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terça-feira, 29 de junho de 2010

Automedicação

É uma forma comum de terapêutica leiga, consistindo em consumo de droga com objetivo de tratar e/ou aliviar sintomas de doenças supostamente diagnosticadas pelo paciente ou ainda de promover o bem-estar psíquico, mesmo que ele não esteja comprometido por alguma doença oficialmente conhecida. Para o desenrolar dessa prática, pode-se utilizar duas classes: industrializadas e homeopáticas.
As formas de automedicação são utilizadas: adquirir o medicamento sem receita, compartilhar medicamentos com membros da família ou do círculo social, desviar unidades de receitas destinadas a outra terapêutica, reutilizar antigas prescrições e descumprir orientação profissional, prolongando ou interrompendo precocemente a posologia e o período de tempo indicados na receita. Nesses casos, a eficiência terapêutica pode ser comprometida devido a uma provável compreensão das bases patológicas da doença e do real mecanismo de ação da droga por parte de leigos que utilizam a automedicação.
É sabido também que o risco dessa prática está relacionado com o grau de instrução dos potenciais pacientes, bem como com a exclusão ou inclusão deles no sistema de saúde. Fatores econômicos, políticos e culturais têm contribuído para o crescimento e a difusão da automedicação no mundo, tornando-a um problema de saúde pública. Mas disponibilidade de produtos no mercado gera maior familiaridade do usuário leigo com determinadas drogas. Segundo a Organização Mundial de Saúde e o Ministério da Saúde, o mercado brasileiro dispõe de mais de 32 mil medicamentos. No entanto, sabe-se que, para tratar uma ampla gama de doenças, cerca de 420 produtos seriam suficientes.
Os brasileiros estão consumindo, em média, 11 caixas de medicamentos/ano, sendo 8 delas sem orientação médica. No Brasil são comercializadas quase 2 bilhões de caixas de remédios, o que o torna o quarto na lista dos países que mais consomem produtos farmacêuticos, precedido pelos Estados Unidos, França e Alemanha. Nessas nações, contudo, o rígido controle estabelecido pelas agências reguladoras e o crescente envolvimento dos farmacêuticos no desestímulo dessa prática tornam menos crítica a situação.
Já no Brasil, que segundo a Associação Brasileira das Indústrias Farmacêuticas (Abifarma) possui cerca de 80 milhões de indivíduos adeptos da automedicação, o não-cumprimento da obrigatoriedade da apresentação da receita médica e a carência de informação por parte da sociedade justificam a endemia do problema. O estudo do mercado global da automedicação, em 1997, apontou que o consumo de medicamentos de venda livre na América do Norte foi de 30%, na Europa 27%, no Japão 15% e na América Latina 11%; mas, mesmo na América Latina apresentando índices menores, teve o maior crescimento do índice.
...

É crível que seria muito importante o controle de prescrições de medicamentos para qualquer uso, através do Ato Médico, isto é, somente o médico deveria estar habilitado para a prescrição de medicamentos.

Com relação aos demais profissionais da área da saúde, seria interessante regular uma proposta que inferisse em que um médico supervisionasse eventuais usos de medicamentos para sua prática diária de atendimento a pacientes.

Para o leigo, o uso de medicamentos deveria ser restrito aos minimamente indispensáveis, com rígido controle da venda em balcão de farmácia.

Mas, ah! A Indústria Farmacêutica certamente iria interferir nesse processo de controle...

obs.: a base do texto foi copiada da Revista Diagnóstico & Tratamento de junho de 2010

Estudo associa consumo de chá a um maior risco de artrite.

Mulheres que tomam chá regularmente podem ter maior risco de desenvolver artrite reumatoide - doença inflamatória e dolorosa das articulações -, segundo estudo da Universidade de Georgetown, nos Estados Unidos. Avaliando dados de 76 mil mulheres com idades entre 50 e 79 anos e acompanhadas por 15 anos, os pesquisadores descobriram que a bebida pode não ter apenas benefícios para a saúde, como sugere diversos estudos: o consumo diário de qualquer quantidade de chá estaria associado a um aumento de 40% no risco de ter a doença reumática.

Apresentados nesta semana na Liga Europeia contra o Reumatismo, os resultados indicaram que aquelas que tomam pelo menos quatro xícaras de chá por dia podem ter até 78% mais chances de ter a doença do que aquelas não que não ingerem a bebida. De acordo com os autores, os efeitos não foram os mesmos para o consumo de café e não houve diferenças em relação ao tipo de preparo do café ou se ele contém ou não cafeína.

“É surpreendente vermos tais diferenças nos resultados entre os bebedores de chá e café. Isso nos faz perguntar o que há no chá, ou no método de preparo do chá, que causa o aumento significativo no risco de desenvolver artrite reumatoide”, destacou o pesquisador Christopher Collins. O especialista, no entanto, não recomenda que as pessoas mudem seus hábitos de consumo de chá baseados na pesquisa, pois, além de os riscos permanecerem “muito pequenos”, a bebida pode trazer benefícios para a saúde.

fonte: blogsaúde

segunda-feira, 28 de junho de 2010

Médicos duvidam da eficácia dos genéricos

MATÉRIA DA FOLHA DE SÃO PAULO SOBRE GENÉRICOS:

Há mais de uma década no mercado, os remédios similares e genéricos ainda enfrentam a resistência de médicos e não são usados por hospitais de ponta como o Albert Einstein, o Sírio-Libanês, o Oswaldo Cruz e o São Luiz.

Esses medicamentos, líderes em vendas e os mais indicados no SUS, têm sua eficácia questionada por médicos de várias áreas, que não os receitam aos pacientes.

Ao mesmo tempo, como lembra Gilberto de Nucci, professor de farmacologia da USP e da Unicamp, não existem estudos científicos que justifiquem a desconfiança.

"Perdi a confiança nos genéricos", diz o professor aposentado de farmacologia e clínica médica da USP Antonio Carlos Zanini.

"Se é um medicamento do qual possa depender a vida, eu não uso e não deixo ninguém em casa usar", diz.

TESTES

Zanini, que comandou a vigilância sanitária nos anos 80, diz que a fiscalização é falha. Hoje, exige-se teste no licenciamento do genérico e, daí para a frente, "ninguém sabe o que ocorre", diz.

Para o professor, o órgão deveria fazer testes de surpresa, criando alguma incerteza capaz de levar os laboratórios a manter a qualidade.

Mas a maioria dos médicos concentra seus ataques nos similares, já que muitos deles, ao contrário dos genéricos, não passaram por testes de bioequivalência.

Esses testes provam que o remédio é absorvido pelo organismo em igual quantidade e na mesma velocidade do medicamento de referência.

Os similares respondem por 65% das vendas no país. Por causa dos preços mais baixos, tornaram-se os mais usados no SUS, segundo pesquisa da Escola Nacional de Saúde Pública, da Fiocruz.

O Ministério da Saúde diz que cumpre a lei de licitações, que privilegia o menor preço. Alega que, até 2014, todos os similares terão comprovada a bioequivalência.

"Eu não deixo meus pacientes usarem [os similares], não admito", afirma o presidente da SBCM (Sociedade Brasileira de Clínica Médica), Antonio Carlos Lopes, que é também professor titular da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo).

Para ele, como os similares não passam por esses testes de bioequivalência, não são confiáveis. Porém, quando atende no hospital público, Lopes diz não ter escolha. " É a licitação que manda."

O infectologista Artur Timerman diz que evita prescrever antibióticos similares porque, em algumas situações, o remédio (cloridrato de ciprofloxacino) não funcionou. "Aconteceu tanto no tratamento de infecção urinária quanto de gonorreia."

Na mesma toada vai João Massud Filho, da Unifesp, pesquisador na área de novos medicamentos: "Os similares são uma aberração. É como a jabuticaba; só existem no Brasil".

Apesar da resistência, a Anvisa e a Alanac (Associação dos Laboratórios Farmacêuticos Nacionais) afirmam que esses medicamentos são seguros e eficazes.

Por determinação legal, os similares não são considerados "intercambiáveis" com os medicamentos de referência, ou seja, não podem substituir os de marca, como acontece com os genéricos.

De Nucci tem uma explicação singela para a resistência dos colegas: "Pesquisas mostraram que 92% dos médicos receberam brindes da indústria farmacêutica. E os outros 8% são mentirosos. Eu posso dizer, porque sou médico".

Massud relativiza o argumento, lembrando que fabricantes de genéricos e similares fazem parte da indústria e também distribuem benesses para médicos e bônus para farmácias.

sábado, 26 de junho de 2010

Dispositivo permite avaliação visual pelo celular!






Pesquisadores brasileiros no Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT) desenvolveram um dispositivo que permite fazer exames oftalmológicos pelo celular. O método é rápido, simples e, o que é melhor: custa entre US$ 1 e US$ 2.

O dispositivo, chamado Netra (Near-Eye Tool for Refractive Assessment), consiste em uma pequena estrutura de plástico que deve ser acoplada à tela do celular. A pessoa olha para o dispositivo, usa as teclas do celular para sobrepor linhas verdes e vermelhas que aparecem na tela. O esquema é repetido oito vezes, em diferentes ângulos, para cada olho. Então, um software do celular informa quais as lentes necessárias para corrigir a visão. Ao todo, o "exame" dura cerca de dois minutos.

O método pode ser útil para ser usado em regiões com pouco acesso aos equipamentos do oftalmologista. A pesquisa do MIT, que contou com 20 pessoas, mostra que os resultados têm precisão comparável ao teste padrão, feito com aquele pesado equipamento cheio de lentes usado nos consultórios.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), 2 bilhões de pessoas sofrem de problemas de refração, como miopia, presbiopia e astigmatismo.

O principal autor do trabalho é Vitor Pamplona, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), pesquisador visitante do Media Lab, no MIT. A equipe também conta com o professor visitante Manuel Oliveira, da UFRGS, e o pós-doc Ankit Mohan. A orientação é doprofessor Ramesh Raskar, do MIT.

O dispositivo foi feito a partir de um sistema óptico, desenvolvido no ano passado por um dos membros da equipe, para produzir pequenos códigos de barra. Raskar conta que demonstrou o dispositivo para várias pessoas e, ao mostrar para a esposa, que estava sem óculos, viu que ela não conseguia enxergar as linhas direito. A partir disso, ele percebeu que o dispositivo poderia ser transformado em um teste de visão portátil.

O trabalho será apresentado no mês que vem na conferência anual de computação Siggraph. Os pesquisadores ainda não têm previsão de quando o dispositivo será lançado comercialmente.

sexta-feira, 25 de junho de 2010

Hepatite C...

O vírus da hepatite C (VHC), descoberto em 1989, já infectou cerca de 170 milhões de pessoas em todo o mundo, mas 40% dos eventos de transmissão não têm causa conhecida. Um novo estudo, liderado por pesquisadores brasileiros e realizado com amostras de sangue de pacientes do Estado de São Paulo, mostra pela primeira vez que fatores sociais podem ter um papel central nos padrões de disseminação do vírus.

O trabalho, publicado na edição desta quinta-feira (24) da revista científica de acesso livre PLoS ONE, revela que os diversos genótipos do vírus entraram em território paulista em diferentes momentos e tiveram taxas de crescimento distintas. A pesquisa indica ainda que a transmissão está relacionada com a rede de contatos sociais entre os indivíduos, direcionando-se para grupos com determinado tipo de comportamento.

O estudo se baseou em sequências genéticas extraídas de amostras de sangue de 591 pacientes de cidades paulistas.

Um dos dados à disposição dos pesquisadores era o número de parceiros sexuais dos pacientes e, a partir daí, percebeu-se a relação entre o número de contatos sexuais e a transmissão do vírus.

Estima-se que os portadores do VHC no Brasil correspondam a até 3,5% da população. Não existe vacina disponível para a hepatite C e o tratamento para a doença consiste em antivirais que têm baixa eficácia e provocam efeitos colaterais.

O estudo mostrou que o subtipo 1b do VHC é o mais antigo e avançou mais lentamente que os subtipos 1a e 3a, em múltiplas classes sociais e faixas etárias. Por outro lado, os subtipos 1a e 3b estão associados a pessoas mais jovens, infectadas mais recentemente, com taxas mais altas de transmissão sexual.

Outro aspecto observado é que os pacientes com maior número de conexões praticam mais comportamentos de risco, como uso de drogas e sexo desprotegido. A associação entre a transmissão e a alta conectividade social e a transmissão do vírus não havia sido observada até agora porque a maior parte dos trabalhos se restringia a analisar dados provenientes de grupos de risco, mas nós optamos por uma amostra aleatória.

Os diferentes subtipos do VHC entraram no Estado de São Paulo em diferentes momentos, segundo o estudo. O subtipo 1b infectava pessoas nascidas antes da década de 1930. Já o subtipo 3a entrou em cena no meio da década de 1950 e começou a se espalhar rapidamente.

No passado, o vírus foi disseminado principalmente por transfusão de sangue contaminado. Mas em 1990 foram implantados os testes anti-VHC em bancos de sangue e ele continuou se espalhando. O uso de drogas injetáveis é certamente importante para a transmissão, como a transfusão sanguínea já foi. Mas constatamos que grande parte dos novos casos não envolve esta prática e o vírus continua se espalhando.

O subtipo 1a teve seu crescimento acelerado por volta de 1990, mesmo com o fim da contaminação por transfusão de sangue e, segundo o estudo, já é o segundo subtipo mais comum, devendo superar em breve o subtipo 1b.

O subtipo 1a está associado às pessoas jovens com muita conectividade sexual. Outras características comuns nesse grupo são o uso frequente de drogas, prática de sexo desprotegido, tatuagens e encarceramento.

quinta-feira, 24 de junho de 2010

Uso de drogas e álcool por universitários...

Uma pesquisa da Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas (Senad) com 18 mil universitários do país comprovou que eles usam mais drogas lícitas e ilícitas, como o álcool e a maconha, que a população em geral. Mais de 60% dos entrevistados tinham consumido álcool nos últimos 30 dias (entre a população em geral o índice é de 38,3%) e 25,9% usaram drogas ilícitas (na população o índice é de 4,5%).

Foram entrevistados alunos de cem instituições particulares e públicas de ensino superior nas 26 capitais do País, mais o Distrito Federal. A intenção agora é usar os resultados da pesquisa para a criar políticas específicas contra o uso de drogas.

Os jovens estão fazendo uso de múltiplas drogas simultaneamente. Além disso, um em cada quatro bebe de forma exagerada e 3% apresentam padrão de dependência, algo que costumávamos encontrar só em alguém com 40, 50 anos.

Dos entrevistados, 18% disseram que já dirigiram embriagados, 27% pegaram carona com pessoas embriagadas e 43,4% admitiram ter usado álcool simultaneamente com outras drogas. Das drogas ilícitas, as mais consumidas foram maconha, haxixe ou skunk (26,1% dos universitários já consumiram alguma delas), anfetamínicos (13,8%), tranquilizantes e ansiolíticos sem prescrição médica (12,4%), além de cocaína (7,7%). As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

quarta-feira, 23 de junho de 2010

Festas Juninas: conte as calorias!




Agradecendo à nossa amiga Carolina, vamos nos distrair um pouco com as calorias dos alimentos que temos em abundância nas festas juninas:


Amendoim torrado com sal = 319 Kcal (pacote pequeno 50 gramas)

Arroz doce = 169.33 kcal (por 100 gramas)

Bolo de fubá fatia pequena = 130 kcal (por 50 gramas)

Canjica = 105,16 Kcal (por 100 gramas)

Churrasco (pão com carne) = Pão francês = 130 kcal (por 50 gramas)

Bife de carne = 175.18 kcal (por 100 gramas)

Cocada = 370 kcal (por 100 gramas)

Curau = 116,27 kcal (por 100 gramas unidade média)

Cuscuz = 184 kcal (por 100 gramas)

Doce de abóbora com coco = 83 kcal (1 colher de sopa - 40 gramas)

Doce de banana em calda = 40 kcal (1 colher de sopa-50 gramas)

Milho cozido = 108 kcal (por 100 gramas)

Paçoca = 146 Kcal (30 gramas)

Pé de moleque = 88 Kcal ( 1 unidade de 20 gramas)

Pinhão cozido = 127 Kcal (15 unidades aproximadamente)

Pudim de leite com calda = 236 Kcal (1 fatia média)

Pipoca doce = 94 Kcal (1 saco médio de 20 gramas)

Pipoca salgada = 89 Kcal (1 são médio de gramas)

Pudim de leite com calda = 236 Kcal (1 fatia média)

O amendoim e os alimentos compostos por ele, como o pé de moleque e a paçoca, são ricos em vitamina C, potássio, magnésio, ferro, cálcio, zinco e fibras. Por serem muito calóricos, devem ser consumidos com moderação por quem não deseja engordar. São muito ricos em lipídeos (gorduras).
A batata-doce é um carboidrato e, como todo carboidrato, fornece energia. Além disso, ela é rica em betacaroteno, auxiliando na prevenção de alguns tipos de câncer. A vitamina A é indispensável à vista, conserva a saúde da pele, auxilia o crescimento e evita infecções. As vitaminas do Complexo B (B1 e B5) evitam problemas de pele e ajudam na regularização do sistema nervoso e do aparelho digestivo. Os minerais, por sua vez, contribuem para a formação dos ossos, dentes e sangue.

O pinhão é uma semente rica em proteínas, minerais, vitaminas, ácidos graxos essenciais, cálcio e magnésio, auxiliando no aumento de anticorpos no organismo, deixando-nos menos susceptíveis a doenças.

O arroz-doce também é um carboidrato com alto valor energético, deve ser consumido moderadamente, e os diabéticos devem consumir somente os que são feitos com adoçantes.

O milho e os alimentos derivados dele, como a canjica, o bolo de fubá e a pipoca, têm alto teor de vitaminas, A, C, folato, tiamina, potássio, ferro e fibras, além de ter atividade anticancerígena e antiviral. O milho apresenta função energética, por ser um alimento fonte de carboidrato.

terça-feira, 22 de junho de 2010

O Balão...



Havia certa vez um homem sobrevoando com seu balão, por um lugar desconhecido.

Ele estava completamente perdido, e qual grande foi sua surpresa quando encontrou uma pessoa...

Ao reduzir um pouco a altitude do balão, em uma distância de 10m aproximadamente, ele gritou p/ a pessoa:

- Hei, você aí, aonde eu estou???

E então o jovem respondeu:

- Você está num balão a 10 m de altura!!!

Então o homem fez outra pergunta:

- Você é estagiário, não é???

O rapaz respondeu:

- Sim, Puxa! Como o senhor adivinhou?

E o homem:

- É simples, Você me deu uma resposta técnicamente correta, mas que não me serve para nada...

Então o Estagiário pergunta:

- O senhor é chefe no seu trabalho, não é???

E o homem:

- Sou..., Como você adivinhou???

E o rapaz:

- Simples: o senhor está completamente perdido, não sabe o que fazer e ainda quer colocar a culpa no estagiário...

Quase 20% da população brasileira exagera na bebida...

Os brasileiros relatam cada vez mais episódios de exageros com bebida, segundo pesquisa do Ministério da Saúde. A proporção de pessoas que declaram consumo abusivo de álcool cresceu de 16,2% da população, em 2006, para 18,9%, em 2009.

Os dados fazem parte da pesquisa de Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel), que entrevistou 54 mil adultos.

O Ministério considera excesso de bebida alcoólica cinco ou mais doses na mesma ocasião em um mês, no caso dos homens, ou quatro ou mais doses, no caso das mulheres.

O levantamento mostra que as situações de descontrole na hora de beber são mais frequentes na população masculina. No ano passado, 28,8% dos homens e 10,4% das mulheres beberam demais.

Esse nível de consumo de bebida é bastante elevado e preocupante, pois é fator de risco para acidentes de trânsito, violência e doenças. Mas nem sempre isso é lembrado porque o álcool está presente na cultura brasileira, associado ao lazer e à celebração.

Considerando apenas a população masculina, o índice do Brasil (28,8%) é superior ao do Chile (17%), dos Estados Unidos (15,7%) e da Argentina (14%).

De acordo com a Vigitel 2009, o consumo abusivo de bebida alcoólica é mais frequente entre os jovens de 18 a 24 anos (23%). À medida que a idade avança, o número de exageros diminui. De 45 a 54 anos e de 55 a 64 anos, 17% e 10,5% da população relatam que beberam em excesso, respectivamente

segunda-feira, 21 de junho de 2010

Doença Renal Crônica em crianças

Conhecida por DRC, é uma lesão renal que pode levar a perda progressiva e irreversível da função, à diálise e, consequentemente, ao transplante de rins. Muitos especialistas já consideram o problema uma epidemia, o que concordo. E, ao contrário do que muita gente imagina, não se restringe aos adultos. Nas crianças, a DRC é uma doença devastadora e tem taxa de mortalidade 90 vezes maior que na população em geral.

As doenças dos rins, crônicas ou não, costumam levar a perda de função dos órgãos, ocasionando uma série de problemas, tais como pressão alta, doenças no coração, anemia e alterações em ossos.

E vale também ressaltar que a DRC, como muitas doenças descobertas na fase adulta, são provenientes de casos mal resolvidos ou não diagnosticados na infância, ou mesmo na fase intra-uterina.

Embora existam diversos fatores para o desencadeamento da doença, alguns hábitos de vida têm sido apontados como os responsáveis pelo aumento de seu índice, tais como alimentação rica em sal/sódio e gordura saturada, além do sedentarismo, aliás, todos cada vez mais comuns desde a infância.

Assim, além de hábitos preventivos, é importante ficar atento a sinais de possíveis complicações que podem gerar problemas renais no futuro, tais como freqüência de infecção urinária, diabetes, pressão alta e doenças do coração.

Veja os principais fatores da Doença Renal Crônica na infância:

História familiar de rins policísticos ou outra doença genética

Baixo peso ao nascimento

Histórico de insuficiência renal aguda por lesão hipóxico-isquêmica ou outro agravo no período peri-natal

Displasia ou hipoplasia renal

Doenças urológicas, especialmente uropatias obstrutivas

Refluxo vesico-ureteral, principalmente associado com infecção urinária de repetição

História prévia de nefrite ou síndrome nefrótica

História prévia de síndrome hemolítico urêmica

História de púrpura de Henoch-Schoenlein

Diabetes mellitus

Lupus eritematoso sistêmico

História de hipertensão arterial

Para um diagnóstico e tratamento correto deve-se recorrer ao acompanhamento de um especialista em nefrologia.

fonte: Dr. Sylvio Renan.

sábado, 19 de junho de 2010

Antibiótico deve ter venda controlada a partir de setembro.

A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) inicia hoje o processo para tornar os antibióticos de venda controlada no país, com registro obrigatório dos dados da receita médica.

Uma consulta pública com o detalhamento da medida será publicada no "Diário Oficial da União". Segundo a presidência, a consulta terá "30 dias improrrogáveis" e, a partir de setembro, a nova regra passará a valer.

Hoje, 40% dos remédios consumidos no Brasil são antibióticos. Só em 2008, a venda desses remédios movimentou R$ 760 milhões, com mais de 70 milhões de unidades comercializadas, segundo o IMS Health.

O sistema proposto pela Anvisa será parecido com o controle que existe hoje para os psicotrópicos. Além da exigência da receita (que já é obrigatória, mas, na prática, não é pedida), as farmácias serão obrigadas a recolher dados da prescrição. Ainda não se sabe se a receita será retida ou apenas carimbada. Nos EUA e na Europa, esse tipo de controle já existe.

Cinco tipos de antibiótico mais vendidos (ampicilina, amoxilina, sulfametoxazol + trimetoprima, cefalexina e azitromicina) terão um controle ainda mais rigoroso, com notificação eletrônica às vigilâncias sanitárias por meio do Sistema Nacional de Gerenciamento de Produtos Controlados.

sexta-feira, 18 de junho de 2010

Tamoxifeno

Anvisa proíbe venda de medicamento da Eurofarma...

Medicamento utilizado no combate ao câncer de mama não apresentou resultados satisfatórios

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) proibiu no dia 15 de junho a venda do medicamento Citrato de Tomaxifeno 20mg usado no combate ao câncer de mama.
A venda do produto, fabricado pela Eurofarma, foi suspensa por ele apresentar resultados insatisfatórios nos testes de dissolução da substância Tamoxifeno.

A agência interditou os seguintes lotes 143326, 152449 e 147407 do medicamento.

quinta-feira, 17 de junho de 2010

Transtorno Bipolar: na moda.







Muitas pessoas estão se autodiagnosticando com transtorno bipolar ou pedindo para que médicos façam esse diagnóstico.

Segundo os psiquiatras Diana Chan e Lester Sireling, do hospital St. Ann, em Londres, o fenômeno se deve ao aumento da conscientização pública em relação à condição e ao fato de que várias celebridades no país estão falando abertamente sobre serem bipolares.

Isso, segundo eles, tem feito com que o transtorno seja mais aceitável e tenha menos estigma.

Os psiquiatras disseram ainda que os pacientes podem ainda estar buscando um status social mais alto, já que a condição costuma ser associada a pessoas criativas como o ator britânico Stephen Fry (foto), que vem discutindo abertamente seu diagnóstico.

Desde que o ator veio a público para falar sobre sua condição, psiquiatras britânicos vem recebendo mais pacientes que dizem ser bipolares, segundo Chan.

Como tudo na humanidade, cria-se mais um modismo. Pelo amor de Deus! O pior é que as pessoas se acomodam, deixam a vida correr, sem querer mudar o que são, se entopem de medicamentos muitas vezes e fica tudo do jeito que está. Nada de procurar uma causa e tratá-la efetivamente.

Mas.. tudo passa!

quarta-feira, 16 de junho de 2010

celulares e câncer

Um cientista americano e dois europeus divulgaram nesta terça-feira (15) um relatório no qual questionam as conclusões alcançadas pelo estudo sobre a relação entre o uso de telefones celulares e o risco de desenvolvimento de câncer cerebral apresentado em maio pela Organização Mundial da Saúde (OMS).

O trabalho da OMS, intitulado "Interphone", assegurava que o uso dos aparelhos não aumenta o risco de câncer, apesar de reconhecer que são necessárias mais pesquisas, mas, segundo os três cientistas, a organização subestimou as possibilidades de aparição de tumores provocados pelo uso dos telefones móveis em até 25% dos casos.

Quando é aplicado nosso fator de correção, não só encontramos o risco de aparecimento de meningiomas - um tipo de câncer cerebral -, mas, por cada ano que uma pessoa usa o telefone celular, o risco aumenta em 24%.

Por cada cem horas de uso de telefone celular, o risco de aparecimento de meningiomas aumenta em 26%.

O que foi estudado indica que vai haver uma grande pandemia de tumores cerebrais, a não ser que a população seja alertada a mudar o uso que feito hoje em dia da telefonia celular. Teoricamente, "os telefones celulares devem ser mantidos afastados da cabeça e o corpo".

Os resultados do estudo 'Interphone' apresentam graves problemas de parcialidade que resultam na subestimação dos riscos. Se aplicamos nosso fator de correção, é demonstrado que o risco real é maior que o apresentado inicialmente.

O "Interphone", publicado em maio na revista International Journal of Epidemiology, tem base em análises realizadas a quase 13 mil pessoas, e é a maior pesquisa epidemiológica sobre tumores cerebrais realizada na história da medicina.

O estudo ia oferecer a resposta final sobre o risco do uso da telefonia celular, mas acabou por despertar mais perguntas que respostas. Parece haver erros no planejamento e problemas durante a execução do estudo.

Concluindo: nada se sabe ao certo sobre a relação celular e tumores cerebrais....

terça-feira, 15 de junho de 2010

Segunda onda da gripe suína virá em 2011

A preocupação das pessoas em relação à gripe suína, ou influenza A (H1N1), já não se compara com o que a população vivenciou no ano passado, quando a epidemia começou. A tão temida “segunda onda”, no entanto, deve despontar no ano que vem, segundo o virologista britânico John Oxford, um dos maiores especialistas em influenza do mundo.

Toda a "proposta" de John Oxford é baseada na teoria da evolução de Charles Darwin. As mutações virais irão "promover" uma outra onda de crescimento da gripe, atingindo pessoas que estejam, inclusive, vacinadas.

Resta saber se ele tem razão, se acontecerão efetivamente as mutações e se as pessoas estarão realmente desprotegidas, embora vacinadas. Na verdade, acredito que esta previsão é um tanto catastrófica e algo encaixada em estatísticas que permitem uma "pré-ciência inexata".

O tempo certamente irá mostrar a realidade dos fatos. Daqui cerca de um ano nós iremos nos certificar. Mas, de qualquer modo, você se lembra de um ano atrás? O medo, o fechamento de escolas e outras coisas. Talvez a copa do mundo de futebol esteja apagando a má impressão que a gripe H1N1 poderia causar nesta época do ano.

segunda-feira, 14 de junho de 2010

Dopamina: responsável pelas viciações?

Até bem pouco tempo, falar de vício era falar do efeito da dopamina no cérebro e do sistema de gratificação (o cérebro se viciaria no prazer proporcionado seja pela droga ou por comida, por exemplo).

Agora, as vozes que levantavam outros caminhos ganharam uma ajuda de peso: Jen-Pol Tassin, pesquisador do Quai St. Bernard na França. Ele recebeu no final de 2009 o prêmio do European College of Neuropsychopharmacology por seus mais recentes trabalhos que propõe uma nova teoria para explicar a dependência.

Os estudos de Tassin comprovam que o consumo de drogas provoca uma dessincronia entre um neurônio específico que é receptor de noradrenalina e um outro neurônio receptor de serotonina. “No cérebro normal eles funcionam juntos, um regulando o outro. As drogas provocam o desacoplamento deste sistema, o que gera a dependência”, explica o neurocientista no 6° Congresso Brasileiro de Cérebro Comportamento e Emoções, que termina neste sábado (12), em Gramado, no Rio Grande do Sul.

domingo, 13 de junho de 2010

Sexsomnia

Se você é casado ou já namorou, pode já ter feito sexo “dormindo”. Costumamos chamar assim aquela rapidinha de manhã cedo ou no meio da noite, quando você queria realmente estar sonhando e ainda não despertou totalmente. Mas uma doença conhecida há mais de 5 anos, mas pouco conhecida e estudada é a "sexsomnia".

Este é um distúrbio do sono onde a pessoa sente desejo de fazer sexo enquanto está dormindo. Ainda são poucos os casos descritos na literatura, mas já há tratamento que regulariza o sono e elimina as consequências indesejadas, já que muitas pessoas acabam atacando sexualmente o parceiro à noite.

sábado, 12 de junho de 2010

Psicopatas têm sistema de recompensa hiperativo.

Pessoas sedutoras mas maldosas, frias, insensíveis, egoístas, são antisociais. Estatísticas apontam que 3% dos homens e 1% das mulheres são assim e conhecidas atualmente como psicopatas ou sociopatas.

O neurologista Joshua Buckholtz, do Tenessee, EUA, que se dedica ao estudo do tema, suspeita que uma causa importante do desequilíbrio se deve uma hiperatividade do sistema de recompensa cerebral.

Investivações têm demonstrado que psicopatas são propensos à dependência química, considerando que esse mecanismo neuroquímico de recompensa com atividade exagerada influencia a tendência ao comportamento impulsivo e irresponsável.

Durante estudo que levou a esta conclusão, o pesquisador submeteu um grupo de 30 voluntários a um teste de personalidade. Em seguida, os participantes receberam uma injeção de anfetamina e passaram por tomografia por emissão de prósiitons.

O objetivo era descobrir como o cérebro reagiria sob efeito dadroga. Curiosamente, nas pessoas que revelaram no questionário tendências impulsivas e antissociais, o núcleo accubens (uma área do cérebro responsável por dependência) liberou grade quantidade de dopamina.

Quando os voluntários se viram diante de uma perspectiva de ganhar dinheiro em um jogo virtual, a tomografia mostrou que o sistema de recompensa neural daqueles com predisposição à psicopatia (verificado no teste inicial) liberava ainda mais dopamina.

sexta-feira, 11 de junho de 2010

Atividade sem dieta e dieta sem exercício não emagrece.

Este ano, durante o congresso americano de medicina esportiva (ACSM) realizado em Baltimore de 2-5 de junho, várias discussões importantes ocorreram sobre temas como nutrição, atividade física, treinamento, suplementos e etc.

Unindo boa parte das informações disponíveis e avaliando os dados abaixo que foram encontrados em estudos SEM controle da alimentação apenas com exercícios físicos, ou apenas controle da alimentação SEM atividade física, os pesquisadores foram unanimes em dizer que aliar a atividade física a um programa de reeducação alimentar é a única forma de perder gordura corporal.

Um dos temas mais discutidos em várias apresentações foi a questão do emagrecimento relacionada ao exercício físico e à dieta. Diversos autores demonstraram que a literatura científica tem apresentado vários estudos mostrando o fracasso de programas de atividade física auxiliando no processo de emagrecimento. Segundo estes pesquisadors fatores como humor, intensidade do exercício, variações hormonais, tipo de alimentação entre outros poderiam ser responsáveis por este fracasso. De forma bastante interessante, um importante pesquisador da área apresentou estudo no qual mulheres submetidas a programa de atividade física sem controle da dieta perderam gordura corporal em 12 meses. No entanto, após 18 meses o grupo começou a recuperar o peso perdido. Sendo o autor da pesquisa alguns fatores poderiam contribuir para este resultado:

1) após perder certa quantidade de peso o gasto energético diário também cai, afinal o organismo precisa de menos energia para manter uma massa menor;

2) também ocorre, de forma muito freqüente, a “recompensa” pelo exercício (“já que caminhei, posso consumir uma bola de sorvete”). No entanto, segundo o pesquisador as pessoas têm muito pouca idéia do quanto gastam de calorias na atividade. Até podem saber quantas calorias têm uma bola de sorvete, mas não quanto gastam em 40minutos de exercício. De certo modo, isto também é conseqüência do gasto calórico calculado nas esteiras, equipamentos de atividade aerobia e relógios específicos que na maioria das vezes superestimam o gasto energético na atividade.

3) alguns trabalhos também têm demonstrado que em mulheres a atividade física promove aumento da secreção de um hormônio chamado grelina, responsável por estimular a fome, isto é, após gastar energia com o exercício, o organismo ativa este sistema para que haja reposição das calorias gastas. Este mecanismo também explicaria porque as mulheres têm muito mais dificuldade de emagrecer do que os homens.

Outros dados apresentados mostravam resultados de estudos nos quais os indivíduos, ao contrário do relatado acima, apenas fizeram restrição alimentar, mas não se exercitaram. Para surpresa dos estudiosos a maioria das pessoas neste estudo ganhou gordura corporal ao invés de perder. Os resultados mostraram que ao submeter o organismo à restrição calórica houve perda de massa magra e conseqüentemente redução do gasto energético diário. Assim se o indivíduo gastava 2000Kcal/dia e passou a consumir 1600kcal/dia, em curto espaço de tempo o organismo passou a gastar menos calorias para se manter de forma a igualar o que estava sendo consumido ou gastando ainda menos de 1600kcal/dia, levando ao ganho de gordura com a dieta. Diversos mecanismos de controle existem no nosso corpo regulando fome, saciedade, sono, fazendo com que o processo de emagrecimento apenas com restrição calórica seja pouco efetivo.

Sendo assim, aliar a atividade física a um programa de reeducação alimentar é a única forma eficaz para perder gordura corporal e sustentar esta perda depois.

quinta-feira, 10 de junho de 2010

Uma planta chamada "aninga".

A ciência amazônica está de olho na aninga, planta muito comum no litoral brasileiro e uma das principais espécies aquáticas da Amazônia. Pesquisadores da Universidade Federal do Pará (UFPA) e do Museu Paraense Emílio Goeldi (MPEG) resolveram investigar suas propriedades químicas e biológicas.

A pesquisa foi motivada pelo amplo uso terapêutico dessa espécie pela população ribeirinha da região. Relatos indicam que a aninga é adotada como cicatrizante de cortes profundos e para tratar picadas de cobra e ferroadas de arraia.

Além disso, a gosma liberada do pecíolo (haste que sustenta o limbo da folha) é aplicada sobre lesões avermelhadas na pele (impingem). Sua raiz é ainda usada por conta de suas supostas propriedades antidiuréticas, e suas folhas, para combater reumatismo e úlceras.

O estudo ainda não foi concluído, mas gerou resultados preliminares, publicados na Revista Científica da UFPA. As conclusões parciais atestam algumas das propriedades terapêuticas da aninga, mas confirmam também a fama que ela tem de ser uma planta venenosa.

quarta-feira, 9 de junho de 2010

Mais uma vez, a serotonina...

Se você sabe que vai ter um dia ruim, a primeira coisa que deve fazer ao acordar é colocar roupa de ginástica e sair para caminhar ou correr. Esse é o conselho de pesquisadores da Universidade da Geórgia, nos Estados Unidos, que, avaliando 16 jovens que se irritavam facilmente, descobriram que exercícios prévios podem amenizar o humor nervoso e irritadiço.

No estudo, antes e após 30 minutos de ciclismo em intensidade moderada, os participantes assistiram a apresentações de imagens que evocam raiva - incluindo do movimento Ku Klux Klan, de Hitler e de crianças desnutridas -, misturadas a imagens que induzem medo, simpatia ou imagens neutras. Em uma escala de raiva crescente de 20 pontos, os participantes, quando se exercitavam, apresentavam crescimento insignificante de 6,3 pontos para sete após ver as imagens provocadoras; e, na ausência de exercícios, essa taxa passava de oito para 10 pontos.

De acordo com os autores, a raiva e o comportamento agressivo estão associados a baixos níveis de serotonina. E diversos estudos têm demonstrado que a prática de atividades físicas pode aumentar os níveis desse hormônio calmante no cérebro.

Crianças Frustradas

Há um enorme conflito habitando a mente do homem moderno; por um lado, a necessidade quase imperiosa de ter sucesso, e atualmente isso significa, exclusiva-mente, sucesso financeiro. Por outro lado, o freqüente custo amargo desse sucesso.
Segundo uma tendência deteriorante da sociedade intelectóide, crianças não podem se frustrar. Se elas se sentirem diferentes de seus pares, se elas não tiverem os bens de consumo de seus coleguinhas, telefone celular, roupas de grife, dinheiro para bares, boates e afins, enfim, se elas não se inserirem totalmente no mundo consumista que contactuam na escola e na mídia, pode ocorrer uma enorme tragédia; ficam frustradas.

Diante dessa perspectiva lúgubre, os pais têm de dota-las dessa "penosa normalidade" e, para tal, têm que trabalhar muito. Às vezes tem que trabalhar o pai e a mãe e, com isso, na falta alguém para educar e orientar essas crianças, elas acabam indo parar em creches e pré-escolas. E nas creches e pré escolas o que lhes é ensinado? Bem, aí já é outra questão, muito mais longa. Além disso, essas crianças correm o risco de crescerem frustradas porque seus pais são, como se diz modernamente, ausentes.

As crianças, incluindo aqui adolescentes, que por sinal são crianças pioradas, reivindicam desde os 11-12 anos, direitos dos adultos. Elas sempre têm coleguinhas cujos pais deixam fazer de tudo, permitem tudo e dão tudo e, novamente para não crescerem frustradas, ou pior, revoltadas, recebem tudo. Depois que perdem a virgindade, se drogam e chegam em casa bêbadas, os pais se sentem culpados, novamente por terem sido ausentes. Para minimizar a culpa ou continuar furtando-se da árdua tarefa de educar, levam os filhos a psicólogos.

Algumas correntes mais fantasiosas chegam a defender a idéia de que o quarto do filho é seu espaço inviolável, que suas opções de indumentária sejam prontamente aceitas (incluindo aqui piercings, tatuagens e toda sorte de automutilação), e outras liberalidades semelhantes.

As correntes libertárias e irresponsáveis, porque nem sempre seus defensores são pais, se propagam pela mídia, desde o cinema até programas atuais como os Big Bro-thers da vida e são defendidas com furor de orgasmo por mães que anseiam, não apenas serem consideradas amigas dos filhos, como também pessoas bacanas, legais, modernas e qualquer outro adjetivo que as faça esquecer que estão envelhecendo.

Não dar liberdade aos filhos pode causar frustração, dar liberdade também, assim como dar tudo o que querem, que dizem também corromper seus futuros ou, ao contrário, não dar o que querem deixa-os revoltados.... Se os pais não se preocupam muito em ganhar dinheiro, preferindo ficar mais tempo em casa enriquecendo a convivência com os filhos e, conseqüentemente, porventura o menino não tenha dinheiro para passar as férias em Búzios com os amigos, também fica revoltado, dizendo que seus pais são perdedores, não souberam ter o sucesso que tiveram os pais dos amiguinhos. Se, por outro lado, os pais batalham na vida para que os filhos tenham dinheiro para passar as férias em Búzios, aí os pais serão ausentes, logo, os filhos são frustrados do mesmo jeito. Afinal, o que eles querem?

A grande armadilha da natureza, visando a preservação da espécie, é claro, foi fazer as pessoas acreditarem que com elas tudo será diferente, portanto, acabam tendo filhos também. E a mãe continuará tendo orgulho em se achar a melhor amiga dos filhos, esquecendo-se que amigos a gente escolhe. Talvez se ela se dedicasse a desempenhar seu papel original as coisas fossem diferente.

Algumas (sugerem-me colocar sempre esse algumas) mães não são as melhores amigas dos filhos; elas são cúmplices. Escondem do pai a maioria dos comportamentos reprováveis, são empresárias do marketing de suas filhas, "modelos ou atrizes em potencial" custe o que custar, ocultam a primeira bebedeira do filho e assim por diante.

Talvez, devido à inclinação de sentir-se sempre jovem, moderno e progressista, grande número de profissionais dedica-se a entender os adolescentes. Sua função seria plena de êxito se conseguissem fazer esses adolescentes queixosos de que ninguém os entende, entender que, de fato, ninguém tem obrigação de entendê-los. Seria meritosa sua função se convencessem os adolescentes, que vivem se queixando com o velho chavão de não terem pedido para nascer, de que seus pais também não pediram para nascer exatamente eles. Poderiam ter nascidos crianças melhores.

terça-feira, 8 de junho de 2010

Diabetes e Emoções

A Diabetes mellitus, aportuguezada para Diabetes Mellito e agora só Diabete, é um distúrbio do metabolismo que afeta primeiramente os açúcares (glicose e outros), mas que também tem repercussões importantes sobre o metabolismo das gorduras (lípides) e das proteínas. Muita gente pensa que diabetes é apenas um probleminha de açúcar alto no sangue. Infelizmente, não é bem assim.

A Diabete é uma doença que, hoje em dia, oferece boas possibilidades de controle, porém, se não for bem controlada, acaba produzindo lesões graves e potencialmente fatais, tais como o infarto do miocárdio, derrame cerebral, cegueira, impotência, nefropatia, úlcera nas pernas e até amputações de membros. Por outro lado, felizmente, quando bem controlada, as complicações crônicas podem ser evitadas e o paciente diabético pode ter uma qualidade de vida normal.

A causa dessa grave alteração do metabolismo dos açúcares na diabetes é conseqüência da produção e secreção insuficiente de insulina pelo pâncreas. A insulina é um hormônio que se encarrega de reduzir os níveis de glicose no sangue, é sintetizada no pâncreas por uma estrutura que se chama Ilhota de Langerhans. A causa da falência na produção ou no modo de atuação desse hormônio não é bem conhecida ainda, mas já se sabe que existem implicações genético-hereditários.

A importância dos fatores hereditários foi suspeitada em estudos com gêmeos idênticos e com a árvore genealógica de pacientes com diabetes. Descobriram que a hereditariedade é um fator importante em ambos os tipos de diabetes. No diabetes tipo 1, há cerca de 50% de probabilidade de o segundo gêmeo vir a desenvolver essa condição, se o primeiro gêmeo já a tiver. Um filho de pai diabético tem 5% de probabilidade de desenvolver a doença. No caso da diabetes tipo 2, se um dos gêmeos idênticos aparecer com a doença, é virtualmente certo que ela vai também se manifestar no outro gêmeo.

A prevalência de Depressão em portadores de Diabete é cerca de 2 a 4 vezes maior que na população geral, podendo afetar até 30% dos diabéticos e uma metanálise confirmou o risco duplicado de Depressão em diabéticos, além de demonstrar que mulheres diabéticas têm um risco maior de depressão (28%) que homens diabéticos (18%) (Anderson e cols. 2003). Outros fatores de risco descritos são o estado civil solteiro, o menor nível educacional e dificuldades financeiras.

De fato, a Depressão no paciente diabético parece ser uma condição prevalente e universal. A etiologia e fisiopatologia dessa comorbidade permanecem ainda desconhecidas, mas provavelmente, trata-se de uma condição bastante complexa. Existem fatores biológicos, genéticos e psicológicos envolvidos nessa questão. Foram identificadas diversas anormalidades neuroendócrinas e de neurotransmissores comuns à Depressão e a Diabete, transformando a Depressão em um potencial agente interativo com a diabetes em múltiplos níveis (Lustman et al, 2000).

Em termos práticos, é importante saber que as pessoas que tem diabetes e também são deprimidas sofrem muito mais do que as que têm apenas Diabete. Com a Depressão a qualidade de vida piora muito, os custos médicos bem mais elevados e há maiores possibilidade de complicações do diabetes, notadamente das doenças cardíacas.

Embora os dados na literatura sejam controversos, estudos recentes mostram que a Depressão agrava o curso da Diabete em vários aspectos. No paciente deprimido há, por exemplo, um pior controle da dieta, do uso da medicação, dos cuidados gerais cotidianos, levando a uma piora da qualidade de vida e da evolução da doença. Por outro lado, inversamente, o controle irregular da Diabete pode agravar a Depressão e prejudicar a resposta aos tratamentos antidepressivos (Lustman e Clouse 2005). Estudos sobre disfunção cognitiva em diabéticos controlados e não-controlados sugerem que os pacientes com bom controle glicêmico têm um risco menor para desenvolver déficits cognitivos ao longo do envelhecimento.

segunda-feira, 7 de junho de 2010

Planos de saúde terão novos procedimentos obrigatórios

A cobertura mínima obrigatória que os planos de saúde devem oferecer ganhará 73 novos procedimentos a partir da próxima segunda-feira, dia 7. Deste total, 57 serão para os convênios médicos e outros 16 são para os convênios odontológicos. O novo rol foi aprovado pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) em janeiro, mas entra em vigor só agora.

A medida beneficia os 43,7 milhões de usuários que contrataram planos coletivos ou individuais a partir de janeiro de 1999. Para os outros 10,4 milhões que têm planos de saúde mais antigos, vale o que está escrito no contrato.

Atendimento psiquiátrico ilimitado em casos graves e a possibilidade de internação domiciliar estão entre as novidades. Já os planos odontológicos terão que oferecer, entre outros benefícios, a colocação de bloco dentário e coroa. O beneficiário do convênio também vai poder contar com um maior número de consultas com psicólogos, terapeutas, fonoaudiólogos e nutricionistas por ano, desde que receitado por um médico, que especificará a quantidade necessária.

sábado, 5 de junho de 2010

Obesidade aumenta o risco de fibromialgia em mulheres

Pesquisadores da Universidade Norueguesa de Ciência e Tecnologia indicam que há uma associação entre o nível de exercício físico que uma pessoa pratica e o desenvolvimento de fibromialgia. Mas o Índice de Massa Corpórea (IMC) também parece ser um fator de risco independente que influencia negativamente a mesma condição.

O estudo, publicado no periódico Arthritis Care & Research e liderado por Paul Mork, mostrou que mulheres que indicavam se exercitar quatro vezes por semana, tinham 29% menos riscos de desenvolver a fibromialgia. E um estudo complementar mostrou que quanto maior o IMC, maiores os riscos de um futuro desenvolvimento da doença. A combinação de ambos foi descrita pelos pesquisadores como uma grande desvantagem para os indivíduos no tocante ao combate dos fatores de risco para a condição.

Apesar da relação causal entre IMC e a fibromialgia não ter sido explicada ainda, alguns estudos sugerem que as proteínas inflamatórias (as citoquinas) podem ser a chave para a questão. Outra hipótese são os problemas relacionados ao chamado sistema hipotalâmico-pituitário-adrenal (HPA), comum a ambas as condições.

Mas a hipótese que norteou o estudo norueguês tem a ver com a redução do tônus muscular simpático – um dos responsáveis pelas batidas do coração – também observado tanto em pacientes com fibromialgia quanto em pacientes obesos.

Os resultados dos estudos anteriores, combinados com o que observamos, podem indicar que uma rotina regular de exercícios físicos melhora a resposta física e ajuda a combater condições que atinjam o conjunto muscular-esquelético, que podem estar relacionadas ao desenvolvimento da fibromialgia.

sexta-feira, 4 de junho de 2010

Lúpus: a doença preferida do House...

O que é o lúpus?

O lúpus eritematoso sistêmico é uma doença crônica, sistêmica, de causa desconhecida, que acomete principalmente mulheres, predominando dos 15 aos 35 anos de idade, podendo, no entanto, ocorrer em qualquer idade.

Quais são as causas?

A causa é desconhecida, mas sabe-se que é uma doença autoimune, o que significa dizer que é uma auto-agressão, isto é, por algum motivo as células do corpo "brigam" entre si. Mas não se sabe a razão.

Quais são os sintomas?

Os sintomas são muito variados de paciente para paciente, mas os mais frequentes são dores articulares, manifestações de pele, principalmente nas áreas expostas ao sol, inflamação da pleura e do pericárdio, anemia, alterações dos glóbulos brancos e plaquetas e doença renal.

Como é feito o diagnóstico?

O diagnóstico é clínico e através de exames laboratoriais específicos pedidos pelo especialista na doença, o reumatologista.

É contagioso?

O lúpus não é contagioso.

Uma mulher com lupus pode engravidar? E tomar anticoncepcionais?

Uma mulher com lúpus pode engravidar desde que sua doença esteja controlada há pelo menos 2 anos e ela não tenha doença renal. O uso de anticoncepcionais deve ser avaliado pelo médico que acompanha a paciente. Em alguns casos é possível usar.

Há prevenção?

Pode-se fazer a prevenção, por exemplo, de comorbidades como hipertensão arterial, diabetes, cardiopatias e outras doenças associadas e evitar a luz solar, mas não se pode prevenir o aparecimento do lúpus como doença.

A doença tem cura?

O lúpus é uma doença crônica, como hipertensão e diabetes, e pode-se ter o controle da doença, mas não a cura.

Qual é o tratamento?

O tratamento vai depender do que o paciente apresenta e geralmente é feito com corticosteroide e imunossupressores, nos casos com manifestações em órgãos. Um medicamento chamado Cloroquina é também usado nas manifestações de pele.

Que hábitos o portador de lupus deve ter?

Vida saudável, dieta equilibrada, evitar hábitos sedentários.

Há problemas com a exposição ao sol ou à luz?

O doente com lúpus não pode expor-se ao sol, pois há piora da doença. O uso de bloqueadores solares é recomendado a todos os pacientes.

quinta-feira, 3 de junho de 2010

Jovens de até 20 anos têm menor capacidade de concentração.

Adolescentes possuem o cérebro mais confuso e suscetível a distrações do que adultos, indicou uma nova pesquisa publicada no Journal of Neuroscience, nesta quarta-feira (02).

Segundo os pesquisadores da University College London até 18,8 anos os jovens têm mais dificuldades de concentração, o que vai melhorando gradualmente com a idade até atingir nível estável perto dos 20 anos.

Ao contrário do que os cientistas imaginavam, o cérebro não está completamente desenvolvido até os vinte e tantos anos. Seu funcionamento ainda é caótico, com grande atividade no córtex pré-frontal, responsável pela tomada de decisões e multitarefa, o que mostra que o cérebro opera com menos eficiência do que o de adultos.

Assim, os adolescentes precisavam usar mais o cérebro para se focar na atividade proposta na pesquisa que era indicar formas de letras que apareciam na tela em momentos com e sem distrações. Os jovens prestavam mais atenção nos objetos fora da atividade.

O estudo feito com 178 participantes de 7 a 27 anos constatou que a única melhora nas funções cognitivas de acordo com a idade foi na concentração. Ainda assim, o acerto médio foi maior que 90% em todas as condições.

quarta-feira, 2 de junho de 2010

Bronzeamento artificial aumenta em 75% risco de câncer.

O uso de máquinas de bronzeamento artificial aumenta em 75% o risco da ocorrência de câncer de pele, segundo afirmou nesta terça-feira o diretor da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), Dirceu Barbano, em audiência pública da Comissão de Seguridade Social e Família. Desde o ano passado, a Anvisa, por meio da sua resolução 56/09, proíbe o uso e a comercialização dos equipamentos de bronzeamento artificial.

Barbano acrescentou que os raios ultravioleta emitidos por essas câmaras são doze vezes mais potentes que os raios do sol. “Além de câncer, o uso prolongado das máquinas de bronzeamento pode causar queimaduras e o envelhecimento precoce da pele”, disse.

O dirigente desconsiderou a possibilidade de a Anvisa rever sua decisão e liberar o uso dos equipamentos. “Algo que gera o risco objetivo de câncer e não traz benefício algum não pode ser autorizado pelo Estado”, afirmou.

Associação contesta
O diretor da Associação Brasileira de Bronzeamento, Miguel Vietri, contestou, no entanto, as informações da Anvisa. Segundo ele, a exposição à luz emitida pelas máquinas é mais segura que o sol.

Vietri argumentou que os casos de câncer de pele se concentram no sul do País porque a população de lá tem a pele mais clara, e não em razão de os estados daquela região deterem o maior número de máquinas de bronzeamento, como argumenta a Anvisa.

Na opinião de Vietri, o aumento da expectativa de vida também explica o crescimento no número de melanomas: "O câncer de pele tende a aparecer depois dos 60 anos de idade.”

Liminar

Em São Paulo, os equipamentos de bronzeamento artificial continuam funcionando, por força de liminar obtida pelo Sindicato dos Empregadores e Profissionais Liberais em Estética e Cosmetologia do Estado (Sindetética).

A presidente do sindicato, Daniela Lopes, disse que a Anvisa deveria priorizar a fiscalização da qualidade dos filtros solares vendidos no Brasil, em vez de proibir o bronzeamento artificial.

Da Agência Câmara

terça-feira, 1 de junho de 2010

"Descobertas" sobre a acupuntura...

Apesar de milhões de pessoas utilizarem a acupuntura para amenizar a dor, a ciência nunca soube claramente como o tratamento milenar funcionava no corpo. Contudo, um estudo em camundongos indica que a inserção de uma agulha de acupuntura ativa supressores da dor locais. Além disso, os pesquisadores afirmam que o tratamento potencializa esses supressores. A pesquisa pode levar à criação ou ao uso de medicamentos já existentes que aumentem a efetividade da acupuntura. As informações são da Science.
De acordo com a reportagem, os pesquisadores acreditavam, até o estudo, em duas hipóteses para como o tratamento alivia a dor: de que as agulhas estimulavam os nervos - o que levava o cérebro a liberar endorfina no corpo - e de que o tratamento funcionava como um placebo - no qual o próprio paciente inconscientemente, ao acreditar no efeito das agulhas, liberava endorfina. Contudo, a pesquisa encontrou uma nova explicação.
Segundo Maiken Nedergaard, neurocientista da Universidade do Centro Médico Rochester, no Estado americano de Nova York, os pesquisadores desconfiavam das duas hipóteses pelo fato de as agulhas não causarem dor, mesmo em locais machucados, quando penetravam a pele. Nedergaard suspeitava que quando o acupunturista inseria e rodava as agulhas, ele causava a liberação de adenosina - uma substância que alivia a dor localmente.
Durante o estudo, o neurocientista e sua equipe primeiro anestesiaram levemente alguns camundongos e inseriram uma agulha em um ponto de acupuntura, na perna do animal. Após retirar e analisar a ponta do objeto, eles notaram que o camundongo havia produzido adenosina 24 vezes mais que o normal.
Depois, eles notaram que a ação das agulhas aliviava dois tipos de dor: a crônica no pé (como inflamação causada por artrite) e por dano no nervo (geralmente ligada a danos na medula, diabetes e outros). Em um animal com um desses problemas, os pesquisadores notaram que ele costumava recolher rapidamente a perna quando tocada com o dedo e quando aquecida com um pedaço de metal. Com o uso da agulha de acupuntura, e também, separadamente, com a aplicação de adenosina na área, os pesquisadores notaram (por suas reações) que o animal sentia menos dor. Além disso, eles notaram que os dois tratamentos diminuíam a atividade em uma área do cérebro responsável pela dor.
Os cientistas ainda tentaram potencializar a adenosina em conjunto com o uso das agulhas. Para isso eles utilizaram uma droga e notaram que ela triplicava a duração do efeito contra a dor (de uma hora para três horas). Contudo, o medicamento utilizado é o deoxycoformycin, um anticancerígeno muito tóxico para o uso clínico. Apesar disso, Nedergaard afirma que a descoberta é uma "prova de que você pode aumentar o efeito da acupuntura".

Ministério do Trabalho proíbe teste de HIV em empresas.

A portaria 1.249, de 28 de maio de 2010, publicada nesta segunda-feira, 31, no Diário Oficial da União, proíbe que as empresas do País exijam teste de HIV, de forma direta ou indireta, em exames médicos admissionais, demissionais, avaliações periódicas ou em decorrência de mudanças de função do trabalhador.

Segundo a portaria, aprovada pelo ministro do Trabalho e Emprego, Carlos Lupi, é vedada a "adoção de qualquer prática discriminatória e limitativa para efeito de acesso à relação de emprego ou à sua manutenção".

Apesar disso, o texto diz que essa proibição não deve impedir campanhas ou programas de prevenção da saúde que estimulem os funcionários a conhecerem seu estado sorológico, por meio de orientações e exames voluntários, sem vínculo com a relação de trabalho e sempre mantida a privacidade quanto aos resultados.

A portaria se baseia na Lei 9.029, de 13 de abril de 1995, que proíbe a exigência de atestados de gravidez e esterilização, além de outras práticas discriminatórias, para efeitos admissionais ou de permanência da relação de trabalho. Também tem como base a Portaria Interministerial 869, de 12 de agosto de 1992, que proíbe, no âmbito do serviço público federal, a exigência de teste para detecção do HIV tanto nos exames pré-admissionais quanto nos periódicos de saúde.

Veja o texto da Portaria, na íntegra, no Diário Oficial:

"http://www.estadao.com.br/especiais/2010/05/proibicao_exame_hiv_trabalho.pdf">

fonte: estadão.