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segunda-feira, 31 de dezembro de 2012

Transtorno do aprendizado em matemática




Características Diagnósticas
A característica essencial do Transtorno da Matemática consiste em uma capacidade para a realização de operações aritméticas (medida por testes padronizados, individualmente administrados, de cálculo e raciocínio matemático) acentuadamente abaixo da esperada para a idade cronológica, a inteligência medida e a escolaridade do indivíduo (Critério A).

A perturbação na matemática interfere significativamente no rendimento escolar ou em atividades da vida diária que exigem habilidades matemáticas (Critério B). Em presença de um déficit sensorial, as dificuldades na capacidade matemática excedem aquelas geralmente a este associadas (Critério C). Caso esteja presente uma condição neurológica, outra condição médica geral ou déficit sensorial, isto deve ser codificado no Eixo III.

Diferentes habilidades podem estar prejudicadas no Transtorno da Matemática, incluindo habilidades "lingüísticas" (por ex., compreender ou nomear termos, operações ou conceitos matemáticos e transpor problemas escritos em símbolos matemáticos), habilidades "perceptuais" (por ex,. reconhecer ou ler símbolos numéricos ou aritméticos e agrupar objetos em conjuntos), habilidades de "atenção" (por ex., copiar corretamente números ou cifras, lembrar de somar os números "levados" e observar sinais de operações) e habilidades "matemáticas" (por ex., seguir seqüências de etapas matemáticas, contar objetos e aprender tabuadas de multiplicação).

Características e Transtornos Associados
Consultar a seção "Características e Transtornos Associados" referente aos Transtornos da Aprendizagem. O Transtorno da Matemática em geral é encontrado em combinação com o Transtorno da Leitura ou o Transtorno da Expressão Escrita.

Prevalência
A prevalência do Transtorno da Matemática é difícil de estabelecer, uma vez que muitos estudos se concentram na prevalência dos Transtornos da Aprendizagem, sem o cuidado de separar transtornos específicos da Leitura, Matemática ou Expressão Escrita.

A prevalência do Transtorno da Matemática isoladamente (isto é, quando não encontrado em associação com outros Transtornos da Aprendizagem) é estimada como sendo de aproximadamente um em cada cinco casos de Transtorno da Aprendizagem. Estima-se que 1% das crianças em idade escolar têm Transtorno da Matemática.

Curso
Embora os sintomas de dificuldade na matemática (por ex., confusão para conceitos numéricos ou incapacidade de contar corretamente) possam aparecer já na pré-escola ou primeira série, o Transtorno da Matemática raramente é diagnosticado antes do final da primeira série, uma vez que ainda não ocorreu suficiente instrução formal em matemática até este ponto na maioria dos contextos escolares.

O transtorno em geral torna-se visível durante a segunda ou terceira série. Particularmente quando o Transtorno da Matemática está associado com alto QI, a criança pode ser capaz de funcionar no mesmo nível ou quase no mesmo nível que seus colegas da mesma série, podendo o Transtorno da Matemática não ser percebido até a quinta série ou depois desta.

Diagnóstico Diferencial
Consultar a seção "Diagnóstico Diferencial" relativa aos Transtornos da Aprendizagem.

Critérios Diagnósticos

A. A capacidade matemática, medida por testes padronizados, individualmente administrados, está acentuadamente abaixo do nível esperado, considerando a idade cronológica, a inteligência medida e a escolaridade apropriada à idade do indivíduo.

B. A perturbação no Critério A interfere significativamente no rendimento escolar ou atividades da vida diária que exigem habilidades em matemática.

C. Em presença de um déficit sensorial, as dificuldades na capacidade matemática excedem aquelas geralmente a este associadas.
Nota para a codificação: Caso esteja presente uma condição médica geral (por ex., neurológica) ou déficit sensoria.

domingo, 30 de dezembro de 2012

Permissão



Seja criterioso/a ao colocar fotos e vídeos na Internet

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Este texto foi retirado de um site que aborda segurança na internet, para deixar mais claro o problema de exposição de imagens, quando as publicamos.

É para esclarecer quem, porventura, venha a reclamar de imagens copiadas de sites que não discriminam direitos autorais, como fazem muitos profissionais de imagem, ao ter o cuidado de deixar claro a questão de que o que fazem PERTENCE a eles e literalmente bloqueiam o acesso a cópias.

Copiar imagens e divulgar na internet NÃO É CRIME, desde que não se altere o contexto de sua publicação, desde que não se faça uso indevido do que venha a ser usado ou que se promova difamação utilizando a imagem.

Dispareunia




Características Diagnósticas

A característica essencial da Dispareunia é dor genital associada com o intercurso sexual. Embora a dor seja experimentada com maior freqüência durante o coito, ela também pode ocorrer antes ou após o intercurso.

O transtorno pode ocorrer tanto em homens quanto em mulheres. Em mulheres, a dor pode ser descrita como superficial, durante a penetração, ou profunda, durante as investidas do pênis. A intensidade dos sintomas pode variar desde um leve desconforto até uma dor aguda.

A perturbação deve provocar acentuado sofrimento ou dificuldade interpessoal. O distúrbio não é causado exclusivamente por Vaginismo ou falta de lubrificação, não é melhor explicado por outro transtorno do Eixo I (exceto por outra Disfunção Sexual), nem se deve exclusivamente aos efeitos fisiológicos diretos de uma substância (por ex., droga de abuso, medicamento) ou de uma condição médica geral.

Subtipos

Os subtipos são oferecidos para indicar início (Ao Longo da Vida versus Adquirido), contexto (Generalizado versus Situacional) e fatores etiológicos (Devido a Fatores Psicológicos, Devido a Fatores Combinados) para Dispareunia.

Características e Transtornos Associados

A Dispareunia raramente é a queixa principal nos contextos de saúde mental. Os indivíduos com Dispareunia tipicamente buscam tratamento em contextos médicos gerais.

O exame físico dos indivíduos com este transtorno tipicamente não demonstra anormalidades genitais. A experiência repetida de dor genital durante o coito pode provocar a esquiva de experiências sexuais, perturbando relacionamentos sexuais existentes ou limitando o desenvolvimento de novos.

Curso

A limitada quantidade de informações disponíveis sugere que o curso da Dispareunia tende a ser crônico.

Diagnóstico Diferencial

A Dispareunia deve ser diferenciada de uma Disfunção Sexual Devido a uma Condição Médica Geral. O diagnóstico apropriado é de Disfunção Sexual Devido a uma Condição Médica Geral quando a disfunção é considerada exclusivamente decorrente dos efeitos fisiológicos de determinada condição médica geral (por ex., lubrificação vaginal insuficiente; patologia pélvica, como infecções vaginais ou do trato urinário, tecido vaginal com cicatrizes, endometriose ou aderências; atrofia vaginal pós-menopausa; privação temporária de estrógeno durante a lactação; irritação ou infecção do trato urinário, ou condições gastrintestinais).

Esta determinação baseia-se na história, achados laboratoriais ou exame físico. Se tanto Dispareunia quanto uma condição médica geral estão presentes, mas o clínico considera que a disfunção sexual não se deve exclusivamente aos efeitos fisiológicos diretos da condição médica geral, então se aplica um diagnóstico de Dispareunia Devido a Fatores Combinados.

Contrastando com a Dispareunia, uma Disfunção Sexual Induzida por Substância é considerada exclusivamente decorrente dos efeitos fisiológicos diretos de uma substância. Um orgasmo doloroso tem sido relatado com flufenazina, tioridazina e amoxapina.

Se tanto Dispareunia quanto o uso de uma substância estão presentes, mas o clínico julga que a Dispareunia sexual não se deve exclusivamente aos efeitos fisiológicos diretos do uso da substância, então é diagnosticada Dispareunia Devido a Fatores Combinados.

Se a dor sexual é considerada exclusivamente decorrente dos efeitos fisiológicos tanto de uma condição médica geral quanto do uso de uma substância, tanto Disfunção Sexual Devido a uma Condição Médica Geral quanto Disfunção Sexual Induzida por Substância são diagnosticadas.

A Dispareunia não é diagnosticada se causada exclusivamente por Vaginismo ou falta de lubrificação. Um diagnóstico adicional de Dispareunia em geral não é feito se a disfunção sexual é melhor explicada por outro transtorno do Eixo I (por ex., Transtorno de Somatização).

O diagnóstico adicional pode ser feito quando a dificuldade orgásmica antecede o transtorno do Eixo I ou se é um foco de atenção clínica independente. A Dispareunia também pode ocorrer em associação com outras Disfunções Sexuais (exceto Vaginismo) e, se os critérios para ambas são satisfeitos, ambas as condições devem ser codificadas.

A dor ocasional associada com o intercurso sexual, não persistente ou recorrente ou não acompanhada de acentuado sofrimento ou dificuldade interpessoal, não é considerada Dispareunia.

sábado, 29 de dezembro de 2012

Francis Galton




"Sir" Francis Galton era um verdadeiro gênio que escreveu proficuamente a respeito de várias áreas das ciências, incluindo antropologia, criminologia, geografia, meteorologia, biologia e psicologia.

Galton era o mais novo de nove filhos de um próspero banqueiro, nasceu em uma família socialmente abastada. Aos 16 anos, começou a aprender medicina, mas interessou-se pela matemática, formando-se nesta.

Depois voltou a estudar medicina até à morte do seu pai, decidindo então por viajar e conhecer toda a África. Voltando, escreveu muito a respeito de suas viagens, fez muito sucesso por isso, mas deixou viajar quando se casou. Deu atenção a meteorologia, criando instrumentos e mapas aperfeiçoados e usados até hoje.

Casou-se em 1853 com Louisa Jane Butler e permaneceu casado com ela por 43 anos, sem ter filhos.

Galton tinha um intelecto prolífero (um QI estimado de 200), e produziu mais de 340 artigos e livros em toda sua vida.

Pesquisou a distribuição geográfica da beleza, a moda, as impressões digitais, a eficácia da oração religiosa e o levantamento de peso.

Também criou o conceito estatístico de correlação, a amplamente promovida regressão em direção à média e várias invenções como um periscópio, um dispositivo para abrir cadeados e uma versão inicial da impressora de teletipo.

Ele foi o primeiro a aplicar métodos estatísticos para o estudo das diferenças e herança humanas de inteligência, e introduziu a utilização de questionários e pesquisas para coletar dados sobre as comunidades humanas, o que ele precisava para obras genealógicas e biográficas e para os seus estudos antropométricos.

Como pesquisador da mente humana, fundou a psicometria (a ciência da medição faculdades mentais) e a psicologia diferencial.

quinta-feira, 27 de dezembro de 2012

Dengue: cai número de casos


Essa notícia curiosa é de 2010. Como andam as coisas com a Dengue atualmente?

O número de casos de dengue caiu 46,3% nas 30 primeiras semanas de 2009 em relação ao mesmo período de 2008. De 758.051, em 2008, para 406.883 notificações em todo o Brasil no mesmo período de 2009. O novo balanço parcial divulgado pelo Ministério da Saúde ontem confirma a tendência de queda verificada nas avaliações anteriores.

A redução foi observada em 20 estados e no Distrito Federal. O Rio de Janeiro registrou a maior queda (95,9%), seguido do Rio Grande do Norte (93,0%) e Sergipe (90,4%). Os estados do Acre, Amapá, Bahia, Espírito Santo, Mato Grosso do Sul e Mato Grosso apresentaram aumento no número de casos.

Durante o lançamento da Campanha Nacional de Combate à Dengue 2009/2010, o ministro da Saúde, José Gomes Temporão, enfatizou a necessidade de continuidade das ações de enfrentamento da doença nos estados e municípios.

Os casos graves de dengue caíram 79,2% e passaram de 20.579 nas 30 primeiras semanas de 2008 para 4.281 no mesmo período de 2009. Esses casos correspondem à soma dos registros de Dengue com Complicações (DCC) e Febre Hemorrágica de Dengue (FHD).

O balanço parcial também revela uma redução de 63,2% nas mortes em decorrência da dengue. De acordo com dados enviados até 1º de agosto, houve 166 óbitos neste ano, sendo 103 por FHD e 63 por DCC. No mesmo período do ano passado, foram registradas 451 mortes (213 por FHD e 238 por DCC).

Parafilia




Parafilia é o termo atualmente empregado para os transtornos da sexualidade, anteriormente referidos como "perversões", uma denominação ainda usada no meio jurídico.

Estudar as Parafilias é conhecer as variantes do erotismo em suas diversas formas de estimulação e expressão comportamental.

É difícil conceituar a sexualidade normal, a ponto de o médico inglês Havelock Ellis ter dito que "todas as pessoas não são como você, nem como seus amigos e vizinhos, inclusive, seus amigos e vizinhos podem não ser tão semelhantes a você como você supõe."

Estudar a sexologia implica em estudar os seres humanos como indivíduos sexualizados, portadores de um caráter sexual de homens, mulheres e ambíguos, incluindo a abordagem dos sentimentos sexuais harmônicos ou desarmônicos, das condutas e fantasias sexuais, bem como das dificuldades e resoluções dos problemas sexuais.

Na parte onde a sexologia aborda o estudo das variáveis sexuais ou das condutas variantes estamos falando das Parafilias.

A Parafilia, pela própria etimologia da palavra, diz respeito à "para" de paralelo, ao lado de, "filia" de amor à, apego à.

Portanto, para estabelecer-se uma Parafilia, está implícito o reconhecimento daquilo que é convencional (estatisticamente normal) para, em seguida, detectar-se o que estaria "ao lado" desse convencional.

Culturalmente se reconhece o sexo convencional como sendo heterossexual, coital, com finalidade prazerosa e/ou procriativa, momentaneamente monogâmico.

Veja que o termo atrelado às condições sexuais supracitadas é "convencional" , evitando-se o termo "normal", devido ao fato das pessoas confundirem (erroneamente) o "não-normal" com o "patológico".

O DSM-IV fala das Parafilias como uma sexualidade caracterizada por impulsos sexuais muito intensos e recorrentes, por fantasias e/ou comportamentos não convencionais, capazes de criar alterações desfavoráveis na vida familiar, ocupacional e social da pessoa por seu caráter compulsivo.

Trata-se de uma perturbação sexual qualitativa e, na CID.10, estão referidas como Transtornos da Preferência Sexual, o que não deixa de ser absolutamente verdadeiro, já que essa denominação reflete o principal sintoma da Parafilia.

Está configurada a Parafilia quando há necessidade de se substituir a atitude sexual convencional por qualquer outro tipo de expressão sexual, sendo este substitutivo a preferida ou única maneira da pessoa conseguir excitar-se.

Assim sendo, na Parafilia os meios se transformam em fins, e de maneira repetitiva, configurando um padrão de conduta rígido o qual, na maioria das vezes, acaba por se transformar numa compulsão opressiva que impede outras alternativas sexuais.

Algumas Parafilias incluem possibilidades de prazer com objetos, com o sofrimento e/ou humilhação de si próprio ou do parceiro(a), com o assédio à pessoas pre-púberes ou inadequadas à proposta sexual. Estas fantasias ou estímulos específicos, entre outros, seriam pré-requisitos indispensáveis para a excitação e o orgasmo.

Em graus menores, às vezes, a imaginação fantasiosa do parafílico encontra solidariedade com o(a) parceiro(a) na iniciativa, por exemplo, de transvestir-se de sexo oposto ou de algum outro personagem para conseguir o prazer necessário ao orgasmo.

Quanto ao grau, a Parafilia pode ser leve, quando se expressa ocasionalmente, moderada, quando a conduta é mais freqüentemente manifestada e severa, quando chega a níveis de compulsão.

quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

Soren Kiergaard




A questão fundamental é: Quem sou eu? E ela vem sendo estudada desde a Grécia antiga.

Sócrates acreditava que o maior propósito da filosofia é elevar a felicidade através da análise e compreensão de si mesmo. "A vida não avaliada não vale a pen de ser vivida".

A obra de Kierkegaard "O adoecimento até a morte", de 1849, demonstra a auto-análise como recurso de compreensão do problema do "desespero", que é considerado como recurso de alienação de si mesmo.

Ele descreve vários níveis de desespero.

O básico e mais comum parte da ignorância a respeito da ideia do que é o "self" ou a natureza de si mesmo. Essa ignorância aproxima a pessoa da felicidade.

De acordo com ele, esse estado de consciência não leva necessariamente ao desespero.

O real desespero nasce, ele sugere, em acordo com o crescimento da consciência e os mais profundos níveis de desespero surgem com a consciência aguda de si mesmo.

Quando alguma coisa dá errado a pessoa entra em desespero ao entender que está efetivamente perdendo algo.

Ele nasceu em 1813, de uma família luterana; estudou teologia e filosofia na Universidade de Compenhagen. Seu habitual estado de melancolia teve profunda influência em sua vida.

Era um figura solitária e suas principais atividades eram caminhar nas ruas da cidade e conversar com pessoas estranhas.

Faleceu em 1855, na mesma cidade em que nasceu.

É considerado um filósofo existencialista e teve importância profunda na formação da psicologia moderna.

terça-feira, 25 de dezembro de 2012

Transtorno do Desejo Sexual Hipoativo




Características Diagnósticas

A característica essencial do Transtorno de Desejo Sexual Hipoativo é uma deficiência ou ausência de fantasias sexuais e desejo de ter atividade sexual (Critério A). A perturbação deve causar acentuado sofrimento ou dificuldade interpessoal (Critério B).

A disfunção não é melhor explicada por outro transtorno do Eixo I (exceto uma outra Disfunção Sexual) nem se deve exclusivamente aos efeitos fisiológicos diretos de uma substância (inclusive medicamentos) ou de uma condição médica geral (Critério C).

O baixo desejo sexual pode ser global e abranger todas as formas de expressão sexual ou pode ser situacional e limitado a um parceiro ou a uma atividade sexual específica (por ex., intercurso mas não masturbação). Existe pouca motivação para a busca de estímulos e pouca frustração quando privado da oportunidade de expressão sexual.

O indivíduo em geral não inicia a atividade sexual ou pode engajar-se apenas com relutância quando esta é iniciada pelo parceiro. Embora a freqüência das experiências sexuais geralmente seja baixa, a pressão do parceiro ou necessidades não-sexuais (por ex., de conforto físico ou intimidade) podem aumentar a freqüência dos encontros sexuais.

Em vista de uma falta de dados normativos relacionados à idade ou gênero, quanto à freqüência ou grau do desejo sexual, o diagnóstico deve fundamentar-se no julgamento clínico, com base nas características do indivíduo, determinantes interpessoais, o contexto de vida e o contexto cultural.

O clínico pode ter de avaliar ambos os parceiros, quando discrepâncias no desejo sexual levam à busca da atenção de um profissional. Um "baixo desejo" aparente em um parceiro pode refletir, ao invés disso, uma necessidade excessiva de expressão sexual da parte do outro. Por outro lado, ambos os parceiros podem ter níveis de desejo dentro da faixa normal, mas em extremos diferentes do continuum.

Subtipos

Os subtipos são oferecidos para a indicação de início (Ao Longo da Vida versus Adquirido) e fatores etiológicos (Devido a Fatores Psicológicos, Devido a Fatores Combinados) para Transtorno de Desejo Sexual Hipoativo.

Características e Transtornos Associados

Um desejo sexual reduzido freqüentemente está associado com problemas de excitação sexual ou com dificuldades para atingir o orgasmo. A deficiência no desejo sexual pode representar a disfunção primária ou pode ser a conseqüência de sofrimento emocional induzido por perturbações na excitação ou no orgasmo. Entretanto, alguns indivíduos com baixo desejo sexual retêm a capacidade para a excitação sexual adequada e orgasmo em [471]resposta à estimulação sexual.

Condições médicas gerais podem ter um efeito prejudicial inespecífico sobre o desejo sexual, devido a fraqueza, dor, problemas com a imagem corporal ou preocupações com a sobrevivência. Os transtornos depressivos freqüentemente estão associados com um baixo desejo sexual, podendo o início da depressão preceder, co-ocorrer ou ser a conseqüência do desejo sexual deficiente.

Os indivíduos com Transtorno de Desejo Sexual Hipoativo podem ter dificuldades para desenvolver relacionamentos sexuais estáveis e insatisfação e rompimento conjugais.

Curso

A idade de início para indivíduos com formas Ao Longo da Vida de Transtorno de Desejo Sexual Hipoativo é a puberdade. Com maior freqüência, o transtorno desenvolve-se na idade adulta, após um período de interesse sexual adequado, em associação com sofrimento psicológico, eventos estressantes ou dificuldades interpessoais.

A perda do desejo sexual pode ser contínua ou episódica, dependendo de fatores psicossociais ou do relacionamento. Um padrão episódico de perda do desejo sexual ocorre em alguns indivíduos, envolvendo problemas com a intimidade e formação de compromissos.

Diagnóstico Diferencial

O Transtorno de Desejo Sexual Hipoativo deve ser diferenciado da Disfunção Sexual Devido a uma Condição Médica Geral. O diagnóstico apropriado é de Disfunção Sexual Devido a uma Condição Médica Geral quando se presume que a disfunção se deve exclusivamente aos efeitos fisiológicos de uma condição médica geral específica.

Esta determinação fundamenta-se na história, achados laboratoriais ou exame físico. Certas condições médicas gerais, tais como anormalidades neurológicas, hormonais e metabólicas, podem prejudicar especificamente os substratos fisiológicos do desejo sexual. Anormalidades na testosterona e prolactina totais e biodisponíveis podem indicar transtornos hormonais responsáveis pela perda do desejo sexual.

Se tanto um Transtorno de Desejo Sexual Hipoativo quanto uma condição médica geral estão presentes, mas o médico julga que a disfunção sexual não se deve exclusivamente aos efeitos fisiológicos diretos da condição médica geral, então se aplica o diagnóstico de Transtorno de Desejo Sexual Hipoativo Devido a Fatores Combinados.

Contrastando com o Transtorno de Desejo Sexual Hipoativo, presume-se que uma Disfunção Sexual Induzida por Substância se deva exclusivamente aos efeitos fisiológicos diretos de uma substância (por ex., medicamentos anti-hipertensivos, uma droga de abuso). Se tanto um Transtorno de Desejo Sexual Hipoativo quanto o uso de uma substância estão presentes, mas o clínico julga que a disfunção sexual não se deve exclusivamente aos efeitos fisiológicos diretos do uso da substância, então se aplica o diagnóstico de Transtorno de Desejo Sexual Hipoativo Devido a Fatores Combinados.

Se o baixo desejo sexual é considerado como sendo devido exclusivamente aos efeitos fisiológicos tanto de uma condição médica geral quanto do uso de uma substância, então são diagnosticados tanto Transtorno de Disfunção Sexual Devido a uma Condição Médica Geral quanto Disfunção Sexual Induzida por Substância.

O Transtorno de Desejo Sexual Hipoativo também pode ocorrer em associação com outras Disfunções Sexuais (por ex., Disfunção Erétil Masculina), sendo que então ambas as condições devem ser anotadas. Um diagnóstico adicional de Transtorno de Desejo Sexual Hipoativo em geral não é feito se o baixo desejo sexual é melhor explicado por outro transtorno do Eixo I (por ex., Transtorno Depressivo Maior, Transtorno Obsessivo-Compulsivo, Transtorno de Estresse Pós-Traumático).

O diagnóstico adicional pode ser apropriado quando o baixo desejo antecede o transtorno do Eixo I ou é um foco de atenção clínica independente. Problemas ocasionais com o desejo sexual que não são persistentes ou recorrentes ou não são acompanhados por acentuado sofrimento ou dificuldade interpessoal não são considerados um Transtorno de Desejo Sexual Hipoativo.

Critérios Diagnósticos para F52.0 - 302.71 Transtorno de Desejo Sexual Hipoativo
A. Deficiência (ou ausência) persistente ou recorrente de fantasias ou desejo de ter atividade sexual. O julgamento de deficiência ou ausência é feito pelo clínico, levando em consideração fatores que afetam o funcionamento sexual, tais como idade e contexto de vida do indivíduo.
B. A perturbação causa acentuado sofrimento ou dificuldade interpessoal.
C. A disfunção sexual não é melhor explicada por outro transtorno do Eixo I (exceto outra Disfunção Sexual) nem se deve exclusivamente aos efeitos fisiológicos diretos de uma substância (por ex., droga de abuso, medicamento) ou de uma condição médica geral.

Especificar tipo:
Tipo Ao Longo da Vida
Tipo Adquirido
Especificar tipo:
Tipo Generalizado
Tipo Situacional
Especificar:
Devido a Fatores Psicológicos
Devido a Fatores Combinados

segunda-feira, 24 de dezembro de 2012

História da Medicina

Foto de Alfred Binet


Um pouco de história da Medicina para vocês:

Ano => Evento - Personagem

1640 => Publicação da obra "As paixões da Alma", afirmando que corpo e alma são separados, de René Descartes.

1816 => Em "Um livro texto de Psicologia", Johann Fiedrich Herbart descreve uma mente dinâmica com consciência e subconsciência.

1819 => Abbé Faria investiga a hipnose com sua obra "Na causa daquele que dorme lúcido".

1849 => Marca do início do existencialismo, através da obra "O adoecimento até à morte", de Soren Kierkegaard.

1859 => Publicação de "a origem das espécies" de Charles Darwin.

1861 => Pierre Paul Broca, neurocirurgião, descobre que os hemisférios cerebrais, direito e esquerdo, têm funções próprias e individuais.

1869 => Pesquisa desenvolvida por Francis Galton afirma que treinamento é mais importante do que as próprias potencialidades.

1874 => Carl Wernicke demonstra evidências de que um dano específico de uma determinada área do cérebro provoca a perda de habilidades específicas.

1879 => Wilhelm Wundt funda o primeiro laboratório experimental de psicologia, em Leipzig, Alemanhã.

1883 => Emil Kraepelin publica "Livro Texto de Psiquiatria".

1885 => Hermann Ebbinghaus detalha, em seu livro "Memória", experimentos para aprendizagem de sílabas sem sentido.

1887 => Jean-Martin Charcot produz: "Análise das doenças do sistema nervoso".

1887 => G.Stanley Hall: edição do Jornal Americano de Psicologia".

1889 => Pierre Janet sugere que o termo 'histeria' envolve uma divisão da personalidade.

1890 => William James, o "pai da psicologia" publica "Princípios da Psicologia".

1895 => Alfred Binet abre o primeiro laboratório de 'psicodiagnóstico'.

domingo, 23 de dezembro de 2012

Demência por vírus HIV




A característica essencial da Demência Devido à Doença do HIV é a presença de uma demência considerada uma conseqüência fisiopatológica direta da doença do vírus da imunodeficiência humana (HIV).

Os achados neuropatológicos envolvem, com maior freqüência, a destruição difusa e multifocal da substância branca e das estruturas subcorticais.

O liquor pode evidenciar proteínas normais ou levemente elevadas e uma discreta linfocitose, podendo o HIV em geral ser isolado diretamente a partir do liquor. A demência associada a uma infecção direta do sistema nervoso central pelo HIV tipicamente se caracteriza por esquecimento, lentificação, fraca concentração e dificuldades com a resolução de problemas.

As manifestações comportamentais incluem, com maior freqüência, apatia e retraimento social, às vezes acompanhados por delirium, delírios ou alucinações.

Tremor, comprometimento de movimentos repetitivos rápidos, desequilíbrio, ataxia, hipertonia, hiper-reflexia generalizada, sinais positivos de liberação frontal e prejuízo nos movimentos oculares de acompanhamento visual e sacádicos podem estar presentes no exame físico. As crianças também podem desenvolver esse tipo de Demência devido à Doença do HIV, tipicamente manifestada por atraso do desenvolvimento, hipertonia, microcefalia e calcificação dos núcleos da base [do cérebro].

A demência em associação com a infecção por HIV também pode resultar de tumores simultâneos no sistema nervoso central (por ex., linfoma primário do sistema nervoso central) e de infecções oportunistas (por ex., toxoplasmose, citomegalovírus, criptococose, tuberculose e sífilis) e, neste caso, o tipo apropriado de demência deve ser diagnosticado (por ex., Demência devido à Toxoplasmose).

Infecções sistêmicas incomuns (por ex., pneumonia por Pneumocystis carinii) ou neoplasias (por ex., sarcoma de Kaposi) também podem estar presentes.

Dados sobre doenças da coluna vertebral




60-70% da população possui dor lombar.

85% dos casos a dor é mecânica ou inespecífica, isto é, não atribuída a doença específica (neoplasias, infecções, artrite reumatóide, osteoporose, fratura ou inflamação).

Incidência de hérnia discal = 3%.

Indicação cirúrgica nos idosos: estenose lombar.

3ª década: degeneração cervical discal ~10%.

>65 anos: degeneração cervical discal

~95%. Degeneração responde por 70-90% das radiculopatiascervicais, sendo as hérnias, detectadas como causa em 22% dos casos.

Fisiopatologia

Terço externo no ânulo fibroso e o ligamento longitudinal posterior possuem nociceptores.

Quando ocorre uma ruptura da placa ou do ânulo a perfusão diminuirá = isquemia + desidratação = início da cascata degenerativa!!!

Núcleo pulposoperde sua capacidade de reter água (edema hidrostático), reduzindo também seu conteúdo de proteoglicano.

Degeneração mucóide+ infiltração de tecido fibroso + neovascularização = DOR!!!

Disco perde sua capacidade de suportar peso e redistribuí-lo.

Há redução dos espaços discais.

Hipertrofias de facetas, ligamentos com perda da elasticidade.

Surge uma formação osteofitáriana tentativa de conter o excesso de movimento.

Há processo inflamatório local: fosfolipaseA2, PGE, substância P, NO, metaloproteinases.

Conclusão: a dor possui substrato biomecânico e bioquímico!!!

Estenose vertebral:

Diminuição da área do canal;

Compressão mecânica direta ou indireta (aumento da pressão intratecal);

Congestão venosa e hipoperfusão;

Piora do quadro na exigência metabólica daqueles nervos!

Ortostatismopode piorar o quadro por reduzir ainda mais os espaços intervertebrais.

Alterações medulares cervicais: degeneração da substância cinzenta central (ao nível da compressão); degeneração das colunas posteriores acima da lesão e desmielinizaçãodas colunas laterais abaixo da lesão

sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

Herança Indesejável




Há muitas doenças que são transmitidas geneticamente e esse é o caso do câncer colorretal hereditário. Ligada a genes defeituosos, a doença pode afetar vários membros de uma mesma família e é extremamente complexa, pois também está associada a fatores externos, como alimentação e outros aspectos relacionados ao estilo de vida.

A doença inicia-se na camada superficial do revestimento intestinal e com o passar do tempo alcança as camadas mais profundas.

O câncer colorretal acomete em maior grau pessoas acima de 50 anos, contudo pessoas com alterações genéticas podem ter a doença bem antes, a partir da segunda década de vida.

Prevenção

Quando são identificados fatores genéticos que podem predispor o indivíduo ao problema, é necessário estabelecer uma vigilância nos familiares para identificação precoce do câncer e tratamento adequado.

Todas as pessoas com algum parente diagnosticado com câncer colorretal devem iniciar a prevenção aos 40 anos ou 10 anos antes do parente que apresentou a doença – o que vier primeiro.

A prevenção é realizada através de um exame conhecido como colonoscopia.

Testes genéticos também são utilizados para identificação de genes defeituosos transmitidos na família.

quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

Queijo roquefort pode combater envelhecimento?





Para quem gosta de queijo, essa é muito boa!

O roquefort pode não ser o tipo favorito de queijo de muita gente. Seu cheiro e gosto fortes podem fazer com que a maioria das pessoas prefira outros queijos, mas um novo estudo aponta que o roquefort tem propriedades antiinflamatórias que aumentariam as chances de longevidade.

De acordo com pesquisadores franceses, os compostos antiinflamatórios encontrados nesse queijo agem melhor em ambientes ácidos, como o do trato digestivo humano.

A esperança dos cientistas é que no futuro seja possível extrair esse composto e usá-lo em medicamentos que combatam doenças cardiovasculares ou que ele possa ser usado em cremes antienvelhecimento e outros produtos de beleza.

A pesquisa foi desenvolvida na companhia inglesa Lycotech.

quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

Como lidar com o medo causado por tiroteios?




Tiroteiros são algo que estão, infelizmente, se tornando cada vez mais frequentes. Como lidar com o medo que acompanha esse problema?

O medo é a primeira reação ao acontecimento e é importante entender que esse é um sentimento normal. Porém, se algo está aumentado a sensação, é interessante reduzir os estímulos a isso. Para ajudar a lidar com a ansiedade que surge logo após o evento, se afaste da televisão e do computador. É importante saber o que aconteceu, mas colha as informações o quanto antes e evite acompanhar a cobertura minuto-por-minuto. Também é importante limitar o contato de crianças com as mídias.

Lembre-se que as crianças também sentirão medo. Para ajudá-las converse sobre o que ocorreu e ensine-as a expressar seus sentimentos de formas construtivas. Elas podem até mesmo ajudar os adultos a fazerem trabalhos voluntários, escrevendo cartões para os sobreviventes e tendo outras ações simples.

As famílias devem ficar unidas. Pais devem cuidar de si mesmos e fornecer ajuda médica caso as crianças tenham problemas para superar o trauma.

terça-feira, 18 de dezembro de 2012

Deixe o celular em casa de vez em quando...




Quem está enfrentando bloqueios criativos pode entrar em contato com a natureza para resolver o problema. Porém, para que isso funcione, pode ser preciso deixar aparelhos eletrônicos em casa.

Um novo estudo mostra que viajar de mochila durante quatro dias na natureza sem laptops, telefones ou outros aparelhos pode aumentar a criatividade em 50%.

“A natureza parece ser uma das formas mais eficazes de acalmar a mente de alguém e melhorar o pensamento criativo por deixar preocupações de lado”, explica o pesquisador David Strayer, da Universidade de Utah (EUA). “Existe a preocupação de que estar constantemente em um ambiente moderno urbano com buzinas e tecnologia anula as propriedades restauradoras da natureza”. Strayer aconselha que, ao fazer trilhas, não se deve levar gadgets, e sim tentar se concentrar no ambiente.

A pesquisa foi publicada no periódico PLOS ONE.

segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

Cirurgia da tireóide





A tireoide é uma glândula que está localizada na base do pescoço, abaixo do “pomo de Adão”. Ela possui a forma de uma borboleta.

Esta glândula é responsável pela produção, armazenamento e liberação de hormônios tireoideanos para o organismo. Estes hormônios são conhecidos como T3 e T4. Há também a produção de calcitonina, hormônio que contribui para levar cálcio para os ossos.

A cirurgia de tireoide compreende procedimentos para ressecção de um nódulo separadamente, ressecção parcial (tireoidectomia parcial) ou retirada completa da glândula (tireoidectomia total).

A tireoidectomia total geralmente é realizada nos casos em que há nódulos tireoideanos com suspeita de malignidade, sinais de compressão ou desconforto no pescoço, e quando há um problema estético gerado pelo aumento da glândula (bócio).

Em primeiro lugar, o importante é consultar um endocrinologista que vai avaliar os dados da história clínica e realizar um exame físico, envolvendo a palpação da tireoide.

Os exames complementares que podem ajudar na interpretação de alterações tireoideanas são:

• Exame de sangue com dosagem dos hormônios tireoideanos. Os hormônios mais solicitados são o TSH (hormônio tireoestimulante) e o T4 livre (tiroxina). Em alguns casos é necessária a dosagem de T3 (triiodotironina).

• Ultrassonografia da tireoide: avalia a presença de nódulos tireoidianos dando informações sobre tamanho, localização na glândula e características dos nódulos, auxiliando decisões cirúrgicas. O Doppler associado ao ultrasson mostra a vascularização dos nódulos, o que ajuda na interpretação da malignidade ou não dos nódulos.

• Punção aspirativa com agulha fina (PAAF) guiada por ultrasson com biópsia: realizado para saber se um nódulo é benigno ou maligno.

• Cintilografia da tireoide: neste exame o paciente ingere um comprimido ou toma um líquido com pequena quantidade de iodo radioativo chamado I 131. Se houver alguma célula de tireoide presente, ela aparece como uma mancha no filme cintilográfico.

Todos os nódulos na tireoide precisam ser removidos com cirurgia?

Não. O tratamento depende dos resultados dos exames. Muitos nódulos são benignos e não precisam de cirurgia, apenas de acompanhamento clínico. Nódulos tireoideanos são muito frequentes, principalmente acima dos 50 anos de idade.

O que acontece depois de uma cirurgia da tireoide?

Na maioria das vezes, após um procedimento cirúrgico na tireoide a única coisa necessária é uma reposição hormonal. Pode ser que uma pessoa que retirou apenas nódulos isoladamente nem precise fazer esta reposição e necessite apenas de um acompanhamento periódico dos níveis hormonais. É essencial dar continuidade às consultas pós-operatórias com um endocrinologista ou com um cirurgião de cabeça e pescoço.

Uma cirurgia na tireoide pode levar à lesão de pequenas glândulas, as paratireoides, que estão muito próximas da tireoide. Estas glândulas regulam o metabolismo do cálcio na circulação e nos ossos. Em boa parte dos pacientes operados existe queda do cálcio no sangue com sintomas de formigamento, contração muscular e perda de cálcio nos ossos.

A reposição de cálcio e de vitamina D deve ser avaliada por um médico.

Quando trata-se de um nódulo maligno, após a cirurgia para remoção da glândula e retirada dos gânglios linfáticos adjacentes acometidos pelo tumor (procedimento conhecido como "esvaziamento cervical"), os pacientes recebem iodo radioativo para destruir restos tumorais e restos de células sadias da tireoide que tenham permanecido no pescoço. Após o procedimento, os pacientes deixam de produzir hormônios tireoidianos e apresentam hipotireoidismo, necessitando de repor esses hormônios na forma de comprimidos ao longo de toda a vida.

A cirurgia tem riscos?

As cirurgias na tireoide têm índice baixo de complicações (0,4 a 5%), mas como qualquer outra intervenção cirúrgica, envolve riscos.

Os riscos mais comuns são:

• Alterações da voz (ocorre por lesão do nervo laríngeo recorrente devido a sua proximidade com a glândula tireoide, este nervo é responsável pelos movimentos das cordas vocais).

• Hematoma (pode haver um acúmulo de sangue no local da cirurgia dando origem a um hematoma, cursa com dor e dificuldade para respirar. Precisa ser avaliado imediatamente pelo cirurgião que realizou a intervenção. Às vezes é necessária uma nova cirurgia de urgência).

• Hipocalcemia (ocorre por lesão nas paratireoides ou retirada total da tireoide).

• Cicatriz no local da cirurgia (na maioria das vezes as cicatrizes são discretas, mas em pessoas com tendência à formação de queloide a cicatriz cirúrgica pode ser uma complicação estética. A exposição direta ao sol deve ser evitada por um período de até 4 meses após a cirurgia).

Todas as pessoas que irão fazer uma cirurgia de tireoide devem estar cientes destes riscos.


domingo, 16 de dezembro de 2012

Esgotamento




O Esgotamento tem origem em duas ocasiões: primeiro, quando a situação à qual o indivíduo terá que adaptar-se (estímulo externo ou interno) for indesejável ou desagradável e persistir por muito tempo.

Nesse caso há um esgotamento por falência adaptativa devido aos esforços (emocionais) para superar uma situação indesejável persistente, seja considerada indesejável do ponto de vista subjetivo ou objetivo.

Isso quer dizer que o estímulo para o stress seria ameaçador tanto para a pessoa que à ele reage quanto para terceiros, se esses fossem submetidos ao mesmo estímulo.

Em segundo lugar, quando a pessoa não dispõe de uma estabilidade emocional suficientemente adequada para adaptar-se à estímulos não tão traumáticos, objetivamente falando.

Isso quer dizer que a pessoa sucumbiria emocionalmente à situações não tão agressivas à outros colocados na mesma situação mas, não obstante, agressivas particularmente à ela.

ESGOTAMENTO é um termo leigo, mas correto.

O termo Esgotamento é, atualmente, de uso corrente entre as pessoas participantes daquilo que chamamos vida moderna.

Ninguém gosta de pensar na Ansiedade, no Stress, no Esgotamento ou na Depressão como formas de algum transtorno emocional, é claro.

Isso pode parecer muito próximo do descontrole, da piração ou da loucura e, como de fato, todos temos a possibilidade de sermos afetados pelo stress, pelo esgotamento ou pela Depressão, pelo menos alguma vez na vida, então será melhor não considerá-los como formas de algum transtorno emocional.

Realmente, o stress, o esgotamento, a ansiedade e a Depressão não devem ser confundidos com a loucura.

Também o transtorno emocional não deveria ser considerado uma forma de insanidade.

Mas, como não pretendemos lidar aqui com certos preconceitos populares, vamos continuar achando que stress é aquilo que freqüentemente nós mesmos experimentamos, esgotamento e ansiedade são coisas possíveis de acontecer com nossos entes mais queridos, transtornos emocionais podem acometer parentes mais distantes e a loucura é algo só possível nos outros desconhecidos.

sábado, 15 de dezembro de 2012

O que é hidrocefalia




O líquido cefalorraquiano (LCR ou líquor) banha o cérebro e a medula espinhal e preenche as cavidades ventriculares cerebrais, amortecendo eventuais traumas ou choques mecânicos sobre o sistema nervoso central.

O líquor é produzido e reabsorvido pelos ventrículos, por meio da corrente sanguínea e circula por eles através de delicados orifícios que podem ser obstruídos, dificultando a sua circulação.

Hidrocefalia é uma situação em que há um desequilíbrio entre a produção, circulação ou absorção desse fluido, com um acentuado aumento dele. Refere-se ao acúmulo do líquor nas cavidades ventriculares cranianas (o que as faz aumentar de tamanho) e no espaço subaracnóideo e à pressão que passa a exercer sobre as estruturas do cérebro, podendo causar nelas lesões e inchaço.

A hidrocefalia pode resultar do excesso de produção (situação rara), impedimento de circulação ou absorção do LCR, o que gera um aumento da pressão no interior do cérebro.

Em geral essa obstrução está relacionada com o aparecimento da espinha bífida, mas também pode ocorrer por outras razões, genéticas ou adquiridas, entre as quais se contam: infecções (caxumba, citomegalovírus, hepatite, toxoplasmose, poliomielite, etc.), hemorragia intraventricular, meningite, traumatismos, tumores, cistos, estenose do Aqueduto de Sylvius, etc.

Os principais sinais e sintomas da hidrocefalia em crianças são:

• Crescimento anormal do crânio.

• Fontanela tensa.

• Espaçamento anormal entre os ossos do crânio.

• Couro cabeludo esticado.

• Irritabilidade.

• Acessos epiléticos.

• Dores de cabeça.

• Dificuldades de locomoção.

• Perda de habilidades físicas.

• Alterações de personalidade.

• Vômitos.

• Letargia.

Além disso, pode haver problemas de aprendizagem, de concentração, de raciocínio lógico, de memória, de coordenação, de organização, de localização no tempo e no espaço, de motivação, bem como puberdade precoce e dificuldades visuais.

É muito importante fazer-se o diagnóstico precoce da hidrocefalia, porque quanto mais cedo for iniciado o tratamento, menor a chance de serem deixadas sequelas. A ultrassonografia pode diagnosticar o problema com o bebê ainda no útero e também pode ser utilizada posteriormente. Outros exames de imagem, como tomografia computadorizada e ressonância magnética, podem ajudar a delimitar a área afetada.

Dependendo da causa da hidrocefalia, o tratamento pode ser medicamentoso ou cirúrgico.

Algumas medicações podem fazer baixar a produção do LCR, porém nem sempre são capazes de produzir os efeitos almejados. A cirurgia consiste no implante de uma válvula que drena o excesso do LCR do sistema ventricular para outras cavidades do corpo (geralmente a cavidade abdominal).

Outra técnica cirúrgica consiste em fazer-se um orifício no terceiro ventrículo e propiciar uma saída alternativa para o excesso do LCR. O neurocirurgião deve decidir, em cada caso específico, qual tratamento indicar.

Não há como prevenir a hidrocefalia, a não ser evitando, quando possível, as suas causas.

Nas crianças menores de dois anos a hidrocefalia pode ocasionar crescimento anormal da cabeça.

É possível perceber ou palpar um aumento do espaçamento entre os ossos do crânio.

sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

Poliomielite




A poliomielite (ou paralisia infantil) é uma doença infecciosa viral aguda, muito contagiosa, que acomete principalmente crianças pequenas (até 5 ou 6 anos de idade), embora também possa infectar crianças maiores e mesmo adultos.

A origem grega do nome descreve precisamente em que consiste a enfermidade: poliós = cinza, myelós = medula espinhal e -ite é o sufixo usado para inflamações (inflamação da substância cinzenta da medula espinhal).

Em geral a enfermidade deixa como sequela irreversível uma paralisia flácida da área atingida, na maioria das vezes um dos membros inferiores.

Como consequência, resta uma atrofia dos músculos envolvidos, o que acaba por complicar ainda mais a situação.

Graças à vacinação, a doença encontra-se erradicada em quase todas as partes do mundo, sendo ainda endêmica atualmente (ano de 2012) apenas no Paquistão, Afeganistão, Nigéria e certas regiões da Índia.

O vírus transmissor da poliomielite (poliovírus) é um enterovírus extremamente resistente às condições externas, contraído através de alimentos ou água contaminados ou de forma direta, de pessoa para pessoa (através de muco, catarro ou fezes).

Esses vírus multiplicam-se na garganta e mais frequentemente no intestino, onde frequentemente ficam restritos.

Daí eles podem passar às correntes sanguínea e linfática e invadir o sistema nervoso, causando destruição dos neurônios motores.

O modo de transmissão geralmente é fecal-oral e só raramente, oral-oral.

Existem três sorotipos distintos do vírus, sendo que o tipo mais grave é o da poliomielite paralítica (85% ou mais dos casos). Os seres humanos são os únicos reservatórios e os únicos atingidos pelos vírus.

Em muitas oportunidades as pessoas infectadas pelo poliovírus não têm sintomas, mas mesmo assim podem contaminar outras pessoas.

O período que medeia entre a contaminação pelo vírus e o aparecimento dos primeiros sintomas (incubação) varia entre 3 e 35 dias.

A poliomielite maior, a forma paralítica da enfermidade, corresponde a uma minoria dos casos das pessoas infectadas.

Uma alta percentagem das pessoas infectadas não apresenta sintomas.

Em algumas pessoas pode surgir, após a infecção, um quadro de meningite asséptica, com fortes dores de cabeça e espasmos musculares, mas sem danos neuronais significativos, que se cura espontaneamente sem que ocorra paralisia.

Na maior parte das vezes, o sistema imunológico destrói o vírus antes da fase de paralisia.

As manifestações iniciais da infecção são muito parecidas com as de outras viroses: febre, dor de garganta, gripe, náuseas, vômitos, dores abdominais, diarreias ou prisão de ventre, etc.

Posteriormente, os órgãos mais atingidos são o cérebro, o coração e o fígado. A destruição de neurônios motores da medula espinhal resulta em paralisia flácida dos músculos por eles inervados, mas na maioria das vezes a infecção fica limitada à faringe e ao intestino.

Na "doença maior" ou poliomielite paralítica, os sintomas iniciais da doença menor desaparecem depois de cerca de 10 dias e surge uma paralisia flácida (geralmente irreversível) que pode afetar um grupo discreto de músculos ou mesmo todos os músculos do corpo.

Na maior parte das vezes, a paralisia afeta assimetricamente um dos membros inferiores. Se afetar os músculos do sistema respiratório ou o centro nervoso que controla a respiração, a morte pode ocorrer por asfixia.

A poliomielite deve ser suspeitada clinicamente em todo indivíduo com paralisia flácida aguda em que haja reflexos tendinosos diminuídos ou ausentes e conservação da sensibilidade e da atividade cognitiva.

O diagnóstico definitivo é feito por detecção do DNA viral ou isolamento e observação ao microscópio electrônico do vírus em fluidos corporais.

Podem ainda ser realizados exames de cultura do líquido cerebroespinal (líquor), teste dos níveis de anticorpos contra o vírus e culturas virais de fluidos da garganta e fezes.

A poliomielite não tem tratamento específico. Pacientes com paralisia de músculos respiratórios podem ter de ser assistidos por pulmões mecânicos. A eventual paralisia resultante e suas consequências devem ser assistidas sintomaticamente.

A melhor forma de prevenir a poliomielite é a vacinação de todas as crianças com a vacina contra poliomielite conhecida como “gotinha”.

É também importante observar todas as medidas higiênicas aconselhadas para a prevenção de doenças transmitidas por contaminação fecal de água e alimentos.

Programas de saneamento básico são medidas sociais essenciais para a prevenção da doença.

Uma pessoa infectada pelo vírus da poliomielite tanto pode não desenvolver a doença (o que é frequente) como pode evoluir para o óbito (o que é raro).

A poliomielite pode ocasionar atrofia por desuso dos músculos afetados.

Com o déficit da atividade muscular da velhice, a atrofia normal para a idade passa a se dar mais aceleradamente.

Mulheres fumantes têm maior risco de morrer subitamente




Mulheres que fumam correm duas vezes e meia mais risco de morrer subitamente de problemas no coração do que aquelas que não usam tabaco.

A conclusão é de estudo realizado pela Universidade de Alberta, no Canadá, em que envolveu 101.018 mulheres que participaram do Nurses’ Health Study.

Ao longo de 30 anos, ocorreram 351 casos de morte súbita cardíaca, e os pesquisadores descobriram que quanto maior a quantidade de cigarros consumidos e o tempo de fumante, maiores eram as chances de a mulher morrer dessa forma.

Publicado na revista Circulation: Arrhythmia & Electrophysiology, o estudo mostrou que mulheres que fumaram 25 ou mais cigarros por dia tinham mais do que três vezes o risco de morte súbita cardíaca do que mulheres que não fumam.

Pergunta: será que os homens fumantes também correm esse risco?

Certamente!

quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

O que é Teníase?




A teníase é uma infecção intestinal ocasionada principalmente por dois grandes parasitas hermafroditas, Taenia solium e Taenia saginata. Essas tênias são também chamadas solitárias, porque, na maioria dos casos, cada pessoa porta apenas um verme adulto de cada vez. Como são muito competitivas pelo seu habitat e como apresentam órgãos sexuais dos dois sexos, com estruturas fisiológicas para autofecundação, não necessitam de parceiros para se reproduzirem.

Em seu conjunto, as teníases são um sério problema de saúde pública, principalmente nos países pobres onde não exista higiene sanitária básica. Teníase e cisticercose são fases diferentes da infestação pelos mesmos parasitas.

A teníase ocorre devido à presença do verme adulto no intestino humano (o homem é o seu hospedeiro definitivo) e a cisticercose deve-se à presença da larva do verme, que pode estar presente em hospedeiros intermediários como suínos e bovinos e, no homem, podem instalar-se em outros órgãos, como o cérebro, por exemplo.

A teníase é causada pelos parasitas adultos, chamados Taenia solium (oriundas do porco) ou Taenia saginata (oriundas do boi). Como têm os componentes biológicos dos dois sexos, as tênias se autofecundam e os segmentos (proglótides ou proglotes) fecundados, contendo ovos, são eliminados junto com as fezes e contaminam a água e os alimentos que, ingeridos pelos hospedeiros intermediários, alojam-se em seu tecido muscular e que, se consumidos posteriormente pelo homem, transferem-se para ele.

Desse modo, se consumir a carne suína ou bovina crua ou mal congelada o homem pode completar o ciclo de desenvolvimento do verme. Ao eliminar os ovos, o homem reinicia um novo ciclo da doença. Além disso, os ovos e a tênia podem ser diretamente ingeridos pelo homem.

Durante algum tempo a teníase pode ser assintomática e o indivíduo nem sequer saber que tem o verme em seu intestino. Quando existem sintomas, eles podem ser alterações do apetite, enjoo, diarreia, perturbações nervosas, irritação, fadiga e insônia. Se os ovos forem ingeridos diretamente pelo homem, o embrião pode passar à corrente sanguínea e se alojar no cérebro, olhos, pele, músculos, coração, causando cegueira, convulsão e até mesmo óbito.

O diagnóstico comumente é feito pela observação dos proglotes eliminados nas fezes do paciente, já que eles e os ovos nem sempre são detectados nos exames parasitológicos de fezes. Nos exames parasitológicos o diagnóstico é feito pela observação ao microcópio dos ovos. Um único exame parasitológico negativo não exclui a teníase e deve ser repetido. Quando os métodos parasitológicos mostram-se insuficientes, os testes de hemaglutinação e imunofluorescência indireta auxiliarão no diagnóstico.

O tratamento da teníase é feito com medicação oral em dose única (por exemplo, nitazoxanida, praziquantel ou mebendazol).

A teníase pode ser prevenida por meio de um adequado tratamento de água e esgoto, fiscalização das carnes de porco e boi que as pessoas consomem, cozimento prolongado das carnes e bons hábitos de higiene.

Proteína pode ser responsável por um tipo de surdez genética




Existem muitos motivos para que a surdez aconteça na infância ou ao longo da vida, e um novo estudo aponta um possível causador de surdez genética. De acordo com pesquisadores do Instituto de pesquisa Scripps, na Califórnia, uma proteína que ajuda na transformação de sons em sinais elétricos pode ser responsável por um tipo da condição.

Em testes feitos com ratos, pesquisadores conseguiram inserir a proteína em filhotes recém nascido e surdos e conseguiram dar a eles alguma forma de audição. Isso mostra que existe potencial para a inserção de genes da proteína em humanos recém nascidos para que células com maufuncionamento possam ser corrigidas.

A pesquisa foi publicada no periódico Cell.

quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

Idosos otimistas envelhecem melhor




O otimismo pode ser essencial para um envelhecimento de sucesso, podendo até mesmo ser mais importante que a saúde física.

Pesquisadores americanos avaliaram 1006 idosos, observando condições de saúde, como doenças crônicas, fatores subjetivos como a vida social e análises próprias dos idosos sobre sua saúde geral e nível de sucesso no envelhecimento.

Os resultados mostraram que os participantes da pesquisa que tinham baixa funcionalidade física mas níveis de resiliência mais altos davam notas melhores para seu próprio sucesso no envelhecimento.

De acordo com Dilip V. Jeste, da Universidade da Califórnia, “saúde física perfeita não é necessária nem suficiente. Existe potencial para melhorar o envelhecimento de sucesso através do favorecimento da resiliência e tratar ou prevenir a depressão”.

A pesquisa foi publicada no American Journal of Psychiatry.

terça-feira, 11 de dezembro de 2012

Nostalgia faz com que nos sintamos mais aquecidos





Nostalgia descreve uma sensação de saudade de um tempo vivido, frequentemente idealizado e irreal.

Nostalgia é um sentimento que surge a partir da sensação de não poder mais reviver certos momentos da vida.

Costumeiramente associa-se o sentimento nostálgico a emissões sonoras de baixa frequência.

Em noites chuvosas e frias, um sentimento nostálgico costuma acometer várias pessoas. Segundo pesquisadores da Universidade de Southampton, no Reino Unido, essa pode ser uma maneira natural de se aquecer.

Os pesquisadores realizaram uma série de experimentos nos quais acompanharam voluntários durante 30 dias. Esses registraram seus momentos nostálgicos em um diário.

As análises mostraram que esses momentos eram mais frequentes em dias e ambientes mais frios.

Além disso, ouvir músicas que faça relembrar algum momento importante também ajuda a aquecer.

Os pesquisadores destacam que essa é uma sensação emocional, já que o ambiente continua com a mesma temperatura, apenas as pessoas afirmam se sentirem mais aquecidas quando estão em processo de nostalgia.

segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

Hiperemese gravídica




Mais da metade das mulheres grávidas apresentam náuseas e vômitos até o 4º mês de gravidez.

Se essas náuseas e vômitos são leves, transitórias e respondem bem a mudanças na dieta ou eventualmente a pequenas doses de antieméticos, podem ser consideradas como uma resposta fisiológica normal do organismo.

Dizemos que há hiperêmese gravídica se as náuseas e vômitos são persistentes e intensos e se não cedem facilmente aos tratamentos usuais.

Em geral essas náuseas e vômitos se iniciam nas primeiras semanas da gravidez e desaparecem totalmente logo depois ou, no máximo, até a 20ª semana.

Em casos raros esse quadro pode persistir durante toda a gestação e ser, então, bastante incômodo.

É comum que os estados de desnutrição e desidratação da paciente exijam sua internação.

A hiperêmese gravídica talvez seja a principal causa de internação no início da gravidez.

Não há uma certeza absoluta sobre as causas da hiperêmese gravídica. Provavelmente ela se deve à concomitância de diversos fatores. São eles:

• Resposta anormal à gonadotrofina coriônica fabricada pelos ovários no início da gravidez.

• Insuficiência adrenal, levando a uma hipersensibilidade à histamina.

• Deficiência de vitamina B6.

• Reação psicossomática.

Estudos mais recentes têm posto em evidência fatores genéticos (filhas de mães que sofreram de hiperêmese gravídica desenvolvem a condição três vezes mais que as outras mulheres) e fatores raciais (a hiperêmese parece ser mais frequente em mulheres ocidentais que entre asiáticas ou africanas).

Alguns fatores colocam a mulher em maior risco de ter hiperêmese gravídica: gravidez gemelar; já ter tido hiperêmese em gestação anterior; genética predisponente (mãe ou irmã que já tiveram hiperêmese); sofrer de enxaquecas ou cinetose (enjoos quando anda de carro, avião ou barco); ter alguma doença do fígado ou da tireoide.

Na hiperêmese gravídica a mulher vomita várias vezes por dia, geralmente quando procura comer ou beber alguma coisa, o que causa um rápido emagrecimento. Costuma acontecer que nem mesmo o antiemético para no estômago e tem de ser injetado por via parenteral ou usado sob a forma de supositórios.

Isso causa um estado de fraqueza que impede a realização das atividades normais do dia.

Tipicamente, há ainda: náuseas, vômitos, perda de peso, desequilíbrios metabólico e nutricional, alteração do paladar, maior sensibilidade do cérebro ao movimento, eliminação lenta dos alimentos do estômago, hemorragia subconjuntival, alucinações, hipersalivação e intolerância a odores.

Enquanto a mulher tem vômitos normais, não há grandes motivos de preocupação. Se, no entanto, eles se tornam contínuos e intensos podem provocar desidratação e depleção de eletrólitos como o sódio e o cloro, por exemplo; perda de vitaminas e causar uma ingestão calórica insuficiente.

Em consequência, pode haver perda de peso, sensação de fraqueza, boca seca, língua saburrosa e hálito cetônico (cheiro de frutas), diminuição do volume urinário, aumento do ácido úrico na urina, aumento da frequência cardíaca e queda da pressão arterial.

Corpos cetônicos, resultantes da oxidação das gorduras, podem ser detectados na urina.

Nesses casos a mulher deve ser internada para repor as perdas e para correção dos demais sintomas. De um modo geral, a hiperêmese gravídica séria deve ser tratada como uma emergência médica.

O que fazer para minorar a hiperêmese gravídica?

• Procure ajuda médica tão logo quanto seja possível. Quanto mais cedo iniciar o tratamento, mais rápido será o episódio e com menores consequências.

• Evite tudo que piore o enjoo.

• Beba o máximo de líquido que conseguir. Apele para cubos de gelo, picolés e sorvetes para aumentar sua ingestão de líquidos.

• Assim que puder, coma tudo o que suportar.

• Mantenha-se em repouso.

• Tenha calma. A hiperêmese vai passar.

Se os sintomas são intensos e a gestante não se alimenta, a internação é mandatória.

O tratamento requer repouso absoluto e dieta zero enquanto persistirem os vômitos.

Além de hidratação adequada, por via venosa, bem como a administração de glicose, vitaminas, ferro e ácido fólico. Deve-se ainda fazer uma sedação leve e ministrar antieméticos.

A recuperação coscostcostuma se dar em 5 a 10 dias.

Em geral, o prognóstico é bom e não há consequências negativas para a mãe ou o feto, nem para o desenvolvimento da gravidez. Após o episódio de hiperêmese gravídica, a paciente deve ser vigiada mais de perto, visto que ela também pode posteriormente ter pré-eclâmpsia.

Episódios de recém-nascidos com baixo peso, prematuridade ou morte fetal são raríssimos e apenas acontecem em casos muito graves que não tiveram a atenção necessária.

Os quadros graves não tratados adequadamente podem levar à insuficiência renal, mielinólise pontina central (destruição da bainha nervosa de mielina ao nível da ponte cerebral), coagulopatias, atrofias, icterícia, desnutrição, encefalopatias, dentre outras complicações.

Embora geralmente desapareça por completo, a hiperêmese gravídica, no entanto, é tão desconfortável e incapacitante que muitas mulheres relutam com a ideia de terem um segundo filho por temerem a repetição dela.

sábado, 8 de dezembro de 2012

Homens devem fazer o auto-exame testicular




Homens podem ficar surpresos ao saberem que não são apenas as mulheres que precisam fazer o auto-exame. Assim como elas devem tocar os seios em busca de sinais de câncer, é importante que homens examinem seus testículos.

Para fazer o auto-exame, o homem deve usar a mão dominante e apertar gentilmente o testículo entre o indicador e o dedão, contornando-o metodicamente, de cima para baixo e para os lados.

Caroços devem ser aparentes, mas é normal encontrar uma saliência atrás da parte de cima do testículo, que é o local onde o esperma é armazenado.

O homem deve se acostumar com a forma como seus testículos são normalmente, para que ele então possa identificar problemas. Exames médicos podem ser desconfortáveis, mas eles são imprescindíveis para o diagnóstico precoce da doença.

sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

Ponte de safena?




O sangue oxigenado que procede dos pulmões deve ser distribuído pelas artérias coronarianas para o músculo cardíaco.

Essas artérias podem acumular placas de gordura que podem obstruir a circulação do sangue.

A ponte de safena é uma cirurgia que visa restituir a normalidade da circulação nas artérias cardíacas e deve ser feita se a obstrução arterial atingir 70% ou mais, quando o risco de um infarto fulminante é muito alto.

A cirurgia procura fazer a revascularização miocárdica através de uma ponte (shunt, bypass, desvio, etc.), usando parte da veia safena (maior veia da perna) para irrigar as artérias coronarianas, a partir da artéria aorta (a principal artéria do corpo, que sai do coração).

Alternativamente, podem também ser utilizadas as veias radiais (dos braços) ou mamárias (do tórax).

A cirurgia de ponte de safena é indicada a pacientes que tenham obstrução de artérias cardíacas e que se achem, portanto, em risco de sofrer infarto do miocárdio.

No caso de obstruções de artérias do coração, a ponte de safena não é a única solução possível.

Há tratamentos medicamentosos e mesmo outros tratamentos mecânicos menos invasivos, como a angioplastia e a colocação de stent. Contudo, extensa pesquisa americana recente colocou em dúvida as vantagens dessas novas técnicas porque demostrou que a sobrevida em longo prazo é maior com a ponte de safena que com o procedimento menos invasivo da angioplastia.

Como preparação para a cirurgia deve-se suspender as medicações anticoagulantes. O paciente deve estar em jejum a pelo menos 12 horas.

O osso esterno (osso médio do tórax que sustenta a extremidade das costelas) é cortado ao meio para permitir o acesso cirúrgico ao coração e depois suturado com fios de aço.

A veia safena (ou outra que a substitua) é removida cirurgicamente e costurada desde a aorta até a artéria coronária comprometida, abaixo do ponto de obstrução. Dessa forma fica garantido o suprimento de sangue oxigenado à porção distal da artéria obstruída, onde ele era escasso ou nulo.

Quando for usada uma artéria mamária conta-se com a vantagem de ela já partir da aorta e esta sua origem pode ser mantida. Pode ser realizada mais de uma ponte, se necessário.
Até a década de oitenta, do século passado, a ponte de safena era a única técnica cirúrgica utilizada para melhorar a circulação cardíaca.

De lá para cá os métodos de revascularização cardíaca evoluíram tanto que hoje existe uma preferência por outros métodos mais simples e mais eficientes, embora as pontes de safena continuem a ser utilizadas, através de técnicas atualmente aperfeiçoadas em relação a seu início.

A cirurgia de ponte de safena geralmente leva de três a cinco horas para ser realizada.

A sobrevida em cinco anos é de 88%. E em dez anos, cerca de 75%.

Cerca de 60% dos pacientes estarão sem sintomas após 10 anos.

Somente 2 a 5% dos pacientes têm infarto do miocárdio durante ou logo após a cirurgia.

Após cinco anos da cirurgia, cerca de 95% dos pacientes ficarão livres do infarto do miocárdio.

A terapia antiagregante plaquetária deve ser iniciada precocemente para evitar a oclusão da ponte.

quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

Contar mordidas ajuda a emagrecer...




Você já pensou em cronometrar quantas mordidas você dá enquanto almoça? Pois saiba que isso pode ajudar no emagrecimento. Pesquisadores da Universidade de Minnesota, os Estados Unidos, realizaram testes com voluntários que foram divididos em dois grupos: um que possuía um elevado autocontrole, e outro que não tinha essa capacidade.

Alguns voluntários foram orientados a utilizador contadores, similares aos utilizados em treinos esportivos, para contabilizar quantas vezes mastigavam. Os resultados, publicados no Journal of Consumer Research, mostraram que para pessoas com elevado autocontrole a técnica não influenciava na saciedade, pois essas pessoas possuem uma espécie de “contador interno”. Contudo, as pessoas com baixo autocontrole que utilizavam os contadores comiam menos e se sentiam saciadas ingerindo menor quantidade de alimentos.

Segundo os pesquisadores, contar quantas vezes se mastiga faz com que a pessoa se sinta saciada com menos alimento, o que leva à perda de peso.

Difilobotríase: você conhece?




Difilobotríase ou tênia do peixe é uma doença causada por um parasita que se instala no intestino humano.

Ainda é uma doença pouco conhecida no Brasil, mais frequente no estado de São Paulo.

Com a recente tendência de aumento no consumo de preparações orientais com peixes crus, ela deve se tornar cada vez mais comum.

O homem é o hospedeiro definitivo do parasita causador da doença, o Diphyllobothrium, mas ele pode também ser encontrado em outros mamíferos.

Ele é um dos maiores parasitas que podem habitar o homem, podendo atingir cerca de dez metros de comprimento.

Os indivíduos infectados, mesmo sendo assintomáticos, eliminam ovos e podem, por isso, contaminar novos peixes de rios e lagos, facilitando a disseminação da doença.

A difilobotríase (tênia do peixe) é causada pelo Diphyllobothrium latum, um cestódeo (classe de verme da espécie dos platelmintos, de forma achatada) conhecido como "tênia do peixe", pois é transmitido ao homem pela ingestão de peixe cru ou mal cozido.

A maioria dos casos (cerca de 80%) de difilobotríase (tênia do peixe) é assintomática. Quando há sintomas, aparecem principalmente:

• Dor e desconforto abdominal.

• Flatulência.

• Náusea ou vômito.

• Diarreia intermitente.

• Emagrecimento.

• Às vezes, anemia por carência de vitamina B12.

Em casos raros a doença pode causar obstrução intestinal, obstrução do ducto biliar ou anemia grave no indivíduo parasitado.

A infestação é fácil de ser diagnosticada através do exame parasitológico de fezes, que pode detectar ao microscópio os ovos do parasita.

Pessoas que têm o hábito de consumir peixes crus devem fazer periodicamente esse exame, que deve ser feito em cerca de seis semanas após a última ingestão de peixe cru.

O diagnóstico também pode ser feito pelo reconhecimento de eventuais fragmentos da tênia nas fezes da pessoa suspeita.

Hoje em dia o tratamento preferencial para a difilobotríase (tênia do peixe) é a injeção no duodeno de ácido diatrizoico, o que faz com que o verme se solte e seja eliminado por inteiro.

O tratamento medicamentoso deve ser feito com o praziquantel, o remédio mais eficaz para eliminar esse tipo de parasita.

Ele não garante, no entanto, a eliminação da cabeça do germe, única garantia de cura definitiva.

Apesar de ser seguro, há restrições para o seu uso em alguns indivíduos. Assim, o tratamento deve ser prescrito e acompanhado pelo médico.

Como prevenir a difilobotríase (tênia do peixe)?

• Ingerir somente peixe bem cozido ou congelado, a menos de 20º C, por pelo menos sete dias.

• Manter um sistema apropriado de esgoto pode diminuir a infecção de peixes em rios e lagos e, consequentemente, em humanos.

Como evolui a difilobotríase?

Uma dose única da medicação é bastante para erradicar a infecção. Depois de erradicada, a doença não apresenta complicações tardias.

quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

Tomar remédios na frente de crianças aumenta o risco delas se intoxicarem




Pesquisadores britânicos aconselham pais e responsáveis a não ingerirem medicação na frente das crianças, devido ao risco de eles quererem copiá-los. De acordo com equipe da Universidade de Nottingham, os médicos e profissionais de saúde devem alertar os pais sobre a importância de se manter os medicamentos em locais seguros e de não ingeri-los na frente dos pequenos.

Os especialistas explicam que, para as crianças, é normal colocar os objetos na boca, e que eles tendem a copiar as ações dos adultos. Logo, ao verem os responsáveis ingerindo medicamentos, drogas ou álcool, consideram o objeto comestível.

A pesquisa analisou dados de crianças de com até cinco anos de idade, nascidas entre janeiro de 1988 e novembro de 2004. Os resultados mostraram que aquelas com idades entre dois e três anos tinham quase dez vezes mais probabilidade de se envenenarem por medicação do que em outro momento da vida, pois é quando estão na fase de imitar o comportamento dos adultos à sua volta.

O estudo foi publicado no British Journal of General Practice.

Blefaroplastia





A blefaroplastia é um tipo de cirurgia plástica que se destina a dar melhor aspecto (um aspecto mais jovem) às pálpebras, removendo bilateralmente a pele descaída delas.

À medida que a pessoa envelhece, a pele que recobre as pálpebras, assim como a pele de todo o corpo, perde gordura e elasticidade e torna-se flácida e enrugada. A remoção da pele em excesso e a retirada de gordura das pálpebras tem por fim melhorar a aparência da pessoa.

Em quase todas as pessoas, o envelhecimento ocasiona uma deformidade nas pálpebras.

Fatores genéticos, características familiares e raciais também influem nas alterações da forma das pálpebras, mesmo em pessoas mais jovens. Além disso, a força da gravidade, o fumo e a radiação solar causam envelhecimento da pele e, portanto, das pálpebras.

Geralmente aparecem “bolsas de gordura”, tanto nas pálpebras inferiores como nas superiores, que fazem as pálpebras parecerem “estufadas”, devido à protrusão da gordura que normalmente fica em torno do globo ocular. Em casos mais graves, pode haver diminuição do campo visual.

A blefaroplastia é a cirurgia usada para corrigir as deformidades das pálpebras.

Talvez seja a cirurgia estética mais realizada no mundo. Ela é muito simples, feita em ambulatório e com anestesia local. Em cerca de uma hora e meia (blefaroplastia total) todo o procedimento é realizado, duração devida mais à sofisticação que à complexidade da técnica.

Na blefaroplastia superior, uma dobra horizontal de pele é removida, de modo a que a cicatriz fique situada ao longo de uma prega natural. Na blefaroplastia inferior, a incisão é feita abaixo das pestanas, de modo a que a cicatriz fique encoberta pelas mesmas.

Após a cirurgia podem ocorrer ardor, tumefação e equimose ao redor dos olhos, que desaparecem normalmente ao fim de alguns poucos dias. As complicações cirúrgicas são raras e quando ocorrem geralmente são discretas e transitórias, como edemas, hematomas, conjuntivites e equimoses.

Em raríssimas ocasiões podem necessitar novas abordagens cirúrgicas para correção de ectrópio ou ptose palpebral.

Como evoluem as blefaroplastias?

• Tão logo desapareçam o edema e as equimoses (uma semana, em média) a aparência melhora muito e retorna ao normal. O resultado completo vem em cerca de três a seis meses. No primeiro mês, é recomendado que a pessoa use óculos escuros com proteção contra raios ultravioletas.

• As cicatrizes não ficam aparentes, sendo escondidas pelos sulcos da pele, mas mesmo antes disso podem ser disfarçadas por maquiagem.

• Compressas frias diminuem a intensidade e reduzem a duração do edema, devendo ser aplicadas no local de acordo com as recomendações do cirurgião.

• As pálpebras podem apresentar a sensação de estarem secas, apertadas ou doloridas, depois da cirurgia. Se necessitar, use os analgésicos prescritos pelo seu cirurgião. Evite o uso de qualquer medicamento por conta própria.

• Os olhos podem arder ou coçar um pouco, em razão do que podem ser recomendados colírios.

• Nas primeiras semanas pode haver sensibilidade à luz e mudanças temporárias da visão. Normalmente estas sensações são passageiras e voltam ao normal em algumas semanas.

terça-feira, 4 de dezembro de 2012

Estudo associa HPV a câncer de boca e garganta.




Uma infecção transmitida sexualmente e geralmente associada ao câncer de colo do útero também está relacionada a um risco quintuplicado de câncer no aparelho vocal, segundo um estudo publicado na revistaJournal of Infectious Diseases.

Pesquisadores chineses combinaram os resultados de 55 estudos das últimas duas décadas, e descobriram que 28% das pessoas com câncer de laringe tinham tecidos tumorais com resultados positivos para o vírus do papiloma humano (HPV). Mas esse índice variou amplamente de estudo para estudo - desde a ausência do HPV em pacientes com câncer de garganta, até uma taxa de infecção de 79% nos pacientes com tumores.

A infecção pelo HPV, especialmente pelo tipo HPV-16, de alto risco, foi apontado como significativamente associado ao risco de carcinoma de células escamosas de laringe.

Além de reverem os estudos, os pesquisadores analisaram também 12 trabalhos que comparavam tecidos cancerosos e não-cancerosos em um total de 630 pacientes. Eles concluíram que os tecidos cancerosos de garganta tinham 5,4 vezes a chance de dar positivo para um exame de HPV, em relação ao tecido não-canceroso.

Pelo menos metade das pessoas sexualmente ativas contrai HPV em algum momento da vida, segundo autoridades dos EUA, mas o vírus geralmente é eliminado pelo sistema imunológico. Apenas algumas das mais de 40 cepas do HPV estão associadas ao câncer.

Visitas a doentes em hospitais




Quartos de hospitais podem ser reservatórios de bactérias.

Pesquisadores da Universidade de Maryland, nos Estados Unidos, dizem que os protocolos de limpeza dos hospitais podem não ser o suficiente para livrar os quartos de germes, tornando-os um local potencial de contaminação.

Foram coletadas 487 culturas de 32 quartos hospitalares ocupados por pacientes com histórico de infecção pela bactéria MDR A. baumannii, antes e depois da limpeza terminal das salas. A limpeza incluía chão, botão de chamada, maçaneta, mesa de cabeceira e carrinho de abastecimento.

Publicado no periódico American Journal of Infection Control, o estudo mostrou que mais da metade dos quartos que deram positivo para a infecção pela bactéria MDR A. baumannii antes da limpeza, também apresentaram índices de contaminação após a limpeza.

Segundo os pesquisadores, é preciso repensar a forma de higienização e descontaminação dos quartos, pois eles podem se tornar potenciais contaminadores para os futuros pacientes que os ocupem.

segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

Novidade sobre autismo.




Tom do choro indica risco de autismo em bebês

O tom do choro de bebês pode indicar o risco que eles correm de terem autismo aos seis meses de idade.

Pesquisadores gravaram choros de bebês que tinham alto risco de sofrerem da doença (por terem um irmão mais velho com a condição) e de alguns que eram saudáveis e sem histórico familiar de autismo. Uma análise feita através de computadores mostrou que os choros de bebês com mais chances de serem autistas era mais alto e mais variável em tom do que o de crianças de baixo risco.

A diferença nos choros provavelmente não pode ser detectada pela maioria das pessoas usando apenas os ouvidos. Assim, pais não devem usar a descoberta como uma forma de abordar a possibilidade do autismo. A procura por um profissional é sempre a melhor opção.

A pesquisa foi publicada no periódico Autism Research.

Gênios




Muitas vezes perguntam qual é a relação entre doença mental e genialidade.

Essa pergunta nasce da observação de que muitos gênios na história da humanidade apresentavam psicopatologias.

Observamos 3 elementos na composição de uma vida genial:

O primeiro é o elemento impalpável, possivelmente genético, que é a fagulha do talento. Relaciona-se a uma inteligência superdotada, específica. Mas nem todos os superdotados são gênios.

O segundo se relaciona a algum incentivo. O que teria sido de Mozart se nascesse de pai desconhecido em alguma favela contemporânea? Será que Leonardo e Miguelangelo floresceriam nessa época de sub-especialistas?

O terceiro é o desafio. Se tudo é muito fácil, o gênio cede à preguiça e não produz. Esse desafio muitas vezes é uma limitação física ou psíquica, social ou política.

Ou seja, a doença mental não determina a gênese do traço genial obrigatoriamente.

Se perdida, a genialidade escoa sem produção. Se ganha, a humanidade toda pode se beneficiar com o produto desse sofrimento.

sábado, 1 de dezembro de 2012

Atividades físicas durante a gestação.




Antes de iniciar qualquer atividade física durante a gestação procure a orientação de um obstetra e de um profissional de educação física com experiência em atividades físicas para gestantes. O acompanhamento médico pré-natal é fundamental para uma gravidez saudável.

Alguns cuidados simples podem ajudar no melhor aproveitamento das atividades físicas durante a gravidez.

• Se você já estava seguindo uma rotina de atividades físicas antes de engravidar, você deve estar preparada para manter parte deste programa ao longo da gravidez. Somente profissionais especializados podem oferecer-lhe tais orientações.

• Os exercícios não aumentam a chance de abortamento, desde que sejam realizados respeitando os limites do organismo de cada gestante e a ausência de contra-indicações para realizá-los.

• O ideal é não deixar para começar a fazer exercícios depois de engravidar.
Mas se você está grávida e pretende iniciar a prática regular de exercícios físicos, você deve começar lentamente e ser cuidadosa para não ultrapassar os seus limites.
Siga a orientação de um obstetra e de um profissional de educação física com experiência em exercícios para gestantes.

• Escute o seu corpo. Caso seja necessário reduzir as atividades, ele vai naturalmente mostrar sinais de que está na hora de diminuir o ritmo.

• Nunca exercite-se a ponto de ficar exaurida ou com dificuldades para respirar. Este é um sinal de que seu bebê e você não têm suplemento suficiente de oxigênio disponível.

• Use calçados confortáveis para fazer seus exercícios. Eles precisam dar suporte aos seus pés e reduzir o impacto nas pequenas articulações.

• Faça intervalos e beba bastante líquido durante as atividades.

• Evite exercícios em dias muito quentes.

• Natação e hidroginástica são ótimos exercícios para as gestantes, mas as piscinas muito aquecidas devem ser evitadas. A temperatura da água deve estar em torno de 30°C, máximo de 32°C.

• Evite terrenos rochosos, irregulares ou muito íngremes quando fizer atividades como corrida, caminhadas ou pedaladas. As articulações ficam menos estáveis durante a gravidez e você precisa evitar danos a elas durante este período.

• Esportes competitivos, de contato físico com outras pessoas ou com riscos de quedas são desaconselhados.

• Os exercícios aeróbios devem ter duração média de 30 a 45 minutos (com variações individuais), ser realizados em dias alternados e sua intensidade deve manter a frequência cardíaca entre 130 a 150 batimentos por minuto. Sempre evitar cansaço durante a realização dos treinos.

• A musculação pode ser realizada durante a gravidez, com alguns cuidados.
Evite o levantamento de pesos acima da cabeça, o excesso de carga nos aparelhos e as modalidades que sobrecarregam os músculos da região lombar. Este tipo de atividade deve ter como foco a melhoria do tônus muscular, principalmente na parte superior do corpo e abdome, mas sem exageros. Os exercícios devem ser feitos com cuidado, orientação e sem pressa.

• Durante o segundo e o terceiro trimestres de gestação evite atividades na quais a gestante precise ficar deitada de costas, pois esta posição diminui o fluxo sanguíneo para o útero. A melhor posição para a gestante deitar é o decúbito lateral esquerdo.

• Antes e após o programa de exercícios físicos faça alongamentos.

• Mantenha uma dieta rica em frutas, verduras, legumes e carboidratos complexos. Evite o excesso de açúcar, principalmente açúcar refinado, e os alimentos ricos em gorduras como carnes gordas ou defumadas.

• Respeite as horas de sono e descanso.

• Caso sinta alguma alteração no seu corpo durante a realização das atividades físicas, pare imediatamente e procure orientação médica.