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sábado, 27 de fevereiro de 2010

Ansiedade pode ser reduzida em 20% apenas com exercícios físicos

A ansiedade que acompanha pacientes de doenças crônicas diminui a qualidade de vida e faz que esses indivíduos não sigam adequadamente seus tratamentos. Mas exercitar-se regularmente pode diminuir os sintomas da ansiedade, de acordo com um novo estudo da Universidade da Geórgia, EUA, publicado no Archives of Internal Medicine, periódico científico da área. Para o estudo, foram acompanhados aproximadamente 3 mil pacientes.

Os resultados vão ao encontro de uma série de evidências científicas que mostram que atividades físicas, como andar ou levantar pesos, podem ser uma das melhores coisas que médicos podem receitar aos seus pacientes para fazê-los sentirem-se menos ansiosos.

Apesar de vários estudos mostrarem que exercícios físicos aliviam os sintomas de depressão, o impacto da atividade física regular para combater a ansiedade não havia recebido muita atenção dos pesquisadores. E o número de pessoas com problemas de saúde crônicos só tende a aumentar, já que a média da idade da população mundial também tem crescido, o que evidencia a necessidade de tratamentos de baixo custo que proporcionem uma melhora na qualidade de vida desses pacientes.

Os participantes da pesquisa sofriam de várias condições médicas crônicas que incluíam doenças do coração, esclerose múltipla, câncer, dores crônicas e artrite. Em 90% dos casos os pacientes reportaram diminuição nos sintomas de ansiedade.

Para funcionar efetivamente, a média de atividades físicas diárias deve ser de aproximadamente 30 minutos. E para surpresa dos pesquisadores, programas que previam entre 3 e 12 semanas de treinos diários foram os mais eficientes. A partir da 12ª semana, os participantes mostravam não se motivar tanto para continuar as rotinas de exercícios. Os pesquisadores acreditam que uma maior adesão a programas mais longos poderia até mesmo levar a diminuições maiores no nível de ansiedade.

Ou seja: exercite-se!

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

Ministério inclui adultos na vacinação contra gripe suína.

Adultos saudáveis com idade entre 30 e 39 anos também poderão ser vacinados contra Influenza A (H1N1), a chamada gripe suína. O grupo estava de fora da estratégia de imunização contra a doença, divulgada pelo Ministério da Saúde em janeiro, mas, diante do aumento da oferta da vacina no mundo, o governo decidiu ampliar a política. Ao todo, serão vacinadas 90 milhões de pessoas.

Com a mudança, serão vacinados a partir de março e em datas distintas trabalhadores de saúde e população indígena (8 a 19 de março), gestantes, crianças de seis meses a dois anos incompletos e doentes crônicos (22 de março a 2 de abril), idosos com doenças crônicas (24 de março a 7 de abril), pessoas com idade entre 20 e 29 anos (5 a 23 de abril) e, por fim, adultos entre 30 e 39 anos (10 de maio a 21 de maio).

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

Comissão da ONU alerta sobre abuso de medicamentos

O uso abusivo de medicamentos controlados cresce rapidamente no mundo e já supera todo o abuso somado de heroína, cocaína e ecstasy, segundo o relatório anual divulgado na quarta-feira pelo Departamento Internacional de Controle de Narcóticos, ligado à ONU.

O relatório disse que várias mortes de celebridades no ano passado, como a do cantor Michael Jackson, chamaram a atenção para o problema dos medicamentos lícitos.

Nos EUA, o abuso dos medicamentos "já é a segunda questão mais importante do abuso de drogas, depois da maconha", disse o texto, apontando a existência de 6,2 milhões de norte-americanos viciados em remédios em 2008.

A entidade disse que farmácias ilegais estão atuando na Internet para vender ao mundo inteiro esses medicamentos - muitas vezes roubados, desviados ou falsificados. O relatório cobra medidas dos governos para monitorar ou proibir esses sites.

A agência da ONU citou também um aumento no uso das "drogas do estupro", refletindo uma preferência de abusadores sexuais por substâncias lícitas.

Ketamina e gama-butirolactona (GBL), que não são controladas sob as convenções internacionais antidrogas, estão substituindo o Rohypnol, que costumava ser a droga mais usada no golpe conhecido no Brasil como "boa noite cinderela".

Auto-medicação é algo extremamente equivocado, mas é um hábito induzido do povo brasileiro, Digo induzido, por conta de que as grandes redes de drogarias e farmácias estimulam profundamente o consumo de medicamentos por conta própria, ao colocarem à disposição de qualquer pessoa, vários medicamentos em prateleiras expostas, abertas, com nomes e indicações para quem quiser adquirir.

O brasileiro precisa de uma campanha educativa séria no intuito de acabar com a auto-medicação. Em função dela e em função da facilidade de se adquirir medicamentos por vários meios, temos instalados sérios problemas na sociedade brasileira, inclusive a dependência química lícita, além, é claro de muitos outros.

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

Índice de raios ultravioleta fica extremo em 15 cidades do Brasil

Os raios UV (ultravioleta) chegaram à condição extrema de radiação na manhã desta terça-feira em Brasília e em 14 capitais do país, segundo a Somar Meteorologia, marcando índice entre 11 e 14, numa escala cujo máximo corresponde a 14. Para o período da tarde, mais capitais brasileiras podem alcançar marcação extrema, inclusive São Paulo.

Os locais com índices mais elevados, às 10h, eram Brasília, Aracaju, Belém, Belo Horizonte, Boa Vista, Fortaleza, João Pessoa, Macapá, Maceió, Natal, Palmas e Recife, com índice 14, seguidos por Rio de Janeiro e Vitória, com 13, e Porto Alegre, que tinham índice 11, considerado extremo.

De acordo com a escala, índices de 1 a 2 são considerados baixos; de três a cinco são apontados como moderados; seis e sete são altos; já entre oito e dez são considerados muito alto; enquanto os superiores a dez são apontados como extremos.

Na cidade de São Paulo, o índice era de 5 no horário, considerado moderado. Apesar disso, o Cptec (Centro de Previsão de Tempo e Estudos Climáticos), do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais) apontava previsão de elevação do índice, podendo alcançar níveis extremos --de 11 a 14.

Para evitar problemas causados pelos raios ultravioletas as pessoas devem evitar exposição ao sol. Mas quando for necessário, devem usar protetor solar e roupas com cores claras, que refletem a radiação diminuindo o contato dela com a pele. Em casos de aparecimento de mancha na pele durante um tempo prolongado, a pessoa deve procurar um médico.

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

Cresce 26% número de doadores de órgãos no Brasil

O Brasil registrou em 2009 número recorde de doadores de órgãos. Foram 1.658, ou 8,7 doadores por milhão da população (ppm). Isso representa um crescimento de 26% em relação ao ano anterior (7,2 ppm) e supera a meta da Associação Brasileira de Transplantes de Órgãos (ABTO), que era de 8,5 ppm.

O número de transplantes de rim - órgão cuja fila de espera é a mais longa no país - também superou a meta. Foram 4.259 cirurgias, 12,5% a mais que em 2008. Os resultados, segundo a ABTO, são os melhores já alcançados. O balanço completo dos transplantes realizados em 2009 será divulgado pela entidade amanhã.

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

Fumar charuto e cachimbo também prejudica os pulmões, mostra estudo

Fumantes de cachimbos e charutos podem dizer que não inalam a fumaça, mas um novo estudo sugere o contrário.

O estudo, baseado em testes de respiração em pessoas de 48 a 90 anos, descobriu que os fumantes de cachimbo e charuto apresentavam riscos mais de duas vezes maiores de apresentar funções pulmonares anormais que contribuem para doença pulmonar obstrutiva crônica, uma grande causa de morte – mesmo se abstendo de cigarros. Aqueles que também fumam cigarros apresentaram mais de três vezes o risco.

Das 3.528 pessoas estudadas, todos eles participantes de pesquisas sobre doenças cardíacas, 56 haviam fumado somente cachimbo ou charuto; 428 fumavam cachimbo ou charuto junto a cigarros; e 1.424 fumavam apenas cigarros.

Os fumantes de cachimbo e charuto também tinham níveis mais altos de cotinina, subproduto da nicotina, do que os não-fumantes, embora menos do nível comumente encontrado em fumantes de cigarros, de acordo com o estudo, publicado na edição de 15 de fevereiro dos Anais de Medicina Interna.

sábado, 20 de fevereiro de 2010

Animais Domésticos

Exposição a cães e gatos durante a infância foi correlacionada a menor risco do desenvolvimento de alergias. Ainda não foi esclarecido se isto se deve ao escape seletivo de animais de estimação por famílias com antecedentes de alergias. Os efeitos da posse de animais de estimação na idade adulta são desconhecidos.

Pesquisadores publicaram, recentemente, no The Journal of Allergy and Clinical Immunology, um estudo em que procuraram avaliar a associação entre possuir cão ou gato na infância e na idade adulta jovem e o desenvolvimento de atopia em uma coorte populacional de nascimento de 1037 pacientes.

Possuir cães ou gatos entre o nascimento e os nove anos de idade e entre as idades de 18 e 32 anos foi relatado. Prick tests cutâneos a alérgenos comuns foram realizados aos 13 e 32 anos.

Não houve evidências de que famílias com antecedente de atopia evitaram ter animais de estimação. Houve interações significativas de gato por cão para o desenvolvimento de atopia tanto na infância quanto na idade adulta. Crianças que possuíram tanto gatos quanto cães apresentaram menor tendência de serem atópicas aos 13 anos.

Viver com apenas um destes animais não foi fator protetor contra atopia. Entre pacientes que não eram atópicos aos 13 anos de idade, ter um gato ou cão na idade adulta associou-se a menor risco de nova atopia aos 32 anos. Esta associação não foi significativa apenas entre pacientes com antecedente familiar de primeiro grau positivo para atopia. Estes efeitos foram independentes de uma variedade de fatores potenciais de confusão.

Os pesquisadores concluíram que há uma interação sinergística (um aumenta o efeito do outro) entre a exposição a gatos e cães, associada a menor risco de desenvolvimento de atopia na infância e na idade adulta jovem.

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

Estudo propõe tomografia para medir quantidade de gordura na barriga

As medidas usuais da circunferência da cintura e do quadril e o índice de massa corporal (IMC) podem ser indicadores do risco de desenvolver doença coronariana. Mas um novo estudo aponta um outro indicador, bem menos conhecido: a gordura visceral abdominal.

Segundo a pesquisa, feita no Instituto do Coração (InCor) do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP), a área de gordura visceral abdominal superior a 150 cm² aumenta em quase três vezes as chances de adquirir doença arterial coronariana. Nos valores acima de 100 ou 110 cm² começam a surgir complicações metabólicas da gordura visceral, como aumento nos niveis de glicose, colesterol e hipertensão arterial.

A pesquisa, cujos resultados foram publicados na revista internacional Atherosclerosis, avaliou 125 indivíduos (71 homens e 54 mulheres), com idade média de 56 anos, sem diagnóstico prévio de doença coronária.

Submetidos a exames de tomografia computadorizada, cerca 70 pacientes (56%) apresentaram medidas das áreas de gordura visceral abdominal “significativamente associadas ao diagnóstico de doença arterial coronária”, de acordo com o trabalho.

Os pesquisadores também verificaram que, quando os pacientes foram submetidos a exames antropométricos e tomográficos tradicionais, os resultados não indicaram uma associação com a enfermidade nos indivíduos com diagnóstico de doença arterial coronariana, que é caracterizada pelo bloqueio gradual das artérias coronárias.

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

Auto-hemoterapia apresenta riscos à saúde, alertam especialistas

Sangue é retirado no momento em que será aplicado no paciente e não recebe nenhum tratamento
A Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP), a Agência de Vigilância Sanitária (Anvisa) e o Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo (CRMESP) alertam para o uso da técnica conhecida como auto-hemoterapia. Ela consiste na retirada do sangue do paciente e na aplicação, uma vez por semana, no músculo do braço ou nas nádegas. O sangue é retirado no momento em que será aplicado no paciente e não recebe nenhum tratamento.
De acordo com Dalton Chamone, professor titular de hematologia e hemoterapia da FMUSP e presidente da Fundação Pró-Sangue Hemocentro de São Paulo, “a prática é tão antiga quanto o uso de sangria há 200 anos. Não há comprovação científica sobre a eficácia do tratamento”, explica Chamone.
A auto-hemoterapia vem sendo utilizada em todo o País. O médico carioca Luiz Moura, chegou a defender essa prática num DVD. Na Internet existem vários sites que divulgam o tratamento. O Conselho Regional de Medicina do Estado do Rio de Janeiro está abrindo sindicância contra o médico.
Chamone disse que não sabe o valor das sessões, mas ouviu o relato de alguns pacientes que o custo de cada aplicação pode chegar a R$ 500,00.
A Anvisa também lançou nota técnica, no dia 13 de abril, que condena a prática da auto-hemoterapia, porque não há estudos científicos que comprovem sua eficácia.Alerta – A FMUSP alerta que a auto-hemoterapia não tem fundamento científico e pode provocar efeitos colaterais graves, como infecção generalizada, e levar o paciente à morte. Chamone disse que “a técnica é uma ‘picaretagem’, pois não há evidências científicas que comprovem sua eficácia e segurança.
O efeito é absolutamente inócuo e é uma absoluta incoerência retirar o sangue e aplicá-lo novamente, para que ele circule em todo o corpo, se ele já estava circulando. É um tratamento de modismo, tal qual tantos outros. No interior do Brasil, ainda é comum as pessoas beberem urina de cavalo para tratar várias doenças”, informa o médico.
Desirè Carlos Callegari, presidente do Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo, também adverte sobre os riscos de infecção que podem em determinados casos evoluir para a infecção generalizada, levando alguns pacientes ao óbito. Chamone explica que “a infecção pode ocorrer porque há bactérias na pele e uma parte delas pode entrar na seringa. Quando você injeta o sangue no músculo, forma-se um hematoma, que é uma fonte de cultura de bactérias”.
Comprovação científica – Entidades médicas, FMUSP e comunidade científica não reconhecem a auto-hemoterapia como prática médica. A Sociedade Brasileira de Hematologia e Hemoterapia (SBHH) lançou nota oficial esclarecendo a população de que não existe na literatura médica (nacional e internacional), qualquer estudo com evidências científicas sobre este tema e que “são desconhecidos os possíveis efeitos colaterais e complicações dessa prática”. A auto-hemoterapia foi proibida, também, pelo Conselho Federal de Medicina.
Velha técnica promete curar de acne a câncer
A auto-hemoterapia consiste na retirada do sangue do paciente e na sua introdução, uma vez por semana, no músculo do braço ou nas nádegas. De acordo com os profissionais de saúde que utilizam a técnica, a quantidade de sangue a ser aplicada depende da doença que deve ser tratada e pode variar de 5 mililitros a 20 mililitros. Cada braço pode receber até 5 mililitros e cada nádega até 10 mililitros. Quando o organismo recebe o sangue no músculo, o reconhece como um corpo estranho, o que estimularia o sistema imunológico. O método, segundo eles, seria capaz de curar de acne a câncer.
Maria Lúcia Zanelli

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

Séries médicas distorcem procedimentos de primeiros socorros, diz estudo...

Essa matéria foi publicada na internet, no site da UOL. Eu gostei e gostaria que você lesse...

Um estudo conduzido por cientistas canadenses indica que séries de televisão baseadas em hospitais, como as populares Plantão Médico, House e Gray’s Anatomy, retratam procedimentos de primeiros socorros equivocados na maior parte dos casos.

A conclusão, que levanta uma preocupação sobre o tipo de mensagem que esses programas passam para o telespectador, foi resultado de horas e horas gastas pelos pesquisadores da Universidade Dalhousie, em Halifax, assistindo a centenas de episódios.

Em 59 ocasiões, os personagens tiveram de lidar com convulsões de epilepsia – e em apenas 17 delas, ou menos de 30%, a reação foi correta.

"Não examinamos exatamente como a televisão exerce seu impacto sobre o público. Mas nosso medo é que as pessoas assistam a esses programas, vejam os enfermeiros e médicos respondendo a convulsões dessa forma e reajam de modo semelhante se algum dia estiverem diante da mesma situação", disse um dos coordenadores do estudo, Andrew Molar.

"Se eles responderem da maneira como eles sempre veem na televisão, pode ser um evento dramático."

As diretrizes médicas mais atualizadas recomendam que, diante de uma crise convulsiva de outra pessoa, o socorrista procure primordialmente evitar contusões e pancadas: por exemplo, afastando os objetos de perto do paciente e colocando um travesseiro sob a sua cabeça.

Outra recomendação é virá-lo de lado para que a secreção da boca não entre nas vias respiratórias e cause engasgamento.

"E uma das coisas mais importantes", diz Andrew Molar, "é ficar ao lado da pessoa até ela retornar ao nível de consciência original."

Contraste
Molar diz que as orientações contrastam com o que se vê comumente na televisão, em cenas nas quais os próprios personagens médicos e enfermeiros tentam colocar objetos na boca dos pacientes e conter os movimentos convulsivos.

"É contra as diretrizes de primeiros socorros para ataques epiléticos tentar segurar o paciente, porque há muita força nos músculos naquele momento e você pode causar cortes e lacerações."

Ele diz que talvez a razão por trás dessa mensagem errada seja o apelo e o drama envolvidos nas cenas de ataque epilético tal e qual elas são retratadas na maioria das vezes.

"O procedimento correto não é dramático. Assistindo a esses programas de televisão, quando há um ataque epilético, a pessoa cai no chão, uma música dramática começa a tocar", diz o pesquisador.

"Se elas simplesmente girarem a pessoa para o lado e colocarem um travesseiro sob a cabeça dela, não é tão apelativo."

Para Andrew Molar, os interessados em se informar sobre como reagir a convulsões devem se informar em sites médicos e de organizações médicas, como o da Associação Brasileira de Epilepsia (ABE) ou, para os leitores do inglês, da organização The Epilepsy Foundation of America.

"Se há uma mensagem que vem do nosso estudo é: não siga as diretrizes de primeiros socorros segundo o que você vê na televisão", diz Molar. "Em grande parte das vezes, elas são retratadas de maneira equivocada."

terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

Cientistas descobrem arma secreta de células cancerígenas contra quimio...

Uma equipe de cientistas britânicos identificou a "arma secreta" que utilizam as células cancerígenas para combater e sobreviver aos tratamentos com quimioterapia.

A descoberta feita por especialistas da Cancer Research UK, uma ONG dedicada à pesquisa de câncer, relaciona-se com a estrutura de uma proteína que se encontra no coração do sistema de defesa dos tumores cancerígenos.

Identificada como FANCL, essa proteína ajuda as células malignas a reparar o dano que sofre seu DNA a consequência do tratamento do doente com quimioterapia.

"Investigamos a estrutura do motor do sistema de funcionamento da célula", disse a principal responsável do estudo, Helen Walden. Segundo ela, "se conseguimos detê-lo, conseguiríamos células muito mais receptivas à quimioterapia".

"Conseguimos a primeira fotografia atômica completa de uma proteína envolvida no caminho da reparação de uma célula, justo ao próprio coração da rota pela qual as células cancerígenas se defendem de tratamentos que têm como objetivo destruí-las", assinalou a especialista.

Walden acrescentou que, com a descoberta, "é possível melhorar os tratamentos tradicionais". Ela ressaltou que a descoberta pode se transformar em uma linha de pesquisa para a criação de um medicamento específico.

A conclusão principal deste estudo, que se publica na revista "Nature Structural and Molecular Biology" é que um preciso tratamento contra a FANCL pode ajudar a combater o câncer.

A doutora Lesley Walker, do Cancer Research UK, ressaltou que se trata "de uma pesquisa muito importante", porque "atinge o cerne da tática após a proteção das células do câncer frente ao tratamento de quimioterapia".

"Esta descoberta nos dá um objetivo promissor para potenciais medicamentos que ajudem a debilitar a resistência das células cancerígenas enquanto se administra a quimioterapia, para fazer com que este tratamento seja o mais eficaz possível", manifestou.

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

O que é um energético?

Energéticos são bebidas à base de cafeína e outras substâncias estimulantes, como a taurina e a glucoronolactona, que potencializam a resposta do cérebro aos estímulos, deixando o corpo mais ativo ou acelerado.

Sua fórmula faz com que a pessoa se sinta revigorada durante algumas horas o que causa uma disposição aparente. Mas a ação dos energéticos também tem efeito rebote para o organismo.

Quando consumidas em excesso, as substâncias estimulantes causam ansiedade, agitação, cefaleia e, em alguns casos, apresentam grau de toxidade questionável, como a taurina e a glucoronolactona.

São substâncias que alteram o funcionamento de nosso organismo de forma brusca, por isso devem ser ingeridas com moderação e certa cautela.

Um energético hidrata o corpo?

Não, pelo contrário, é uma bebida diurética, que faz o organismo eliminar líquido. A principal característica dos energéticos é aumentar a resistência física devido à presença, principalmente, da cafeína.

Eles não foram desenvolvidos visando à hidratação e, por isso, não devem ser consumidos com esta finalidade, sendo necessária a ingestão de água para obter uma boa hidratação.

E com álcool, tudo bem?

Quando são consumidos em combinação com álcool, os energéticos provocam aumento da adrenalina, palpitações, suor e dependendo da quantidade ingerida, podem levar à desidratação já que os dois são diuréticos.

Comparado com isotônicos:

Os energéticos foram criados para amenizar a sensação de exaustão e cansaço, enquanto os isotônicos têm o objetivo de repor a água e os sais minerais que perdemos após uma atividade.

sábado, 13 de fevereiro de 2010

Brasileiros alertam para variedades de HIV resistentes

Uma pesquisa realizada em seis cidades brasileiras (São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília, Belém, Salvador e Porto Alegre) por um grupo de cientistas de várias instituições traz um alerta: nas quatro primeiras cidades, existe risco de transmissão de variedades de HIV resistentes a drogas antirretrovirais.

Por outro lado, afirma o grupo, a quantidade de vírus resistentes no Brasil, em média, é aceitável e parecida com a encontrada em outros países.

Em números, de 210 indivíduos recém-infectados com HIV no Brasil, 17 (8,1%) carregavam variedades de HIV já resistentes a pelo menos uma droga antirretroviral, classe de medicamento utilizado no tratamento da Aids.

Como os indivíduos que participaram do estudo tinham contraído a doença recentemente, eles ainda não tinham iniciado o uso de medicamentos. O vírus não tinha, portanto, adquirido resistência nos seus organismos. O HIV já chegou resistente a eles.

O trabalho envolveu cientistas do Ministério da Saúde e de várias universidades e institutos de pesquisa pelo país e foi publicado no final de 2009 no periódico "Journal of the International Aids Society".

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

Excesso de açúcar e presença de aditivos em sucos...

Pesquisa realizada pelo Idec (Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor) com 12 bebidas à base de fruta, comprados em supermercados da cidade de São Paulo, avalia que muitos produtos disponíveis no mercado têm excesso de açúcar, aromatizantes e corantes.

O estudo avaliou a qualidade nutricional das bebidas, baseando-se na presença ou não de açúcar, aromatizantes e corantes, e as informações contidas nas embalagens, conforme a legislação vigente do setor.

Na análise do Idec, o poder da publicidade e do marketing é tão grande que uma simples embalagem pode levar a crer que determinada bebida é tão saudável quanto a fruta in natura que originou o produto.

As bebidas industrializadas tendem a conter altos teores de açúcar, como explica o Idec. É o caso dos néctares, que são diluições açucaradas de sucos concentrados.

Outro detalhe importante é que um dos corantes contidos em algumas bebidas, a tartrazina, que pode causar reações de natureza alérgica, entre as quais asma brônquica, especialmente em pessoas alérgicas ao ácido acetilsalicílico. Por isso, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) deve editar em breve uma norma obrigando que seja mencionado, com destaque, os efeitos adversos do corante.

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

O Câncer e as emoções (sentimentos)

É difícil alguém estar realmente preparado para o diagnóstico de câncer. Quando isso acontece a primeira atitude é de negação. Normalmente as pessoas custam muito a acreditar que aquele diagnóstico, culturalmente muito temido, esteja acontecendo exatamente com elas. Muito freqüentemente as pessoas duvidam que estejam lhes dizendo a verdade. É um momento de grande angústia, sensação de vazio e abandono, onde a introspecção proporciona uma revisão nos valores e na vida em geral, onde afloram lembranças de pessoas queridas ou conhecidas que, muito possivelmente serão deixadas para trás.


Posteriormente surge o medo, medo de morrer, de deixar pessoas queridas, de abandonar projetos futuros. Há uma forte angústia diante da possibilidade da dependência dos outros, do sofrimento futuro, quer pela doença, quer pelas conseqüências do tratamento. Mas todos esses sentimentos devem ser reavaliado ou orientado por profissionais para minimizar os efeitos do preconceitos sobre as emoções.

Em geral as pessoas acreditam que câncer é sinônimo de sofrimento e morte. É assim que o câncer e seus tratamentos constituem uma fonte de estresse, capaz de desencadear desordens de ajustamento nestes indivíduos problemas somáticos, psíquicos e sociais. Há trabalhos sobre o desenvolvimento de sintomas somáticos associados às preocupações emocionais e sociais relacionados à idéia do câncer, mais do que devidos ao câncer propriamente dito.

No entando, estudos sobre os aspectos clínicos e terapêuticas referentes a 895 casos de câncer de língua tratados no Hospital do Câncer A.C. Camargo, mostram que as chances de cura para os pacientes atendidos na década de 80 foram 40% maiores do que as dos pacientes tratados nas décadas de 50 e 60. Isto significa que atualmente os pacientes podem esperar possibilidades de cura muito maiores do que no passado, principalmente em função dos significativos progressos científicos e tecnológicos que ocorreram nas áreas de cirurgia, radioterapia e quimioterapia.(Veja).

A clínica comprova freqüentemente que as manifestações iniciais do câncer permanecem latentes, estacionárias por longo tempo, antes de manifestar-se morbidamente, dando oportunidade à intervenção terapêutica. As atuais possibilidades da medicina permitem afirmar que o câncer é curável, quando tratado no início. Por conta desse prognóstico progressivamente mais otimista os médicos devem se preocupar sempre em identificar e estimular condições que facilitem a adaptação de seus pacientes. Assim sendo, o tratamento psicológico, em pelo menos alguma extensão, será sempre benéfico.

É muito importante deixar claro o significado dos seguintes termos: Pesar e Pena. Estes sentimentos estarão presentes, de forma variada, nos familiares de pacientes com câncer e são termos que se usam, freqüentemente, com diferentes intenções (Rando, 1984).


Pesar
Pesar é o sentimento que surge como reação ao fato de ter sofrido uma perda. O Pesar identifica a situação específica das pessoas que tenham experimentado uma determinada perda (Corr, 1997), portanto, o Pesar é uma reação emocional específica a este determinado "objeto".

Devido à perda, se desenvolve uma grande quantidade de emoções, experiências e mudanças na vida psíquica da pessoa. A duração desse estado depende da intensidade da relação com a pessoa que morreu ("objeto" perdido). É bom sublinhar que o Pesar tem também um aspecto antecipatório, ou seja, supõe o aparecimento de emoções e sentimentos antecipadamente à perda (vai morrer).

Pena
A Pena é o processo normal de reação emocional à percepção (forte indício) de uma perda. As reações de Pena podem ser vistas nas respostas à perdas básicas ou tangíveis, como por exemplo a morte, ou a perdas abstratas e psicossociais, como por exemplo o divórcio, o emprego, etc.

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

Me queimei demais, e agora?

Uma vez que a pele já sofreu a queimadura solar, nada vai reverter a ação prejudicial causada pelo sol. Todo e qualquer tratamento a ser instituído visa apenas o alívio dos sintomas.

Ao contrário do que algumas propagandas divulgam, não adianta nada passar hidratantes depois de se queimar com a promessa de manter a pele bonita. O hidratante apenas trará conforto e alívio para a sensação de ressecamento que se segue, mas o mal já está feito, e mais um degrau do envelhecimento cutâneo foi subido.

De qualquer forma, em caso de queimaduras solares intensas, algumas medidas podem ser tomadas para diminuir a dor e a incômoda sensação de calor.

Para combater o calor usa-se o frio: banhos frios de imersão vão trazer bastante alívio.
Produtos refrescantes e calmantes contendo calamina, cânfora, mentol, azuleno e aloe vera podem ajudar a diminuir a sensação da pele queimada.
Para a face, compressas frias com chá de camomila fraco podem ajudar.
Casos mais intensos, podem necessitar de corticosteróides de uso tópico associados alguns tipos de anti-inflamatórios e analgésicos. Estes medicamentos devem ser indicados por um médico dermatologista de acordo com cada caso.

Atenção: nunca queime novamente a pele que acabou de descascar. Proteja-a intensamente do sol, pois a pele descascada está mais fina e muito mais sensível. O dano causado será ainda maior do que o normal.
Se você está de férias, já descascou e quer voltar à praia, use filtros solares de alta proteção, preferindo os bloqueadores solares que contenham filtros físicos (deixam a pele encoberta).

E lembre-se, prevenir é melhor do que remediar... Da próxima vez não esqueça de se proteger, mesmo em dias nublados.

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

Discussão entre casais: raiva contida pode ser pior para a saúde.

Uma pequena briga pode ser boa para a saúde de pessoas casadas, pois a supressão da raiva, quando um dos cônjuges inicia uma disputa, pode aumentar as chances de uma morte prematura. Ao contrário, casais que fazem defesa de seus pontos discordantes, expressando insatisfação e – o mais importante – resolvendo os conflitos, parecem ter uma melhor saúde.

Para chegar a essas conclusões, pesquisadores da Universidade de Michigan, EUA, acompanharam quase 200 casais durante 17 anos. Durante esse período, os analisadores chegaram a quatro tipos de casais: aqueles cujos parceiros jamais brigavam; aqueles em que ambos sempre comunicavam enfaticamente sua raiva e insatisfação ao parceiro; e os casais em que apenas um dos parceiros não respondia às intimidações (um grupo cujas esposas assimilavam as provocações e outro em que os maridos o faziam).

A comparação entre ambos os cônjuges que suprimiam suas raivas e os outros três tipos é, no mínimo, intrigante. Os resultados mostraram que esses casais tinham o dobro de chances de risco de morte do que os indivíduos de outros grupos.

Quando os casais optam por estarem juntos, a principal função de ambos é conseguir se reconciliar após um conflito. Normalmente, ninguém é treinado para isso e a maioria replica o exemplo dos próprios pais. Mas se você não sabe como fazê-lo, apenas ‘enterra sua raiva’, e isso pode gerar insatisfação e ressentimentos constantes. E se você não tenta resolver o problema, isso, definitivamente, é um mau sinal.

Aproximadamente 23% dos cônjuges que tinham um relacionamento cujos conflitos não eram resolvidos, morreram no período do estudo. Nos outros três grupos, combinadamente, apenas 19% dos indivíduos faleceram. Para chegar a esses números, os pesquisadores nivelaram o estudo, contabilizando outros riscos à saúde que poderiam levar à morte.

Um estudo similar continua em andamento, com casais acompanhados durante 30 anos. Harburg observa que os resultados preliminares apontam números ainda maiores quanto ao risco de morte de indivíduos que não sabem gerenciar brigas e reconciliações.

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

Caminhada reduz níveis de pressão arterial por até 24 horas

Para afastar o perigo da hipertensão, aposte nas caminhadas. Uma pesquisa da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP), da USP, comprovou que a caminhada reduz a pressão arterial na primeira hora e, o que é melhor ainda, essa queda se mantém nas 24 horas subsequentes.

Segundo dados da Sociedade Brasileira de Cardiologia, no Brasil, são 27 milhões de hipertensos com mais de 18 anos e 2 milhões de crianças e adolescentes que enfrentam o problema.

A pesquisa teve início em julho de 2008 e terminou em outubro de 2009. Foram avaliados 1000 voluntários com idade entre 60 e 75 anos.

Inicialmente foram selecionados 10% dos idosos como amostragem representativa. Os participantes realizaram uma sessão intensa de 40 minutos de caminhada, seguida de uma sessão de repouso também de 40 minutos.

Os resultados apontaram que a redução é mais expressiva naqueles com pressão arterial elevada e menor naqueles com pressão arterial normal. O diferencial do estudo, segundo os pesquisadores, é o fato de ter sido analisado o impacto do exercício aeróbico em pista, na modalidade caminhada, e não em esteira e bicicleta ergométrica, como era feito até então.

Após uma única sessão desse exercício aeróbico, em média, a pressão arterial sistólica, que é o valor mais alto e mede a força do sangue nas artérias, quando o coração se contrai para impulsionar o sangue através do corpo, caiu 14 milímetros de mercúrio (mm Hg) e a pressão arterial diastólica, número inferior que mede a pressão enquanto o coração relaxa para se abastecer de sangue, caiu 4 milímetros, ou seja, de 13 por 9, por exemplo, passou para 11 por 8. E, após 24 horas, essa pressão continuou reduzida em 3 milímetros na pressão sistólica e 2 milímetros na diastólica.

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

o Controle de Peso e o Câncer...

A combinação de alimentação saudável com atividade física é capaz de prevenir 63% dos casos de câncer de boca, faringe e laringe; 60% dos tumores de esôfago e 52% dos casos em que a doença atinge o endométrio. É o que aponta o relatório Políticas e Ações para a Prevenção do Câncer no Brasil, Alimentação, Nutrição e Atividade Física, lançado pelo Instituto Nacional de Câncer (Inca) em parceria com o Fundo Mundial de Pesquisa contra o Câncer (WCRF), nesta quinta-feira (4), Dia Mundial do Câncer.

Os números revelam, ainda, que 41% dos tumores de estômago, 34% de pâncreas e 37% do intestino grosso (colorretal) poderiam ser evitados por meio da combinação exercício físico/combate à obesidade.

No total, 19% de todos os cânceres poderiam ser evitados com a dobradinha "dieta e exercícios". No caso específico de doze tumores, esse percentual chega a 30%: boca, faringe e laringe; esôfago; pulmão, estômago, pâncreas; vesícula; fígado; intestino grosso (colorretal); mama, endométrio; próstata e rim.

O controle do peso, sem a prática de atividade física, também é eficaz no controle dessas doze neoplasias, podendo evitar 13% dos casos, acrescenta o Inca.

O documento também chama a atenção para a importância de medidas simples, como consumo de água potável, cuidado com a higiene e a conservação dos alimentos.

Na Estimativa 2010, Incidência de Câncer no Brasil, divulgada pelo Inca em novembro passado, dos 375.420 casos da doença estimados para o Brasil para este e o próximo ano (excluindo-se os tumores de pele não-melanoma, que são tratados ambulatorialmente), 112.636 poderiam ser evitados se fosse banido o consumo de tabaco e 131.397 seriam evitáveis por meio de hábitos de alimentação saudável. Os fatores de proteção (alimentação) e de risco (tabagismo) não podem ser somados. Combinados, previnem 40% dos tumores.

Banho de sol aumenta libido masculina, sugere estudo

Um estudo feito por pesquisadores na Áustria sugeriu que o banho de sol pode aumentar a libido masculina pois a vitamina D produzida eleva a concentração de testosterona no sangue.

Boa parte da vitamina D é sintetizada pela pele ao ser exposta à luz do sol e o restante é proveniente dos alimentos.

O estudo, divulgado na revista Clinical Endocrinology, incluiu 2.299 homens e constatou que os homens tinham uma concentração menor tanto da vitamina quanto do hormônio durante o inverno e uma concentração mais alta no auge do verão.

A testosterona pode ter um impacto sobre a libido e os níveis de energia do homem.

Ela também tem funções essenciais tanto em homens quanto em mulheres, mantendo a força muscular e a densidade óssea.

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

Estudo associa insônia a um menor volume em algumas áreas do cérebro.

Um estudo holandês recentemente publicado na revista científica Biological Psychiatry indica uma associação entre a insônia crônica e um menor volume da massa cinzenta do cérebro. Usando uma técnica especializada chamada morfometria baseada em voxel, os pesquisadores notaram que pacientes com insônia tinham um menor volume de massa cinzenta no córtex orbitofrontal esquerdo – área do cérebro que foi fortemente relacionada com a gravidade da insônia relatada pelo paciente.

Estudos anteriores já haviam mostrado que situações estressantes crônicas, como a depressão e estresse pós-traumático, estavam associadas a menores volumes de áreas do cérebro relacionadas à sensibilidade ao estresse e do hipocampo – área ligada à formação da memória. A nova pesquisa, que comparou pacientes com insônia crônica que eram psicologicamente saudáveis a pessoas saudáveis sem problemas de sono, mostrou que a falta de sono também estaria associada à redução cortical.

"Quanto mais severos os problemas de sono dos insones, menor é a densidade da massa cinzenta na região envolvida com a avaliação da ‘agradabilidade’, que pode também ser importante para o reconhecimento do conforto adequado para cair no sono", destacou a pesquisadora Ellemarije Altena. Segundo a especialista, essas descobertas têm incentivado o desenvolvimento do Registro de Sono Holandês, assim como mais estudos para definir os subtipos de insônia e identificar fatores causais dessa relação.

Editor da publicação onde foram publicados os resultados, o médico John Krystal, destacou que a insônia é uma característica comum a quase todas as condições psiquiátricas associadas com a redução do volume cortical. "Na verdade é um sintoma comum de transtornos psiquiátricos ou de altos níveis de estresse na vida", destacou o especialista. "O estudo sugere que há riscos adicionais de não se tratar a insônia, como efeitos prejudiciais sobre a microestrutura cerebral", concluiu.

Fonte: Biological Psychiatry.

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

Médico de Faustão diz que cirurgia de estômago proibida não é experimental.

O médico Áureo Ludovico de Paula disse, em entrevista à BandNews FM, que vai recorrer da decisão da Justiça de Goiás, que proibiu a cirurgia de redução de estômago que promete curar o diabetes.

A técnica criada por ele é conhecida como interposição de íleo. O apresentador Fausto Silva e mais de 400 pessoas há foram submetidas ao procedimento. Desde que se submeteu a operação, Faustão já perdeu mais de 30 kg.

Apesar disso, o método ainda não tem a liberação do Conselho Federal de Medicina e do Comitê Nacional de Ética em Pesquisa. Em depoimento à rádio, o cirurgião alegou que o método não é experimental e tem, inclusive, reconhecimento na literatura médica.

O médico ainda disse que ainda não foi notificado sobre a decisão da Justiça de proibir a técnica.

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

Dermatite de contato a cosméticos

Cosmético é todo produto aplicado sobre a superfície do corpo com a finalidade de limpar, embelezar ou modificar a sua aparência. O aumento da busca pela beleza, especialmente pelas mulheres, mas também pelos homens, levou ao incremento de produtos cosméticos segmentados, com produtos também para a pele infantil e negra.
Com isso, a quantidade de produtos aumenta, aumentando também o "contato" com diferentes ativos (substâncias) nas formulações.
Maioria das reações adversas são leves
Apesar da ampla utilização de cosméticos, os eventos adversos sérios não são frequentes. Reações leves, como coceira, ardor ou ressecamento, podem ocorrer em mais de 10% da população adulta. No entanto, o vasto uso de cosméticos e a falta de uma regulamentação precisa fazem com que seja difícil descobrir detalhadamente todos os componentes das formulações.
A dermatite de contato por irritação é a reação adversa mais comum a cosméticos. Produtos para a limpeza da pele, tais como sabonetes, xampus e desodorantes são os irritantes mais importantes. As reações mais frequentes são em consequência do uso continuado e cumulativo.
Pacientes que apresentam alteração da camada mais superficial da epiderme (camada córnea), como os atópicos e os idosos, são mais predispostos a ter reações irritantes devidas aos cosméticos.
Síndrome da intolerância a cosméticos
Além dos sinais e sintomas típicos de inflamação, como vermelhidão, inchaço e formação de pequenas bolhas (vesículas), uma irritação subjetiva pode ocorrer. Trata-se de uma resposta não inflamatória aos produtos aplicados na pele.
Esta resposta é caracterizada por uma reação sensorial, com ardor, queimação, coceira, mas sem alterações cutâneas visíveis. Isto é o que pode-se chamar de "pele sensível". Esta reação é conhecida por dermatite de contato sensorial ou subjetiva ou, ainda, síndrome da intolerância a cosméticos.
A queixa sensorial se restringe à face. O paciente reclama de reações no rosto, mas consegue utilizar o mesmo produto no resto do corpo. Algumas substâncias que podem desencadear a pele sensível seguem ao lado: ácido benzóico, ácido cinâmico, emulsificantes não-iônicos, laurilssulfato de sódio, bronopol, ácido lático, propilenoglicol, uréia e ácido sórbico.
Fragrâncias e esmalte de unhas são os principais responsáveis
Vários componentes de cosméticos podem ser alergênicos, mas as fragrâncias são a principal causa de alergia a cosméticos. Formam um grupo de mais de 3.000 substâncias que são usadas numa ampla variedade de produtos, incluindo os chamados "sem perfume", com o intuito de disfarçar odores indesejados de alguns componentes da formulação.
Entre as substâncias utilizadas nos testes de contato para identificar o agente causador das dermatites, a mais frequentemente positiva é a resina tonsilamina/formaldeído, presente nos esmaltes de unhas e causa de eczemas principalmente nas pálpebras e região do pescoço, mas raramente afetando a região ao redor das unhas. Em estudo realizado, a positividade à tonsilamina chegou a 70,7%