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sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

Miosite





Miosite é uma miopatia inflamatória (inflamação de tecido muscular).

Ela pode afetar qualquer região do corpo e causar a degeneração progressiva dos tecidos musculares, afetando também as artérias e demais vasos sanguíneos.

Como em geral atinge simultaneamente vários músculos, é também chamada polimiosite e no caso de afetar também a pele, dermatomiosite.

Há desde formas simples, pós-virais, que remitem sem sequelas, até outra graves, como a Miosite Ossificante Progressiva, que leva a uma total incapacitação ou mesmo à morte do paciente.

A miosite é uma inflamação dos músculos devido a um trauma, infecção bacteriana ou virótica, doença autoimune, certos medicamentos ou mesmo a esforços físicos excessivos.

Acredita-se que, além desses fatores, haja também uma predisposição genética para a doença. Ela incide mais em mulheres que em homens, numa proporção de 3:1.

Na miosite os músculos tornam-se fracos e não conseguem desempenhar os movimentos que lhes são próprios: subir escadas, levantar os braços, ficar de pé, caminhar, levantar de uma cadeira, etc.

Esses atos se tornam difíceis muito mais pela fraqueza muscular que pela dor.

Em alguns casos, até mesmo os atos de engolir e respirar ficam difíceis.

Alguns dos sintomas menos graves de miosite são perda de peso, dor muscular e rigidez, febre, irritação, perda de voz ou voz anasalada, etc.

Além das queixas de dor, fraqueza muscular e quedas, deve ser feito um exame físico detalhado.

O exame de sangue poderá mostrar alteração nas enzimas produzidas nos músculos; o eletroneuromiograma avaliará a atividade elétrica muscular; uma biópsia do músculo afetado fará a análise e realizará um diagnóstico definitivo.

Alguns exames de imagens (radiografia, tomografia computadorizada, ressonância magnética ou eletromiografia) podem ajudar na avaliação das consequências da miosite.

Grande parte das miosites não tem cura, mas os sintomas da doença podem ser tratados sintomaticamente (imunossupressores, corticosteroides, anti-inflamatórios, terapia física, reabilitação, etc.) e o indivíduo poderá levar uma vida aparentemente normal.

O tratamento poderá variar de pessoa para pessoa, de acordo com o quadro clínico, e numa mesma pessoa pode mudar ao longo do tempo. Nas crianças pode haver uma forma benigna, autolimitada, pós-viral, de início agudo e evolução rápida.

Outras vezes, principalmente na criança, o quadro pode ser de evolução lenta e aparecerem, após algum tempo, calcificações nos músculos e tecidos abaixo da pele.
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