Total de visualizações de página

sábado, 10 de novembro de 2012

Espondilose Lombar




Espondilose é a doença reumática mais incidente em todo o mundo. É uma doença degenerativa de caráter crônico e progressivo.

Em algum grau, quase todas as pessoas mais velhas revelam sinais de alterações nas vértebras, discos intervertebrais e articulações facetárias da coluna, embora elas já comecem a ocorrer aos 25 anos!

Como a coluna lombar suporta todo o peso do corpo e do que se carrega e é responsável por torcer e curvar o corpo, é ela que sofre mais alterações.

A espondilose lombar ocorre principalmente na quarta e quinta vértebras lombares (L4-L5), mas pode ocorrer nas outras, inclusive fora da região lombar.

Ela afeta os discos e consequentemente as juntas facetadas pela perda do material que os constitui.

Os ossos das juntas facetadas e/ou os discos se alargam, formando calos ósseos chamados osteófitos (“bicos de papagaio”), podendo limitar os movimentos e enrijecer a coluna.

Geralmente a espondilose inicia-se depois dos 40 anos de idade e afeta igualmente os dois sexos.

As pessoas sujeitas a trabalhos “pesados”, como agricultores, estivadores e pescadores são mais propensas à espondilose lombar, mas a doença pode afetar qualquer um.

Embora os indivíduos com alterações da coluna lombar, com grande frequência tenham dores nas costas, não há uma correlação linear entre as duas coisas. Um indivíduo pode apresentar alterações importantes e, mesmo assim, não ter nenhum sintoma ou vice-versa.

A dor da espondilose lombar geralmente é sentida de ambos os lados da região lombar, às vezes, de um lado mais que do outro e pode se irradiar para as nádegas e parte posterior da coxa.

Ela costuma piorar com o exercício físico ou quando o indivíduo se curva e ser amenizada pelo repouso.

Algumas pessoas as sentem piores se permanecem em uma única posição ou sentadas por longo tempo.

Além dos sinais e sintomas clínicos a espondilose lombar conta, para o seu diagnóstico, com as radiografias, a tomografia e a ressonância magnética da coluna.

A eletromiografia, a cintilografia e a densitometria ósseas são ainda exames que podem auxiliar na determinação do problema, embora seja raro que se precise utilizá-los.

Primeiramente o tratamento deve ser conservador, com analgésicos, anti-inflamatórios e repouso na cama, buscando aliviar a dor.

Uma fisioterapia bem orientada pode reforçar a musculatura paravertebral e evitar ou diminuir a instabilidade da coluna.

Se a dor e os sintomas de compressão nervosa forem muito intensos e não cederem com o tratamento clínico, pode-se impor a cirurgia.

O tratamento consiste frequentemente em laminectomia (retirada das lâminas), foraminotomia (abertura dos forames), flavectomia (retirada do ligamento amarelo) e osteotomias (para retirada dos “bicos de papagaio”).

Se houver espondilolistese associada, pode ser necessário proceder-se às fixações e/ou fusões vertebrais por meio de cirurgia.

Não há como prevenir a espondilose lombar de maneira total. No entanto, algumas providências parecem contribuir para que a coluna se mantenha mais sadia, entre elas evitar traumatismos sobre a coluna, principalmente se repetitivos.

8 comentários:

Anônimo disse...

Dr. Carlos
Sou Maria Clesilda professora de Educação Física - DF.
Muito obrigada pelo seu blog é de grande importância, a espôndilose é um mal desconhecido, para mim há 02 anos após uma ressonância magnética descobri que tenho, sou maratonista, o que eu senti foi uma dor na coxa direita parte posterior, creio eu que este assunto deve ser mais divulgado, há muito tempo que procuro saber mais sobre o assunto, quero fazer o meu trabalho finhal de conclusão do curso de Educação Física bachareal sobre este mal que orientado desde da infância pode dimunir muito na fase adulta, a população precisa de profissionais como o senhor, é uma luz no fundo do túnel. Obrigada

amassaémassa disse...

ASSUNTO DESCONHECIDO E NÃO DIVULGADO, PORTANTO AO MESMO TEMPO COMUM ESTA SE TORNANDO COMUM AS PESSOAS TEREM PROBLEMA DE COLUNA.
SOU MARIA CLESILDA - DF. QUERO SABER MAIS PRECISO ESTOU FAZENDO TCC SOBRE O ASSUNTO, INCIDENCIA NOS MARATONISTAS.PARABÉNS Dr. CARLOS PELO SEU BLOB PENA QUE AS PESSOAS ESTÃO PERDENDO ESTA OPORTUNIDADE DE EXPLORAR SOBRE O ASSUNTO.

Bel Vieira disse...

Ola! hj peguei meu RX estou com esse problema, uma dor insuportável senti na ultima vez, gostaria de saber se posso fazer ginastica, frequentar uma academia, ou existe exercícios físicos que não poderei fazer..

grata

Izabel

Bel Vieira disse...

Ola! tive uma ultima crise de dores nas costas que foi insuportável, procurei ajuda médica e agora sei que estou com essa espendilose, gostaria de saber se poderei fazer exercícios físicos ou não?

grata

Bel Vieira disse...

Ola! tive uma ultima crise de dores nas costas que foi insuportável, procurei ajuda médica e agora sei que estou com essa espendilose, gostaria de saber se poderei fazer exercícios físicos ou não?

grata

Carlos Rey disse...

Só dá para afirmar algo para sua evolução conhecendo seu quadro, mas, de modo geral, é possível, com algum tempo de tratamento, retomar atividades habituais.

ROSA CASTRO disse...

Tenho espandilose lombar encipiente tomei uma medicação e uma injeçao beta trinta, mais as dores são fortes e continua, doi muito do lado esquerdo,só que eu sinto como se algo pressionar-se a bexiga e qualquer volume de liquido é como se tivesse para estourar de cheia.Me ajude por favor me dê uma orintação, sinto muita dor na bexiga e nas costas do lado esquerdo e fraqueza nas pernas.

Carlos Rey disse...

Sugiro que você procure um ortopedista especialista em coluna o mais breve possível!