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quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

Mau hálito





Apesar de não ser algo considerado grave, pode gerar certos constrangimentos, particularmente de natureza social. Ainda assim, é algo comum e nem chega a ser considerado como importante, mas pode ser secundário a alguns fatores que podem ser evitados.

As infecções da boca, ou cavidade oral são causas comuns de halitose ou mau hálito e podem acontecer por conta de inadequada ou falta de higiene oral, que facilita muito a proliferação de micróbios formadores de gases que modificam a qualidade do hálito da pessoa.

Além disso, infecções das vias aéreas superiores, como gengivites - que também podem estar associadas a erros da higiene, estomatites – causadas por vírus, bactérias ou fungos e faringo-amigdalites (ou faringo-tonsilites, como são denominadas mais recentemente) são fatores transitórios que desaparecem com o tratamento adequado.

A secura da cavidade oral por conta da escassez de saliva é um fator orgânico de mau hálito e pode ter a ver com quadros mais variados, como a Síndrome de Sjöegren, por exemplo [A síndrome de Sjögren é uma doença sistêmica inflamatória crônica, de provável etiologia auto-imune. As glândulas lacrimais e salivares são os principais órgãos afetados , o próprio corpo as vê como algo estranho a ele a acaba atacando para levar a sua destruição, originando disfunções que desencadeiam quadro clássico de xeroftalmia (olhos secos) e xerostomia (boca seca).]

Mais freqüentemente a causa da halitose é a ingestão de alimentos que alteram o odor natural da própria respiração, como por exemplo o alho, a cebola, o álcool e os alimentos ricos em gorduras animais, por conta de que estes alimentos têm a eliminação de parte de seus metabólitos através dos pulmões.

O diabético também apresenta alterações do hálito por conta do seu metabolismo, que gera substâncias chamadas de corpos cetônicos, que são eliminadas pela respiração. Não chega a ser um hálito ruim, mas é diferente do que se está habituado em pessoas não portadoras da doença.

Soluções sugeridas: higiene bucal completa, incluindo fio dental, após cada refeição; mastigar ervas aromáticas; ingestão adequada de água (eu disse água) e mastigar balas sem açúcar.

Além disso, a visita regular ao seu dentista, pelo menos duas vezes ao ano é fundamental para manter e prevenir problemas não somente nos dentes, mas em toda a estrutura da cavidade bucal.

quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

Neuropsicologia no quadro de HIV




A AIDS surgiu epidemicamente na década de 1980. Oficialmente é uma doença transmissível causada por duas variedades de vírus: o HIV-1 e o HIV-2. O vírus HIV invade as células chamadas linfócitos, onde se reproduz, e em seguida destrói a célula completamente. Portanto, a infecção é sistêmica, ou seja, estende-se por todo o organismo.

O contágio de vírus é pelo contato de fluídos orgânicos que contenham partículas do vírus ou as células infectadas, como por exemplo, através do sêmen, das secreções vaginais, do próprio sangue, do líquido cefalorraquidiano e através do leite materno sangue, como por exemplo. Em proporções ínfimas, o HIV pode ser identificado na urina, na saliva e nas lágrimas.

De modo geral, a demência causada por infecções no Sistema Nervoso Central (SNC) costuma ser rara entre idosos e mais freqüente entre jovens. Por causa disso, diante de um quadro de demência em jovens devemos sempre considerar o abuso de drogas e a infecção por HIV ou por outros vírus conseqüentes à AIDS.

Desde o início da epidemia de AIDS (Síndrome de Imunodeficiência Adquirida) tem sido detectado RNA do vírus no cérebro de pacientes HIV, bem como se constatou a ocorrência de crises convulsivas sem lesão identificável em até 5% dos pacientes soropositivos (pessoas que ainda não desenvolveram a AIDS mas têm os vírus).

Acredita-se que os vírus entram no Sistema Nervoso Central (SNC) possivelmente dentro dos macrófagos e, ao saírem dessas células da defesa orgânica, produzem una meningoencefalite da qual o paciente se recupera, porém, com o passar do tempo e com a conseqüente diminuição da vigilância imunológica, esses vírus começam a se multiplicar no SNC originando os quadros demenciais.

Mais recentemente pensa-se, também, que a destruição dos vírus pelas células chamadas mielomonocitos no SNC gera, como subproduto, um material viral neurotóxico o qual, junto com moléculas produzidas pelo próprio organismo, podem conduzir aos neurônios à morte.

Ao contrário da Demência de Alzheimer, que se caracteriza por proeminentes distúrbios de memória e que atinge principalmente o córtex cerebral, a Demência Associada ao HIV apresenta um comprometimento subcortical, tendo por isso um quadro clínico distinto, caracterizado por uma lentificação dos processos mentais. Havendo comprometimento da memória é sob a forma de perda gradual da memória para fatos recentes. Posteriormente começa a ter dificuldade de linguagem, tal como, dificuldade para encontrar palavras e para lidar com conceitos abstratos. Além disso ocorrem alterações do comportamento e da coordenação motora, geralmente irritabilidade, atitudes inconvenientes e apatia.

Com o progredir da doença outras áreas são afetadas e a pessoa passa a ter dificuldades atividades mais corriqueiras e, finalmente, chega à dependência total. O quadro, em pacientes com HIV ou com AIDS já deflagrada, pode se manifestar, inicialmente, por lentificação psicomotora, delirium ou até quadros psicóticos.

Muitos autores usam a denominação de Complexo Cognitivo-Motor Relacionado ao HIV (CCMHIV) e Demência Associada ao HIV para descrever a demência que é causada pelo HIV . Às vezes empregam-se outros termos, tais como encefalopatia por HIV ou por AIDS, perturbação cerebral relacionada com HIV ou AIDS, e demência relacionada à AIDS, etc.

A queixa comum das pessoas com demência pela AIDS costuma ser a dificuldade de concentração e memória, queixas essas que podem até interferir nas atividades cotidianas, profissionais, familiares e sociais. Há, portanto, uma dificuldade em manter o desempenho profissional e uma tendência ao isolamento social, com um aspecto geral de apatia e empobrecimento das respostas emocionais. Pode ainda haver irritabilidade, comportamento social inadequado e períodos de desorientação temporal e espacial.

Sempre será bom lembrar que o HIV não é a única causa da demência em pessoas que têm AIDS. O declínio imunológico progressivo do organismo abre as portas para infecções cerebrais por outros vírus, bactérias e organismos. Essas infecções secundárias do SNC são chamadas de infecções oportunistas e se tratam de efeitos colaterais da presença de HIV. Uma importante infecção viral oportunista que pode causar demência na AIDS é a encefalite pelo vírus do herpes. Outra infecção oportunista relacionada à demência na AIDS, esta não viral, mas por protozoário, é a neurosífilis, que estava em declínio até o início da epidemia de AIDS, quando ressurgiu exuberantemente.

A demência tem uma progressão variável, alguns casos evoluindo de forma rápida, em 3 a 6 meses, ou outras o quadro pode durar de 1 a 2 anos. Os sintomas da demência por HIV podem ser agrupados em 3; cognitivos, motores e comportamentais:

Cognitivos
- Esquecimentos (fatos mais recentes)
- Dificuldades na concentração e no pensamento complexo
- Dificuldades de linguagem (inibição verbal).

Motores
- Falta de jeito para atividades mais delicadas
- Movimentos lentos e inseguros
- Movimentos bruscos dos olhos
- Fraqueza das pernas

Comportamentais
- Alteração de personalidade
- Perda de apetite
- Isolamento
- Apatia
- Falta de motivação
- Respostas emocionais inadeqüadas
- Instabilidade do humor
- Alucinações

Os efeitos da AIDS sobre o SNC parecem ser de natureza neurotóxica secundária a uma reação autoimune. Ainda que, em princípio, a demência da AIDS seja considerada subcortical, há evidências de que o córtex também seja afetado, particularmente o córtex frontal. Outros estudos mostram que mais de 30% dos pacientes com AIDS desenvolvem demência, geralmente evoluindo para um estado vegetativo.

Quando o paciente não chega a ponto de demência, o quadro clínico consiste em perda da memória recente e, menos freqüente, da memória tardia, severo comprometimento da aprendizagem e anormalidades no processamento mental. Não obstante, a capacidade pragmática para rotinas e mesmo a capacidade intelectual global, permanecem inalteradas.

Atualmente acredita-se que o início da demência no HIV seja incomum até que se evidencie a fase sintomática da doença, quando então se encontram quadros demenciais em até 15% dos pacientes. Esses sintomas de demência tornam-se progressivamente incapacitantes, embora a terapia antiretroviral possa mitigar o grau de deterioração neurológica. Apesar disso, o tratamento sintomático dos sintomas psiquiátricos é um importante coadjuvante no controle da demência do HIV.

Interessantíssimo o estudo que Grant et al realizaram em 1990, os quais encontraram alterações neuropsicológicas em 9% de um grupo de pacientes soronegativos, 87% de alterações em pacientes que já haviam desenvolvido a AIDS e 44% de alterações em pacientes soropositivos.

Igualmente interessantes foram os estudos de Goethe et al, em 1987 e de Gibbs et al em 1990, que comparam alterações cognitivas entre pacientes com diagnóstico psiquiátrico de abuso de sustâncias, pacientes soropositivos e soronegativos. As alterações cognitivas entre os grupos eram semelhantes.

terça-feira, 27 de dezembro de 2011

Codependência Química




Codependência é um transtorno emocional definido e conceituado por volta das décadas de 70 e 80, relacionada aos familiares dos dependentes químicos, e atualmente estendido também aos casos de alcoolismo, de jogo patológico e outros problemas sérios da personalidade.

Codependentes são esses familiares, normalmente cônjuge ou companheira(o), que vivem em função da pessoa problemática, fazendo desta tutela obsessiva a razão de suas vidas, sentindo-se úteis e com objetivos apenas quando estão diante do dependente e de seus problemas. São pessoas que podem ter baixa auto-estima, intenso sentimento de culpa e não conseguem se desvencilhar da pessoa dependente.

O que parece ficar claro é que os codependentes vivem tentando ajudar a outra pessoa, esquecendo, na maior parte do tempo, de cuidar de sua própria vida, reduzindo sua própria pessoa em função do outro e dos comportamentos insanos desse outro. Essa atitude patológica costuma acometer mães (e pais), esposas (e maridos) e namoradas(os) de alcoolistas, dependentes químicos, jogadores compulsivos, alguns sociopatas, sexuais compulsivos, etc.

Uma expressão que representa bem a maneira como o codependente adere à pessoa problemática é atadura emocional. Dizemos que existe atadura emocional quando uma pessoa se encontra atrelada emocionalmente a coisas negativas ou patológicas de alguém que o rodeia; seja esposo, filho, parente, companheiro de trabalho, etc. Devida a essas amarras emocionais o codependente passa a ser quase um outro dependente (da pessoa problemática).

A Codependência se manifesta de duas maneiras: como um intrometimento em todas as coisas da pessoa problema, incluindo horário de tomar banho, alimentação, vestuário, enfim, tudo o que diz respeito à vida do outro. Em segundo, tomando para si as responsabilidades do outra pessoa. Evidentemente, ambas atitudes propiciam um comportamento mais irresponsável ainda por parte da pessoa problemática.

Percebe-se na codependência um conjunto de padrões de conduta e pensamentos (patológicos) que, além compulsivos, produzem sofrimento. O codependente almeja ser, realmente, o salvador, protetor ou consertador da outra pessoa, mesmo que para isso ele esteja comprovadamente prejudicando e agravando o problema do outro.

Como se nota, o problema do codependente é muito mais dele próprio do que da pessoa problemática e, normalmente, a nobre função do codependente depende da capacidade de ajudar ou salvar a outra pessoa, que sempre é transformada em vítima e não responsável pelos próprios problemas.

Por causa do envolvimento de toda a família nos problemas do dependente ou alcoolista, considera-se que o alcoolismo ou o uso nocivo de drogas é uma doença que afeta não apenas o dependente, mas também a família.

A Codependência se caracteriza por uma série de sintomas e atitudes mais ou menos teatrais, e cheias de Mecanismos de Defesa, tais como:

1. - Dificuldade para estabelecer e manter relações íntimas sadias e normais, sem que grude muito ou dependa muito do outro
2. - Congelamento emocional. Mesmo diante dos absurdos cometidos pela pessoa problemática o codependente mantém-se com a serenidade própria dos mártires.
3. - Perfeccionismo. Da boca para fora, ou seja, ele professa um perfeccionismo que, na realidade ele queria que a pessoa problemática tivesse.
4. - Necessidade obsessiva de controlar a conduta de outros. Palpites, recomendações, preocupações, gentilezas quase exageradas fazem com que o codependente esteja sempre super solícito com quase todos (assim ele justificaria que sua solicitude não é apenas com a pessoa problemática).
5. - Condutas pseudo-compulsivas. Se o codependente paga as dívidas da pessoa problemática ele “nunca sabe bem porque fez isso”, diz que não consegue se controlar.
6. – Sentir-se responsável pelas condutas de outros. Na realidade ele se sente mesmo responsável pela conduta da pessoa problemática, mas para que isso não motive críticas, ele aparenta ser responsável também pela conduta dos outros.
7. - Profundos sentimentos de incapacidade. Nunca tudo aquilo que fez ou está fazendo pela pessoa problemática parece ser satisfatório.
8. – Constante sentimento de vergonha, como se a conduta extremamente inadequada da pessoa problemática fosse, de fato, sua.
9. – Baixa autoestima.
10. - Dependência da aprovação externa, até por uma questão da própria auto-estima.
11. - Dores de cabeça e das costas crônicas que aparecem como somatização da ansiedade.
12. - Gastrite e diarréia crônicas, como envolvimento psicossomático da angústia e conflito.
13. - Depressão. Resultado final

Parece um nobre empenho ajudar a outras pessoas que se estão se autodestruindo, como no caso dos alcoolistas ou dependentes químicos, do jogo ou do sexo compulsivos. Entretanto, se quem ajuda se esquece de si mesmo, se entrega à vida da outra pessoa problemática, então estamos diante da Codependência. A dor na Codependência é maior que o amor que se recebe e se uma relação humana resulta prejudicial para a saúde física, moral ou espiritual, ela deve ser desencorajada.

Na realidade a codependência é uma espécie de falso-amor, uma vez que parece ser destrutivo, tendo em vista que pode agravar o problema em questão, seja a dependência química, alcoolismo, transtornos de personalidade, etc. Todo amor que não produz paz, mas sim angústia ou culpa, está contaminado de codependência, é um amor patológico, obsessivo é bastante destrutivo. Ao não produzir paz interior nem crescimento espiritual, a codependência cria amargura, angustia e culpa, obviamente, ela não leva à felicidade. Então, vendo desse jeito, a codependência aparenta ser amor, mas é egoísmo, medo da perda de controle, da perda da relação em si.

Há muito mais o que considerar a respeito do assunto, além de que há opiniões divergentes em uma série de aspectos nele. De qualquer modo, esta é apenas uma pequena fração deste Universo imenso que envolve os vícios humanos.

segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

Dormência ou formigamento





Dormência é a sensação que resulta da interrupção dos estímulos pele/cérebro ou vice-versa, em razão de compressão nervosa ou insuficiência circulatória de uma região do corpo. Vai desde situações muito simples como aquela que resulta de manter uma perna cruzada sobre outra até outras mais graves como, por exemplo, aquelas que acompanham um infarto do miocárdio.
Nos casos benignos, de simples interrupção circulatória postural, a dormência (ou formigamento) desaparece progressivamente quando movimentamos a região do corpo afetada, com a recuperação da função orgânica normal.

As dormências podem ser de duas naturezas:

• Vascular: quando a circulação, por qualquer razão, é muito diminuída ou interrompida num certo setor do corpo como, por exemplo, quando mantemos por muito tempo uma perna cruzada sobre outra ou dormimos sobre um braço. Essas dormências (ou formigamentos) geralmente são transitórias e desaparecem em poucos segundos ou minutos depois que a circulação é restabelecida. Embora bastante mais raras, existe também outras causas de compressão ou estreitamento dos vasos sanguíneos, sobretudo das artérias. Nesses casos, as dormências (ou formigamentos) consequentes a elas podem ser mais persistentes;

• Nervosa: quando uma raiz nervosa é comprimida. A situação mais comum é aquela em que uma raiz nervosa é comprimida por um crescimento ósseo, geralmente da coluna vertebral. Embora mais raras, existem também outras causas de compressão nervosa. Essas dormências (ou formigamentos) geralmente são duradouras.

Quando a dormência (ou formigamento) irradia-se para o braço esquerdo e mantém certa relação com o esforço físico pode haver algum problema cardiológico (angina ou início de infarto do miocárdio) e um médico deve ser consultado para maiores esclarecimentos.

As dormências benignas não exigem tratamento e desaparecem espontaneamente. As demais dependem do tratamento das condições que as estejam causando.

sábado, 24 de dezembro de 2011

O que é celulite?




Um dos grandes "horrores" da mulherada, quando vem, vem para ficar...

Os adipócitos são células que acumulam gordura para ser usada quando necessário. As camadas profundas da pele apresentam fibras que ligam a superfície do tecido dérmico (pele) aos adipócitos, como se fosse um colchão de molas. Estas fibras repuxam a pele para baixo dando a ela um aspecto de “casca de laranja” característico da celulite. Estas ondulações na pele não são consideradas propriamente uma doença, apenas uma questão estética.

O termo celulite também é usado para referir-se a uma infecção bacteriana do tecido subcutâneo e geralmente é caracterizada por uma área eritematosa (área avermelhada) mal definida, dolorosa e edemaciada (inchada), além do aspecto ondulado descrito acima. Esta infecção da pele pode estar acompanhada de febre e calor no local da infecção. Nestes casos, em que há a colonização por uma bactéria, trata-se de uma doença e deve ser combatida com os antibióticos adequados e os cuidados médicos necessários.

A celulite simples (sem infecção) é muito frequente nas mulheres e constitui um dos grandes constrangimentos e preocupações estéticas femininas, uma vez que produz certa deformidade da pele.

Os locais mais comuns em que ela é encontrada são: região dos glúteos, coxa, abdome, nuca e braços. Já a forma infecciosa pode aparecer nas mais diversas regiões do corpo, principalmente naquelas de tecidos moles como músculos, gordura corporal, vasos sanguíneos e linfáticos.

A celulite comum é causada por alterações no tecido gorduroso dos estratos subcutâneos, em conjunto com alterações na microcirculação e aumento do tecido fibroso. Ela parece obedecer a uma predisposição genética familiar, a fatores hormonais, a má alimentação, vida sedentária ou má circulação sanguínea.

A forma infecciosa geralmente é causada pelo Estafilococus aureus coagulase positivo (S. aureus).

Em virtude do grande incômodo das mulheres, os métodos utilizados para tratar a celulite são alvos mais da propaganda do que de critérios científicos reconhecidos. Medidas genéricas como redução de peso, alimentação saudável, vida ativa e terapias com raio laser, acupuntura e infravermelho podem, em conjunto ou separadamente, terem alguma efetividade contra a celulite.

Quando tratada desde o início, a celulite pode responder bem a certos procedimentos médicos ou à drenagem linfática.

Não há, ainda, uma cura radical da celulite simples.

As formas infecciosas não complicadas, quando tratadas adequadamente, têm cura total com restituição à integridade.

sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

Doença ou Mal de Parkinson





A doença ou mal de Parkinson é uma condição neurológica descrita por James Parkinson, em 1817, que se caracteriza por uma desordem lentamente progressiva dos movimentos. Ela se deve a uma disfunção dos neurônios secretores de dopamina nos gânglios nervosos da base, os quais atuam na transmissão dos comandos conscientes do córtex para os músculos. Na produção da doença estão envolvidas, além dessas, outras estruturas dependentes da serotonina, noradrenalina e acetilcolina.

É uma doença que acomete cerca de 1% dos indivíduos acima de 65 anos de idade e que se inicia geralmente após os 50 anos. Embora muito mais raramente, ela também pode acometer pessoas mais jovens.

A doença de Parkinson geralmente é uma doença degenerativa primária do sistema nervoso central, de causa idiopática, em que ocorre a morte dos neurônios da substância negra (substancia nigra) da base de cérebro, produtores de dopamina.

Ela parece estar ligada a defeitos de enzimas envolvidas na degradação de certas proteínas nervosas. Mas essa mesma condição pode ser produzida secundariamente por alguns medicamentos, intoxicações cerebrais, traumatismos cranianos repetitivos ou encefalites. Nesses casos, em geral, ela tem menos intensidade.

Quais os sintomas principais da doença ou mal de Parkinson?

Classicamente, detectam-se três sinais:

• Tremor de repouso.
• Bradicinesia.
• Rigidez muscular.

Alguns outros sintomas podem ocorrer, como acatisia, micrografia, expressão em máscara, instabilidade postural, alterações na marcha e postura encurvada para frente. Esses sintomas em geral começam nas extremidades superiores e são normalmente unilaterais, devido à assimetria da degeneração inicial no cérebro.

Lentamente, vai se instalando nas mãos um tremor involuntário, a mímica facial se torna inexpressiva, os movimentos se lentificam, o olhar se torna fixo, há uma diminuição do piscar os olhos, a voz se torna monótona e os movimentos de deglutição da saliva ficam mais escassos. A marcha fica cada vez mais difícil e de passos menores, com o tronco inclinado para frente, braços encolhidos e pés arrastados.

Como o médico faz o diagnóstico da doença ou mal de Parkinson?

Em princípio, o diagnóstico é feito pelos sintomas clínicos e por testes musculares e de reflexos. A tomografia computadorizada, o eletroencefalograma e a análise do líquido cefalorraquidiano geralmente são normais. Alguns exames complementares como os SPECTs e PETs podem ajudar a avaliar o metabolismo dos neurônios.

Os sintomas cognitivos como os distúrbios emocionais, cognitivos e psicossociais, com destaque para as depressões, ansiedade, déficits cognitivos e olfativos e, em particular, para a demência, devem também ser levados em conta. O reconhecimento e o tratamento precoce desses sintomas são fatores cruciais para uma melhor abordagem clínica dos pacientes.

Como se trata a doença ou mal de Parkinson?

A doença de Parkinson não tem uma cura radical, mas tem controle que pode ser muito eficiente.

Em primeiro lugar, é muito importante não se entregar à doença e manter-se o mais ativo possível, pois os problemas físicos são em grande parte resultado da imobilidade física. Um tratamento bem conduzido e eficaz pode garantir ao paciente uma sobrevida igual a que ele teria sem a doença e com qualidade de vida razoável.

Os tratamentos de controle são extremamente variados, na dependência da fase da doença em que o paciente esteja e da grande variabilidade clínica da própria doença. Geralmente eles demandam o trabalho de uma equipe constituída por, no mínimo, um médico neurologista, um fisioterapeuta e um psicólogo. Os tratamentos medicamentosos visam barrar as perdas ou fazer a reposição da dopamina cerebral, bem como diminuir as ações colinérgicas. O fisioterapeuta atuará nos problemas de movimentos e em outros específicos, como a respiração, a deglutição, etc. O psicólogo cuidará dos problemas emocionais decorrentes da condição de cada paciente (depressões, ansiedades, déficits cognitivos, etc.).

As intervenções de um psiquiatra e um fonoaudiólogo podem também ser necessárias.

Em casos especiais, a juízo médico, a cirurgia pode ser indicada, mas seus resultados são ainda imprecisos.

quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

Ex-fumantes são mais felizes?




Quem está lutando para abandonar o tabagismo pode encontrar incentivo em saber que fumantes que conseguiram largar o cigarro estão mais satisfeitos com suas vidas e se sentem mais saudáveis do que pessoas que fumam.

Em um estudo americano, pesquisadores analisaram 1504 pessoas que tinham participado de um experimento de abandono do tabagismo, avaliando o status de fumante de cada indivíduo e a qualidade de vida um e três anos após o estudo.

“Nossos resultados sugerem que, a longo prazo, os indivíduos serão mais felizes e satisfeitos com suas vidas se eles pararem de fumar do que se não pararem. Essa pesquisa dá evidências substanciais de que parar de fumar beneficia o bem estar, quando comparado a continuar fumando”, diz o estudo.

O estudo foi publicado no periódico Annals of Behavioral Medicine.

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

Notícias sobre autismo (espectro autista)




Crianças com autismo têm um número excessivo de neurônios no córtex pré-frontal.

O autismo muitas vezes envolve supercrescimento cerebral precoce, incluindo o córtex pré-frontal (CPF).

Apesar de a anormalidade pré-frontal ter sido associada a alguns sintomas autistas, os defeitos celulares que causam o crescimento anormal permanecem desconhecidos.

Um estudo publicado na JAMA investigou se o crescimento excessivo do cérebro em crianças com autismo envolve número de neurônios em excesso no CPF.

Amostras de tecidos pré-frontais post-mortem de 7 crianças autistas e 6 controles masculinos com idade entre 2 a 16 anos foram examinadas.

As crianças com autismo tinham 67% mais neurônios no CPF em comparação com crianças do grupo controle. O peso cerebral das crianças autistas diferiu do peso normativo médio para a idade, em média, 17,6%, enquanto os cérebros nos controles diferiram, em média, 0,2%.

Crianças autistas tinham maior contagem total de neurônio pré-frontais e peso cerebral para a idade que as crianças controle. Neste pequeno estudo preliminar, o crescimento excessivo do cérebro em meninos com autismo envolveu um número excessivo de neurônios no CPF.


Fonte: JAMA, Volume 306, Number 18, 2011, Pages 2001-2010

terça-feira, 20 de dezembro de 2011

Imunologia e Emoções




É no Sistema Límbico que tem início a função psíquica de avaliar a situação, os fatos e eventos de vida. Esse modo de avaliação sempre leva em consideração vários elementos, tais como, a personalidade, a experiência vivida, as circunstâncias atuais, as normas culturais. Acontecem também a partir do Sistema Límbico, as diversas interações entre os sistemas nervoso, endócrino e imunológico, fazendo interagir as percepções córticocerebrais com o hipotálamo.

O Estresse, por sua vez, seja ele de natureza física, psicológica ou social, é um termo que compreende um conjunto de reações fisiológicas, as quais, sendo exageradas em intensidade e duração, acabam por causar desequilíbrio no organismo, freqüentemente com efeitos danosos.

As primeiras constatações do Estresse emocional foram relatadas a partir de 1943, quando então se comprovou um aumento da excreção urinária dos hormônios da suprarenal (cortisol e adrenalina) em pilotos e instrutores aeronáuticos em vôos simulados. Alguns anos antes essas alterações já haviam sido suspeitadas pesquisando competidores de natação momentos antes das provas.

O conceito original de Estresse, entretanto, foi apresentado antes (1936) pelo pesquisador canadense de origem francesa Hans Selye, a partir de experimentos em que animais eram submetidos a situações agressivas diversas (estímulos estressores), e cujos organismos respondiam sempre de forma regular e específica.

Selye descreveu toda ocorrência do Estresse sob o nome de Síndrome Geral de Adaptação, com três fases sucessivas: alarme, resistência e esgotamento. Após a fase de esgotamento, observava o surgimento de algumas doenças, tais como a úlcera péptica, a hipertensão arterial, artrites e lesões miocárdicas.

Mais importantes que os estímulos objetivamente tidos como estressores, são os estímulos estressores avaliados e julgados como tais pelas diferentes pessoas. Existe uma sensibilidade (afetiva) pessoal e particular em cada um de nós, constituindo um conjunto de mecanismos dos quais o organismo lança mão em reação aos agentes particularmente tidos como estressores, caracterizando a forma como cada pessoa avalia e lida com estas situações.

Essa sensibilidade pessoal à realidade explica por que avaliamos desta ou daquela forma as situações tidas como desafiadoras, enfrentando-as ou não, e reagindo à elas de maneiras particularidades e muito pessoais, "permitindo" assim que elas exerçam maior ou menor repercussão sobre o organismo.

O Sistema Neuro-Endócrino-Imunológico

Entre 1970 e 1990 foram muito expressivos os experimentos de laboratório que tentavam comprovar a relação entre Sistema Nervoso Central (SNC) e Sistema Imunológico. Nessas duas décadas chegou-se a constatar o despovoamento celular do timo em ratos, através da indução de lesões no hipotálamo. Também se demonstrou que lesões destrutivas no hipotálamo dorsal levavam à supressão da resposta de anticorpos. Isso tudo sugeria que o hipotálamo seria uma espécie de base de integração entre os sistemas nervoso e imunológico na resposta ao estresse.

A partir de 1990 constata-se também que alterações ocorridas na hipófise também poderiam determinar modificações imunológicas, visto que a extirpação dessa glândula ou mesmo seu bloqueio farmacológico impedia a resposta imunológico no animal de laboratório.

A resposta imune ao estresse se dá através de uma ação conjunta entre o sistema nervoso, sistema endócrino e sistema imunológico. Por excesso de intensidade ou duração do estresse pode surgir alguma doença atrelada a qualquer desses sistemas.

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

Insuficiência cardíaca congestiva





A Insuficiência Cardíaca Congestiva não é uma doença por si só. É a situação em que a bomba cardíaca (o coração) se torna incapaz de manter a circulação necessária ao organismo ou só pode fazê-lo mediante uma pressão mais elevada que a normal, em vista de que o fluxo sanguíneo encontra algum impedimento para seguir o seu curso.

Isso pode acontecer em razão de diferentes doenças, tanto de causas cardíacas, como de outras causas. Em geral, mas nem sempre, a Insuficiência Cardíaca Congestiva desenvolve-se aos poucos, às vezes durante anos, permitindo a adaptação gradual do coração e uma vida prolongada aos seus portadores, embora com alguma limitação. A Insuficiência Cardíaca pode também instalar-se de forma abrupta (Insuficiência Cardíaca Aguda), provocada, por exemplo, por alguma condição aguda que afete o coração como o infarto do miocárdio, as arritmias cardíacas, as hemorragias severas, os choques elétricos, etc. e representa então um estado grave que se constitui numa emergência médica.

Causas


• Causas que alteram e enfraquecem a contratilidade dos músculos cardíacos como a aterosclerose das artérias cardíacas, a doença de Chagas, etc.
• Causas que exigem do coração um esforço de bombeamento maior que o normal como, por exemplo, a hipertensão arterial, a estenose aórtica, o enfisema pulmonar, etc.
• Causas que fazem fluir ou refluir ao coração uma quantidade anormal de sangue como o hipertireoidismo, as anemias severas, as insuficiências valvulares, etc.

Sinais e Sintomas


• As manifestações clínicas da Insuficiência Cardíaca Congestiva dependem da condição à qual o coração esteja submetido e de qual dos ventrículos esteja mais envolvido, se o direito ou o esquerdo. O ventrículo esquerdo costuma falhar antes do direito, mas pode acontecer que os dois estejam insuficientes ao mesmo tempo.
• Quando o ventrículo esquerdo entra em insuficiência, congestiona o território pulmonar e provoca uma falta de ar progressiva que pode chegar a se manifestar mesmo em repouso (chama-se ortopneia a condição em que a pessoa sente falta de ar mesmo quando deitada, o que a obriga a acordar durante a noite para assentar-se - dispnéia paroxística noturna). Essa insuficiência esquerda pode evoluir para um quadro ainda mais grave, denominado de edema agudo de pulmão, o qual pode terminar em morte, se não tratado de urgência. Outros sintomas, menos graves, mas muito comuns são: falta de ar, taquicardia, dispneia, tosse noturna, etc.
• Na insuficiência ventricular direita o ventrículo direito não consegue bombear sangue suficiente para o pulmão. Sendo assim, os líquidos recuam para as veias e capilares e se acumulam nos tecidos causando edema (inchaço), percebido principalmente nas pernas, por causa da força da gravidade.

Diagnóstico

Em um primeiro momento o diagnóstico de suspeita é feito pelos sinais e sintomas. Posteriormente, uma radiografia de tórax pode mostrar o tamanho aumentado do coração e uma ecocardiografia avalia o funcionamento cardíaco, ajudando a obter maiores detalhes sobre a Insuficiência Cardíaca Congestiva.

Tratamento


• Deve-se tratar com presteza a enfermidade subjacente que tenha desencadeado ou esteja mantendo a Insuficiência Cardíaca Congestiva, se for o caso. Deve-se também tratar o coração insuficiente e aconselhar o paciente a emagrecer, em caso de necessidade.
• São usados medicamentos para fortalecer a força de contratilidade dos músculos cardíacos, para facilitar a eliminação de líquidos (diuréticos) e para corrigir as arritmias existentes. Em casos muito específicos e extremos pode ser aconselhável o transplante cardíaco.
• Toda pessoa que sinta falta de ar deve ser avaliada por um médico (clínico geral, cardiologista, pneumologista, etc.)

sábado, 17 de dezembro de 2011

Angina de peito


A angina, angina de peito, angina pectoris ou angor pectoris não é uma doença, mas um conjunto de sintomas (uma síndrome) que ocorre devido ao baixo suprimento de oxigênio ao músculo cardíaco em razão de obstruções ou espasmos das artérias coronarianas.

Essa insuficiência quase sempre é transitória e se verifica naquelas condições em que o coração exige um desgaste maior de oxigênio como esforços físicos ou excitações emocionais intensas e geralmente cede em poucos minutos, sem deixar sequelas.

Quase sempre é indicativa de uma doença coronariana. Um de seus principais componentes é uma dor no peito e o termo “angor pectoris” significa algo como "estrangulamento do peito", que é a forma característica como essa dor é sentida.

A angina ocorre quando as artérias coronárias ficam demasiado estreitas para fornecerem sangue suficiente ao coração. A sua principal causa é a aterosclerose das artérias cardíacas. Outras causas menos comuns são, por exemplo, a compressão das artérias por algo próximo às mesmas, inflamações ou infecções das artérias e doenças nas válvulas cardíacas.

Os fumantes, os obesos, os sedentários e as pessoas com colesterol ou pressão arterial alta têm mais probabilidade de ter angina que as demais pessoas. O sintoma principal da angina é a dor no peito.

Na maioria das pessoas ela é referida como um desconforto no peito, habitualmente descrito como pressão, peso, aperto, ardor ou sensação de choque, localizado principalmente no centro do peito, nas costas ou no pescoço, no queixo ou nos ombros, com frequentes irradiações para os braços (esquerdo principalmente).

Em geral, é exacerbada pelo excesso de estresse emocional, pelo esforço físico, pela digestão depois de uma refeição farta e por temperaturas frias. Essa dor dura de um a cinco minutos e pode ser acompanhada por suor e náuseas em alguns casos e é aliviada pelo repouso ou por medicação específica.

As primeiras suspeitas podem ser levantadas pelo exame clínico que detecte sintomas típicos. Nas anginas em que não haja dores no peito e em que não tenham ocorrido problemas cardíacos anteriores, o eletrocardiograma é tipicamente normal, mas modificações dele podem ser observadas durante os episódios de dor.

Para se detectar eventuais deficiências circulatórias, usa-se fazer um teste ergométrico tomando-se o eletrocardiograma enquanto o paciente corre em uma esteira. Em casos específicos, é necessária a realização de uma angiografia coronariana a qual sugerirá o tratamento a ser seguido, inclusive em casos cirúrgicos.

O tratamento principal da angina deve visar três fatores:

• Aliviar os sintomas.
• Diminuir o ritmo de progressão da doença.
• Reduzir a ocorrência de complicações cardíacas futuras.


A nitroglicerina é usada comumente para tratar as dores agudas da angina. Doses baixas diárias de aspirina usadas por pacientes que não tenham problemas com o seu uso são bastante úteis em pacientes com angina estável.

Algumas medicações com diferentes mecanismos de ação, à base de nitrato, betabloqueadores, bloqueadores do canal de cálcio e antiagregantes plaquetários são usados para aliviar os sintomas da angina.

Torna-se ainda mais importante manter controle sobre os fatores de risco para doenças cardíacas, como parar de fumar, perder peso, fazer exames para o colesterol alto, controlar o diabetes e a pressão alta, etc. Diversas técnicas cirúrgicas, como a angioplastia, com ou sem a colocação de stent ou uma revascularização cardíaca, podem estar indicadas.

sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

Síndrome de Irlen




A deficiência de aprendizado conhecida como Síndrome de Irlen ou Dislexia Perceptual de Leitura é um distúrbio oftamológico. Ele causa distorções visuais que interferem no processamento de letras, números e símbolos. Pessoas com síndrome de Irlen se cansam facilmente durante a leitura e têm dificuldade de compreensão. Professores e pais costumam confundir esse problema com preguiça ou falta de interesse das crianças em idade escolar. Mas, em alguns casos, a dificuldade para aprender pode estar associada à síndrome.

Pessoas com a doença têm a sensação de que as letras pulsam, tremem, vibram, confluem ou desaparecem no papel (observe no quadro abaixo os tipos de distorção visual mais frequentes). Muitas se queixam, além da dificuldade para ler, de insegurança ao dirigir e ao praticar esportes. A doença é hereditária, embora pais e filhos possam apresentar distorção visual de intensidades diferentes. Os sintomas mais comuns são intolerância à luz, dificuldade para manter o foco, alteração na percepção de profundidade, dores de cabeça e irritação nos olhos. Muitas pessoas não têm consciência do problema porque os sintomas parecemdepois de 10 minutos de leitura, o que os leva a pensar que as distorções são naturais, resultado da concentração.

Pessoas com a síndrome podem usar óculos com lentes coloridas, especialmente prescritas por oftalmologistas. Essas lentes corrigem as distorções visuais. Outra alternativa é usar transparências coloridas, também indicadas por um especialista, em cima do texto na hora de ler.

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Desmaios





Desmaios (ou Síncopes) são interrupções bruscas e ligeiras da consciência, com rápida recuperação da mesma. Em geral, são causados pela inadequação de suprimento de oxigênio ao cérebro devido a uma insuficiência circulatória transitória que afeta o sistema nervoso. São muito mais comuns em idosos que em crianças, adolescentes e adultos jovens. É comum que antes ou logo depois da perda de consciência os pacientes sintam sintomas tais como náuseas, tonteiras, sudorese, palidez e visão borrada.

Os desmaios podem ser devido a causas simples, como ansiedade, ou a outras mais graves, como um transtorno cerebral orgânico ou doenças sistêmicas sérias, passando pelas epilepsias. Mesmo assim, cerca de 40% dos casos de desmaios permanecem com suas causas desconhecidas. Os médicos de pronto atendimento frequentemente têm que fazer o diagnóstico diferencial entre o Grande Mal Epilético e a Histeria.

O sintoma mais típico de todos os desmaios é a perda momentânea da consciência. De importância crucial é saber se essa perda é ou não acompanhada de convulsões.

Os desmaios não convulsivos são precedidos ou sucedidos por palidez, sudorese, tremores, náuseas, vômitos e visão borrosa.

Embora alguns desmaios possam ocorrer repentinamente e sem qualquer aviso, outros são precedidos por sensações ou sintomas que os anunciam, a ponto de podermos adotar atitudes para preveni-los, como deitar ou sentar com a cabeça abaixada, entre os joelhos.

Nos desmaios epilépticos, a perda da consciência geralmente é mais brusca e rápida que nas histerias. A duração dos desmaios tende a ser mais rápida nas epilepsias e mais longa nas histerias.

Nos desmaios epilépticos, a queda ao chão é abrupta e desprotegida, com possibilidade de ferimentos. Nos desmaios histéricos, os pacientes procuram proteger-se e, em geral, não se machucam. Ao invés de caírem bruscamente ao solo, os histéricos escorregam até ele.

Logo em seguida aos desmaios epilépticos ocorrem violentas contrações musculares generalizadas que duram alguns segundos, bem como torção da cabeça e dos olhos para um dos lados. Nos desmaios histéricos, essas contrações ou não existem ou são menos violentas, regulares e rítmicas que nas epilepsias.

Nos desmaios epilépticos, há a possibilidade de mordedura da língua em virtude de potentes contrações dos maxilares. A língua torna-se flácida e pode cair para trás, impedindo a passagem do ar. Nos desmaios histéricos isso nunca ocorre.

No início das crises epilépticas pode ocorrer a emissão de um grito agudo, resultante da eliminação brusca do ar retido nos pulmões. Isso não ocorre nos desmaios histéricos.

Nos desmaios epilépticos pode ocorrer eliminação involuntária de urina e incapacidade de deglutir saliva, com acumulação dela na boca e eliminação sob a forma de “baba”. Se houver ferimento da língua, a saliva eliminada pode estar sanguinolenta. Isso geralmente não ocorre nos desmaios histéricos.

Após os desmaios epilépticos, o despertar é confuso e desorientado e o paciente se recupera aos poucos. De início ele não reconhece o lugar onde se encontra, nem as pessoas ao seu redor. O despertar dos desmaios histéricos em geral é mais rápido e não há essa fase de confusão ou desorientação.

Após os desmaios epilépticos há verdadeira e completa amnésia do episódio, o que geralmente não ocorre nos desmaios histéricos.

Geralmente o paciente acorda dos desmaios epilépticos com dor de cabeça e sensação de fadiga, o que não ocorre nos desmaios histéricos.

E quais os primeiros socorros que devem ser dispensados a um desmaiado?

O ideal é que sejam tratadas as causas dos desmaios, mas alguns cuidados imediatos, comuns a todos, podem ser adotados emergencialmente:

• Desmaios convulsivos (geralmente epilépticos):

Afrouxar as vestes que estejam justas: cintos, gravatas, colarinhos, etc. Retirar possíveis adereços ou próteses que o paciente esteja usando.
Proteger a cabeça do paciente e colocá-la de lado, evitando que a língua caia para trás e obstrua a passagem da respiração.
Colocar uma proteção entre os dentes: um rolo de pano, por exemplo. Isso tanto evita o ranger violento dos dentes como a mordedura da língua. Evitar colocar os dedos, que também podem ser feridos.
Deitar a pessoa sobre um lugar espaçoso e contê-la para que ela não caia e não se fira, permitindo que os movimentos convulsivos se realizem até que terminem espontaneamente. Retirar objetos perigosos das proximidades.
Aguardar para que a pessoa recobre a respiração normal, o que em geral se dá após um período de apneia que termina por uma inspiração profunda.
Estar junto da pessoa até que esta recobre completamente sua orientação.
Salvo nos casos de status convulsivos, em que as convulsões se repetem sem intervalos, ou de complicações, nenhuma medicação precisa ser administrada imediatamente em seguida a uma convulsão. Medicações ou outras medidas terapêuticas devem ser administradas com vistas a prevenir novas crises.
Em convulsões de causas ainda desconhecidas deve ser providenciada a assistência médica que esclareça a sua causa.
Raramente há complicações das convulsões mas elas podem ocorrer: luxações articulares, fraturas ósseas, principalmente em pessoas com osteoporose; deslocamentos de próteses, etc.

• Desmaios não convulsivos:

Manter a pessoa em temperatura amena e em ambiente o mais confortável possível.
Afrouxar a roupa e proporcionar uma ventilação adequada.
Deitar a pessoa de barriga para baixo, com a cabeça voltada para um dos lados e num nível mais baixo que o tronco, para facilitar a circulação cerebral.
Providenciar ajuda médica adequada. Os desmaios podem ser situações simples e rapidamente reversíveis, mas podem também ser indicativos de situações graves.
Providenciar medidas destinadas a manter a pressão arterial sob controle, quando for o caso.
Procurar esclarecer as causas do desmaio. Se a causa for conhecida ou for reconhecida de imediato, atuar para saná-la momentaneamente (dando açúcar para o hipoglicêmico, sal para o hipotenso, etc.).

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

Gravidez e Medicamentos Psicoativos




É comum o médico, parente ou amigo bem intencionado aconselhar a grávida que sofre emocionalmente a tomar um calmante natural ou a fazer alguma terapia. Mas, cuidado, pois está bastante comprovado que "calmantes naturais" têm muitos efeitos colaterais, além de acanhados efeito terapêutico, se tiver.

Em muitos casos, a depressão na gravidez pode ser muito mais prejudicial à mãe e ao feto do que a medicação psiquiátrica em si. A liberação por um longo período de cortisol, o hormônio do estresse, pode causar descolamento de placenta, hemorragia, hipertensão gravídica e outros males à mãe e ao feto.

Há suspeitas, hoje em dia, que os bebês de mães que tiveram depressão na gestação podem apresentar déficit de atenção mais tarde. O uso de antidepressivos durante a gestação, quando bem indicados, proporciona muito menos males que a própria depressão.

Embora na década de 80 a depressão fosse diagnosticada em apenas 5% das gestantes, as estatísticas atuais desse problema vêm demonstrando elevação importante do número de casos nas últimas décadas.

Hoje já se fala que a depressão afeta 20% das grávidas no mundo e, conseqüentemente, também é grande o número de mulheres que desenvolvem a depressão pós-parto.

Para esse expressivo grupo e na maioria dos casos os tais "calmantes naturais" não adiantam nada. Quem defende seu uso na gravidez como único possível pode estar cometendo um grave erro por omissão.

Não adoto a postura de que gestantes não podem tomar qualquer medicamento, por conta do risco para a criança em gestação. O conhecimento sobre a ação de medicamentos durante a gravidez é bastante conhecido na atualidade e já se tem segurança quanto aos riscos de teratogênese para o feto.

Acho curioso o fato de que há mamães que se recusam a tomar qualquer medicamento, mas não param de fumar e tampouco de ingerir bebidas alcoólicas! Só acho "curioso"!

Assim, retirar um tratamento de depressão de uma gestante ou literalmente contra indicar no período da gravidez é postura radical preocupante.

Não falo apenas dos medicamentos que têm ação no sistema nervoso central, mas de qualquer medicamento, pois atendo com frequência mulheres grávidas que se recusam a tomar qualquer medicamento e ficam sofrendo de dores, de infecções, por exemplo, por conta do medo de causarem qualquer dano à criança.

Mas o dano maior é permitir que seu próprio organismo cause alguma injúria em níveis desconhecidos para o feto, ou ainda que provoque um abortamento natural por conta de seus problemas de saúde.

Como já citei o exemplo do cortisol, que é liberado em situações de estresse e, em níveis anormais, certamente causará danos para a criança em geração.

A grávida tem infecção urinária? TEM de tratar!

Tem enxaqueca? TEM de tratar!

Tem depressão? TEM de tratar!

Tem epilepsia? NÃO PODE deixar de tratar em hipótese alguma!

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Convulsões: vamos entender um pouco sobre elas?




O que são convulsões?

Clinicamente, as convulsões são crises caracterizadas por perda súbita da consciência, geralmente acompanhadas de fortes abalos musculares tônico-clônicos (relaxamentos e contrações alternados), eliminação involuntária da urina e cessação da deglutição, acompanhada de apneia com duração de alguns segundos e de um “despertar” confuso e desorientado.
As convulsões constituem um quadro de emergência médica e embora raramente representem um perigo à vida, geralmente são vistas dessa maneira pelas pessoas que circundam o paciente. A verdadeira gravidade ou não da situação é dada pelas enfermidades que desencadeiam as crises.

Quais as causas das convulsões?

A maioria das convulsões ocorre em epilépticos e neles são crises periódicas, crônicas e repetitivas. Há outras, eventuais, devido a fatores simples ou graves como febre, traumatismos, hipóxia cerebral, tumores, intoxicações, infecções ou infestações, medicamentos, alterações metabólicas, etc.

As convulsões febris acontecem normalmente em 2 a 5% das crianças entre 3 meses e cinco anos de idade, à raiz de elevações bruscas e intensas da temperatura. Apesar de ser um quadro muito dramático essas convulsões em geral são benignas e tendem a desaparecer depois daquela idade.

Quais os sinais e sintomas de uma convulsão?

Os sinais e sintomas das convulsões são:

• Perda brusca ou muito rápida da consciência. Algumas vezes essa perda é súbita; outras vezes ela é antecedida por breves sinais, chamados “auras”, que avisam sua aproximação. A recuperação da consciência se dá gradualmente, dentro de alguns minutos.
• Queda desprotegida ao chão com possibilidade de se ferir.
• Violentas contrações musculares generalizadas que duram alguns segundos e torção da cabeça e dos olhos para um dos lados.
• Atrito dos dentes, com possibilidade de quebra dos mesmos. Possibilidade de mordedura e até seccionamento da língua em virtude de potentes contrações dos maxilares.
• A língua torna-se flácida e pode cair para trás, impedindo a passagem do ar.
• Emissão de um grito agudo no momento do desmaio, resultante da eliminação do ar retido nos pulmões.
• Eliminação involuntária de urina.
• Incapacidade de deglutir saliva, com acumulação da mesma na boca e eliminação dela sob a forma de “baba”. Se houver ferimento da língua, a saliva eliminada pode estar sanguinolenta;
• Despertar confuso e desorientado, do qual o paciente se recupera aos poucos. De início ele não reconhece o lugar onde se encontra, nem as pessoas ao seu redor.
• Completa amnésia do ocorrido. O paciente não se lembra da convulsão que acabou de ter.
• Dor de cabeça e sensação de fadiga ao despertar.

Quais são os primeiros socorros a serem prestados em caso de convulsão?

• Afrouxar as vestes que estejam justas: cintos, gravatas, colarinhos, etc. Retirar possíveis adereços (colares, cachecóis, etc.) e próteses (dentadura, aparelhos dentários móveis, etc.) que o paciente esteja usando, tendo o cuidado de não se ferir em uma eventual mordida do paciente.
• Proteger a cabeça do paciente e colocá-la de lado, evitando que a língua caia para trás e obstrua a passagem da respiração.
• Colocar uma proteção entre os dentes - um rolo de pano, por exemplo. Isso tanto evita o ranger violento dos dentes bem como a mordedura da língua. Evitar colocar os dedos, que também podem ser feridos.
• Deitar o paciente sobre um lugar espaçoso e contê-lo para que ele não caia e não se fira, permitindo que os movimentos convulsivos se realizem até que terminem espontaneamente. Retirar objetos perigosos das proximidades do paciente.
• Aguardar para que o paciente recobre a respiração normal, o que em geral se dá após um período de apneia que termina por uma inspiração profunda.
• Manter-se junto do paciente até que ele recobre completamente sua orientação.
• Salvo nos casos de status convulsivos, em que as convulsões se repetem sem intervalos, ou nos casos em que ocorrerem complicações, nenhuma medicação precisa ser administrada imediatamente em seguida a uma convulsão. Medicações ou outras medidas terapêuticas só devem ser administradas com vistas a prevenir novas crises. E devem ser prescritas por um médico.
• Em convulsões de causas ainda desconhecidas deve ser providenciada assistência médica que esclareça a causa.
• Raramente há complicações das convulsões, mas elas podem ocorrer: luxações articulares, fraturas ósseas, principalmente em pacientes com osteoporose, deslocamentos de próteses, etc.

domingo, 11 de dezembro de 2011

Mais dietas...




Dieta de baixos carboidratos duas vezes por semana emagrece!

Uma pesquisa apresentada em um simpósio sobre câncer de mama em San Antonio, no Texas (EUA), mostrou que uma dieta intermitente de baixos carboidratos funciona melhor do que esquemas tradicionais, em que a quantidade de calorias é controlada dia a dia.

Os médicos do Centro de Prevenção Genesis, na Inglaterra, perceberam que restringir os carboidratos dois dias por semana pode ser melhor do que restringir as calorias todos os dias para perder peso e para prevenir câncer de mama e outras doenças.

Perder peso e reduzir níveis de insulina são medidas necessárias para prevenir câncer de mama, mas isso é difícil de conseguir e manter com dietas comuns.

Os estudos compararam três dietas por quatro meses em 115 mulheres com histórico familiar de câncer de mama. Elas foram dividas em três grupos. Cada um fez uma dieta: restrição calórica com baixo consumo de carboidratos duas vezes por semana; uma dieta com carboidratos restritos e gordura saudável liberada, como nozes, duas vezes por semana, e uma dieta de restrição calórica parecida com a mediterrânea, sete dias por semana.

As duas dietas intermitentes foram melhores do que a mediterrânea para reduzir peso, gordura corporal e resistência à insulina.

A redução média de peso foi de 4 kg nas intermitentes, contra 2,4 kg na mediterrânea, depois dos quatro meses. A resistência à insulina foi mais reduzida nas dietas com baixos carboidratos do que na mediterrânea comum.

É interessante que a dieta que só restringe carboidratos mas permite proteínas e gorduras é tão eficaz quanto a que restringe calorias e carboidratos.

sábado, 10 de dezembro de 2011

Cálculo renal





Cálculos renais, litíase urinária, litíase renal, nefrolitíase, urolitíase ou, popularmente, pedras nos rins, são concreções (formação de cristais) de sais minerais ou outras substâncias que podem se formar nos rins ou na bexiga e que podem migrar pelas vias urinárias, causando dor intensa e complicações graves. Eles podem alcançar tamanhos variados, indo desde pequenos grãos até o tamanho do próprio rim. Na maioria das vezes eles aparecem devido a problemas metabólicos e têm uma elevada taxa de recorrência.

Cerca de 70 a75% dos cálculos renais são formados por precipitações de cálcio. A urina tem uma formação química variável, mas geralmente é uma solução saturada ou supersaturada e, por isso, passível de dar origem a cálculos renais, mediante diversos processos físico-químicos. Uma classe especial de cálculos é aquela constituída por cálculos secundários a infecções.


Nem sempre é fácil determinar as causas exatas da formação dos cálculos renais. Parece haver um componente genético na formação de um grande número de cálculo renal.
Embora certos alimentos possam promover a formação de cálculos, os cientistas não acreditam que algum tipo de alimento possa causá-los em pessoas não susceptíveis.

Certas infecções urinárias, bem como distúrbios renais e metabólicos também estão relacionados à formação de cálculos. Nos lugares de clima quente, a desidratação é um importante fator de risco. Certos diuréticos, antiácidos e outros medicamentos podem aumentar o risco de formação de cálculos pelo aumento de cálcio na urina. Outras causas de cálculo renal são gota, excesso de ingestão de vitamina D e obstrução do trato urinário.

Se o cálculo for muito pequeno, pode passar despercebido e ser eliminado pela urina sem causar sintomas. Cálculos maiores, enquanto estejam albergados pelo parênquima renal ou pelas vias urinárias, podem também ser assintomáticos, mas se começarem a migrar por elas produzem dor muito intensa.

Essa dor geralmente é de início brusco, localiza-se na região lombar alta e irradia para os flancos, costas, região pélvica, grandes lábios (na mulher) e testículos (nos homens), quase sempre acompanhada de náuseas e vômitos e, eventualmente, febre. Pode ocorrer, também, dor ao urinar ou a presença de sangue na urina.

Além dos sintomas clínicos, os cálculos renais aparecem nas radiografias simples de abdome, nas ultrassonografias e nas tomografias renais, capazes de fornecer informações sobre o tamanho e a localização dos cálculos. O exame de urina quase sempre revelará a presença de sangue.


O tratamento deve ser buscado prontamente, pela possibilidade de ocorrerem complicações sérias.
Em um primeiro momento, consistirá em aliviar a dor por meio de potentes analgésicos e relaxantes musculares. Várias medicações vêm sendo tentadas com a intenção de dissolver alguns cálculos, mas os resultados são inseguros e dependem da composição química do cálculo.

A litotripsia consiste na fragmentação de cálculos renais pela emissão de ondas sonoras de choque e a posterior eliminação deles por via urinária. Muito utilizada num passado recente, vem sendo restringida em alguns países devido aos riscos de efeitos colaterais indesejáveis no longo prazo (diabetes, hipertensão), devido ao efeito das ondas de choque sobre o pâncreas e os rins. Há também procedimentos endoscópicos que podem ser tentados em casos específicos. Em alguns casos a cirurgia pode estar indicada.

Como prevenir os cálculos renais?

• Quem já teve um cálculo renal sempre estará susceptível à formação de novos cálculos. Daí a importância de medidas de prevenção. Pacientes com grande tendência à recorrência de cálculos renais devem proceder a uma análise metabólica na tentativa de determinar as possíveis causas dessa formação de cálculos e, se possível, evitá-las.

• Ingerir no mínimo de 2 a 3 litros de líquido por dia, preferencialmente água.

• Pessoas com cálculos formados por oxalato de cálcio devem restringir o uso de certos alimentos como chocolates, café, refrigerantes do tipo cola, nozes, beterraba, espinafre, morango e chá.

• Manter a urina asséptica (livre de bactérias) tanto quanto possível. Para tal, devem ser realizados exames regulares de urina.

• Medicamentos específicos para prevenir a recorrência dos cálculos podem ser utilizados em alguns casos.

• A prevenção de novos cálculos deve ser feita pelo resto da vida.

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

Câncer de mama




Câncer de mama: novas informações sobre fatores de risco estudados pelo Institute of Medicine

A fundação Susan G. Komen for the Cure solicitou ao Institute of Medicine (IOM) uma revisão das evidências atuais de interações entre genética e ambiente em relação ao câncer de mama e dos desafios de pesquisas, uma exploração das ações baseadas em evidências para reduzir o risco desse tumor e recomendações de novas diretrizes para as pesquisas futuras.

De maneira geral, o IOM descobriu que grandes avanços foram feitos na compreensão do câncer de mama e de seus fatores de risco, mas que precisamos aprender mais sobre suas causas e como evitá-lo. As informações sugerem que as mulheres podem ser mais suscetíveis a alguns fatores de risco durante certas fases da vida.

Dos fatores ambientais analisados, aqueles com evidências mais consistentes de uma associação com um risco aumentado para o câncer de mama incluem: radiação ionizante, terapia hormonal combinada com estrogênio e progestina, ganho de peso principalmente na pós-menopausa. Também foi observado que quanto maior a atividade física realizada, menor o risco. Para outros fatores, as evidências de estudos em humanos são limitadas, contraditórias ou ausentes.

O IOM concluiu que as mulheres têm algumas oportunidades para reduzir seu risco de câncer de mama por meio de ações pessoais, tais como:

• Evitar radiações ionizantes desnecessárias ao longo da vida.
• Evitar o uso da terapia hormonal combinada, quando possível.
• Evitar o cigarro.
• Limitar o consumo de álcool.
• Aumentar a atividade física.
• Minimizar o ganho de peso, principalmente na pós-menopausa.

Para fazer uma abordagem de estudos sobre o câncer de mama nos diferentes estágios de vida de uma mulher, foram feitas recomendações de pesquisa que incluem o desenvolvimento de melhores ferramentas para pesquisas epidemiológicas e testes com produtos químicos e outras substâncias que possam causar o câncer, além do desenvolvimento de intervenções eficazes de prevenção, melhores abordagens para modelagem de riscos do câncer de mama e melhor comunicação sobre os riscos de desenvolver este tipo de tumor.


Fonte: Institute of Medicine of the National Academies

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Estudo identifica gene associado a maior necessidade de sono.



Segundo especialistas, pessoas com o gene precisam dormir em média 30 minutos a mais por noite.

Um estudo envolvendo mais de dez mil pessoas de diversos países europeus concluiu que os que possuem o gene ABCC9 precisam de cerca de 30 minutos a mais de sono por noite.

Segundo o estudo, publicado na revista científica Molecular Psychiatry, um em cada cinco europeus carrega o gene.

Os pesquisadores da University of Edinburgh, na Escócia, e da Ludwig Maximilians University, em Munique, na Alemanha, dizem que a revelação pode ajudar a explicar comportamentos associados ao sono.

Cada um dos participantes disse quantas horas dormia por noite e teve uma amostra de seu sangue colhida para análise de DNA.

A necessidade de sono pode variar significativamente de uma pessoa para outra.

A ex-primeira-ministra britânica Margaret Thatcher, por exemplo, era conhecida por precisar de apenas quatro horas de sono por noite, enquanto o cientista Albert Einstein precisava de 11 horas.

O estudo envolveu pessoas das Ilhas Orkney, Croácia, Holanda, Itália, Estônia e Alemanha.

Os pesquisadores queriam saber como era o padrão de sono dos participantes em dias livres, ou seja, quando não tinham de trabalhar ou tomar remédio para dormir.

Ao comparar os dados sobre padrão de sono com os resultados da análise genética, eles concluíram que os participantes que possuíam a variante ABCC9 precisavam de mais tempo de sono do que a média de oito horas.

A equipe investigou então como esse gene influenciava o padrão de sono de moscas de fruta - que também carregam essa variante.

Moscas sem o gene ABCC9 dormem três horas a menos do que as que carregam o gene, os pesquisadores constataram.

O gene ABCC9 atua como sensor de níveis de energia no corpo humano.

De acordo com os cientistas, o estudo abre um novo caminho em pesquisas sobre o sono. Eles dizem esperar que investigações futuras possam estabelecer exatamente como essa variante genética regula o tempo de sono necessário para cada indivíduo.

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Ômega 3





Baixa ingestão de ômega-3 está associada a risco cardiovascular aumentado em mulheres, de acordo com estudo publicado no Hypertension.

Estudos anteriores já indicaram efeito protetor do ômega-3 para doenças cardiovasculares, no entanto as mulheres estão pouco representadas em pesquisas sobre doenças cardiovasculares.

O objetivo do presente estudo foi explorar a associação entre a ingestão de ômega-3 e o risco de doença cardiovascular em uma grande coorte prospectiva de mulheres jovens (idade média no início do estudo de 29,9 anos – intervalo ente 15,7 e 46,9 anos).

Participaram da pesquisa 4.627 mulheres do Danish National Birth Cohort ligadas ao Danish National Patients Registry (Registro Nacional de Pacientes da Dinamarca).

Foram obtidas informações sobre eventos de doença cardíaca hipertensiva, cerebrovasculares e isquêmicas usadas para definir uma medida combinada de doenças cardiovasculares.

A ingestão de peixes e outras fontes de ômega-3 foi avaliada por um questionário de frequência alimentar e entrevistas por telefone. Durante o seguimento (média de oito anos), 577 eventos de doenças cardiovasculares foram identificados.

A ingestão baixa de ômega-3 foi associada a um risco aumentado de doença cardiovascular.

As conclusões, com base em uma base estatística sólida, tendo por "população" mulheres relativamente jovens e saudáveis, indicam que pouca ou nenhuma ingestão de peixes e outras fontes de ômega-3 está associada a um risco aumentado para doenças cardiovasculares.

Em resumo: coma peixes, particularmente aqueles de água fria!

Fonte: Hypertension, publicação online de dezembro de 2011

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Alcoolismo: fases de implantação...




Adaptação

Ocorre logo após o primeiro contato com a droga. Nessa fase, o álcool serve de muleta, pois facilita o contato social. O indivíduo sente-se bem quando ingere álcool. É o caso do adolescente que vai, pela primeira vez, a um barzinho ou a um baile, toma um chope ou uma caipirinha, fica mais solto, mais alegre, ou da menina que vê diminuídos os sintomas da TPM e a inibição. Para eles, o álcool alivia a ansiedade, a angústia diante das dificuldades naturais da vida.

Tolerância

Período em que a maioria desenvolve um mecanismo de tolerância ao álcool e há uma adaptação do sistema nervoso central (SNC) a maiores quantidades da droga.

Quem não conhece o jovem vencedor, brilhante no trabalho e nos estudos, feliz no amor, que vai a festas, bebe mais do que os outros, não se embriaga e ainda leva os o amigos bêbados para casa. No dia seguinte, é comum encontrá-lo gabando-se de que bebida alguma o derruba.

Infelizmente, nessa fase, começam a surgir os apagamentos. Apagamento é diferente de coma alcoólico. No apagamento, a pessoa age sem registrar o que faz. Vai ao banco, paga contas, guarda o carro na garagem, atropela um pedestre, comete um homicídio e não se lembra de nada, mesmo que haja vítima, arma e testemunha diante de seus olhos.

No final da segunda fase, a pressão social se intensifica e provoca as “paradas forçadas”, que podem durar meses e até anos, mas a doença continua em franco desenvolvimento e, surgindo uma oportunidade, ele volta a beber.

Síndrome de Abstinência

Neste estágio da doença, a dependência física está instalada e o álcool, paradoxalmente, passa a ser o remédio que minora o sofrimento nas crises de abstinência, que são dolorosas. A deterioração física, mental e social é evidente.

Basta observar a figura ictérica, inchada, sem controle dos esfíncteres, perambulando pelas ruas ou vítima de tremores, delírios e alucinações, capaz de beber desodorante, álcool etílico, combustível, perfume e até urina porque sabe que através dela parte do álcool ingerido será eliminada.

Sérias complicações de saúde – cirroses, neurites, psicoses, pancreatites, hemorragias de esôfago e estômago, tumores malignos – marcam a 3 fase.

informações Dr. Dráuzio Varella

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

Oligoelementos: Zinco




O zinco é conhecido há muito tempo como essencial para os microrganismos, mas a compreensão da deficiência humana é relativamente recente.

De 2 a 3g desse mineral são encontradas no organismo de um adulto, com as maiores concentrações no fígado, pâncreas, rins, ossos e músculos voluntários. Outros tecidos com altas concentrações são partes dos olhos, glândula prostática, espermatozóides, pele, cabelos e unhas.

O zinco participa de reações na síntese ou degradação de carboidratos, lipídeos, proteínas e ácidos nucléicos. Também está envolvido nos processos de transporte, função imune e expressão da informação genética.

Deficiência de zinco:
Retardo no crescimento, atraso na maturação sexual, hipogonadismo, anemia suave, acuidade diminuída do paladar, alopecia, lesões na pele, acrodermatite enteropática, imunodeficiências.

Excesso de zinco:
Anemia, febre e distúrbios do sistema nervoso central, pode ocorres em pacientes sendo tratados com hemodiálise.

O zinco é distribuído por todo o reino vegetal e animal em abundância em segundo lugar em relação ao ferro. Algumas das principais fontes desse mineral são: carnes bovinas, peixes, aves, leite e derivados, ostras, mariscos, cereais, nozes e feijão (veja a imagem acima).

Teor de zinco em alguns alimentos (100g):

Fonte / mg

Carne bovina magra / 1,70

Fígado Frito / 5,50

Aveia / 0,5

Peru assado / 3,1

Carne de porco assada / 2,00

Farinha de soja sem gordura / 2,50

Leite de vaca desnatado / 0.37

Fígado bovino / 2,00

Carne bovina moída / 5,00

Ostras cruas do pacífico / 16,6

Carne de coelho / 1,70

Frango Assado / 2,10

Amêndoa / 2,92

Arroz / 0,60

Salmão assado / 0,50

Espinafre fresco / 5,3

Cenoura / 0,07

Abacaxi / 0,25

Banana / 0,13

Alcachofra / 0,50

Agrião cozido / 0,74

Maçã / 0,04

Boa refeição!

domingo, 4 de dezembro de 2011

Oligoelementos: Boro.





O boro começou a atrair atenção especial devido a um estudo recente que indica seus possíveis benefícios na prevenção da osteoporose pós menopausa, estudos mostram a capacidade do boro em aumentar a produção estrogênica (incluindo a testosterona).

O boro é um mineral encontrado principalmente nos alimentos de origem vegetal. Aparentemente, é essencial ao crescimento e desenvolvimento das plantas. Embora se acredite que seja importante para o crescimento e desenvolvimento de animais, sua importância em animais e seres humanos ainda não foi comprovada. Por outro lado, seus efeitos estimulantes da saúde em seres humanos estão se tornando cada vez mais aparentes.

Em mulheres após a menopausa, uma vez que a carência de boro incrementa a excreção urinária de cálcio e magnésio e reduz as concentrações séricas de 17- beta- estradiol e testosterona. Também recomendado na prevenção da osteoporose. Estudos recentes defendem a hipótese de que o Boro influencia o metabolismo das macro minerais e afeta o metabolismo de hormônios. O Boro otimiza o metabolismo do cálcio, potássio, magnésio, vitamina D e influencia a ação do paratormônio, e a eficiência funcional das membranas.

Otimiza o metabolismo do magnésio quando há deficiência deste mineral. A suplementação com boro reduz a excreção de magnésio, visto que, níveis de magnésio inferiores ao ideal são bastante comuns, especialmente nos usuários de diuréticos e digitálicos. O nível reduzido de magnésio pode ser um fator importante na doença cardíaca isquêmica e em outras formas de doenças cardiovasculares. O efeito moderador de magnésio exercido pelo boro é de grande importância nesses casos. Benéfico no tratamento da artrite e desenvolve a musculatura. As doenças relacionadas com a deficiência desse mineral são: osteoporose, artrite reumatóide, sintomas da menopausa e perda de cálcio, magnésio e fósforo na urina.

O boro é importante na suplementação hormonal pois ele ofereçe grupos hidroxidos necessários para a formação da 17 alfa hidroxipregnenolona um importante precursor hormonal.

É indicado também para atletas por contribuir no desenvolvimento muscular, apesar de não configurar como um anabolizante.

Outro estudo ainda não completamente demonstrado, indica benefícios do boro como opção de tratamento a longo prazo da artrite reumatóide.

sábado, 3 de dezembro de 2011

Notebooks no colo...?





Notebook Wi-Fi próximo aos testículos pode diminuir motilidade dos espermatozoides e aumentar a fragmentação do DNA, diz estudo publicado pela Fertility and Sterility.

Para avaliar os efeitos de computadores portáteis conectados a redes locais sem fio (Wi-Fi) em espermatozoides humanos, foi realizado por pesquisadores argentinos um estudo prospectivo in vitro com amostras de doadores saudáveis.

As amostras de sêmen foram divididas em dois grupos: um deles foi exposto a um Notebook conectado à Internet por Wi-Fi durante quatro horas, enquanto o segundo grupo de amostras (não exposto) foi utilizado como controle - incubado sob condições idênticas, sem ser exposto ao notebook.

Amostras de doadores de esperma, a maioria normospérmica, que foram expostas durante quatro horas a um laptop conectado à Internet sem fio mostrou uma diminuição significativa na motilidade espermática progressiva e um aumento na fragmentação do DNA do esperma. Os níveis de espermatozoides mortos não apresentaram diferenças significativas entre os dois grupos.

O presente estudo analisou 29 amostras de sêmen de doadores saudáveis. Os cientistas acreditam que manter um notebook conectado por Wi-Fi próximo aos testículos pode diminuir a fertilidade, mas alertam que novos estudos in vivo e in vitro são necessários para provar esta afirmação.

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

Gabapentina: informações gerais.




A Gabapentina é um anticonvulsivante [estruturalmente relacionado ao GABA - neurotransmissor do sistema nervoso]. Tem sido utilizada no tratamento da dor neuropática (dor de longa
duração provocada por lesões dos nervos) com relativo sucesso: alivia mesmo a dor.

Não se sabe exatamente como ela age, embora estruturalmente relacionado ao GABA, o produto não interage com os receptores do GABA, não é metabolizado em agonista (estimulante) do GABA, nem em GABA, e não inibe a captação ou degradação do GABA.

Não há estudos adequados em mulheres (em experimentos animais ocorreram alguns efeitos adversos para o feto). O benefício potencial do produto pode justificar o risco potencial durante a gravidez.

Não se sabe se a Gabapentina é excretada no leite.

Mais informações:

• pode ter sua ação diminuída por: antiácidos (aguardar pelo menos 2 horas após tomada de antiácido).
• pode ter seus níveis aumentados por e diminuir os níveis de: hidrocodona.
• pode ter aumentados os riscos de depressão do sistema nervoso central com: álcool; outros medicamentos depressores do sistema nervoso central.

Como todo medicamento, tem seus efeitos adversos.


OBS: Não é nossa intenção transformar o blog em bula, mas sim informar de modo não muito profundo sobre alguns medicamentos.

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Homeopatia: um pouco sobre um medicamento homeopático:




Bryonia alba

MENTE:
- MEDO INTENSO DA POBREZA,
- Medo de passar fome, ansiedade com respeito ao futuro.
- Materialista. Voltado para posses.
- Insegurança, ensimesmados, isolados do contato social.
- Pensamentos, fala sobre NEGÓCIOS. Determinado.
- Desespero quanto à recuperação.
- Irritável, quer que o deixem só.

GENERALIDADES:
- < Ao menor MOVIMENTO. Mas pode estar inquieto por dores severas. - < Calor. - < 21 h. - > PRESSÃO, deitando-se sobre o lado doloroso.
- A patologia evolui lentamente.
- > Aplicações frias, exceto estômago: < aplicações frias. - Secura em mucosas, emocionalmente. AGUDO: - Início lento (Gels). - Sede intensa de grandes quantidades, freqüente; a intervalos longos. - Possível também: boca seca e sem sede. - Dores: < MOVIMENTO LEVE, < calor. - Irritabilidade. Deseja estar sozinho. Não gosta de falar. - Embotamento mental < exercício, conversação. - Parece responsabilizar os outros por seu sofrimento. - Delírio na meningite: * diz "Leve-me para casa", mesmo quando em casa, * fala sobre negócios. - As crianças pedem coisas difíceis de achar, jogando-as longe imediatamente, na febre (Cham). COMIDAS E BEBIDAS: - Desejo: carne, ostras, leite quente. - Sede intensa de grandes quantidades (intervalos longos). VERTIGEM: - Sensação que afundam na cama. CABEÇA: - Dor: * inicia no olho esquerdo, * estende-se ao occipúcio e toda a cabeça, < movendo os olhos, < luz (movimento da íris!), < trepidação, tosse, toque, < passando roupa, > pressão, sustentando a cabeça.
- Meningite.

FACE:
- Movimento mastigatório, na arteriosclerose ou febre com envolvimento cerebral.

ABDOME:
- Vômitos ao menor movimento na gastrite.
- Gastrite > bebidas quentes.
- Apendicite (1ø med., 75%): deita-se sobre o lado doloroso.

EVACUAÇÃO:
- Ressecada, endurecida, volumosa.

PEITO:
- Pneumonia. Bronquite. Pleurite.
- DOR ao tossir, segura o peito para imobilizá-lo.
- DOR à inspiração na pleurite.

EXTREMIDADES:
- Edema reumático, inflamação das articulações.

SONO:
- Sobre o lado esquerdo, (< sobre o lado direito).

quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Cólica em lactentes




O choro é uma das manifestações mais importantes da criança, para chamar atenção dos pais ou cuidadores, pois é um recurso de comunicação do qual ela, a criança, instintivamente lança mão.

Seja por fome, sede, dor, por conta da fralda que incomoda (mesmo sem ter nada de "novo"), frio ou algum tipo de dor, ela chora.

E é curioso que a mamãe, com o passar dos dias, vai percebendo a diferença dos variados "choros" que seu filho apresenta, pois parece haver algum tipo de padrão de diferenciação entre as diferentes necessidades do pimpolho.

A cólica do lactente (criança que ainda é amamentada) é provocada pelas contrações do intestino. Do mesmo tipo que qualquer adulto tem, mas com algumas diferenças fundamentais.

O abdome da criança não tem a musculatura ainda totalmente formada, pois ainda está em desenvolvimento. Assim, ela apresenta dificuldades maiores para fazer força para eliminar os gases que estão sendo naturalmente formados pelo processo de digestão que ela necessita fazer ao se alimentar.

O aparelho digestório do bebê está iniciando um processo de alguns meses de adaptação, sendo "colonizado" por micróbios que auxiliarão no processo digestivo, como acontece com todos. Seu intestino era livre deles, pois no ambiente que estava anteriormente, havia uma espécie de isolamento global (dentro do útero) e ele não precisava se preocupar com alimentos, já que recebia tudo prontinho da mamãe.

Agora, esses nossos companheiros de jornada (os micróbios) vão se multiplicar na luz intestinal e providenciar parte do processo de modificação alimentar para que o bebê possa aproveitar melhor o leite, que é o alimento mais importante nos início de sua vida.

Esse novo processo gera a formação de gases, que distendem a parede dos intestinos e provocam as cólicas.

A criança não tem recursos para se defender delas, mas precisa da atenção de quem cuida dela para que possa ser auxiliada a controlar as dificuldades e seu choro é o sinal de alarme para que seja medicada para o alívio das dores.

As cólicas dos lactentes são mais comuns no final da tarde e à noite, que é quando o processo de digestão costuma ser um pouco mais intenso.

Por isso, muitas vezes, você vê papais e mamães com cara de sono pela manhã, já que os filhotes "não deixam dormir" por conta das cólicas.

Claro que há causas que agravam esse problema e entre eles está a intolerância à lactose, quando a criança é alimentada com leite diferente do materno. Ela pode ter, além disso, algum tipo de alergia a este leite, ou intolerância, a algum outro componente dele.

Mas a criança alimentada com leite materno também pode ter cólicas, por conta daquele processo de adaptação que eu citei anteriormente.

Há vários recursos para ajudar a controlar a cólica do lactente, entre eles:

Manter a calma: desespero não ajuda ninguém;

Faça o possível para que a criança arrote após a amamentação: quanto menos ar no estômago, menores as chances de gerar gases intestinais;

Para amamentar, a melhor posição para a criança é semi-sentada: parecida com aquela do "bebê-conforto";

"Ajude" o bebê a eliminar gases, com massagens suaves na barriguinha: não exagere, pois o exagero pode provocar regurgitação; (Shantala é uma ótima técnica indiana que acalma o bebê e a mamãe)...

Coloque o bebê para dormir de barriga para baixo com o rosto virado para o lado e usando travesseiro perfurado: a compressão do próprio peso dele faz com que a eliminação dos gases seja mais fácil e os cuidados citados evitam o risco de aspiração de leite em caso de regurgitação;

Aliás NUNCA deixe a criança pequena dormir de barriga para cima: o risco de aspiração pulmonar de leite é ENORME!

Pergunte ao pediatra da criança a respeito de medicamentos que possam auxiliar para evitar a formação de gases (medicamentos antifiséticos) e analgésicos que possam reduzir ou eliminar as dores.

terça-feira, 29 de novembro de 2011

Homeopatia: um pouco sobre um medicamento homeopático:




Calcarea phosphorica

MENTE:
- Insatisfação.
- Falta de vitalidade mental, emocional e física
- Insatisfação interior. Rabugento.
- Sabem que algo está errado com eles, mas não sabem o quê.
- Debilidade: compreensão, concentração e memória.
- Indiferença afetiva.
- Aversão à rotina do trabalho.
- Desejo de viajar (Tub), por insatisfação.
- Suspira.
- Compassivo. Ansiedade pelos outros.
- Medo tempestades.
- Transtornos por más notícias repentinas.
- Crianças: aprendem a falar e andar tardiamente,
- Crianças: gemem, murmuram e queixam-se (Cham).
- Transtornos por mágoa: sobrecarrega-os (= estresse).

GENERALIDADES:
- < Clima úmido, frio, esp. neve derretendo. - < Correntes de ar. - < Esforço mental, estresse. - Rigidez que é praticamente constrição, - < manhã, > movimento durante o dia (Rhus-t).
- Crianças: dores de crescimento,
- Crianças: fechamento tardio das fontanelas.
- Principal medicamento para crianças extenuadas na escola:
- Crianças: ativas, revelam-se preguiçosas, fatigadas.
- Pode produzir agravações prolongadas (10-20 dias).

COMIDAS E BEBIDAS:
- Desejo: carne defumada (Tub, Caust, Kreos), salame, doces.

CABEÇA:
- Dores de cabeça de colegiais esp. por esforço mental (Calc: esforço físico).

DENTES:
- Cáries dentárias.
- Dentição difícil, lenta.

GENITÁLIA:
- Desejo sexual aumentado.

COSTAS:
- Rigidez, choques, dor em região cervical,
- < correntes de ar, clima úmido, frio, (Rhus-t, Cimic). - Escoliose. EXTREMIDADES: - Rigidez, < manhã, > movimento (Rhus-t).

SONO:
- Gemem.

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

A era da raiva...





Neste texto, todas as referências bibliográficas estão (entre parênteses)!

OS MITOS SOBRE A RAIVA (INCLUSIVE ENTRE TERAPÊUTAS):

1. Reprimir a Raiva faz mal a saúde. A Raiva não expressa e não manifestada causaria outros danos psíquicos e mesmo orgânicos.

A verdade: Sentir a Raiva, seja ela manifestada ou reprimida, SEMPRE causará danos ao organismo como um todo, física e/ou psiquicamente.

2. Deve-se botar tudo para fora, desenterrar a Raiva sepultada nas doenças psicossomáticas, na depressão, nos problemas familiares. Seria uma homenagem ao individualismo, haja o que houver.

A verdade: Sábio o ditado “quem fala o que quer ouve o que não quer”. Quanto menos a pessoa tiver equilíbrio suficiente para conter os instintos e impulsos primários mais se aproxima dos animais.

3. Sou calmo e dócil, desde que ninguém mexa comigo. Sou do tipo “dou um boi para não entrar na briga e uma boiada para não sair dela”.

A verdade: Isso não quer dizer absolutamente nada, calmo e dócil é a pessoa que se mantém assim, mesmo que os outros mexam com ela.

4. Aprendi a não levar desaforos para casa, não agrido mas respondo na mesma moeda. Afinal, “somos gente ou ratos?”

A verdade: Quem se descontrola a ponto de deixar se dominar pelos instintos e impulsos, de fato, está muito mais próximo do rato (instintivo) que de gente.

5. Qualquer forma de liberação agressiva da Raiva, tal com berrar, morder, bater, quebrar, coloca o raivoso em contato com os seus sentimentos e essa atitude alivia o sentimento.

A verdade: É mais provável que a agressão tenha, precisamente, o efeito oposto da catarse que se pretende e, ao invés de exorcizar a Raiva, inflama-a ainda mais.

6. O importante é ter a liberdade de expressar a Raiva para não se sentir mal com esse sentimento reprimido.

A verdade: O importante é ter serenidade e controle suficientes para NÃO SENTIR RAIVA.



Não erraria totalmente se dissesse que vivemos a Era da Raiva. Tentando verificar a aprovação social das manifestações da Raiva, quatro estudos examinaram a consideração social que o sistema atribui para as pessoas “raivosas”. Esses estudos mostram que o povo atribui mais status às pessoas que expressam Raiva do que às pessoas que expressam tristeza ou mágoa. No primeiro estudo, os participantes aprovaram mais o presidente Clinton quando o viram expressar Raiva sobre o escandalo de Monica Lewinsky do que quando o viram expressar tristeza ou mágoa.

Este efeito Raiva-tristeza foi confirmado num segundo estudo que envolveu um político desconhecido. O terceiro estudo mostrou que, em uma companhia, conferir alguma distinção esteve correlacionado com as avaliações de uns companheiros sobre a Raiva manifestada pelos outros, objetos da distinção.

No estudo final, os participantes atribuíram um salário mais elevado posição, bem como um status mais elevado a um candidato ao emprego que se mostrasse mais irritado que triste. Além disso, os estudos de número 2 e 4 mostraram que as expressões de Raiva criam a impressão que a pessoa raivosa é mais competente (Tiedens, 2001).

Vendo a doutrina do satanismo, longe de experimentarmos um grande temor sobre a seita, constatamos que, naturalmente, a maioria das pessoas de nosso convívio se conduz (sem saber) através desses “mandamentos”. Vejamos: "Amar ao próximo tem sido dito como a lei suprema, mas qual poder fez isso assim? Sobre que autoridade racional o evangelho do amor se abriga?” Mais uma; “Por que eu não deveria odiar os meus inimigos - se o meu amor por eles não tem lugar em sua misericórdia? Não somos todos nos animais predatórios por instinto? Se os homens pararem de depredar os outros, eles poderão continuar a existir?” E, finalmente, “odeie seus inimigos na totalidade do seu coração e, se um homem lhe da uma bofetada, de-lhe outra!; atinja-o dilacerando e desmembrando-o, pois autopreservação e a lei suprema!”

Como vimos, esses (poucos) postulados parecem mais terem sido tirados da fisiologia humana que de uma doutrina satânica. Preferível seria dizermos “da fisiopatologia humana”. Mas, se as pessoas têm certa dificuldade em entenderem o aspecto patológico desses sentimentos e atitudes do ser humano, quer por agnosticismo, quer por recionalismo, então vamos encontrar na medicina psicossomática e psiquiátrica os elementos necessários para se estabelecer algum tipo de associação ente o sofrimento (físico e psíquico) e os sentimentos, emoções, pulsões e impulsos primitivos.

Isso significa que a Raiva e o Ódio não seriam contra-indicados aos ser humano apenas devido ao seu aspecto moral ou ético mas, sobretudo, devido ao seu aspecto médico.

A Raiva de fato mata ou, pelo menos, aumenta significativamente os riscos de ter algum problema sério de saúde, onde se inclui desde uma simples crise alérgica, uma grave úlcera digestiva, até um fulminante ataque cardíaco.

Janice Williams acompanhou por seis anos 13.000 homens e mulheres com idade entre 45 e 64 anos e, tomando o comportamento como base, descobriu que as pessoas que se irritam intensamente, e com freqüência, têm três vezes mais probabilidades de sofrer um infarto do que aquelas que encaram as adversidades com mais serenidade (Williams, 2000).
Isso ocorre porque, a cada episódio de Raiva, o organismo libera uma carga extra de adrenalina no sangue (veja o que acontece nas Suprarenais durante o Estresse). O aumento da concentração de adrenalina aumenta o número de batimentos cardíacos e, simultaneamente, torna mais estreitos os vasos sanguíneos, o que aumenta a pressão arterial. A repetição desses episódios pode gerar dois problemas em geral associados ao infarto; alteração do ritmo cardíaco (arritmia), aumento da pressão arterial e uma súbita dilatação das placas de gordura que, porventura, estejam nas artérias.

A medicina tem enfatizado exaustivamente as condições de vida e de personalidade que favorecem a doença cardíaca; quem fuma, como se sabe, tem até cinco vezes mais possibilidades de sofrer um ataque cardíaco, pessoas de vida sedentária apresentam risco 50% maior de ter problemas de coração, obesidade, idem. Agora, depois de muitos estudos sabe-se que a influência da Raiva no desenvolvimento de doenças cardíacas é comparável a essas causas anteriormente conhecidas, e mais, independentemente delas (Williams, 2000). Isso quer dizer que, se a pessoa não tiver nenhuma dessas condições relacionadas ao desenvolvimento de doenças cardíacas mas for raivosa, estará igualmente sujeito à elas.

A ansiedade e a Raiva são perigosas à saúde. Um recente artigo de Suinn oferece uma revisão seletiva da pesquisa nessa área e ilustra como a ansiedade e a Raiva aumentam a vulnerabilidade às doenças, comprometem o sistema imune, aumentam níveis de gordura no sangue, exacerbam a dor, e aumentam o risco da morte por doença cardiovascular. Os mecanismos possíveis para tais efeitos foram identificados por , incluindo o papel da resposta cardiovascular a essas emoções no agravamento da saúde (Suinn, 2001).

Assim sendo, as pessoas cuja personalidade se classifica como Pavio Curto, está provado, têm muito mais chances de sofrer do coração. Parar de fumar, fazer exercícios regularmente e ter uma alimentação saudável já é difícil, hoje em dia, dominar a Raiva, é mais difícil ainda. Mas é possível, graças à Deus.

Não se pode tentar estabelecer alguma relação entre Raiva e agente estressor desencadeante da Raiva. Essa questão varia de pessoa para pessoa e depende, basicamente, da valoração que a pessoa dá aos objetos do mundo à sua volta e dos traços de sua personalidade. Mas há um estudo que procurou relacionar os efeitos estressores do preconceito racial no sistema cardiocirculatório. Nessa pesquisa, a hostilidade e Raiva elevadas foram associadas com os níveis mais elevados da pressão arterial. E mesmo a exposição indireta ao conflito racial (filmes) determina uma reação hipertensiva em pessoas previamente sujeitas ao sentimento da Raiva (Fang, 2001).

O Ódio é mais profundo que a Raiva. Enquanto a Raiva seria predominantemente uma emoção, o Ódio seria, predominantemente, um sentimento. Paradoxalmente podemos dizer que o ódio é um afeto tão primitivo quanto o amor. Tanto quanto o amor, o ódio nasce de representações e desejos conscientes e inconscientes, os quais refletem mais ou menos o narcisismo fisiológico que nos faz pensar sermos muito especiais.

Assim como o amor, só odiamos aquilo que nos for muito importante. Não há necessidade de ser-nos muito importantes as coisas pelas quais experimentamos Raiva, entretanto, para odiar é preciso valorizar o objeto odiado.

A teoria do Sujeito-Objeto, diadaticamente coloca a idéia de que existem apenas duas coisas em nossa existência, eu, o sujeito e o não-eu, o objeto. E tudo o que sentimos, desde nosso nascimento, são emoções e sentimentos em resposta ao objeto. Para que essa teoria possa ter utilidade é imprescindível entendermos o objeto como tudo aquilo que não é eu, mais precisamente, tudo aquilo que não é minha consciência.

Assim sendo teremos os objetos do mundo externo ao sujeito, que são as coisas, os fatos, os acontecimentos, e os objetos internos, que são meus órgãos, minha bioquímica, etc. Posso sentir raiva, e outros sentimentos, em resposta à algum objeto externo (pessoa, trânsito, time de futebol...) ou sentir ansiedade, e outros sentimentos, em resposta à algum objeto interno (hiperteireoidismo, diabetes, TPM, etc...).

Mas, de qualquer forma, o mundo objectual (do não eu) só pode ter valor se o sujeito o atribui. Para o sujeito nutrir sentimentos de ódio, é indispensável que atribua ao objeto de seu ódio um valor suficiente para fazê-lo reagir com esse tipo de sentimento. Obviamente, se ignorar o valor do objeto não poderá odiá-lo.

Em termos práticos podemos dizer que a raiva, como uma emoção, não implica em mágoa, mas em estresse, e o ódio, como sentimento, implica numa mágoa crônica, numa angústia e frustração. Nenhum dos dois é bom para a saúde; enquanto a raiva, através de seu aspecto agudo e estressante proporciona uma revolução orgânica bastante importante, às vezes suficientemente importante para causar um transtorno físico agudo, do tipo infarte ou derrame (AVC), o ódio consome o equilíbrio interno cronicamente, mais compatível com o câncer, com arteriosclerose, com a diabetes, hipertensão crônica.