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sábado, 30 de março de 2013

Metilfenidato: Ritalina, Concerta, etc...



O metilfenidato é um medicamento psico-estimulante aprovado para o tratamento do Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH).

Esta medicação promove um aumento da atenção e do controle de impulsos de crianças que apresentam TDAH e deve somente ser usada de acordo com uma prescrição médica criteriosa.

O Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH) é um transtorno neurológico do comportamento, comum na infância e na adolescência, afetando cerca de 8 a 12% das crianças no mundo.

Estimativas de prevalência de TDAH em crianças e adolescentes, no Brasil, são bastante discordantes com valores de 0,9% a 26,8%.

O diagnóstico desta condição é complicado pela ocorrência de comorbidades como dificuldades de aprendizagem, transtornos de conduta e ansiedade, e depende muito do relato dos pais e de professores, não existindo até o momento nenhum exame laboratorial confiável que possa prever este tipo de problema.

As crianças com TDAH costumam apresentar dificuldade de prestar atenção, controlar comportamentos impulsivos, inquietação, fala excessiva, hiperatividade, dentre outros sintomas.

Dados registrados no Sistema Nacional de Gerenciamento de Produtos Controlados (SNGPC), gerenciados pela Anvisa, sobre a prescrição e o consumo de metilfenidato no Brasil, nos anos de 2009 a 2011, apontam para uma tendência de uso crescente desta medicação.

O Boletim de Farmacoepidemiologia do SNGPC, de julho a dezembro de 2012, mostra que:

1.Tem havido um aumento no consumo de metilfenidato no Brasil com destaque para redução do consumo nos meses de férias e aumento no segundo semestre dos anos estudados.

2.Entre as UF, o DF registrou o maior consumo de metilfenidato no triênio estudado.

3.Porto Alegre obteve o maior consumo de metilfenidato no triênio, entre as capitais brasileiras.

4.A partir da estimativa de gasto direto total das famílias brasileiras com a aquisição de metilfenidato, foi verificada uma concentração de mercado para o tratamento de TDAH com três apresentações farmacêuticas, todas de um mesmo laboratório, assegurando 92% das vendas de metilfenidato no país.

5.Entre as especialidades médicas prescritoras informadas, houve um predomínio daquelas relacionadas com assistência à criança e ao adolescente e que tratam de problemas do sistema nervoso central. Esse achado aponta para uma maior qualificação do uso de metilfenidato. No entanto, alguns profissionais apresentaram uma quantidade de prescrição desse produto bem acima da média e mediana que foram registradas para os 15 maiores prescritores de metilfenidato no país.

Estes dados demonstram uma tendência de uso crescente do metilfenidato no Brasil.

Entretanto, a pergunta que precisa ser respondida é se esse uso está sendo feito de maneira segura, ou seja, se ele está sendo prescrito somente para as indicações aprovadas no registro do medicamento e para os pacientes corretos, na dosagem e períodos adequados.

O uso desta medicação está sendo muito difundido nos últimos anos e, inclusive, de maneira equivocada, sendo utilizado como “droga da obediência” e como instrumento de melhoria do desempenho seja de crianças, adolescentes e adultos.

Fonte: Anvisa

sexta-feira, 29 de março de 2013

Sorrir



Quando se vê um sorriso autêntico percebe-se que a pessoa que sorri está feliz ou com sensação de bem-estar.

As áreas cerebrais responsáveis pelos dois fatos são as mesmas. Assim, ao sermos agradados emitiremos respostas automáticas produzidas por determinadas áreas do cérebro, que na verdade "organizam" movimentos faciais e orgânicos em geral de modo automático, sem que precisemos realmente "pensar" para provocar o sorriso ou a expressão de bem-estar.

Fazemos, então, uma espécie de associação do sorriso com o bem-estar!

Assim, como fazemos esta associação, ao "estamparmos" um sorriso no rosto, podemos conseguir mudar nosso estado de espírito. Assim como, ao vermos alguém com aparência de felicidade, normalmente nós nos deixamos contagiar por esta felicidade.

E este fenômeno é explicável: ao vermos um sorriso, uma determinada área do cérebro faz a associação com o bem-estar e os chamados neurônios-espelho, que nos fazem repetir automaticamente ações ao nosso redor, acionam as mesmas áreas cerebrais responsáveis pelo nosso próprio sorriso.

Então, ver alguém sorrido pode ser o bastante para que nós nos sintamos melhores, também! Mas, esta é uma postura exterior, pois internamente nós sabemos nossos estado de espírito e se estamos realmente bem ou não.

De qualquer modo, podemos afirmar que bem-estar gera bem-estar e, em função disso, nós nos sentimos melhor quando estamos junto a pessoas que irradiam bem-estar.

quinta-feira, 28 de março de 2013

Broncoscopia



A broncoscopia é uma endoscopia da árvore brônquica. Consiste na introdução pelo nariz de um tubo rígido ou flexível (broncoscópio) que atinge a árvore brônquica e que leva, na sua extremidade, uma câmera que permite visualizar o interior da traqueia e dos brônquios, bem como dispositivos para retirar amostras de tecidos para biópsias e secreções para exames.

Além disso, por meio do broncoscópio, o médico é capaz de realizar certos procedimentos terapêuticos.

O paciente deve fazer um jejum de quatro a seis horas antes de uma broncoscopia. Em geral, não é necessário suspender os medicamentos que a pessoa está usando.

Normalmente, o paciente que vai ser submetido à broncoscopia recebe algum sedativo e uma anestesia tópica por spray na base da língua e na orofaringe para minimizar o incômodo da passagem do endoscópio e abolir os reflexos próprios dessa região (vômitos, tosse, contrações, diminuição da frequência cardíaca). O exame não apresenta contraindicações e pode ser realizado mesmo em crianças pequenas.

É um procedimento indolor e rápido (dura cerca de 20 a 30 minutos) e pode ser realizado no regime de hospital-dia, com o paciente sendo liberado para casa no mesmo dia.

O broncoscópio geralmente é um tubo flexível contendo fibras óticas no seu interior, de cerca de cinco centímetros de diâmetro e quarenta centímetros de comprimento.

Ele é introduzido através do nariz do paciente até alcançar as vias aéreas, permitindo a visualização e a atuação no interior delas.

Depois da broncoscopia, com ou sem biópsia, o paciente deve permanecer em observação durante algumas horas e, se alguma amostra de tecido foi colhida, devem ser feitas radiografias do tórax para controlar possíveis complicações.

Na maioria das vezes, a broncoscopia é indicada para complementar o diagnóstico quando há suspeita de câncer brônquico ou pulmonar, mas também pode ser utilizada em outras ocasiões, tais como falta de ar sem causa aparente, eliminação de sangue ao tossir, inalação de corpo estranho, estenose (estreitamento) das vias aéreas e em alguns casos de infecções pulmonares, incluindo pneumonias e tuberculose.

Além da visualização direta de grande parte da árvore respiratória, o broncoscópio permite fazer lavagem broncoalveolar, um procedimento usado para obter amostras das vias aéreas menores, as quais o broncoscópio não alcança, permitindo o exame de células e bactérias do interior da árvore respiratória e contribuindo para diagnosticar alguns tumores ou infecções.

O aparelho também permite a realização de biópsia brônquica, extraindo um fragmento de tecido suspeito. Em alguns casos, é possível realizar certos procedimentos terapêuticos.

Os riscos de uma broncoscopia são pequenos.

Durante o exame ou mesmo depois dele pode haver tosse e a anestesia da orofaringe pode provocar algum incômodo transitório.

O risco maior, quando é retirado algum fragmento para exame, é a perfuração da árvore brônquica, com extravazamento de ar para fora dos pulmões, gerando um quadro clínico chamado de pneumotórax, o qual exige providências médicas posteriores.

quarta-feira, 27 de março de 2013

Quimioterapia: vamos perder o medo?



Rigorosamente falando, quimioterapia é qualquer tratamento de doenças por meios químicos, geralmente medicamentos.

O uso popular tem reservado o termo para a quimioterapia antineoplásica ou antiblástica (tratamento do câncer) ou, no máximo, para o tratamento de doenças autoimunes ou para a supressão de rejeições a transplantes.

Vista assim, ela é aquele tratamento que implica a administração venosa de medicamentos ou de associação de medicamentos citostáticos ou citotóxicos, geralmente em regime de Day Clinic (hospital dia, como costumamos chamar, no Brasil).

Em geral, usa-se aplicar uma associação de medicamentos porque cada um deles combate o tumor agindo de forma diferente sobre o seu crescimento.

A chamada quimioterapia se destina ao tratamento do câncer.

O câncer (ou neoplasia) é um crescimento descontrolado de células, geralmente formando tumores, as quais invadem ou destroem localmente ou à distância (por meio de metástases), outros tecidos sãos do organismo.

As drogas quimioterápicas (também chamadas citotóxicas ou citostáticas) espalham-se por todo o organismo e combatem as células cancerosas onde quer que elas estejam.

A maioria delas atua prejudicando principalmente a reprodução das células cancerosas, de crescimento rápido, mas infelizmente também afetam as células normais.

Elas atacam de maneira preferencial e com mais intensidade as células malignas em razão de pequenas diferenças existentes entre elas e as células normais.

Outras células normais, de crescimento também rápido, como as responsáveis pelo crescimento do cabelo, substituição do epitélio das paredes dos intestinos e as da medula óssea acabam sendo também significativamente afetadas.

Como a divisão celular está alterada, os tumores de crescimento mais rápido (os mais ”invasivos”), nos quais a reprodução celular é mais acelerada, são justamente os mais sensíveis a este tratamento.

Da mesma forma, essas drogas atacam mais os tumores novos e mais diferenciados.

Posteriormente, se a doença progride, os tumores ficam mais indiferenciados e tornam-se menos responsivos aos agentes quimioterápicos.

Os pacientes com tumores cancerígenos que tenham potencial de se disseminar ou que já tenham se disseminado devem ser submetidos à quimioterapia.

No entanto, ela tem certas limitações. Pessoas muito idosas ou debilitadas necessitam cuidados especiais e adequação das doses. A quimioterapia não deve ser realizada em pacientes imunodeprimidos por outras razões e na presença de infecções ativas.

Certos parâmetros mínimos do hemograma e outros dados laboratoriais bioquímicos devem ser observados e podem desaconselhá-la.

Dependendo do tipo e do estágio em que se encontre o tumor, a quimioterapia pode ser administrada em conjunto com outros tratamentos, como radioterapia e/ou cirurgia.

A quimioterapia pode ser feita por via tópica, oral, intramuscular, subcutânea e até intracranial. No entanto a via intravenosa é a mais comum.

Nessa última modalidade, o tratamento costuma ser feito em uma Day Clinic isto é, numa clínica em que o paciente permanece algumas horas do dia enquanto recebe as medicações e pode ir para casa, em seguida.

Normalmente a medicação é administrada juntamente com um soro, por via venosa, e o paciente estará recostado numa poltrona confortável da qual pode levantar-se em caso de vômitos, por exemplo, ou necessidade imperiosa de ir ao banheiro. As aplicações podem ser diárias, semanais ou mensais, segundo a programação estabelecida pelo médico.

O tempo de duração do tratamento dependerá do tipo do tumor, da resposta do tumor, da adaptação do paciente ao tratamento, do estágio em que a doença se encontra, dentre outros fatores.

Se não ocorrerem sintomas intensos durante o período de tratamento, o paciente pode continuar com sua rotina diária normal.

Durante o tratamento o paciente pode ingerir bebidas alcoólicas, desde que moderadamente, e manter normalmente sua vida sexual, no entanto, as mulheres devem ter o cuidado de não engravidarem porque as medicações usadas na quimioterapia podem causar malformações fetais.

O paciente deve abster-se, se possível, de quaisquer tratamentos dentários. Se for imperioso fazê-los, o médico deve ser previamente consultado.

No decorrer do tratamento devem ser feitos exames de sangue, para avaliar parâmetros globulares e bioquímicos do paciente.

A quimioterapia antineoplásica pode utilizar-se de vários medicamentos, isoladamente ou em associação, na maioria dos casos:

•Agentes alquilantes: esses agentes são assim chamados porque adicionam um grupo alquila ao metabolismo das células (neoplásicas e normais), alterando ou mesmo evitando a reprodução celular.

•Antimetabólitos: os antimetabólitos competem com o metabólito e inibem a divisão celular.

•Inibidores mitóticos: produzidos sinteticamente ou extraídos da planta taxus brevifolia (ou teixo do Pacífico), inibem a divisão celular.

•Antibióticos antitumorais ("antibióticos citotóxicos"): inibem e combatem o desenvolvimento do tumor.

•Inibidores da topoisomerase: interferem na transcrição e na replicação do DNA das células.

•Terapia hormonal: os cânceres prostático e mamário podem ser inibidos por mudanças no balanço hormonal.

•Anticorpos monoclonais: simulam o sistema imune do paciente e atacam as células do tumor maligno, prevenindo seu crescimento.

Pode ocorrer resistência às drogas antineoplásicas devido a uma mutação genética das células, por irregularidades ou descontinuação do tratamento ou quando as doses são inadequadas.

Durante a aplicação dos remédios, habitualmente não há reações colaterais e mesmo mais tarde alguns pacientes podem não apresentar efeitos colaterais, no entanto, o mais comum é que pelo menos alguns deles se manifestem e possam deteriorar fisicamente os pacientes.

Os efeitos colaterais dependem do agente quimioterápico usado e os mais importantes são:

•Alopécia ou queda de cabelos ou unhas.

•Náuseas e vômitos.

•Aftas.

•Sensação de mal-estar.

•Tonteiras.

•Diarreia ou obstipação intestinal.

•Candidíase (um tipo de micose) oral.

•Anemia, infecções ou hemorragias.

•Hepato e nefrotoxidade (toxicidade para o fígado e para os rins, respectivamente).

•Enfermidades cardiovasculares.

•Lise tumoral intensa ou surgimento de tumores secundários (raros).

•Em mulheres, podem ocorrer distúrbios do ciclo menstrual.

Esses sintomas podem ser tão intensos que levam à interrupção do tratamento e à necessidade de sua substituição por outros, no entanto, os pesquisadores estão trabalhando intensivamente para conseguirem drogas com menores efeitos colaterais e maior eficácia e a cada dia surgem novos produtos com essas características.

Se ocorrer febre por mais de duas horas, manchas vermelhas pelo corpo, dor ou ardência ao urinar, dores pelo corpo inexistentes antes do tratamento, sangramentos, falta de ar ou dificuldade em respirar e diarreia por mais de dois dias, o paciente deve procurar o hospital ou o médico imediatamente.

Como o paciente em tratamento encontra-se imunodeprimido, deve evitar todas as situações que favoreçam contrair qualquer infecção.

Fonte: Instituto Nacional do Câncer

terça-feira, 26 de março de 2013

Manchas Escuras



As sardas e pintas são as manchas escuras na pele mais comuns nas crianças e nos jovens. Além delas, há também as manchas provocadas pelo envelhecimento. De todas as manchas na pele existem aquelas que mudam de cor e aspecto e outras que são permanentes.

Em geral, as manchas escuras na pele são o resultado da deposição circunscrita de substâncias que emprestam à pele uma coloração escura, mais frequentemente melanina, mas também podem dever-se a infecções, micoses, alterações vasculares, tumores, exposições solares e acne.

A melanina é a substância que empresta coloração à pele e que, na dependência de sua concentração, pode torná-la clara, morena ou negra. Sobretudo em pessoas de pele clara a melanina pode concentrar-se em áreas específicas, formando manchas que podem existir de maneira permanente, desde o princípio da vida, ou aparecerem mais tardiamente.

Algumas dessas manchas, por sua localização e feitio especiais, conferem certo charme à pessoa que as possui e são chamadas pintas.

Outras são puntiformes e disseminadas em certas áreas da pele e são chamadas sardas.

Dependendo da sua natureza, as manchas escuras na pele podem ser permanentes ou transitórias, grandes ou pequenas, ter bordas bem delimitadas ou difusas, serem planas ou salientes, permanecerem sempre da mesma cor e aspecto ou sofrerem mudanças, etc.

A maior parte das manchas escuras da pele existe por deposição de melanina. Normalmente, a melanina está uniformemente distribuída por toda a pele e fornece a sua coloração.

Quando a distribuição deste pigmento é irregular, produz manchas que podem ser escuras, quando há acúmulo localizado da substância, ou claras, nos casos em que há diminuição da concentração dela.

As manchas escuras, todas elas, agravam-se pela exposição ao sol. Essa é a causa mais comum de acúmulo de melanina em certas áreas do corpo.

Além disso, as alterações hormonais também podem causar manchas escuras na pele, casos em que as manchas ocorrem principalmente em determinados períodos da vida, tais como gravidez, menarca, etc.

Também o uso de certos medicamentos (anti-histamínicos e antibióticos) e cosméticos, reforçados pela exposição ao sol, podem gerar manchas escuras na pele.

Algumas manchas escuras na pele são de natureza genética; existem desde o início da vida. Outras aparecem ou se modificam mais tarde, como as manchas neoplásicas ou as que ocorrem em decorrência da exposição ao sol, por exemplo.

Deve-se ter cuidado com as manchas existentes há muito tempo que começam a mudar suas características e com as de aparecimento recente, devido à possibilidade de que tenham uma evolução maligna.

Elas devem ser logo motivo de uma consulta ao dermatologista.

Há diversos tipos de manchas escuras da pele. O médico procurará determinar a natureza delas:

•Sardas: são pequenas manchas castanhas que acontecem em indivíduos geneticamente predispostos, de pele clara e cabelos loiros ou ruivos, na maioria das vezes. Têm distribuição simétrica na face, antebraços, braços, ombros e porção superior do tronco.

•Melasmas: caracterizam-se por uma pigmentação acastanhada que aparece nas áreas do corpo mais expostas à luz solar, como rosto, braços e colo. O problema do melasma é apenas estético, já que ele não apresenta riscos para a saúde. Essas manchas são mais comuns em mulheres, embora possam ocorrer também nos homens, causadas ou agravadas pelo uso de anticoncepcionais, pela gestação ou pela reposição hormonal.

•Melanoses solares: indevidamente chamadas de manchas senis ou “manchas da idade”, elas não são causadas pela idade e sim pela exposição crônica ao sol. São manchas marrons arredondadas, localizadas nas áreas expostas, sendo muito comuns no dorso das mãos.

•Acantose nigricans: manchas escuras principalmente nas dobras cutâneas, sobretudo nas virilhas, axilas e pescoço. É mais comum em pessoas negras e pode estar associada a algum distúrbio hormonal ou ser provocada pelo uso de anticoncepcionais orais.

•Câncer da pele: quaisquer saliências, marcas, feridas ou pigmentações que surjam e quaisquer modificações das manchas que já existem devem ser prontamente avaliadas pelo dermatologista, em virtude do risco de câncer. Há três tipos principais de câncer de pele, são eles:

1.O carcinoma basocelular, que é o mais vulgar, principia como um pequeno nódulo no rosto, pescoço ou mãos. Não se dissemina através da linfa ou do sangue, sendo, por isso, facilmente curável.

2.O carcinoma das células escamosas, que começa como uma mancha ou um pequeno nódulo firme e indolor e cresce mais rapidamente que o carcinoma basocelular. Tem possibilidade de disseminar-se para os outros órgãos.

3.O melanoma maligno, que é o mais grave de todos os cânceres de pele, porque se dissemina rapidamente por todo o corpo. Na verdade é um dos tumores mais malignos, devido à sua capacidade de disseminação muito precoce. Geralmente aparece como modificação de uma pinta (nevo) pré-existente ou surge subitamente em qualquer parte da pele.

•Hipercromia residual: coloração escura que pode ficar na pele como resíduo de processos inflamatórios agudos ou crônicos.

O tratamento é variável de acordo com o tipo de lesão...

segunda-feira, 25 de março de 2013

Tomografia computadorizada



Tomografia computadoriza (TC)e Ressonância magnética (RM) são dois exames dos quais muita gente tem medo de fazer em função de que são executados em um aparelho realmente incômodo.

Mas, dão informações detalhadas e auxiliam MUITO a fazer diagóstico por imagem, de modo que nenhum outro exame (por enquanto) consegue.

A TC é um exame simples, capaz de obter imagens em tons de cinza de “fatias” de partes do corpo ou de órgãos selecionados, as quais são geradas graças ao processamento por um computador de uma sucessão de imagens de raios X de alta resolução em diversos segmentos sucessivos de partes do corpo ou de órgãos.

Hoje em dia existem vários modelos de aparelhos de tomografia computadorizada e o funcionamento deles pode diferir um pouco uns de outros, mas todos têm em comum o fato de se utilizarem dos raios X para obterem imagens do interior do corpo.

A TC baseia-se nos mesmos princípios técnicos que a radiografia tradicional, e na verdade é uma evolução técnica dela, só que usa uma radiação maior e toma imagens fatiadas dos segmentos que examina, as quais o médico superpõe imaginativamente para obter uma visão tridimensional.

Em aguns casos há necessidade de se utilizar um contraste injetável, a fim de aumentar a capacidade diagnóstica.

As imagens fornecidas pela TC podem ser tomadas em dois planos básicos: o axial (perpendicular ao maior eixo do corpo) e o coronal (paralelo a sutura coronal do crânio) e permitem reconstruções no plano sagital (paralelo a sutura sagital do crânio) e tridimensionais.

A preparação para o exame é muito simples e consta apenas de cuidados antialérgicos nos pacientes que forem tomar contraste ou no jejum de seis horas para todos.

Geralmente não é necessário suspender a medicação que o paciente venha usando, mas pacientes diabéticos que estejam tomando o medicamento Glucoformin e que forem usar contraste devem suspendê-lo três dias antes e três dias após o exame.

O exame de tomografia computadorizada é totalmente indolor e sem contraindicações e dura apenas cerca de 15 minutos.

O paciente deve deitar-se em uma mesa que desliza para dentro de um tubo, a qual se desloca para permitir imagens de novas “fatias” do segmento ou órgão corporal examinado.

O único desconforto que sentirá é o de dever permanecer imóvel durante a realização do procedimento (cá prá nós, isso é um enorme desafio, pois é nessas horas que dá vontade de coçar o nariz e o dedão do pé!)

O contraste injetado (se for o caso) pode provocar transitoriamente um gosto metálico na boca e uma sensação de calor.

O aparelho que obtém as imagens consta de um tubo de cerca de 70 centímetros de diâmetro, sendo que de um de seus lados se encontra uma ampola que emite raios X e do lado oposto um aparato que capta a radiação e gera as imagens, transmitindo-as a um computador conectado ao aparelho. Nos aparelhos mais recentes a bomba de raios X gira 360º em torno do tubo, permitindo imagens mais detalhadas e nítidas.

Tem havido constantes avanços tecnológicos nesse campo e os aparelhos de última geração permitem imagens melhores, tomadas mais rapidamente.

Nos aparelhos de tomografia mais antigos, a mesa se desloca alguns milímetros ou centímetros e para visando a realização de um novo corte, mas nos aparelhos atuais ela avança de maneira contínua enquanto os cortes são feitos.

Com a tecnologia mais nova da tomografia computadorizada é possível até mesmo estudar a circulação sanguínea.

A maior vantagem da tomografia computadorizada em relação à radiografia tradicional é que ela permite o estudo de secções transversais do corpo, enquanto aquela apenas mostra as estruturas do corpo sobrepostas em um único plano, permitindo, assim, uma imagem espacial e maior nitidez.

Outra vantagem é que ela permite distinguir entre si menores diferenças de densidade nos tecidos e desta forma é capaz de captar anomalias que não seriam visualizadas em radiografias comuns. Cada vez mais, este exame tem se tornado um dos mais requisitados métodos de diagnóstico por imagem.

As principais desvantagens da tomografia computadorizada residem no fato de utilizar radiação maior que uma radiografia tradicional. Essa radiação é ionizante e remove elétrons dos átomos por onde passa e isso tem um efeito negativo sobre o organismo. Embora o risco seja muito baixo, é de extrema importância que as exposições aos raios X sejam controladas e estejam dentro das normas vigentes.

A tomografia computadorizada é usada para detectar tumores, fraturas, obstruções circulatórias, alteracões nas estruturas orgânicas e outras anomalias teciduais, sendo mais precisa para tecidos moles que as simples radiografias.

Hoje em dia a tomografia computadorizada vem perdendo terreno para a ressonância magnética em virtude de duas grandes vantagens dessa última: imagens com maior definição e o fato de não usar energia radioativa.

sábado, 23 de março de 2013

Programa de Peso 7



Vamos começar o dia pelo café da manhã?

Sem ele seu corpo não funciona direito em todo período da manhã, já que, ao não se alimentar logo cedo, estará prolongando seu jejum noturno por mais horas e baixando ainda mais os níveis de glicose no sangue e, evidentemente, para o cérebro também.

Seu organismo irá lançar mão de recursos que não seriam necessários para que tudo funcione relativamente bem, mas, mesmo assim, estará passando por uma privação (estresse) desnecessária, causando transtornos hormonais e metabólicos que seriam totalmente desnecessários, pois podem atrapalhar em muito que você alcance seu objetivo: emagrecer!

A refeição da manhã aumenta em cerca de trinta por cento a nossa atividade metabólica, o que quer dizer que ao termos um bom cafá da manhã, gaastaremos mais energia durante todo o dia.

Além disso, aquilo que ingerimos logo cedo dará matéria prima para todas as atividades físicas do dia todo!

Iniciar o dia com uma refeição adequada é uma atitude que auxilia a ter menos fome no almoço e até mesmo no jantar!

Mas, é preciso ter em mente que não pode haver exagero! A meta calória ideal para esta refeição é de vinte por cento do que se irám ingerir durante todo o dia!

Para ficar mais prático para sua primeira refeição, você pode optar por um iogurte, que já vem pronto para ser consumido, ou, no mesmo caso, algum cereal.

Varie sempre seu cardápio matutino, pois rotina nesse caso não é estimulante e não se esqueça das fibras (cereais) que são tão importantes para o funcionamento digestivo.

Proteínas (ovos, queijos, frios) são bons para prolongar a sensação de saciedade e não dar aquela "fominha" tão cedo!

sexta-feira, 22 de março de 2013

Galactorreia



Galactorreia é a produção de leite pelas mamas fora do período de lactação normal (pós-parto). Tanto pode ocorrer no sexo feminino quanto no masculino. A secreção pode provir de apenas uma das mamas ou de ambas e pode variar na cor, composição e consistência, conforme a causa.


A galactorreia ocorre devido à produção excessiva de certos hormônios (a prolactina, principalmente), devido a um tumor hipofisário (causa mais frequente) ou a certos medicamentos (fenotiazinas, narcóticos e alguns medicamentos utilizados no tratamento da hipertensão arterial) que afetam o equilíbrio hormonal. Outras causas possíveis são o hipotireoidismo, os exercícios físicos intensos (liberação de endorfinas), certas lesões torácicas, estimulação dos mamilos, uso de antieméticos ou contraceptivos orais, dieta composta por alimentos gordurosos, patologias hipotalâmicas, insuficiência renal e síndrome dos ovários policísticos.

Além da síntese e excreção de leite, que pode ser o único sintoma, os homens podem apresentar cefaleia, perda da visão periférica, perda do interesse sexual e impotência. Nas mulheres pode ocorrer irregularidades do ciclo menstrual, ondas de calor e ressecamento vaginal.

Tudo deve começar com uma boa história clínica e exame físico. No exame físico ficam evidentes os sinais da deficiência de estrógeno. O diagnóstico deve prosseguir com a análise sanguínea de hormônios (prolactina, hormônio luteinizante e folículo estimulante) e com imagens de tomografia axial computadorizada ou ressonância magnética, que podem evidenciar a presença de tumores na hipófise.

O tratamento da galactorreia depende da sua causa. Se a concentração de prolactina sanguínea está aumentada, mas não houver tumor, o médico pode não prescrever nenhum tratamento ou apenas recomendar o uso de bromocriptina, que quase sempre interrompe o fluxo de leite. Contraceptivos orais que contenham estrógenos podem ser prescritos às mulheres que apresentem pequenos prolactinomas (tumores hipofisários produtores de prolactina).

Pacientes que apresentam tumores grandes podem necessitar de cirurgia e devem ser acompanhados por um oftalmologista, além do neurocirurgião e do radioterapeuta. Quando as causas forem outras, o tratamento deve ser adaptado a elas. Se a galactorreia resultar do uso de fármacos, eles devem ser suspensos ou substituídos.

quinta-feira, 21 de março de 2013

Programa de Peso 6



Auto-sabotagem: a acomodação!

Integridade pessoal é uma expressão que deve fazer parte do nosso dicionário e é uma escolha para cada um de nós, evidentemente. Com relação a emagrecimento, tenho certeza de que é uma escolha que acontece a cada momento, particularmente quando estamos de dieta e alguma alma acalorada nos oferece um "sonho" daqueles de padaria!

Mas, individualmente, tente lembrar quantas vezes você se prometeu "vou começar a dieta na segunda-feira"? Ou, ainda, "amanhã irei me matricular em uma academia e começar a fazer exercícios"? Ou, ainda pior, você faz a matrícula, paga antecipado mas nunca vai, ou vai "de vez em quando" à academia para se exercitar? Quantas vezes?

Mas, a "coisa" costuma funcionar assim: depois de um final de semana exuberante, cheio de massas, bebidas, refrigerantes, carnes e toda sorte de guloseimas, sua consciência, sim, sua consciência, lhe dá uma "cutucada" e cobra por seus excessos! Aí, você "conversa" com ela e "promete" - De amanhã não passa! Vou criar juízo!

Entretanto, o amanhã nunca acontece e você continua acumulando pneus às custas dos excessos e das faltas.

Excesso de alimentação e falta de atividade física!

E razões para os excessos e para as faltas não faltam! Eu não tenho ido à academia porque estou dormindo muito pouco ("só" oito horas!), porque estou cansado (isso, de fato, acontece no estilo de vida das grandes cidades) e aí você entra em uma verdadeira batalha com sua consciência: ela lhe cobrando atitudes e você empurrando ela para trâs, para que ela pare de lhe amolar!

Então, quebrando suas promessas, o tamanho de sua cintura continua o mesmo ou até mesmo aumenta!

Mas, o pior é que sua auto-estima vai para baixo! E você olha para o espelho e não gosta do que vê!

Eu gosto de lembrar de uma coisa que um amigo me diz várias vezes: "Caiu? Levante e comece de novo! Não pare! Quem fica parada é pedra!"

Então: falou que iria fazer e não fez? Tente de novo e de novo e de novo, até conseguir realmente fazer, pois não é fácil essa tal de lei de inércia, pois ela faz com que os corpos tendam a manter a velocidade na qual estão, portanto, se eles estão parados, tenderão a permanecer parados!

Então, vá de novo diante do espelho e pense: "Vou tentar de novo, afinal, não reconheço esta figura que está diante de mim e preciso tentar ficar como eu quero""

Não permita a auto-sabotagem! Não permita cultivar doenças em seu corpo em função da acomodação!

Acredite: a cada 100 gramas emagrecidas um sorriso interno de vitória estará dentro de você!

quarta-feira, 20 de março de 2013

Beriberi??? O quê é isso???



O beribéri é uma doença provocada pela falta de vitamina B1 (tiamina) no organismo; caracterizado por alterações nervosas, cerebrais e cardíacas.

A vitamina B1 é solúvel em água e exerce importantes funções no organismo, ajudando especialmente na degradação da glicose e na estruturação da bainha dos nervos.

O bom funcionamento do cérebro, o relaxamento do sistema nervoso e o fortalecimento do músculo do coração dependem de um adequado suprimento da vitamina B1.

Quando há deficiência dessa vitamina no organismo aparece o beribéri, doença que é rara em países desenvolvidos, nos quais a maior parte dos alimentos é enriquecida com as vitaminas essenciais.

O beribéri é causado pela falta de vitamina B1 (tiamina) no organismo. Uma das causas de deficiência de vitamina B1 é a inibição da sua absorção pelo fungo Penicillium citreonigrum, mas outras enzimas, encontradas em peixes de rio, também podem causar idêntica deficiência.

De um modo geral, as deficiências de vitamina B1 se dão por dieta carente de fontes dessa vitamina, baixa absorção dela pelo intestino, diarreias prolongadas ou por hipertireoidismo, gravidez e febre.

Os principais sinais e sintomas de beribéri são:

• Sensação de formigamento nos dedos dos pés, câimbras nas panturrilhas, dores nas pernas e pés.

• Insônia.

• Cansaço.

• Confusão mental.

• Laringite.

• Visão dupla.

O beribéri pode dar origem a uma alteração dos músculos cardíacos pela deficiência da vitamina B1 e levar à insuficiência cardíaca.

Em lactentes que são amamentados por uma mãe com deficiência de vitamina B1 pode haver um beribéri infantil, caracterizado por insuficiência cardíaca, perda da voz, lesão de nervos periféricos, fraqueza muscular e dificuldades respiratórias.

terça-feira, 19 de março de 2013

Programa de Peso 5



Quem é que não gostaria de começar a dieta na segunda-feira e subir na balança na terça para ver uma grande diferença... para menos, é claro?

Mas, a pressa para emagrecer é realmente inimiga da perfeição!

Não adianta ter pressa! Tem de ter persistência! Insistência! Paciência! São três fatores fundamentais que direcionam não somente o emagrecimento, mas tudo na vida!

Tudo aquilo que a gente muda em nossas experiências faz oposição para a mudança e nosso organismo não é diferente! Ele também "não quer perder"! Faz de tudo para se manter estável e uma dieta, principalmente se for radical, é uma desestabilização enorme para ele, o organismo!

Mas, nossa intenção é emagrecer e, quando fazemos dieta por semanas a fio, sem resultado é muito desanimador! Aí, normalmente qual o resultado? Mergulhamos de cabeça na alimentação, como uma espécie de "desforra" por não termos emagrecido! Mas, este é um dos problemas mais comuns para resolver internamente para cada um de nós!

Nada de desânimo e nada de radicalismos em dietas! Tudo que é feito com moderação e prolongadamente acaba dando algum resultado. eu sempre penso em como um desses músicos fantásticos que se apresentam em público teve de se dedicar para chegar a nível de aperfeiçoamento tal para poder ser um verdadeiro artista: com MUITO ESFORÇO! E POR UM TEMPO MUITO LONGO!

Ou seja, não adianta querer resultados imediatos em sua tentativa de emagrecer. Pode até ser que alguma pessoa conhecida sua tenha mais facilidade para emagrecer, mas ainda assim, nem mesmo para ela é tão fácil como pode parecer, pois emagrecer exige mudança de hábitos! Tem de mudar o jeito de pensar! Tem de passar a pensar "magro", pois assim acabamos por mudar o jeito pelo qual nos alimentamos! E, cá para nós, não é fácil deixar de pensar "gordo", afinal, normalmente somos educados para comer, pois a fisionomia "fortinha" dia para as pessoas que estamos saudáveis e a fisionomia "magrinha" pode dizer o contrário!

Há uns dez anos atrás eu cheguei a emagrecer quatorze quilos e muitos pacientes me perguntavam se eu estava doente. Infelizmente é isso que está registrado em nosso subconsciente, mas emagrecer pode ser exatamente sinal de SAÚDE, em vários casos!

De qualquer modo, se você quer emagrecer, tenha em sua mente que não é fácil e tampouco rápido! Então, é preciso ter aquelas três características que eu citei lá no começo, lembra? Persistência, Insitência e Paciência!

Não suba na balança todos os dias, pois não é assim que se ocntrola o emagrecimento. Suba uma ou duas vezes por semana em uma balança confiável. Evite aquelas de drogarias ou farmácias, pois são muito utilizadas e ficam desreguladas com muito maior facilidade!

Vá ao médico ou tenha a sua balança de confiança!

E mãos à obra!

Ah! Dizem os defensores da neurolinguística que não devemos dizer "perder peso" e sim "emagrecer", pois, como eu já disse, ninguém gosta de perder, então em nível subconsciente pode haver uma barreira do próprio organismo para evitar sua "perda de peso"...

segunda-feira, 18 de março de 2013

Hemoptise (Expectoração com sangue)



Chama-se hemoptise à expectoração com sangue, proveniente da árvore respiratória, que acontece durante a tosse. A hemoptise pode ser consequente a várias doenças pulmonares ou cardíacas, algumas simples, outras graves.

Fala-se de "escarro hemoptoico" quando o sangramento é pequeno, misturado com escarro, ou de hemoptise maciça quando o sangramento é maior, embora não haja consenso quanto a quantificá-los. Em geral, no primeiro caso o sangue expelido é mais escuro e no segundo caso mais vivo e rutilante.

O pulmão pode ser a fonte do sangramento, mas o mais comum é que o sangramento seja proveniente das vias aéreas superiores, como nariz e garganta.

Vamos levar em conta a possibilidade de que seja de origem pulmonar.

A hemoptise pode ser causada por bronquites (agudas ou crônicas), pneumonias, tuberculose, tumores pulmonares, hipertensão venocapilar pulmonar, estenose mitral grave, embolismo pulmonar, bronquiectasia, síndromes de hemorragia alveolar, diátese hemorrágica, etc.

Outras vezes as hemoptises podem ser desencadeadas pelo uso de anticoagulante. Em crianças é frequente a associação da hemoptise com a aspiração de corpos estranhos. Há também uma hemoptise dita idiopática, em que nenhuma causa consegue ser identificada.

Uma cuidadosa história clínica deve ser tomada dos pacientes e pode ajudar numa diferenciação inicial entre duas condições às vezes muito parecidas, a hemoptise e a hematêmese (sangue vertido pela boca, proveniente do sistema gastrointestinal).

A radiografia do tórax frequentemente ajuda no diagnóstico etiológico, mas ela deve ser complementada pela fibrobroncoscopia e pela tomografia de tórax de alta resolução (TCAR).

A broncoscopia pode ajudar nessa diferenciação e é o exame mais indicado para identificar a zona hemorrágica. O indicador radioativo pode mostrar uma embolia pulmonar. A tomografia computadorizada pode acusar fontes de sangramento parenquimatoso.

A maior parte dos pacientes apresenta resolução espontânea. Aqueles que necessitam de tratamento devem ser diferenciados de acordo com a causa. Algumas vezes as pessoas com hemoptise precisam ser internadas para investigações e tratamentos.

Medicações antitussígenas não devem ser utilizadas, porque podem inibir a tosse, que é um meio de eliminação de secreções ou de corpos estranhos que estejam obstruindo as vias respiratórias.

A inalação propiciada por um vaporizador, bem como a fisioterapia respiratória auxiliam na expulsão de coágulos sanguíneos.

Coágulos de maior dimensão podem ser removidos com a ajuda de um broncoscópio.

As hemorragias de vasos mais calibrosos podem exigir intervenções médicas mais incisivas, como embolização da artéria brônquica.

Muitas vezes pode ser necessário a realização de uma broncoscopia ou de um procedimento cirúrgico para estancar a hemorragia.

sábado, 16 de março de 2013

"Caspas"



A pele do couro cabeludo elimina normalmente por descamação as células velhas, que dão lugar a outras novas. Essas células são de tamanho tão minúsculo que o processo nem chega a ser percebido. No entanto, quando há uma dermatite (inflação da pele) do couro cabeludo, a pessoa perde escamas da pele em forma de flocos brancos, aos quais se denomina caspa.

Costuma-se chamar essa dermatite de dermatite seborreica.

No entanto, a caspa e a dermatite seborreica não são a mesma coisa.

A caspa é seca, a dermatite é úmida.

A dermatite seborreica tem maior gravidade que a caspa e em casos mais intensos pode afetar também as sobrancelhas, o rosto (maçã do rosto), a barba, o nariz, a região atrás das orelhas, as costas, as dobras da pele e a região entre os seios.

Na verdade existem dois tipos de caspa: a caspa seca, formada por minúsculas películas que empoeiram o pescoço e os ombros e a caspa gordurosa, causada por escamas embebidas em sebo, aderentes ao couro cabeludo e à raiz dos cabelos.

Essa talvez seja a descamação intensificada pela dermatite seborreica.

A caspa é uma manifestação mínima da dermatite seborreica, embora possa provocar a queda de cabelos. A caspa acomete igualmente homens e mulheres e afeta tanto os cabelos oleosos quanto os secos, embora àqueles mais que a estes.

Embora seja muito conhecida e muito comum, pouco se sabe sobre as causas definitivas e os tratamentos 100% efetivos para as caspas.

Sabe-se que as caspas podem ter várias causas desencadeadoras, além de uma susceptibilidade genética, tais como:

•Clima seco.

•Mudanças bruscas de temperatura.

•Estresse.

•Alterações hormonais.

Depois de estabelecidas, as caspas atraem fungos (Malassezia globosa), o que complica a situação.

As caspas não têm cura definitiva, mas podem ser controladas!

Existem xampus anticaspa, que contêm princípios ativos que procuram diminui-las. Os mais usados têm como base zinco, cetoconazol, selênio, alcatrão, ácido salicílico, dentre outros.

Se a descamação for muito forte, pode ser necessário usar medicamentos orais, receitados pelo seu médico.

sexta-feira, 15 de março de 2013

Programa de Peso 4



Você quer emagrecer? Ótimo!

Mas, primeiro, vamos refrescar a memória, por favor!

Há quanto tempo você vem "ganhando" peso? Dez dias? Um mês? Seis meses? Um ano? Dez anos? Vinte?

Então, há quanto mais tempo você esteja (não é "esteje", por favor!) ganhando peso, mais paciência e persistência você precisará para conseguir alcançar seu objetivo!

Não adianta programar para emagrecer em quinze dias, um mès ou dois o que você "ganhou" em um período muito longo!

Por isso, ponha em sua mente que é preciso P-A-C-I-Ê-N-C-I-A!

E P-E-R-S-I-S-T-Ê-N-C-I-A!

Não queira chegar ao final de seu programa de emagrecimento com rapidez, por que você irá se frustrar, certamente!

Trace planos de emagrecimentos através de metas, pequenas metas, por exemplo, conquistadas a cada quinze dias, como meio quilo a cada quinze dias!

É pouco? Nâo, não é mesmo!

Pense assim: melhor emagrecer meio quilo em quinze dias, do que aumentar 100 g no mesmo período! Embora isso também possa acontecer, infelizmente, particularmente no início de seu projeto!

Comece fazendo um planejamento.

Organize seu mês, para iniciar.

Claro que vamos associar a atividade física com a dieta orientadas, as duas.

Pegue um caderno, ou tablet ou um celular e marque os dias de treino e seus objetivos alimentares, dia-a-dia.

Depois, claro, vá acompanhando seu progresso. É bom olhar para as anotações e ver que tudo está sendo feito de acordo com o planejamento! Isso estimula a permanecer e a conquistar cada vez mais!

quinta-feira, 14 de março de 2013

Programa de Peso 3



Uma atitude em prol da perda ou do controle de peso é ter uma atividade física REGULAR.

Tem de ser regular, disciplinada, sem exageros e com um programa condizente com suas possibilidades e necessidades.

Quer dizer, é preciso ter visão para fazer a coisa do jeito certo e, para isso, eu recomendo com firmeza que se tenha o conhecido "personal trainer", que é um especialista em educação física que faça SUA programação.

Como sempre, reforço para que você NÃO SE ILUDA, pois não existem milagres: ninguém vai emagrecer o que ganhou em décadas, praticando atividades físicas em apenas duas semanas ou mesmo um mês.

É preciso um período geralmenente longo para que seu organismo vá se adaptando PROGRESSIVAMENTE às mudanças que você precisa impor a ele. E, algumas vezes, isso demora alguns meses ou mesmo alguns anos...

Rotinas de treinos devem ser programadas por este profissional adequada para cada pessoa, podendo envolver atividades aeróbicas (aeróbias) ou anaeróbicas (anaeróbias), sendo estas segundas do grupo das atividades "menos dinâmicas", pois envolvem movimentos com grupos musculares específicos, para alogamento (muito importante) e para fortalecimento.

O "personal" deve fazer uma avaliação para verificar seu condicionamento físico e para poder prescrever as atividaeds adequadas para seus objetivos - você pode "negociar" com ele quais são - e necessidades.

Ele precisa saber de seu perfil orgânico e até mesmo psicológico e DEVE ensinar você a treinar de modo progressivo, sem pressa, sem qualquer pressa.

Dizem que os professores de academias podem ajudar, digo aqueles que fazem parte do "staff" local, mas, sinceramente, não costumo ver muito "empenho" por parte deles nem mesmo para corrigir erros de movimentos que as pessoas que frequentam academias podem estar comentendo. Claro que há exceções, mas, de modo geral, não tenho visto tal empenho.

Assim, posso afirmar que um "personal" é realmente o mais indicado. Até para que você se sinta "cobrado" para ir à academia fazer sua atividade física, pois, se há alguém esperando, mais provavelmente você não deixará de ir por qualquer razão que seja.

quarta-feira, 13 de março de 2013

Programa de Peso



Mais um passo para ajudar no emagrecimento: procure um médico, de preferência um endocrinologista!

Este é o especialista capaz de entender qual pode ser a origem do problema a ser enfrentado para o tratamento da obesidade.

Podem ser várias as causas do excesso de peso, como um problema na tireóide, erro na alimentação, absoluta falta de aticidade física.

Enfim, um estudo adequado pode esclarecer como atuar em cada caso e dar a diretriz para a solução.

O endócrino (como é chamado este especialista habitualmente) pode descobrir e ajudar a tratar compulsão alimentar, com auxílio de medicamentos, corrigir maus hábitos alimentares (CID Z59.4), avaliar a tireóide e, em caso de problema com ela, tratá-la, além de eventualmente encontrar algum outro problema metabólico que justifique a elevação do peso.

Mais uma vez, não se iluda: não há fórmulas mágicas que fazem você emagrecer sem esforço.

Aliás, cuidado com elas! Há até clínicas que prometem emagrecimento com vários recursos, mas não fazem a avaliação completa do paciente. Apenas prescrevem medicamentos, sem adequado acompanhamento e sem orientação nutricional e física adequada para cada caso.

O tratamento do paciente com elevação do peso exige consciência de que é uma tarefa a longo prazo envolvendo os profissionais aptos a ajudá-lo e ele mesmo, o paciente, para que aconteça o sucesso da intervenção.

O médico capacitado para isso precisa ser figura participante no trabalho, acompanhando clinicamente o paciente passo-a-passo.

Sem pressa e com persistência!

É necessário acompanhar, também, os fatores paralelos da obesidade, como a hipertensão arterial e eventualmente o diabetes, que geralmente fazem parte da Síndrome Metabólica provocada pelo acúmulo de gordura na região do abdomen e pelo excesso de peso.

Enfim, tratamento de obesidade sem médico acompanhando, não é um tratamento adequado e tem chance de trazer mais problemas do que solução!

terça-feira, 12 de março de 2013

Programa de Peso



Vou começar uma série de informações sobre perda ou manutenção de peso. Sem qualquer intenção de ser inovador, ao contrário, conservador, mas ao mesmo tempo prático e direto.

Por algum tempo, nada de doenças e informações, a não ser ocasionalmente, se interessar no momento.

Talvez ajude algumas pessoas, embora, como eu disse, seja um trabalho voltado para o óvio. Vamos ver...

Primeiro passo: CONSULTE UM(A) NUTRICIONISTA!

É isso! Parece óbvio e é mesmo, mas sem um nutricionista a gente cai naquela velha história das dietas mágicas que resolvem tudo para todo mundo e as coisas não funcionam assim, pois cada um tem suas necessidades.

Este profissional irá avaliar SEU CASO, conversando com você e observando suas necessidades, tanto em termos de possibilidades durante o dia, como em termos de qualidade dos alimentos e quantidade deles.

Irá elaborar cardápios adequados para VOCÊ, balanceados para sua necessidade.

Mas, não basta uma visita: é importante manter contato com este profissional todos os meses, pois seu organismo é dinâmico e vai mudando com o tempo, particularmente se você está em dieta, assim, ele poderá adequar sua dieta às suas necessidades.

Não acredite em dietas mágicas, pois elas são idênticas ao coelhinho da Páscoa! Só servem para dar ilusões!

Seguiremos dia-a-dia com novas dicas!

segunda-feira, 11 de março de 2013

Intolelância à Lactose



Do que se trata: Dificuldade na digestão de lactose, que é um açúcar presente no leite e em seus dericados. Pode atingir crianças e adultos.

Sintomas mais comuns: diarreia, vômitos, distensão abdominal, cólicas e flatulència (gases).

Tratamento nutricional: reduzir a ingestão de lactose, que está presente no leite e derivados, além das fórmulas infantis, de acordo a necessidade de cada paciente.

No caso das crianças o aleitamento materno não interfere com relação a este problema, portanto o aleitamento materno pode ser continuado sem problemas.

Crianças que não fazem aleitamento materno e adultos devem substituir o leite por produtos que não contenham lactose em sua composição.

sábado, 9 de março de 2013

Doença de Addison



A doença de Addison (ou insuficiência adrenal crônica ou hipocortisolismo) é uma insuficiência primária das glândulas suprarrenais (chamadas também de glândulas adrenais), responsáveis pela liberação de hormônios como cortisol e de catecolaminas, como a adrenalina.

Ocorre por uma atrofia das glândulas suprarrenais, fazendo com que por vezes elas não produzam o cortisol e a aldosterona em quantidade suficiente para as necessidades orgânicas. O cortisol é importante no processamento do metabolismo dos carboidratos, proteínas e lipídios, entre outras ações, e a aldosterona é um mineralocorticoide responsável pela homeostasia do sódio e do potássio e pelo equilíbrio hidroeletrolítico.

Esta condição pode afetar tanto homens como mulheres, em qualquer idade. A doença é rara, atingindo apenas uma ou duas pessoas num grupo de 100.000 indivíduos. Ela deve ser distinguida da insuficiência suprarrenal secundária, na qual a hipófise não produz o hormônio adrenocorticotrófico (ACTH) suficiente para estimular a glândula suprarrenal. O problema, então, é uma insuficiência hipofisária.

As glândulas suprarrenais localizam-se logo acima dos polos superiores dos rins, uma de cada lado, sendo que a direita tem forma triangular e a esquerda a forma de meia-lua.

O nome da doença é devido ao médico inglês Thomas Addison, que a descreveu em 1855.

Para que a insuficiência suprarrenal se manifeste é necessário que 90% do tecido suprarrenal tenha sido destruído. A grande maioria dos casos de doença de Addison é em razão de processos autoimunes dirigidos contra as células adrenais. Nos países onde a incidência da tuberculose é alta, essa é uma causa importante da doença. Outros casos devem-se à infecção pelo vírus da imunodeficiência humana (HIV), sarcoidose, amiloidose, hemocromatose, câncer, hemorragia adrenal e defeitos congênitos das glândulas adrenais.

A doença de Addison pode também fazer parte de uma síndrome poliendócrina geral que afeta outros órgãos e pode estar associada a outras endocrinopatias.

Os principais sinais e sintomas da doença estabelecida são, entre outros:

•Fadiga crônica e progressiva.

•Tonteiras.

•Perda de força muscular.

•Perda de apetite e de peso.

•Como perdem sal pela urina, há uma avidez pelo consumo de sal na dieta.

•Coloração escura da pele, sobretudo nas regiões de dobras.

•Febre, náuseas e vômitos.

•Hipotensão (queda da pressão arterial).

•Hipoglicemia (queda da taxa de açúcar no sangue).

•Hiperpigmentação cutânea.

Situações de estresse agudo ou a interrupção do uso do hormônio exógeno pode levar a uma crise addisoniana, potencialmente grave, caracterizada por hipotensão severa, dores súbitas e penetrantes, hipoglicemia, perda da memória, fadiga extrema e, às vezes, coma.

Em geral, a destruição da glândula é bastante lenta e os sintomas são de difícil distinção, sendo o diagnóstico quase sempre feito em estados avançados da doença.

Os sintomas da doença de Addison podem ter início agudo ou insidioso. No primeiro caso, o diagnóstico pode ser mais fácil e no segundo, mais difícil.

Como os sintomas são muito variados e às vezes de instalação lenta, o diagnóstico nem sempre é facil. Ele requer uma história clínica detalhada, com avaliação dos sintomas, a qual deve ser complementada pela dosagem sanguínea dos hormônios adrenais, os quais normalmente estarão abaixo do normal, e do ACTH, que deverá estar alto, demonstrando haver estímulos hipofisários sobre as glândulas adrenais, que não respondem a eles.

A estimulação artificial das glândulas suprarrenais pode ser feita também com ACTH exógeno sintético, administrado por via venosa, a qual mostrará um nível baixo de resposta suprarrenal. Além disso, devem ser dosados a creatinina, a glicose, o sódio e o potássio séricos.

Além de constatar-se, se for o caso, a existência de uma insuficiência suparrenal primária, é necessário determinar a sua causa. Para isso, talvez seja necessário fazer exames de imagens das glândulas suprarrenais. As dosagens da 21-hidroxilase, uma enzima envolvida na produção de cortisol e de aldosterona, pode ajudar a diagnosticar os casos autoimunes. Em alguns poucos casos pode ser necessária uma biópsia das suprarrenais.

sexta-feira, 8 de março de 2013

Vinho e Demência



Beber vinho pode diminuir o risco de demência Fonte: Neurology.

Pessoas que bebem vinho de vez em quando podem ter um risco menor de desenvolverem demência, incluindo a doença de Alzheimer, de acordo com um estudo publicado na edição de 12 de novembro da Neurology.

Pessoas que bebiam vinho semanal ou mensalmente estavam duas vezes menos propensas a desenvolverem demência, de acordo com o estudo.

"Esses resultados não significam que as pessoas devam começar a beber ou beber mais vinho do que elas geralmente bebem," disse o autor do estudo Thomas Truelsen, MD, PhD, do Institute of Preventive Medicine at Kommunehospitalet em Copenhagem, Dinamarca.

"Mas os resultados são estimulantes porque eles podem significar que substâncias existentes no vinho reduzem a ocorrência de demência," disse ele. "Se esse for o caso, nós poderemos desenvolver métodos de tratamento ou de prevenção baseados nessas substâncias."

A hipótese dos pesquisadores que os flavonóides, compostos naturais que têm efeito antioxidante, podem ser a substância responsável pelo efeito benéfico. O vinho tinto é rico em flavonóides.

Outros estudos sugeriram que os flavonóides podem diminuir a ocorrência de derrame e outras doenças cardiovasculares entre pessoas que bebem vinho.

No estudo, os pesquisadores identificaram os hábitos de 1,709 pessoas, nos anos 70, em Copenhagem que bebiam vinho, cerveja e licor e avaliadas nos anos 90 em relação a demência, quando elas tinham 65 anos ou mais. Nessas duas décadas, 83 participantes desenvolveram demência.

A sua ingestão de álcool foi comparada àqueles que não desenvolveram demência. O estudo também descobriu que beber cerveja ocasionalmente estava associado com o aumento do risco do desenvolvimento de demência.

Aqueles que bebem cerveja mensalmente estavam duas vezes mais propensos a desenvolverem demência do que aqueles que nunca ou dificilmente bebiam cerveja.

Aqueles que bebiam vinho todos os dias não estavam mais ou menos propensos a desenvolverem demência do que aqueles que bebiam de vez em quando.

Uma limitação do estudo é que os hábitos alimentares não foram avaliados, ressalta um editorial redigido pelo neurologista John Brust, MD do Harlen Hospital Center em Nova York.

"Pesquisadores sugerem que as pessoas que bebem vinho podem ter hábitos alimentares melhores do que as pessoas que bebem cerveja ou licor, disse Brust.

"Existe também evidência que uma dieta com vitamina E pode reduzir as chances do desenvolvimento da doença de Alzheimer. Esses fatores não foram considerados nesse estudo. Entretanto, isso é uma notícia interessante fornecendo evidência que existe de fato alguma coisa especificamente benéfica sobre o vinho."

quinta-feira, 7 de março de 2013

Herpes Genital



O herpes genital é uma infecção por vírus transmitidos sexualmente, que afeta a pele e/ou mucosas dos orgãos genitais. Uma vez contraído, dificilmente esse vírus é eliminado do organismo, porque o sistema imunológico das pessoas não tem pleno acesso a ele, pois ele se abriga nas raízes nervosas, que esse sistema não atinge.

A infecção é, por isso, considerada uma infecção recorrente, havendo às vezes longos períodos em que ela não se manifesta. Ela parece eclodir em situações em que o sistema imunológico da pessoa contaminada esteja enfraquecido.

O herpes genital é causado pelo vírus simples do herpes. Há dois tipos de vírus que podem causar o herpes genital: vírus do herpes simples tipo 1 (HSV-1) e o vírus do herpes simples tipo 2 (HSV2). Geralmente, o HSV-1 infecta a mucosa da boca e dos lábios, causando as chamadas aftas ou herpes de boca e pode se espalhar para os genitais durante o sexo oral. O HSV-2, na maioria das vezes, causa diretamente o herpes nos orgãos genitais.

Mais comumente, o herpes é transmitido quando a pele do receptor tem alguma lesão visível que serve como porta de entrada para o vírus ou a pele do doador apresenta bolhas ou erupções (crise ativa), mas também pode acontecer que NÃO haja lesões visíveis e a pessoa nem saiba que está infectada. Pode haver transmissão pelo contato com os fluidos da boca ou da vagina de uma pessoa infectada para outra não infectada.

Muitas pessoas infectadas (cerca de 80%) permanecem assintomáticas, mas podem transmitir a doença. Existe também a transmissão vertical do vírus, da mãe para o feto e para o bebê, no momento do nascimento.

O período de incubação do vírus varia de 10 a 15 dias depois de a infecção ter-se realizado (às vezes mais). Nos primeiros dias da infecção pode não haver sintomas ou ocorrer um simples prurido. Alguns dias depois aparecem as vesículas. A primeira infecção é mais intensa e longa que as demais, porque ainda não se formaram as defesas para combater o vírus, mas, apesar da formação posterior de anticorpos, permanece o risco de recidivas.

As lesões do herpes genital se caracterizam por serem pequenas vesículas localizadas nos genitais (masculinos e femininos). Antes ou paralelamente ao surgimento das vesículas podem ocorrer ardor, prurido, formigamento, gânglios linfáticos inflamados e aumentados de tamanho, dores de cabeça, dores musculares e articulares.

Além da visualização direta das lesões, o médico deve proceder a uma raspagem das feridas e retirar delas uma pequena quantidade de líquido, para observação ao microscópio. O herpes genital também pode ser diagnosticado por alguns exames laboratoriais.

Os exames de sangue medem os anticorpos contra o vírus e podem identificar se uma pessoa tenha sido infectada alguma vez, mesmo que não esteja em crise no momento. O teste da reação em cadeia da polimerase (PCR) pode ser realizado no fluido de uma bolha. É o exame mais específico para o herpes. A cultura do fluido contido nas bolhas pode também detectar o vírus.

O herpes genital não tem cura. Medicamentos antivirais podem ser usados para um melhor controle da doença. O aciclovir pode destruir ou impedir que o vírus mantenha sua cadeia de replicação, mas quando o vírus está abrigado no sistema neural (habitualmente num gânglio neural), esse remédio não tem efeito. Podem ser usados também medicamentos para aliviar os sintomas (analgésicos, anti-inflamatórios, etc.). Conforme o caso, são esporadicamente receitados antibióticos para uso tópico e limpeza das lesões com soro fisiológico.

Como prevenir o herpes genital?

•Sempre usar preservativo nas relações sexuais, isso ajuda a evitar a transmissão da doença. Fazer sempre uma boa higienização das regiões genitais antes e depois de cada relação sexual.

•Evitar múltiplos (as) parceiros (as) sexuais.

•A mulher deve informar ao médico que é portadora do vírus do herpes genital, se pretende engravidar, mesmo que no momento não tenha lesões ativas, pela possibilidade de transmissão para o filho.

•Mesmo as pessoas que estejam sem lesões podem transmitir o herpes genital.

•A escarificação das lesões pelo ato de coçar pode disseminar as lesões.

O herpes genital costuma regredir mesmo sem tratamento, mas em pessoas imunodeprimidas as lesões podem adquirir grandes dimensões.

Na gravidez, o herpes genital pode provocar abortamento espontâneo.

O herpes congênito pode ser extremamente grave e letal.

quarta-feira, 6 de março de 2013

Leptospirose



A leptospirose é uma doença infecciosa causada por uma bactéria, transmitida pela urina de animais, que ocorre em todo o mundo, exceto nas regiões polares. É uma zoonose (doença de animais) que afeta também seres humanos. Há duas formas da doença: uma forma anictérica, mais benigna, que se verifica em cerca de 90% dos casos e uma forma ictérica, mais grave, e também mais rara, chamada Doença de Weil.

Primariamente, acomete roedores e outros mamíferos silvestres, bem como animais próximos ao homem como cães, gatos, bois, cavalos, porcos, cabras e ovelhas. A bactéria pode alojar-se indefinidamente nos rins desses animais, sem causar-lhes problemas. Esses animais, mesmo vacinados e assintomáticos, podem eliminar a bactéria pela urina e transmitir a doença. A bactéria multiplica-se nos rins desses animais sem causar danos e é eliminada pela urina, às vezes por toda a vida deles.

A leptospirose é causada pela bactéria Leptospira interrogans, que pode afetar seres humanos de ambos os sexos, em todas as idades. Geralmente a bactéria é eliminada pela urina de certos animais e pode permanecer na água por até seis meses, de onde pode contaminar seres humanos. No homem, a bactéria penetra através da pele íntegra ou, preferencialmente, de lesões dela e das mucosas ou é absorvida juntamente com a água ou alimentos ingeridos.

Em países em desenvolvimento, sem adequada estrutura sanitária, a maioria das infecções ocorre através do contato com águas de enchentes contaminadas por urina de ratos. Infelizmente, as contaminações podem ocorrer mesmo depois das águas baixarem porque a bactéria ainda sobrevive em resíduos úmidos. A transmissão direta entre pessoas é improvável.

Os sintomas iniciais da leptospirose são semelhantes aos de outras infecções como febre amarela, malária, dengue ou hantavirose, por exemplo, razão porque nesta fase pode ser difícil diferenciá-la dessas doenças.

O diagnóstico de leptospirose tem de ser feito levando-se em conta a história de exposição ao risco e a exclusão laboratorial de outras doenças. Na grande maioria dos casos a doença é de evolução benigna e as pessoas infectadas desenvolvem manifestações discretas ou nem sequer apresentam sintomas. O período de incubação da leptospirose é, em média, de dez dias.

Os sintomas iniciais, um tanto inespecíficos, são febre alta, sensação de mal-estar, dor de cabeça, dores musculares, cansaço e calafrios. Frequentemente ocorrem também dor abdominal, náuseas, vômitos e diarreia, olhos avermelhados, tosse e faringite. Em alguns casos podem surgir exantemas (manchas avermelhadas no corpo), meningite e aumento dos linfonodos, baço e fígado. A maioria das pessoas melhora em quatro a sete dias.

Em alguns poucos pacientes (geralmente adultos jovens do sexo masculino) pode ocorrer icterícia (olhos amarelados), o que sinaliza maior gravidade. Podem aparecer manifestações hemorrágicas (equimoses, sangramentos nasais, gengivas e pulmões) e insuficiência renal. O doente pode tornar-se torporoso e mesmo entrar em coma.

Uma aproximação diagnóstica pode ser feita pela história clínica e pelo relato de exposição a situações de risco. Já numa fase inicial, as bactérias podem ser visualizadas por meio de exame direto de sangue ou de cultura, inoculação em animais ou detecção do DNA do microrganismo, pela técnica da reação em cadeia da polimerase (PCR).

Numa fase tardia, as leptospiras podem ser encontradas na urina, de onde podem ser cultivadas ou inoculadas. São usados métodos sorológicos como o ELISA-IgM e a microaglutinação (MAT). Os exames de rotina devem incluir hemograma, ureia, creatinina, bilirrubina total e frações, TGO, TGP, gama-GT, fosfatase alcalina, CPK, dosagem de sódio e potássio, radiografia de tórax, eletrocardiograma e gasometria arterial.

O diagnóstico diferencial da leptospirose com outras doenças assemelhadas (dengue, gripe, malária, hepatite), tem de ser feito por meio de exames sorológicos ou pelo isolamento da bactéria em culturas de sangue ou líquor.

O tratamento fundamental da pessoa com leptospirose é de suporte orgânico, principalmente hidratação. Medicamentos que contenham ácido acetilsalicílico e anti-inflamatório não devem ser utilizados, pelo risco de agravarem os sangramentos. Os antibióticos (doxiciclina, penicilinas, estreptomicina) podem ajudar a evitar a evolução para as formas mais graves. Pessoas com formas leves de leptospirose podem ser tratadas em domicílio, mas as formas graves necessitam de tratamento em hospital.

Como prevenir a leptospirose?

•A vacina para humanos não está disponível no Brasil e não confere imunidade permanente. A vacina para animais, disponível no Brasil, evita a doença, mas não impede a transmissão para seres humanos.

•Evitar o contato com água que tenha a possibilidade de estar contaminada com urina de animais (enchentes, córregos e lagos que possam estar contaminados).

•Quando for necessário o contato com águas suspeitas (drenagem de córregos e rios ou águas de enchentes, por exemplo), usar botas e luvas impermeáveis.

•Se a água a ser ingerida (beber, cozinhar, etc.) estiver turva, deve ser fervida antes de ser utilizada.

•Mantenha vacinados os animais com os quais tenha contato.

A enfermidade costuma ser autolimitada. Normalmente as formas mais brandas da leptospirose evoluem para a cura. A maioria dos pacientes melhora ou se cura em uma semana. A evolução para graves complicações (insuficiência renal ou hepática, meningite, deficiência respiratória) ou para a morte pode ocorrer em cerca de 10% das formas graves, que são mais raras.

terça-feira, 5 de março de 2013

Acnes: novidades...



Uma nova pesquisa traz uma descoberta surpreendente: nem todas as bactérias causadoras de espinhas são maléficas. Enquanto algumas delas se encaixam na categoria danosa e causam as temidas espinhas, outras podem fazer bem para a pele.

Os resultados podem explicar porque apesar de todos terem um grande número de bactérias na pele, apenas uma entre cada cinco pessoas desenvolvem acne.

“Nós esperamos aplicar nossos resultados para desenvolver novas estratégias para impedir as marcas antes que elas comecem”, explica a pesquisadora Huiying Li, da UCLA nos Estados Unidos. A descoberta permite, por exemplo, que dermatologistas personalizem tratamentos de acordo com o coquetel específico de bactérias presentes na pele de cada paciente.

A pesquisa foi publicada no periódico Journal of Investigative Dermatology.

segunda-feira, 4 de março de 2013

Ponte de safena



O sangue oxigenado que procede dos pulmões deve ser distribuído pelas artérias coronarianas para o músculo cardíaco. Essas artérias podem acumular placas de gordura, que irão obstruir a circulação do sangue. A ponte de safena é uma cirurgia que visa restituir a normalidade da circulação nas artérias cardíacas e deve ser feita se a obstrução arterial atingir 70% ou mais, quando o risco de um infarto fulminante é muito alto. A cirurgia procura fazer a revascularização miocárdica através de uma ponte (shunt, bypass, desvio, etc.), usando parte da veia safena (maior veia da perna) para irrigar as artérias coronarianas, a partir da artéria aorta (a principal artéria do corpo, que sai do coração). Alternativamente, podem também ser utilizadas as veias radiais (dos braços) ou mamárias (do tórax).

A cirurgia de ponte de safena é indicada a pacientes que tenham obstrução de artérias cardíacas e que se achem, portanto, em risco de sofrer infarto do miocárdio. No caso de obstruções de artérias do coração, a ponte de safena não é a única solução possível. Há tratamentos medicamentosos e mesmo outros tratamentos mecânicos menos invasivos, como a angioplastia e a colocação de stent. Contudo, extensa pesquisa americana recente colocou em dúvida as vantagens dessas novas técnicas porque demostrou que a sobrevida em longo prazo é maior com a ponte de safena que com o procedimento menos invasivo da angioplastia.

Até a década de oitenta, a ponte de safena era a única técnica cirúrgica utilizada para melhorar a circulação cardíaca. Desde então, os métodos de revascularização cardíaca evoluíram tanto que hoje há preferência por outros métodos mais simples e eficientes, embora as pontes de safena continuem a ser utilizadas através de técnicas atualmente aperfeiçoadas em relação a seu início.

A cirurgia de ponte de safena é um procedimento que dura, em média, de três a cinco horas.

•A sobrevida em cinco anos é de 88% e em dez anos, cerca de 75%.
•Aproximadamente 60% dos pacientes estarão sem sintomas após 10 anos.
•Somente 2 a 5% dos pacientes têm infarto do miocárdio durante ou logo após a cirurgia.
•Após cinco anos da cirurgia, cerca de 95% dos pacientes ficarão livres do infarto do miocárdio.
•A terapia antiagregante plaquetária deve ser iniciada precocemente para evitar a oclusão da ponte.

sábado, 2 de março de 2013

Quer baixar seus triglicérides?



Informações básicas para ajudar a reduzir os níveis de triglicérides no sangue:

•Coma menos açúcar e menos alimentos com acréscimo de açúcar. Somente este passo isoladamente pode fazer diferença em um período de apenas 2 ou 3 semanas.

•Diminuir também os outros carboidratos como farinhas e massas em geral.

•Elimine as gorduras saturadas e as gorduras trans da dieta e limite os outros tipos de gordura para menos de 30% da ingestão calórica diária.

•Coma alimentos ricos em ômega-3, como salmão e truta, duas a três vezes por semana, ou use uma colher de sopa de semente de linhaça ou de outros grãos todos os dias.

•Faça pequenas refeições ou lanches a cada três horas ao invés de apenas três refeições ao longo do dia.

•Evite o consumo excessivo de álcool, ele eleva os níveis de triglicérides.

•Não tome refrigerantes.

•Dê preferência para sucos de frutas naturais, legumes, verduras e grãos integrais.

•Use adoçante no lugar de açúcar.

sexta-feira, 1 de março de 2013

Prolapso Uterino



Prolapso uterino é a condição em que o útero, devido ao enfraquecimento dos músculos, ligamentos e membranas que o sustentam, desce da cavidade pélvica para o canal vaginal, ficando então mais próximo ao exterior, podendo inclusive, nos casos mais graves, aflorar na vagina. Isso faz parte de um quadro geral de enfraquecimento da musculatura da pelve e do períneo que pode provocar também, em conjunto com o prolapso uterino ou isoladamente, a queda da bexiga, do reto e de outras estruturas anatômicas.

A causa mais geral é o enfraquecimento muscular devido à idade. Outras causas são:

•Partos múltiplos, por distenderem e mesmo romperem músculos pélvicos.

•Redução do estrogênio natural após a menopausa.

•Situações que levam a um aumento da pressão intra-abdominal como tosse crônica, constipação intestinal, tumores pélvicos, acúmulo de líquido no abdome, etc.

•Obesidade.

•Cirurgias ou infecções da pelve.

•Levantamento excessivo de pesos.

Os prolapsos uterinos de pequena monta nem chegam a ser notados pela mulher. Os principais sinais e sintomas observáveis do prolapso uterino são: sensação de pressão na pelve, dor lombar, sensação de algo saindo pela vagina, dor durante a relação sexual, dificuldade de urinar ou evacuar e, eventualmente, de caminhar.

Ele pode ser diagnosticado por meio da história clínica e do exame ginecológico. Algumas condições específicas (obstrução da uretra, por exemplo) podem necessitar de exames específicos (pielografia, ultrassonografia ou outros). A ecografia tanto pode confirmar o diagnóstico como ajudar a excluir outros problemas pélvicos.

O tratamento do prolapso uterino pode ir desde exercícios para fortalecer os músculos pélvicos até a remoção do útero. Existem cremes, supositórios e aneis de estrogênio (hormônio) que podem ser inseridos na vagina e que, em casos selecionados, ajudam a restaurar a força dos tecidos vaginais. Em mulheres após a idade fértil, ou se o prolapso é muito intenso, a remoção do útero deve ser considerada. Se a mulher não quiser ou não puder remover o útero, ele pode ser reposicionado ao seu local de origem, por meio de cirurgia aberta ou laparoscopia. O útero pode ser mantido dentro da vagina por um aparelho chamado pessário, que pode ser usado temporária ou permanentemente.