Translate

Total de visualizações de página

terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Dengue e dengue hemorrágica.





A incidência de dengue tem crescido em todo o mundo nas últimas décadas. Mais de 2,5 bilhões de pessoas – cerca de 40% da população mundial - estão agora em risco para a doença. A OMS calcula que pode haver 50 a 100 milhões de infecções em todo o mundo a cada ano.

A dengue é uma infecção causada por um vírus. Existem casos leves e outros potencialmente graves. A dengue hemorrágica é uma das principais causas de doença grave e morte em crianças na Ásia e na América Latina.

Não há tratamento específico para a dengue. A detecção precoce e o acesso aos cuidados médicos podem reduzir os casos fatais para menos de 1%. A prevenção e o controle da doença dependem de medidas que controlem efetivamente o vetor, o mosquito Aedes aegypti.

Antes de 1970, apenas nove países sofreram epidemias graves de dengue. A doença é agora endêmica em mais de 100 países na África, nas Américas, no Mediterrâneo Oriental, Sudeste Asiático e Pacífico Ocidental. O Sudeste Asiático e as regiões ocidentais do Pacífico são as mais afetadas.

Casos nas Américas, Sudeste Asiático e Pacífico Ocidental ultrapassaram 1,2 milhão de casos em 2008 e mais de 2,2 milhões em 2010 (com base em dados oficiais apresentados pelo Member States).

Recentemente, o número de casos notificados continua a aumentar. Em 2010, 1,6 milhões de casos de dengue foram notificados só nas Américas, dos quais 49 mil eram casos de dengue hemorrágica.

Não só o número de casos está aumentando à medida que a doença se espalha, mas surtos explosivos estão ocorrendo. A ameaça de um possível surto de dengue já existe na Europa e a transmissão local da dengue foi relatada pela primeira vez na França e na Croácia em 2010. Casos importados foram detectados em três outros países europeus.

Estima-se que 500 mil pessoas com dengue hemorrágica necessitem de hospitalização a cada ano, uma grande proporção das quais são crianças. Cerca de 2,5% das pessoas atingidas morrem.

A dengue é uma enfermidade causada por um arbovírus que pode hospedar-se no homem e que tem quatro tipos imunológicos, DEN-1, DEN-2, DEN-3 e DEN-4, os quais podem produzir viremias (derramamentos de vírus no sangue) de cerca de 7 dias de duração. A infecção por cada um desses vírus confere imunidade total e permanente para o mesmo tipo e imunidade parcial e temporária contra os outros três.

Ela parece ter sido trazida para as Américas com a colonização europeia, no final do século XVIII. Ela é a arbovirose mais comum entre os humanos, atingindo cerca de 100 milhões de pessoas/ano, no mundo.

Uma forma grave da doença é a dengue que produz hemorragias generalizadas pelo corpo. A forma hemorrágica apresenta taxa de mortalidade de até 10% dos acometidos, em pacientes hospitalizados.

A transmissão da dengue se faz pela picada da fêmea contaminada do mosquito Aedes aegypti, que se alimenta de sangue (o macho se alimenta apenas de seiva de plantas e, portanto, não transmite a doença). Durante seu período de vida, de cerca de 45 dias, uma única fêmea do mosquito pode contaminar algumas centenas de pessoas.

A doença não se transmite por contato direto de uma pessoa a outra, nem por meio do uso comum de vasilhas e utensílios. A média anual da doença no Brasil é de cerca de 78 mil casos, com grandes variações de ano para ano e nas diferentes regiões do país.

Como se evita a dengue?

• Combate ao mosquito vetor, evitando acumular água em locais de desova. Embora as larvas dos insetos se desenvolvam na água parada e limpa, a fêmea deposita seus ovos nas paredes dos recipientes, aguardando a subida do nível da água para eclodirem.

• A borra de café aplicada nos locais de proliferação das larvas ajuda na aniquilação do mosquito.

• Uso de janelas teladas.

• Aplicação de repelentes.

• Uso de larvicidas e inseticidas, embora se tenha detectado resistência do mosquito a essas substâncias.

Ainda não há vacinas disponíveis para a dengue, embora algumas tentativas estejam sendo feitas nesse sentido.

Quais são os sintomas da dengue?

Durante o período de incubação, de três a quinze dias após a picada, a pessoa é assintomática.

Depois que o vírus se dissemina pelo sangue, os sintomas iniciais são inespecíficos, como febre alta de início súbito, mal-estar, falta de apetite, dores de cabeça, dores musculares e dores nos olhos.

No caso da dengue hemorrágica, após a febre baixar pode provocar sangramentos das gengivas e do nariz, hemorragias internas e coagulação do sangue no interior dos vasos, provocando enfartes potencialmente mortais. Pode ocorrer ainda hepatite, choque mortal, petéquias (manchas vermelhas na pele) e dores agudas nas costas. A forma hemorrágica pode ocorrer quando a pessoa, já imune a um determinado tipo da dengue, é infectada por um outro tipo diferente.

Qual o tratamento da dengue?

Ainda não há um tratamento específico para a dengue e o que deve-se adotar são cuidados gerais.

O paciente deve manter-se em repouso e tomar muito líquido, evitando café, refrigerante e leite, pela possibilidade de irritarem o estômago.

Não existem medicamentos efetivos contra o vírus da dengue até o momento. A terapêutica é de reposição e sintomática, tendo por base uma hidratação oral abundante com soro oral e líquidos caseiros (chá, água de coco, sucos, etc) e a manutenção da alimentação. Além de repouso e o uso de medicamentos para aliviar as dores e a febre, sempre com a indicação de um médico.

Não podem ser usados remédios à base de ácido acetilsalicílico, como a aspirina e o AAS. Devem ser evitados os antiinflamatórios não hormonais e drogas com potencial hemorrágico. Os antitérmicos e analgésicos geralmente usados são a dipirona ou o paracetamol.

Segundo o Manual Técnico sobre Dengue do Ministério da Saúde, de 2007, podem ser usados analgésicos como a dipirona ou o paracetamol para alívio dos sintomas de dor ou febre na doença.

Mas alguns médicos recomendam que o paracetamol não deve ser usado nestes pacientes, pois pode causar danos hepáticos graves.

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Queimaduras na infância: como evitar.





A infância é um tempo de exploração, aventura e acidentes! As crianças, com sua curiosidade, estão sujeitas a acidentes com líquidos quentes, aparelhos elétricos, fogo, cigarros e etc. Seguem algumas recomendações para protegê-las das queimaduras. São elas:

• Mantenha seu filho fora da cozinha enquanto alguém está cozinhando para evitar contato com água, óleos ou alimentos quentes.

• Instale bloqueadores de acesso à cozinha para que a criança não entre lá sozinha, principalmente quando o forno estiver ligado.

• Não permita que seu filho entre em cômodos onde haja aquecedores ligados, lareiras e velas acessas, ferros de passar roupas em uso ou qualquer outra coisa aquecida que ele possa pegar.

• Nunca carregue seu filho no colo enquanto você estiver segurando comidas ou bebidas quentes e nunca deixe alimentos e líquidos quentes ao alcance das crianças.

• Não deixe cigarros acessos em cinzeiros ao alcance das crianças. O ideal é não fumar em ambientes com crianças.

• Ajuste os aquecedores de água a uma temperatura em que a água não ultrapasse 38° Celsius.

• Instale um detector de fumaça em sua casa, especialmente perto dos quartos de dormir e do forno.

• Mantenha ferros de passar roupa desligados e fora do alcance das crianças.

• Alimentos e líquidos podem ter um aquecimento irregular em fornos de microondas. Não aqueça mamadeiras em fornos de microondas.

• Fios e cabos elétricos devem ficar longe das crianças. Evite ter em casa fios danificados, desencapados, quebradiços e acessíveis aos pequenos. Existem capas próprias para serem colocadas na fiação.

• Tomadas elétricas devem ser cobertas com tampões plásticos. A inserção de um objeto de metal, como um simples garfo, em uma tomada, pode causar queimaduras em crianças.

• Não compre roupas de tecidos inflamáveis como nylon ou tecidos sintéticos para seus filhos.

sábado, 28 de janeiro de 2012

Azeite de oliva e óleo de girassol usados em frituras talvez não aumentem o risco de doença coronariana,




Olha aí: talvez seu alimento frito não seja tão pernicioso assim para você!


Frituras feitas com azeite de oliva ou óleo de girassol podem não aumentar o risco para doenças coronarianas, de acordo com estudo espanhol publicado no British Medical Journal (BMJ).

Um estudo de coorte prospectivo foi realizado na Espanha com a participação de 40.757 adultos, em idades variando entre 29 e 69 anos e livres de doenças coronarianas no início da pesquisa.

Durante o seguimento médio de onze anos, 606 eventos de doenças coronarianas foram diagnosticados e 1.135 mortes por todas as causas ocorreram.

Já é sabido que o consumo de frituras está associado a fatores de risco para doenças cardiovasculares como hipertensão arterial, obesidade e baixos níveis de colesterol bom (HDL). A associação entre o consumo de alimentos fritos e doenças coronarianas já foi avaliada em outras pesquisas, mas com resultados heterogêneos.

O presente trabalho mostrou que na Espanha, um país Mediterrâneo, no qual o azeite de oliva e o óleo de girassol são usados nas frituras, o consumo de alimentos fritos não foi associado a doenças coronarianas ou a outras causas de mortalidade. No entanto, frituras feitas com outros tipos de óleos ou com gorduras reaproveitadas e o consumo de lanches rápidos fritos e com alto teor de sal podem causar danos à saúde.

Às vezes eu me pergunto: quem financiou esta pesquisa? Mas é só uma pergunta, nada mais.

Fonte: BMJ, de 24 de janeiro de 2012

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

Helicobacter pylori: dificuldades para o tratamento.





Está crescendo a resistência do Helicobacter pylori ao levofloxacino.

A resistência aos antibióticos é diretamente relacionada à perda de eficácia de terapias atualmente aceitas para o Helicobacter pylori.

Um estudo publicado no Journal of Antimicrobial Chemotherapy analisou a susceptibilidade dos isolados de H. pylori a seis antibióticos convencionais atualmente utilizados em uma região do norte da Espanha. 71 isolados foram obtidos a partir de biópsias gástricas de 76 pacientes adultos consecutivos que sofrem de úlcera péptica, dispepsia ou câncer gástrico Testes de sensibilidade foram realizados para a amoxicilina, ciprofloxacino, levofloxacino, claritromicina metronidazol e tetraciclina.

As taxas de prevalência de resistência foram as seguintes: amoxicilina, 1,4% (IC 95% 0,0 a 7,6); claritromicina, 14,7% (IC 95% 7,3 a 25,4); ciprofloxacino, 14,3% (IC 95% 7,1 a 24,7); levofloxacino, 14,5% (IC 95% 7,2 a 25,0); metronidazol, 45,1% (IC 95% 33,2 a 57,3) e tetraciclina, 0% (IC 95% 0,0 a 5,1).

Esse estudo confirma uma taxa crescente de resistência ao levofloxacino, que é igual a da claritromicina na Espanha.

Este fato pode refletir um uso mais amplo e indiscriminado dos antibióticos antigos e poderia ser responsável por uma perda de eficácia clínica de regimes contendo levofloxacino.

De qualquer modo guarde sempre a informação de que este micróbio PRECISA ser erradicado da flora gástrica, pois tem potencial para provocar problemas mais graves do que simples dificuldades digestivas para o portador.

Procure um médico para fazer seu tratamento, pois ele estará atualizado para indicar o tratamento adequado.

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Excesso de peso aumenta risco de acne em adolescentes

A prevalência de acne moderada a grave em adolescentes é de 10 a 20% e está associada a problemas psicossociais. Há um crescente interesse em estabelecer associações entre dieta, estilo de vida e acne. No entanto, as relações atuais permanecem controversas.

Por outro lado, o número de crianças e adolescentes obesos está aumentando. O objetivo do presente trabalho foi estabelecer uma associação entre o índice de massa corporal (IMC) e a presença de acne em adolescentes.

O estudo transversal, com cerca de 3.600 adolescentes, de 18 e 19 anos, que não estavam procurando por serviço de saúde, em Oslo, na Noruega, foi aprovado pelo The Regional Committee for Medical Research Ethics. Os pesquisadores descobriram que os adolescentes com sobrepeso ou obesidade - particularmente jovens do sexo feminino - foram significativamente mais propensos a desenvolver acne do que os adolescentes com peso normal.

As hipóteses que talvez possam explicar esta associação é que o excesso de andrógenos no organismo, em decorrência da obesidade, pode provocar acne. O fato de ter uma pele com aparência acneica pode causar tensão, liberando hormônios de estresse que pioram ainda mais as lesões.



Fonte: Archives of Dermatology - Volume 148, número 1, de janeiro de 2012

Genialidade




O que vem à mente quando se pensa em genialidade? Quem é um gênio para você? Você acredita que a genialidade é para poucos e que são raras as pessoas geniais? Este artigo apresenta uma nova opção para você pensar sobre a genialidade – principalmente no sentido de você se incluir nesta descrição de excelência humana. Segundo Robert Dilts, autor de “A Estratégia da Genialidade” (vols. I-III) a palavra gênio vem do latim e significa “a natureza superior ou divina, inata em tudo”. Aí, já temos um re-enquadramento da genialidade.

O termo se refere a algo que está dentro de cada um de nós. O dicionário Aurélio define a genialidade como: “Altíssimo grau ou mais alto de capacidade mental criadora em qualquer sentido.” Talvez isso nos leve a pensar em renomados gênios do mundo das artes, das ciências, das causas sociais, para citar algumas áreas. E se “altíssimo grau” de desenvolvimento fosse visto como um aspecto da auto-realização, não seria possível entender a genialidade como algo ao alcance de todos?

A Programação Neurolinguística vem estudando, há mais de 35 anos, as estratégias de excelência de pessoas que conseguem gerar resultados extraordinários. Este processo de descobrir e documentar a estrutura profunda por trás da excelência de modo que outras pessoas possam adquirir estas habilidades se chama modelagem. Em seus estudos sobre a genialidade, Dilts conclui que as estratégias modeladas de gênios giram em torno da habilidade de identificar e integrar múltiplas perspectivas. O “gênio” é aquele que faz combinações novas das informações e recursos presentes, especialmente para criar soluções para problemas existentes. Aposto que você já fez isso numa aula de química – misturou alguns elementos e criou uma solução.

Ao estudar as estratégias de pessoas como Walt Disney, Mozart, Einstein, Sigmund Freud, Aristóteles e Leonardo da Vinci, para mencionar algumas, Dilts identificou vários traços que se repetiam entre eles, listamos apenas seis aqui de uma lista maior:

1) Aprendizagem auto-gerenciada
2) Um foco na estrutura profunda em vez da estrutura superficial dos fenômenos
3) A capacidade de harmonizar conhecimento já existente com novas idéias
4) Um propósito ou grande causa que vai além da identidade pessoal
5) Uso excepcional dos sentidos
6) Perspectivas múltiplas na abordagem de problemas

Essas habilidades, bem como outras que se evidenciaram nos estudos da PNL, podem ser aprimoradas através de treinamentos e coaching.

Salvador Minuchin, uma referência na área de terapia familiar sistêmica, teve o seguinte comentário: “A solução é o problema.” Com isso, ele quis dizer que a tentativa atual de dar solução à situação presente acaba criando um problema. Se você não está gostando dos resultados que está conseguindo, você pode mudá-los, porém não se esforçando mais em fazer aquilo que já não está funcionando. Com certeza, a genialidade está longe de obrigar-se a fazer algo que realmente não se quer fazer ou encarar. É muito mais uma questão de aprender novas maneiras de abrir sua mente para novas combinações usando novos ângulos, especialmente experimentando usar aquilo que já deu certo para pessoas com resultados expressivamente certeiros.

Deixo o leitor com uma pequena prática, imediatamente aplicável, a fazer com perguntas poderosas: Em vez de dizer: “Eu não tenho “X” (por exemplo, tempo) experimente dizer para si mesmo: “Eu abro minha mente a soluções criativas para ‘X’”. Outra ótima pergunta, tida como a predileta do Dr. W. Edward Deming, guru de administração e qualidade total: “Através de que método vamos melhorar?”

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Produto químico em embalagens diminui efeito de vacina




Estudo mostra que compostos perfluorados, usados no teflon e para embalar fast-food, fizeram com que vacinas tivessem resposta insuficiente em crianças.

Uma família de componentes químicos muito utilizados para revestir panelas e embalagens de alimentos pode diminuir a eficácia de vacinas em crianças.

É o que mostra um estudo divulgado ontem pela revista científica Journal of the American Medical Association (Jama).

Há muitos anos,cientistas suspeitavam de que os compostos perfluorados (PFCs, na sigla em nglês) poderiam causar algum tipo de problema à saúde das pessoas.

Um artigo publicado em 2009 na Environmental Science and Technology, por exemplo, demonstrava a concentração desses compostos no sangue de voluntários.

Mas ainda não sabiam se eles poderiam causar algum dano à saúde.

Os cientistas acompanharam 587 crianças durante sete anos. Mediram a presença dos compostos perfluorados no seu sangue ao nascer e, mais tarde, aos 5 e 7 anos de idade.

Também avaliaram a quantidade de anticorpos produzidos por vacinas contra o tétano e a difteria.

Ficou claro que existia uma relação direta entre a concentração da substância e respostas insuficientes às vacinas.

Uma concentração duas vezes maior dos perfluorados no sangue foi relacionada a uma diminuição de 49% nos níveis de anticorpos no sangue em crianças com 7 anos.

“Ficamos realmente surpresos com os resultados, que sugerem que os PFCs são mais tóxicos para o sistema imunológico que a exposição às dioxinas (outro poluente orgânico)”, afirma Philippe Grandjean, professor da Faculdade de Saúde Pública da Universidade de Harvardec, o autor do trabalho publicado na revista científica Jama.

Os perfluorados são cobiçados pela indústria têxtil e de alimentos, pois repelem gorduras e água.

Servem, por exemplo, para produzir roupas impermeáveis ou resistentes a manchas, além de embalagens para alimentos – especialmente fast-food – e revestimentos de panela – como teflon.

Também são utilizados pela indústria química como agentes secundários em processos industriais
de outros produtos.

Ingestão frequente de leite na adolescência pode aumentar o risco de câncer de próstata?





Os autores investigaram se o local de residência no início da vida em determinadas áreas da Islândia marcadas por diferenças distintas na ingestão de leite é associada com o risco de câncer de próstata.

Em 2002-2006, 2.268 participantes relataram sua ingestão de leite. Durante um período de seguimento médio de 24,3 anos, 1.123 homens foram diagnosticados com câncer de próstata, incluindo 371 com doença avançada (estágio 3 ou superior, ou morte por câncer de próstata).

Comparado com residência na área da capital no início da vida, a residência rural nos primeiros 20 anos de vida foi marginalmente associada com risco aumentado de câncer de próstata avançado (RR 1,29 IC 95% 0,97 a 1,73), especialmente entre os homens nascidos antes de 1920 (RR 1,64 IC 95% 1,06 a 2,56).

O consumo diário de leite na adolescência (vs. menos que diário), mas não na meia-idade, foi associado com um risco 3,2 vezes maior de câncer de próstata avançado (IC 95% 1,25 a 8,28). Estes dados sugerem que a ingestão frequente de leite na adolescência aumenta risco de câncer de próstata avançado.

Fonte: American Journal of Epidemiology, Volume 175, Issue 2, 2012, Pages 144-153.

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

Alguns anti-hipertensivos podem aumentar o risco de "gota".

Bloqueadores dos canais de cálcio e losartan estão associados a um menor risco de gota entre pessoas com hipertensão arterial. Já os diuréticos, bloqueadores β, inibidores da enzima conversora da angiotensina (IECA), bloqueadores dos receptores da angiotensina II não-losartan podem aumentar o risco de ter a doença.

Para determinar as relações independentes entre o uso de medicamentos anti-hipertensivos e o risco de gota1 entre pessoas com hipertensão arterial foi realizado um estudo caso-controle publicado pelo British Medical Journal (BMJ).

Depois dos ajustes estatísticos necessários, os resultados mostraram que os bloqueadores dos canais de cálcio e o losartan estão associados a um menor risco de gota1 entre pessoas com hipertensão arterial. Já os diuréticos, bloqueadores β, inibidores da enzima conversora da angiotensina e os bloqueadores dos receptores da angiotensina II não-losartan estão associados a um risco aumentado para esta patologia.

Fonte: BMJ, de 12 de janeiro de 2012

Gota: é uma doença reumatológica, inflamatória e metabólica, que cursa com hiperuricemia (elevação dos níveis de ácido úrico no sangue) e é resultante da deposição de cristais do ácido nos tecidos e articulações. Foi descrita pela primeira vez por Hipócrates, no século V a.C.. É uma afecção comum, ocorrendo de 0,2 a 0,3/1000 na população geral. Sua maior incidência ocorre entre os 30-50 anos de idade, com predomínio do sexo masculino (95%). No sexo feminino ocorre geralmente após a menopausa.

domingo, 22 de janeiro de 2012

Um pouco de história para você... E um pouco da vida de um cidadão importante.




Jean-Jacques Rousseau foi um dos mais considerados pensadores europeus no século XVIII. Sua obra inspirou reformas políticas e educacionais, e tornou-se, mais tarde, a base do chamado Romantismo. Formou, com Montesquieu e os liberais ingleses, um grupo de brilhantes pensadores e pais da ciência política moderna. Em filosofia da educação, enalteceu a educação natural conforme um acordo livre entre o mestre e o aluno, levando assim o pensamento de Montaigne a uma reformulação que se tornou a diretriz das correntes pedagógicas nos séculos seguintes. Foi um dos filósofos da doutrina que ele mesmo chamou materialismo dos sensatos, ou teísmo, ou religião civil. Lançou sua filosofia não somente através de escritos filosóficos formais, mas também em romances, cartas e na sua autobiografia. Vejamos, em resumo, o que nos contam as suas Confissões e algumas outras fontes, sobre sua vida e sua obra.

Rousseau nasceu em Genebra, na Suiça, em 28 de junho de 1712, e faleceu em Ermenonville, nordeste de Paris, França, em 2 de julho de 1778 aos 66 anos. Foi filho de Isaac Rousseau, relojoeiro de profissão. A herança deixada pelo avô paterno de Rousseau foi de pouca valia para seu pai, porque teve que ser dividida entre 15 irmãos. O pai sempre dependeu do que ganhava com o próprio trabalho para o sustento da família. Sua mãe foi Suzanne Bernard, filha de um pastor de Genebra; faleceu poucos dias depois de seu nascimento. Rousseau tinha um irmão, François, mais velho que ele sete anos, o qual, ainda jovem, abandonou a família.

Considera-se que o fato de sua mãe ter morrido poucos dias depois de seu nascimento, em conseqüência do parto, tenha marcado Rousseau desde criança. É pelo menos curioso que chamasse mamãe sua primeira amante e tia à segunda. Foi criado, na infância, por uma irmã de seu pai e por uma ama. Num certo sentido perdeu também o pai porque este, no ano de 1722, desentendendo-se com um cidadão de certa influência, feriu-o no rosto em um encontro de rua. Este incidente o obrigou a deixar Genebra para não ser injustamente preso. Rousseau e o irmão ficaram sob a tutela do tio Gabriel Bernard, engenheiro militar, que era irmão de sua mãe e casado com uma irmã de seu pai.

Aos dezesseis anos, habituado a perambular com amigos pelos arredores de Genebra, por uma terceira vez perdeu o toque de recolher e passou a noite do lado de fora das portas trancadas da cidade. Não quis submeter-se aos castigos que o esperavam e fugiu. Em Contignon, na Saboia (França) a duas léguas de Genebra, solicitou ajuda ao pároco católico que o encaminha a uma jovem senhora comprometida a ajudar peregrinos com a pensão que recebia do rei.

Tratava-se de Louise-Éléonore de la Tour du Pil, pelo casamento Madame de Warens. Protestante pietista, separada do marido por motivo de sedução, sem filhos, Louise, havia solicitado ajuda ao rei católico Victor-Amadeus II, duque de Saboia, Rei da Sardenha e Piemonte. Dele recebeu uma pensão com a condição de converter-se ao catolicismo e praticar beneficência. O rei enviou-a escoltada por um destacamento de guardas a Annecy (hoje capital da Alta-Saboia), no lago de Annecy, ao pé dos Alpes e ao sul de Genebra, onde, sob a direção do arcebispo Michel-Gabriel de Bernex ela fez a abjuração no convento da Visitação (fundado por São Francisco de Sales e Santa Joana-Francisca de Chantal) tornando-se católica.

Após a devida instrução, Rousseau abjurou na Igreja de São João, seguindo-se uma entrevista com o Inquisidor do Santo Ofício. Com um donativo de 20 francos, coletado na cerimônia da abjuração, Rousseau inicia a vida naquela cidade. Encontra trabalho melhor que de simples lacaio em uma casa nobre, porém vem a rever um amigo dos tempos de aprendiz em Genebra e abandona o emprego para viajar em sua companhia e retornar a Annecy.

Sem vínculo com ninguém, Rousseau perambula até Paris, ganhando a vida como professor de música. Nada resulta dessa viagem. Retornou a pé e vai, em 1732, para Chambéri, um pouco mais ao sul de Annecy, para onde Louise havia se mudado. É seu terceiro período com Louise. Ela lhe fala dos amantes que teve, revela que tem como amante o botanista seu empregado e, ao mesmo tempo, inicia Rousseau na vida sexual. Vivem juntos como amantes até 1740. Ela o emprega no escritório fiscal de Chambéri e depois na pequena fazenda próxima chamada Les Charmettes. Nesse período Rousseau lê muito e começa a escrever. Porém acha a situação financeira e emocional desconfortável. Adoece e passa por uma crise da qual sua descrição sugere o mal hoje conhecido como síndrome do pânico, cujo desfecho característico ele confessa: Posso dizer perfeitamente que só comecei a viver quando me considerei um homem morto.

No início de 1745 ele assumiu vida conjugal com Thérèse le Vasseur, a criada de quarto do hotel onde ele estava morando. Teve com ela, sucessivamente 5 filhos os quais foram todos enviados para um orfanato. Somente em 1768 ele casou-se com ela numa cerimônia civil.

Diderot foi preso devido a sua obra Lettre sur les aveugles, que ofendera um nobre influente. Um dia em 1749, enquanto caminhava para visitar Diderot na prisão, em Vincennes, Rousseau leu o anúncio de um concurso da Academia de Dijon e sentiu grande emoção ante a perspectiva de concorrer com êxito. A questão era se a restauração das ciências e das artes tinha tendido a purificar a moral. Estimulado pelo amigo, enviou um trabalho. Seu ensaio, conhecido sob o título abreviado de Discours sur les sciences et les arts ganhou o primeiro prêmio; sua publicação ao final do ano seguinte o tornou famoso.

No Discurso sobre as ciencias e as artes (1750), Rousseau articulou o tema fundamental que corre através da sua filosofia social: o conflito entre as sociedades modernas e a natureza humana e ressalta o paradoxo da superioridade do estado selvagem, proclamando a volta à natureza. Ao mesmo tempo denuncia as artes e as ciências como corruptoras do homem.

Nessa ocasião caiu doente e desenganado pelos médicos, então pensa em reformular sua vida e adaptá-la à doença, afastando-se da agitação da vida social. Deixou a posição de caixa do Banco de Dupin, e desde então ganhou sua vida copiando música; ele chamou essa mudança de sua grande reforma. Porém, famoso, visitado, bajulado, tem dificuldade em levar a vida recolhida que planejara.

Refugiava-se próximo a Paris, em casa de um amigo compatriota e meio parente, o joalheiro M. Mussard, que depois de aposentado dos negócios vivia a cultivar seu jardim. Nessa atividade o amigo havia encontrado nos canteiros várias conchas fosseis, e passou a estudá-las com vistas a criar um sistema.

Após o sucesso de sua opereta Le Devin du village, Rousseau ressentiu-se do afastamento dos seus amigos, todos literatos mas não músicos e que, portanto, não podiam disputar com ele no campo teatral. Sentiu isso mais fortemente da parte do Barão de Holbach, que chegou a desacatá-lo, o que fez Rousseau afastar-se dele por largo período e ir, aos poucos, rompendo com todos que ele designava partido holbáquico.

Em 1770 ele mudou para Paris disposto a defender-se. Reassumiu seu nome verdadeiro mas não foi molestado. Adquiriu o hábito de ler trechos das Confissões nos salões parisienses o que causou certo escândalo. Por exigência de Mme. d Épinay, ele foi proibido de continuar tais leituras pelo chefe de polícia de Paris. No ano seguinte ocupou-se então de um estudo que lhe foi solicitado pelos nacionalistas poloneses sobre como os poloneses deveriam reformar suas instituições, e ele escreveu Considerations sur le gouvernement de Pologne.

Rousseau é o filósofo iluminista precursor do romantismo do século XIX. Foi característico do Iluminismo, o pensamento de que a sociedade havia pervertido o homem natural, o selvagem nobre que havia vivido harmoniosamente com a natureza, livre de egoísmo, cobiça, possessividade e ciúme. Este pensamento já está em Montaigne.

Há muito mais sobre ele que não caberia aqui, mas vale a pena pesquisar e aprender, pois ele tem importância enorme para a história ocidental.

Doação de sangue





Doação de sangue é um processo pelo qual o sangue de um doador voluntário é coletado e armazenamento para uma posterior transfusão em um paciente que necessite dela e que seja de um tipo sanguíneo compatível.

A coleta e o armazenamento são procedimentos simples, mas requerem a observância de certas normas técnicas importantes e por isso só devem ser realizados em um hemocentro ou em banco de sangue especializado de um hospital.

O médico especializado deve definir quais condições são necessárias para que uma determinada pessoa doe ou deixe de doar sangue. As normas a seguir são de ordem geral e não devem se sobrepor às orientações do médico.

Quem pode doar sangue?

No Brasil qualquer pessoa pode doar sangue, observadas as seguintes condições:

• Idade entre 16 e 68 anos.
• Peso acima de 50 kg.
• Não ser portador de doenças infectocontagiosas como sífilis, doença de Chagas e HIV.
• Não ter doado sangue há menos de 90-120 dias.
• Não ter recebido transfusão de sangue ou hemoderivados a menos de um ano.
• Estar bem alimentado e com intervalo de 2 horas após a última alimentação.
• Dormir por pelo menos 6 horas na noite antecedente à doação.
• Não ter ingerido bebida alcoólica nas últimas 24 horas.
• Não ser usuário de drogas.
• Não ter feito tatuagem, piercing ou acupuntura há menos de um ano.
• Se for mulher, não estar grávida ou amamentando e ter passado pelo menos 3 meses do último parto.

Quem não deve doar sangue?

• Quem tenha recebido transfusão de sangue há menos de 1 ano.
• Quem foi operado há menos de 6 meses.
• Quem foi submetido à endoscopia há menos de 6 meses.
• Quem tenha feito extração dentária há menos de 72 horas.
• Quem tem epilepsia, diabetes ou hipertensão grave.
• Quem teve câncer.
• Quem fez tatuagem ou piercing nos últimos seis meses a um ano.
• Quem teve paludismo/malária nos últimos 3 anos.
• Quem fez transplante de córnea ou dura-máter.
• Quem fez tratamento com hormônios.
• Quem teve um(a) novo(a) parceiro(a) sexual nos últimos 6 meses.

Quais são os procedimentos necessários antes, durante e depois da coleta de sangue?

Antes da doação, o doador passará por uma entrevista clínica que avaliará sua aptidão para a doação. Se aprovado, serão colhidos cerca de 450 cm³ de sangue, em uma bolsa plástica apropriada, com material estéril, descartável, de uso único, num procedimento que dura cerca de 15 minutos. Realizada a coleta do sangue, a pessoa é submetida a exames para determinar o seu tipo sanguíneo e outros exames que visam garantir a qualidade necessária para que o sangue possa ser transfundido a outras pessoas.

Após a doação, o doador deve:

• Manter-se por pelo menos 15 minutos na unidade de saúde a que tenha recorrido, para ser observado.
• Não fumar até uma hora após a doação.
• Tomar bastante líquidos (água, sucos, chás).
• Evitar atividades físicas vigorosas por 12 horas.
• Evitar fazer força ou agitar o braço em que foi realizada a punção.
• Comunicar ao serviço a que tenha recorrido, caso nos dias seguintes apresente qualquer sinal de doença como febre, diarreia, vômito, mal estar, etc.

sábado, 21 de janeiro de 2012

Nova técnica cirúrgica trata perfuração do tímpano em 20 minutos com anestesia local.





Cientistas do Sainte-Justine University Hospital Centre, filiado à Universitè de Montréal, no Canadá, liderados pelo Dr. Issam Saliba, desenvolveram uma nova técnica para o tratamento de perfurações do tímpano em crianças e adultos.

A nova técnica é tão eficaz quanto a cirurgia tradicional, menos dispendiosa, realizada em apenas 20 minutos e sem a necessidade de anestesia1 geral. O procedimento cirúrgico usa tecido2 gorduroso humano retirado de trás da orelha do paciente para cicatrizar a perfuração do tímpano, uma das principais estruturas envolvidas na audição.

Para a realização da cirurgia, conhecida pelo nome em inglês Hyaluronic Acid Fat Graft Myringoplasty (“HAFGM”), são necessários materiais cirúrgicos básicos, um pequeno disco de ácido hialurônico, uma pequena quantidade de gordura3 retirada de trás da orelha e anestesia1 local. A operação é realizada sob visão microscópica através do canal auditivo. O próprio organismo reconstrói a membrana timpânica4 perfurada após dois meses, em média, permitindo a recuperação da audição e prevenindo novas otites5 de repetição.

O Dr. Issam Saliba já realizou 418 cirurgias (132 crianças e 286 adultos) e obteve até 92,7% de sucesso em adultos. Entre crianças, a taxa de sucesso foi de 85,6%. A técnica pode ser realizada em consultório.

Fonte: Universitè de Montréal

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

Olho seco





O olho seco é uma doença crônica, caracterizada pela diminuição da produção da lágrima ou deficiência em alguns de seus componentes.

Os sintomas são de ardor, irritação, sensação de areia nos olhos, dificuldade para ficar em lugares com ar condicionado ou em frente ao computador e olhos embaçados ao final do dia.

Estima-se que cerca de 10% da população adulta apresente sintomas ou sinais de olho seco. A maioria dos casos está ligada à diminuição da produção lacrimal associada ao envelhecimento e alterações hormonais que ocorrem na menopausa e andropausa. Olho seco também pode estar relacionado a trauma (queimaduras térmica e química), doenças reumatológicas, algunsmedicamentos, uso de lentes de contato e outras doenças do sistema imunológico. Os sintomas podem piorar quando há exposição a determinadas condições do meio ambiente (poluição, ar condicionado e computador).

O diagnóstico é baseado na combinação das informações do paciente, exame oftalmológico e dos resultados de um ou mais testes. É importante que os testes sejam realizados numa seqüência lógica para minimizar alterações nos testes subseqüentes.

R.Holzchuh em colaboração de oftalmologistas do Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo, analisam a influência do tratamento feito com a oclusão parcial punctal térmica na superfície ocular do olho seco relacionados com a síndrome de Sjögren.

Trinta e sete olhos de 19 pacientes (3 do sexo masculino e 16 do sexo feminino, 49,11 ± 14,33 anos de idade) com ceratoconjuntivite seca foram incluídos neste estudo. Superior e inferior

A oclusão parcial superior e inferior foram realizados em ambos os olhos sob anestesia tópica usando a ponta de cautério térmico.As avaliações foram antes e após 24 semanas e após 24 meses do procedimento. Todas as medições foram realizadas sob clima controlado.

Os valores médios dos testes melhoraram após 24 semanas e manteve-se estável após 24 meses mostrando ser um adequado tratatamento da sindrome do olho seco relacionado com a síndrome de Sjögren*.

* Síndrome de Sjögren ou síndrome de Goujerot-Sjögren é uma desordem autoimune na qual as células imunes atacam e destróem as glândulas exócrinas que produzem lágrimas e saliva. A condição recebe o nome em homenagem ao oftalmologista sueco Henrik Sjögren (1899-1986), primeira pessoa a descrevê-la. A síndrome é também associada com distúrbios reumáticos como a artrite reumatóide e é positiva para fator reumatóide em 90% dos casos. Os sintomas-chave da síndrome de Sjögren são a boca seca (xerostomia) e olhos secos. Além disso, a síndrome de Sjögren pode causar secura da pele, nariz e vagina, podendo afetar outros órgãos do corpo, incluindo os rins, vasos sanguíneos, pulmões, fígado, pâncreas e cérebro. Nove em cada dez pessoas com a síndrome são mulheres e a idade média de início da síndrome é o final da quarta década de vida. No entanto, a síndrome pode ocorrer em todos as faixas etárias e em ambos os sexos. Estima-se que atinja 4 milhões de pessoas nos Estados Unidos, sendo no país a segunda doença reumática auto-imune mais comum.


Fonte :: Curr Eye Res. 2011 Jun; 36 (6) :507-12

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

Autismo ou Espectro Autista





Crianças com autismo têm um número excessivo de neurônios no córtex pré-frontal.

O autismo muitas vezes envolve supercrescimento cerebral precoce, incluindo o córtex pré-frontal (CPF).

Apesar de a anormalidade pré-frontal ter sido associada a alguns sintomas autistas, os defeitos celulares que causam o crescimento anormal permanecem desconhecidos.

Um estudo publicado na JAMA investigou se o crescimento excessivo do cérebro em crianças com autismo envolve número de neurônios em excesso no CPF.

Amostras de tecidos pré-frontais post-mortem de 7 crianças autistas e 6 controles masculinos com idade entre 2 a 16 anos foram examinadas.

As crianças com autismo tinham 67% mais neurônios no CPF (média de 1,94 bilhões IC 95% 1,57 a 2,31) em comparação com crianças do grupo controle (1,16 bilhões IC 95% 0,90 a 1,42 P = 0,002).

O peso cerebral das crianças autistas diferiu do peso normativo médio para a idade, em média, 17,6% (IC 95%, 10,2% a 25,0% P = 0,001), enquanto os cérebros nos controles diferiram, em média, 0,2% (IC 95% -8,7% a 9,1%, P = 0,96).

Crianças autistas tinham maior contagem total de neurônio pré-frontais e peso cerebral para a idade que as crianças controle.

Neste pequeno estudo preliminar, o crescimento excessivo do cérebro em meninos com autismo envolveu um número excessivo de neurônios no CPF.

Fonte: JAMA, Volume 306, Number 20, 2011, Pages 2001-2010

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

Musculação para idosos





Até pouco tempo pensava-se que o idoso não devia fazer exercícios. A musculação era vista apenas como uma maneira de adquirir um corpo bonito, musculoso e exuberante e praticada sobretudo por jovens. Mas esses conceitos vêm mudando radicalmente.

Na atualidade, a musculação é vista também como uma questão de saúde e de qualidade de vida e no idoso faz contrapartida à perda de massa muscular que tende a ocorrer nessa fase da vida, sobretudo nas pessoas sedentárias.


Descobriu-se que não é porque se envelhece que se pára, mas, ao contrário, que é porque se pára que se envelhece mais rapidamente. A antiga imagem passiva da “cadeira do vovô” vem sendo substituída pela concepção de uma vida mais dinâmica e ativa.

Associada ao alongamento, a musculação melhora a flexibilidade, a força e o equilíbrio, reduz significativamente os riscos cardíacos, os riscos de quedas, a osteoporose e as incapacitações físicas, ajuda a prevenir ou solucionar o sobrepeso e melhora a postura e o condicionamento psíquico.

Algumas doenças que vêm junto com o envelhecimento como a osteoporose, a hipertensão arterial, o diabetes mellitus, as doenças degenerativas e as cardiopatias também podem se beneficiar dos exercícios. Assim, a musculação não só ajuda as pessoas a viverem mais como a terem uma melhor qualidade de vida.

Com a progressão da idade, nossa estatura começa a diminuir, o arco do nosso pé se planifica, os desvios da coluna aumentam, a coordenação motora se faz mais difícil, o equilíbrio diminui, mais gordura é acumulada e perde-se massa muscular. A musculação pode minorar ou corrigir muitos desses males.

Quanto mais cedo ela for iniciada, melhores serão os resultados, mas ela pode ser começada a qualquer momento da vida, desde que os exercícios sejam perfeitamente adequados e orientados por um profissional habilitado e, de preferência, acompanhados por um personal trainer.

Antes de iniciar qualquer atividade física, o ideal é obter a avaliação e a orientação de um médico da usa confiança para evitar futuros problemas.

Quais são os principais benefícios da musculação para os idosos?

• Aumenta a autonomia funcional da pessoa.

• Permite retomar algumas atividades que já tinham sido abandonadas.

• Em muitos casos complementa ou substitui a ação de medicamentos.

• Fortalece os músculos e diminui a pressão sobre as articulações.

• Ajuda na prevenção de muitas enfermidades como hipertensão arterial, diabetes mellitus, obesidade.

• Melhora a auto-estima ao inserir ou reinserir a pessoa em novas atividades.

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

Cefaléia (dor de cabeça): dados estatísticos, por curiosidade





Epidemiologia da Cefaléia

Cefaléia é a dor em qualquer parte da cabeça é a condição neurológica mais prevalente e dentre ossintomas mais frequentemente vistos na prática clínica. Mas 50% da população geral tem cefaléia durante um determinado ano e mais de 90% refere história de cefaléia durante a vida.A média da prevalência de migrânea( cefaleia de metade ou parte da cabeça) ao longo da vida é de 18% e a média estimada da prevalência durante o último ano de 13%.A prevalência de migrânea nas crianças e nos adolescentes é de 7,7%.

A cefaléia do tipo tensional é mais comum que a migrânea, com prevalência ao longo da vida de aproximadamente 52%. Contudo, apenas as cefaleias do tipo tensional frequente ou crônica reduzem a capacidade funcional ( ou seja atrapalham a atividade laborativa, esportiva, sexual etc

Mas 3% da população geral tem cefaléia crônica, ou seja, cefaléia duração de ≥15 dias por mês.

Estes pacientes são os com maior redução na sua capacidade funcional antes referida.

A relação entre os sexos na migrânea permanece estável em 2-3 mulheres para cada homem e é geralmente consistente entre os países pesquisados.

O predomínio da cefaléia no sexo feminino inicia-se na puberdade, com mulheres tendo um risco 1,5 maior para desenvolver cefaléia e 1,9 vezes maior para desenvolver migrânea quando comparadas com crianças e adolescentes do sexo masculino.

A distribuição da cefaléia do tipo tensional é igual entre os sexos.

Hereditariedade => A história familiar de migrânea é um dos mais fortes e consistentes fatores de risco para migrânea. Os resultados de estudos realizados com gêmeos sugerem que fatores de risco genéticos estão presentes em aproximadamente um terço dos grupamentos familiares de migrânea. As formas comuns de migrânea, com e sem aura, são condições genéticas complexas Várias dessas condições foram recentemente identificadas em diversos cromossomos em estudos gênicos .

Migrânea está fortemente associada à ansiedade e distúrbios do humor, alergias, dor crônica e epilepsia. Migrânea com aura, mas não a migrânea sem aura, é um fator de risco para infarto cerebral e lesões encefálicas silenciosas encontradas na Ressonância Magnética, particularmente em mulheres com crises frequentes.

A presença de ansiedade na infância está associada com o desenvolvimento de cefaleia durante a fase de adulto jovem.

Vômitos cíclicos, sonambulismo e cinetose (perturbações do equilíbrio, chamados de labitintopatias erradamente) durante a infância são considerados “equivalentes migranosos” e podem anunciar o desenvolvimento de migrânea posteriormente.A gravidade da migrânea é variável: 25% dos migranosos tem ≥ 4 crises de forte intensidade por mês, 48% tem 1-4 crises de forte intensidade e 38% tem ≤ 1 crise de forte intensidade.O curso da migrânea também é variável: remite em 30% dos indivíduos, persiste em 45% e transforma-se em outros tipos de cefaleia em 25%. De um modo geral, a prevalência de migrânea reduz-se com a idade após os 50 anos e, em mulheres, após a menopausa, a não ser que seja administrada terapia de reposição de estrogênio.

Idade de início precoce, estressores psicossociais e comorbidades psiquiátricas podem estar
relacionadas com um desfecho menos favorável.

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

Disfunção erétil e uso de medicamentos




Os homens que tomam muitos medicamentos devidos a problemas de saúde crônicos como hipertensão, diabetes e colesterol alto são mais propensos a ter problemas de impotência.

D.C.Londoño e colaboradores urologistas da Los Angeles Medical Center investigaram o tema em 37.700 usuários de um grande plano de saúde da California, nos Estados Unidos, e descobriram que aqueles que tomavam três ou mais remédios tinham mais taxas de disfunção erétil

Em geral, 16% dos homens (com 45-69 anos) que tomavam dois medicamentos registraram disfunção erétil moderada.

Entre os que consumiam de três a cinco tipos de medicamentos, 20% tinham o problema. O número subiu para 25% dos que tomavam de seis a nove tipos e para 31% entre os que ingeriam pelo menos dez medicamentos.

A disfunção erétil é mais comum em homens mais velhos, com sobrepeso, fumantes ou que tivessem problemas de saúde como diabetes ou hipertensão.

Segundo os autores, o achado não diz que os próprios medicamentos são os culpados. Eles dizem que é possível, por exemplo, que os fármacos possam piorar a disfunção erétil devido a interação medicamentosa - mas não é possível confirmar a informação a partir dos dados da pesquisa.

Os autores enfatizam que os homens com disfunção erétil não devem deixar de usar os remédios, mas que eles podem pedir tratamentos alternativos a seus médicos.

sábado, 14 de janeiro de 2012

Obesidade e seus incovenientes





É comum ter o conhecimento de que a obesidade coloca as pessoas em risco para doenças cardíacas, diabetes mellitus e acidentes vasculares cerebrais, mas o excesso de peso (definido como um aumento de pelo menos 20% do peso corporal considerado normal) pode danificar a saúde de um modo que pode surpreender.

Estimativas mostram que os Estados Unidos terão mais 65 milhões de obesos em 2030, em relação aos obesos de hoje em dia. Este fato leva a 6 milhões ou mais casos de doenças cardíacas, derrame e outros oito milhões de casos de diabetes mellitus tipo 2. Muitos médicos já começaram a ver famílias em que os avôs são mais saudáveis e vivem por mais tempo do que seus filhos e netos.

A epidemia de obesidade aumenta os custos com a saúde da população. As pesquisas já confirmaram que o excesso de peso pode influenciar o bem estar mental (exacerbando tanto a depressão, quanto a doença de Alzheimer), a saúde reprodutiva, a vida sexual e a qualidade de vida – especialmente à medida que envelhecemos. Cientistas acreditam que 25% de vários tipos de câncer – incluindo câncer de cólon, rim e esôfago – são desencadeados pelo aumento da obesidade e da inatividade física.

Uma das consequências da obesidade é a formação de gordura visceral, a qual circunda os órgãos internamente e é mais prejudicial à saúde do que a gordura subcutânea, a qual fica abaixo da pele.

Por exemplo, a gordura visceral que fica próxima aos pulmões pode limitar a respiração por pressionar o diafragma.

Em 2005, um estudo com 450 indivíduos mostrou que adultos obesos são 2,5 vezes mais propensos a apresentar azia/má digestão do que aqueles de peso normal. Uma das hipóteses é que a gordura visceral empurra o estômago em direção ao tórax, causando esta sensação.

O excesso de gordura sobrecarrega os joelhos, causando dor na articulação.

Estudos sugeriram que a obesidade pode ser uma importante causa de depressão, possivelmente por uma combinação de fatores fisiológicos e estigmas sociais.

Substâncias químicas inflamatórias liberadas pelas células de gordura podem danificar raízes nervosas no pênis e atacar vasos sanguíneos no clitóris dificultando o orgasmo.

Mas as pesquisas são frias e distantes do ser humano que as fazem. Não podemos esquecer de modo algum que há pessoas que são gordinhas. Desde pequenas, por conta de questões genéticas. E pronto!

Não dá para ficar fazendo mágicas para emagrecer alguém que não irá emagrecer. Nem para enfiar na cabeça das pessoas um estereótipo de "magreza-saudável", como se faz absurdamente na época atual.

Há gordinhos cruzando a barreira dos oitenta anos de idade e há magrinhos "partindo" aos quarenta!

Não dá para dizer que só se tem beleza com a magreza. De modo algum! Não dá para afirmar categoricamente que a saúde está totalmente atrelada à aparência esbelta. De modo algum!

Há necessidade de considerar muito mais coisas do que os dados estatísticos analisados neste trabalho, como questões de ordem emocional e psicológica!

Sou contra a opressão à obesidade. Canso de ver pacientes magros e com problemas de colesterol e coronárias.

Respeito a estatística. Mas respeito ainda mais o ser humano.

sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

Pensamento Mágico





Havendo saúde mental, os estímulos para que o raciocínio se desenvolva devem provir de fontes externas e internas. Mas o pensamento não é guiado apenas por considerações estritamente atreladas à realidade, ele também flui motivado por estímulos interiores, abstratos e afetivos ou até instintivos. A criação humana, por exemplo, ultrapassa muitas vezes a realidade dos fatos, refletindo estados interiores (eventualmente inferiores) variados e de enorme valor para a construção de nosso patrimônio cultural.

Voltar-se para o mundo interno significa que o pensamento se manifesta sob a forma de devaneios - uma espécie de servidão das idéias às nossas necessidades mais íntimas, aos nossos afetos e paixões. Enquanto há saúde mental, entretanto, nossos devaneios são sempre voluntários e reversíveis; eles devem ser nossos servos e não nossos senhores.

Em estados mais doentios, esses devaneios ou fugas da realidade são emancipadas da vontade, são impostas ao indivíduo de forma absoluta e tirânica. Parece tratar-se de um indivíduo que despreza a realidade e vive uma realidade nova que lhe foi imposta involuntariamente, da qual não consegue libertar-se.

A própria concepção da realidade pode sofrer alterações nos transtornos psíquicos. Em determinados estados neuropsicológicos a realidade pode sofrer alterações de natureza bioquímica, funcional ou anatômica. Em outros estados, agora de natureza psicopatológica, os elementos da realidade também podem ser deturpados por fatores afetivos, emocionais ou psíquicos, de forma a prevalecer uma concepção do mundo determinada exclusivamente pelo interior de ser e não mais pela lógica comum a todos nós.

Ao pensamento que se afasta da realidade morbidamente, ou seja, doentiamente, damos o nome de Pensamento Derreísta em oposição ao Pensamento Realista, atrelado à realidade.

Falamos “afasta-se morbidamente da realidade” porque esse tipo de pensamento não mais depende do arbítrio que todos temos em fantasiar e voltar à realidade voluntariamente. Ele devaneia obrigatoriamente, sendo negado ao paciente a faculdade de entendimento dos limites de nossas fantasias, quando nos imaginamos ganhadores da loteria ou coisas assim, e da realidade, com a consciência plena de nossa situação.

Para aqueles que acreditam ser normal e até desejável que a pessoa tenha seus pensamentos exclusivamente atrelados ao concreto e ao real, lembramos que essa limitação imposta ao pensamento, fazendo-o incapaz de afastar-se do absolutamente concreto, leva o nome de Concretismo, que também é uma alteração da forma do pensamento(!).

O Pensamento Derreísta é aquele que se desvia da razão, faltando-lhe tenacidade para se atrelar à realidade. Sua característica principal e criar, a partir de antigas cognições e novas representações, um mundo novo e de acordo com os desejos, anseios e angústias.

De forma mais prática e didática, podemos considerar o pensamento derreísta como sendo uma espécie de Pensamento Mágico, e o pensamento realista como sendo o Pensamento Lógico. Portanto, é normal que a pessoa contenha ambos tipos de pensamento em seu psiquismo, valendo-se deles de acordo com as necessidades adaptativas.

Para resolver as necessidades práticas do cotidiano a pessoa se vale do Pensamento Lógico (realista); calcula dinheiro, planeja seu dia, prioriza atividades, dirige de acordo com as normas, comporta-se com sensatez, lógica e discernimento, etc.

Diante das necessidades interiores os Pensamentos Mágicos são mais lenitivos. Através deles a pessoa faz suas orações, nutre seus desejos e esperanças, aposta na loteria, evita passar debaixo de uma escada, acredita em seus deuses, fala da sorte ou do azar, enfim, devaneia. E normalmente esses devaneios obedecem às normas da cultura em que vivemos, ao menos em boa parte deles.

De modo geral, quanto maiores as angústias, mais recorremos aos Pensamentos Mágicos. Isso ocorre fisiologicamente nas pessoas normais mas, diante de situações psíquicas patológicas, a “opção” para o Pensamento Mágico se torna absolutamente tirânico.

Essa predileção pelo Pensamento Mágico pode se dar em vários graus; desde uma simples crença, fé, idéia supervalorizada, fanatismo, até o delírio franco. Isso significa que uma simples crença pode privilegiar a Mágica sobre a Lógica discretamente, sendo possível sair do mágico para o lógico com facilidade, enquanto no delírio, o grau maior de submissão da lógica ao mágico, o retorno voluntário ao Pensamento Lógico é basicamente impossível.

Então, para saber se a pessoa está totalmente, parcialmente ou ligeiramente submissa aos seus Pensamentos Mágicos ou, como é bom frisar bastante, totalmente submissa aos Pensamentos Mágicos de seu entorno, devemos saber se essa pessoa tem ou não delírios.

Nas Esquizofrenias, por exemplo, a pessoa perde totalmente os limites entre o mágico e o lógico (lembra de "Uma mente brilhante"?), através de seus delírios. De modo geral, qualquer patologia mental capaz de produzir delírios subjuga a lógica, privilegiando morbidamente a mágica.

Assim sendo, agora que sabemos serem os delírios os mais graves causadores da soberania do Pensamento Mágico, o problema da psicopatologia será descrever as patologias que originam delírios, conseqüentemente, que causam o domínio absoluto da mágica sobre o lógico.

quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

Exame de Papanicolau ou Citologia Oncótica





Sinônimos: Preventivo, exame citológico, exame colpocitológico, citologia oncótica.

É uma maneira de examinar células coletadas do colo do útero. O objetivo principal do exame é detectar o câncer de colo de útero em estágio precoce ou anormalidades nas células que podem estar associadas ao desenvolvimento deste tipo de tumor.

Ele também pode encontrar condições não cancerígenas, como infecções viróticas no colo do útero, tais como verrugas genitais causadas pelo HPV (papilomavírus humano) e herpes, infecções vaginais causadas por fungos, como a candidíase ou por bactérias, como o Trichonomas vaginalis.

O exame também pode dar informações sobre os níveis hormonais, principalmente estrogênio e progesterona.

É recomendado para todas as mulheres sexualmente ativas, independentemente da idade. Deve ser iniciado pelo menos 3 anos após início da vida sexual ativa ou antes dos 21 anos de idade (o que acontecer primeiro).

A coleta pode ser interrompida aos 65 anos, se houver exames anteriores repetidamente normais.

O intervalo entre as coletas de citologia varia entre um e três anos baseado na presença de fatores de risco, tais como:

• Início precoce da atividade sexual
• História de múltiplos parceiros sexuais
• Nível socioeconômico baixo
• História de ter tido parceiro com infecções genitais
• Passado de câncer de vulva ou de vagina
• Ter parceiro com história de câncer de pênis
• Ser fumante
• Estar imunodeprimida

A coleta deve ser anual se algum destes fatores estiver presente.

O melhor período do ciclo menstrual para a realização do exame é pelo menos uma semana antes da menstruação.

Deve ser evitado o uso de cremes ou duchas vaginais por 48 horas anteriores ao exame e não ter relações sexuais pelo menos 24 horas antes do procedimento.

É um exame bastante simples. A mulher fica na posição ginecológica (deitada , com os joelhos dobrados e as pernas afastadas), o médico introduz um espéculo na vagina, retira material do orifício do colo do útero e da parede vaginal e encaminha para análise em laboratório de citopatologia.

Não há dor durante o exame, algumas mulheres sentem um leve desconforto. É importante manter-se relaxada durante o procedimento para facilitar a introdução do espéculo.

Se o resultado mostrar células normais, não é necessário nenhum tratamento.

Caso haja alguma infecção, o ginecologista irá orientar um tratamento específico.

Se as células apresentarem alguma alteração, poderão ser necessários outros exames, como por exemplo uma colposcopia. Converse com o seu médico sobre esta necessidade.

Como é coletado material do colo do útero, às vezes, pode ocorrer um leve sangramento no local.

A presença de dor ou a manutenção do sangramento deve ser prontamente comunicada ao ginecologista.

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

Icterícia em adultos





A icterícia, popularmente conhecida como "amarelão", é uma síndrome em que a pele, as mucosas e a conjuntiva adquirem uma coloração amarelo-alaranjada em decorrência do acúmulo de pigmentos biliares no organismo. Ela ocorre fisiologicamente em um grande número de recém-nascidos, mas em adultos é sinal de alguma patologia.

Em sua maior parte a bilirrubina provém da hemoglobina liberada pela destruição das hemácias velhas. Existem dois tipos: a bilirrubina conjugada ou direta e a não conjugada ou indireta. A bilirrubina conjugada ou direta é resultante da metabolização hepática da bilirrubina não conjugada ou indireta e geralmente é liberada no intestino pela bile e degradada em urobilinogênio pelas bactérias intestinais, a qual é parcialmente reabsorvida no intestino e excretada pela urina.

Ela ocorre pelo acúmulo no sangue de bilirrubina direta (conjugada) ou indireta (não conjugada).

O acúmulo da bilirrubina direta (conjugada) deve-se a uma colestase (acumulação de bile), por algum impedimento do fluxo natural da bile do fígado ao intestino pelo colédoco. Isso pode ocorrer com os cálculos biliares, os tumores ou os processos inflamatórios.

A acumulação da bilirrubina indireta (não conjugada) pode dever-se a várias causas, como déficit de conjugação hepática (hepatites, cirroses etc.) ou aumento da produção de bilirrubina (hemólise, eritropoiese excessiva), por exemplo.

Os sintomas da icterícia em adultos podem aparecer de modo repentino ou paulatinamente, dependendo da causa. O mais chamativo deles é a cor amarelada da pele, mucosas e conjuntivas.

Além desta alteração na coloração, podem ocorrer também, dependendo do tipo da icterícia, uma cor de coca-cola característica na urina e embranquecimento das fezes, devido à ausência de urobilinogênio (produto da degradação da bilirrubina) nessas excreções.

Os sais biliares que se acumulam no sangue também provocam pruridos (coceiras) e bradicardia (diminuição do ritmo cardíaco). Nas icterícias por acúmulo de bilirrubina indireta, as fezes usualmente são bastante escuras.

Juntamente com os sintomas da icterícia, ocorrem os da enfermidade de base que a causou e que são muito variáveis.

Não há um tratamento específico para a icterícia. As medicações usadas são apenas sintomáticas, assim como as que visam combater o prurido, pois ela tende a ter um curso paralelo ao da enfermidade de base, a qual deve ser tratada de maneira específica.

• Alguns pacientes ictéricos podem apresentar também deficiências de vitaminas lipossolúveis (vitaminas A, D, E e K), as quais devem ser repostas após exames laboratoriais comprobatórios.

• Também podem ocorrer dores devido a xantomas múltiplos, as quais devem ser tratadas apropriadamente.

• A xeroftalmia (olho seco) melhora com colírios que simulam as lágrimas.

• O fenômeno de Raynaud tende a ceder com a administração de bloqueadores dos canais de cálcio.

As icterícias tendem a desaparecer quando as suas causas são removidas. Os tratamentos podem ser simples e realizados em domicílio (hepatite viral, por exemplo) ou mais complexos e envolver cirurgias ou outros procedimentos que exijam internação (tumores, por exemplo).

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

Mastalgia




A mastalgia é um sintoma mamário que mais comumente leva à procura de atendimento clínico, podendo ocorrer em até 70% das mulheres em algum momento de sua vida. Ocorre mais frequentemente entre os 30-50 anos e pode ser unilateral, bilateral ou segmentar. A dor é de grau leve a moderado na grande maioria dos casos, provavelmente relacionada às alterações inerentes ao ciclo menstrual, porém em 10-20% dos casos constitui-se como dor de forte intensidade, acarretando comprometimento importante das atividades diárias e da qualidade de vida.

A causa da mastalgia cíclica não é completamente compreendida. Acredita-se que diversos fatores estejam envolvidos no seu desenvolvimento, como níveis elevados de estrogênio, baixos níveis de progesterona e alterações na relação entre os dois hormônios. Interessante notar que características da dor, como a natureza cíclica, associação com edema, sensibilidade e nodulação nas mamas e interrupção após a menopausa sugerem relação com os estrogênios. Porém, os estudos que conduziram dosagens hormonais não mostraram diferenças significativas nos valores em mulheres com e sem mastalgia. Não há correlação entre a mastalgia e ingestão de cafeína ou fatores psicossociais.

Classificação

A história clínica, muitas vezes, já é suficiente para a classificação temporal do sintoma, porém é bastante útil que se solicite à paciente que construa um diário mamário, no qual anotará os dias do mês nos quais sentiu dor e qual a intensidade em cada um deles. Esse diário também pode ser útil para avaliação da eficácia do tratamento. Dor cíclica é responsável por dois terços dos casos e o restante das mulheres apresenta dor não-cíclica.

1. Mastalgia Cíclica

Geralmente ocorre durante a fase final lútea do ciclo menstrual, resolvendo-se com o surgimento do fluxo menstrual. As pacientes encontram-se, por definição, na menacme, e mais frequentemente na quarta década de vida. Muitas apresentam desconforto pré-menstrual, hipersensibilidade e sensação de peso na mama, três a sete dias antes de cada período menstrual.

Tipicamente, as pacientes cursam com dor a partir da metade do ciclo, a qual termina com o início do fluxo menstrual. A dor costuma ser bilateral, associar-se a sensibilidade ao toque, mais pronunciada no quadrante súpero-externo da mama, podendo irradiar para a axila e o membro superior ipsilateral. Pode persistir por vários anos, sofrendo resolução após a menopausa. Deve ser diferenciada da síndrome pré-menstrual, uma entidade distinta que pode ou não estar associada à mastalgia.

2. Mastalgia Não-Cíclica

Esse tipo de mastalgia não se relaciona ao ciclo menstrual e pode ocorrer tanto no menacme quanto na pós-menopausa, geralmente na quinta década de vida. A dor pode ser descrita como contínua, mas geralmente tem padrão randômico e de característica em queimação. Pode ser devida a cistos, mastite periductal, estiramento dos ligamentos de Cooper, traumatismo, adenose esclerosante, câncer ou doença de Mondor. No entanto, na maioria das vezes não é identificada uma causa específica.

A dor musculo-esquelética é, quase sempre, unilateral e desencadeada por atividade física, podendo ser reproduzida pela pressão em áreas específicas da parede torácica. As mulheres podem apresentar espondilose ou osteoartrite, o que indica maior probabilidade de dor músculo-esquelética do que mamária. Uma dor que tem característica de queimação ou em “facada”, limitada a uma área em particular, provavelmente se origina na parede torácica. Na síndrome de Tietze (costocondrite), a dor localiza-se preferencialmente nos quadrantes mediais da mama, sobrejacentes às cartilagens costais; é de curso crônico e a paciente apresenta hipersensibilidade local à palpação.

Nos casos de dor não relacionada à parede torácica, as causas mais comuns são angina pectoris e dor associada à litíase biliar (cálculo da vesícula biliar).

3. Câncer de Mama

O câncer é uma causa incomum de mastalgia. Quando a dor é causada pelo tumor, é caracteristicamente não-cíclica, unilateral e bem localizada. O câncer é encontrado em 2-7% das mulheres com queixa de mastalgia.

Dois estudos de caso-controle sugeriram aumento significativo do risco de câncer de mama em mulheres com mastalgia cíclica. No entanto, sabe-se que as mulheres que procuram atendimento médico com sintomas apresentam maiores taxas mamografia e intervenção por biopsia, o que pode ter levado a um viés de diagnóstico nesses estudos.

Além disso, um grande estudo (n=5.463) conduzido por Khan e colaboradores mostrou que as mulheres com relato prévio de mastalgia apresentaram menor risco de câncer de mama. Evidências adicionais são necessárias para avaliar essa relação.

domingo, 8 de janeiro de 2012

O que é HIIT?





HIIT é a sigla de “High Intensity Interval Training” que significa “Treinamento Com Intervalos de Alta Intensidade”. Esse tipo de treino é simplesmente uma combinação de períodos de atividades muito altas com períodos de treinos leves. Os períodos em alta vão fazer com que seu metabolismo acelere, iniciando o processo de queimar gordura.

HIIT pode ser realizado como qualquer tipo de treino cardiovascular. A maioria das pessoas faz uma combinação de corrida e caminhada, porém, você pode aplicar esse tipo de treino andando de bicicleta, pulando corda, nadando, com dança aeróbica, enfim, são diversas variações que podem ser escolhidas de acordo com seu perfil.

Impulsionando o processo de queimar gordura com treinos de alta intensidade, seu corpo irá continuar queimando gordura mesmo nos períodos de baixa intensidade ou descanso, desde que os períodos de alta realmente exijam o máximo de sua performance.

O Hiit é uma das melhores formas de queimar gordura, porém você precisa dar o máximo de si nos períodos de alta intensidade, caso contrário, esqueça!

Não é fácil, mas é o preço que devemos pagar por resultados satisfatórios e comprovados.

sábado, 7 de janeiro de 2012

Somatizações e Quadros Dolorosos




Tanto os Transtornos Somatoformes, quanto os fenômenos Dissociativos e Conversivos, podem ser considerados transtornos psicorreativos, ou seja, aparecem sempre como uma reação a algum evento de vida, a alguma emoção. Trata-se de uma resposta do orgânico a uma vivência traumática. De certa forma aqui se incluem também os transtornos psicossomáticos.

De modo geral, o Transtorno Somatoforme se caracteriza por um salto do psíquico para o orgânico, com predominância de queixas relacionadas aos órgãos e sistemas, como por exemplo, queixas cardiovasculares, digestivas, respiratórias, etc.

Quando se usa o termo Conversão, embora exista da mesma forma um salto do psíquico para o orgânico, os sintomas são predominantes no “sistema de comunicação” da pessoa com o mundo, ou seja, em sua mímica, em seus cinco sentidos, em sua mobilidade e coordenação motora. Dessa forma, todos os quadros de conversão se confundem com sintomas neurológicos, ou seja, desmaios, formigamentos, paralisias, perda da voz, da visão, etc. Na Conversão os sintomas aparecem sob a forma de perda da função de um ou de vários atributos necessários à vida de relação. Isso significa que a musculatura estriada e os órgãos sensoriais são afetados.

Os problemas de Somatização, por sua vez, normalmente envolvem a clínica médica. Os sintomas envolvem os diversos órgãos e sistemas, como por exemplo, dores no peito (sistema cardiovascular), falta de ar (sistema respiratório), cólicas abdominais (sistema gastroenterológico ou ginecológico), e assim por diante.

Nos distúrbios de Dissociação há, da mesma forma, um salto do psíquico, porém, não mais para o orgânico: há um salto do psíquico para o próprio psíquico. Aqui são afetadas a consciência e integração da pessoa com a realidade. A Dissociação, segundo a CID.10, é representada pelos fenômenos onde o indivíduo fica, repentinamente, dissociado dos estímulos internos e externos.

Todos esses sintomas psicorreativos são reversíveis e não obedecem à realidade orgânica ou à fisiologia médica conhecida. Eles obedecem sim, à representação emocional que o sujeito tem de seus conflitos, de seu corpo e de seu funcionamento. Através dessa representação sintomática nada fisiológica podemos observar uma perda total da visão sem que o reflexo foto-motor se encontre alterado, ou uma lombalgia com exames neurológicos normais, tonturas com exames otoneurológicos normais e assim por diante.

Vale acrescentar que nenhum desses sintomas tem algo a ver com a simulação, tratando-se, pois, da comunicação corporal de um conflito ou mobilização emocional. É a expressão de uma necessidade psicológica onde os sintomas não são voluntariamente produzidos e não podem ser explicados, após investigação apropriada, por qualquer mecanismo clínico conhecido.

É muito importante fazer uma boa distinção entre sintomas somatiformes e conversivos com os sintomas psicossomáticos, embora todas essas manifestações possam ocorrer em um mesmo paciente. Na Conversão e Somatização, a representação da realidade vivenciada penosa, desagradável ou traumática é reprimida para o inconsciente e sua energia psíquica é deslocada para alguma zona do corpo, convertendo-se em sintoma.

Isso pode ser o que acontece, por exemplo, quando uma paciente apresenta queixa ginecológica vaga e incongruente, após ter participado de alguma prática sexual com o namorado em desacordo com seus valores morais. Nesses casos não existem lesões orgânicas, embora sempre exista a queixa do sofrimento. Tais queixas conversivas ou alterações funcionais independem da anatomia e fisiologia reais do organismo.

Na Doença Psicossomática, diferentemente, de fato existe alteração orgânica confirmada por exames clínicos, embora tais alterações tenham sido desencadeadas, determinadas ou agravadas por razões emocionais. Na Doença Psicossomática o Sistema Nervoso Autônomo (SNA) é o mais mobilizado. Alguns autores aceitam a idéia de que a Doença Psicossomática acontece quando há prejuízo da manifestação afetiva típica, ou seja, quando há alguma dificuldade para a pessoa reconhecer e verbalizar sentimentos e emoções (alexitimia).

sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

DST Doenças Sexualmente Transmissíveis





Melhorar o conhecimento sobre as doenças sexualmente transmissíveis é uma forma importante de prevenção

Nas últimas três décadas, as pesquisas que se concentram no desenvolvimento e avaliação de intervenções comportamentais que visam reduzir a propagação de infecções sexualmente transmissíveis (DST), incluindo HIV, têm se expandido consideravelmente.

No entanto, apesar da sua disponibilidade, as intervenções comportamentais são inadequadamente utilizadas, e evidências de seu impacto a nível populacional são carentes.

A maioria das evidências sobre a eficácia de intervenções comportamentais é baseado em auto-relato de comportamento e mudança de comportamento.

Informar a população em geral sobre a prevalência e a distribuição demográfica e geográfica das infecções, a eficácia dos preservativos e outras intervenções biomédicas, tais como microbicidas e profilaxia pré e pós-exposição, e os riscos de determinadas práticas sexuais, é uma intervenção que visa melhorar o conhecimento, uma função preventiva importante que todos os programas de saúde pública devem adotar.

Uma análise recente da alocação de recursos ótima para prevenção do HIV nos EUA sugere que os esforços de prevenção devem ser focados em pessoas infectadas pelo HIV.

Um quadro anterior tinha proposto uma classificação hierárquica de subpopulações para os esforços de prevenção que vão desde pessoas infectadas com comportamentos de alto risco de transmissão a pessoas não infectadas com comportamentos de baixo risco.

Em qualquer cenário particular, a mistura ótima de intervenções dependerá do contexto epidemiológico, social e econômico e dos recursos financeiros, humanos, organizacionais e culturais disponíveis.

Fonte: Sexually Transmitted Infections,

quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

Estrias: como aparecem?





As estrias são lesões lineares da pele, geralmente paralelas umas às outras, que se formam devido ao rompimento das fibras da camada intermediária da pele. Esta camada é formada por colágeno e elastina, os quais dão elasticidade e tonicidade à pele.

O rompimento das fibras ocorre em períodos de aumento brusco do volume do corpo ou de parte dele como durante a adolescência, a gestação e o ganho de peso corporal (sobrepeso ou obesidade).

As estrias podem aparecer em qualquer lugar do corpo, mas são mais comuns nas mamas, quadris, coxas e nádegas e afetam homens, mulheres e até mesmo crianças.

Aquelas de surgimento mais recente são de cor avermelhada e as mais antigas são branco-acinzentadas.

Qual a causa das estrias?

Parece existir um fator genético, mas a maioria das estrias em mulheres aparece durante a gravidez. Alguns estudos indicam que a ingestão de flúor interfere na síntese do colágeno e favorece o aparecimento de estrias. Outros fatores podem colaborar para o seu aparecimento, tais como: efeito sanfona (engorda-emagrece-engorda-emagrece), crescimento rápido, tempestade hormonal, exercícios exagerados, uso excessivo de corticoides e ressecamento da pele.
Como solucionar as estrias?

As estrias são irreversíveis e, portanto, o melhor que se pode fazer é tentar preveni-las, principalmente quando há casos na família.

Para tentar evitar o aparecimento de estrias deve-se:

• Fazer uma hidratação intensa da pele.

• Beber muita água (cerca de 2 litros por dia).

• Evitar engordar rapidamente.

As várias técnicas de tratamentos médicos (raios laser, ácido retinoico, peeling, abrasão, lifting) visam melhorar o aspecto estético e estimular a formação de tecido colágeno nas lesões. (Deve-se lembrar que esses são procedimentos médicos e só devem ser realizados por um médico). O uso de vitaminas A, C e E também ajuda na formação do colágeno.

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

Próteses ou implantes de silicone.





As próteses de silicone são utilizadas desde a década de 60, mas só chegaram ao Brasil nos anos 80. Elas são peças de silicone destinadas a substituir ou remodelar órgãos ou partes do corpo, geralmente com objetivos estéticos.

Fala-se em prótese quando um órgão natural é substituído pelo material artificial e em implante quando algo é acrescentado a um órgão já existente. No caso do uso do silicone, geralmente trata-se de implante, porém a linguagem comum fala em prótese mesmo nesses casos.

O silicone é um composto sintético, derivado da rocha de quartzo, usado em muitos ramos da atividade humana (como adesivo, impermeabilizante, lubrificante, etc.) e, na medicina, para implantes. Trata-se de material inorgânico altamente resistente às variações ambientais, com uma durabilidade de cerca de 10 anos.

Ele é altamente coesivo (não se espalha com facilidade), inerte, incolor, inodoro e insípido e não passível de ser decomposto pela água, pelo calor ou por agentes oxidantes. Pode ser encontrado em forma líquida, gel, na consistência de borracha (elastômero de silicone) ou plástico. O silicone vem sendo utilizado há mais de 30 anos e até hoje não demonstrou ter efeitos cancerígenos ou provocar outras reações desagradáveis ou deletérias.

Em um grande número de próteses (as de seios, glúteos ou panturrilha, por exemplo) opta-se pelo uso de bolsas de silicone sob a forma de gel.

Para cada região do corpo existem diferentes tipos e volumes de próteses que o paciente escolhe juntamente com o médico, na dependência do seu objetivo.

Na maioria dos casos, as próteses de silicone são aplicadas por cirurgiões plásticos com finalidade estética, mas podem ser utilizadas em cirurgias reconstrutivas em casos de agenesias (atrofia de um órgão ou tecido por parada do desenvolvimento na fase embrionária), acidentes ou deformidades corporais congênitas.

Como as técnicas usadas por cada profissional podem variar muito, seu médico deve ser previamente consultado sobre os procedimentos que serão realizados: que tipo cirurgia e anestesia, qual o tempo de internação e recuperação, quais as complicações possíveis, etc. Isso ajudará você a decidir se deseja ou não colocar a prótese ou implante.

As próteses mamárias podem ser aplicadas em qualquer idade depois de as mamas terem sido integralmente formadas, mas nas mulheres que pretendem engravidar elas devem ser feitas após a gravidez, pois a gestação e a amamentação modificam muito o volume e a forma das mamas.

Essas próteses usualmente são colocadas posteriormente à glândula mamária e, por isso, mesmo quando colocadas antes de uma eventual amamentação, não a impedem.

As próteses de glúteos também podem ser colocadas em qualquer idade acima de 16 ou 18 anos, quando o crescimento dos glúteos já atingiu seu ponto máximo. Elas são colocadas acima da linha de pressão do paciente assentado, para evitar pressão sobre a prótese. No entanto, o paciente fica impedido de tomar injeções nos glúteos, porque isso poderia perfurar a prótese.

Os implantes aplicados nas panturrilhas foram usados inicialmente em pacientes que haviam sofrido de paralisia infantil (doença já erradicada do país), mas atualmente também são utilizados por aqueles que têm pernas finas, como consequência de alguma doença ou de um fator constitucional, e que desejam aumentá-las.

As próteses de queixo ou de maçãs do rosto são usadas para aumentar ou remodelar essas regiões da face em pacientes que não apresentem razões dentárias para a deformidade delas.

Há, ainda, outros tipos menos comuns de próteses de silicone, destinadas a outras partes do corpo. Se, por acaso, você tiver interesse nelas, consulte seu médico.

As próteses normais devem ser revistas a cada 10 anos (prazo previsto para duração do produto) e talvez necessitem ser trocadas, mas em caso de arrependimentos elas podem ser retiradas a qualquer momento, restando apenas as cicatrizes, que usualmente são pequenas, estrategicamente localizadas e, conforme o caso, inaparentes.

A ruptura prematura da prótese é uma possibilidade de complicação, mas se forem tomados os cuidados pertinentes, isso é uma ocorrência muito rara.

terça-feira, 3 de janeiro de 2012

Cuidado com analgésicos





Para curar uma dor nas costas ou aquele incômodo que ficou na perna depois de um jogo de futebol com os amigos, muitas pessoas utilizam analgésicos. Indicados para o alívio da dor, a maioria desses medicamentos não precisam de prescrição médica e são vendidos livremente em farmácias em todo o Brasil.

Contudo, um levantamento realizado pelo Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC), órgão do governo dos Estados Unidos, mostra que o número de mortes por overdose de analgésicos triplicou de 1990 a 2008.

O Brasil é líder de consumo de analgésicos entre os países emergentes e o sexto maior mercado do mundo, ficando na frente de países como Japão e Espanha. Como algumas fórmulas têm componentes derivados de drogas como o ópio (sendo que essa categoria necessita de receita médica para ser comprada), existe chances de as pessoas viciarem nesses. Outros problemas que o abuso pode causar são lesão renal ou sangramento gastrointestinal.

Muitas pessoas dispensam o conselho e o atendimento médico, supondo estarem em condições de cuidarem das próprias dores, mas é preciso prestar atenção para as dores persistentes, aquelas que passam por algum tempo e depois retornam, algumas vezes com maior intensidade, pois podem esconder algum problema grave, já que os analgésicos podem literalmente mascarar o que está acontecendo.

Os medicamento têm efeitos colaterais e precisam de cuidados mais específicos para sua prescrição. Paciente com tendências a problemas digestivos podem ser prejudicados com o uso intempestivo de anti-inflamatórios, por exemplo, assim como os hipertensos, que podem alcanças níveis indesejáveis de pressão arterial graças à retenção de líquidos que esses medicamentos podem provocar.

Enfim, como sempre, exalta-se a necessidade de muito cuidado com o uso de medicamentos por conta própria. Aliás, também é importante que se cuide com a sugestão de tratamento vinda de outras pessoas ou mesmo de balconistas de farmácias. Não creio que saibam o bastante para "prescrever" o que quer que seja a quem quer que seja.

segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

Por que ficamos com raiva quando estamos com fome?




Sabe aquele ditado de que diz que cara ruim é fome. Pois ele é verdadeiro e tem explicação científica. Segundo pesquisadores da Universidade de Cambridge, no Reino Unido, a raiva que algumas pessoas sentem quando estão com fome pode ser resultado das flutuações de serotonina no cérebro, o que ocorre, frequentemente, quando a pessoa esta em estado de estresse ou há muito tempo sem comer.

O estudo envolveu voluntários saudáveis que tiveram seu nível de serotonina alterados através da manipulação da dieta. Foram utilizados exames de ressonância magnética funcional (fMRI) para mapear e medir a atividade cerebral dessas pessoas enquanto viam imagens de rostos com expressões de raiva, tristeza e neutras.

Os resultados relevaram que baixos níveis de serotonina provocaram comunicações mais fracas na amígdala (regiões específicas do sistema límbico emocional do cérebro) e nos lobos frontais. Segundo os pesquisadores, isso pode sugerir que quando os níveis de serotonina estão baixos fica mais difícil para o córtex pré-frontal controlar as respostas emocionais para raiva geradas dentro das amígdalas.