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quinta-feira, 30 de junho de 2011

HPV Papiloma Vírus Humano




Prepare-se, pois o texto é longo!

O que é HPV?
É a sigla em inglês para papiloma vírus humano. Os HPV são vírus da família Papilomaviridae, capazes de provocar lesões de pele ou mucosa.

Na maior parte dos casos, as lesões têm crescimento limitado e habitualmente regridem espontaneamente.

Existem mais de 200 tipos diferentes de HPV. Eles são classificados em de baixo risco de câncer e de alto risco de câncer. Somente os de alto risco estão relacionados a tumores malignos.

Os vírus de alto risco, com maior probabilidade de provocar lesões persistentes e estar associados a lesões pré-cancerosas são os tipos 16, 18, 31, 33, 45, 58 e outros. Já os HPV de tipo 6 e 11, encontrados na maioria das verrugas genitais (ou condilomas genitais) e papilomas laríngeos, parecem não oferecer nenhum risco de progressão para malignidade, apesar de serem encontrados em pequena proporção em tumores malignos.

Estudos no mundo comprovam que 50% a 80% das mulheres sexualmente ativas serão infectadas por um ou mais tipos de HPV em algum momento de suas vidas. Porém, a maioria das infecções é transitória, sendo combatida espontaneamente pelo sistema imune, principalmente entre as mulheres mais jovens. Qualquer pessoa infectada com HPV desenvolve anticorpos (que poderão ser detectados no organismo), mas nem sempre estes são suficientemente competentes para eliminar os vírus.

A transmissão é por contato direto com a pele infectada. Os HPV genitais são transmitidos por meio das relações sexuais, podendo causar lesões na vagina, colo do útero, pênis e ânus. Também existem estudos que demonstram a presença rara dos vírus na pele, na laringe (cordas vocais) e no esôfago. Já as infecções subclínicas são encontradas no colo do útero. O desenvolvimento de qualquer tipo de lesão clínica ou subclínica em outras regiões do corpo é bastante raro.

As infecções clínicas mais comuns na região genital são as verrugas genitais ou condilomas acuminados, popularmente conhecidas como "crista de galo". Já as lesões subclínicas não apresentam nenhum sintoma, podendo progredir para o câncer do colo do útero caso não sejam tratadas precocemente.

O uso de preservativo (camisinha) diminui a possibilidade de transmissão na relação sexual (apesar de não evitá-la totalmente). Por isso, sua utilização é recomendada em qualquer tipo de relação sexual, mesmo naquela entre casais estáveis.

As verrugas genitais encontradas no ânus, no pênis, na vulva ou em qualquer área da pele podem ser diagnosticadas pelos exames urológico (pênis), ginecológico (vulva) e dermatológico (pele). Já o diagnóstico subclínico das lesões precursoras do câncer do colo do útero, produzidas pelos papilomavírus, é feito através do exame citopatológico (exame preventivo de Papanicolaou). O diagnóstico é confirmado através de exames laboratoriais de diagnóstico molecular, como o teste de captura híbrida (Esta é uma técnica de diagnóstico da presença do HPV através da detecção de seu DNA) e o PCR (reação em cadeia de polimerase = Polymerase Chain Reaction).

A captura híbrida é a mais difundida em nosso meio. Para realizá-la, o médico deve obter material de colo ou vagina, no caso da mulher, ou da uretra, no caso do homem, através de uma escovinha especial e remetida ao laboratório em um recipiente próprio. Ambos devem ser obtidos previamente no laboratório que irá realizar o exame.

Além da presença do HPV, estes exames também identificam o grupo a que pertence o tipo de HPV presente, se de alto ou baixo risco e, no caso da captura híbrida, quantifica indiretamente a carga de vírus presente. Estas informações podem indicar se a portadora tem maior ou menor risco de ter uma lesão pré-maligna.

Existe uma grande discussão sobre a necessidade de sua realização, mas já foi comprovado seu valor em algumas situações e sua falta de valor em outras.

Não tem valor algum quando o preventivo já sugere uma lesão pré-maligna (lesão de alto grau, NIC II, NIC III, displasia moderada, acentuada, carcinoma in situ, HSIL, SIL 2) ou um diagnóstico duvidoso no qual não seja possível afastar uma lesão pré-maligna (Atipias de células escamosas, não podendo afastar lesão de alto grau – ASC-H). Nestes casos, os tipos de HPV mais freqüentes são os de alto risco e a paciente deve realizar uma colposcopia. O resultado deste exame não mudará a conduta médica.

Quando a mulher tem um resultado de preventivo mostrando uma lesão de baixo grau (infecção pelo HPV apenas, displasia leve, NIC I, LSIL, SIL 1), também é freqüente a presença de tipos virais de alto risco e o mais eficaz é encaminhar logo para colposcopia ou seguir a recomendação do Ministério da Saúde e repetir o preventivo em 6 meses.

Quando o diagnóstico é duvidoso sem que seja especificado a impossibilidade de afastar lesão pré-maligna (ASCUS, ASC-US), este exame pode ser de alguma ajuda. Caso mostre a presença de tipos de HPV considerados de alto risco existe uma maior probabilidade de estarem presentes lesões pré-malignas, especialmente se a mulher tiver mais de 35 anos. Todavia, este exame é bem mais caro do que a colposcopia em nosso meio e sua utilização acaba adiando a indicação da colposcopia e encarecendo desnecessariamente a investigação. Pode ter valia então quando não for possível realizar a colposcopia. Também é útil quando mostra ausência de HPV. Isto quase garante inexistência de lesão pré-maligna. Nos Estados Unidos, esta prática está razoavelmente difundida em razão da maior utilização do preventivo feito em meio líquido. Quando há um diagnóstico dos acima citados, o mesmo material é testado para a presença do HPV. Quando ausente, dispensa a colposcopia. Quando presente, indica a colposcopia. Isto já pode ser feito no Brasil (informe-se com seu médico assistente).

A prática de fazer o teste do HPV após um preventivo duvidoso faz sentido nos locais ou situações em que a colposcopia é mais cara do que o teste do HPV. Não é o caso do Brasil, onde o SUS não oferece o teste do HPV e há vários pólos de colposcopia, ou na saúde complementar, na qual a colposcopia tem custo inferior a colposcopia. Nestes casos, a colposcopia imediata ou o seguimento com o preventivo são mais custo-efetivos. Já em situações em que a paciente terá que arcar com os custos de uma colposcopia de qualidade e tem a possibilidade de realizar o teste do HPV sem custo, através de sua seguradora de saúde, pode ser interessante, definindo de necessitará de colposcopia apenas se o teste for positivo (denotando presença de HPV de alto risco). Quando a paciente deverá arcar com ambos os custos, a colposcopia imediata é mais interessante, pois afastará ou diagnosticará a doença presente. O teste do HPV representará um custo adicional para muitas mulheres.

O teste do HPV também tem valor como alternativa ao preventivo, superando algumas de suas limitações, mas ainda é objeto de estudos de custo-efetividade. Para isto também permite a auto-coleta, projetando a possibilidade de mulheres que têm dificuldade de acesso a serviços médicos ou rejeitam o exame ginecológico possam colher seu material sem a ajuda de médico.

Outra possibilidade é para o seguimento após o tratamento de uma lesão pré-maligna. Nesta situação, buscamos detectar uma possível, embora improvável recorrência de doença. Usualmente é feito pela repetição do preventivo com ou sem a colposcopia, em intervalos variáveis. O teste do HPV pode ser uma alternativa, na medida em que, mostrando ausência de HPV praticamente descarta a presença de uma nova lesão.

Sua utilização apenas para saber se uma pessoa teve contato com o HPV como quando soube que seu parceiro é portador, também não tem utilidade. Caso mostre-se positivo, não indica que a pessoa tem lesões, o que será mostrado pelo exame médico ou pelo preventivo. Pior: fará com que a pessoa se sinta doente e busque uma série de exames e tratamentos que, na ausência de lesão, trarão mais malefício do que benefício.

A ocorrência de HPV durante a gravidez não implica obrigatoriamente numa má formação do feto nem impede o parto vaginal (parto normal). A via de parto (normal ou cesariana) deverá ser determinada pelo médico após análise individual de cada caso.

O fato de ter mantido relação sexual com uma mulher infectada pelo papilomavírus não significa que obrigatoriamente ocorrerá transmissão da infecção. De qualquer forma, é recomendado procurar um urologista que será capaz - por meio de peniscopia (visualização do pênis através de lente de aumento) ou do teste de biologia molecular (exame de material colhido do pênis para pesquisar a presença do DNA do HPV), identificar a presença ou não de infecção por papilomavírus.

A maioria das infecções é assintomática ou inaparente e de caráter transitório. As formas de apresentação são clínicas (lesões exofíticas ou verrugas) e subclínicas (sem lesão aparente). Diversos tipos de tratamento podem ser oferecidos (tópico, com laser, cirúrgico). Só o médico, após a avaliação de cada caso, pode recomendar a conduta mais adequada.

Embora estudos epidemiológicos mostrem que a infecção pelo papilomavírus é muito comum (de acordo com os últimos inquéritos de prevalência realizados em alguns grupos da população brasileira, estima-se que cerca de 25% das mulheres estejam infectadas pelo vírus), somente uma pequena fração (entre 3% a 10%) das mulheres infectadas com um tipo de HPV com alto risco de câncer desenvolverá câncer do colo do útero.

Há fatores que aumentam o potencial de desenvolvimento do câncer de colo do útero em mulheres infectadas pelo papilomavírus: número elevado de gestações, uso de contraceptivos orais (pílula anticoncepcional), tabagismo, pacientes tratadas com imunosupressores (transplantadas), infecção pelo HIV e outras doenças sexualmente transmitidas (como herpes e clamídia).

Sobre as vacinas, eu posto amanhã...

Eutanásia




Eutanásia (do grego ευθανασία - ευ "bom", θάνατος "morte") é a prática pela qual se abrevia a vida de um enfermo incurável de maneira controlada e assistida por um especialista.

A eutanásia é considerada um assunto controverso, existindo sempre prós e contras – teorias eventualmente mutáveis com o tempo e a evolução da sociedade, tendo sempre em conta o valor de uma vida humana. Sendo eutanásia um conceito muito vasto, distinguem-se aqui os vários tipos e valores intrinsecamente associados: eutanásia, distanásia, ortotanásia, a própria morte e a dignidade humana.

Em primeiro lugar, é importante ressaltar que a eutanásia pode ser dividida em dois grupos:

a "eutanásia ativa" e
a "eutanásia passiva"

Embora existam duas "classificações" possíveis, a eutanásia em si consiste no ato de facultar a morte sem sofrimento a um indivíduo cujo estado de doença é crônico e, portanto, incurável, normalmente associado a um imenso sofrimento físico e psíquico.

A "eutanásia ativa" conta com o traçado de ações que têm por objetivo pôr término à vida, na medida em que é planejada e negociada entre o doente e o profissional que vai levar a termo o ato.

A "eutanásia passiva" por sua vez, não provoca deliberadamente a morte, no entanto, com o passar do tempo, conjuntamente com a interrupção de todos e quaisquer cuidados médicos, farmacológicos ou outros, o doente acaba por falecer. São cessadas todas e quaisquer ações que tenham por fim prolongar a vida. Não há por isso um ato que provoque a morte (tal como na eutanásia activa), mas também não há nenhum que a impeça (como na distanásia).

É relevante distinguir eutanásia de "suicídio assistido", na medida em que na primeira é uma terceira pessoa que executa, e no segundo é o próprio doente que provoca a sua morte, ainda que para isso disponha da ajuda de terceiros.

Etimologicamente, distanásia é o oposto de eutanásia. A distanásia defende que devem ser utilizadas todas as possibilidades para prolongar a vida de um ser humano, ainda que a cura não seja uma possibilidade e o sofrimento se torne demasiadamente penoso.

Ortotanásia é o termo utilizado pelos médicos para definir a morte natural, sem interferência da ciência, permitindo ao paciente morte digna, sem sofrimento, deixando a evolução e percurso da doença. Portanto, evitam-se métodos extraordinários de suporte vida, como medicamentos e aparelhos, em pacientes irrecuperáveis e que já foram submetidos a suporte avançado de vida. A persistência terapêutica em paciente irrecuperável pode estar associada a distanásia, considerada morte com sofrimento.

Julgar a aceitação da eutanásia esbarra em questões legais, éticas e morais, além das religiosas. Mas saber o que significa cada termo é interessante e necessário. Por isso, resolvi colocar as definições para lermos.

quarta-feira, 29 de junho de 2011

Alimentos: uma classificação sugerida.




Biogênicos e Bioativos

Seriam a base ideal de nossa alimentação.

Alimentos que, mais do que nos nutrir, apresentam propriedades preventivas e/ou curativas para uma gama ampla de doenças. Muitos destes alimentos possuem grupamentos químicos que possuem ação reconhecida em vários processos do nosso organismo, quer seja combatendo situações nocivas, quer seja protegendo e melhorando o nosso metabolismo.

Fitosteróis: diminuem LDL. Do inglês Low Density Lipids, Gorduras de Baixa Densidade (Fração mais pesada do colesterol, nociva). Óleos vegetais, azeite e canola.

Catequinas e flavonóides: Combatem radicais livres (moléculas que enferrujam as células). Previnem o envelhecimento precoce e alterações que abrem caminho para o
aparecimento de tumores. Chá verde, preto e branco. Chocolate.

Polifenóis: Aumentam HDL. Do inglês High Density Lipids, Gorduras de Alta Densidade. O ‘bom” colesteral. Inibem a produção de substâncias responsáveis pelo enrijecimento das artérias.
São encontrados no vinho tinto, por causa da semente da uva. Os vinhos brancos não os têm naturalmente, mas a indústria os coloca. Para quem é abstêmio uma boa notícia. O suco de uva também tem quantidades terapêuticas.
Um copo diário de suco de uva vermelha é o suficiente

Licopeno: Prevenção do câncer da próstata. Potente antioxidante, capaz de reduzir o risco de doenças cardiovasculares. O alimento mais famoso é o tomate, principalmente o molho (cozimento e uso de azeite aumentam a absorção pelo organismo). Para quem é natureba radical e não come tomate por causa do alto teor de veneno usado no plantio pode trocar pitanga, goiaba, melancia. A goiaba tem teores de licopeno muito maiores do que o tomate.

Betaglucana: Fibra encontrada em alguns cereais que ajuda eliminar LDL. Reduz o risco de doenças cardíacas e diminui os riscos de câncer de intestino e estômago. Aveia, centeio e cevada.

Ácidos fenólicos: Combatem os radicais livres. Colaboram na redução de LDL. Favorecem a absorção de outros nutrientes. Condimentos como alecrim, sálvia, orégano, salsinha, canela em pau, casca de uvas vermelhas, morango e kiwi.

Isoflavona: Estrutura parecida com estrógeno, ajuda a prevenir e controlar sintomas da
menopausa, como calor, irritação. Auxilia na prevenção da osteoporose, problemas cardiovasculares e alguns tumores ( mama e útero). Soja e derivados. Alimentos industrializados a partir do grão.

Ácidos graxos omega-3: Ajudam a diminuir LDL e triglicérides e protegem a membrana
das células do cérebro. Podem então prevenir infarto de doenças degenerativas como Alzheimer. Estes ácidos estimulam a produção de substâncias ligadas ao prazer, como a Dopamina. Peixes de água fria como truta, salmão, arenque, cavala e sardinha.

Carotenóides: No organismo, transformam-se em Vitamina A, antioxidante capaz de
reduzir os danos dos radicais livres. Também participam do tratamento de problemas na pele como acne. Manga, mamão, cenoura, beterraba, espinafre, brócolis e agrião.

Quercetina: Protege as células das alterações que fazem parte do processo cancerígeno,
ajuda a evitar inflamações e a formação de coágulos. Suco de uva, maçã, uva e vinhos tinto e branco.

Componentes sulfurados: Efeito antiinflamatório e antibacteriano. Reduzem o risco de
doenças cardiovasculares. Alho e cebola

Selênio. Atua na prevenção de tumores (mama e próstata) e do envelhecimento. Castanha do Pará.

Bioestáticos

Alimentos nos quais a energia vital foi reduzida pelo tempo (em estocagem de alimentos crus), pelo frio (refrigeração ou congelamento) ou pelo calor (cozimento). São utilizados por conta de hábitos sociais, mas seu consumo garante o funcionamento mínimo de nosso organismo. Entretanto, parece provocar alguma oxidação celular em nossos tecidos, envelhecendo-os algo precocemente.

Peixes, frutos do mar, ovos, aves, carne animal branca, carne animal vermelha, leite de origem animal e queijos.

O leite de cabra e derivados são menos alergênicos e de mais fácil digestão, metabolização em relação ao leite de vaca.

Os lácteos embora sejam alimentos bioestáticos, quando produto de animal vivo da mesma espécie exerce uma função de manter vivo e nutrir a espécie animal em questão.

A amamentação geralmente é por tempo limitado. O homem entra neste sistema e se alimenta de leite diferente da sua espécie de bebê até idoso. O processo digestivo, metabólico e absortivo sofrem esta interferência durante toda a vida. Estes processos podem ser minimizados quando sofrem metabolizações e quebras moleculares em leites acidificados, iogurtes e coalhadas.

Os alimentos bioestáticos exigem grande esforço para ser digeridos e sobrecarregam, entopem o nosso corpo no seu processo de digestão, metabolização e absorção.

Estes alimentos estão ligados aos nossos hábitos sociais e garantem o funcionamento mínimo do organismo provocando envelhecimento das células. Não fornecem regeneração, pois não são substancias vivas. Normalmente aumentam os lipídios (colesterol, triglicerídeos), os produtos do metabolismo protéico, ajudam a aumentar o peso, além de serem estimulantes à proliferação celular normal ou anômala.

A proteína animal embora contenha aminoácidos essenciais é alimento unilateral (incompleto na sua composição de vitaminas, carboidratos complexos, oligoelementos, sais minerais, porque não tem substâncias vitais) e entra em putrefação no meio ambiente quando exposta para consumo. Diferente de uma folha vegetal (folha de couve)...

Biocídicos

Alimentos mais utilizados atualmente. São os que tiveram a energia vital destruída, por processos físicos ou químicos de refinação, conservação ou preparação. Foram criados pela humanidade e contribuem para um certo comprometimento progressivo das nossas células, por conta de substâncias nem sempre saudáveis que acabam por fazer parte de sua composição. Há quem diga que têm potencial de reduzir as defesas orgânicas e causar problemas para a saúde, com potencial para doenças degenerativas. A título de exemplo: sal, açúcar refinado, refrigerantes e bebidas alcoólicas.

terça-feira, 28 de junho de 2011

Pessoas magras também podem ter problemas cardíacos



Genes que produzem pessoas magras foram associados a problemas no coração e à Diabetes do tipo 2 - condições normalmente vinculadas ao excesso de peso.

O estudo, feito pelo Medical Research Council da Grã-Bretanha, sugere que variantes do gene IRS1 reduzem a gordura sob a pele, mas não têm efeito sobre a gordura presente nas vísceras, em torno de órgãos como o coração e o fígado - muito mais perigosa.

O trabalho foi publicado na revista científica Nature Genetics e envolveu estudos genéticos com 76 mil pessoas. A associação entre as variantes genéticas e as doenças foi maior forte nos homens.

Não são apenas os indivíduos obesos que podem estar predispostos a essas doenças metabólicas. Indivíduos magros não devem pressupor que são saudáveis com base em sua aparência.

Isso significa claramente que as todos precisamos ter cuidado com a saúde e tentar prevenir com exames periódicos, com alimentação saudável, com atividades físicas regulares e com higiene mental adequada.

Esses resultados reforçam a ideia de que, para riscos ao coração, é particularmente importante não apenas quão obeso você é, mas sim onde você deposita a gordura. E a gordura "escondida" é aquela que evidentemente faz mal para a saúde. É aquela história do falso magro, que já citei em outra matéria.

Portanto, como já se sabia antes e agora temos reforço científico, vamos prevenir o máximo possível com cuidados para a saúde.

segunda-feira, 27 de junho de 2011

Medicamentos: clonazepan.




O rivotril é o clonazepam, um tranqüilizante do grupo dos benzodiazepínicos. Sua alta potência, longo tempo de circulação como forma ativa e peculiaridades farmacodinâmicas o tornam um dos melhores tranqüilizantes disponíveis no mercado. Além disso, é uma medicação antiga o que permite seu conhecimento profundo uma vez que é usada por milhares de pessoas em todo o mundo, há muitos anos, sem nunca ter acontecido nenhum relato de efeitos perigosos. Como é antigo é também barato e fácil de ser encontrado, o que de forma alguma deve ser interpretado como sendo uma medicação de segunda categoria.

A segurança dessa medicação é atestada pelo uso que é feito em crianças há muitos anos, sem nenhum problema decorrente do longo tempo de uso. A indústria que fabrica essa medicação elegeu este produto como antiepilético. De fato é assim, como todos os tranqüilizantes benzodiazepínicos, mas o efeito antiepilético não é sua principal função. Seu efeito tranqüilizante, sim, deve ser considerado sua principal qualidade.

O Rivotril é eficaz para o controle da Fobia Social, do Distúrbio do Pânico, das formas de ansiedade genaralizadas e para ajudar a controlar os sintomas de ansiedade normais decorrentes de situações extremas da vida de qualquer um. Sua alta potência garante quase sempre um bom resultado e sua prolongada eliminação do organismo diminuem bastante o risco de dependência química.

A dose comumente empregada varia entre 0,5 e 6mg por dia, podendo chegar a 20mg por dia em certos casos. Recentemente foi lançado a apresentação de 0,25mg de uso sublingual que está indicado para o uso imediato e episódico. Certos pacientes preferem usar a medicação só quando precisam e não o tempo todo como se costuma fazer, para esses casos existe a alternativa a apresentação sublingual.

O bloqueio da ansiedade costuma ser sentido logo nos primeiros dias, com isso os pacientes costumam adquirir confiança na medicação. Por outro lado a sedação é também forte, sendo recomendado para quem está com problemas para dormir. Ao longo do uso o efeito sedativo costuma diminuir permitindo que as pessoas que foram prejudicadas pela sonolência causada pela medicação restabeleçam seu rendimento normal.

A sedação é muito variável: algumas pessoas com 1mg ficam completamente sedadas enquanto outras com 6mg não sentem sono algum. Isto depende apenas das características pessoais de cada um e é impossível saber como a pessoa reagirá caso esteja tomando pela primeira vez. Doses mais altas podem diminuir o desejo sexual: este efeito colateral desaparece quando a medicação é suspensa. Outros efeitos comuns aos benzodiazepínicos como tonteiras, esquecimentos, fadiga, também podem acontecer.

Não há relatos de má formação induzida durante a gestação provocada pelo rivotril. Sempre que possível, no entanto é recomendável evitar seu uso no primeiro trimestre. Quanto a esse assunto essa medicação é mais segura que outros tranqüilizantes benzodiazepínicos.

Melanoma maligno




O melanoma maligno é o câncer da pele de pior prognóstico. É um tumor muito grave devido ao seu alto potencial de produzir metástases enviando células tumorais para outros órgãos, onde se desenvolvem. Origina-se dos melanócitos, células que produzem o pigmento que dá a cor da pele. Pode se originar da pele sã ou de lesões pigmentadas pré-existentes, os nevos pigmentados ("sinais" escuros).

De ocorrência mais frequente em pessoas de pele clara, fototipos I ou II, o melanoma pode surgir em área de pele não exposta ao sol porém, o maior número de lesões aparece nas áreas da pele que ficam expostas à radiação solar.

O melanoma inicia-se como uma lesão escura que aumenta de tamanho em extensão e/ou profundidade, com alteração de suas cores originais, surgimento de pontos pigmentados ao redor da lesão inicial, ulceração (formação de ferida), sangramento ou sintomas como coceira, dor ou inflamação.

Na fase inicial, o melanoma está restrito à camada mais superficial da pele, época ideal para realização do diagnóstico e tratamento pois, nesta localização, ainda não ocorre a disseminação de células tumorais à distância e a retirada completa do tumor tem altos índices de cura. É o melanoma "in situ".

Quando o melanoma deixa de ser plano, formando lesão elevada na pele, é sinal de que também está progredindo em profundidade. A profundidade atingida e a espessura da lesão são os parâmetros que definem a gravidade da lesão. Quanto mais profunda e espessa, mais grave, pois aumentam os riscos de metástases para outros órgãos.




As lesões de melanoma apresentam características fáceis de se reconhecer aprendendo-se o ABCD do melanoma:

Assimetria: formato irregular
Bordas irregulares: limites externos irregulares
Coloração variada (diferentes tonalidades de cor)
Diâmetro: maior que 6 milímetros
O tipo mais comum de apresentação é o melanoma superficial disseminado. A foto abaixo é de um melanoma ainda na fase "in situ", na qual os critérios do ABCD podem ser percebidos nitidamente. De crescimento mais lento e horizontal, este tipo é mais facilmente identificado, facilitando o tratamento precoce e a cura.

Sinais escuros que começam a adquirir características como estas acima podem estar se transformando em um melanoma, principalmente se estiverem em áreas de exposição contínua ao sol. A radiação ultra-violeta do sol pode estimular a transformação de nevos pigmentados em melanomas. A proteção solar é a melhor forma de prevenir o surgimento do melanoma maligno.

Além disso, qualquer alteração em sinais antigos, como: mudança da cor para mais escuro ou mais claro, aumento de tamanho, sangramento, coceira, inflamação ou surgimento de áreas pigmentadas ao redor do sinal justifica uma consulta ao dermatologista para avaliação.

Outras formas de apresentação são o melanoma nodular primário, que tem crescimento em profundidade mais rápido e o lentigo maligno melanoma, tumor plano que ocorre mais frequentemente em pessoas acima de 60 anos de idade e aparece em áreas de grande exposição solar, principalmente a face.

O melanoma acral é uma forma de apresentação na qual a localização do tumor é nos pés ou nas mãos. Uma apresentação mais rara é o melanoma amelanótico, quando o tumor não tem a coloração escura, o que dificulta bastante o diagnóstico clínico.

O tratamento do melanoma maligno é cirúrgico e deve ser realizado o mais precocemente possível. O diagnóstico e o tratamento precoce são fundamentais para a cura.

fonte: dermatologia

domingo, 26 de junho de 2011

Golpe contra a própria saúde!




Pesquisa revela que maioria dos homens considera mais fácil cuidar do carro do que da própria saúde!

Cerca de 70% dos homens considera mais fácil cuidar do carro do que da sua própria saúde, segundo revela pesquisa realizada com 501 homens entre 45-65 anos, nos Estados Unidos, por iniciativa da Rede de Saúde do Homem dos EUA e da Abbott divulgada neste mês de junho – dedicado todos os anos a campanhas de saúde do homem, nos EUA.

Mais de 40% dos entrevistados declarou que considera mais fácil resolver problemas relacionados a seu carro do que questões associadas à sua saúde. Por isso, grande parte dos entrevistados ignora sintomas de determinadas condições de saúde e reluta em procurar um médico. A pesquisa também revelou que 28% dos homens não procuram o médico com regularidade.

A pesquisa faz parte de uma campanha nacional realizada nos Estados Unidos, durante o mês de junho (“T-Talk Tune-Up”.), organizada pela Men's Health Network e a Abbott, com o objetivo de aumentar o conhecimento sobre as questões relacionadas à saúde do homem. Terry Labonte, um campeão das corridas automobilísticas NASCAR, é um dos porta-vozes da campanha.

sábado, 25 de junho de 2011

Licopeno




Licopeno é um carotenóide de cor avermelhada, encontrado em alimentos como o tomate, mamão, goiaba, pitanga, melancia e outros vegetais.

É considerado um dos mais potentes antioxidantes e também relacionado como sendo um princípio ativo contra câncer e formação de placas de ateroma nas artérias.

O tomate é um fruto considerado como sendo a principal fonte de licopeno na Natureza e, por isso, o mais estudado nesta questão, inclusive, sendo fonte de extrato de licopeno para industrialização e comercialização.

Entretanto, precisamos lembrar que os produtos à bases de tomate, como os molhos e as pastas, contêm licopeno em grande quantidade!

A literatura médica dá referências técnicas e respaldo para o uso do licopeno como preventivo de câncer, particularmente o câncer de próstata, em vários ensaios científicos, em revisões técnicas, embora não apresentem uma afirmação consistente com relação a este fato, indicando a persistência dos estudos para um maior esclarecimento.

Há, na verdade, uma grande controvérsia nos estudos com relação ao câncer de próstata, que indica, finalmente, que a presença de cálcio adequado na dieta de homens pode ser um fator de real proteção com relação a cânceres mais invasivos.

Parece, inclusive, que a dieta em si, mais saudável - há citação de uma dieta vegetariana - seria o bastante para proteger o paciente do gênero masculino de formas mais agressivas de câncer deste órgão, ou até mesmo da formação de células cancerosas.

Um estudo específico mostra que a intensificação do uso do licopeno (leia-se tomate) em consumo diário, aumenta a resistência dos glóbulos brancos a processos oxidativos, isto é, ao envelhecimento precoce das células.

Um estudo brasileiro, feito no Rio Grande do Sul, com pacientes portadores de hipertrofia prostática benigna, demonstrou que pacientes que ingeriram dose diária de 50 g de extratos de tomate, uma vez ao dia, por dez semanas seguidas, apresentaram um decréscimo de cerca de 11% do PSA (antígeno prostático específico). Entretanto, diante dos propósitos habituais técnicos, é um estudo que apresenta melhorias em termos de qualidade metodológica.

De qualquer modo, já se sabe que a ingestão habitual e normal de tomate tem, sim, algum grau de proteção contra a oxidação celular, por conta da presença do licopeno.

sexta-feira, 24 de junho de 2011

Endometriose




Endometriose é definida como a presença de tecido endometrial (glândulas e/ou estroma) fora do útero.

Ocorre em 10 a 15% das mulheres de idade reprodutiva e os locais mais frequentes de implantação são a região retrocervical (do colo do útero) e os ovários.

Foram dispostas várias teorias para explicar a causa, sendo duas mais aceitas:

Teoria do transplante: originalmente proposta por Sampson em meados da década de vinte do século passado e se baseia na suposição de que a endometriose é causada pela implantação de células endometriais por regurgitação tubária durante a menstruação. A menstruação retrógrada ocorre em 70 a 80% das mulheres e parece ser mais comum nas pacientes com endometriose. Assim, os implantes aconteceriam pela influência de um ambiente hormonal favorável e de fatores imunológicos que não eliminariam essas células do local impróprio.

Teoria da metaplasia celômica: transformação do epitélio celômico (células que revestem os ovários) em tecido endometrial. Essa teoria sugere que as lesões de endometriose podem ser originadas diretamente por um processo de diferenciação destas células, digamos, por mecanismo de "mutação".

Ainda há que considerar a endometriose em dois aspectos diferentes:

Endometriose superficial - quando a profundidade das lesões não ultrapassam 5 mm. Esta, pode ser dividida em peritoneal e ovariana, e esta última pode formar cistos, chamados endometriomas.

Endometriose profunda - quando a profundidade das lesões ultrapasse 5 mm.

Ela é uma doença ginecológica multifatorial, isto é, de muitas causas, crônica, benígna e dependente de estrógeno.

Os sinais e sintomas mais característicos dela são: infertilidade, dores intensas à menstruação (dismenorréia), dores às relações sexuais (dispareunia), dores pélvicas de intensidade variável de paciente para paciente, alterações do hábito intestinal, dor à evacuação, eventual perda de sangue ás evacuações, dor para urinar (disúria) e perda de sangue ao urinar (hematúria).

Não existe explicação para as dores por conta da endometriose, mas a inflamação crônica parece ser a principal causa.

Uma informação importante é que os exames podem apenas "sugerir" tratar-se de endometriose, mas apenas a laparoscopia pode confirmar o diagnóstico (ou a cirurgia), acompanhada de biópsia do tecido suspeito.

As dores pélvicas provocadas pela endometriose podem refletir uma variedade enorme de fatores, inclusive emocionais e tudo indica que a forma profunda da doença pode provocar dores de maior intensidade.

quinta-feira, 23 de junho de 2011

Pílulas Alóicas

Hoje, um post curtinho, só para distrair um pouquinho (até rimou!)...

Propagandas com viés incorreto, mas, na época, tinham lá seu valor. Veja se você aceitaria um marketing desse hoje em dia:



O ano? 1938.

quarta-feira, 22 de junho de 2011

Vitamina D




A vitamina D é muito importante para nossa saúde.

Ela é fundamental para os ossos, já que o cálcio não pode ser incorporado aos ossos sem a ação dela neste processo, mas além disso há um enorme grupo de evidências que demonstram que ela tem potencial para reduzir doenças degenerativas, como câncer de mama no climatério, câncer de cólon intestinal, câncer de próstata, a própria osteoporose, problemas gengivais, diabete, artrite e parece estar de alguma forma relacionada com a esclerose múltipla.

Ela é obtida em quantidades habituais pela alimentação saudável, sendo fontes adequadas da vitamina D o salmão, a sardinha, o camarão, alguns tipos de cogumelo, leite e cereais enriquecidos com ela.

Mas, é preciso que exista exposição ao sol por cerca de vinte a trinta minutos ao dia, em período no qual as ondas ultravioletas possam estimular à metabolização dos elementos que se transformam nas moléculas ativas para que todos as reações químicas e metabólicas do organismo possam agir adequadamente e promover a adequada ação da vitamina D.

Então, vitamina D sem sol não é vitamina D atuante!

Precisamos do sol e não é para fotossíntese! É para ativar o metabolismo importante para a ação desta vitamina que pode dar saúde e prevenir doenças.

De qualquer modo, a ingestão de vitamina D precisa acontecer, também. Sem ela não adianta ter sol, pois ele não terá onde agir. Enfim, é uma relação entre ingestão de elementos essenciais e exposição solar que podem nos ajudar nesta particularidade metabólica.

Se sua alimentação não é adequada, faça uma suplementação com vitaminas industrializadas e tome cálcio, também.

As pessoas que adquiriram osteoporose ou osteopenia devem tomar cálcio, vitamina D e um produto que auxilie na rápida incorporação deste cálcio ingerido aos ossos. Um dos produtos mais conhecidos para esta finalidade é o alendronado de sódio. Ele funciona como uma "bomba" de impulsão para "empurrar" o cálcio para dentro das células que compõem os ossos.

Quanto aos homens, eles devem evitar a ingestão desnecessária do cálcio por conta de haver pesquisas que indicam que ele pode provocar problemas prostáticos.

Bom sol a todos!

terça-feira, 21 de junho de 2011

Inimigos ocultos




A produção de alimentos no mundo tem demandado muitas pesquisas por melhoras na produtividade, ainda que isso venha acontecendo há décadas, já desde o uso intensivo de defensivos agrícolas, que parecem ainda muito presentes nos alimentos, particularmente de origem vegetal.

A fiscalização do uso destes produtos é feita por órgãos governamentais, como a ANVISA, Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, além do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais (IBAMA).

Aplicam testes para verificar se o defensivo agrícola é tóxico ou não para o organismo humano e, em função destes testes, o produto poderá ser ou não utilizado na produção, venda e aplicação em culturas de vegetais para a alimentação.

Mas, por curiosidade, vamos aprender um pouquinho sobre estes "defensivos agrícolas" que eu citei?

Vamos lá, então:

O uso de defensivos agrícolas consiste hoje em dia no principal método de luta contra as doenças e pragas que além de atacarem as lavouras, criam grandes problemas para o agricultor, afetando tanto sua economia como sua saúde.

Atualmente a utilização de defensivos se faz presente também entre produtores de plantas ornamentais, ameaçando não só a saúde daqueles que os utilizam, mas também o meio ambiente. Os riscos de acidente provenientes da utilização desses produtos podem ser evitados mediante a observância das medidas corretas de segurança.

Os defensivos agrícolas são produtos químicos de utilidade, mas é preciso que você saiba utiliza-lo para não prejudicar sua saúde e de seus semelhantes.

Os cuidados a serem tomados começam ao comprar o produto, verifique se a embalagem não esta rasgada, furada ou com vazamento; verifique a data de validade do produto. Ao transportar o produto não coloque junto com outros embrulhos, não encoste em seu corpo. O produto deve ser guardado em lugar seguro longe do alcance de crianças, lugar fresco, bem arejado, nunca perto de vidros devido ao risco de aquecer.

Os defensivos devem ser usados quando houver necessidade, use apenas o produto necessário, no caso de fungicida ou inseticida evite a mistura de produtos, porque diminui a sua potencialidade.

Nunca ultrapasse a dosagem indicada, isso pode causar o estado efeito-tóxico nas plantas, causando dificuldade para fazer a fotossíntese.

Verificada a necessidade de usar inseticida ou fungicida, prepare o seu corpo para não correr riscos desagradáveis.

Medidas de Proteção

. ÓCULOS - Proteção para os olhos, porque alguns produtos causam ulcerações nas vistas, de preferência com as laterais fechadas.
. MÁSCARA - Proteção para a via respiratória, muitos dos produtos são de efeito cumulativo no organismo.
. LUVAS - Proteção para as mãos.
. CHAPÉU - Proteção do couro cabeludo onde há fácil penetração desses produtos.
. CAMISA DE MANGA COMPRIDA - Proteção dos braços.
. BOTA DE BORRACHA - Proteção para os pés, não use calçado de couro, retém o produto e pode surgir irritação na pele.
. Verifique se as janelas e portas não estão abertas, não permita que outra pessoas fiquem por perto.
. Qualquer inseticida líquido deve ser agitado por dois ou três minutos para haver uma mistura homogênea, porque 95% do litro é apenas veículo de transporte do produto. Não proceda a mistura do produto em lugar fechado, faça-a em lugar bem ventilado.
. Na hora de aplicar verifique a corrente de ar e aplique sempre a favor do vento. Terminada a aplicação tire toda a roupa e não misture com outras para lavar. Tome um banho de preferência frio para não haver dilatação dos poros, beba bastante líquido, não tome leite pois por ser gorduroso pode fixar o produto em seu organismo. Não envie plantas nas exposições em observar oi período de carência. Em ambiente fechado, mesmo dentro do carro, as plantas vão exalar os produtos.



E aí? Você acha que os defensivos agrícolas são "simpáticos" para a nossa saúde? Parece que não, concorda? Então, vamos pensar um pouco: como se pode determinar que um defensivo agrícola faz ou não faz mal para a saúde? Qual o limite de toxicidade de um produto destes para o nosso organismo?

Você sabia que os inseticidas têm "efeito cumulativo" em nosso organismo? Isto quer dizer o seguinte: entrou nas células, não sai mais. E, conforme entrem mais, ficam lá dentro... até a célula morrer! Passa a "fazer parte" de nós! Quanto romantismo!

Eu ainda fico pensando se a técnica de manipulação genética de alimentos é realmente perniciosa para a saúde humana! Mas só estou aqui pensando, "com meus botões"...

segunda-feira, 20 de junho de 2011

Hábitos




Hábito significa costume ou agir de modo automático, repetitivo, sem reflexões. Na Terra há muitos hábitos em várias culturas, que não seriam absolutamente normais para nós, brasileiros, em qualquer parte do território nacional, ainda que considerando as imensas variações culturais que temos em nosso enorme país.

A título de exemplo, em alguns lugares do mundo é habitual comer-se carne de cachorro e em outros a vaca é um animal sagrado, intocável.

O que para nós é normal, para outras culturas pode ser não aceitável e vice-versa. Mas isso em âmbito cultural, pois os hábitos podem ser vistos, também, em nível pessoal, individual, de tal modo que o que seja adequado para você, pode não ser para mim.

Por exemplo, alguém pode ter o hábito de tomar banho somente 2 vezes por semana, enquanto outra pessoa o faça 2 vezes ao dia.

Os hábitos ficam, certamente, instalados em nossas mentes, em alguma região dela, e tomamos atitudes mecânicas, sem questionamento e isso pode ser o mesmo exemplo citado acima: tomar banho ou, ainda, escovar os dentes...

Quem se esclarece, quem se instrui, normalmente procura desenvolver hábitos saudáveis, para si e para os familiares, de tal modo que promova a saúde de todos ou, minimamente, de si mesmo.

Alguns hábitos sabidamente saudáveis, entretanto, são de difícil aplicabilidade para a maioria das pessoas, de tal modo que seja necessário algum tipo de imposição para que exista alguma aderência pela maioria, embora se saiba que uma minoria, mesmo diante da imposição, não se submeta a este determinado hábito, mesmo sabendo tratar-se de algo que seja saudável para todos.

Por exemplo: usar cinto de segurança para dirigir um veículo hoje é um hábito para a imensa maioria das pessoas, mas houve dificuldades para que se instalasse tal hábito, que por sinal assim se fez por conta de uma lei. E ainda há quem não se submeta a ela!

É preciso ter atenção para com os hábitos, para que eles nos façam o bem, tentando aprimorá-los sempre em sentido construtivo.

Ter o hábito de se alimentar adequadamente é saudável. Não se preocupar com a qualidade dos alimentos ingeridos pode ser prejudicial para a saúde. Mas os hábitos alimentares vêm dos hábitos familiares, constituindo algo que se nos impregna e acabamos por ter uma alimentação similar àquela que nossos familiares têm.

Há, também, uma interação muito acentuada da sociedade e da mídia com relação aos hábitos alimentares de todos.

Quem não se lembra da imagem da criança linda e de aparência muito saudável nas propagandas do Leite Ninho? Pois, então: esta imagem estimulou muitas mamães a parar de amamentar para dar o Leite Ninho, conscientemente ou não, por conta da aparência muito saudável do bebê que aparecia nas propagandas.

Após isso, uma imensa campanha de incentivo à amamentação tem sido feita para corrigir as distorções secundárias a erros como este, de que o leite materno poderia ser substituído sem problemas para a criança.

Os hábitos alimentares são, então, fruto do meio no qual vivemos, certamente.

Por isso, é importante ensinar para as crianças hábitos alimentares adequados, para que desde cedo elas se importem com a qualidade do que comem e sintam que uma boa dieta faz bem para a saúde, reduzindo riscos de doenças das mais variadas.

Pais que ingerem excessivamente bebidas alcoólicas diante dos filhos, ou mesmo mostrem para eles o resultado, com inadequação comportamental, permeiam facilidades para o hábito do álcool entre essas crianças no futuro, normalizando o alcoolismo inadequadamente e favorecendo para que esses futuros adultos sejam alcoólicos também.

Pitágoras já dizia que educando as crianças, não precisaríamos castigar os adultos. Os castigos não comparecem para os adultos, na forma da punição direta, como uma surra, mas muitas vezes no recurso da doença, que sempre tem um custo muito maior já que leva à dor e às despesas variadas e muitas vezes desmedidas, lembrando que poderiam ser desnecessárias.

Temos tido nas últimas décadas um imenso "massacre" em favor das dietas ricas em calorias, açúcares, gorduras e aditivos que em absoluto acrescentam algo de útil para quem quer que seja. Esta abordagem massificante leva à facilidade de comer em fast-food, sem a adequada apreciação da qualidade dos alimentos envolvidos no ato alimentar.

Entretanto, temos visto nas cidades mais acentuadamente urbanizadas um elevado número de jovens que apresentam elevado índice de aumento de peso prejudicial para a saúde, por conta de conseqüências diretas e indiretas destes erros alimentares sucessivos e persistentes.

Como nós somos sujeitos às pressões da mídia, é interessante observar o quanto nos deixamos conduzir por estas pressões e até que ponto.

Não estou propagando uma forma radical de alimentação, uma mudança daquelas que envolvem a passagem para o naturismo definitivo, até por conta de que isso não seria possível. Apenas estou resgatando as impressões mais racionais para nossos hábitos alimentares.

Ao procurar um alimento, buscar nele algo que nutra, que estimule o organismo a trabalhar em condições mais adequadas, que seja um alimento "pró-ativo", matéria prima para elementos essenciais em nosso metabolismo, afastando os "grudes" que encontramos com facilidade em muitas ofertas industrializadas facilmente encontradas nos mercados da vida.

Levar para casa alimentos que sirvam de exemplo para as crianças, sempre. Comer o que seja razoável, ainda que, ocasionalmente sejamos "obrigados" a "engolir algo que não tenhamos o hábito.

Por à mesa alimentos de boa aparência, coloridos, elaborados e especialmente nutritivos.

Criar hábitos saudáveis em aspectos de higiene alimentar.

Tenho tido cada vez mais casos de pacientes que adoecem por se alimentar frequentemente em restaurantes. Sangramentos retais, gases, má digestão, azia, gastrite, parasitores intestinais, enfim, uma leva de problemas que certamente poderiam se evitados se os hábitos alimentares fossem, digamos, mais adequados.

Não significa "fugir" dos restaurantes, mas escolher bem aqueles que venhamos a frequentar, assim como escolher melhor os alimentos.

Mas isso tudo tem por detrás uma série longa de debates. Estes, por sua vez, têm uma fenomenal biblioteca à nossa disposição: a internet.

Ao invés de procurar doenças na internet, proponho que procuremos SAÚDE.

domingo, 19 de junho de 2011

Antipsicóticos Atípicos




Até a introdução da clozapina, os chamados antipsicóticos típicos com potente atividade bloqueadora dos receptores D2 foram o esteio do tratamento. Embora os neurolépticos típicos revolucionassem o tratamento dos pacientes psicóticos, as inconveniências desses medicamentos logo ficaram aparentes.

O efeito colateral mais problemático foram as dificuldades agudas e a longo prazo associadas a sintomas extrapiramidais (SEP). Estas incluem reações imediatas, como distonia, sintomas do tipo parkinsoniano e acatisia.

A discinesia tardia (DT) foi o mais grave e difícil de tratar, geralmente aparecendo vários anos depois do início de neurolépticos típicos. Além disso, os neurolépticos típicos foram apenas parcialmente eficazes no tratamento do espectro total da sintomatologia da esquizofrenia.

Sintomas positivos, como as ilusões e alucinações, foram os mais responsivos ao tratamento, enquanto os sintomas negativos (como a diminuição de motivação), os sintomas afetivos e os déficits cognitivos permaneceram mais resistentes ao tratamento.

A clozapina, primeiro neuroléptico atípico, foi introduzido nos Estados Unidos em 1990. Kane e cols. demonstraram a superioridade clínica da clozapina, comparada à clorpromazina em um grupo de pacientes refratários a tratamento.

Vários agentes atípicos foram introduzidos subseqüentemente, incluindo risperidona, olanzapina e quetiapina. Esses agentes demonstraram diminuição da capacidade bloqueadora dos receptores D2 e aumento da afinidade pelos receptores 5-HT.

Também foram mais específicos para os sistemas mesolímbicos e mesocorticais, comparados ao sistema nigroestriatal.

Embora haja uma clara evidência clínica da vantagem dos agentes atípicos, alguns dos dados são controversos. Os participantes desse simpósio discutiram as evidências para a superioridade dos agentes típicos.

Murray e cols. indicaram que a intervenção e o tratamento precoces podem diminuir a morbidade subseqüente sofrida pelos pacientes esquizofrênicos. Seria, portanto, útil predizer o portador de risco para o desenvolvi­mento da esquizofrenia.

Os fatores associados ao aumento do risco incluem a diminuição da função intelectual, dificul­dades interpessoais, comprometimento neuromotor na infância e ansiedade social preexistente.

Tomar em con­sideração esses fatores somente aumenta o risco de esquizofrenia em 1% a 2%. Murray e cols. (texto em preparação) conduziram um estudo de acompanhamento, a longo prazo, na Nova Zelândia, empregando uma entrevista psiquiátrica estruturada (Diagnostic Interview Schedule – DIS) em 789 indivíduos e que incluiu 4 perguntas relacionadas à psicose.

Os participantes foram interrogados com 11 anos e acompanhados até a idade de 26 anos. Respostas de “possivelmente presente” a 2 perguntas ou “definidamente presente” a 1 pergunta aos 11 anos de idade resultaram em uma taxa de predição de 25% para esquizofrenia aos 26 anos.

A predição de prognóstico bom versus mau também é importante. Os fatores de risco para mau prognóstico incluem antecedentes familiares de esquizofrenia, complicações obstétricas, disfunção na infância em várias medidas e sexo masculino; este é mais predisposto à resistência ao tratamento, os homens são afligidos em idade mais baixa e manifestam mais sintomas negativos. Melhores resultados associam-se alternativamente à presença de sintomatologia afetiva, psicose associada ao estresse e sexo feminino.

Abuso de drogas, em particular o abuso de cannabis a longo prazo, relaciona-se a piores resultados.

O uso de preparações de neurolépticos de depósito, prevalente no Reino Unido, tende a produzir uma relação de antagonismo potencial entre o paciente e o provedor do tratamento. A introdução dos agentes atípicos com melhor tolerabilidade resultou em maior fidelidade ao tratamento e a uma relação mais colaborativa.

Tentativas de aumentar a fidelidade motivando os pacientes a ficar em tratamento com intervenções psicoterapêuticas concentradas têm ajudado a favorecer essa relação mais colaborativa. A terapia comportamental cognitiva (TCC) tem repetidamente mostrado ser eficaz nos transtornos afetivos e também tem comprovado ser eficaz em pacientes esquizofrênicos.

A TCC tem mostrado uma capacidade para diminuir a severidade dos sintomas psicóticos, especialmente a produção delirante.

sábado, 18 de junho de 2011

Cera de ouvido... (?)




A cera do ouvido é composta de óleo e células mortas da pele que envolve o conduto auditivo. Ela é responsável por lubrificar o revestimento do ouvido, mantendo esta região adequadamente umidificada para protegê-la contra infecções.

Há quem pense que esta cera corresponda a falta de higiene ou sujeira, mas não é essa a verdade. A cera do ouvido tem sua função e precisa ser respeitada nesse aspecto. Pessoas que não produzem cera de ouvido em quantidades necessárias para a manutenção destas funções, reclamam de infecções recorrentes e de dores de ouvido com maior freqüência do que as demais pessoas, portanto, há necessidade de presença de cera em nosso ouvido.

Entretanto, se ela é produzida em quantidade excessiva, certamente irá prejudicar a audição e, ao invés de proteger contra infecção, poderá ser causa dela, então precisará ser retirada do conduto auditivo, mas nunca por um cotonete, como já citei em matéria anterior.

Vá ao otorrino para que ele faça a retirada com aparelho adequado ou prescreva para você um medicamento adequado para que esta cera seja retirada aos poucos de sua orelha.

Há dois tipos conhecidos de cera de ouvido, a saber: a seca e a úmida, sendo que a maioria das pessoas das raças negra e branca tem o ouvido úmido e os asiáticos e indígenas possuem a cera seca.

Curiosamente, cientistas descobriram que o câncer de mama pode ser mais freqüente em mulheres que têm a cera úmida em seu ouvido. Qual a relação? Não se sabe: é apenas um dado estatístico que ainda precisa ser melhor compreendido.

Mas, para que seu organismo não produza muita cera em seu ouvido, você pode tentar controlar alguns fatores, como alimentos ricos em gorduras, ingestão de bebidas alcoólicas (sim, o álcool aumenta a produção desta simpática cera!) e, para ajudar a reduzir a produção excessiva, a atividade física é fundamental.

Bons exercícios!

sexta-feira, 17 de junho de 2011

Obesidade é contagiosa!




Verdade! A obesidade é uma doença contagiosa, sim! Mas não se transmite de uma pessoa para a outra através de algum mecanismos físico, como acontece com as doenças infecto-contagiosas, tais como o resfriado, por exemplo.

Trata-se de um contágio comportamental.

Isso: o comportamento alimentar de uma pessoa ou de um grupo de pessoas (já contaminadas entre si) tem grande potencial de se propagar para outras pessoas que convivam neste mesmo meio.

Segundo estatísticas relativamente recentes, se um amigo seu é obeso, você tem cerca de cinquenta por cento a mais de possibilidades de aumentar de peso!

No caso de irmãos obesos a chance de se cultivar gorduras extras é de quarenta por cento e no caso de cônjuge este número cai um pouco para trinta e sete por cento.

É tudo por questão de se copiar o comportamento, pois quando se entra em um ambiente onde muitos comem muito, podemos entrar no mesmo rítmo e comer muito!

Portanto, se você tem amigos comilões e quer emagrecer ou manter a forma adequada (não a forma de um barril!), precisa se encontrar com seus amigos em eventos que não envolvam alimentação. E essa não é uma tarefa fácil, por conta de que a imensa maioria dos eventos sociais envolvem uma refeição.

E não é só em nosso meio cultural. O hábito de se reunir à mesa é uma tradição muito antiga. Lembra da "Santa Ceia"? Então, bem antes da época de Jesus, as pessoas se reunem para tratar de assuntos os mais diferentes para conversar, debater e até mesmo discutir.

A reunião tem um motivo qualquer e a comilança é a desculpa para este motivo.

Portanto: cuidado com as amizades!

Mas tem o outro lado da história: se você tem amigos que adoram malhar e comer tudo "natureba", fugindo de carboidratos e todo aquele comportamento, digamos, meio neurótico, certamente você está no caminho oposto, ou seja, querendo manter a saúde. Ainda aqui um cuidado: anabolizantes e medicamentos para emagrecer PRECISAM de prescrição a acompanhamento médico.

quinta-feira, 16 de junho de 2011

Baryta carbonica




É o medicamento homeopático para as amigdalites (dores de garganta), amigdalas inchadas, inflamadas e com dificuldade para engolir. Associado a outros medicamentos homeopáticos, combate a formação do pús, a dor de garganta, a rouquidão e o estado febril.

Imaturidade. Pequenez. Extrema irresolução e insegurança. Estático. Vontade nula. Não faz com medo de errar e sem confiança em si. É visto como pessoa limítrofe ou muito segura, por não permitir o movimento de suas atitudes.

Vergonha, timidez.

Crianças que escondem-se atrás da mãe;

Medo de estranhos, preferindo ficar com a família;

Desenvolvimento atrasado. Tarda a aprender a falar e a caminhar;

Infantilidade em pessoas idosas. Senilidade. Comportamento infantil;

Falta de confiança em si mesmo, especialmente ao seu próprio corpo;

Irresolução. Vontade fraca;

Difícil compreensão. Memória fraca;

Dependente nas relações afetivas. Facilmente suprimido;

Bem arrumado, perfeito no vestir-se (consciencioso);

Desconfiado: "Eles riem de mim";

Come unhas;

Ciúme em crianças causando: enurese, resfriados, se escondem etc;

Colapso das funções mentais.

..........

MENTE:
- Imaturidade. Pequenez. Extrema irresolução e insegurança.
- Estático. Vontade nula.
- Não faz com medo de errar e sem confiança em si.
- É visto como pessoa limítrofe ou muito segura.
- Não permitir o movimento de suas atitudes.
- Vergonha, timidez.
- Crianças: escondem-se atrás da mãe.
- Crianças: não podem brincar,
- Crianças: ficam olhando fixamente, não tem amigos.
- Medo de estranhos, fica com a família.
- Desenvolvimento atrasado. Tarda a aprender a falar e caminhar.
- Infantilidade em pessoas idosas. Senilidade. Bobos.
- Falta de confiança em si mesmo, especialmente concernente ao seu próprio corpo.
- Irresolução. Vontade fraca.
- Difícil compreensão. Memória fraca.
- Dependente nas relações afetivas, facilmente suprimido (Staph).
- Bem arrumado, perfeito no vestir-se (consciencioso).
- Desconfiado: "Eles riem de mim".
- Come unhas.
- Ciúme em crianças causando: enurese, resfriados, se escondem etc.
- Agudo: colapso das funções mentais.

GENERALIDADES:
- Calafrios.
- Inchaço das glândulas.

COMIDAS E BEBIDAS:
- Aversão: frutas, especialmente ameixas.

CABEÇA:
- Calvície.
- Cabelos brancos.

BOCA:
- Boca aberta.

GARGANTA:
- Amígdalas inchadas.
- Estenose do esôfago. Espasmo esofageano, ao engolir.

GENITAL:
- Pequenez, imaturidade.
- Desejo sexual diminuido, indiferença.
- Sem sexo, sem amigos, não se casa, nada.

COSTAS:
- Inchaço dos gânglios cervicais.

quarta-feira, 15 de junho de 2011

Roupas tecnológicas




A ciência é realmente algo impressionante para todos nós e vem trazendo muitas novidades em vários setores para nos dar conforto, alívio e melhorar a performance em determinadas circunstâncias, como as práticas esportivas, sejam as radicais, profissionais ou, simplesmente, para prevenir e relaxar, afinal, esporte, adequadamente praticado, pode nos ajudar até mesmo a prevenir doenças.

A tecnologia dos tecidos esportivos é um dos setores que mais tem evoluído recentemente e podemos ver na tv, com frequência, alguns tecidos que nos chamam atenção.

Há poucos dias assisti um trecho de um jogo de futebol no qual um dos jogadores, após ser contundido (machucado) na região cefálica (cabeça), para continuar jogando, usou uma toca compressiva, de tecido especial, para conter sangramentos e para reduzir edema (inchaço), diferente do que se faria até pouco tempo atrás, quando se colocava bandagens que eram presas por esparadrapos e que se soltavam com alguma facilidade ou comprimiam demais a cabeça, gerando desconforto.

Pareceu-me que o jogador em questão estava bem adaptado com a toca e jogou todo o resto da partida com ela.

Vemos, também, que os jogadores dos mais variados esportes usam roupas bem mais específicas para sua prática esportiva específica - perdão pela redundância - e acaba melhorando até mesmo seu desempenho na atividade.

Nas últimas olimpíadas vimos que os competidores em natação usavam uma roupa que melhorava a performance a ponto de gerar discussões no comitê olímpico sobre a manutenção ou não desta roupa que parece reduzir o atrito do corpo na água, melhorando rendimento e reduzindo o tempo de conclusão das competições em frações de segundos decisivos para vencer ou não uma prova de alto nível.

Roupas com nanotecologia, com sais de prata, fibras dispostas de tal modo que auxiliam os músculos, que melhoram a microcirculação periférica, enfim, que têm funções muito importantes para melhorar a condição e a prática de atividades físicas são uma realidade.

Até mesmo para o dia-a-dia, temos estas roupas à venda, com os tecidos ditos "inteligentes", que não se impregnam de sujeira com tanta facilidade, que repelem a água e outras características já se tornaram relativamente comuns.

O preço ainda não é muito convidativo, mas as roupas realmente valem a pena de serem adquiridas e usadas.

Os calçados também têm uma "tecnologia embarcada" bem interessante, que ajudam, por exemplo, a poupar o pé do diabético, a melhorar a corrida, a curar um esporão de calcâneo, a reduzir tendinites...

Alguns produtores primam por roupas focadas em esportes, dando prioridade para a performance e afirmam que elas devem se adequar aos movimentos, reduzir atritos e gerar conforto. Outros se aprimoram em cuidar de pessoas com limitações específicas, tentando gerar alívio para os problemas que elas têm.

De qualquer modo, é bom saber que estamos vivendo uma época na qual até mesmo as roupas vão se adequando às nossas necessidades, sem deixar de lado a questão da moda, mas priorizando nossa saúde.

terça-feira, 14 de junho de 2011

Preguiça no frio!




Especialistas acreditam que ficar sentado no sofá da sala, vendo TV e tendo como "prática desportiva" o uso do controle remoto é uma atividade perigosa e que constitui risco para que se adoeça com maior facilidade!

O pior é que estatísticas feitas com seriedade mostram que pelo menos metade da população brasileira nada faz para ter uma forma física adequada para evitar ou reduzir problemas de saúde. Basta andar por uma grande cidade brasileira, para verificar, com os próprios olhos, quanta gente está com excesso de peso andando pelas ruas, aparentemente sem qualquer preocupação com o próprio futuro.

A atividade física regular ajuda muito a evitar problemas ou, pelo menos, a reduzi-los de forma importante.

Mas aí alguém pode dizer que é caro, por exemplo, ir para uma academia. Eu concordo: é caro mesmo e não são todos que podem arcar com esta despesa, infelizmente, o que a torna um luxo, na maioria dos casos.

Entretanto, há uma possibilidade para sair da imobilidade que está ao alcance de todos os que têm as pernas e a coluna saudável: caminhar.

"Mas, caminhar no frio? Ô dureza! Não dá, não!"

Dá, sim!

Tenho certeza de que há um Shopping perto de sua casa. Pois então: vá caminhar no Shopping, pelo menos uns quarenta minutos por dia. Mas não leve muito dinheiro, para não ficar tentado a gastar mais do que precisa. Uma coisa nada tem a ver com a outra: trata-se de um projeto - caminhar no Shopping é melhor para sua saúde do que ficar sentado na poltrona ou no sofá gerando atrofias para seu corpo.

Se você caminhar dez mil passos a cada dois dias, estará colaborando muito para que seu organismo fique menos propenso a adoecer ou gerará maior resistência para quando tiver de enfrentar qualquer doença, pois o organismo com melhor condicionamento físico certamente enfrenta melhor os reveses da vida.

Caminhe para ficar saudável! É o mínimo que você precisa fazer por você. Aí, depois da caminhada, um banho rápido e repouso merecido.

segunda-feira, 13 de junho de 2011

Abrotanum




Resumo de matéria médica homeopática:

MENTE:
- Raivoso, rancoroso, vingativo, violento,
- Crueldade
- Pessoa mal-humorada.

PRINCIPAIS SINTOMAS:
- Metástases (queixas alternantes).
- Marasmo.
- Caxumba desaparece da face, e então vai para os testículos. (Puls: Caxumba vai da face para os testículos e pode permanecer na face).
- Genitália, inchaço dos testículos, caxumba, de: Abrot (1), Puls(3).
- Diarréia para, então dor no coração; a dor se vai, daí vem a diarréia.
- Hemorróidas, sangram tão logo o reumatismo melhora.

SUPRESSÃO:
- De uma condição mudando para outra condição.

CRIANÇAS.
- Bebês, crianças que não ganham peso, com erupções, especialmente em volta do umbigo, com aspecto envelhecido (face enrugada), (emagrecimento).
- Bebês com secreções, sangue, erupções no umbigo.
- Marasmo: especialmente definhamento de extremidades inferiores em bebês,
- Emagrecimento com apetite voraz.

GENERALIDADES:
- Diarréia.
- Noite.
- Fraqueza após gripe.
- Dor reumática em todas as articulações.

Magros "falsos"!


A fórmula para calcular o Índice de Massa Corpórea (ou corporal) é:

IMC = peso / (altura)2 => peso dividido pela altura ao quadrado, em metro. Por exemplo: uma pessoa de 1,75 m, com 88 Kg, tem IMC = 88 dividido por 1,75 x 1,75 = 28,73, o que a caracteriza como estando com sobrepeso, isto é, acima do peso ideal, embora ainda não como obeso.



Temos aprendido a verificar o estado de saúde das pessoas através de índices numéricos, que tentam refletir a realidade de cada paciente, quer dizer, tentam mostrar como realmente está cada um de modo prático, evidenciando possíveis riscos para a saúde ou demonstrando que há uma situação favorável naquele momento.

Assim, quando vamos ao médico, periodicamente, para fazer um check-up, iremos ser direcionados para exames de laboratório que "medem" nossos componentes bioquímicos, que buscam irregularidades em parâmetros pré-estabelecidos pela ciência médica após muitas pesquisas que geraram estatísticas demonstrando quais os valores normais para que se considere alguém saudável, isto é, apto para viver sem altos riscos de adoecer ou de vir a morrer.

Claro que estes exames de laboratório, estas "medições" tem um valor inestimável para avaliar o "grau de saúde" de um indivíduo. Não há qualquer sombra de dúvida, atualmente, após tantas evidências sobre estas pesquisas que, no entanto, vêm evoluindo, como tudo na vida e em conseqüência da continuidade delas - das pesquisas - e do crescente interesse da ciência em compreender cada vez melhor como o corpo humano funciona, não só em aspectos visuais, através de imagens das mais variadas, como sob pontos de vista variados no intricado mecanismo de funcionamento de sistemas, órgãos, tecidos, células, moléculas e átomos.

Tudo tem sido vasculhado e continuará sendo, sem exaustão, pela ciência. Técnicos - cientistas - elaboram teorias, criam sistemas para pesquisa, métodos, recursos, enfim, todo possível, para entender melhor nossa natureza.

Um dos métodos para avaliação da saúde humana, com relação a riscos cardio-vasculares, é o chamado índice de massa corpórea - IMC. Este índice, que relaciona a estatura com o peso, mostra se o indivíduo é obeso ou não e, em determinadas faixas de resultados, temos números que, estatisticamente, apontam os riscos, tentando alertar para que o paciente trate de mudar seu estilo de vida para não permanecer na faixa de risco cardio-vascular, o que significa dizer que a partir de certo ponto, o paciente está arriscado a ter um infarto ou um acidente vascular cerebral, por exemplo.

Mas preciso lembrar que um IMC normal não isenta ninguém de risco cardíaco, pois, o IMC é apenas UM dado para ser avaliado. Há pessoas com IMC dentro do normal, caraterizadas, portanto como magras, que têm elevada taxa de colesterol ou triglicérides (dois tipos diferentes de gordura no sangue) ou, ainda, de glicemia (glicose - açúcar, que corre no sangue) e estão sob risco algumas vezes mais elevados de problemas cardíacos do que um paciente obeso moderado, que apresenta níveis normais destes componentes da nossa "bioquímica".

Assim, devemos ter em mente que apenas um índice, apenas uma informação, não nos isenta de coisa alguma. Aliás, ainda que tenhamos todos os nossos exames dentro da normalidade, podemos ter quaisquer problemas de um momento para outro, pois, nosso organismo é extremamente lábil, quer dizer, muda de estado de saúde de um momento para outro, também graças às nossas fragilidades emocionais.

É bastante sabido que fortes emoções podem levar uma pessoa, de súbito, a ter um infarto, assim como uma elevação da pressão arterial. Também não é desconhecido da maioria das pessoas, que as emoções contidas durante períodos prolongados, geram problemas orgânicos dos mais variados, como, por exemplo, gastrites ou mesmo úlceras gástricas.

Mas, vamos concentrar a atenção no que eu iniciei escrevendo: vamos imaginar dois pacientes hipotéticos: um, de 20 anos, que mede 1,84 metro e pesa 75 quilos, com índice de massa corporal na faixa dos 22,2, valor que o classifica como magro e outro paciente, também de 29 anos com 1,92 metro pesando 84,3 quilos e IMC de 22,9, que o categoriza como esbelto.

Os dois, portanto, estão praticamente empatados em matéria de IMC. E, à primeira vista, livres de preocupações, por assim dizer, gordurosas. Mas as aparências (e as medidas) enganam.

De acordo com os resultados de estudos recentes, um deles pode ser considerado um gordo, ou melhor, um obeso de peso normal.

Por meio de informações adicionais, como os níveis de colesterol e a medida da circunferência abdominal dos participantes, pode ser observado que, apesar da silhueta esguia e do IMC normal, os neo-obesos têm gordura de sobra.

E isso não é bom. O tecido adiposo em excesso fabrica altas doses de substâncias nocivas, como a interleucina 6 e o fator de necrose tumoral alfa. Essa dupla inflama as paredes dos vasos, contribuindo para entupi-los. O tal fator de necrose também aumenta a resistência à insulina. Nesse caso, o hormônio que bota açúcar para dentro das células não consegue desempenhar sua função adequadamente.

Complicado, não? Não, não é complicado: consulte seu médico para uma avaliação adequada.

Faça exercícios regularmente, coma somente o que precisa e de modo equilibrado, durma adequadamente e cuide de seus estresses na medida do possível, para reduzir seus riscos de aquirir doenças indesejáveis.

Numa expressão apenas: cuide-se!

sábado, 11 de junho de 2011

Dieta rica em gorduras pode lesar células do cérebro...




Pesquisadores do Diabetes and Obesity Center, da University of Washington, afirmam que uma dieta rica em gordura pode lesar os neurônios. Os cientistas estudaram o cérebro de 60 ratos, divididos em seis grupos, que receberam uma alimentação rica em gorduras por um período que variou de um dia a oito meses.

Os pesquisadores detectaram danos e eventual perda de neurônios que regulam o peso crítico quanto maior foi a ingestão de gordura. "A possibilidade que a lesão cerebral pode ser uma conseqüência do consumo excessivo de uma dieta típica americana oferece uma nova explicação para o porquê da perda de peso sustentada é tão difícil para a maioria das pessoas obesas", diz Joshua Thaler, um dos autores da pesquisa.

Eu tenho ficado preocupado com as informações e as pesquisas publicadas ultimamente que dizem respeito à alimentação.

Vou citar exemplos, sempre lembrando que são apenas expressões do que li, não o conteúdo integral, mas a essência das leituras, sob meu ponto de vista, o que pode ser até mesmo divertido, dependendo de como se lê.

"Ciclamato/Sacarina fazem mal à saúde." É uma das notícias que podemos ler.
Os adoçantes de ciclamato e sacarina são substâncias totalmente químicas e não são eliminadas pelo organismo. Têm gosto amargo, mas são os mais baratos. Por existirem evidências de serem cancerígenos em ratos, muitos tentam evitar, embora não exista uma relação concreta entre o antigo consumo do ciclamato por diabéticos e o aparecimento de tumores. Dizem até que o "ciclamato de sódio", por ter o sódio em sua composição, aumenta a pressão arterial. Será tudo isso? Uma pesquisa da Universidade de Purdue, em Indiana, nos Estados Unidos, concluiu que a sacarina, um tipo de adoçante, pode levar ao aumento de peso em ratos. O estudo foi divulgado por uma revista científica chamada "Behavioral Neuroscience" e reacendeu a velha polêmica em relação ao consumo de adoçantes.

Já o aspartame, é um adoçante recente e apesar de um pouco mais caro, é muito apreciado devido ao seu sabor bastante parecido ao do açúcar, sem amargor. A sua popularidade foi aumentando desde a década de 80, quando surgiu, principalmente pelo fato de não possuir efeito cancerígeno, já que é produzido a partir de duas proteínas naturais presentes em vários alimentos.
Entretanto, ultimamente vêm surgindo informações de que o aspartame estaria associado a várias doenças neurológicas como Esclerose Múltipla e o mal de Alzheimer. O que ocorre é o seguinte: Essas notícias que ultimamente vêm sendo veiculadas por e-mail são mal explicadas e não comprovadas cientificamente.
Artigos de literatura científica alegam que somente um consumo muito além do normal poderia provocar efeitos no Sistema Nervoso em indivíduos não portadores de fenilcetonúria.
O conteúdo assustador do e-mail cita por exemplo, que “seis amigos da enfermeira eram viciados em diet coke”; “mulheres de trinta anos estão sendo internadas com mal de Alzheimer\". São, acima de tudo, argumentos vagos e pouco convincentes. Além de, todas as “evidências” serem exclusivamente americanas, como se o consumo do aspartame fosse exclusivamente feito lá.
Nada tem sido observado em outros países. Deve-se lembrar que o produto vendido como aspartame no mercado possui apenas cerca de 4% de aspartame, sendo o restante lactose ou maltodextrina, açúcares naturais.

Mais recente é a Sucralose, que é o único adoçante derivado do açúcar. É o utilizado em todo mundo em alimento e bebidas de baixa caloria, e como também adoçante. Sucralose é derivado do açúcar através de um processo patenteado de multi-passos, que substitui seletivamente 3 átomos de cloro, pôr 3 grupos de hidrogênio-oxigênio na molécula do açúcar. Essa oportuna troca de átomos de cloro cria uma estrutura molecular que é excepcionalmente estável e aproximadamente 600 vezes mais doce que o açúcar. Mais de 100 estudos científicos durante 20 anos, comprovaram que o sucralose é seguro. Importantes estudos toxicológicos foram feitos e ficou comprovado que o adoçante sucralose não e cancerígeno. Os dados dos estudos foram avaliados independentemente pôr vários peritos de diferentes disciplinas, incluindo toxicologia, oncologia, teratologia, neurologia, pediatria e nutrição. Sucralose sozinho não tem nenhuma caloria. Quando usado para adoçar comidas ou bebidas, nenhuma caloria é acrescentada. Porém produtos feitos com sucralose algumas vezes contém calorias provenientes de outras fontes, como carboidratos, proteínas e gorduras.Embora a sucralose seja feita do açúcar, o corpo não o reconhece como açúcar ou outro carboidrato. A molécula de sucralose passa pelo corpo sem se modificar, isto é, não é metabolizada, e é eliminada após o consumo.
É exatamente nesta particularidade, de ser eliminada que dizem alguns pesquisadores residir o problema da sucralose, pois, a molécula é eliminada pelas fezes e pela urina e vai continuar seu caminho nas águas que são veículo de transporte dos dejetos humanos na Terra. Parece, também, que a sucralose fica retida nas células gordurosas do nosso organismo e apresenta algum tipo de problema por conta disso, não há certeza disso, entretanto.

Pois é, eu começo a pensar que talvez não dê mais para comer nada, pois, como você leu no começo da matéria, tudo faz mal para a saúde ou para o meio ambiente!

Exagero meu? Sim, aliás, os problemas acontecem justamente por exageros. TUDO feito com exagero leva a problemas. Claro que há coisas que efetivamente nos fazem mal em qualquer situação, mas o que sabemos que pode ser utilizado sem excessos, devemos utilizar simplesmente sem excessos e ponto final.

Ufa! Então, dá para comer alguma coisinha gordurosa de vez em quando? Dá, sim! É só não exagerar.

sexta-feira, 10 de junho de 2011

Doar sangue faz bem para a saúde!




Quando se pode doar sangue, não se está fazendo bem somente para o próximo, mas também para si mesmo!

Estudos apontam claramente que quem doa sangue com regularidade pode reduzir o risco de doenças cardíacas, pois colabora com o metabolismo de ferro sangüíneo nesse processo de produção de sangue para o próprio organismo.

Há quem acredite que ingerimos muito ferro em nossa alimentação, quer dizer, quem receba alimento em proporções adequadas e habitualmente saudáveis. Claro que essa afirmação não é aplicável para populações de baixa condição econômica.

O excesso de ferro ingerido parece provocar e estimular a produção de radicais livres no organismo (um processo de enferrujamento) e, assim, eleva o risco de doenças das mais variadas, como doenças cardíacas, câncer e Alzheimer, por exemplo.

A ingestão abusiva de carnes vermelhas é um dos fatores mais importantes nesse processo, portanto é recomendável que se faça uma redução desse alimento, para quem seja extremamente "carnívoro".

Entretanto, há critérios que permitem ou que impedem uma doação de sangue, que são determinados por normas técnicas do Ministério da Saúde, e visam à proteção ao doador e a segurança de quem vai receber o sangue.

Vamos a eles:

O doador deve...
- levar documento oficial de identidade com foto (identidade, carteira de trabalho, certificado de reservista, carteira do conselho profissional ou carteira nacional de habilitação);
- estar bem de saúde;
- ter entre 18 e 65 anos;
- pesar mais de 50 Kg;
- não estar em jejum; evitar apenas alimentos gordurosos nas quatro horas que antecedem a doação.

Impedimentos temporários
- Febre
- Gripe ou resfriado
- Gravidez
- Puerpério: parto normal, 90 dias; cesariana, 180 dias
- Uso de alguns medicamentos
- Pessoas que adotaram comportamento de risco para doenças sexualmente transmissíveis


Cirurgias e prazos de impedimentos
- Extração dentária: 72 horas
- Apendicite, hérnia, amigdalectomia, varizes: 3 meses
- Colecistectomia, histerectomia, nefrectomia, redução de fraturas, politraumatismos sem seqüelas graves, tireoidectomia, colectomia: 6 meses
- Ingestão de bebida alcoólica no dia da doação
- Transfusão de sangue: 1 ano
- Tatuagem: 1 ano
- Vacinação: o tempo de impedimento varia de acordo com o tipo de vacina

Impedimentos definitivos
- Hepatite após os 10 anos de idade
- Evidência clínica ou laboratorial das seguintes doenças transmissíveis pelo sangue: hepatites B e C, Aids (vírus HIV), doenças associadas aos vírus HTLV I e II e Doença de Chagas
- Uso de drogas ilícitas injetáveis
- Malária

Intervalos para doação
- Homens: 60 dias (até 4 doações por ano)
- Mulheres: 90 dias (até 3 doações por ano)

Doe sangue com responsabilidade
Você sabe o que é janela imunológica? É o período entre a contaminação da pessoa por um determinado agente infeccioso (HIV, hepatite...) e a sua detecção nos exames laboratoriais.

No período da janela imunológica, os exames são negativos, mas mesmo assim o sangue doado é capaz de transmitir o agente infeccioso aos pacientes que o receberem.

A sinceridade ao responder as perguntas do questionário que antecede a doação é importante para evitar a transmissão de doenças aos pacientes.

Nunca doe sangue se você quiser apenas fazer um exame para Aids. Neste caso, procure um Centro de Testagem Anônima e gratuita.

Cuidados pós-doação
- Evitar esforços físicos exagerados por pelo menos 12 horas
- Aumentar a ingestão de líquidos
- Não fumar por cerca de 2 horas
- Evitar bebidas alcóolicas por 12 horas
- Manter o curativo no local da punção por pelo menos de 4 horas
- Não dirigir veículos de grande porte, trabalhar em andaimes, praticar paraquedismo ou mergulho.

É isso!

quinta-feira, 9 de junho de 2011

Café pode elevar seu colesterol ruim! Essa, não!




Um grupo de pacientes que atendo, bem magrinhos, têm apresentado elevação do colesterol LDL, ou seja aquele tal do colesterol que deposita nas artérias e fecha o caminho para o sangue, podendo levar a infartos (infarto ou enfarte é definido como uma lesão tecidual isquêmica irreversível, isto é, devida à falta de oxigênio e nutrientes, geralmente associado a um defeito da perfusão sanguínea e esta situação vai levar à morte celular ou necrose) ou isquemias (falta de suprimento sanguíneo para um tecido orgânico) de áreas nobres do corpo.

O que me chama a atenção, nesses casos é que todos eles são realmente magros, todos referem hábitos alimentares relativamente saudáveis, alguns têm atividade física regular, e nem todos referem antecedentes familiares para problemas relativos ao colesterol.

Aí comecei a pesquisar para tentar entender o que, além das causas hereditárias, poderia ser mais um fator para colaborar na elevação do colesterol LDL nessas pessoas e li uma matéria que me deixou espantado.

Há relatos, na literatura médica, de que o café não coado pode ser um co-responsável pela elevação deste componente dos lipídeos (gorduras) sangüíneos, por conta de dois componentes de sua constituição chamados cafestol e o kahweol, que, por sua vez elevariam um aminoácido (molécula orgânica que serve de base para a formação de proteínas) chamado homocisteína, que está relacionada, também de acordo com estudos científicos à elevação de risco para infartos do coração (miocárdio).

Além disso eles estariam, os três, relacionados com a elevação da pressão arterial, o agravamento nos quadros de arritmias e desenvolvimento de osteoporose.

A não utilização do filtro de café durante o seu preparo não retém o cafestol e o kahweol, o que ocorre no preparo do café árabe e expresso. Quando se utiliza o filtro de papel ou o coador de pano, ocorre a retenção destes nutrientes, impedindo a elevação do colesterol e frações.

Estudos demonstraram que o consumo diário de 5 xícaras de café contendo 10 mg de cafestol durante 4 semanas, pode elevar o colesterol em 0,13 mmol/l e os triglicerídeos em 0,08 mmol/l.

Os mecanismos descritos para justificar estas alterações são que a elevação da LDL-colesterol ocorre pelo efeito do cafestol sobre a proteína reguladora de ligação de esteróides, resultando na diminuição da transcrição do gene da HMG-CoA redutase, responsável pela síntese de colesterol. Meu Deus, que complicado!

Para você, basta saber que é melhor coar o café! O café de máquina expressa e outros tipos de café mais saborosos podem ser um risco para a sua saúde.

Agora me resta começar a conversar com os pacientes para saber mais sobre os seus hábitos alimentares e tentar corrigir, na medida do possível.

Eu, particularmente, adoro café expresso! Quando vou a uma padaria, agora, fico em uma encruzilhada, pois o café de coador de uma padaria, habitualmente vem banhado em açúcar - é o famoso açúcar com café e o outro disponível para consumo, sem açúcar, no qual posso usar minha sucralose, é o café de máquina expressa italiana!

Como não tomo mais de dois cafés ao dia, ainda mantenho o costume de tomar o café da máquina, pois não tenho mais hábito de colocar açúcar nos alimentos.

Há, ainda, a questão que muitas pessoas falam, inclusive nas consultas: o café provoca a osteoporose, mesmo?

São contraditórios os dados relacionando o consumo de café e a formação da massa óssea. A cafeína em excesso aumenta a excreção do cálcio urinário. Os efeitos tornam-se maléficos quando a ingestão diária de café for acima de 2 e ½ xícaras associada à ingestão de cálcio abaixo de 800 mg.

Os estudos concluem que a população deve ser orientada, quanto à escolha da forma de preparo do café e quanto à necessidade do seu consumo com moderação.

Mas nem precisava, cero? Afinal, temos aprendido que tudo na vida necessita de moderação!

quarta-feira, 8 de junho de 2011

E aí: ovo realmente eleva seu colesterol?




Atualmente, o consumo per capita de ovos no Brasil corresponde a cerca de 126 ovos por habitante por ano. Comparando aos altos consumos de paises desenvolvidos a exemplo do Japão (360 ovo/hab/ano), este consumo é, simplesmente, insignificante. As causas do reduzido consumo de ovo pelos brasileiros, são variadas.

A principal delas tem sido o medo exagerado de colesterol do ovo devido à incidência de infarto de miocárdio, com esse esteróide levando muitos consumidores à "colesterolfobia".

Portanto, o reduzido consumo de ovo no Brasil é atribuído por muitos ao colesterol presente no alimento.

A maior parte do colesterol dos ovos está, de fato, na gema, as comê-los não eleva o nível de colesterol no sangue, pois quanto o organismo ingere alimentos ricos em gordura, o fígado transforma apenas parte dela em colesterol, mas não a ponto de gerar tanta preocupação.

Claro que esta “inverdade”, ou verdade parcial, muitas vezes dita pelos técnicos do meio zootécnico, retira da boca do pobre um alimento de qualidade inigualável.

Sim, por que o ovo de consumo é notadamente reconhecido como alimento de alta qualidade nutricional, com presença marcante no combate a desnutrição de consumidores em paises subdesenvolvidos, sobretudo de crianças.

Esse alimento tem tido uma importância fundamental na desigualdade nutricional em virtude do baixo custo de aquisição e ao alto nível de proteínas, estando acessível a todas as classes sociais.

Ingerido de modo consciente, sem exageros, o ovo é excelente componente da dieta de qualquer pessoa. A clara do ovo é riquíssima em proteína (amlbumina), inclusive, "mais magra" do que muitas outras fontes de proteína, como, por exemplo a carne de boi.

O ovo tem sido apontado como um ótimo componente da dieta de portadores de Alzheimer e Parkinson, por reduzir o agravamento das doenças. O ovo parece auxiliar na cognição, isto é, na vida de relacionamento, na memória, na atenção, na concentração, devido à presença marcante da colina, um aminoácido precursor da acetil-colina, um neurotransmissor, por "melhorar funcionamento do cérebro", parecendo estar relacionado à neuroplasticidade, ou adaptação d cérebro às crescentes necessidades de evolução.

Além disso, em gestantes, o ovo de galinha pode fornecer colina suficiente para auxiliar no desenvolvimento do cérebro do feto.

Estudos científicos comprovam que as doenças cardiovasculares estão mais relacionadas com as complicações hereditárias e maus hábitos alimentares, como ingerir gorduras saturadas, principalmente a trans, do que mesmo com os níveis de colesterol dos ovos.

Assim, em outros estudos tem sido sugerido o consumo de um ovo por dia, podendo ser até dois, dependendo do caso, sem afetar a concentração de colesterol sangüíneo, já que a quantidade de colesterol, em média, em cada ovo, é de 213 mg e nossa necessidade diária máxima recomendada do chamado "mau colesterol" é de 300 mg ao dia.

Apesar dessa precaução sem sentido de ser, os pesquisadores tem estudado o enriquecimento de ovo com ácidos graxos da série ômega-3, tornando o ovo num alimento funcional, por evitar problemas cardíacos através de ações antiinflamatórias.

Os estudos com redução do colesterol da gema não tem tido tanto êxito, por que as galinhas poedeiras "modificam seu metabolismo" para oferecer a devida quantidade de colesterol, utilizado para nutrição do embrião.

Este alimento é uma excelente fonte de nutrientes alimentares. O que deve ser mudado é o conceito errado da "colesterolfobia".

Uma das fontes deste texto é o site Agronline, que você pode acessar na internet, sem dúvida, mas ainda temos referências da Dra. Nancy Snyderman, pesquisadora da Universidade da Pensilvânia, dos Estados Unidos.

terça-feira, 7 de junho de 2011

Ácido fólico: um ajudante para prevenir problemas cardíacos?




Muitos cardiologistas, particularmente no exterior do Brasil, prescrevem ácido fólico para diminuir o risco de doenças cardíacas e derrames (AVC), mas até recentemente não se sabia exatamente por conta de qual fator esta substância química faria "seu trabalho".

Hoje se sabe que o ácido fólico reduziria os níveis de homocisteína (um aminoácido, base para formação de proteínas) no sangue.

O alto nível de homocisteína tem sido apontado como um fator de risco para doenças cardiovasculares, mas estudos mais recentes têm demonstrado que, na verdade, o ácido fólico não ajuda a diminuir esse risco. Mas há controvérsias.

Considera-se tecnicamente que o nível elevado de homocisteína pode não ser tão importante fator de risco como se acreditava até recentemente e há reflexões a respeito da real necessidade do uso de suplementos a base de ácido fólico e vitaminas do complexo B para cumprir o papel de proteção.

Todo mundo precisa de 400 mg de ácido fólico por dia, mas ele pode ser obtido através do consumo de folhas verdes e de algumas frutas, além da eventual ingestão de um multivitamínico.

As gestantes precisam de ácido fólico para proteger o bebê contra "defeitos de fabricação" do tubo neural, entre os quais a espinha bífida ( uma malformação congênita provocada por um fechamento incompleto do tubo neural embrionário.E uma das lesões mais comuns da medula espinhal,podendo ocorrer em toda a extensão da coluna espinhal,a Espinha bifida geralmente vem acompanhada de outros problemas como: Hidrocefalia, Paralisia flácida; Diminuição da força muscular; Atrofia muscular; Diminuição ou abolição dos reflexos tendíneos; Diminuição ou abolição da sensibilidade exterioceptiva e proprioceptiva; Incontinência dos esfíncteres de reto e bexiga; Deformidades de origem paralíticas e congênitas.Rowland(1997),afirma que a prevalência é de 1 em cada 400 nascimentos, sendo que em um terço dos casos, a causa pode estar associada a fatores genéticos, enquanto que em 50%, a causa é desconhecida.O tratamento da Espinha bifida em primeiro lugar e o fechamento da medula e normalmente e feita em até 48 horas depois do nascimento, faz-se necessário uma equipe multidisciplinar para corrigir os outros problemas que acompanham a espinha bifida)