Endometriose




Endometriose é definida como a presença de tecido endometrial (glândulas e/ou estroma) fora do útero.

Ocorre em 10 a 15% das mulheres de idade reprodutiva e os locais mais frequentes de implantação são a região retrocervical (do colo do útero) e os ovários.

Foram dispostas várias teorias para explicar a causa, sendo duas mais aceitas:

Teoria do transplante: originalmente proposta por Sampson em meados da década de vinte do século passado e se baseia na suposição de que a endometriose é causada pela implantação de células endometriais por regurgitação tubária durante a menstruação. A menstruação retrógrada ocorre em 70 a 80% das mulheres e parece ser mais comum nas pacientes com endometriose. Assim, os implantes aconteceriam pela influência de um ambiente hormonal favorável e de fatores imunológicos que não eliminariam essas células do local impróprio.

Teoria da metaplasia celômica: transformação do epitélio celômico (células que revestem os ovários) em tecido endometrial. Essa teoria sugere que as lesões de endometriose podem ser originadas diretamente por um processo de diferenciação destas células, digamos, por mecanismo de "mutação".

Ainda há que considerar a endometriose em dois aspectos diferentes:

Endometriose superficial - quando a profundidade das lesões não ultrapassam 5 mm. Esta, pode ser dividida em peritoneal e ovariana, e esta última pode formar cistos, chamados endometriomas.

Endometriose profunda - quando a profundidade das lesões ultrapasse 5 mm.

Ela é uma doença ginecológica multifatorial, isto é, de muitas causas, crônica, benígna e dependente de estrógeno.

Os sinais e sintomas mais característicos dela são: infertilidade, dores intensas à menstruação (dismenorréia), dores às relações sexuais (dispareunia), dores pélvicas de intensidade variável de paciente para paciente, alterações do hábito intestinal, dor à evacuação, eventual perda de sangue ás evacuações, dor para urinar (disúria) e perda de sangue ao urinar (hematúria).

Não existe explicação para as dores por conta da endometriose, mas a inflamação crônica parece ser a principal causa.

Uma informação importante é que os exames podem apenas "sugerir" tratar-se de endometriose, mas apenas a laparoscopia pode confirmar o diagnóstico (ou a cirurgia), acompanhada de biópsia do tecido suspeito.

As dores pélvicas provocadas pela endometriose podem refletir uma variedade enorme de fatores, inclusive emocionais e tudo indica que a forma profunda da doença pode provocar dores de maior intensidade.
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