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segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Sera???

Vale a pena assistir:

http://www.youtube.com/watch?v=JpOB4xkpjgQ

Novo cimento ósseo pode aprimorar tratamentos para osteoporose.

A vertebroplastia, procedimento para reforçar ossos fraturados por vezes considerado desnecessário, pode ser revolucionada por um novo material.

Quando a dor é demasiada para quem sofre de fraturas na coluna devido à osteoporose, geralmente há duas opções: repouso na cama (frequentemente combinado com uma cinta de proteção e analgésicos) ou um procedimento controverso conhecido como vertebroplastia, que envolve injeções de cimento ósseo.

Na vertebroplastia, o cirurgião utiliza uma agulha oca para injetar uma substância semelhante a um cimento, em geral polimetil-metacrilato (metacrilato de metila) ou PMMA, em todas as rachaduras ou fraturas encontradas na coluna vertebral. Embora a osteoporose enfraqueça os ossos do corpo todo, a vertebroplastia é utilizada exclusivamente para o tratamento de problemas na coluna. O cirurgião usará também um fluoroscópio, que é composto por um aparelho de raios X e uma tela fluorescente, para monitorar a localização da agulha no interior do corpo e garantir que o selante seja injetado no local adequado.

Ambas as abordagens para reduzir a dor decorrente de fraturas vertebrais por compressão, uma condição que afeta cerca de 1,4 milhão de pessoas no mundo – sendo mais da metade dos casos nos EUA – têm seus críticos e simpatizantes.

Os defensores do repouso observam que as fraturas na maioria dos pacientes curam sem necessidade de qualquer tipo de procedimento médico, embora isso possa levar várias semanas. Consideram a vertebroplastia um tratamento no mínimo desnecessário, que pode na verdade enfraquecer o osso em torno da região tratada com o cimento. Dois estudos publicados no New England Journal of Medicine (NEJM) apoiam esse ponto de vista, apontando que participantes de um estudo tratados com vertebroplastia não sentiam menos dor que participantes que receberam um tratamento placebo, em que nenhum cimento ósseo foi injetado na coluna.

Em um dos estudos, 131 pacientes que sofriam de fraturas vertebrais osteoporóticas por compressão passaram por uma vertebroplastia ou a simulação desse procedimento, onde o cimento ósseo não foi efetivamente utilizado. Para surpresa dos pesquisadores, os dois grupos de pacientes apresentaram melhora imediata após o procedimento. “Minha impressão é que a vertebroplastia está sendo usada em demasia agora”, observa David Kallmes, professor do departamento de radiologia da Clínica Mayo, que participou do estudo, embora ele acrescente que também realiza o procedimento. Uma das suas preocupações, baseada num estudo realizado pela Clínica Mayo em 2006, é que as vértebras adjacentes às fraturas tratadas com cimento ósseo tendem a fraturar significativamente mais cedo do que as vértebras mais afastadas.

sábado, 28 de novembro de 2009

O que é gota?

Gota é uma condição crônica, não contagiosa, causada pelo depósito de cristais de ácido úrico nas articulações. O acúmulo de ácido úrico no sangue pode acontecer tanto pela produção excessiva, quanto pela eliminação deficiente da substância. Mas é importante saber que nem todas as pessoas que apresentam aumento de ácido úrico no sangue apresentarão gota.

A gota é uma das principais causas da artrite3 crônica e está associada a outras patologias como obesidade, cálculos renais, alterações do colesterol, diabetes e insuficiência renal.

Aparece geralmente entre 40 e 50 anos de idade, sendo mais frequente em homens adultos do que em mulheres.

Quais são os sintomas?

Geralmente o primeiro sintoma é uma crise aguda de gota1 caracterizada por uma monoartrite que acomete mais frequentemente a articulação do dedão do pé (hálux) e causa uma dor insuportável nesta região, a qual tem início à noite e é intensa o suficiente para despertar a pessoa. Nem mesmo o toque do lençol no dedão do pé é suportado. Esta crise acontece pela precipitação de cristais de urato monossódico provenientes dos fluidos corporais supersaturados nos espaços articulares.

Qualquer articulação pode ser afetada, mas o hálux é acometido em mais de 90% dos pacientes. Há edema (inchaço), cor avermelhada e calor na região.

A crise dura de 2 a 10 dias e depois tudo volta ao “normal”, fazendo com que muitos pacientes não procurem assistência médica adequada com um clínico geral ou reumatologista.

Uma nova crise pode surgir em intervalos de meses ou anos.

As crises de gota1 podem ser acompanhadas por sinais1 sistêmicos como aumento da frequência cardíaca, mal-estar, febre baixa, calafrios e leucocitose (aumento do número de glóbulos brancos).

O diagnóstico14 tardio ou a falta de um tratamento adequado pode levar a deformidades nas articulações, conhecidas como “tofos”. Estas deformidades são comuns no cotovelo, dedos ou dorso das mãos, nos pés, em qualquer outra articulação, tendões ou na cartilagem do pavilhão auricular.

Uma outra complicação do mal acompanhamento desses pacientes é o risco de evolução para a insuficiência renal, pela formação de cálculos de urato que podem atrapalhar o funcionamento dos rins.

Como é feito o diagnóstico de gota1?

Uma primeira crise não faz o diagnóstico de gota. É preciso que sejam encontrados cristais de ácido úrico no líquido aspirado da articulação acometida. Ou que o paciente seja acompanhado para descartar outras causas de inflamações articulares.

Quando há crises repetidas de monoartrite aguda dolorosa e ácido úrico elevado ou nos pacientes com doença crônica já com deformidades e alterações radiológicas típicas não há dificuldades diagnósticas.

A taxa de referência normal de ácido úrico no sangue é de 7,0 mg/100 ml, mas somente uma pequena parte das pessoas com aumento do ácido úrico terão gota1, cerca de 20%.


Existe cura?

Infelizmente a doença não tem cura, mas é perfeitamente possível controlar os seus sintomas com o seguimento adequado do tratamento instituído pelo médico assistente.


Como é o tratamento?

O tratamento é para sempre. O ácido úrico aumenta ou por problemas na eliminação renal16 ou por alterações de sua produção. Em ambas situações os defeitos são genéticos, ou seja, definitivos.

As alterações na dieta e o tratamento medicamentoso precisam ser rigorosamente seguidos, do contrário, o ácido úrico volta a subir e é uma questão de tempo para aparecerem novas crises de gota, além de aumentar o risco de que deformidades articulares apareçam.

Atualmente, usa-se anti-inflamatórios não esteroides (AINES) nas crises agudas e colchicina somente nos pacientes que tenham contra-indicações aos AINES. Podem ser associados analgésicos mais potentes se necessário.

Às vezes a punção articular com agulha e seu esvaziamento causam grande alívio na dor. Pode ser necessário uma injeção18 intra-articular de corticoide.

Após passada a crise, o alopurinol é o medicamento de escolha para reduzir o ácido úrico. As doses variam bastante de pessoa para pessoa. É muito importante associar o uso de alopurinol a uma dieta específica para pacientes com gota.


Como é a dieta para pessoas que têm gota?

A dieta deve ser pobre em alimentos que tenham purina (ervilha, feijão, carnes vermelhas, tomate, frutos do mar, miúdos, etc.). A restrição rígida destes alimentos é recomendada principalmente no período agudo da doença. Após este período, o paciente pode comer proteínas20 e purinas com moderação.

Evitar o jejum prolongado pois, na ausência de alimentos, o corpo degrada a proteína muscular como fonte de energia e a ureia é um de seus subprodutos.
Bebidas alcóolicas devem ser restringidas, principalmente as fermentadas, já que aumentam a concentração de ácido úrico no sangue e facilitam sua precipitação, formando cristais dentro das articulações. Fora das crises, as bebidas alcóolicas podem ser consumidas, mas ainda com moderação.

A dieta deve ser rica em carboidratos, com quantidade moderada de proteínas e pobre em gorduras, incluindo alimentos com baixos teores de purina.

A ingestão de água (pelo menos 2 litros ao dia) e de sucos naturais é uma boa opção. O ideal é manter a urina clara para ajudar a reduzir a formação de cálculos renais.

Outras orientações importantes:

Um acompanhamento com nutricionista pode ajudar a equilibrar melhor a dieta.
É comum que os pacientes com gota1 apresentem aumento dos triglicérides. Os exercícios físicos ajudam a controlar esta alteração, além de fortalecer a musculatura e as articulações.

Alguns medicamentos como diuréticos e o ácido acetilsalicílico podem diminuir a excreção renal do ácido úrico.

O tratamento médico não deve ser interrompido com a melhora dos sintomas. Siga as orientações do seu médico.

sexta-feira, 27 de novembro de 2009

Aids migra para o interior do país

Os grandes centros urbanos do país, onde hoje estão concentrados 52% dos casos de Aids, registraram queda de 15% na taxa de incidência da doença entre 1997 e 2007. No entanto, a incidência nos municípios com menos de 50 mil habitantes dobrou, revelando que a epidemia caminhou para o interior do país. Os dados, do Boletim Epidemiológico Aids/DST 2009, foram divulgados nesta quinta-feira (26) pelo Ministério da Saúde.

Em 1997, a taxa nas cidades com menos de 50 mil habitantes era cerca de oito vezes menor do que a registrada nas cidades com mais de 500 mil pessoas. Em 2007, essa relação caiu para três vezes.

Em municípios com mais de 500 mil pessoas, houve decréscimo da taxa de incidência, entre 1997 e 2007, de 32,3 para 27,4 notificações por 100 mil habitantes. No mesmo período, a taxa nas cidades com menos de 50 mil habitantes passou de 4,4 ocorrências em 1997 para 8,2 em 2007.


Regiões

Dos 100 municípios com mais de 50 mil habitantes que apresentam maior taxa de incidência de Aids, os 20 primeiros da lista estão no Sul. A primeira colocada é Porto Alegre (RS) com taxa de incidência de 111,5 por 100 mil habitantes, seguida por Camboriú (SC) com 91,3.

A tendência de crescimento de Aids nas cidades menores e queda nas maiores confirma-se nas regiões Sudeste, Centro-Oeste e Sul. O Norte e o Nordeste apresentam um perfil diferente: ocorre aumento da taxa de incidência, quando se compara 1997 com 2007, tanto em municípios grandes quanto em pequenos.

“Os dados justificam a necessidade de contínuo investimento em ações descentralizadas, respeitando as especificidades de cada local, sem perder o foco de que a epidemia, no Brasil, é concentrada”, destaca a diretora do Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais do Ministério da Saúde, Mariângela Simão.

Total de casos

De 1980 a junho de 2009, foram registrados 544.846 casos de Aids no Brasil. Durante esse período, 217.091 mortes ocorreram em decorrência da doença. Por ano, são notificados entre 33 mil e 35 mil novos casos de Aids. Em relação ao HIV, a estimativa é que existam 630 mil pessoas infectadas no país.

Mais meninas

Em 1986, início da epidemia de Aids no Brasil, havia 15 casos de Aids em homens para cada caso em mulheres. A partir de 2003, a proporção mudou: para cada 15 casos em homens, existem 10 em mulheres.


Já entre jovens de 13 a 19 anos, o número de casos de Aids é maior entre as meninas. A inversão vem desde 1998, com 8 casos em meninos para cada 10 casos em meninas.

Entre homens, a taxa de incidência em 2007 foi de 22 notificações por 100 mil habitantes e, nas mulheres, de 13,9. Em ambos os sexos, as maiores taxas de incidência se encontram na faixa etária de 25 a 49 anos.

O boletim ressalta que, em 2007, a taxa de incidência de Aids em mulheres de 50 a 59 anos (15,6 por 100 mil habitantes) é 3 vezes maior do que a taxa em mulheres com 60 e mais anos de idade (5 por 100 mil habitantes). Entre homens, a taxa de incidência também é 3 vezes maior entre os de 50 e 59 anos (26,9 por 100 mil habitantes) comparados aos de 60 e mais anos de idade 9,4 por 100 mil habitantes).

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

Restrição de gorduras na alimentação pode melhorar o humor

Dietas com muito pouco carboidrato são frequentemente utilizadas para promover a perda de peso. Entretanto, um recente estudo australiano – publicado este mês na revista científica Archives of Internal Medicine – indica que uma dieta menos calórica de restrição de gorduras apresenta vantagens sobre a restrição de carboidratos em relação ao humor e ao afeto em pessoas com sobrepeso ou obesidade.

Os pesquisadores avaliaram as mudanças no peso corporal, humor e bem-estar, e função cognitiva em 106 pacientes obesos ou com sobrepeso – divididos para receber dieta com restrição calórica (1433-1672kcal), isocalórica planejada, com muito pouco carboidrato, e com muita gordura; ou uma dieta com muito carboidrato e pouca gordura , durante um ano. A idade média dos indivíduos analisados foi de 50 anos, e o índice de massa corporal foi de 33,7.

Após um ano, a média de perda de peso foi de 13,7+1,8kg, sem diferença significativa entre os grupos. Ao longo do estudo, houve uma interação significativa entre o Spielberger State Anxiety Inventory (medida de ansiedade), Beck Depression Inventory (medida da depressão), e os resultados do Profile of Mood States (medida do humor) em relação aos transtornos de humor, raiva-hostilidade, confusão e depressão como resultado de maior melhoria nestes estados emocionais para a dieta de restrição de gorduras, em comparação com a dieta pobre em carboidratos. A memória funcional melhorou ao longo de um ano para ambas as dietas, porém a velocidade de processamento permaneceu inalterada.

Fonte: Arch Intern Med. Volume 169, Number 20, 9 Nov 2009. Pages 1873-1880

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Coação



Vamos brincar um pouco. Hoje cedo, em meu café da manhã, dei de cara com a imagem que você vê acima. Como não tive tempo hábil de tirar uma boa foto, pois foi meio às escondidas que a tirei, vou assinalar o que está escrito:

"Nesse Natal, não se esqueça de ninguém..."

uma foto de um papai noel ameaçador, olhando para mim... e mais uma frase:

"Muito menos de Você!!!"

Claro que estou fazendo uma brincadeira. Mas que foi um erro na escolha do cartão e das palavras, para a situação, isso foi.

O que dizer? Então, não devo esquecer de mim na padaria que freqüento há anos e dar a caixinha de natal, senão... Senão o quê? Caramba! Sei lá! rsrsrsrsrsrsrs!

Acho que darei a caixinha de natal... senão...!

terça-feira, 24 de novembro de 2009

Mortes por H1N1 dobram a cada 2 semanas na Europa

O número de mortes pela gripe suína H1N1 na Europa vem dobrando a cada duas semanas desde meados de outubro e 169 pessoas morreram em decorrência do vírus na semana passada, afirmaram especialistas em vigilância epidemiológica na segunda-feira.

O Centro Europeu para Controle e Prevenção de Doenças (ECDC), com base em Estocolmo, disse que foram registradas 670 mortes em abril e todos os 31 países da União Europeia e da Associação Europeia de Livre Comércio (Efta) já registraram casos do vírus.

As campanhas de vacinação contra o H1N1 começaram em diversos países europeus nas últimas semanas para tentar conter a propagação do vírus, declarado pandemia pela Organização Mundial da Saúde (OMS) em junho.

Os programas de imunização, no entanto, enfrentam níveis ambíguos de percepção e oposição provenientes de lobistas anti-vacina, de acordo com a Sociedade Europeia de Microbiologia Clínica e Doenças Infecciosas (Escmid). Ela afirmou que esse tipo de oposição coloca "a saúde pública e vidas" em risco.

A OMS afirmou na semana passada que governos de várias regiões do mundo já administraram mais de 65 milhões de doses da vacina H1N1. Efeitos colaterais comuns da vacina incluem inchaço, vermelhidão ou dor no local da injeção, e às vezes febre ou dor de cabeça, mas a OMS descartou qualquer relação de morte com a vacina.

O ECDC registrou uma "intensidade muito alta" de doenças do tipo da gripe na semana passada na Itália, na Noruega e na Suécia, e disse que a intensidade era "alta" na Bulgária, na Dinamarca, na Alemanha, na Islândia, Irlanda, Lituânia, Luxemburgo, Polônia e Portugal.

O restante da Europa apresentava no geral intensidade "média".

Vamos ver o que nos resta no próximo inverno...

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

Notícia Importante

DIÁRIO OFICIAL DO MUNICÍPIO DE SÃO PAULO

Lei de n° 3.359 de 07/01/2002 - Depósitos Antecipados


Art.1° - Fica proibida a exigência de depósito de qualquer natureza, para possibilitar internação de doentes em situação de urgência e emergência, em hospitais da rede privada.
Art 2° - Comprovada a exigência do depósito, o hospital será obrigado a
devolver em dobro o valor depositado ao responsável pela internação.
Art 3° - Ficam os hospitais da rede privada obrigados a dar possibilidade de acesso aos usuários e a afixarem em local visível a presente lei.
Art 4° - Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação.


Não consegui o original, mas vi em vários sites...

sábado, 21 de novembro de 2009

Microchip para tratamento de lesões medulares

Um grupo de cientistas da Universidade da Califónia (EUA) conseguiu reverter danos de coluna em animais de laboratório com uso de uma substância chamada neurotrofina-3, que estimula a regeneração de axônios, prolongamentos do neurônio, a célula do sistema nervoso, que transmitem os estímulos nervosos.

Esses filamentos "reformados" foram dirigidos para locais precisos, possibilitando a formação de novas redes de comunicação na medula.

O trabalho parece ter acertado o caminho e lança esperança na recuperação de pessoas que ficaram com os movimentos dos membros comprometidos.

O uso de microchips para reabilitar pacientes com esses problemas está em debate e receberá atenção no Congresso Internacional de Neuromodulação, que está acontecendo na Coréia do Sul, na capita, Seul. Os especialistas apostam na tecnologia, implantando microchips em áreas do cérebro ou nos tecidos musculares para restabelecer a transmissão de impulsos elétricos e, assim, recuperar os movimentos perdidos por conta de uma lesão.

Muito legal o que a tecnologia pode fazer por nós!

sexta-feira, 20 de novembro de 2009

Brasileiro está mais gordo e mais alto

A população engordou e ficou mais alta nos últimos anos no Brasil. Cerca de 43,3% das pessoas com mais de 18 anos que vivem nas capitais estão com sobrepeso. E esta é a tendência para todo brasileiro, aponta estudo Saúde Brasil 2008, do Ministério da Saúde, divulgado nesta quinta-feira (19).

Os meninos de 10 a 19 anos tiveram aumento de 82,2% do IMC (Índice de Massa Corpórea que dá a razão entre o peso e a altura) em 29 anos. As meninas, na mesma faixa etária, obtiveram aumento de 70,3%.

Mas as mulheres apresentam estabilidade no ganho de peso desde a década de 90, com a valorização do corpo e o combate ao sobrepeso, enquanto os homens não param de engordar.

De acordo com o estudo, o IMC médio do brasileiro está muito próximo de 25 kg/m², limite para passar do perfil normal para o de sobrepeso. Se o valor ficar acima de 30, é considerado obesidade.

O aumento da obesidade ainda é um dos fatores para a elevação das mortes por diabetes no país. O crescimento está mais concentrado nos homens com mais de 40 anos e houve queda entre as mulheres de 20 a 39 anos.

Enquanto eles ganharam mais peso, as mulheres cresceram quase duas vezes mais. A estatura média do homem cresceu 1,9 cm em 14 anos e chegou a uma média de 1,70 m em 2003. Já as mulheres, tiveram um aumento de 3,3 cm de altura, alcançando 1,58 m.

fonte uol ciência e saúde

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

Causa de bulimia e anorexia pode estar na vida intrauterina

Além das questões psíquicas, consideradas principais causas de distúrbios alimentares, problemas de nutrição na fase uterina e neonatal podem ser determinantes para a instalação dos sintomas na vida adulta. Um estudo desenvolvido na Itália mostrou que mulheres cuja mãe foi acometida de diabetes ou de anemia corriam maior risco de sofrer de anorexia. O baixo peso neonatal ou o infarto (que leva à morte das células da placenta), por sua, vez, aumentaram o perigo de bulimia. A pesquisadora Angela Favaro e colegas da Universidade de Pádua pesquisaram o passado de 114 mulheres com diagnóstico de anorexia e 73 pacientes com sintomas bulímicos. Com base em arquivos hospitalares, foram analisadas as complicações ocorridas durante a gestação e o nascimento das mulheres. Segundo os cientistas, quando havia a ocorrência simultânea de várias complicações, os distúrbios alimentares se manifestavam por volta dos 16 anos. Em casos mais brandos, a ocorrência levava mais tempo.

Fonte: revista Mente & Cérebro

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

A sua caminhada: onde fazer?

A caminhada é, certamente, o exercicio mais fácil para se fazer diariamente e não envolve praticamente nenhum custo extraordiário. É excelente para tonificar músculos, emagrecer, melhorar o sistema imunológico e até para reduzir o estresse.

Mas é preciso escolher bem dois fatores essenciais para sua caminhada: o local e o horário.

Quanto ao local, as calçadas estão ao alcance de todos, mas é preciso cuidado com alguns pontos que precisam ser observados antes de se aventurar a esta atividade física. Calçadas quebradas e raízes de árvores são um verdadeiro perigo para que é distraído e para quem já tem um pouco menos de agilidade, por conta da idade.

As outras pessoas que etá na rua também geram necessidade de atenção, ao se desviar delas para caminhar. Pode parecer pouco importante, mas se houver um excessivo número de pessoas a caminhada poderá ser improdutiva.

Na caminhada na rua, a pessoa tem mais estímulos visuais e se distrai com maior facilidade, deixando de ser uma atividade monótona. melhorando, inclusive, para seu praticante, a noção de espaço e de atenção, por ter de evitar riscos o tempo todo.

Além disso, a variedade de posicionamento do solo gera uma mudança frequente de esforços, o que pode auxiliar no condicionamento aeróbico em maior intensidade.

Mas é bom evitar as ruas com trânsito abundante, pois onde existe um grande número de veículos, há maior grau de poluição e, certamente, isso fará mal para a sua saúde.
Isso, por si só já "fala" a respeito do horário para a prática da caminhada. Andar em horário de "rush" é certamente um equívoco que deve ser evitado.

Quanto menos trânsito, menor poluição, menor risco para a saúde.

Andar em esteira pode ser, também, muito produtivo, mas é necessário ter disciplina por conta de que algumas pessoas entendem que se trata de uma atividade monótona e repetitiva. Por conta disso, algumas esteiras são dotadas de programas de computador que geram variações de ângulo de inclinação, de rítmo e de velocidade, para simular uma corrida na rua ou em pista.

Uma coisa é certa: andar e correr são excelentes atividades aeróbicas que presenteiam seu praticante com melhora do condicionamento físico, proteção cardio-vascular e aumento da longevidade.

terça-feira, 17 de novembro de 2009

Lei Rouanet da Saúde

Deputado Eleuses Paiva apresenta projeto para melhorar financiamento à saúde.

Ex-presidente da Associação Paulista de Medicina, ele luta contra o subfinanciamento da saúde pública no Brasil. além de defender a regulamentação da Emenda Constitucioal 29, cm progressão de verbas por parte da União, acaba de apresentar novo projeto na Câmara dos Deputados. É uma espécie de Lei Rouanet da saúde, com benefícios fiscais para pessoas físicas e juídicas que fizerem doações para o Sistema Único de Saúde (SUS).

De acordo com o projeto de lei 6049/09, qualquer cidadão poderá realizar doações diretamente para o estabelecimento de saúde da sua comunidade, autorizadp pelo Ministério da Saúde, ou somente para o SUS.

Até 80% do valor doado seria abatido do Imposto de Renda (IR) devido, no caso de pessoa física e até 40% para pessoa jurídica, tributada com base no lucro real.

A proposta parece ter boas chances de apoio tanto da oposição quanto da situação. pois poderia garantir um volume superior de novos recursos aplicados exclusivamente na saúde, sem aumentar a já táo elevada carga tributária brasileira.

Resta saber como será a regulamentação deste processo de doação. Aqui no Brasil essas coisas sempre geram dúvidas, infelizmente.

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

Testes Diagnósticos e Preventivos Para Crianças

Teste do pezinho
.O que é: O exame identifica erros de metabolismo que podem causar deficiência mental, como fenilcetonúria e hipotireoidismo congênito, além de anemia falciforme, que causa a destruição crônica das hemácias (células vermelhas do sangue).
.Quando realizá-lo: Entre o terceiro e o sétimo dia de vida do bebê.
.Como é feito: A partir de gotas de sangue colhidas do calcanhar do recémnascido. Não provoca dor à criança. Rede pública X particular: Toda criança brasileira tem direito ao teste, gratuito. Existe uma versão ampliada que permite identificar mais de 30 doenças, mas não está disponível na rede pública.
.Preço: Gratuito.

Teste do olhinho (ou teste do reflexo vermelho)
.O que é: Reconhece doenças como retinoblastoma, o tumor maligno ocular mais frequente em crianças; catarata, que compromete seriamente a visão; e glaucoma congênito, que pode levar à cegueira.
.Quando realizá-lo: Nas primeiras 48 horas de vida do bebê.
.Como é feito: É um exame ocular realizado em recém-nascidos com oftalmoscópio direto.
.Rede pública X particular: O teste do reflexo vermelho é obrigatório em todas as maternidades e estabelecimentos hospitalares do país.
.Preço: Gratuito.

Teste da orelhinha
.O que é: O objetivo principal é a identificação precoce da deficiência auditiva, já que ouvir bem é fundamental para o desenvolvimento da fala e da linguagem da criança.
.Quando realizá-lo: Nos três primeiros meses de vida.
.Como é feito: O exame demora entre três e cinco minutos e é realizado por um fonoaudiólogo, com um pequeno fone na parte externa da orelha.
.Rede pública X particular: É obrigatório em todos os bebês nascidos em hospitais e maternidades do país.
.Preço: Gratuito.

Exame oftalmológico
.O que é: Serve para corrigir problemas comuns de grau, como miopia, hipermetropia e astigmatismo.
.Quando realizá-lo: Por volta dos três anos de idade, quando a criança consegue fornecer informações sobre seu aparelho visual, devendo ser repetido anualmente.
.Como é feito: No próprio consultório, o médico mede a acuidade visual, avalia a musculatura ocular extrínseca e faz a biomicroscopia e o mapeamento de retina.
.Rede pública X particular: É feito em ambas, porém, o custo deve ser consultado na sua cidade.
.Preço: Varia de acordo com o preço da consulta médica.

Radiografia panorâmica de toda a Coluna vertebral
.O que é: Este exame é capaz de identificar escoliose e outras malformações de coluna que podem ser corrigidas na infância, quando as placas de crescimento ósseo ainda não fecharam
.Quando realizá-lo: Uma vez por ano, para verificar se não há alterações na formação da coluna da criança.
.como é feito: Faz-se um raio X de toda a coluna vertebral.
.Rede pública X particular: É feito em ambas.
.Preço: entre R$ 50 e R$ 450.

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

Maconha e poluição prejudicam a fertilidade do homem, mostram estudos.

Poluição, tabagismo e drogas são fatores que levam à infertilidade masculina. Essa é a conclusão de vários anos de estudo do coordenador da Unidade de Toxicologia Reprodutiva e de Andrologia da Universidade de São Paulo (USP).

Os homens que trabalham nas ruas e inalam muita poluição têm uma maior concentração de radicais livres de oxigênio no sangue, o que prejudica a quantidade e a qualidade dos espermatozóides.

As drogas como maconha, crack e cocaína também causam estragos na fertilidade do homem. A maconha alteraria a produção do espermatozóide. Basta consumir a droga uma vez por semana para desenvolver esses efeitos. A pesquisa vem acompanhando 32 homens, no período de dois a sete anos, que consomem a erva.

O tratamento, nos dois casos, é a administração de vitaminas como a E e a C por aproximadamente sete meses para melhorar a qualidade do espermatozóide.

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Relação entre doenças psiquiáticas e doença cutânea

Pesquisadores australianos publicaram, recentemente, no Archives of Dermatology, um estudo em que procuraram avaliar longitudinalmente a relação entre doença cutânea e morbidade psicológica em mulheres jovens, testando a hipótese de que morbidade psicológica (depressão, ansiedade e estresse) é fator causal de doença cutânea.

O Estudo Australiano Longitudinal de Saúde da Mulher, um estudo comunitário, foi desenhado para investigar múltiplos fatores que acometem a saúde e o bem-estar de mulheres em um período de mais de 20 anos. Dados de três pesquisas (realizadas em 2000, 2003 e 2006) foram analisados. Modelos de equação de estimativas longitudinais generalizadas multivariadas, que continham ou não atraso temporal, foram utilizados para determinar os fatores significativos associados à doença cutânea (incluindo ansiedade, sintomas depressivos e estresse).

Participaram, deste estudo, mulheres com idade entre 22 e 27 anos à primeira pesquisa, randomicamente selecionadas do banco de dados do Medicare Nacional Australiano. O número de participantes das pesquisas dos anos 2000, 2003 e 2006 foram iguais a 9688, 9081 e 8910, respectivamente. Medidas de desfecho foram escores da Escala de Depressão dos Centros de Estudos Epidemiológicos, do Questionário de Estresse Percebido para Mulheres Jovens e um item para desencadear o relato de sintomas de ansiedade.

Das 6630 mulheres que forneceram dados sobre doenças cutâneas nas três pesquisas, 8% (n = 523) relataram ter problemas de pele nas três ocasiões; 12,1% (n = 803) em duas ocasiões; e 23,9% (n = 1582) em uma pesquisa. Nas pesquisas de 2000, 2003 e 2006, a prevalência de doenças da pele foi igual a 24,2%, 23,9% e 24,3%, respectivamente. Nos modelos de equação de estimativas longitudinais generalizadas multivariadas, sintomas depressivos e estresse (ao contrário de ansiedade) associaram-se significativamente às alterações cutâneas (P < 0,005).

Os pesquisadores concluíram que os achados da relação entre depressão e estresse à doença cutânea pode ter implicações clínicas consideráveis, incluindo implicações para intervenções psicológicas adjuvantes no tratamento de pacientes com doenças cutâneas.

Uma resenha de The relationship between psychiatric illnesses and skin disease - Archives of Dermatology; 2009;145(8):896-902

terça-feira, 10 de novembro de 2009

Aspirina pode prevenir retorno do câncer de próstata, sugere estudo

O uso de drogas anticoagulantes, incluindo a aspirina, parece reduzir as chances do câncer de próstata retornar em pacientes submetidos ao tratamento com radioterapia, segundo estudo da Universidade de Chicago, nos EUA. O câncer de próstata é muito comum em homens mais velhos, que também apresentam maior risco de problemas cardiovasculares, precisando, muitas vezes, tomar anticoagulantes para reduzir as chances de sofrer infarto. Avaliando essa interação, os pesquisadores descobriram que “tomar um anticoagulante reduz o risco (de recorrência do câncer) em quase a metade”.

Em estudos com animais, os cientistas já haviam observado que o uso de medicações anticoagulantes poderia interferir no crescimento e na disseminação de tumores, além de provocar mudanças moleculares que tornariam as células doentes mais sensíveis à radiação.

Envolvendo 662 homens que faziam radioterapia – 196 tomando aspirina, 58 tomando coumadina, 24 em uso de plavix, e o restante sem tomar anticoagulantes –, o novo estudo mostrou que os efeitos podem ser os mesmos em humanos. Após quatro anos, a recorrência do câncer foi de apenas 9% em homens que tomavam esses medicamentos, comparado a 22% dos outros.

Os autores alertam, porém, que homens com câncer de próstata não devem começar a tomar aspirinas com o objetivo de controlar a doença, pois medicamentos desse tipo trazem efeitos adversos, como hemorragias internas. Por isso, mais estudos são necessários para desvendar se os benefícios nesse sentido compensam os riscos associados ao uso de anticoagulantes.

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Filhos de mães fumantes têm mais chances de sofrer com cólicas agudas quando bebês.

Substância presente na nicotina é eliminada no leite materno, causando o problema

Bebês, cujas mães são fumantes, têm o dobro de chances de sofrer com episódios de cólica excessiva, conforme sugere uma pesquisa publicada na revista Archives of Disease in Childhood.

Pesquisadores da Organização Australiana de Pesquisa Científica Aplicada entrevistaram pais de mais de 3 mil bebês, os quais tinham, no máximo, seis meses de idade para descobrir a relação entre a cólica dos bebês e o fumo. A cólica foi relacionada ao choro com mais de três horas de duração por dia, em mais de três dias por semana e estava duas vezes mais presente nos filhos das mães que fumavam entre 15 a 50 cigarros por dia, comparados com os filhos de mães não fumantes.

Segundo os pesquisadores, isso acontece porque a cotinina, substância presente na nicotina do cigarro, é eliminada no leite materno. Quando ingere o leite contaminado, o bebê tem seu sistema metabólico afetado em função da amamentação.

Quanto mais cotinina receber da mãe, maior será a intensidade da cólica do bebê. Novos estudos devem ser feitos para saber ao certo como imunizar os bebês contra a cotinina, mas a recomendação dos médicos é para que as mulheres não fumem durante a gestação e amamentação do bebê, já que o hábito pode trazer outra série de problemas como: abortos espontâneos, prejudicar o desenvolvimento adequado do feto, nascimento de bebês prematuros ou abaixo do peso, complicações durante o parto, entre outros.

sábado, 7 de novembro de 2009

Risco de sofrer ataque cardíaco aumenta entre as mulheres

Homens de meia idade apresentam um risco muito maior de sofrer um ataque cardíaco do que as mulheres da mesma idade, mas uma nova pesquisa sugere que essa diferença pode estar diminuindo.

Cerca de 2,5% dos homens entre 35 e 54 anos que responderam a uma pesquisa nacional de saúde no final da década de 1980 e início dos anos 1990 relataram ter tido um ataque cardíaco, em comparação a 0,7% das mulheres da mesma idade. Porém, em pesquisas mais recentes, entre 1999 e 2004, as porcentagens de mulheres que sofreram ataque cardíaco aumentou para 1%, e caiu para 2,2% dos homens.

Os pesquisadores reconhecem que o aumento e o declínio relatado podem ter ocorrido por puro acaso. No entanto, o principal autor do estudo, publicado na edição de 26 de outubro do The Archives of Internal Medicine, afirmou que as mudanças refletiam uma "triste tendência". O artigo observou que, no mesmo período, a pontuação dos homens em uma escala que prevê o risco de ataque cardíaco melhorou levemente, enquanto a das mulheres piorou.

Um estudo realizado em 2007 pelos mesmos autores descobriu que mulheres entre 45 e 54anos tiveram duas vezes mais probabilidade, em relação aos homens, de relatar um derrame, uma descoberta que desafiou o pensamento médico convencional de que as mulheres apresentam menor risco de derrame na meia-idade, em comparação aos homens.

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

O choro dos bebês!

Desde seus primeiros dias de vida, os bebês choram em francês, inglês ou português, já que ao emitirem seus primeiros sons levam a marca do idioma de seus pais, afirma um estudo publicado hoje no site da publicação "Current Biology".

A descoberta sugere que os bebês captam elementos do que será seu idioma materno ainda na barriga da mãe, muito antes de suas primeiras palavras.

A descoberta mais espetacular do estudo é que os recém-nascidos humanos não são só capazes de reproduzir diferentes tons quando choram, mas preferem os tipos de sons típicos do idioma que ouviram quando feto, no último trimestre de gestação.

Ao contrário do que indicam as interpretações mais conservadoras, os resultados do estudo mostram a importância do choro para o futuro desenvolvimento da linguagem.

Foram gravados e analisados o choro de 60 bebês saudáveis, 30 deles de famílias francesas e os outros 30 de famílias alemãs, entre três e cinco dias após o nascimento. A análise revelou claras diferenças com base no idioma materno.

No experimento, os bebês franceses tenderam a chorar em um tom ascendente, enquanto os alemães faziam em um tom descendente, diferenças características entre os dois idiomas, como explicou Wermke.

Estudos anteriores já tinham demonstrado que os fetos humanos são capazes de memorizar sons do mundo externo nos últimos três meses de gestação.

Mas embora se sabia que a exposição antes do parto ao idioma materno influía na percepção dos recém-nascidos, pensava-se que seus efeitos sobre a emissão de sons se davam de forma muito mais tardia.

Segundo o estudo, os recém-nascidos preferem a voz da mãe a todas as demais, percebem o conteúdo emocional das mensagens enviadas mediante a entonação, e sentem uma forte motivação de imitá-la para atraí-la e criar laços afetivos.

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Bom para se distrair um pouco.

É um vídeo diferente, para você assistir e ver algo diferente.

Lá no You Tube:

http://www.youtube.com/watch?v=518XP8prwZo

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Álcool Dependência

Alcoolistas que preferem bebidas destiladas, como uísque, cachaça ou vodka, têm uma dependência de álcool mais grave, aderem menos a tratamento para parar de beber e têm mais recaídas, quando comparados aos que preferem cerveja. A conclusão é de um estudo da Faculdade de Medicina da USP (FMUSP), que ressalta a possibilidade de tratamentos diferentes serem mais eficazes para viciados que preferem um dos dois tipos de bebidas.

O estudo foi o primeiro no mundo a relacionar a preferência por uma bebida e a aderência ao tratamento. Contudo, mais pesquisas precisam ser feitas para saber se os resultados valem para a população toda ou só para aquela amostra.

A pesquisa foi parte de um estudo que testou dois tipos de remédios em 100 consumidores de destilados e em 53 que preferiam cerveja. As pessoas que bebiam destilados aderiram menos aos tratamentos, independente dos remédios usados. Além disso, elas tinham uma dependência mais grave e a vontade de beber, chamada de fissura pelos médicos, era maior. Já os pacientes que preferiam cerveja ficavam mais tempo sem beber e sofriam menos com isso. A descoberta discorda de estudos anteriores, que verificaram uma fissura maior em bebedores de cerveja.

É usada uma escala para medir o nível de dependência. O prejuízo físico, psicológico e social dos que bebiam destilados era mais grave dos que os que preferiam cerveja. Durante o tratamento com remédios eles tinham mais recaídas.

Segundo estimativas feitas em 2005 por pesquisadores da UNIFESP, 12,3% da população brasileira das grandes cidades é dependente de álcool — ou seja, bebe mais do que pretendia, perde interesse por outros assuntos, consome progressivamente maiores doses de bebida e podem sofrer crises de abstinência.

Atualmente, os médicos não tratam de forma diferenciada quem bebe cerveja ou destilados. A idéia de separar durante o tratamento grupos que consomem bebidas diferentes é nova, originada de pesquisas dos últimos cinco anos.

Tratamentos

É possível que quem bebe destilados e procure ajuda médica já tenha tido tantas experiências ruins que tenha uma crença menos otimista em relação a um novo tratamento. Se isso for verdade, os médicos deveriam fazer um apoio mais intenso na abordagem cognitivo-comportamental.

Os profissionais de saúde precisariam analisar com mais profundidade o comportamento desses pacientes e trabalhar para ajudá-los a prevenir a recaída. Eles podem auxiliar o alcoolista a mudar seu estilo de vida. Devem ajudá-lo a manejar e a desenvolver habilidades sociais, para que possa ter outros prazeres. É provável que o doente tenha que fazer novos amigos, mudar de grupo.

Parece haver consenso entre os especialistas que a associação de terapia psicológica com remédios é a melhor maneira de tratar quem tem problemas com álcool. Tanto dependentes de álcool que preferem cerveja quanto aqueles que preferem destilados têm chance de se recuperar.

O sucesso do tratamento depende da família, da pessoa e da proposta de tratamento, que deve ser individualizada.

Mas quem trata precisa mostrar para a pessoa que ela tem responsabilidade pelos seus comportamentos. Se um alcoolista perguntasse para ele por que investir num novo tratamento, quando muitos outros já deram errado, ele devolveria a pergunta. Vale a pena investir no lado saudável que você ainda tem? Provavelmente o álcool tem consumido progressivamente este seu lado saudável, mas sempre resta algum ainda gritando por sobrevivência.

A pesquisa foi feita com doentes voluntários que se inscreveram no setor de assistência do Grupo Interdisciplinar de Estudos de Álcool e Drogas (PRO-GREA) do Instituto de Psiquiatria (Ipq) do Hospital das Clínicas (HC), da FMUSP. O grupo está procurando alcoolistas que queiram receber tratamento e participar de pesquisas. Além do álcool, os pacientes só podem estar viciados em cigarro.

Interessados devem ligar para o (11) 3069-6960. Mais informações: (11) 3069-7891/92.

terça-feira, 3 de novembro de 2009

Transtorno Afetivo Bipolar

O Transtorno Afetivo Bipolar (TAB), também conhecido como Transtorno Bipolar do Humor (TBH) ou, antigamente, Psicose Maníaco Depressiva (PMD), é uma doença relacionada ao humor ou afeto, classificada junto com a Depressão e Distimia. O TAB se caracteriza por alterações do humor, com episódios depressivos e maníacos ao longo da vida. É uma doença crônica, grave e de distribuição universal, acometendo cerca de 1,5% das pessoas em todo o mundo.


O TAB é considerado uma doença psiquiátrica muito bem definida e, embora tenha um quadro clínico variado, é um dos transtornos com sintomatologia mais consistente na história da psiquiatria. Sua forma típica (euforia-depressão) é bem caracterizada e reconhecível, permitindo o diagnóstico precoce e confiável.

Normalmente sentimos alegria, tristeza, medo, ousadia, energia, desânimo, eloqüência, apatia, desinteresse, enfim, em diversos momentos de nossa vida, com maior ou menor intensidade uma grande variedade de sentimentos são experimentados. De modo geral, é normal a pessoa ficar alegre com uma promoção no emprego, com uma conquista amorosa, nascimento de um filho e outras situações agradáveis. Assim como se espera, também, que a pessoa normal experimente tristeza e sofrimento depois de um rompimento amoroso, com doença ou morte de pessoa querida, com a perda do emprego, dificuldades financeiras, etc.

Resumindo, em situações normais o estado de humor ou de ânimo deve variar ao sabor dos acontecimentos da vida e de acordo com a tonalidade afetiva de cada um (veja Tonalidade Afetiva na página Alterações da Afetividade, na seção Psicopatologia). Essas respostas emocionais podem ser adequadas e proporcionais aos estímulos externos, que são as vivências, ou desproporcionais e inadequadas. Neste caso, em resposta aos estímulos internos, que são as oscilações do humor ou alterações afetivas.