho fica mais alto ou mais baixo do que o outro.

Essas três formas podem ser concomitantes, quando o desvio de um dos olhos é permanente; intermitentes, quando ora os olhos estão alinhados e ora desviados; latentes, quando só é possível verificar o desvio com testes oculares.

Cada olho forma uma imagem dos objetos, mas se eles estão alinhados, o cérebro funde as duas imagens numa só. No estrabismo, essa fusão não ocorre e há a formação de imagens duplas, o que é muito incomodativo.

Para evitar isso, pode acontecer de a criança passar a usar apenas um dos olhos para enxergar (geralmente o olho normal), o que leva a uma atrofia por desuso e consequente diminuição ou perda da visão do outro olho (ambliopia), pois a região do cérebro responsável pela visão naquele olho não se desenvolve.

Um moderado grau de estrabismo pode ser normal no bebê até três meses de idade, como consequência de uma falta de amadurecimento nervoso e muscular, desaparecendo depois.

As consequências do estrabismo para a visão dependem da idade em que ele aparece e da maneira como se manifesta. A queixa principal, no adulto, é a visão dupla.

No entanto, se ocorre antes dos seis anos de idade, a criança suprime a imagem que cai no olho desviado e não apresenta visão dupla, tendo, como consequência, uma ambliopia.

As pessoas com estrabismos latentes terão queixas de cefaleia, devido ao esforço que fazem imperceptivelmente para manter os olhos alinhados, porque, do contrário, têm visão dupla.

Outra consequência do estrabismo é o chamado torcicolo ocular, em que a criança, para usar melhor os dois olhos, tem de girar ou inclinar a cabeça para uma posição não usual.

A diplopia (visão dupla) é uma queixa sempre presente em casos de estrabismo nas crianças maiores e nos adultos.

Normalmente, o movimento dos olhos é feito pela ação sincrônica de músculos comandados por nervos conectados ao sistema nervoso central, mas alguns fatores podem comprometer esse funcionamento e provocar o estrabismo, como a hipermetropia; a baixa visão em um dos olhos; as doenças neurológicas ou genéticas, doenças oculares, infecciosas, da tireoide e o diabetes mellitus. Muitos estrabismos apresentam um caráter hereditário irregular e podem pular algumas gerações.

A mera observação direta do posicionamento dos olhos já oferece um indicativo importante.

Os sintomas eventualmente queixados pelos pacientes constituem uma segunda linha de suspeitas.

O oftalmologista provavelmente fará um teste de reflexo para verificar se o foco de luz está centralizado nas duas pupilas, o qual deve ser complementado por outros exames oftalmológicos, como os de acuidade visual, fundo de olho, testes de oclusão e movimentação ocular, etc.

O estrabismo, dependendo do seu tipo e grau, pode ser corrigido com óculos ou com cirurgia.

Muitas vezes se aconselha ocluir o olho desviado como prevenção da ambliopia, mas isso não interfere no desvio. A operação visa corrigir o estrabismo que não é corrigido com óculos.

Os desvios latentes e intermitentes pequenos podem receber importante auxílio do ortoptista, com exercícios chamados ortópticos. A fisioterapia ocular tem-se mostrado um auxílio importante no tratamento dos músculos afetados pelo estrabismo.

O uso de colírios pode estar indicado para aliviar alguns sintomas.

A aplicação de toxina botulínica pode, em alguns casos especiais, ser uma alternativa para a correção do desvio.

O estrabismo não desaparece espontaneamente com o crescimento.

Ele pode ser tratado e corrigido em qualquer idade, mas os resultados são sempre melhores se o tratamento for iniciado precocemente.

A falta de tratamento adequado, em tempo hábil, pode levar à perda total da visão do olho desviado.

Todas as crianças devem passar por uma consulta com um oftalmologista em idade precoce, de maneira ideal antes de completarem o segundo ano de vida, para a prevenção de danos oculares.

terça-feira, 18 de junho de 2013

Fluoroscopia: você sabe o que é?


A fluoroscopia (ou radioscopia) é um exame que fornece imagens em movimento e em tempo real do interior do corpo, a partir da emissão de raios X.

Enquanto os raios X convencionais só geram imagens estáticas que necessitam de revelação posterior, a fluoroscopia produz imagens dinâmicas, com uma frequência de 25 a 30 quadros por segundo, que podem ser vistas em movimento, em um monitor.

O aparelho que faz isso é chamado fluoroscópio.

Dessa maneira, a fluoroscopia permite perceber movimentações orgânicas internas, como nos vasos ou no intestino, por exemplo, mediante o uso de contrastes, seguindo o direcionamento de um instrumento no interior do corpo ou de um cateter que esteja sendo introduzido nos vasos sanguíneos.

O fluoroscópio consta de uma fonte emissora de raios X e uma tela fluorescente que capta as imagens; o paciente fica posicionado entre as duas.

A fluoroscopia consiste na obtenção, através desse dispositivo, de imagens de raios X em grande número e com alta resolução temporal que permitem ver o interior do paciente em movimento. As imagens geradas pelo aparelho podem ser gravadas com alta qualidade e revistas posteriormente.

A fluoroscopia também pode ser utilizada em exames de cateterismo, por exemplo, permitindo ver o contraste injetado e circulante nos vasos sanguíneos e a eventual obstrução deles, durante uma angiografia.

A diferença da fluoroscopia e da radiografia convencional é que, enquanto a radiografia convencional utiliza filmes de raios-X que precisam ser revelados posteriormente e apenas geram imagens estáticas, a fluoroscopia possui um sistema de aquisição de imagens dinâmicas, vistas em tempo real durante o exame.

Como o exame de fluoroscopia necessita de muitas imagens radiológicas, estas devem ser feitas com uma baixa dose de radiação, o que exige um detector muito sensível que regule o nível de radiação.

A fluoroscopia tem várias indicações.

As principais são:

•Exames contrastados para visualizar a movimentação do trato gastrointestinal.

•Acompanhamento de inserção de cateter durante a angioplastia ou angiografia.

•Inserção de determinados dispositivos cardíacos, como marca-passos, por exemplo.

•Estudos de fluxo de sangue nas arteriografias.

•Em cirurgias ortopédicas, para visualizar fraturas e seu tratamento.

A fluoroscopia permite aos médicos olhar vários sistemas orgânicos, como o esquelético, digestivo, respiratório, urinário e reprodutivo, incluindo órgãos sólidos como ossos, músculos, articulações, coração, pulmão e rins.

Ela pode ser usada também em artrografia, punção lombar, colocação intravenosa de cateteres em outros órgãos que não o coração, urografia excretora, histerossalpingografia e biópsias.

Pode ser usada sozinha ou em associação com outros meios diagnósticos ou terapêuticos.

Este exame pode permitir ao médico ver, por exemplo, os movimentos dos intestinos ou, no cateterismo cardíaco, o fluxo de sangue nas artérias coronárias.

A fluoroscopia também pode ser usada para vários outros fins, entre os quais, localização de corpos estranhos, guiar injeções nas articulações ou na coluna vertebral, tratar fraturas das vértebras da coluna vertebral, etc.

A preparação para o exame é simples: deve ser mantido um jejum de no mínimo oito horas.

Nesse tempo, o paciente não deve fumar nem mascar nenhum tipo de goma e suspender os remédios eventualmente em uso.

Como o meio de contraste usado (sulfato de bário) “prende o intestino”, o paciente deve acrescentar bastante fibras a sua alimentação, após o exame. O mamão também é aconselhável, no pós-exame e nos dias seguintes, assim como uma abundante ingestão de líquidos (em média 3 litros diários).

A exposição aos raios X numa fluoroscopia é baixa, quando comparada com uma radiografia convencional, mas os níveis de exposição dos pacientes podem se tornar altos em virtude da maior duração do exame.

O tempo total de fluoroscopia é, pois, um dos fatores importantes da exposição dos pacientes a essa técnica.

O exame deve ser evitado em pacientes grávidas ou com suspeita de gravidez porque a exposição à radiação durante a gestação pode levar a defeitos congênitos do feto.

Se for usado contraste, há o risco de reação alérgica a ele.

Pacientes que saibam ser alérgicos ou sensíveis ao iodo, marisco ou látex devem informar previamente esta condição ao médico.

Também devem informar ao médico se sofrerem de qualquer doença específica como, por exemplo, insuficiência ou outros problemas renais.

segunda-feira, 17 de junho de 2013

Laringoscopia


Laringoscopia é o exame da porção mais alta das vias aéreas (nariz, laringe e faringe) por meio de um aparelho endoscópico chamado laringoscópio.

Há dois tipos de aparelhos para laringoscopia: um aparelho rígido, que normalmente é introduzido pela boca, e um aparelho que consiste de um fino tubo flexível de fibras óticas, que é introduzido através do nariz (nasolaringoscopia), ambos portando em sua extremidade uma minicâmera que permite ao médico visualizar, por via direta ou através de um monitor de vídeo, o interior das vias aéreas superiores e gravar as imagens correspondentes, se desejar.

No caso de visualização em vídeo, o exame recebe o nome de videolaringoscopia ou videonasolaringoscopia.

O exame simples de laringoscopia não exige qualquer preparo prévio e permite ao paciente retornar às suas atividades logo após o procedimento.

A laringoscopia pode ser feita em pacientes de qualquer idade, mas a laringoscopia feita pela boca geralmente precisa contar com alguma colaboração do paciente, o que só é possível a partir dos 12 ou 13 anos de idade.

Em crianças menores o endoscópio flexível é mais aconselhável.

O exame de laringoscopia geralmente é feito em ambulatório e dura de 5 a 10 minutos.

Normalmente, o paciente está assentado e apenas pede-se a ele que ponha língua para fora.

A laringe e a faringe devem receber previamente uma anestesia tópica, geralmente sob a forma de spray, após o que o laringoscópio é introduzido pela boca ou por via nasal, conforme o caso, e direcionado às regiões que se deseja examinar.

O exame não causa maiores incômodos que os decorrentes da introdução do aparelho, mas alguns pacientes podem reagir com espirros, tosse, náuseas e vômitos.

Outros podem ter uma maior reação ao exame necessitando, a critério médico, receber uma sedação venosa que os mantenha mais calmos e adormecidos, caso em que devem estar deitados em uma cama ou maca.

O endoscópio permite que seja feita uma biópsia de tecido, para posterior exame em laboratório, nos casos em que ela for indicada.

Quando isso ocorre, o procedimento é feito no bloco cirúrgico de um hospital.

A laringoscopia é uma importante ajuda no diagnóstico de lesões orgânicas ou funcionais da cavidade oral, orofaringe, hipofaringe, laringe e, em especial, das cordas vocais.

Assim, deve se submeter ao exame quem apresente:

•Rouquidão ou disfonia por um longo período de tempo.

•Tosse crônica ou com sangue.

•Dificuldade ou dor para engolir.

•Refluxo gastroesofágico.

•Aftas frequentes.

•Sensação de globus faríngeo (sensação comum e desconfortável de um caroço na garganta).

•Pacientes com antecedentes familiares de câncer de cabeça e pescoço.

•Tabagistas crônicos, etc.

Além disso, a laringoscopia pode permitir que sejam realizados alguns tipos de intervenções terapêuticas, tais como retiradas de pólipos e nódulos, cauterização de lesões vasculares, dilatações de estreitamentos, retiradas de corpos estranhos, etc. e permite o controle da evolução de algumas patologias e cirurgias.

A laringoscopia é um exame que quase não tem contraindicações. Cabe ao médico avaliar cada caso específico, mas os pacientes que merecem maior atenção são aqueles portadores de cardiopatias graves, doenças pulmonares crônicas, com distúrbios neurológicos ou que sejam alérgicos aos medicamentos usados no exame, se for o caso.

sábado, 15 de junho de 2013

Cintillografia óssea


A cintilografia óssea é um exame de imagem de todo o esqueleto, obtido através da injeção venosa de uma substância radioativa que se concentrará nos ossos, sobretudo nas células de maior atividade metabólica, e que será posteriormente captada como imagem por uma câmara especial, chamada gama-câmara.

A quantidade de radiação injetada no paciente é mínima (comparável a de uma radiografia normal) e não ocasiona nenhum dano.

A cintilografia foi introduzida na Medicina em meados do século passado (década de 50).

Uma das principais funções da cintilografia óssea é detectar metástases ósseas de tumores oriundos de outros órgãos (em geral de pulmão, próstata ou mama), mas também se presta à detecção de tumores ósseos, infecções ou inflamações dos ossos, doenças metabólicas dos ossos, necroses ósseas, fraturas de estresse em atletas ou pessoas que praticam atividade física, bem como à avaliação de próteses ósseas, etc.

Praticamente não há riscos.

Eles se resumem apenas à possibilidade de reações adversas ou alérgicas passageiras aos remédios, mas ainda assim, são muito raros (0,01 a 0,02% dos casos).

A cintilografia não deve ser feita por mulheres grávidas, com suspeita de gravidez ou que estejam amamentando, porque embora a dose de radiação seja muito baixa, ela pode afetar adversamente o feto.

O exame não requer nenhum preparo prévio, nem mesmo jejum ou suspensão de medicação, e nenhum cuidado especial após o exame, podendo o paciente retomar suas atividades normais, logo em seguida. Apenas nas 24 horas posteriores ao procedimento deve ser evitado contato intensivo com mulheres grávidas ou bebês (babás, creches, berçários, etc.).

O paciente deve comparecer ao serviço especializado para receber uma injeção venosa contendo um radiotraçador (geralmente, metilenodifosfonato marcado com tecnécio - substância radioativa), após o que pode voltar para casa, retornando ao serviço três ou quatro horas mais tarde, para complementação do exame. Esse intervalo é o tempo necessário para que a medicação se difunda pelo organismo.

Durante esse período, o paciente pode retomar suas atividades normais, evitando apenas contatos íntimos com mulheres grávidas e crianças pequenas e deve beber bastante líquido (seis a oito copos), para forçar a diurese e a eliminação de parte do remédio que não tenha ficado fixada aos ossos.

Deve também ter o cuidado de que sua urina não respingue na roupa ou no próprio corpo, porque isso pode interferir no resultado do exame.

No retorno à clínica, será pedido ao paciente que esvazie a bexiga e deite numa cama deslizante, na qual um aparelho especial (chamado gama-câmara) registrará na tela de um computador uma série de imagens de todo seu esqueleto, destacando os pontos de concentração da substância radioativa, se houver.

Habitualmente, o exame dura entre trinta e quarenta minutos.

Essa câmara não acrescentará ao exame nenhuma dose extra de radiação, apenas captará a que esteja sendo emitida pelo paciente.

O resultado do exame consta de um laudo médico destacando os pontos de eventuais concentrações do material radioativo (se houver), o qual deverá ser analisado pelo médico clínico.

sexta-feira, 14 de junho de 2013

Televisão no quarto e aumento de peso


Ter televisão no quarto é associado com obesidade.

Um estudo europeu, então, testou se esta associação é mediada por qualquer um dos seguintes:

1. O tempo gasto assistindo televisão,

2. A duração do sono,

3. O nível de atividade física ou (iv) o consumo de refrigerantes. Os dados foram de 7.234 meninos e meninas com idades entre 10-12 anos nos países europeus envolvidos no “European Energy balance Research to prevent excessive weight Gain among Youth” (Bélgica, Grécia, Hungria, Países Baixos, Noruega, Eslovênia e Espanha).

A circunferência da cintura, altura e peso foram medidos.

A presença de uma televisão no quarto, o tempo gasto assistindo televisão, a duração do sono, atividade física e o consumo de refrigerantes foram avaliados por meio de questionários padronizados.

Quase 40% das crianças tinham uma televisão no quarto, com o maior percentual entre as crianças húngaros (65%) e menor para as crianças, eslovenos, espanhóis e belgas (todos ≈ 28%).

A televisão no quarto foi positivamente associada com o tempo gasto assistindo televisão, o consumo de refrigerantes e excesso de peso e obesidade (todos P <0,001).

A relação entre a televisão no quarto e as medidas de antroprometria foi parcialmente mediada pelo tempo total gasto assistindo televisão, mas não pela duração do sono, atividade física e consumo de refrigerantes.

A forte associação entre uma televisão no quarto e obesidade foi, pelo menos, parcialmente mediada por tempo gasto assistindo televisão.

A grande proporção de estudantes europeus com uma televisão no seu quarto é motivo de preocupação.

Os pais devem estar cientes das potenciais consequências ao colocar uma televisão no quarto de uma criança e as crianças devem limitar seu tempo na frente desse aparelho.

Fonte: Pediatric Obesity

quinta-feira, 13 de junho de 2013

Riscos de Autismo


As circunstâncias perinatais adversas têm sido associadas com o aumento do risco de autismo nos filhos.

Mulheres expostas à experiência de abuso infantil apresentam mais circunstâncias perinatais adversas do que as mulheres não expostas.

Entretanto, ainda não se sabe se o abuso materno está associado com o autismo nos filhos.

Um recente artigo buscou se a exposição materna ao abuso na infância está associada com risco de autismo nos filhos e se esse possível aumento do risco é explicado por uma maior prevalência de circunstâncias adversas perinatais.

Entre essas circunstâncias foram incluídos toxemia, baixo peso ao nascer, diabetes gestacional, aborto induzido anterior , abuso por parceiro íntimo, idade gestacional menor que 37 semanas, uso de inibidores seletivos da recaptação de serotonina (antidepressivos), uso de álcool e tabagismo durante a gravidez.

Foi utilizado o “ Nurses 'Health Study II”, uma "população" de 116.430 mulheres.

Os participantes foram enfermeiras com dados sobre abuso infantil e status autismo de suas crianças.

Os controles foram selecionados aleatoriamente entre os filhos de mulheres que não relataram autismo nos filhos (os participantes incluídos foram 451 mães de crianças com autismo e 52.498 mães de crianças sem autismo).

A desordem do espectro do autismo nos filhos foi avaliada pelo relato materno e validada com o “Autism Diagnostic Interview-Revised”.

A exposição ao abuso foi associada com aumento do risco de autismo em crianças de uma forma linear crescente.

O nível mais alto de abuso foi associado com maior prevalência do autismo e com o maior risco para o autismo ajustados para fatores demográficos.

Todas as circunstâncias perinatais adversas, exceto baixo peso ao nascer, foram mais prevalentes entre as mulheres abusadas na infância.

Ajustada para fatores perinatais, a associação de abuso infantil maternal com autismo nos filhos foi ligeiramente atenuada.

Foi, então, identificada uma associação entre a exposição materna ao abuso na infância e risco de autismo na geração seguinte.

Circunstâncias perinatais adversas representam apenas uma pequena parte desse risco aumentado.

Fonte: AMA Psychiatry.

Anestesia local


Chama-se anestesia local ao bloqueio regionalizado da condução nervosa, conseguido quando são aplicadas localmente no tecido nervoso substâncias anestésicas em concentração apropriada.

Quando aplicados a um tronco nervoso, os anestésicos locais impedem a transmissão de impulsos nervosos em todo território servido por esse nervo, o que costuma chamar-se anestesia loco-regional.

Os anestésicos locais são substâncias capazes de bloquear regionalmente, de forma totalmente reversível, a estimulação nervosa.

Apesar da denominação de “locais”, os anestésicos utilizados nestas anestesias têm repercussões sistêmicas e afetam sobretudo o sistema cardíaco, o sistema respiratório e o sistema nervoso central. Existem vários tipos de anestésicos locais que diferem na absorção, toxicidade e duração da ação.

O primeiro anestésico local conhecido foi a cocaína.

Em 1884 ela foi utilizada pela primeira vez, em cirurgias oftalmológicas e, posteriormente, em odontologia, espalhando-se desde então.

Contudo, a cocaína cedo revelaria seu potencial de produzir vasoconstrição e criar dependência e em 1892 foi substituída pela procaína, a qual tem um poder anestésico similar e não apresenta esses inconvenientes.

Aliás, de todos os anestésicos locais, a cocaína continua a ser o único capaz de gerar dependência.

Posteriormente, foram introduzidos outros derivados, como a tetracaína (1932), a lidocaína (1943) e a cloroprocaína (1955).

Mais adiante, ainda, foram sintetizadas a mepivacaína (1956), bupivacaína (1957), prilocaína (1959), etidocaína (1971) e ropivacaína (1989).

Hoje em dia, além da Medicina, a anestesia local tem uma grande aplicação em Odontologia, para tratamentos dentários.

Geralmente os anestésicos locais são injetados na região do corpo que se deseja anestesiar e assim bloqueiam localmente as terminações nervosas, que passam a não mais captarem impulsos nervosos de dor ou das demais sensibilidades, sem afetar a consciência.

O anestésico local também pode vir sob a forma de pomadas, cremes ou gel, para aplicações superficiais na pele ou mucosas.

É importante que o anestésico local atinja seu local de ação em concentração suficiente para produzir a perda da sensibilidade dolorosa, mas isso nem sempre ocorre, como em regiões inflamadas e infeccionadas, por exemplo, em virtude, sobretudo, de alterações do pH dos tecidos.

A anestesia local deve ser usada para cirurgias simples, que abrangem pequenas áreas, como retirar uma verruga, ou para realizar certas pequenas cirurgias plásticas ou suturar cortes na pele.

Geralmente é indicada, entre outras aplicações, na revisão de cicatrizes, rinoplastias de pequeno porte, correção de orelhas de abano, blefaroplastias, lipoaspiração de pequenas áreas, pequena cirurgias superficiais, etc.

Os efeitos colaterais dos anestésicos locais habitualmente são de pequena intensidade.

Embora esses fármacos sejam administrados em pequenas doses, eles acabam alcançando outros órgãos e é neles que podem produzir reações secundárias.

As mais frequentes são: ansiedade; confusão mental; convulsões (raramente); depressão nervosa; depressão respiratória (quando usados em altas doses); vasodilatação; diminuição da frequência cardíaca e reações alérgicas.

quarta-feira, 12 de junho de 2013

95% das pessoas não lavam as mãos


É incrível, mas é verdade!

MUITA GENTE vai ao banheiro e NÃO LAVA AS MÂOS!

Lavar as mãos após utilizar o banheiro é uma atitude simples e eficaz de higiene, mas de acordo com uma nova pesquisa 95% das pessoas não realizam essa ação por tempo suficiente para matar bactérias!

A pesquisa, realizada na Michigan State University (nos Estados Unidos), determina também que apenas uma em cada três pessoas utiliza sabonete e que uma em cada dez nem mesmo passa pela pia. Além disso, os dados apresentados mostram que as mulheres lavam as mãos mais do que os homens – apenas 7% delas não higienizaram as mãos, sendo que esse número entre os homens foi de 15%.

De acordo com o pesquisador Carl Borchgrevink, os resultados encontrados são surpreendentes porque pesquisas anteriores indicavam que a prática de lavar as mãos estava sendo feita de forma mais eficiente do que realmente está ocorrendo.

A pesquisa foi publicada no periódico Journal of Enviromental Health.

terça-feira, 11 de junho de 2013

Yoga melhora a função cerebral melhor do que o exercício aeróbico



Uma única sessão de 20 minutos de Hatha yoga melhora a função cerebral melhor do que exercícios aeróbicos de forma moderada a vigorosa, dizem pesquisadores da Universidade de Illinois, nos Estados Unidos.

O estudo envolveu 30 jovens universitárias que realizaram ioga por 20 minutos e uma sessão de exercícios aeróbicos pelo mesmo tempo.

Ao final, as participantes que realizaram ioga apresentaram melhor tempo de reação e precisão em tarefas cognitivas do que aquelas que realizaram atividades físicas.

Os resultados foram publicados no Journal of Physical Activity and Health.

segunda-feira, 10 de junho de 2013

Fases da Doença de Alzheimer



A Doença de Alzheimer é um tipo de demência que acomete o cérebro, em consequência de morte celular.

É progressiva, o que significa dizer que evolui (agravando-se) com o tempo.

Sua causa ainda não é clara, embora exista uma série de teorias a respeito, inclusive que há a possibilidade de que o fator genético eatuando como determinante, embora saiba-se não ser hereditária, isto é, não “passa” de geração a geração.

Demências são quadros que se caracterizam por perdas cognivas: dificuldades com aprendizagem, memória, interação interpessoal e outras.

Os portadores de Alzheimer são incapazes de assumir responsabilidades e de realizar tarefas simples. Além disso, passam a não mais reconhecer pessoas da família, fatos da vidas e vão perdendo a capacidade de locomoção por conta própria, assim como, também, o poder de decisão.

O mais comum nesta doença é o prejuízo da memória de curto prazo, o que faz com que os pacientes não mantenham uma adequada qualidade de vida.

A doença, quanto ao seu desenvolvimento, é dividida em fases:

1. O paciente não enfrenta tantos problemas de memória e nem sintomas claros de demência;

2. Passa a ter lapsos de memória, como esquecer palavras, nomes de pessoas ou localização de objetos de uso rotineiro;

3. Declínio cognitivo que vai se acentuando, com aumento do número dos lapsos de memória, dificuldades para executar tarefas cotidianas que anteriormente eram normais para o paciente;

4. Aprofundamento do declínio cognitivo, com perda da memória de forma acentuada além de alterações do humor de modo drástico;

5. Perda quase completa da memória e passa a necessitar de auxílio para todas as tarefas, não podendo mais ser deixado sozinho;

6. O paciente muda de personalidade, podendo se tornar até mesmo agressivo, além de enfrentar problemas para dormir e limitações para o controle das funções fisiológicas;

7. Perda total de todas as habilidades para responder a estímulos, conversar ou mesmo controlar seus próprios movimentos; não consegue mais manter-se sentadoe todos seus reflexos estão prejudicados.

Não existe um exame específico que determine a Doença de Alzheimer e é necessário que se faça um adequado histórico médico, uma aprimorada avaliação mental e exames diversos que dêem pistas para o diagnóstico.

O tratamento ainda é paliativo e sintomático, mas já temos várias drogas que auxiliam muito no controle da doença.

sábado, 8 de junho de 2013

Epistaxe



Epistaxe é o sangramento nasal, que pode variar de uma gota am um fluxo intenso e que pode ter consequências variadas, em função deste fluxo.

Se há sangue que é engolido, ele funciona como irritante gástrico e pode acontecer de surgir o vômito de sangue.

A maioria dos sangramentos nasais é de origem superior e anterior, isto é, do plexo vascular do septo nasal, uma área denominada "de Kiesselbach".

Os sangramentos nasais posteriores são bem menos comuns, mas, ao mesmo tempo mais graves!

Eles têm início no septo posterior e numa área chamada de cornetos, próximo a um osso denominado vômer.

Estes sangramentos posteriores tendem a acontecer em pacientes arterioscleróticos ou portadores de doenças hemorrágicas pré-existentes, ou em pacientes que foram submetidos a uma cirurgia nasal ou sinusal.

As causas mais comuns de epistaxe são os traumas - o agente "mais comum" é o dedo (!) que fica cutucando o nariz, para "fazer limpeza"! Quando as narinas são examinadas, encontra-se muito facilmente marcas de unhas nas mucosas. Neste caso, fica fácil saber como evitar: basta parar de fazer uma falsa higiene nasal!

Talvez, em função desta particularidade, a epistaxe seja mais comum na infância!

Outra causa comum é o ressecamento da mucosa, em função de processos alérgicos, de infecção ou de exposição a agentes variáveis.

A Hipertesão Arterial pode ser causadora de epistaxe, também. E este quadro exige muito cuidado no manejo do paciente!

sexta-feira, 7 de junho de 2013

Perda de olfato? Anosmia!



A anosmia é a perda total da capacidade olfativa e hiposmia é a perda parcial deste sentido.

A maioria das pessoas com anosmia tem percepção normal de substâncias salgadas, doces, azedas e amargas, mas perdem a discriminação do sabor, pois o paladar depende muito da capacidade olfativa.

Desta maneira, frequentemente qeuixam-se de ter perdido também o paladar. A ausência de perceber paladares chama-se ageusia e, sofrendo deste mal, a pessoa perde o prazer de se alimentar.

Interessante que a anosmia pode afetar apenas uma narina e, neste caso, ela pode até mesmo não ser reconhecida pela própria pessoa.

Causas:

Trauma craniano com lesões de nervos faciais;

Infecções virais (crônicas ou agudas)=> Resfriados podem causar anosmia ou hiposmia transitórias e definitivas;

Doença de Alzheimer (!);

Drogas => algumas "atacam" diretamente o epitélio (camada de células) nasal que é responsável pela capacidade olfativa, como, por exemplo, a cocaína;

Sinusites de forte intensidade;

Tumores do nariz, do cérebro e regiões próximas;

Tabaco => há quem diga que não, mas há relatos de muitos casos nos quais o tabagista perde, pelo menos em parte, a capacidade olfativa;

Exposição a toxinas inalatórias que podem lesar o epitélio olfativo.

Cada causa leva a um tratamento diferente, mas, algumas delas requer apenas o afastamento do agente causador, para que a olfação volte ao normal.

quinta-feira, 6 de junho de 2013

Amenorreia



Amenorreia é ausência de menstruação.

Pode ser classificada em primária ou secundária.

A primária é a ausência da menstruação em função de uma das seguintes situações:

* 16 anos de idade ou 2 anos após o início da puberdade

* Cerca de 14 anos de idade em meninas que não tiveram puberdade, ou seja, período de crescimento acelerado e desenvolvimento de características sexuais secundárias

A amenorreia secundária é a interrupção da menstruação após seu início; habitualmente efetua-se a avaliação da amenorreia se estiver ausentes por período maior de 6 meses, considerando quadros patológicos, pois a gestação não se encaixa neste perfil.

Mas as causas mais comuns de amenorreia secundária são: gravidez, atraso constitucional da puberdade (essa dá muitos sustos nos jovens!), anovulação hipotalâmica (decorrente de esforço excessivo, alterações do apetite e estresse, por exemplo), uso de drogas (contraceptivos estão incluídos, mas, também, antidepressivos, antipsicóticos ou outras drogas que interfiram na produção de prolactina), amamentação e a famigerada Sindrome dos Ovários Policísticos.

Há outras classificações e considerações, mas acredito que, de modo geral isso já ajude a não ficar tão assustado com a ausência eventual de ciclo menstrual.

quarta-feira, 5 de junho de 2013

Hipotiroidismo: é sempre bom recordar!



Diz-se que há hipotiroidismo (ou hipotireoidismo) quando a glândula tiroide deixa de produzir seus hormônios (tiroxina – T4 e tri-iodotironina – T3) em quantidades suficientes para as necessidades orgânicas.

Esses hormônios são importantes, sobretudo na regulação do metabolismo.

A tiroide produz também a calcitonina, que regula o nível de cálcio no organismo.

A enfermidade acomete 1 a 3% da população geral e é mais comum nas mulheres, numa proporção de 4:1, sendo uma das ocorrências mais frequentes nos consultórios de endocrinologia.

O hipotiroidismo pode dever-se a várias causas distintas: inflamação da glândula tiroide (tireoidite de Hashimoto); radiação na região do pescoço para tratar certos tipos de câncer; retirada cirúrgica ou acidental da glândula ou de parte dela; tratamento medicamentoso para o hipertiroidismo; deficiência de iodo na dieta.

Também pode ser devido a defeitos congênitos da glândula que, conforme a natureza deles, pode gerar hipo ou hipertiroidismo.

Os sinais e sintomas do hipotiroidismo são múltiplos, às vezes vagos e discretos e podem aparecer muito lentamente, por vezes dificultando o diagnóstico. Os principais e mais ostensivos, no entanto, são: sonolência excessiva; fadiga; lentificação muscular; aumento do peso corporal, diminuição da frequência cardíaca; mixedema (infiltração edematosa em todo o corpo); fala lenta e rouca, disminésias (alterações da memória); lentidão dos reflexos; pele seca; maior sensibilidade ao frio; obesidade e ganho de peso; depressão; anemia; metabolismo lentificado; prisão de ventre; falta de fôlego; perda de desejo sexual, dores nas articulações e músculos; palidez; irritabilidade; ciclos menstruais alterados; infertilidade ou dificuldade de engravidar; colesterol elevado.

Em crianças muito novas pode haver retardo do nascimento dos dentes; falta de crescimento normal (estatura pequena para a idade); atraso da maturação óssea; macroglossia (língua anormalmente grande e volumosa) e baixa inteligência.

Como sempre em medicina, é muito importante uma história clínica detalhada. Nos casos em que exista bócio ou papo (aumento de volume da tiroide) ele pode ser observado durante o exame clínico ou inferido do relato do paciente de ter um "colarinho apertado".

O exame de sangue identificará níveis baixos do hormônio tiroidiano e níveis elevados do hormônio estimulante da tiroide (TSH), bem como a presença de anticorpos antitiroidianos próprios da doença de Hashimoto.

Em neonatos a disfunção pode ser detectada através do "Teste do Pezinho", que deve ser realizado de rotina pelas maternidades.

O tratamento consiste na reposição oral do hormônio que está em falta, geralmente em comprimidos. Quase sempre a medicação tem de ser tomada pelo resto da vida.

Se não for identificado até o terceiro mês de vida do bebê, o hipotiroidismo pode levar a um retardo do desenvolvimento físico e mental.

O hipotiroidismo não tratado pode levar a dificuldades para engravidar e a abortos espontâneos.

Mulheres hipotiroideas que engravidam durante o tratamento normalmente não terão problemas se forem adequadamente tratadas, já que o medicamento repõe com precisão os hormônios que deveriam estar sendo produzidos naturalmente pela glândula tiroide.

terça-feira, 4 de junho de 2013

Alopecias (final)



Queda de cabelo focal e cicatricial

Acne queloidiana da nuca: foliculite (infecção do folículo piloso) que resulta em alopecia residual, mais comum em homens negros;

Alopecia cicatricial centrífuga central: cicatrização da parte superior da cabeça, que aumenta com o tempo, mais frequente em mulheres negras;

Lúpus cutâneo crônico: lesões lúpicas discoides do couro cabeludo - autoimune;

Celulite dissecante do couro cabeludo: nódulos inflamatórios supurativos, que se aglutinam e formam um trato fistuloso, mais frequente em homens negors;

Líquen planopilar: líquen plano (veja imagem) do couro cabeludo - O líquen plano, uma doença recorrente e pruriginosa, começa como uma erupção de pápulas pequenas e discretas que logo se combinam até formarem placas rugosas e escamativas (placas salientes). A causa do líquen plano é desconhecida.

Alopecias cicatriciais secundárias: por queimaduras, radioterapia, morféia (Variante da esclerodermia localizada geralmente ocorrendo ao longo do comprimento de um membro ou ao redor do tronco. As lesões aparecem como áreas lineares de endurecimento, sendo o anel lilás discreto ou somente presente na borda avançada. São geralmente únicas e unilaterais, embora distribuição hemiplégica também pode ocorrer, envolvendo metade do corpo. Algumas vezes as lesões podem se estender e envolver os músculos subjacentes, ou mesmo osso.), sarcoidose (é uma doença na qual ocorre uma inflamação nos linfonodos, pulmões, fígado, olhos, pele ou outros tecidos), câncer de pele trauma e infecções do couro cabeludo.

segunda-feira, 3 de junho de 2013

Mais sobre alopecias...



Queda de cabelo não cicatricial

Alopecia areata: doença autoimune, mediada por linfócitos T - a queda de cabelo é mais comumente local, mas pode ser difusa e completa, atingindo inclusive outras áras que não somente o couro cabeludo.

Outras: queda de cabelo decorrente do ato compulsivo de puxar (tricotilomania), torcer ou pentear exageradamente os cabelos; alopecia lipedematosa (rara e de origem desconhecida, com espessamento amolecido do vértex), alopecia pós-operatória (induzida por pressão), anormalidades congênitas da haste capilar, sífilis secundária (forma tardia da sífilis que atinte os cabelos e pelos) e alopecia triangular temporal (veja foto), mais comum na infância e de evolução benigna, embora associada, também a outras doenças, como a Síndrome de Down, por exemplo.

Há, ainda, as Tinhas de couro cabeludo (micoses), provocadas por várias espécies de Microsporum e Trichophiton (fungos).

A alopécia de tração por tranças, bobes e rabos de cavalo fazem parte das chamadas não cicatriciais.

Amanhã veremos as alopecias chamadas cicatriciais...

sábado, 1 de junho de 2013

Cardiomiopatia Hipertrófica



A cardiomiopatia hipertrófica ou miocardiopatia hipertrófica, mas adequadamente escrevendo (MCH), é uma condição na qual há o aumento do músculo cardíaco. Essa hipertrofia dificulta a saída do sangue do coração forçando-o a trabalhar mais para bombear o sangue.

Ela é frequentemente assimétrica, o que significa que uma parte do coração é maior do que as outras.

A condição geralmente é passada para as gerações seguintes de uma família (herdada).

Acredita-se que seja um resultado de vários problemas (defeitos) com os genes que controlam o crescimento do músculo cardíaco.

Pessoas mais jovens têm mais probabilidade de ter uma forma mais grave de MCH.

No entanto, a condição é observada em pessoas de todas as idades.

O médico realizará um exame físico e auscultará o coração e os pulmões com um estetoscópio. Auscultar com um estetoscópio pode revelar sons cardíacos anormais ou sopro. Esses sons podem mudar de acordo com diferentes posições do corpo.

A pulsação em seus braços e pescoço também será verificada. O médico pode sentir um batimento cardíaco anormal no tórax.

Testes usados para diagnosticar a hipertrofia do músculo cardíaco, problemas com fluxo sanguíneo ou vazamento em válvulas cardíacas (regurgitação da válvula mitral) podem incluir:

Monitor Holter de 24 horas (monitor cardíaco)
Cateterização cardíaca
Radiografia torácica
ECG
Ecocardiografia (o teste mais comum) com ultrassom Doppler
Ressonância magnética do coração
Ecocardiograma transesofágico (ETE)
Nem todos esses testes são úteis para a avaliação de todas essas condições.

Podem ser feitos exames de sangue para descartar outras possíveis doenças.

Se você for diagnosticado com MCH, o médico poderá recomendar que seus parentes consanguíneos próximos (membros da família) passem por triagem para a condição.

Sem cabelos: alopécias!



Não, nada a ver com calvice! Uma doença que se define como sendo a queda do cabelo que, com frequência, provoca constrangimento ao paciente, por motivos cosméticos ou psicológicos e que é sinal de alguma doença realmente importante fazendo companhia.

Há dois tipos fundamentais: a alopécia cicatricial - resultado de destruição ativa de folículos pilosos e a não cicatricial, que é decorrente de processos que reduzem ou retardam o crescimento capilar.

Vou citar algumas causas de alopécia, tentando classificar, ao mesmo tempo:

Queda de cabelo difusa e não cicatricial:

Eflúvio anágeno - causado por condições que impedem ou comprometem o ciclo anágeno (fase longa do crescimento capilar) - por quimioterápicos, venenos e radiação;

Alopécia androgenética - queda de cabelo com padrão masculino ou feminino - andrógeno (di-hidrotestosterona), familiar (essa não tem como evitar) e hiperandrogenismo patológico (em mulheres informe-se sbre hirsutismo);

Doenças congênitas - atriquia congênitas com pápulas e displasia ectodérmica (dessas eu falo um pouco mais lá na frente, ok?);

Anormalidades primárias da haste do cabelo (tricodistrofias) - fratura fácil dos cabelos (tricorrexe nodoso), doenças genéticas, síndrome do cabelo anágeno solto (!) e uso excessivo de secadores de cabelo;

Eflúvio telógeno - aumento do número de fios de cabelo que entram em fase de repouso no crescimento - por drogas (quimioterápicos, antimicóticos, anticoagulantes, retinóides (incrível, eles deveriam ajudar na pele e anexos!), contraceptivos orais (sim, senhoritas! eles "derrubam" cabelos!), antihipertensivos, drogas antitireoidianas, anticonvulsivantes, metais pesados (chumbo, por exemplo) e excesso de vitamina A (quem acha que "vitamina não pode fazer mal" está enganado!).


Amanhã tem mais! Vou descrever sobre as alopécias focais não cicatriciais! Afinal, é bom aprender!