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quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Cólica em lactentes




O choro é uma das manifestações mais importantes da criança, para chamar atenção dos pais ou cuidadores, pois é um recurso de comunicação do qual ela, a criança, instintivamente lança mão.

Seja por fome, sede, dor, por conta da fralda que incomoda (mesmo sem ter nada de "novo"), frio ou algum tipo de dor, ela chora.

E é curioso que a mamãe, com o passar dos dias, vai percebendo a diferença dos variados "choros" que seu filho apresenta, pois parece haver algum tipo de padrão de diferenciação entre as diferentes necessidades do pimpolho.

A cólica do lactente (criança que ainda é amamentada) é provocada pelas contrações do intestino. Do mesmo tipo que qualquer adulto tem, mas com algumas diferenças fundamentais.

O abdome da criança não tem a musculatura ainda totalmente formada, pois ainda está em desenvolvimento. Assim, ela apresenta dificuldades maiores para fazer força para eliminar os gases que estão sendo naturalmente formados pelo processo de digestão que ela necessita fazer ao se alimentar.

O aparelho digestório do bebê está iniciando um processo de alguns meses de adaptação, sendo "colonizado" por micróbios que auxiliarão no processo digestivo, como acontece com todos. Seu intestino era livre deles, pois no ambiente que estava anteriormente, havia uma espécie de isolamento global (dentro do útero) e ele não precisava se preocupar com alimentos, já que recebia tudo prontinho da mamãe.

Agora, esses nossos companheiros de jornada (os micróbios) vão se multiplicar na luz intestinal e providenciar parte do processo de modificação alimentar para que o bebê possa aproveitar melhor o leite, que é o alimento mais importante nos início de sua vida.

Esse novo processo gera a formação de gases, que distendem a parede dos intestinos e provocam as cólicas.

A criança não tem recursos para se defender delas, mas precisa da atenção de quem cuida dela para que possa ser auxiliada a controlar as dificuldades e seu choro é o sinal de alarme para que seja medicada para o alívio das dores.

As cólicas dos lactentes são mais comuns no final da tarde e à noite, que é quando o processo de digestão costuma ser um pouco mais intenso.

Por isso, muitas vezes, você vê papais e mamães com cara de sono pela manhã, já que os filhotes "não deixam dormir" por conta das cólicas.

Claro que há causas que agravam esse problema e entre eles está a intolerância à lactose, quando a criança é alimentada com leite diferente do materno. Ela pode ter, além disso, algum tipo de alergia a este leite, ou intolerância, a algum outro componente dele.

Mas a criança alimentada com leite materno também pode ter cólicas, por conta daquele processo de adaptação que eu citei anteriormente.

Há vários recursos para ajudar a controlar a cólica do lactente, entre eles:

Manter a calma: desespero não ajuda ninguém;

Faça o possível para que a criança arrote após a amamentação: quanto menos ar no estômago, menores as chances de gerar gases intestinais;

Para amamentar, a melhor posição para a criança é semi-sentada: parecida com aquela do "bebê-conforto";

"Ajude" o bebê a eliminar gases, com massagens suaves na barriguinha: não exagere, pois o exagero pode provocar regurgitação; (Shantala é uma ótima técnica indiana que acalma o bebê e a mamãe)...

Coloque o bebê para dormir de barriga para baixo com o rosto virado para o lado e usando travesseiro perfurado: a compressão do próprio peso dele faz com que a eliminação dos gases seja mais fácil e os cuidados citados evitam o risco de aspiração de leite em caso de regurgitação;

Aliás NUNCA deixe a criança pequena dormir de barriga para cima: o risco de aspiração pulmonar de leite é ENORME!

Pergunte ao pediatra da criança a respeito de medicamentos que possam auxiliar para evitar a formação de gases (medicamentos antifiséticos) e analgésicos que possam reduzir ou eliminar as dores.

terça-feira, 29 de novembro de 2011

Homeopatia: um pouco sobre um medicamento homeopático:




Calcarea phosphorica

MENTE:
- Insatisfação.
- Falta de vitalidade mental, emocional e física
- Insatisfação interior. Rabugento.
- Sabem que algo está errado com eles, mas não sabem o quê.
- Debilidade: compreensão, concentração e memória.
- Indiferença afetiva.
- Aversão à rotina do trabalho.
- Desejo de viajar (Tub), por insatisfação.
- Suspira.
- Compassivo. Ansiedade pelos outros.
- Medo tempestades.
- Transtornos por más notícias repentinas.
- Crianças: aprendem a falar e andar tardiamente,
- Crianças: gemem, murmuram e queixam-se (Cham).
- Transtornos por mágoa: sobrecarrega-os (= estresse).

GENERALIDADES:
- < Clima úmido, frio, esp. neve derretendo. - < Correntes de ar. - < Esforço mental, estresse. - Rigidez que é praticamente constrição, - < manhã, > movimento durante o dia (Rhus-t).
- Crianças: dores de crescimento,
- Crianças: fechamento tardio das fontanelas.
- Principal medicamento para crianças extenuadas na escola:
- Crianças: ativas, revelam-se preguiçosas, fatigadas.
- Pode produzir agravações prolongadas (10-20 dias).

COMIDAS E BEBIDAS:
- Desejo: carne defumada (Tub, Caust, Kreos), salame, doces.

CABEÇA:
- Dores de cabeça de colegiais esp. por esforço mental (Calc: esforço físico).

DENTES:
- Cáries dentárias.
- Dentição difícil, lenta.

GENITÁLIA:
- Desejo sexual aumentado.

COSTAS:
- Rigidez, choques, dor em região cervical,
- < correntes de ar, clima úmido, frio, (Rhus-t, Cimic). - Escoliose. EXTREMIDADES: - Rigidez, < manhã, > movimento (Rhus-t).

SONO:
- Gemem.

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

A era da raiva...





Neste texto, todas as referências bibliográficas estão (entre parênteses)!

OS MITOS SOBRE A RAIVA (INCLUSIVE ENTRE TERAPÊUTAS):

1. Reprimir a Raiva faz mal a saúde. A Raiva não expressa e não manifestada causaria outros danos psíquicos e mesmo orgânicos.

A verdade: Sentir a Raiva, seja ela manifestada ou reprimida, SEMPRE causará danos ao organismo como um todo, física e/ou psiquicamente.

2. Deve-se botar tudo para fora, desenterrar a Raiva sepultada nas doenças psicossomáticas, na depressão, nos problemas familiares. Seria uma homenagem ao individualismo, haja o que houver.

A verdade: Sábio o ditado “quem fala o que quer ouve o que não quer”. Quanto menos a pessoa tiver equilíbrio suficiente para conter os instintos e impulsos primários mais se aproxima dos animais.

3. Sou calmo e dócil, desde que ninguém mexa comigo. Sou do tipo “dou um boi para não entrar na briga e uma boiada para não sair dela”.

A verdade: Isso não quer dizer absolutamente nada, calmo e dócil é a pessoa que se mantém assim, mesmo que os outros mexam com ela.

4. Aprendi a não levar desaforos para casa, não agrido mas respondo na mesma moeda. Afinal, “somos gente ou ratos?”

A verdade: Quem se descontrola a ponto de deixar se dominar pelos instintos e impulsos, de fato, está muito mais próximo do rato (instintivo) que de gente.

5. Qualquer forma de liberação agressiva da Raiva, tal com berrar, morder, bater, quebrar, coloca o raivoso em contato com os seus sentimentos e essa atitude alivia o sentimento.

A verdade: É mais provável que a agressão tenha, precisamente, o efeito oposto da catarse que se pretende e, ao invés de exorcizar a Raiva, inflama-a ainda mais.

6. O importante é ter a liberdade de expressar a Raiva para não se sentir mal com esse sentimento reprimido.

A verdade: O importante é ter serenidade e controle suficientes para NÃO SENTIR RAIVA.



Não erraria totalmente se dissesse que vivemos a Era da Raiva. Tentando verificar a aprovação social das manifestações da Raiva, quatro estudos examinaram a consideração social que o sistema atribui para as pessoas “raivosas”. Esses estudos mostram que o povo atribui mais status às pessoas que expressam Raiva do que às pessoas que expressam tristeza ou mágoa. No primeiro estudo, os participantes aprovaram mais o presidente Clinton quando o viram expressar Raiva sobre o escandalo de Monica Lewinsky do que quando o viram expressar tristeza ou mágoa.

Este efeito Raiva-tristeza foi confirmado num segundo estudo que envolveu um político desconhecido. O terceiro estudo mostrou que, em uma companhia, conferir alguma distinção esteve correlacionado com as avaliações de uns companheiros sobre a Raiva manifestada pelos outros, objetos da distinção.

No estudo final, os participantes atribuíram um salário mais elevado posição, bem como um status mais elevado a um candidato ao emprego que se mostrasse mais irritado que triste. Além disso, os estudos de número 2 e 4 mostraram que as expressões de Raiva criam a impressão que a pessoa raivosa é mais competente (Tiedens, 2001).

Vendo a doutrina do satanismo, longe de experimentarmos um grande temor sobre a seita, constatamos que, naturalmente, a maioria das pessoas de nosso convívio se conduz (sem saber) através desses “mandamentos”. Vejamos: "Amar ao próximo tem sido dito como a lei suprema, mas qual poder fez isso assim? Sobre que autoridade racional o evangelho do amor se abriga?” Mais uma; “Por que eu não deveria odiar os meus inimigos - se o meu amor por eles não tem lugar em sua misericórdia? Não somos todos nos animais predatórios por instinto? Se os homens pararem de depredar os outros, eles poderão continuar a existir?” E, finalmente, “odeie seus inimigos na totalidade do seu coração e, se um homem lhe da uma bofetada, de-lhe outra!; atinja-o dilacerando e desmembrando-o, pois autopreservação e a lei suprema!”

Como vimos, esses (poucos) postulados parecem mais terem sido tirados da fisiologia humana que de uma doutrina satânica. Preferível seria dizermos “da fisiopatologia humana”. Mas, se as pessoas têm certa dificuldade em entenderem o aspecto patológico desses sentimentos e atitudes do ser humano, quer por agnosticismo, quer por recionalismo, então vamos encontrar na medicina psicossomática e psiquiátrica os elementos necessários para se estabelecer algum tipo de associação ente o sofrimento (físico e psíquico) e os sentimentos, emoções, pulsões e impulsos primitivos.

Isso significa que a Raiva e o Ódio não seriam contra-indicados aos ser humano apenas devido ao seu aspecto moral ou ético mas, sobretudo, devido ao seu aspecto médico.

A Raiva de fato mata ou, pelo menos, aumenta significativamente os riscos de ter algum problema sério de saúde, onde se inclui desde uma simples crise alérgica, uma grave úlcera digestiva, até um fulminante ataque cardíaco.

Janice Williams acompanhou por seis anos 13.000 homens e mulheres com idade entre 45 e 64 anos e, tomando o comportamento como base, descobriu que as pessoas que se irritam intensamente, e com freqüência, têm três vezes mais probabilidades de sofrer um infarto do que aquelas que encaram as adversidades com mais serenidade (Williams, 2000).
Isso ocorre porque, a cada episódio de Raiva, o organismo libera uma carga extra de adrenalina no sangue (veja o que acontece nas Suprarenais durante o Estresse). O aumento da concentração de adrenalina aumenta o número de batimentos cardíacos e, simultaneamente, torna mais estreitos os vasos sanguíneos, o que aumenta a pressão arterial. A repetição desses episódios pode gerar dois problemas em geral associados ao infarto; alteração do ritmo cardíaco (arritmia), aumento da pressão arterial e uma súbita dilatação das placas de gordura que, porventura, estejam nas artérias.

A medicina tem enfatizado exaustivamente as condições de vida e de personalidade que favorecem a doença cardíaca; quem fuma, como se sabe, tem até cinco vezes mais possibilidades de sofrer um ataque cardíaco, pessoas de vida sedentária apresentam risco 50% maior de ter problemas de coração, obesidade, idem. Agora, depois de muitos estudos sabe-se que a influência da Raiva no desenvolvimento de doenças cardíacas é comparável a essas causas anteriormente conhecidas, e mais, independentemente delas (Williams, 2000). Isso quer dizer que, se a pessoa não tiver nenhuma dessas condições relacionadas ao desenvolvimento de doenças cardíacas mas for raivosa, estará igualmente sujeito à elas.

A ansiedade e a Raiva são perigosas à saúde. Um recente artigo de Suinn oferece uma revisão seletiva da pesquisa nessa área e ilustra como a ansiedade e a Raiva aumentam a vulnerabilidade às doenças, comprometem o sistema imune, aumentam níveis de gordura no sangue, exacerbam a dor, e aumentam o risco da morte por doença cardiovascular. Os mecanismos possíveis para tais efeitos foram identificados por , incluindo o papel da resposta cardiovascular a essas emoções no agravamento da saúde (Suinn, 2001).

Assim sendo, as pessoas cuja personalidade se classifica como Pavio Curto, está provado, têm muito mais chances de sofrer do coração. Parar de fumar, fazer exercícios regularmente e ter uma alimentação saudável já é difícil, hoje em dia, dominar a Raiva, é mais difícil ainda. Mas é possível, graças à Deus.

Não se pode tentar estabelecer alguma relação entre Raiva e agente estressor desencadeante da Raiva. Essa questão varia de pessoa para pessoa e depende, basicamente, da valoração que a pessoa dá aos objetos do mundo à sua volta e dos traços de sua personalidade. Mas há um estudo que procurou relacionar os efeitos estressores do preconceito racial no sistema cardiocirculatório. Nessa pesquisa, a hostilidade e Raiva elevadas foram associadas com os níveis mais elevados da pressão arterial. E mesmo a exposição indireta ao conflito racial (filmes) determina uma reação hipertensiva em pessoas previamente sujeitas ao sentimento da Raiva (Fang, 2001).

O Ódio é mais profundo que a Raiva. Enquanto a Raiva seria predominantemente uma emoção, o Ódio seria, predominantemente, um sentimento. Paradoxalmente podemos dizer que o ódio é um afeto tão primitivo quanto o amor. Tanto quanto o amor, o ódio nasce de representações e desejos conscientes e inconscientes, os quais refletem mais ou menos o narcisismo fisiológico que nos faz pensar sermos muito especiais.

Assim como o amor, só odiamos aquilo que nos for muito importante. Não há necessidade de ser-nos muito importantes as coisas pelas quais experimentamos Raiva, entretanto, para odiar é preciso valorizar o objeto odiado.

A teoria do Sujeito-Objeto, diadaticamente coloca a idéia de que existem apenas duas coisas em nossa existência, eu, o sujeito e o não-eu, o objeto. E tudo o que sentimos, desde nosso nascimento, são emoções e sentimentos em resposta ao objeto. Para que essa teoria possa ter utilidade é imprescindível entendermos o objeto como tudo aquilo que não é eu, mais precisamente, tudo aquilo que não é minha consciência.

Assim sendo teremos os objetos do mundo externo ao sujeito, que são as coisas, os fatos, os acontecimentos, e os objetos internos, que são meus órgãos, minha bioquímica, etc. Posso sentir raiva, e outros sentimentos, em resposta à algum objeto externo (pessoa, trânsito, time de futebol...) ou sentir ansiedade, e outros sentimentos, em resposta à algum objeto interno (hiperteireoidismo, diabetes, TPM, etc...).

Mas, de qualquer forma, o mundo objectual (do não eu) só pode ter valor se o sujeito o atribui. Para o sujeito nutrir sentimentos de ódio, é indispensável que atribua ao objeto de seu ódio um valor suficiente para fazê-lo reagir com esse tipo de sentimento. Obviamente, se ignorar o valor do objeto não poderá odiá-lo.

Em termos práticos podemos dizer que a raiva, como uma emoção, não implica em mágoa, mas em estresse, e o ódio, como sentimento, implica numa mágoa crônica, numa angústia e frustração. Nenhum dos dois é bom para a saúde; enquanto a raiva, através de seu aspecto agudo e estressante proporciona uma revolução orgânica bastante importante, às vezes suficientemente importante para causar um transtorno físico agudo, do tipo infarte ou derrame (AVC), o ódio consome o equilíbrio interno cronicamente, mais compatível com o câncer, com arteriosclerose, com a diabetes, hipertensão crônica.

sábado, 26 de novembro de 2011

Homeopatia: um pouco sobre um medicamento homeopático:




Barita carbonica


É o medicamento homeopático para as amigdalites (dores de garganta), amigdalas inchadas, inflamadas e com dificuldade para engolir. Associado a outros medicamentos homeopáticos, combate a formação do pús, a dor de garganta, a rouquidão e o estado febril.

Imaturidade. Pequenez. Extrema irresolução e insegurança. Estático. Vontade nula. Não faz com medo de errar e sem confiança em si. É visto como pessoa limítrofe ou muito segura, por não permitir o movimento de suas atitudes.

Vergonha, timidez.

Crianças que escondem-se atrás da mãe;

Medo de estranhos, preferindo ficar com a família;

Desenvolvimento atrasado. Tarda a aprender a falar e a caminhar;

Infantilidade em pessoas idosas. Senilidade. Comportamento infantil;

Falta de confiança em si mesmo, especialmente ao seu próprio corpo;

Irresolução. Vontade fraca;

Difícil compreensão. Memória fraca;

Dependente nas relações afetivas. Facilmente suprimido;

Bem arrumado, perfeito no vestir-se (consciencioso);

Desconfiado: "Eles riem de mim";

Come unhas;

Ciúme em crianças causando: enurese, resfriados, se escondem etc;

Colapso das funções mentais.

..........

MENTE:
- Imaturidade. Pequenez. Extrema irresolução e insegurança.
- Estático. Vontade nula.
- Não faz com medo de errar e sem confiança em si.
- É visto como pessoa limítrofe ou muito segura.
- Não permitir o movimento de suas atitudes.
- Vergonha, timidez.
- Crianças: escondem-se atrás da mãe.
- Crianças: não podem brincar,
- Crianças: ficam olhando fixamente, não tem amigos.
- Medo de estranhos, fica com a família.
- Desenvolvimento atrasado. Tarda a aprender a falar e caminhar.
- Infantilidade em pessoas idosas. Senilidade. Bobos.
- Falta de confiança em si mesmo, especialmente concernente ao seu próprio corpo.
- Irresolução. Vontade fraca.
- Difícil compreensão. Memória fraca.
- Dependente nas relações afetivas, facilmente suprimido (Staph).
- Bem arrumado, perfeito no vestir-se (consciencioso).
- Desconfiado: "Eles riem de mim".
- Come unhas.
- Ciúme em crianças causando: enurese, resfriados, se escondem etc.
- Agudo: colapso das funções mentais.

GENERALIDADES:
- Calafrios.
- Inchaço das glândulas.

COMIDAS E BEBIDAS:
- Aversão: frutas, especialmente ameixas.

CABEÇA:
- Calvície.
- Cabelos brancos.

BOCA:
- Boca aberta.

GARGANTA:
- Amígdalas inchadas.
- Estenose do esôfago. Espasmo esofageano, ao engolir.

GENITAL:
- Pequenez, imaturidade.
- Desejo sexual diminuido, indiferença.
- Sem sexo, sem amigos, não se casa, nada.

COSTAS:
- Inchaço dos gânglios cervicais.

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

Excesso de peso





Para manter o organismo em equilíbrio temos necessidade de manter o peso o mais próximo possível do que se considera correto.

Teoricamente o controle do peso preveniria as doenças mais comuns na atualidade, como a hipertensão, o diabetes tipo 2 e a hipertensão arterial.

Mas não é tão simples assim, na verdade, pois há grande contingente de pacientes que apresentam elevado grau de obesidade e simplesmente não conseguem reduzir sua massa, mesmo que eventualmente façam rigorosa dieta restritiva de calorias.

Então, essas pessoas não podem ser classificadas de modo tão absoluto com relação à obesidade, embora sejam nitidamente obesas, do ponto de vista objetivo, ou seja, quando se verifica seus dados antropométricos, que são peso, estatura, perímetro abdominal, pregas cutâneas e outras informações de cunho físico.

O peso correto é um alvo ideal que precisaria ser alcançado por uma pessoa para que esta pessoa possa gozar de saúde com menores riscos de desenvolver doenças degenerativas, como as citadas anteriormente.

Mas aplicá-lo em todos os casos talvez não seja tão “correto” assim, afinal, como já disse, há outros nuances diante da classificação da obesidade que envolvem questões provavelmente genéticas ou ainda algum distúrbio metabólico ainda desconhecido pela ciência atual.

Conheço alguns casos de pessoas com “excesso de peso” que não apresentam qualquer alteração da pressão arterial, dos níveis de glicemia ou mesmo alterações das funções renais ou hepáticas, enquanto alguns pacientes efetivamente magros apresentam um ou mais desses fatores e necessita de cuidados médicos para o controle deste desequilíbrio fisiológico.

Mas considerando o paciente regular, que ingere muito mais alimentos do que deveria para suas necessidades e que realmente é obeso por conta disso, temos de orientá-lo para que reduza ao mínimo necessário para sua nutrição adequada.

Sempre com orientação nutricional de um profissional que possa orientar para suprir não somente as questões de ordem calórica, mas sem esquecer-se de qualquer um dos elementos que constituem uma dieta rica e equilibrada de alimentos variados para constituir saúde, de modo mais amplo.

É sabido que uma dieta saudável é provisora de saúde, particularmente se o paciente se mantiver com níveis adequados de açúcares e gorduras sanguíneas, podendo inclusive dar uma vida mais prolongada e com melhor qualidade.

Para que se possa manter a saúde e eventualmente o peso correto, podemos, por exemplo, ingerir mais verduras, particularmente as fibrosas, como o espinafre, as folhas verdes, pois elas conseguem auxiliar a reduzir a absorção de gorduras pelo aparelho digestório, ao mesmo tempo em que diminuem a absorção de calorias no mesmo nível da digestão.

Além disso, dão uma sensação de saciedade um pouco mais precoce, reduzindo a vontade de comer um pouco “a mais” do que se deveria.

As frutas são importantíssimas na economia fisiológica humana, mas não se deve abusar por conta do alto teor de açúcares que contêm. Em média, 3 a 4 frutas pequenas ao dia já está de bom tamanho.

Os alimentos á base de carboidratos complexos, como pães, massas, arroz e cevada, assim como os considerados simples, devem ser evitados, não somente por conta da quantidade de calorias, mas também em função de que eles não promovem a necessária saciedade que diminui a vontade de comer ao longo do dia. Eles têm a vantagem de servirem de fonte de energia imediata, o que é útil em algumas situações, mas aquilo que o organismo não aproveita de calorias é imediatamente transformado em energia de reserva, conhecida como “gordura”.

As proteínas são fundamentais para o adequado funcionamento do organismo, afinal, são a base de toda estruturação celular e das reações bioquímicas que as fazem trabalhar.

Temos como fontes delas a carne bovina, suína, os peixes, algumas leguminosas, como a soja e o feijão, o leite e seus derivados e os ovos.

É necessário ter regularidade nos intervalos entre uma refeição e outra, para que se mantenha algum equilíbrio que promova a saúde. Longos espaços entre cada refeição alteram o metabolismo e promovem desarmonia e mudanças na economia corporal, de tal forma que pode provocar doenças.

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Alimentos Funcionais





O estudo dos alimentos tem se tornado cada vez mais profundo, como é sempre em todos os setores da ciência, assim, a composição e identificação das moléculas ou dos pequenos organismos presentes nos alimentos mais variados, como frutas, verduras, cereais, alimentos à base de leite, etc.

Todos eles podem colaborar para melhorar a saúde e prevenir doenças. Por esta razão são chamados de alimentos funcionais, conceito surgido no Japão, nos anos oitenta do século passado, por conta da necessidade de elevar a qualidade de vida das pessoas de modo mais natural, já que a perspectiva de vida tem se elevado com o avanço da tecnologia na área da saúde.

O foco principal certamente é reduzir custos na manutenção da qualidade de vida, mas ainda assim é um ramo de pesquisas que tem seus aspectos interessantes.

De acordo com algumas determinações normativas, o alimento funcional deve satisfazer algumas características, como:

• ter propriedades nutricionais e efeitos benéficos para o organismo;
• favorecer o estado de saúde e bem-estar;
• ser alimento tradicional e não apresentado sob a forma de comprimido ou pílula;
• pode ser um alimento natural, enriquecido por algum componente ou ter extraído algum componente;
• deve ser ingerido como alimento que integra uma dieta normal;
• efeitos obtidos devem ser fornecidos ingerindo uma quantidade próxima ao que seja recomendado em uma dieta habitual;
• destinado a um indivíduo saudável, para manter o bom estado de saúde;
• as informações sobre ele devem ser claras.

Os principais alimentos funcionais mais conhecidos são os iogurtes (que contêm fitosteróis ou são enriquecidos com substâncias pré-bióticas e pró-bióticas), o leite e os ovos com fator Ômega 3, mas não são os únicos, pois também temos o tomate, melão, mamão papaia, cenoura, frutas cítricas, alface, ervilhas, abobrinha, espinafre, farelo de trigo, aveia, centeio, cevada, milho, arroz integral, nozes, peixes, uva escura, maçã, brócolis, pêra, etc.

Eles representam uma grande família de alimentos que são úteis para prolongar o estado de saúde, cada um deles com características e propriedades específicas, sendo úteis até mesmo no controle de algumas doenças.

As doenças cardiovasculares, como a hipertensão, os problemas de coronárias, infartos cardíacos e acidentes vasculares cerebrais são resultados de problemas circulatórios primariamente e são das mais comuns causas de morte no mundo todo, sendo agravados ou provocados por tabagismo, abusos alimentares, obesidade, diabetes, e, enfim, maus hábitos do cotidiano.

Os alimentos funcionais ricos em elementos importantes para reduzir estes problemas contêm Ômega três, fibra solúvel e antioxidantes.

Para citar exemplo, o iogurte enriquecido de fitosteróides pode auxiliar em algo próximo de dez por cento na redução do colesterol ingerido, embora não baixe o colesterol que já está em circulação sanguínea.

Alguns desses alimentos funcionais são adequados para auxiliar o fortalecimento do sistema digestório, sendo que seu uso é muito encorajado no tratamento particular de alterações intestinais. Os mecanismos mais comuns envolvem a flora bacteriana, promovendo um ambiente desfavorável para o desenvolvimento de bactérias patogênicas, causadoras de doenças; a presença de microfibra intestinal, que contribui para o adequado funcionamento intestinal.

Lembrando sempre que o funcionamento inadequado do intestino pode comprometer o organismo e fazer parte da geração de várias doenças, como cistites, gastrenterites, problemas hemorroidários e outros.

Alimentos pró-bióticos, cuja expressão significa “a favor da vida”, são os que contêm micro-organismos vivos adicionados ao alimento ou derivados de sua fermentação.

Para ser considerado assim, o alimento deve respeitar algumas regras:

• deve estar presente normalmente no intestino humano;
• não deve dar reações imunológicas ou nocivas;
• deve resistir à ação do aparelho digestório, no processo de digestão;
• deve aderir às células intestinais e colonizá-las;
• deve ter efeito benéfico para a saúde, por conta de combater os micro-organismos patogênicos e por produzir substâncias antimicrobianas.

Pré-bióticos são alimentos de fibras digeríveis especiais que conseguem chegar ao intestino e que servem para “nutrir” os pró-bióticos. São as alcachofras, as batatas, o almeirão, o aspargo e os tubérculos.

Entre os frutoglisacarídeos há a inulina, um ingrediente de sabor neutro e solúvel em água que é acrescentado a muitos alimentos e bebidas

Simbióticos são os alimentos que contêm tanto os pró como os pré-bióticos e têm como objetivo melhorar mais intensamente a sobrevivência dos micro-organismos pró-bióticos e simultaneamente fornecer substâncias úteis à nutrição dos próprios pró-bióticos.

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Radicais Livres





Substâncias produzidas dentro de nossas células que derivam das reações bioquímicas absolutamente comuns e necessárias para o adequado funcionamento da célula.

Poderíamos compará-los com a serragem que sobra do trabalho de uma marcenaria, sendo potencialmente perigosos, pois têm poder de envelhecer as próprias células, graças à sua instabilidade, já que não são balanceadas em termos de elétrons, pois para isso precisam “capturar” elétrons de outras moléculas, com potencial de destruí-las, sejam elas proteínas ou mesmo o DNA, causando, portanto, danos.

O organismo tem um mecanismo de reparação que recompõe, por exemplo, o próprio DNA e se assim não fosse, as células poderiam apresentar alterações como multiplicação desregulada, que nada mais é do que a base do crescimento tumoral, ou mesmo a morte celular ainda mais precoce.

Os radicais livres agridem as células de gordura, roubando um elétron, deixando-as instáveis e fazendo com que elas procurem o elétron faltante na célula ao lado, provocando o que se chama de “peroxidação das gorduras”, gerando envelhecimento precoce em nível celular.

Eles também estão diretamente relacionados com a deposição de gorduras nas paredes das artérias e lesões degenerativas das artérias e doenças cardiovasculares.

Mas, o que pode causar; o que pode produzir radicais livres? Há uma lista grande de fatores, mas os mais importantes são os seguintes:

• Poluição do ar
• Tabagismo
• Estresse físico
• Estresse psíquico
• Atividade física exagerada
• Dietas exageradas em proteínas e gorduras
• Alcoolismo
• Excessiva exposição ao sol

Nosso organismo tem suas defesas naturais, é verdade, através de “enzimas” que eliminam os radicais livres, ao transformá-los em água e oxigênio inócuo.

Mas quando esses radicais são acumulados, o organismo passa a envelhecer mais rapidamente e a perder eficiência nas suas funções habituais, dificultando ainda mais a eliminação dos radicais livres, o que gera um círculo vicioso de perda de efetividade e envelhecimento.

A exaustão física ou mental, o erro na alimentação, o consumo exagerado de álcool, o tabagismo, uso de medicamentos não apropriados, a exposição a radiações – como os raios ultravioletas, os poluentes ambientais diversos, todos geram o chamado estresse oxidativo, que geram ou mantém o desequilíbrio orgânico, com abundante produção de radicais livres.

Mas existem antioxidantes, que são substâncias que estabilizam os radicais livres, regulando as funções corpóreas.

Eles podem ser do próprio organismo (endógenos) ou vindo de fora dele (exógenos), que são ingeridos ou administrados com esta finalidade.

Entre os exógenos, temos a Vitamina C, que é um potente antioxidante, além de auxiliar na absorção de ferro e é fundamental para a formação do colágeno, presente por todo o corpo, sendo encontrada em muitos vegetais, onde também encontramos os Polifenóis, que são pigmentos encontrados na natureza, pertencendo a esta categoria a quercetina, os flavonóides, as anticianidinas e antocianinas.

A Vitamina E tem, como uma das funções, combater a peroxidação das gorduras, que já citamos anteriormente, além de auxiliar na formação de glóbulos vermelhos e proteger a pele dos raios UV, vindos do sol.

A Vitamina A é proveniente de um grupo de pigmentos de cor vermelha, laranja e amarelo presentes no mundo vegetal e o retinol, que se encontra na carne dos animais herbívoros, ou na gema de ovo. Ela é responsável por várias funções orgânicas, favorecendo, particularmente a nutrição e a resistência da pele e das mucosas, especialmente dos olhos, intestino e pulmões.

O Selênio também é capaz de combater os danos causados pelos radicais livres, protegendo a pele, os olhos e os cabelos, contribuindo para fortalecer o sistema imunológico e reduzir os riscos de câncer do intestino, dos pulmões e da próstata. É encontrado em peixes, frutos do mar, levedo de cerveja, germe de trigo, arroz, cogumelos, nozes e alho.

O Cobre é um mineral que tem várias funções no organismo, contribuindo para transformar os radicais livres em água oxigenada, promovendo sua neutralização, além de auxiliar incorporação do ferro à hemoglobina. É encontrado nas carnes, nozes, cereais e legumes.

O Zinco está presente em músculos e fígado, além de fazer parte integrante dos ossos e dos dentes. Tem diversas funções que fazem ser possível que muitas enzimas nos protejam da ação dos radicais livres.

Coenzima Q10: sintetizada pelo próprio organismo, mas a sua ação se reduz com a idade. Tem ação semelhante à da Vitamina E e, além disso, beneficia o sistema cardiocirculatório. São fontes naturais as carnes, peixes, cereais, soja, nozes.

Todas estas substâncias agem em conjunto, como uma equipe. Podemos obtê-las a partir de alimentos ou a partir de medicamentos, tanto faz, mas nada de exagerar, pois nenhum exagero faz bem para a saúde.

terça-feira, 22 de novembro de 2011

Para crianças, brincar é importante, sim!





Pesquisa realizada no Instituto de Psicologia (IP) da Universidade de São Paulo (USP) comprova o que muitos já sentiam na prática: crianças têm contato com brinquedos e jogos educativos se desenvolvem melhor.

A pesquisa envolveu crianças de duas creches comunitárias de Belo Horizonte, em Minas Gerais, e mostrou que mesmo os bebês podem se beneficiar desses jogos. Quando o bebê aperta, morde, senta, joga, enfim, explora o brinquedo, desencadeia nele o prazer de estar com aquele objeto. Essas novas sensações e experiências são fundamentais para seu desenvolvimento, descreve a pesquisa.

Os brinquedos e jogos educativos não são caros e atendem crianças de várias idades. Os usados pela pesquisa foram: quatro bolas de tamanhos e cores diversos, caixa de encaixe, chocalho, livro de banho [de plástico, para ser usado por bebês durante o banho] e potes de empilhar.

Dá saudade do tempo no qual as crianças brincavam livremente nas ruas, sem preocupações com violências ou outras exposições, como as drogas, que no final também geram violência.

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Homeopatia: um pouco sobre um medicamento homeopático:




Camphora officinalis


MENTE:
- Catalepsia
- Hipotermia
- Medo desacompanhado à noite (Stram).
- Insensibilidade, evanescimento dos sentidos, ou ansiedade, angústia.
- Briguento, combativo, mania de discutir.

GENERALIDADES:
- FRIO, cianótico, hálito frio.
- Está frio como gele mas quer estar descoberto (Carb-v, Sec) - também localmente.
- < Frio, ar frio. - Quadros agudos: COLAPSO repentino, debilidade. - Dores com sensação de frio. - Cólera (Ars). - < Supressões. Erupções suprimidas: colapso. - Descargas retidas, escassas; > liberando descargas.
- Cãibras, convulsões, espasmos tetânicos.
- dor > pensando nela.

NARIZ:
- Afilado.

BOCA:
- Hálito e língua frios.

ESTÔMAGO:
- Vômitos com ansiedade, inquietação.

RETO:
- CÓLERA (K.606).

URINÁRIO:
- Patologia principal:
- Cistite: queimante (como Canth).
- Nefrite, aguda ou crônica.
- Transtornos por desejo sexual suprimido (Con, Puls, Apis).

PELE:
- Dermatite, exantema após exposição à luz solar (Bell, Nat-m).
- Frio como de gelo (Carb-v) (Verat: em áreas).

DD:
- Cantharis,
- Carb-v: sente frio, às vezes aversão a cobertas e quer ser abanado.
- Sec: frio ao toque, internamente quente ao extremo.
- Camphora: frio, alternando com queimação interna e ansiedade.

sábado, 19 de novembro de 2011

Síndrome do X Frágil





É uma condição genética herdada, produzida pela presença de uma alteração molecular, ou mesmo de uma quebra na cadeia do cromossomo X, condição esta associada a problemas de conduta e aprendizagem.

• A doença é muito mais freqüente em meninos que em meninas talvez porque nos homens há apenas 1 cromossomo X , sendo este X defeituoso.

• Já nas mulheres há 2 cromossomos X , portanto o índice de doentes é mais baixo.

Características clínica no menino:

• Região frontal possui alguma protuberância;
• Face alongada;
• Orelhas grande e, freqüentemente, de implantação baixa;
• Projeção da mandíbula para frente;
• Aumento do tamanho dos testículos.

• Retardo no aparecimento da linguagem;
• Severos problemas de atenção;
• Instabilidade de conduta, oscilando de amigável a violento;
• Pode coexistir um quadro de autismo infantil;
• Padrão de personalidade retraída evidenciado logo na infância;
• Pobre contato visual com olhar evasivo;
• Onicofagia (comer unhas desde a infância).

• Hipotonia (flacidez muscular);
• Retardo intelectual;
• Convulsões podem estar presente em até 20% dos casos.

Nas meninas a sintomatologia:

• Freqüentemente encontramos meninas com a síndrome mas clinicamente normais ou “quase” normais, sendo a causa de maior preocupação as dificuldades de aprendizagem.

Critérios Diagnósticos :

• Levantar hipóteses na educação infantil.
• Progressiva ausência de respostas às pessoas.
• Déficit no desenvolvimento da linguagem.
• Alguns sintomas semelhantes ao autismo: respostas bizarras, resistência a mudanças, apego anormal a objetos.
• Alterações na fala.
• A maioria das criança não conseguem elaborar frases curtas antes dos dois anos e meio.
• As alterações na fala inclui a escolalia (repetição de fonemas)
• Fala rápida.
• Ritmo desordenado.
• Voz alta.
• Uso freqüente de frases automática.

Características cognitivas:

• Os graus de deficiências nas crianças são muito variados.
• Os graus mais leves são compatíveis com boa habilidade verbal e apreensão rápida dos estímulos ambientais, conseqüentemente a aprendizagem nesses casos é boa

• Os portadoras da síndrome com retardamento mental se dá predominantemente por estimulação visual e a maioria apresenta dificuldades em resolver problemas (alterações no lobo frontal).

• Quase todos os pacientes apresentam problemas de atenção e hiperatividade .

• Existem também oscilações do humor e agressividade. A agressividade predomina nos jovens.

• Ansiedade e comportamento obsessivo são outros problemas que podem surgir na síndrome.

• Recomenda-se para professores alternativas de métodos diferenciados para prender a atenção e controlar a ansiedade das crianças.

• Existindo um comprometimento de aprendizagem, uma adequação curricular é a nova proposta, para que a criança cresça dentro dos seus limites de aprendizagem.

Sais de Schussler




Matéria Médica Homeopática dos Sais de Schussler:

Nos casos agudos 1 ou 2 comprimidos cada 5 minutos, nos casos crónicos 1 a 2 comprimidos 3 a 6 vezes ao dia. Recomenda-se ingerir os comprimidos dez a trinta minutos antes das refeições ou uma hora depois. Deixam-se dissolver lentamente na boca, sem nenhum líquido adicional, para que a substância activa possa ser assimilada pela mucosa da cavidade bucal e
chegue o mais directamente possível ao sangue, evitando o trânsito pelo tracto gastrointestinal.

Durante o tratamento com agentes bioquímicos recomenda-se evitar a ingestão de estimulantes fortes como nicotina, álcool, alimentos muito condimentados ou picantes, etc. A única excepção deste modo de posologia corresponde a Magnesium phosphoricum que normalmente se dissolve em água morna e toma-se aos golos. Em cólicas fortes, ataques de dor agudos e espasmos dolorosos, pode-se aumentar a dose recomendada. Dissolvem-se 10 comprimidos num copo de água morna (não usar colher metálica) e ingerir esta solução em pequenos goles cada 2 a 5 minutos.

Habitualmente não se recomenda administrar simultaneamente vários agentes bioquímicos. Se for preciso fazer um tratamento com outro agente adicional, recomenda-se fazê-lo em dias alternados. Em determinados casos podem alternar-se dois agentes bioquímicos distintos em intervalos de hora a hora. Raramente é indicado o tratamento simultâneo com mais de dois agentes.


Calcarea fluorica (Calcium fluoratum) D6

Encontra-se no esmalte dos dentes, nos ossos e nas células da epiderme, sobretudo onde exista tecido elástico. O agente descarga o aparelho circulatório e fortalece os pequenos vasos sanguíneos. Além disso, estimula a reabsorção dos endurecimentos vasculares.
Indicações Terapêuticas:
Perda de elasticidade dos vasos sanguíneos (hemorróidas, varizes, arteriosclerose). Doenças ósseas e dentárias (propensão a cáries, etc.), lesões discais, moléstias articulares, raquitismo infantil, endurecimento dos tecidos e glândulas, debilidade postural, envelhecimento prematuro da pele.
Também se discute a conveniência de administrar Calcium fluoratum como agente de apoio em todas as doenças tumorais. Actua lentamente e deve-se tomar durante longos períodos de tempo.


Calcarea phosphorica (Calcium phosphoricum) D6

É o sal mais abundante no organismo humano. É o agente bioquímico responsável pela construção e o fortalecimento de todas as estruturas do organismo; fundamentalmente configura a massa óssea dura, ainda que está presente em todas as células. Calcium phosphoricum actua sobre as membranas celulares limitantes e intervém na síntese proteica.
Indicações Terapêuticas:
Como o Calcium fluoratum, recomenda-se administrar de preferência com o Calcium phosphoricum, está indicado em todas as doenças ósseas e dentárias, fracturas complicadas que demoram a soldar, anemia, processos pulmonares, alterações de tipo nervoso, astenia, transtornos do sono (especialmente em lactentes, durante a infância e em épocas de desenvolvimento e crescimento). Também se administra nos transtornos menstruais, durante a gravidez e na convalescença. Calcium phosphoricum é um agente bioquímico de efeito lento que se recomenda tomar durante longos períodos de tempo. O agente é ideal para pessoas anémicas, pálidas, de aspecto adoentado; os seus sintomas acentuam-se pela noite e podem piorar em condições de repouso.


Calcarea sulphurica (Calcium sulfuricum) D6

Encontra-se no fígado e vesícula biliar. Assim como a Silicea, tem uma grande utilidade em todos os processos purulentos. Aumenta a coagulação sanguínea e estimula o metabolismo.
Indicações Terapêuticas:
Abcessos, furúnculos, antrax, inflamações do tecido conjuntivo, amigdalites purulentas, catarro brônquico purulento, cistite e nefrite, resfriado crónico que afecta os seios nasais com secreções purulentas, sanguinolentas e fétidas; fístulas anais, reumatismo crónico e, finalmente, também em pacientes com insónia, perda de memória e vertigo.

Ferrum phosphoricum D12

A importância do ferro (Ferrum) no organismo é essencial e não há dúvida do papel vital que desempenha no nosso organismo. O ferro não só é um componente imprescindível da hemoglobina como se encontra em todas as células, intervém em múltiplos processos enzimáticos e exerce funções importantes nos mecanismos de defesa frente às infecções. Na infância é necessário para um crescimento normal. Pela mesma razão é imprescindível também durante a menstruação, na gestação e no período de latência. A proporção de ferro no organismo é de 4 a 5 gramas, de que três quartas partes correspondem à hemoglobina.
Indicações Terapêuticas:
É o agente bioquímico para todas as doenças súbitas e para todos os processos inflamatórios e febris em estado inicial. Está indicado em doenças infantis, estados anémicos, dores, feridas, hemorragias, contusões, distorções articulares, sobrecargas físicas, alterações da perfusão sanguínea com sintomas reumatóides, gastrite catarral aguda com dor e vómitos e diarreias estivais acompanhadas de febre.


Kalium muriaticum (Kalium chloratum) D6

O potássio faz parte de todas as células, sobretudo leucócitos e eritrócitos. Como o sódio, possui efeitos fisiológicos específicos sobre a excitabilidade nervosa e muscular. Além disso intervém na síntese proteica e na utilização dos hidratos de carbono (efeito activador do metabolismo). Em conjunto pode-se afirmar que o potássio é um componente imprescindível do organismo. O deficit de potássio causa alterações patológicas em diversos tecidos (músculo cardíaco e músculos esqueléticos, entre outros).
Indicações Terapêuticas:
Kalium chloratum está considerado em bioquímica como o agente principal no tratamento anticatarral de diversos órgãos e mucosas e nos catarros acompanhados de secreções fibrinosas-espesas (segundo estádio de inflamação) que formam uma massa branca, branca fina ou branca viscosa, tanto se se trata de placas brancas finas na pele ou membranas sólidas de cor branca localizadas nas mucosas. Prescreve-se principalmente Kalium chloratum para o tratamento de afecções otorrino-laringológicas (ORL) e oculares caracterizadas por inflamação fibrinosa, também em processos pulmonares e pleurite fibrinosa, bronquite, reumatismo, tendo-vaginite, verrugas, reacções de vacinas, queimaduras, etc.


Kalium phosphoricum D6

É o sal orgânico mais significativo para a célula e é particularmente importante para o soro, os leucócitos, os distintos tecidos do organismo e as células cerebrais, nervosas e musculares. O deficit de potássio produz esgotamento destes órgãos, em ocasiões acompanhado de transtornos psíquicos, ânimo depressivo, ansiedade, abatimento e perda de memória.
Indicações Terapêuticas:
Kalium phosphoricum é o agente funcional bioquímico de mais utilidade no tratamento das doenças agudas e crónicas e estados de esgotamento. Está indicado em estados nervosos, depressões, esgotamento. Melancolia, histeria, insónia de origem nervosa, apatia intelectual, perda da memória, debilidade muscular, lombalgias, alterações cardíacas de tipo nervoso, sensação de ansiedade com palpitações (síndrome do pânico), etc. assim como medida de apoio no tratamento das cardiopatias orgânicas, em hemorragias, paresias, perda de força em processos infecciosos, estados infecciosos e inflamatórios com secreções fétidas (“anti-séptico interno”).


Kalium sulphuricum D6

Encontra-se nas células da epiderme e células epiteliais da pele e mucosas, normalmente junto ao ferro, que o apoia na sua função de transporte de oxigénio na célula e de que se serve para activar o metabolismo celular. Kalium sulphuricum é para o terceiro estádio de inflamatório com secreções viscosas amareladas, já que o Ferrum phosphoricum é para o primeiro estádio de inflamação (inflamação seca sem secreção) e Natrum muriaticum (Kalium chloratum) para o segundo estádio de inflamação (secreções viscosas).
Indicações Terapêuticas:
Em inflamações crónicas de todo o tipo, afecções cutâneas descamativas, catarros de mucosa purulentos crónicos (nariz, ouvidos, faringe, brônquios, conjuntiva, etc.); também em catarros gastrointestinais, hepatite, nefrite, dor articular reumática e, em geral, para a estimulação de todos os processos de eliminação e desintoxicação. O paciente apresenta um estado anímico dominado pela melancolia e pela ansiedade; os sintomas acentuam até ao entardecer e habitações muito tempo fechadas; alivia e melhora em espaços abertos com ar puro e fresco.


Magnesia phosphorica D6

É o analgésico e anti-espasmódico bioquímico por excelência. O magnésio ocupa o segundo lugar em importância depois do potássio entre os sais minerais do organismo humano. Aproximadamente a metade encontra-se no esqueleto, um terço no sistema muscular e o resto reparte-se entre nervos, cérebro, medula espinal, eritrócitos, fígado e glândulas tiróides. O magnésio intervém em múltiplos processos enzimáticos. Possui propriedades anti-trombóticas e anti-alérgicas e influi sobre a excitabilidade neuro-muscular e a função cardíaca (prevenção do enfarto do miocárdio, entre outros). O magnésio diminui o metabolismo basal e reduz os níveis de colesterolemia.
Indicações Terapêuticas:
Quadros espasmódicos de todo o tipo, cólicas e algias, neuralgias em todo o corpo, sensação de opressão na região cardíaca e tendência a enxaqueca. O seu efeito é destacável no tratamento de quadros clínicos do tipo cólica, flatulência, meteorismo, problemas da dentição e tosse convulsa em crianças e diarreias aquosas acompanhadas de dor abdominal.


Natrum muriaticum (Natrum chloratum) D6

Dos sais sódicos do organismo, o Natrum chloratum é o que tem a maior importância biológica. É absolutamente vital (essencial). Enquanto que o potássio está localizado na sua maior parte nas células, aproximadamente a metade do sódio se encontra no líquido extracelular e outro terço nos ossos e tecidos cartilaginosos. No estômago e no rim também existem concentrações intracelulares de sódio relativamente altas.
Indicações Terapêuticas:
Anemia, clorose, anorexia, perda de peso, catarro das mucosas com secreção serosa, catarro gastrointestinal acompanhado de diarreia aquosa, hipoacidez, hipogalactose no puerpério, obstipação por atonia intestinal, hemorróidas, sensação de formigamento e entumescimento das extremidades, erupções cutâneas e exsudativas, dor reumática, cefaleias, enxaquecas, lacrimação, ptialismo, neurastenia, histeria e falta de iniciativa. Piora os sintomas pela manhã, por esforço psíquico e clima húmido-frio. Muita sede, apetência por comidas salgadas; melhora com ar quente e seco ou também com ar puro mais fresco.


Natrum phosphoricum D6

Está muito estendido por todo o organismo: em células nervosas, nos músculos, nos eritrócitos e no tecido conjuntivo. Mantém o ácido úrico em solução para a eliminação através do rim. Natrum phosphoricum é importante para a eliminação dos produtos metabólicos. Também desempenha uma função essencial na troca de ácido carbónico (efeito tampão) e no metabolismo do ácido láctico que o organismo produz a partir do glucógeno com o trabalho muscular.
Indicações Terapêuticas:
Natrum phosphoricum é um agente neutralizador de eficácia provada nas hiperacidoses de todo o tipo. Tem aplicação no tratamento de doenças agudas e crónicas (sobretudo em crianças) por transtornos metabólicos, excesso de ácido clorídrico, pirose, vómitos ácidos, diarreias de fermentação, no reumatismo, ciática e gota. Também está indicado em adenites, inflamações oculares, amigdalites, faringites com eructos azedos, cistites, cálculos renais e biliares e erupções cutâneas com secreções amarelas de consistência cremosa.


Natrum sulfuricum D6

Não se encontra nas células como nos líquidos tecidulares. Tem por missão descongestionar o organismo, eliminar toxinas do metabolismo, desintoxicar o organismo e activar o fluxo biliar.
Indicações Terapêuticas:
Em todas as doenças dos órgãos de excreção (fígado, vesícula biliar, rim, bexiga); também em erupções cutâneas, feridas antigas, úlceras esxudativas das pernas, edemas, infecções gripais e moléstias reumáticas. Natrum sulphuricum está indicado em pacientes com sensação permanente de frio que não aquecem mesmo tapados. São irritáveis, indiferentes e depressivos. Os sintomas, que em muitos casos apresentam-se periodicamente, são mais acentuados pela manhã, em dias húmidos e em ambientes húmidos (em casa). As secreções são aquosas e de cor verde-amarela.


Silicea D12

É imprescindível ao organismo (essencial) como componente do tecido conjuntivo. Silicea é importante para a constituição da pele e mucosas e para o crescimento de unhas, cabelo e ossos. Aumenta a capacidade de resistência e a resistência mecânica dos tecidos (“cosmético bioquímico”). Os pulmões, os gânglios linfáticos e as glândulas supra-renais contêm quantidades importantes de Silicea. O silício, como componente principal da Silicea, é depois do oxigénio o segundo elemento mais frequente na superfície terrestre. Silicea está relacionado de forma especial com o metabolismo do cálcio. O ácido silícico intervém junto a outras substâncias na assimilação do cálcio contido nos alimentos. Activa a formação do colagéno e estimula a actividade dos fagócitos (“células devoradoras”), tão importantes para a defesa do organismo frente às
infecções.
Indicações Terapêuticas:
Silicea, juntamente com Calcium sulphuricum, o meio principal contra as inflamações agudas e crónicas supurativas de todo o tipo. Também está indicada nos casos de paredes vasculares distendidas (varizes, hemorróidas, etc), doenças das unhas e cabelo, adenite e endurecimentos ganglionares, processos de cicatrização, fístulas ósseas, cáries, raquitismo, treçolhos e suores nocturnos. Activa a reabsorção de hematomas e derrames e reduz níveis sanguíneos de ácido úrico (ver também Natrum phosphoricum).

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

Enxaqueca: ai, caramba! Incomoda muito!





A enxaqueca é uma condição clínica em que a pessoa sente graus diversos de dores na cabeça. Certas dores na região do pescoço também podem ser chamadas de enxaqueca.
As crises têm uma freqüência variável, de uma única na vida até crises diárias. Cada uma delas pode durar de 3 horas a 3 dias.

Em cada crise, a dor pode ter intensidades diferentes, indo desde uma dor muito forte que impede as atividades cotidianas até outra menos intensa e que pode conviver com as atividades normais.
Nem toda dor de cabeça é enxaqueca. Algumas cefaléias (dores de cabeça) são primárias (como a enxaqueca, a cefaléia do tipo tensional, a cefaléia em salvas), outras são secundárias (dores de cabeça devido a infecções, traumas, tumores cerebrais, aneurismas, alterações metabólicas e hormonais).

Cada uma delas tem características próprias. Nas cefaléias primárias, há uma quase inevitável recorrência da dor; nas secundárias, o surgimento e o curso delas dependem do que sejam as enfermidades de base.

As enxaquecas são desencadeadas pela pressão exercida sobre o tecido nervoso cerebral pela dilatação de vasos sanguíneos.

As causas da enxaqueca são multifatoriais e, no fundo, ainda mal estabelecidas. Os fatores implicados como mecanismos causadores da enxaqueca são de natureza genética, ambientais, dietéticos, hormonais e irregularidades do sono. Assim, deve-se evitar o estresse, a poluição, os barulhos muito altos, as mudanças climáticas bruscas, os odores fortes, alimentos como glutamato monossódico, aji-no-moto, salsichas, salames, aspartame, cafeína e vinho tinto.

Elas podem ser agravadas pela ovulação, pela menstruação ou pelo uso de pílulas anticoncepcionais. Freqüentemente as cefaléias são hereditárias e são mais comuns nas mulheres que nos homens.

Embora a enxaqueca tenha uma maneira própria de se manifestar em cada pessoa, ela geralmente é caracterizada por uma dor de natureza pulsátil que acomete um dos lados da cabeça (a palavra “enxaqueca” vem do árabe e significa “meia cabeça”). Podem ocorrer também náuseas, vômitos e sensibilidade à luz e ao som.

Em alguns casos pode haver uma "aura", isto é, uma espécie de aviso, constituída por distúrbios visuais (flashes de luz, pontos escuros na visão ou linhas em ziguezague).

As crises de enxaqueca têm uma duração variável, média, dizem estudos que entre 3 e 72 horas.

Algumas pessoas que sofrem de enxaqueca podem ter um "outro tipo de aviso" prévio das crises com até 24 horas, constituído por alguns dos seguintes sintomas: irritabilidade, ansiedade, euforia ou depressão, sonolência ou insônia, embotamento mental, diminuição da concentração e distúrbios gastrointestinais.

O tratamento envolve, por um lado, medicamentos específicos. Além disto, existem outros medicamentos, usados para tratar outras doenças que também ajudam aliviar ou prevenir a enxaqueca.

Os remédios específicos podem ser agrupados em duas categorias: medicações para o alívio da dor que já começou e medicações preventivas da dor.

Em geral, o tratamento da enxaqueca já estabelecida é feito com drogas vasoconstritoras, mas estas medicações podem causar reações adversas sobre o sistema circulatório e por isso é desaconselhada para pessoas que sofram de problemas cardíacos.

Além das medicações, algumas medidas comportamentais podem ter influência favorável sobre as crises. Cada pessoa deve observar com cuidado que atividades ou alimentos desencadeiam suas dores e procurar evitá-las. A prática de atividades físicas moderadas e regulares pode ser um mecanismo de regulação da dor.

Não podemos esquecer a maravilhosa ação da acupuntura para pacientes portadores deste distúrbio.

Tratamos de pacientes com enxaquecas há cerca de trinta anos e ajudamos a controlar todos os casos, particularmente quando o paciente tem disciplina na freqüência às seções de tratamento, que podem ser semanais, quinzenais, vintenais ou mensais, dependendo de cada caso.

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Lentes de contato





Assim como os óculos, as lentes de contato são lentes que visam corrigir problemas de refração ocular. Enquanto os óculos, em geral, são lentes de vidro presas por uma armação suportada pelo nariz e pelas orelhas, as lentes de contato são próteses feitas de materiais mais leves e virtualmente invisíveis, aplicadas diretamente sobre a córnea.

Elas podem ser preferidas aos óculos por sua função corretiva, cosmética, corretivo-cosmética ou terapêutica. As pessoas podem preferir lentes de contato aos óculos por diversas razões:

Umas se adaptam melhor a elas que aos óculos.

Outras consideram que sua aparência fica mais atraente.

Para a prática de certas modalidades esportivas elas se adaptam melhor que os óculos.

Algumas condições oftalmológicas são melhor corrigidas pelo uso de lentes de contato que de óculos.

As lentes de contato fornecem uma visão mais próxima à visão natural do que os óculos. O inconveniente delas pode ser alguma dificuldade para colocá-las e retirá-las. No entanto, depois que as pessoas se acostumam isso se torna muito simples.

Há diversos tipos de lentes de contato: rígidas (gás-permeáveis ou não) ou gelatinosas; esféricas ou asféricas; de uso diário, estendido ou contínuo; corretivas, cosmética, corretivo-cosméticas ou terapêuticas, etc.

O ideal é que você defina junto com o seu oftalmologista qual o tipo que melhor se adapta ao seu caso.

Antes de tocar nas lentes de contato (LC), recomenda-se lavar as mãos com sabonete neutro para remover dos dedos restos de nicotina, perfume, oleosidade ou corpos estranhos, que podem danificá-las.

Devem ser evitados sabonetes com creme antisséptico, desodorante químico ou fragrância pesada porque pequenas porções dessas substâncias podem ser transferidas para os olhos. Recomenda-se ainda secar as mãos em toalhas que não soltem fiapo e manter as unhas3 sempre aparadas e limpas. É preciso também não se esquecer de remover as LC antes de utilizar cremes de limpeza para a higiene das bordas palpebrais e cílios.

Iniciar o manuseio sempre pela mesma LC, direita ou esquerda, para evitar a inversão. Para a limpeza pode-se utilizar soluções limpadoras surfactantes, limpadores enzimáticos ou soluções multiuso.

Em geral as lentes de contato, assim como os óculos, são usadas para corrigir problemas de refração dos olhos (miopia, hipermetropia, astigmatismo e presbiopia). Em algumas ocasiões elas são usadas para encobrir alterações da córnea e podem ser usadas apenas por razões estéticas, modificando a cor dos olhos.

A opção entre usar óculos ou lentes de contato pertence ao usuário, mas o oftalmologista deve sempre ser ouvido porque há condições em que um ou outro é mais bem indicado ou contraindicado. Além disso, ele definirá o grau (que em geral não é o mesmo dos óculos) e a curvatura das lentes, bem como as características do material a ser utilizado.

Nem todas as pessoas podem, a qualquer momento, usar lentes de contato. Elas não devem ser utilizadas em casos de alergia8 ocular, olhos excessivamente secos, infecções oculares crônicas ou alguma outra doença da córnea.

As lentes de contato são bastante seguras e se usadas corretamente não causam danos. No entanto, como elas são um elemento estranho aderido aos olhos podem causar reações importantes. As mais temidas são as infecções.

Outras complicações que podem decorrer de um mau uso das lentes de contato em geral incidem sobre a córnea: edema, úlcera, neovascularização e deformidades. Outra complicação frequente do uso de lentes de contato é a conjuntivite. Pode ainda acontecer que as lentes se desloquem involuntariamente sendo, no entanto, geralmente fácil retirá-las manualmente. Se isso não acontecer, consulte um oftalmologista.

Quais cuidados devem ser observados por quem usa lentes de contato?

As lentes de contato podem ser usadas em qualquer idade, desde um recém-nascido operado de uma catarata congênita até uma pessoa muito idosa.

Se o usuário optar por conservar as lentes de contato durante a natação, deve usar óculos protetores para diminuir o risco de infecções bacterianas, porque os ambientes aquáticos geralmente são contaminados. Além disso, no caso de piscinas, o cloro colocado na água pode alterar a cor de algumas lentes de contato e pequenos detritos que podem aderir a elas podem provocar irritação.

As lentes de contato devem ser limpas diariamente, podendo-se usar para esse fim vários tipos de produtos existentes no mercado. Consulte seu oftalmologista a respeito.

Algumas lentes de contato podem ser mantidas durante o sono; outras não. Consulte seu oftalmologista a respeito.

As lentes de contato devem ser colocadas ANTES da aplicação da maquiagem e retiradas ANTES da remoção dela.

Não aplique delineador de pálpebras em locais que possam atingir as lentes de contato.

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Menos de meio litro de água ao dia pode aumentar a glicemia em diabéticos.





Pessoas que bebem menos de 500 ml de água por dia podem ser mais propensas a desenvolver níveis glicêmicos mais altos, de acordo com estudo publicado pelo periódico Diabetes Care.

O estudo demonstra uma correlação entre a ingestão de água e os níveis de glicose no sangue, mas não prova a relação de causa e efeito entre eles.

Suspeita-se de que o hormônio vasopressina possa estar envolvido.

Pesquisadores franceses descobriram que pessoas que tomam menos de 500 ml de água ao dia podem ter seus níveis glicêmicos aumentados. Estes achados foram publicados pelo periódico Diabetes Care.

A ingestão de água altera os níveis de vasopressina, um hormônio antidiurético, no sangue.

Pesquisadores franceses realizaram um estudo com 3.615 homens e mulheres de meia idade, com glicemia de jejum basal normal. O estudo teve nove anos de seguimento.

Durante o acompanhamento, houve 565 novos casos de hiperglicemia e 202 casos novos de diabetes mellitus. A ingestão de água foi inversamente e independentemente associada ao risco de desenvolver hiperglicemia.

Fonte: Diabetes1 Care

terça-feira, 15 de novembro de 2011

O Cérebro




O cérebro humano é um dos organismos mais complexos do universo e apesar dos esforços dos cientistas, a massa cinzenta que habita nossas cabeças ainda guarda muitos mistérios.

Usamos apenas 10% de nosso cérebro?

Foi na década de 1970, quando estava na escola, que ouvi dizer, pela primeira vez, que nós usamos apenas 10% dos nossos cérebros."Que incrível", pensei. "Talvez haja uma maneira de conseguir acessar aqueles 90% de capacidade cerebral não utilizada. E o que não poderia ser feito com toda a minha massa cinzenta em ação?" A ideia é absurda. Hoje, avanços em técnicas de mapeamento da atividade cerebral podem provar isso.

Exames funcionais de imagem demonstraram que há poucas partes do cérebro que não podem ser ativadas por algo.

Mesmo fazendo algo simples, como fechando nossas mãos, usamos muito mais do que 10% do cérebro. Um exame funcional revela que vastas quantidades de células do cérebro entram em ação enquanto planejam e iniciam a contração dos músculos nos dedos e na palma.

O cérebro tem um lado 'lógico' e um lado 'criativo'?

Anatomicamente, o cérebro está dividido em duas metades - o hemisfério esquerdo e o direito. Existe uma certa divisão de trabalho entre elas.

Mas não é o que as pessoas querem dizer quando usam esses termos no discurso comum.

Lendo livros de auto-ajuda e cursos de administração de empresas, você fica com uma noção de que os dois hemisférios são entidades separadas.

O esquerdo tende a ser mostrado como a morada da lógica e da racionalidade. O direito tende a ser descrito como a fonte da intuição e da criatividade. Portanto, se você é uma pessoa lógica, usa mais o lado esquerdo. Se você é do tipo sensível e artístico, usa mais o lado direito.

De acordo com o mito, todos nós seríamos mais bem sucedidos e realizados se aprendêssemos a explorar o potencial total de ambos os hemisférios.

Há diferenças na forma como indivíduos lidam com problemas e refletem sobre o mundo, mas isso não tem nada a ver com as diferentes relações de poder entre os dois hemisférios de seu cérebro.

Algumas pessoas têm ótima capacidade de imaginação visual. Algumas têm boa imaginação auditiva. Existem muitas variações na forma como recebemos informações e as processamos.

Mas reduzir isso a cérebro esquerdo 'lógico' e cérebro direito 'criativo' não reflete o que vemos no funcionamento do cérebro. Além disso, isso sugere que você poderia estar usando um hemisfério mais do que o outro e não é assim que funciona.

Os dois hemisférios se comunicam e trabalham juntos por meio de uma rede complexa de cabos fibrosos conhecida como o corpo caloso, ela explica. Eles são complementares e trabalham juntos.

Lua cheia influi comportamento?

Segundo a crença popular, a lua cheia está associada à insanidade - daí viria a palavra lunático.Entretanto, quando psicólogos e estatísticos estudaram o assunto, não conseguiram a influência da Lua sobre o cérebro humano e o comportamento.

Ou seja, não existe evidência de que haja uma relação entre a ocorrência da lua cheia e acontecimentos como assaltos, prisões, suicídios, chamadas para números de emergência, internações psiquiátricas, envenenamentos e acidentes de automóvel.

A maioria das informações - e houve muitos estudos - indica que não existe uma associação entre a fase da Lua e quaisquer desses comportamentos anormais.

Muitos dos que acreditam no mito da lua cheia são policiais ou profissionais de saúde, profissionais que frequentemente presenciam acontecimentos perturbadores.

Quando esses eventos traumáticos ocorrem, pessoas nessas profissões estão mais inclinadas a notar lua cheia brilhando no céu do que as mais modestas luas crescentes ou meias luas.

Como resultado, eles apenas fazem associações entre fase da Lua e incidentes anômalos quando a Lua está em sua fase mais óbvia e simbolicamente significativa.

Ouvir Mozart torna você mais inteligente?

O compositor austríaco Wolfgang Amadeus Mozart é central a uma teoria que floresceu na década de 1990 e que levou muitos a acreditar que tocar peças do músico para crianças melhoraria o desenvolvimento de seus cérebros, tornando-as mais inteligentes.

Muitas vezes, mitos são criados com base em fatos reais. Este em particular teve origem em um estudo publicado pela revista científica Nature em 1993.A pesquisa descreveu um experimento no qual estudantes de uma universidade na Califórnia realizaram uma série de tarefas.

Os voluntários que ouviram uma peça de Mozart antes de fazer os testes se saíram um pouco melhor do que os que ouviram músicas para relaxamento ou não ouviram nada.

O efeito positivo da sonata de Mozart sobre o desempenho dos estudantes desapareceu após cerca de 15 minutos.

Dois anos mais tarde, a mídia havia transformado as observações do estudo em uma teoria segundo a qual tocar Mozart para crianças jovens melhorava sua inteligência.

Empresas começaram a vender CDs do gênio austríaco a famílias com crianças. Em 1998, nos Estados Unidos, o Estado da Geórgia distribuiu CDs de Mozart para mães com bebês recém-nascidos.

Alguns criaram teorias de que as estruturas musicais das composições de Mozart exerciam uma influência biológica sobre as conexões nervosas do cérebro.

Em estudos posteriores, a verdade acabou se mostrando bem mais prosaica: Especialistas concluíram que qualquer música estimulante tocada antes de uma série de exercícios mentais torna você mais alerta e entusiasmado, então seu desempenho melhora.

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

Trombose Venosa Profunda




Trombose é a formação ou desenvolvimento de um trombo.

Trombo significa coágulo sangüíneo.

A trombose pode ocorrer em uma veia situada na superfície corporal, logo abaixo da pele. Nessa localização é chamada de tromboflebite superficial ou simplesmente tromboflebite ou flebite.

Quando o trombo se forma em veias profundas, no interior dos músculos, caracteriza a trombose venosa profunda ou TVP.

Em qualquer localização, o trombo irá provocar uma inflamação na veia, podendo permanecer restrito ao local inicial de formação ou se estender ao longo da mesma, provocando sua obstrução parcial ou total.

Nas veias superficiais, ocorre aumento de temperatura e dor na área afetada, além de vermelhidão e edema (inchaço).

Pode-se palpar um endurecimento no trajeto da veia sob a pele.

Nas veias profundas, o que mais chama a atenção é o edema e a dor, normalmente restritos a uma só perna.

O edema pode se localizar apenas na panturrilha e pé ou estar mais exuberante na coxa, indicando que o trombo se localiza nas veias profundas dessa região ou mais acima da virilha.

O médico pode diagnosticar uma tromboflebite superficial apenas baseado nos seus sintomas e examinando a veia afetada (sob a pele). No entanto, a TVP pode se apresentar com sintomas não tão exuberantes, dificultando seu diagnóstico. Para ter segurança, o médico pode solicitar exames especiais como o Eco Color Dopper ou a flebografia.

Há quem solicite um exame de sangue para dosagem de uma substância, chamada Dímero D, que se apresenta em níveis elevados quando ocorre uma trombose aguda. Embora o teste do Dímero D seja muito sensível, não é muito conclusivo, visto que ele pode estar elevado em outras situações.

A tromboflebite superficial raramente provoca sérias complicações; as veias atingidas podem, na maioria das vezes, ser retiradas com procedimento cirúrgico, eliminando as chances de complicar. No entanto, se a trombose é numa veia profunda, o risco de complicações é grande.

Complicações imediatas ou agudas – a mais temida é a embolia pulmonar. O coágulo da veia profunda se desloca, podendo migrar e ir até o pulmão, onde pode ocluir uma artéria e colocá-lo em risco de vida.

Complicações tardias – tudo se resume numa síndrome chamada Insuficiência Venosa Crônica (IVC), que se inicia com a destruição das válvulas existentes nas veias e que seriam responsáveis por direcionar o sangue para o coração. O sinal mais precoce da IVC é o edema, seguido do aumento de veias varicosas e alterações da cor da pele.

Se o paciente não é submetido a um tratamento adequado, segue-se o endurecimento do tecido subcutâneo, presença de eczema e, por fim, a tão temida úlcera de estase ou úlcera varicosa.

O tratamento só deve ser instituído por um especialista. As informações aqui expostas têm como objetivo único lhe orientar para que procure um médico logo que notar qualquer dos sintomas acima relatados. Nunca se automedique.

Se a trombose é superficial, recomenda-se cuidados especiais, tais como aplicação de calor na área afetada, elevação das pernas e uso de antiinflamatórios não esteróides por um período de uma a duas semanas. Deve-se retornar ao especialista, a fim de avaliar a necessidade de tratamento cirúrgico.

Na TVP pode ser necessário manter-se internado durante os primeiros dias, a fim de fazer uso de anticoagulantes injetáveis (Heparinas). Estes previnem o crescimento do trombo e diminuem o risco de embolia pulmonar.

Atualmente, pode-se evitar a hospitalização com o uso de heparinas de baixo peso molecular, injetados pelo próprio paciente no espaço subcutâneo da barriga. Depois do tratamento com Heparina, deve-se continuar com o uso de anticoagulantes orais (Warfarin) por um período de três a seis meses. Concomitante com esta medicação, o paciente deve fazer repouso com as pernas elevadas e fazer uso de meia elástica adequada à sua perna.

Alguns medicamentos que interferem na ação dos anticoagulantes são proibidos neste período. O médico deve ser consultado sempre que julgar necessário fazer uso de outro tipo de medicação.

Existe procedimentos de exceção para coibir complicações, tais como: colocação de filtro de veia cava, remoção do coágulo (trombectomia) e angioplastia com stent (dispositivo aramado e recoberto com um tecido, o qual evita que a veia se feche novamente).

A principal providência é combater a estase venosa, isto é, fazer o sangue venoso circular, facilitando seu retorno ao coração.

Dentro do possível, atente para estas recomendações:

• Faça caminhadas regularmente.
• Nas situações em que necessite permanecer sentado por muito tempo, procure movimentar os pés como se estivesse pedalando uma máquina de costura.
• Quando estiver em pé parado, mova-se discretamente como se estivesse andando sem sair do lugar.
• Antes das viagens de longa distância, fale com seu médico sobre a possibilidade de usar alguma medicação preventiva.
• Quando permanecer acamado, faça movimentos com os pés e as pernas. Se necessário, solicite ajuda de alguém.
• Evite qualquer uma daquelas condições que favorecem a formação do coágulo dentro da veia, descritas anteriormente.
• Evite fumar e o sedentarismo.
• Controle seu peso.
• Se você necessita fazer uso de hormônios ou já foi acometido de trombose ou tem história familiar de tendência à trombose (trombofilia), consulte regularmente seu médico.
• Use meia elástica se seu tornozelo incha com freqüência.
• Nunca se automedique!

sábado, 12 de novembro de 2011

Comportamento Violento




Segundo o italiano Lombroso, algumas pessoas SÃO normais e outras NASCEM predestinadas a serem criminosas ou "loucas". Na época, esse rígido Determinismo Biológico tentava oferecer ao mundo uma resposta sobre o problema das diferenças pessoais.

Não raramente, a sociedade humana tem grande dificuldade em admitir que essas pessoas pertençam ao mesmo grupo humano ordinário, preferindo-se acreditar que os loucos, tanto quanto os criminosos, são pessoas estranhas e biologicamente diferentes dos homens de bem, de nós mesmos e de nossas famílias.

Depois de muita polêmica, de muita execração do "politicamente incorreto", da repulsa ao determinismo biológico, modernamente ressurge a idéia da influência e importância do fenômeno neuroquímico no mundo psíquico. Assim sendo, tanto a loucura quanto crime, sua conseqüência literária e romântica, passam a representar uma interessante categoria de pessoas cuja conduta diferente e indisciplinada pode ser objeto de argüição eminentemente médica.

Falamos propositadamente de forma quase indissolúvel do binômio loucura-crime, procurando lembrar uma parte triste da história humana, onde os insanos e os criminosos eram reclusos juntos nas masmorras. Tanto um quanto outro, eram pessoas que representavam, exatamente, o comportamento desviante, diferente e indisciplinado. Não havia, então, uma maior preocupação científica, social ou simplesmente humana, de examinar a situação pessoal de cada um.

A psicopatologia, nesses últimos 20 anos, adquiriu conhecimentos que correspondem a 90% do que havia sido conhecido em toda história da humanidade em termos de neurofisiologia. Isso, evidentemente, repercute num substancial incremento sobre o entendimento acerca da pessoa humana e de seu comportamento.

A despeito desse conhecimento que explodiu na última década, a maioria das pesquisas ou não encontrou uma associação entre doença mental e o risco de cometer crimes de violência, ou encontrou apenas uma discreta associação, estatisticamente não significativa.

Por outro lado, os efeitos de álcool e drogas sim estariam associados à violência. Também pessoas portadoras de Transtorno de Personalidade Anti-Social estariam mais propensas ao crime (nem sempre violento e agressivo). Portanto, boa parte das pesquisas não encontrou diferença na prevalência da violência em doentes mentais sem abuso de substâncias, quando comparados com a população geral, sendo que o risco de violência em indivíduos da população geral com abuso de álcool ou drogas foi duas vezes maior do que em pacientes esquizofrênicos sem esse abuso. Finalmente, o maior risco de violência ocorre na combinação de abuso de álcool e/ou drogas com transtorno de personalidade anti-social.

O termo "agressão" possui tantas conotações que, na realidade, perdeu-se e diluiu-se seu significado. Embora seja conveniente conceber a violência e a agressão como processos comportamentais, por não se tratarem de conceitos simples e unitários não poderão ser definidos como tal, permanecendo difíceis de serem analisados isoladamente de outras formas do comportamento motivado.

Guardando inúmeras exceções, a tendência a agressão e a violência poderão ser concebidas como traços de personalidade, como respostas aprendidas no ambiente, como reflexos estereotipados de determinados tipos de pessoas ou até como manifestações psicopatológicas. Em nosso caso particular, interessa tratar a violência e a agressão como eventuais conseqüências de processos biopsicológicos subjacentes.

É impossível considerar a agressão no ser humano como um evento em si, emancipada das circunstâncias e contingências. Primeiramente, devemos considerar a agressão a partir do agente agressor, depois, a partir do agente agredido e, finalmente, a partir de um observador ou terceiro. Não surpreenderá encontrarmos três representações diferentes de um mesmo evento.

Do ponto de vista do agressor, deve-se considerar a intencionalidade dolosa do ato, ou seja, a tentativa intencional de um indivíduo em transmitir estímulos nocivos à outro. Para o agredido, deve-se considerar o sentimento de estar sendo agredido ou prejudicado e, quanto ao observador, deve-se considerar seus sentimentos críticos acerca da possibilidade de ter havido nocividade no ato em apreço, bem como sua intencionalidade (subjetiva) em promover a agressão.

Outro elemento a ser considerado é, inexoravelmente, se a violência está atrelada à agressão. Desta forma, podemos ter agressão com ou sem violência e, igualmente, violência com ou sem agressão. Uma mulher, por exemplo, pode sentir-se agredida pelo silêncio do marido, caso estivesse ansiosamente esperando por algum comentário ou diálogo, mesmo em se tratando de um comentário hostil.

O marido, por sua vez, deve ser consultado sobre suas intenções lesivas ao optar por uma postura silenciosa. Ele tanto poderia estar silencioso por desinteresse, por ser calmo e amistoso, quanto por ter planejado ferir a mulher através do silêncio. Neste último caso, estaríamos diante de um ato de agressão sem violência. A mesma cena poderia não ter um resultado agressivo, caso a mulher não se sinta agredida apesar da eventual intencionalidade agressiva do marido.

A violência, por sua vez, sugere a idéia de ação, de atitude dirigida especificamente para fins avassaladores. Os esportes, por exemplo, podem convocar a violência sem agressão ou a agressão sem violência. Convencionalmente, espera-se de um lutador de boxe uma boa dose de violência, mas que não demonstre intenção de agredir o adversário. Ele deve vencer seu adversário, não agredi-lo.

No mau futebol, por exemplo, podemos ter agressão dissimulada em jogadas habilidosas sem uma violência expressa. Um jogador ao bater uma falta, pode, propositadamente, acertar o rosto de um adversário na barreira e, já que isso é considerado parte das regras do jogo, não caracteriza um ato violento, embora seja intencionalmente agressivo.

A violência apresenta uma escalada muito superior ao aumento populacional e aos avanços, digamos, cívicos da sociedade. Mas, a criminalidade, propriamente dita, parece ter muito pouco a ver com a psiquiatria. Há, de fato, algumas poucas situações psiquiátricas acompanhadas de violência, notadamente aquelas conseqüentes a alterações cerebrais ou orgânicas. Por isso, tem sido um grande erro, por sinal um erro até agressivo, aceitar que a agressão e a violência sejam acompanhantes habituais da loucura.

Não precisa ser muito íntimo da psiquiatria institucional para saber que a expressiva maioria de episódios agressivos e violentos, acontecidos na lide com o paciente psiquiátrico, resulta da intenção agressiva da sociedade para com o louco e não o inverso. É a sociedade que o prende e tranca no hospício, é o pessoal da instituição que o amarra, seda-o excessivamente (às vezes), deixa-o despido, fere sua dignidade e assim por diante.

Márcio Amaral confirma em pesquisas que o crime e a patologia mental decididamente não andam juntos, conforme sugere o estereótipo cultural criado para a loucura. De um modo geral tem sido muito maior a agressão e a violência que a sociedade dispensa para com os doentes mentais do que destes para com aquela.

Hafner e Bocker realizaram na década de 80 um estudo epidemiológico acerca dos crimes de violência e distúrbios mentais. Levantaram os prontuários policiais e médicos de 10 anos na Alemanha, onde os índices de solução para crimes ultrapassa 95%, e concluíram dados muito interessantes. Um primeiro resultado curioso foi a proporção de criminosos com distúrbio mentais entre a população estudada: dos criminosos, apenas 2,97% tinha problemas mentais.

De posse dos dados, a dupla de pesquisadores calculou a probabilidade de um doente mental se tornar um criminoso violento. Para a esquizofrenia a probabilidade é de 0,05%, ou seja, 5 agressores violentos entre 10.000 esquizofrênicos. Para a psicose afetiva a probabilidade é de 0,006%, ou de 6 violentos em 100.000 doentes com esta patologia. Os autores terminam o trabalho concluindo que os crimes violentos cometidos por doentes mentais são quantitativamente proporcionais ao número de crimes de violência cometido pela população geral.

A incidência de crimes de violência entre os doentes mentais incluiu o suicídio, o que, de certa forma, reduz ainda mais a possibilidade de agressão à terceiros. Portanto, o senso comum que entende o doente mental como uma pessoa perigosa, só pode ser fruto de uma idéia preconceituosa e não científica.

Pensando na Morte





Pessoas que insistem em dizer que não pensam na morte, em geral têm uma relação sofrível com esse assunto, tão sofrível que nem se permitem pensar a respeito.

A missão tradicional do médico é aliviar o sofrimento humano; se puder curar, cura; se não puder curar, alivia; se não puder aliviar, consola. Ao pensar na morte, seja a simples idéia da própria morte ou a expectativa mais do que certa de morrer um dia, seja a idéia estimulada pela morte de um ente querido ou mesmo de alguém desconhecido, o ser humano maduro normalmente é tomado por sentimentos e reflexões.

As pessoas que se regozijam em dizer que não pensam na morte, normalmente têm uma relação mais sofrível ainda com esse assunto, tão sofrível que nem se permitem pensar a respeito. Esses pensamentos, ou melhor, os sentimentos determinados por esses pensamentos variam muito entre as diferentes pessoas, também variam muito entre diferentes momentos de uma mesma pessoa. Podem ser sentimentos confusos e dolorosos, serenos e plácidos, raivosos e rancorosos, racionais e lógicos, e assim por diante. Enfim, são sentimentos das mais variadas tonalidades.

Isso tudo pode significar que a morte, em si, pode representar algo totalmente diferente entre as diferentes pessoas, e totalmente diferente em diferentes épocas da vida de uma mesma pessoa.

De um modo geral, descontando as defesas das reflexões zen, das meditações transcendentais e de toda sorte de subterfúgios do medo e do temor do nada, a idéia da morte nos remete aos sentimentos de perda, portanto, em tese, nos desperta sentimentos dolorosos. Trata-se de uma espécie de dor psíquica, a qual muitas vezes acaba também gerando dores físicas, ou criando uma dinâmica incompreensível para quem a vida continua sorrindo.

Poderíamos dizer que na Depressão, o tema morte está mais presente, seja o medo dela, seja a vontade de que ela aconteça casualmente ou, mais grave, sob a forma de ideação suicida. De qualquer forma, pensa-se na morte e, como não poderia deixar de ser, acompanha sentimentos dolorosos. Essa é uma dor psíquica, naturalmente movida por sentimentos de tristeza, de finitude, de medo, de abandono, de fragilidade e insegurança.

Na espécie humana a dor psíquica diante da morte pode ser considerada fisiológica, mas sua duração, intensidade e resolução vão depender, muito provavelmente, de como a pessoa experimentou a vida. Diz um ditado: “teme mais a morte quem mais temeu a vida”.

Durante a fase de enfrentamento da morte, o paciente é estimulado a profundas reflexões sobre a própria vida; se lhe foi satisfatória sua trajetória de vida, se houve algum desenvolvimento emocional, se pode criar vínculos afetivos fortes e permanentes, se ele pode auxiliar a outros seres humanos. Orientado psicologicamente (cognitivamente) poderá ser possível que, apesar de doloroso, esse momento possa ter um importante e saudável balanço emocional.

Os 5 Estágios da Perspectiva de Morte

A reação psíquica determinada pela experiência com a morte, ou mesmo diante de um diagnóstico médico associado com a perspectiva de vir a morres foi descrita por Elisabeth Klübler-Ross como tendo cinco estágios:

Primeiro Estágio: negação e isolamento

A Negação e o Isolamento são mecanismos de defesas temporários do Ego contra a dor psíquica diante da morte. A intensidade e duração desses mecanismos de defesa dependem de como a própria pessoa que sofre e as outras pessoas ao seu redor são capazes de lidar com essa dor. Em geral, a Negação e o Isolamento não persistem por muito tempo.

Segundo Estágio: raiva

Por causa da raiva, que surge devido à impossibilidade do Ego manter a Negação e o Isolamento, os relacionamentos se tornam problemáticos e todo o ambiente é hostilizado pela revolta de quem sabe que vai morrer. Junto com a raiva, também surgem sentimentos de revolta, inveja e ressentimento.

Nessa fase, a dor psíquica do enfrentamento da morte se manifesta por atitudes agressivas e de revolta; - porque comigo? A revolta pode assumir proporções quase paranóides; “com tanta gente ruim pra morrer porque eu, eu que sempre fiz o bem, sempre trabalhei e fui honesto”...

Transformar a dor psíquica em agressão é, mais ou menos, o que acontece em crianças com depressão. É importante, nesse estágio, haver compreensão dos demais sobre a angústia transformada em raiva na pessoa que sente interrompidas suas atividades de vida pela doença ou pela morte.

Terceiro Estágio: barganha

Havendo deixado de lado a Negação e o Isolamento, “percebendo” que a raiva também não resolveu, a pessoa entra no terceiro estágio; a barganha. A maioria dessas barganhas é feita com Deus e, normalmente, mantidas em segredo.

Como dificilmente a pessoa tem alguma coisa a oferecer a Deus, além de sua vida, e como Este parece estar tomando-a, quer a pessoa queira ou não, as barganhas assumem mais as características de súplicas.

A pessoa implora que Deus aceite sua “oferta” em troca da vida, como por exemplo, sua promessa de uma vida dedicada à igreja, aos pobres, à caridade ... Na realidade, a barganha é uma tentativa de adiamento. Nessa fase o paciente se mantém sereno, reflexivo e dócil (não se pode barganhar com Deus, ao mesmo tempo em que se hostiliza pessoas).

Quarto Estágio: depressão

A Depressão aparece quando o paciente toma consciência de sua debilidade física, quando já não consegue negar suas condições de doente, quando as perspectivas da morte são claramente sentidas. Evidentemente, trata-se de uma atitude evolutiva; negar não adiantou, agredir e se revoltar também não, fazer barganhas não resolveu. Surge então um sentimento de grande perda. É o sofrimento e a dor psíquica de quem percebe a realidade nua e crua, como ela é realmente, é a consciência plena de que nascemos e morremos sozinhos. Aqui a depressão assume um quadro clínico mais típico e característico; desânimo, desinteresse, apatia, tristeza, choro, etc.

Quinto Estágio: aceitação

Nesse estágio o paciente já não experimenta o desespero e nem nega sua realidade. Esse é um momento de repouso e serenidade antes da longa viagem.

É claro que interessa, à psiquiatria e à medicina melhorar a qualidade da morte (como sempre tentou fazer em relação à qualidade da vida), que o paciente alcance esse estágio de aceitação em paz, com dignidade e bem estar emocional. Assim ocorrendo, o processo até a morte pôde ser experimentado em clima de serenidade por parte do paciente e, pelo lado dos que ficam, de conforto, compreensão e colaboração para com o paciente.

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

Relógio Biológico




Existe dentro de nós um “relógio biológico” que nos mostra que há hora adequada para dormir e para acordar e todos sabemos que quem tem hábitos notívagos aumenta a possibilidade de envelhecimento precoce, justamente por contrariar esse relógio interno que o organismo possui.

A punição por desrespeitá-lo é natural, uma reação a uma ação, já que nenhum de nós consegue sair impune pelo menos nesta situação.

Há um ciclo chamado circadiano, conduzido pela produção e liberação de hormônios, particularmente pelo cortisol, de responsabilidade da supra-renal, órgão que como o próprio nome sugere, fica acima dos rins.

A medicina chinesa relata este ciclo com ainda mais detalhes e impressiona com uma riqueza de informações afirmando que cada órgão tem uma espécie de faixa de horário no qual “suas energias” seriam predominantes sobre os demais órgãos do corpo.

Assim, conceituado que o primeiro ciclo seria das três às cinco da manhã com a predominância do pulmão e a cada duas horas trocando de órgão, na seqüência de intestino grosso, estômago, baço-pâncreas, coração, intestino delgado, bexiga, rins, circulação-sexualidade, triplo aquecedor, vesícula biliar e fígado, já no fechamento do ciclo como um todo.

Entende a medicina chinesa que quem apresente dificuldades do trato respiratório, como a asma, fica mais vulnerável nas duas horas de predominância da energia do pulmão, isto é, entre três e cinco da manhã de todos os dias.

Observe no ciclo relatado que a energia do estômago é mais intensa entre sete e nove da manhã, especificamente a faixa de horário na qual seria mais adequada a primeira refeição do dia.

A referência “baço-pâncreas” é milenar no conhecimento da medicina chinesa tradicional e extrapola a questão anatômica, prendendo-se às questões de ordem puramente funcional e energética.

Neste caso, dá para notar que esta referência está com seu maior fluxo de energia entre nove e onze da manhã, faixa de horário na qual há uma maior função para transportar e transformar os alimentos que deveriam ter sido ingeridos no ciclo anterior.

Entre onze e treze horas o predomínio é do coração, hora do sol a pique, de maior intensidade natural de calor.

Não deveria ser horário de refeição farta, de ginástica e de atividades intensas. Mas costuma ser para o povo ocidental.

Hipertensos, cardiopatas, pessoas avermelhadas e irritadiças deveriam evitar excessos neste período do dia. O almoço deve ser leve, com alimento de sabor amargo (ligado energeticamente ao coração), como chicória, couve, acelga, alface ou jiló, acompanhado de um cereal, como arroz, milho ou trigo e um tipo de leguminosa como o feijão.

Para quem seja cético vale experimentar dormir mais cedo, acordar mais cedo, tentar fazer o intestino funcionar pela manhã, alimentar-se adequadamente em seguida, não fazer exercícios ou refeição pesada na hora do almoço, para tentar viver um pouco melhor e um pouco mais.

Quem não se alimenta pela manhã é mais suscetível a hipoglicemias.

Já em 1988, numa pesquisa elaborada em Massachusetts, foi demonstrado que há uma área do cérebro que é responsável pelo controle do sono, da vigília e pelos horários de melhor funcionamento de cada função dos órgãos do nosso corpo.

Não se trata somente de uma questão energética ou mística, mas já de um ponto de vista científico para a medicina atual, o ponto de vista de que há necessidade de respeitar o ciclo de nosso organismo.

Excessos não são bem-vindos, nem mesmo na questão de horário.