Código genético do câncer de mama e de cólon


Cientistas do Johns Hopkins Kimmel Cancer Center, em Baltimore (Estados Unidos), anunciaram ter decifrado o código genético completo do câncer1 de mama e de cólon, o que pode abrir caminho para novos tratamentos mais personalizados.

Por meio da análise de 13 mil genes em 11 mamas e 11 cólons (porção maior do intestino grosso2), o mapeamento genético obtido identificou 189 genes que sofreram mutação. A maioria deles não havia sido relacionada com o câncer em estudos anteriores, mas constatou-se que afetam várias funções celulares, incluindo o surgimento, crescimento e disseminação dos tumores.

A descoberta pode permitir que novos medicamentos atuem nesses genes melhorando os tratamentos, também pode levar a um diagnóstico mais precoce da doença e lança as bases para novos estudos sobre os cânceres, avalia Victor Velculescu, um dos autores do estudo.

No artigo publicado na revista Science, os pesquisadores dizem ainda que, de acordo com o mapeamento, o câncer1 é mais complexo do que a comunidade científica acreditava. O estudo constatou que, além de haver mais genes mutantes envolvidos no câncer do que se imaginava, os tipos de tumor são muito diferentes entre si. Entre os quase 200 genes mutantes encontrados nos tumores de mama e de cólon, foram detectadas apenas duas mutações em comum.

Agora a equipe pretende determinar os efeitos dos genes mutantes no interior das células cancerígenas, tanto no câncer de mama quanto no de cólon, para priorizar a busca de novos tratamentos. Descobertas anteriores sobre a genética do câncer já haviam levado a estratégias de diagnósticoe tratamento em estágios mais precoces da doença. Exemplo disso é o Herceptin, nome comercial da droga trastuzumabe, que atinge um receptor em células do câncer1 de mama formado pelo gene HER2.

Um dos objetivos a longo prazo é planejar métodos personalizados de prevenção e tratamento que atendam ao perfil genético de cada pessoa.

Fonte: Science
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