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quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

Celular

Estado americano considera colocar alerta em celulares sobre o risco de desenvolvimento de tumor cerebral, segundo notícia publicada pelo CNET News.

Embora não haja estudos conclusivos sobre o risco de celulares causarem tumores cerebrais, uma deputada do estado de Maine, nos Estados Unidos, sugeriu que os celulares vendidos venham com um alerta dizendo que o uso pode causar tumores cerebrais e que as pessoas devem manter o aparelho o mais longe possível do seu corpo, segundo notícia publicada pelo CNET News.

A deputada democrata, Andrea Boland, disse à Associated Press que “vários estudos apontaram o risco de câncer1 para usuários de celulares”. Ela está elaborando sua proposta para o início de 2010. Andrea Boland usa o celular no modo de auto-falante quando precisa do aparelho e o mantém ligado somente quando sabe que alguém precisa contactá-la.

Se a proposta for aprovada, os celulares terão que vir com um aviso na embalagem sobre o risco do uso de celulares no desenvolvimento de câncer1 cerebral. Este alerta também deve incluir recomendações para que as pessoas mantenham seus celulares o mais distante possível do corpo.

Instituições que estudam as radiações eletromagnéticas; incluindo EM Radiation Research Trust, Powerwatch e EMR Policy Institute liberaram um estudo, em agosto de 2009, que diz que há um risco estatisticamente significativo de desenvolvimento de tumor2 cerebral em usuários de telefones móveis, assim como um risco aumentado para câncer1 nos olhos, tumores nas glândulas3 salivares, câncer1 de testículo, linfoma4 não Hodgkin's e leucemia5. Veja o documento original em Cellphones and Brain Tumors – 15 Reasons for Concern. Por outro lado, outras instituições como a Organização Mundial de Saúde (World Health Organization) e o Instituto Nacional do Câncer1 (National Cancer Institute) dizem que não há evidências conclusivas de que celulares causam câncer1. Mas concordam que novas pesquisas devem ser realizadas.

Fontes consultadas:
CNET News

EM Radiation Research Trust

terça-feira, 29 de dezembro de 2009

Divórcio é um risco à saúde

Cientistas já sabiam que o casamento melhora a saúde do homem. Um novo estudo mostra agora que o divórcio ou a perda do cônjuge faz exatamento o inverso. Esse período da vida é extremamente estressante, diz a pesquisadora Linda Waite, socióloga do Centro do Envelhecimento no National Opinion Research Center da Universidade de Chicago, EUA. As pessoas ignoram sua própria saúde, e o próprio estresse é um risco para a saúde. Soma-se a isso o fato das pessoas irem menos ao médico, não se exercitarem e terem dificuldades para dormir. Casar novamente ajuda, mas não coloca a saúde masculina na linha novamente, diz a pesquisadora, pois as pessoas acabam demorando, em média, um ano para retornar com os hábitos saudáveis.
Divórcio ou a morte do companheiro impacta a pessoa da mesma forma que qualquer evento traumático. Mark Hayward, diretora do Population Research Center da Universidade do Texas, diz que esse tipo de separação funciona como um trauma repentino após anos de baixo estresse. Waite e Mary Hughes, da Faculdade de Saúde Pública Johns Hopkins Bloomberg, analisaram dados de quase 9 mil adultos com idades entre 51 e 61 anos que haviam participado de outra pesquisa. Desse número, 42% eram divorciados ou viúvos (20% haviam casado novamente e os outros 22% não).
A pesquisa comparou os problemas de saúde relatados pelo grupo e descobriu que o grupo que havia passado pelo trauma da separação indicava ter, em média, 20% mais problemas crônicos de saúde. Os resultados não significam que as pessoas devem aguentar um relacionamento a qualquer custo, mas que elas devem continuar a dar atenção à saúde, diz Waite. A sugestão é assegurar que a separação (ou viuvez) não seja acompanhado de um processo traumático. Mas, se for, as pessoas devem pensar em procurar apoio profissional.

com informações da University of Chicago

segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

Transtornos Alimentares

Ninguém se assusta quando ouve uma adolescente magricela recusar uma mordida no sanduíche da amiga dizendo estar de regime. O uso indiscriminado de inibidores de apetite, geralmente anfetaminas, tampouco gera reprimendas mais intensas (Jornal do Brasil, 14 de outubro de 2001). Esses comportamentos, porém, podem ser um sinal de alerta para um problema mundial que atinge 1% da população feminina entre 18 e 40 anos e pode levar à morte, mas que só agora começa a receber a atenção devida no Brasil.

Os Transtornos Alimentares constituem uma verdadeira "epidemia" que assola sociedades industrializadas e desenvolvidas acometendo, sobretudo, adolescentes e adultos jovens. Quais serão os sintomas dessa epidemia emocional?

De um modo geral, o pensamento falho e doentio das pessoas portadoras dessas patologias se caracteriza por uma obsessão pela perfeição do corpo. Na realidade, trata-se de uma "epidemia de culto ao corpo" que se multiplica em uma população patologicamente preocupada com a estética corporal e afetada por alterações psíquicas relacionadas ao esquema corporal. É assim que os Transtornos Alimentares vêem aumentando sua incidência perigosamente e já começa a alarmar especialistas médicos, sociólogos, autoridades sanitárias.

A busca obsessiva da perfeição do corpo tem várias formas de se manifestar e algumas delas diferem notavelmente entre si. Existem os Transtornos Alimentares mais tradicionais, que são a Anorexia e Bulimia mas, não obstante, existem outros quadros que se estimulam e desenvolvem na denominada "cultura do esbelto".

Os portadores da doença também desenvolvem uma obsessão pela forma física e distorcem a auto-imagem a tal ponto que se sentem gordos mesmo estando com 38 kg. O resultado é a paulatina deterioração física e mental, inicialmente com sintomas leves, tais como queda dos cabelos, até complicações cardiovasculares, renais e endócrinas tão graves que podem levar a morte.

Vejamos alguns fatores de risco que devem nortear uma hipótese de diagnóstico :

- Meninas adolescentes e adultas jovens de classe média e média-alta;
- Meninas que aspiraram trabalhar em atividades que enfatizam o estado de magreza do corpo (atores, modelos, bailarinas e desportistas);
- Ex-gordas ou com excesso de peso que se tornam obsessivas por práticas freqüente de dietas;
- História familiar de transtorno obsessivo-compulsivo;
- Baixa Auto-estima;
- Expectativa de grandes desempenhos (feitos);


- Perfeccionismo, insegurança no relacionamento social;

- Dificuldade em identificar e expressar sentimentos.

Também podem ser traços característicos da personalidade inclinada à Anorexia Nervosa uma preocupação e cautela em excesso, medo de mudanças, hipersensibilidade e gosto pela ordem. Como se vê, são traços compatíveis com o Espectro Obsessivo-Compulsivo.

Para inclinação à Bulimia os traços característicos da personalidade seriam a impulsividade, desorganização, preferência pelo novo, fácil desmotivação, extroversão, preocupação com modismos.

Essa patologia, é significativamente agravada pela valorização desmedida que algumas culturas modernas emprestam à estética corporal, sugerindo à pessoas mais vulneráveis que seria praticamente impossível conciliar a felicidade com uma discreta "barriguinha". m países desenvolvidos, 93% das mulheres e 82 % dos homens entrevistados estão preocupados com sua aparência e trabalham para melhorá-la. De um modo geral, desejar ter uma imagem corporal melhor não implica sofrer de algum transtorno emocional, obviamente. Entretanto, desejar ardentemente ter uma imagem corporal perfeita aumenta muito as possibilidades de que apareça algum transtorno emocional.

domingo, 27 de dezembro de 2009

Infecções intestinais aumentam 30% no verão

É no verão que bactérias, fungos e vírus encontram um ambiente mais propício para se reproduzirem. Do final de dezembro ao início de janeiro, há um aumento de 30% dos casos de infecções gastrointestinais, de acordo com Maria Bernadete de Paula Eduardo, diretora da divisão de doenças de transmissão hídrica e alimentar da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo.

As causas são variadas: alimentos crus contaminados por bactérias, pratos preparados de forma inadequada e água contaminada.

Com o aumento do calor e da umidade, os micro-organismos se proliferam com mais facilidade e as pessoas ficam mais expostas a micoses, inflamações e doenças gastrointestinais. Crianças e idosos devem ter mais atenção, pois podem se desidratar facilmente e de forma mais grave.

Um estudo da Secretaria de Estado da Saúde aponta que 27% dos surtos de intoxicação alimentar registrados no Estado de São Paulo estão relacionados ao consumo de alimentos preparados em casa.

quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

Papai Noel é um perigo para a saúde pública, alerta especialista

Um recente estudo da Universidade Monash, na Austrália, sugere que a imagem do Papai Noel pode ser prejudicial para a saúde pública, por promover a obesidade, a condução de veículos sob efeito do álcool e em alta velocidade, e, de forma geral, estilos de vida pouco saudáveis. Em artigo publicado este mês no British Medical Journal, o pesquisador Nathan Grills destaca que “Papai Noel precisa afetar a saúde em apenas 0,1% para prejudicar milhões de vidas”.

Os pesquisadores realizaram uma revisão de literatura e de material da internet para avaliar o potencial impacto negativo do Papai Noel na saúde pública. E observaram que, entre as crianças americanas, esse personagem é o único mais conhecido do que Ronald McDonald, o palhaço da rede de fast foods. Porém, como este, Papai Noel costuma ser associado à venda de alimentos não saudáveis e, em alguns cartões de natal, ainda aparece fumando cachimbo, fora o fato de ser tradição, em alguns países, deixar um tipo de bebida alcoólica para desejar ao bom velhinho uma boa viagem.

Em tom de brincadeira, outro fator citado pelos pesquisadores é que Papai Noel tem grande potencial de propagar doenças infecciosas, pois, se ele espirrar ou tossir dez vezes por dia, todas as crianças que sentam em seu colo podem ganhar, como presente de Natal, uma gripe ou resfriado. Baseados em todas essas evidências, os especialistas defendem que a imagem do bom velhinho seja usada para promover um estilo de vida mais saudável.

quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

Olhos vermelhos!

Pode ser conjuntivite.

O que é conjuntivite?

A conjuntivite1 é uma inflamação da conjuntiva, que é a membrana que cobre a parte branca dos olhos e o interior das pálpebras.

Quais são os sintomas?

Olho vermelho na parte branca e irritado.
Sensação de que tem areia no olho, causando grande incômodo.
Edema e coceira nas pálpebras.
Secreções. O aspecto da secreção varia com o agente causador da conjuntivite, podendo ser amarelada e espessa ou transparente e aquosa. Durante o sono, estas secreções podem secar nos cílios levando a um desconforto ao acordar.

Quais são as causas?

Pode ser causada por uma infecção5 viral ou bacteriana, ser resultado de uma reação alérgica ou de uma irritação devido à fumaça, poluição ou raios ultravioleta.

A conjuntivite bacteriana é comum e pode ser causada por vários tipos de bactérias. A conjuntivite viral geralmente ocorre por epidemias causadas pelo vírus do resfriado comum ou pelo vírus Herpes simplex, que causa herpes labial.

É uma condição que pode ser muito contagiosa se causada por vírus ou bactérias.

A lesão geralmente aparece em um dos olhos, mas a contaminação do segundo olho é bastante comum, principalmente pelo contato da própria mão do indivíduo contaminado no olho.

Qual o tratamento?

Os sintomas podem ser aliviados com o uso de lágrimas artificiais.

O tratamento específico vai depender da causa e precisa ser avaliado por um oftalmologista, que é o médico responsável pela saúde dos seus olhos.

Geralmente são usados colírios antialérgicos, colírios ou pomadas de antibióticos, colírios antivirais ou corticoides tópicos, dependendo do agente etiológico.

Na maioria das vezes, os sintomas desaparecem em 48 horas, mas o tratametno deve ser seguido durante todo o tempo de prescrição para garantir a erradicação da infecção.

O que fazer para evitar uma conjuntivite?

Lave as mãos antes de tocar nos olhos.
Não compartilhe toalhas ou qualquer outro objeto de uso ocular.
Evite a exposição a substâncias químicas que podem lhe causar alergias.
Cuidado com piscinas públicas.
Evite o contato com indivíduos que estão com conjuntivite. Caso toque a mão de uma pessoa que está com conjuntivite, lave suas mãos antes de colocá-las nos seus olhos.
Proteja seus olhos com óculos de sol com proteção contra raio ultravioleta.

terça-feira, 22 de dezembro de 2009

Três a cada dez meninas usam métodos para emagrecer, diz IBGE

A Pesquisa Nacional de Saúde Escolar (PeNSE), divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mostrou que 33% das meninas do 9º ano do ensino fundamental buscam emagrecer e que 6,9% delas vomitaram ou tomaram remédios de uso controlado para não ganhar peso.

A PeNSE foi feita pela primeira vez com 61 mil estudantes do 9º ano de 6.780 escolas públicas e particulares, entre março e junho. A maioria deles (90%) tinha entre 13 e 15 anos. Eles responderam anonimamente a questionário sobre o contexto social e familiar, uso de drogas, violência, saúde bucal e atitude corporal.

O uso de álcool, como mostrado por estudos anteriores, continua alto. Do total, 71,4% haviam experimentado bebida alcoólica pelo menos uma vez. Entre as mulheres, o porcentual é mais alto (73,1%) que entre homens (69,5%). Um em cada cinco já se embriagou pelo menos uma vez e 27,3% bebeu nos últimos 30 dias.

segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

Menos anos de estudo pode significar piores sintomas de asma

Pessoas com mais tempo de estudo sofrem menos de asma, segundo estudo canadense publicado na revista científica Respiratory Research. De acordo com os pesquisadores do Hospital do Sagrado Coração de Montreal, ter menos que 12 anos de educação formal está associado com piores sintomas da doença respiratória.

Avaliando a severidade da asma em um grupo de 871 pacientes, os pesquisadores descobriram que “o menor nível educacional estava associado com pior controle da asma, maior uso dos serviços de saúde de emergência e pior auto-eficácia da asma”. Segundo os especialistas, pacientes com menos de 12 anos de educação formal seriam 55% mais propensos a relatar uma visita ao setor de emergência motivada pela asma no ano anterior à pesquisa.

Os pesquisadores sugerem que uma menor escolaridade, frequentemente, é marcador de menor status socioeconômico, o que poderia explicar essa relação. Em nível individual, essas pessoas são mais propensas a ter comportamentos ruins para a saúde, como fumar e estar acima do peso, além de estarem mais expostos a alérgenos, como baratas, fumaça do cigarro, mofo e poluição urbana. Porém, os autores defendem que mais estudos são necessários para o desenvolvimento de abordagens que melhorem os sintomas de asma nesses pacientes.

sábado, 19 de dezembro de 2009

Altas doses de vitamina C podem aumentar o risco de catarata entre as mulheres

Mulheres que tomam altas doses de vitamina C através de suplementos podem ter um maior risco de desenvolver catarata com o envelhecimento, indica estudo sueco publicado no American Journal of Clinical Nutrition. Em pesquisa com cerca de 24,6 mil mulheres acompanhadas por mais de oito anos, aquelas que relataram suplementação regular ou ocasional de 1.000 mg por porção eram 25% mais propensas a ter de realizar a cirurgia de remoção da catarata.

Além disso, aquelas que tomaram a suplementação por dez anos ou mais, ou em combinação com o fato de ter mais de 65 anos de idade, ou junto com a terapia de reposição hormonal ou medicamentos corticosteroides tinham um risco ainda maior de ter o problema de vista. Porém os autores destacam que o mesmo risco não foi observado com o consumo de vitamina C através de frutas e vegetais, mas apenas na suplementação do nutriente.

Realizada na Suécia, a pesquisa registrou que cerca de 59% das mulheres com idades entre 49 e 83 anos no país usam algum tipo de suplemento alimentar. Dessas, 5% disseram tomar vitamina C, e 9% tomavam multivitaminas contendo cerca de 60 mg dessa vitamina. Entre as mulheres que tomavam suplementos exclusivo dessa vitamina, cerca de 13% fizeram cirurgia de catarata no período avaliado, contra apenas 9% daquelas que não tomavam suplementos e 11% daqueles que usavam multivitaminas.

Os pesquisadores destacam que mais estudos são necessários para confirmar os resultados, particularmente em relação a mulheres idosas que fazem terapia de reposição hormonal ou uso de esteroides. Além disso, é necessário mais esforços para desvendar os mecanismos que alimentam essa associação.

Fonte: American Journal of Clinical Nutrition.

sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

Características globais da esquizofrenia

Um estudo internacional sobre esquizofrenia evidencia similaridades impressionantes nos sintomas, medicações, emprego e problemas sexuais em 37 países.

O estudo observacional de 3 anos incluiu 17.384 pacientes que estavam iniciando o uso ou trocando sua medicação antipsicótica. Os resultados mostraram que os participantes apresentavam em média 38 anos de idade e 57% eram do sexo masculino.

A duração média da doença era de 7 anos, e 1 em cada 10 estava recebendo medicações antipsicóticas pela primeira vez.

Em média, apenas 19% estavam em um emprego remunerado, 69% viviam em habitações dependentes e 62% reportaram sofrer problemas sexuais no mês anterior.

O estudo está publicado na edição de novembro do International Journal of Clinical Practice e foi patrocinado pela Eli Lilly Canada Inc.

Segundo o trabalho, a maioria dos dados do ensaio randomizado controlado sobre esquizofrenia são baseados em pacientes norte-americanos, que contam por apenas 2% da população esquizofrênica global.

Além disso, o estudo apontou que existe um debate em andamento sobre se os países desenvolvidos e em desenvolvimento evidenciam desfechos diferentes e observaram que 21 dos 37 países incluídos no estudo são emergentes ou em desenvolvimento.

O objetivo da enquete foi avaliar os custos e desfechos do uso de antipsicóticos em pacientes ambulatoriais que iniciaram o uso ou mudaram o medicamento, com ênfase na olanzapina, comparada a outras medicações antipsicóticas.

As principais medidas de desfecho do estudo incluíram escores de gravidade do Clinical Global Impression–Schizophrenia (CGI-SCH), uso de medicação psicotrópica, eventos adversos, interação social, estado habitacional e profissional, auto-percepção do estado de saúde e razões para iniciar o uso ou para trocar as medicações antipsicóticas.

Os pacientes foram avaliados no início e aos 3, 6, 18, 24 e 36 meses. Todos os médicos que participaram do estudo estavam livres para determinar o tipo de tratamento que seus pacientes receberiam, e nenhum medicamento foi fornecido pelo patrocinador do estudo.

Resultados principais

O estudo evidenciou:

25,7% dos participantes do estudo faziam uso de mais de 1 antipsicótico e 73,6% recebiam prescrições concomitantes de medicamentos, incluindo anticolinérgicos, antidepressivos, ansiolíticos ou hipnóticos ou estabilizadores do humor;
10% estavam usando antipsicóticos pela primeira vez;

As principais razões para mudança da medicação foram as mesmas em todas as regiões pesquisadas, com dois terços dos pesquisadores citando a falta de efetividade, seguida por intolerância, solicitação do paciente e adesão incompleta à medicação;

Apenas mais de 34% dos pacientes foram admitidos em uma instalação ambulatorial devido à sua esquizofrenia nos últimos 6 meses. Com exceção da região latino-americana (40,8%), todas as outras mostraram taxas semelhantes, variando de 31,2% a 36,3%.

61,5% dos participantes reportaram disfunção sexual, com a exceção dos pacientes situados na Ásia Oriental (33,5%); as outras regiões reportaram níveis semelhantes, variando de 57,9% a 67%.

Os escores do CGI-SCH foram impressionantemente similares, com uma média global de 4,4 e os escores regionais variando de 3,9 a 4,7. A média do escore positivo foi de 3,9; a do negativo de 4,0; o escore depressivo, 3,4; e o escore cognitivo, 3,7.
25,8% dos pacientes já tinham tentado suicídio, com escores regionais variando de 21,7% a 30,1%.

O estado de emprego remunerado foi semelhante, com uma média de 19% e variando de 16,2% a 22,6%; e

32,1% dos participantes encontravam-se em um relacionamento, variando de 25,1% a
38,6% em 5 das 6 regiões. As pessoas na Ásia Oriental apresentaram probabilidade muito mais alta de estarem em um relacionamento do que em qualquer outro lugar (47,4%).

quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

Mulheres podem ganhar medicamento para tratar falta de desejo sexual

Um novo tratamento pode ajudar mulheres com Transtorno do Desejo Sexual Hipoativo (TDSH), que se caracteriza pela diminuição do desejo sexual associada à dificuldade de relacionamento. Estudos da fase III, apresentados em Lyon, na França, durante o 12º Congresso da Sociedade Europeia de Medicina Sexual, mostraram que flibanserin aumenta o número de eventos sexuais satisfatórios e também o desejo sexual de mulheres na pré-menopausa. O novo tratamento não é hormonal e age no sistema nervoso central. As pesquisas com flibanserin foram realizadas com 5 mil mulheres.

quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

Dentes Doentes?

Um estudo recente da Universidade de Nova York indica que 93% das pessoas que apresentam doença periodontal – condição marcada por inflamação ou infecção nas gengivas e tecidos de suporte dos dentes – podem ser considerados de alto risco para o desenvolvimento de diabetes, e devem ser triados quanto aos níveis de glicose no sangue. Baseados em análises de dados de quase 3 mil pessoas que não tinham diabetes, os resultados indicaram que, entre aqueles sem os problemas bucais, 63% tinham risco aumentado de diabetes, contra 93% daqueles com a doença na gengiva.

As orientações da Associação Americana do Diabetes recomenda a triagem do diabetes para pessoas com mais de 45 anos que apresentam sobrepeso (índice de massa corporal de 25 ou mais) e para aquelas com menos de 40 anos que têm sobrepeso e pelo menos um fator de risco adicional para a doença. Na nova pesquisa, dois desses fatores de risco adicionais – pressão alta e ter um parente de primeiro grau (pais ou irmãos) com diabetes – foram relatados em um significativo número de pessoas com doença periodontal, em comparação com pessoas sem a doença bucal.

Publicados esta semana no Journal of Public Health Dentistry, os resultados aumentam as evidências que associam infecções periodontais a um aumento no risco de diabetes, além de indicar que metade desses pacientes com doença periodontal e alto risco de diabetes haviam visitado o dentista no ano anterior à pesquisa. "À luz dessas descobertas, a visita ao dentista poderia ser uma oportunidade para conduzir uma triagem inicial para o diabetes – um importante primeiro passo para identificar esses pacientes que precisam de acompanhamento para diagnóstico da doença", destacaram os autores.

Fonte: New York University. Research News. 14 de dezembro de 2009.

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

Depressão pós-parto também pode acometer o homem!

A gravidez foi fácil, o parto foi tranquilo. Era o primeiro bebê do casal, eles estavam empolgadíssimos. Porém, em dois meses, a alegria de serem pais foi destruída pela depressão pós-parto.

Uma história triste, mas familiar. No entanto, essa história era diferente: o paciente que veio até mim para receber tratamento não era a mãe, mas seu marido.

Algumas semanas após a chegada do bebê, ele ficou atipicamente ansioso, triste e reservado. Ele apresentava dificuldades para dormir, embora sua mulher fosse a única a estar acordada à noite, amamentando o novo filho. O que a assustou de tal forma que a fez trazer o marido para o meu consultório foi que ele tinha pensamentos suicidas.

Até 80% das mulheres sentem uma pequena tristeza após dar à luz, e cerca de 10% caem em uma depressão pós-parto mais grave. No entanto, os homens também podem ter depressão pós-parto, e seus efeitos podem ser perturbadores – não só para o pai, mas para a mãe e o filho.

Não sabemos a predominância exata da depressão pós-parto em homens. Estudos têm usado métodos e critérios de diagnóstico diferentes. Dr. Paul G. Ramchandani, psiquiatra da Universidade de Oxford, na Inglaterra, e autor de um estudo com 26 mil pais e mães relatou no The Lancet, em 2005, que 4% dos pais tinham sintomas depressivos clinicamente significativos em até oito semanas após o nascimento do filho. Entretanto, uma coisa é clara: não é algo que a maioria das pessoas, incluindo médicos, ouve muito a respeito.

Primeiro, meu paciente insistia que tudo estava bem. Ele e sua mulher tinham tentado conceber um filho por mais de um ano. Ele estava em êxtase com a ideia de ser pai, e não reconhecia sentimentos depressivos e suicidas.

Suspeitando de sua avaliação floreada, forcei um pouco.

Fiquei sabendo que ele tinha aceitado um novo emprego, de muita pressão, na área de finanças seis meses antes do nascimento do filho. Embora ele relutasse em admitir, o pai claramente se preocupava muito com o futuro financeiro da família.

Além disso, ele estava ansioso em relação ao seu casamento e sua nova vida. "Saíamos muitos com os amigos para jantar e ir ao cinema", disse ele, saudosamente, como eu bem me lembro. "Agora acho que tudo isso vai acabar".

Ele tinha passado os nove meses da gravidez em estado de empolgação com a ideia de ser pai, sem realmente perceber que aquele evento mudaria sua vida.

Ao contrário das mulheres, os homens geralmente não são criados para expressar suas emoções ou pedir ajuda. Isso pode ser especialmente problemático para pais de primeira viagem, pois a ideia de ser pai traz vários tipos de insegurança: Que tipo de pai eu serei? Como posso sustentar minha família? Será o fim da minha liberdade?

Provavelmente, há mais elementos por trás da depressão pós-parto em homens do que apenas estresse social ou psicológico; assim como a maternidade, a paternidade tem sua própria biologia e pode, de fato, modificar o cérebro.

Um estudo realizado em 2006 com macacos, publicado no jornal Nature Reviews Neuroscience, relatou que novos pais experimentavam um rápido aumento nos receptores para o hormônio vasopressina no córtex pré-frontal do cérebro. Junto com outros hormônios, a vasopressina está envolvida no comportamento parental em animais, e sabe-se que a mesma área cerebral nos humanos é ativada quando os pais visualizam fotos de seus filhos.

Há ainda algumas evidências de que níveis de testosterona tendem a cair nos homens durante a gravidez da parceira, talvez para tornar os futuros pais menos agressivos e com maior tendência a se apegar aos recém-nascidos. Dada a conhecida associação entre a depressão e o baixo nível de testosterona em homens de meia-idade, é possível que isso também coloque alguns homens em risco de desenvolver depressão pós-parto.

De longe, o sinal mais forte de depressão pós-parto paternal é ter uma parceira em depressão. Em um estudo, os pais cujas parceiras também estavam deprimidas tinham quase duas vezes e meia mais riscos de desenvolver depressão. Essa foi uma descoberta importante, pois clínicos tendem a deduzir que os homens podem facilmente entrar em ação e ajudar a substituir uma mãe em depressão. Na verdade, eles também podem estar estressados e vulneráveis à depressão.

Temos de pensar também na criança. Pesquisas mostram claramente que a depressão pós-parto pode prejudicar o desenvolvimento emocional e cognitivo dos bebês. Um pai poderia aliviar alguns efeitos adversos da depressão da mãe sobre a criança – mas isso é difícil se ele também está deprimido.

Ramchandani, que também acompanhou crianças por três anos e meio após o nascimento, relatou que elas foram afetadas de forma diferente, dependendo se era o pai ou a mãe que estava em depressão. A depressão pós-parto maternal estava associada a efeitos adversos emocionais e comportamentais em crianças, independente do sexo; a depressão dos pais estava ligada apenas a problemas comportamentais nos meninos (o estudo não relatou possíveis efeitos quando ambos os pais estavam em depressão).

Voltando ao meu paciente. Ele se recuperou em dois meses com a ajuda de psicoterapia e antidepressivo. Mais tarde, ele resumiu a situação em poucas palavras: "E eu que achava que só as mulheres tinham esse tipo de coisa".

Muitos médicos também pensam assim.

fongte: The New York Times

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

Pessoas com aparência jovem tendem a viver mais

Pessoas com rostos de aparência jovem - que não refletem sua verdadeira idade - tendem a viver mais do que as que aparentam ser mais velhas do que sua idade real, diz um estudo.

Cientistas dinamarqueses estudaram 387 casais de gêmeos e concluíram que a aparência é um indicador de probabilidade de longevidade.

Como parte do estudo, enfermeiras, professores estagiários e colegas foram convidados a tentar adivinhar a idade dos gêmeos com base em fotografias.

De maneira geral, os indivíduos tidos como mais jovens viveram mais do que o irmão ou irmã de aparência mais velha.

O estudo foi detalhado em artigo publicado na revista científica British Medical Journal.

sábado, 12 de dezembro de 2009

Tratamento contra o câncer com óleos vegetais

Pode vir dos óleos vegetais um novo aliado no combate ao glioma, tumor do sistema nervoso central que afeta principalmente o cérebro. Cientistas da Universidade de São Paulo (USP) confirmaram em testes com ratos a eficiência da aplicação de um ácido graxo extraído de plantas na redução desse tipo de câncer. O estudo pode dar origem no futuro a uma nova forma de combate à doença.

O glioma não está entre os tipos mais comuns de câncer. Seu tratamento é difícil e atualmente inclui radioterapia e remoção cirúrgica do tumor. Os pesquisadores da USP testaram a eficácia do ácido gama linolênico (AGL), um ácido graxo essencial do tipo ômega-6 encontrado primariamente em óleos vegetais, contra o tipo de tumor cerebral mais comum e agressivo em humanos, o glioblastoma multiforme. O resultado foi animador: o tamanho dos tumores foi reduzido em 75% durante o tratamento.

As propriedades anticancerosas do ácido gama linolênico já eram conhecidas. O diferencial da pesquisa da equipe da USP foi a quantidade de AGL usada para tratar o tumor: foi instalada uma bomba na cabeça dos ratos que inseria em média 0,5 microlitro desse ácido graxo por hora. A duração total do tratamento foi de 14 dias.

sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

Ácido palmítico inibe a liberação de hormônios que sinalizam a hora de parar de comer

Pesquisadores da Universidade do Texas descobriram um tipo de gordura que age diretamente no cérebro e parece explicar por que é tão difícil reprimir a gula. O estudo mostrou que o ácido palmítico, um tipo comum de gordura saturada, é extremamente eficaz em inibir a liberação de leptina e insulina, hormônios que sinalizam para as células do corpo que é hora de parar de comer.
Abundante na carne vermelha, no leite e seus derivados, o ácido palmítico foi testado em roedores e comparado ao ácido oleico, um tipo de gordura insaturada encontrada no óleo de oliva, por exemplo, e considerado mais saudável. As duas substâncias foram injetadas diretamente no cérebro dos animais, aos quais, em seguida, foi oferecido um pequeno banquete. Os que receberam o ácido palmítico comeram mais e durante mais tempo. Além de reforçarem a ideia de que as pessoas devem diminuir o consumo de gordura saturada, os pesquisadores ressaltam a importância da descoberta para a compreensão dos mecanismos neurais da obesidade. O resultado da pesquisa foi publicado no Journal of Clinical Investigation.

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

Tomar café não corta efeitos do álcool

Um estudo realizado nos Estados Unidos sugere que tomar café não acaba com os efeitos de uma bebedeira, diferentemente do que diz a crença popular.

Segundo os cientistas responsáveis pela pesquisa, o que o café parece fazer é tornar mais difícil para o alcoolizado perceber que está bêbado.

No estudo, da Universidade de Temple, na cidade de Filadélfia, camundongos foram submetidos a ruídos altos e luzes brilhantes, ficando assustados e sendo forçados a seguir por um labirinto para fugir.

Os animais receberam doses de bebidas alcoólicas e cafeína em várias combinações diferentes, e o desempenho deles no labirinto foi comparado ao desempenho de outros ratos que receberam apenas uma solução salina neutra.

Os camundongos que receberam doses de álcool aparentaram estar mais relaxados, porém menos capazes de se moverem pelo labirinto para fugir dos sustos.

Os que receberam doses de cafeína ficaram mais alertas e se movimentaram melhor na fuga pelo labirinto.

Mas a combinação entre cafeína e bebida alcoólica, embora tenha resultado em camundongos um pouco mais alertas, não garantiu que eles conseguissem fugir pelo labirinto, evitando os sustos.

Os pesquisadores acreditam que, em humanos, a combinação faz com que as pessoas sintam que não estão bêbadas, quando, na verdade, elas ainda estão sob efeito do álcool.

É importante acabar com o mito sobre o poder do café de cortar o efeito do álcool, pois o consumo de cafeína e álcool pode na verdade levar a decisões erradas com resultados desastrosos.

Pessoas que se sentem cansadas e embriagadas depois de consumir bebidas alcoólicas podem ter maior probabilidade de admitir que estão bêbadas.

Por outro lado, pessoas que consumiram bebidas alcoólicas e cafeína podem sentir que estão em condições de lidar com situações potencialmente perigosas, como dirigir sob efeito da bebida.

A pesquisa foi publicada na publicação especializada Behavioural Neuroscience.

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

Vacina contra HPV: eficácia e segurança comprovadas em estudo publicado no The Lancet

Eficácia, imunogenicidade e segurança da vacina contra o HPV foram comprovadas em estudo randomizado, controlado com placebo, ao longo de mais de seis anos de seguimento e publicado no periódico The Lancet.

A vacina1 para profilaxia do HPV comprovou proteção sustentada. Foram estudadas a eficácia, a imunogenicidade e a segurança da vacina1 em estudo controlado, randomizado e duplo-cego envolvendo mulheres de 15 a 25 anos, com citologia cervical normal, soronegativas para HPV sorotipos 16 e 18 e que tinham exame oncogênico de DNA de HPV negativo para 14 sorotipos do vírus. Dos 1113 participantes, 560 receberam a vacina1 e 553 fizeram parte do grupo controle. As amostras cervicais foram testadas a cada 6 meses para DNA de HPV. O manejo de citologias anormais foi previamente especificado e os títulos de anticorpos de HPV 16 e 18 foram avaliados.

Os resultados mostram que a eficácia da vacina contra novas infecções pelo HPV 16 e 18 foi de 95,3%. A eficácia da vacina contra neoplasia intraepitelial grau 2 ou acima foi de 100% para lesões associadas ao HPV 16 e 18, e de 71,9% para lesões independentes do HPV.

Os achados mostram uma eficácia excelente da vacina a longo prazo, imunogenicidade alta e sustentada, além de segurança favorável para HPV 16 e 18 ao longo de mais de 6 anos de seguimento.

Fonte consultada: The Lancet

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

Depressão na gravidez

A gravidez é vista como o período que protege as mulheres das doenças psiquiátricas, mas nem sempre isso é verdade. Cerca de uma em cada dez gestantes apresenta depressão. E das que ficam deprimidas durante a gestação, 50% apresentam depressão no pós-parto.

O aumento dos níveis hormonais no início da gravidez pode alterar a bioquímica cerebral e estar associado ao desencadeamento da depressão nesta fase de vida. Estas alterações hormonais podem aumentar a ansiedade nas mulheres grávidas, o que precisa ser observado e tratado quando necessário.


Existem fatores que aumentam o risco de depressão em grávidas?

Algumas situações podem aumentar o risco de depressão em grávidas. São elas:

História prévia de depressão, ansiedade ou desordem disfórica pré-menstrual (DDPM)
Idade da gestação – quanto mais jovem, maior o risco de depressão na gravidez
Morar sozinha ou ser mãe solteira
Apoio social deficiente
Conflitos de relacionamentos com os companheiros, amigos ou familiares
Incertezas sobre a gravidez
Gravidez1 não planejada
Uso de tratamentos para infertilidade
História pregressa de abortos
Problemas durante a gestação, principalmente se for necessário repouso na cama por várias semanas
Eventos estressantes da vida como dificuldades financeiras, mudanças na rotina do trabalho, perda de controle em relação às mudanças corporais durante a gestação
História passada de abusos sexuais, físicos ou verbais

Caso você esteja apresentando três ou mais desses sintomas por pelo menos duas semanas, procure ajuda médica.

Sensação de que nada está agradável ou traz alegria
Sensação de vazio a maior parte do dia, todos os dias
Dificuldade de concentração
Irritabilidade extrema, agitação ou choro fácil
Problemas para dormir ou sonolência excessiva
Fadiga crônica
Desejo de comer o tempo todo ou ausência de apetite
Sentimentos de culpa, desesperança ou inutilidade

O impacto potencial da depressão em grávidas inclui:

A depressão pode interferir na habilidade da mulher cuidar de si mesma durante a gestação. Ela pode ser menos capaz de seguir as recomendações médicas do pré-natal e também não dormir ou comer de maneira adequada.
A depressão pode levar as mulheres a abusarem do álcool, cigarro ou drogas ilícitas; todas elas substâncias que podem prejudicar o feto e a mãe.
A depressão, quando não tratada, pode prejudicar a ligação da mãe com o filho e dificultar a amamentação dos recém-nascidos.
As pesquisas mostram que a depressão e a ansiedade podem aumentar o risco de parto prematuro.
O impacto da gravidez na depressão é:

O estresse da gestação pode causar depressão, recorrência ou piora dos sintomas depressivos.
Depressão durante a gravidez1 pode aumentar o risco de apresentar depressão no pós-parto.

Preparar-se para o nascimento de um bebê demanda trabalho, mas a gestante deve ter em mente que a sua saúde e de seu bebê devem vir em primeiro lugar.

Por isso as gestantes devem:

Resistir a querer fazer tudo e deixar tudo pronto para a chegada do bebê.
Tentar reduzir suas obrigações rotineiras.
Fazer atividades que sejam relaxantes. Se possível, tirar férias.
Falar sobre as coisas que a preocupam é muito importante. Fale com amigos, companheiros e familiares.
Não permitir que os sentimentos de frustração tomem conta da vida, tentar pensar positivo.
Dormir bem.
Fazer exercícios físcos com a orientação de um médico.
Procurar por ajuda, caso precise.
Se essas tentativas falharem e você ainda estiver se sentindo triste ou ansiosa, considere a possibilidade de procurar uma terapia. Pergunte ao seu médico uma referência para procurar um profissional de saúde mental.

Existem medicamentos que podem ser usados para tratar a depressão em grávidas. Procure ajuda médica. Não use medicamentos por conta própria. Eles podem causar mal a você e ao seu bebê.

Algumas evidências sugerem que existem antidepressivos que são seguros para uso durante a gestação. Pelo menos em termos dos efeitos potenciais de curto prazo para o bebê. Os efeitos no longo prazo ainda não foram corretamente estudados.

Toda gestante deve discutir os possíveis riscos e benefícios com o seu médico.

Depressão pós-parto, ou depressão após o nascimento de um bebê, pode ser tratada como as outras formas de depressão. Ou seja, com medicação e/ou psicoterapia. Se a mãe está amamentando, a decisão de usar antidepressivos deve ser criteriosamente avaliada por um médico.

Fontes consultadas:
National Institute of Mental Health
National Institutes of Health

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

Novo estudo descarta ligação de celular com tumor cerebral

Um amplo estudo feito ao longo de 30 anos com praticamente todos os habitantes da Escandinávia demonstrou que não há correlação entre o uso de telefones celulares e o surgimento de tumores cerebrais, disseram pesquisadores na quinta-feira.

Embora o uso dos celulares tenha disparado a partir da década de 1990, os tumores cerebrais não se tornaram mais comuns nesse período, segundo o artigo publicado na Revista do Instituto Nacional do Câncer dos EUA.

Alguns grupos de ativistas e uns poucos pesquisadores já demonstraram preocupação com uma possível ligação entre os celulares e vários tipos de câncer, inclusive tumores cerebrais, embora ao longo dos anos as pesquisas não tenham comprovado isso.

"Não detectamos nenhuma mudança clara nas tendências de longo prazo na incidência de tumores cerebrais entre 1998 e 2003 em qualquer subgrupo", escreveram Isabelle Deltour, da Sociedade Dinamarquesa do Câncer, e seus colegas.

A equipe analisou a incidência anual de dois tipos de tumores cerebrais - glioma e meningioma - entre adultos de 20 a 79 anos na Dinamarca, Finlândia, Noruega e Suécia, entre 1974 e 2003. Esses países têm registros detalhados sobre os casos conhecidos de câncer.

A amostra, portanto, representou quase toda a população adulta de 16 milhões de pessoas da região. Ao longo de 30 anos, quase 60 mil pacientes foram diagnosticados com tumores cerebrais.

"Na Dinamarca, Finlândia, Noruega e Suécia, o uso de telefones celulares aumentou fortemente em meados da década de 1990; portanto, as tendências temporais na incidência do tumor cerebral depois de 1998 podem fornecer informações sobre possíveis riscos de tumores associados ao uso de telefones celulares", escreveram os pesquisadores.

Eles notaram um ligeiro aumento contínuo na incidência de tumores cerebrais, mas iniciado em 1974, bem antes da existência dos celulares.

Fonte: Reuters Limited

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

Ortotanásia: Senado aprova lei que exclui de ilicitude a ortotanásia

O Senado Federal encerrou a votação do projeto do senador Gerson Camata (PMDB-ES), que exclui de ilicitude a ortotanásia. De acordo com o relatório do projeto "Não constitui crime deixar de manter a vida de alguém por meio artificial, se previamente atestada por dois médicos a morte como iminente e inevitável, e desde que haja consentimento do paciente, ou em sua impossibilidade, de cônjuge, companheiro, ascendente, descendente ou irmão".

A proposta, aprovada pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), estava em tramitação na Casa há nove anos e seguirá, agora, para análise da Câmara dos Deputados. O objetivo é acrescentar dois parágrafos ao artigo 121 do Código Penal (Decreto-lei nº 2.848, de 7 de dezembro de 1940), com a seguinte redação:

"Exclusão de ilicitude

§ 6º Não constitui crime deixar de manter a vida de alguém por meio artificial, se previamente atestada por dois médicos a morte como iminente e inevitável, e desde que haja consentimento do paciente, ou em sua impossibilidade, de cônjuge, companheiro, ascendente, descendente ou irmão.

§ 7º A exclusão de ilicitude a que se refere o parágrafo anterior faz referência à renúncia ao excesso terapêutico, e não se aplica se houver omissão de meios terapêuticos ordinários ou dos cuidados normais devidos a um doente, com o fim de causar-lhe a morte".

Cabe ressalvar que a ortotanásia distingue-se da eutanásia, pois esta última se caracteriza pelo fato de que a morte do doente terminal advém do cometimento de ato que a provoca, enquanto na ortotanásia não há a prática de um tal ato, resultando a morte da abstenção de procedimentos médicos considerados invasivos.

O Código Penal brasileiro em vigor considera tanto a eutanásia, quanto a ortotanásia como crime. A ortotanásia foi regulamentada no Brasil em 2006 pelo Conselho Federal de Medicina (CFM) e suspensa em 2007 por iniciativa do Ministério Público Federal (MPF) de Brasília.

Fonte consultada: Projeto de Lei do Senado Federal n° 116 de 2000.

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

EUA autorizam pesquisa com células-tronco embrionárias de humanos

Em decisão inédita, a administração de Barack Obama aprovou 13 pesquisas com células-tronco embrionárias de humanos para experimentos científicos. Pesquisadores serão financiados pelo governo dos EUA, sob uma nova política designada para expandir o apoio governamental para um dos mais promissores --e controversos-- campos da pesquisa biomédica. As informações são da edição on-line do jornal "Washington Post" desta quarta-feira.

Em março, Obama já havia revertido a medida de seu antecessor, George W. Bush (2001-2008), por meio de um decreto liberando o uso de dinheiro público para o estudo.

Finalmente alguém se movimenta a favor de Darwin!! Cada um crê no que quer, mas obliterar a evolução é sinal do fim dos tempos!!

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

Meningite: cenário atual da doença no país.

Você sabia que somente a meningite bacteriana meningocócica tem potencial epidêmico? E que ela é transmita por pessoas sadias, portadoras assintomáticas do meningococo, bactéria normalmente encontrada na garganta? O médico especialista em doenças infecciosas e parasitárias David Barroso, pesquisador do Laboratório de Sistemática e Bioquímica do Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz), explica como ocorre a transmissão e a melhor forma de prevenção desta doença, com casos recentes no país, na região Nordeste. Qual o cenário atual da meningite no país?

Nesta década, a doença meningocócica tem sido registrada no Brasil na forma de casos esporádicos (1 a 5 casos por 100.000 habitantes), surtos localizados ou aglomerados de casos. Epidemias de grandes proporções (mais de 20 casos por 100.000 habitantes) não têm sido observadas. Atualmente, há em vários estados do país um aumento ou predomínio do número de casos decorrentes do sorogrupo C, o qual pode ser prevenido pelo uso de vacina.

Há risco do surto ocorrido recentemente na Bahia chegar a outras regiões do país?
Surtos como atualmente em curso na cidade de Porto Seguro, causados pelo sorogrupo C, têm sido registrados em outras regiões, como aqueles que ocorreram nas cidades de Corupá (SC, 2001), Parati (RJ, 2004), Rio de Janeiro (RJ, 2006), Petrópolis (RJ, 2007) e o balneário de Búzios (RJ, 2008). Com o deslocamento rápido de pessoas, a disseminação do meningococo, que é uma bactéria normalmente encontrada na garganta de pessoas sadias, se faz de uma maneira eficaz e muito dificilmente contida, pois os portadores sadios não adoecem e nada sentem durante semanas ou meses.

Como a meningite é transmitida?
O doente não é a fonte de contágio, a não ser em condições excepcionais, como respiração boca-a-boca, mas sim os portadores sadios, que apesar de estarem infectados pelo meningococo não apresentam sintomas. Isto é verdadeiro mesmo durante epidemias de grandes proporções. A transmissão é feita de pessoa a pessoa por meio das secreções eliminadas pela boca, durante uma conversação, respiração, tosse, espirros ou troca de saliva.

Qual o período de incubação?
É um período curto, de 1 a 2 dias (variando de 1 a 14 dias), acarretando doença grave e rapidamente progressiva, de 12 a 24 horas, o que exige logo a internação do doente.

Qual a melhor forma de prevenção da doença?
A única forma eficaz de prevenção da doença é a vacinação, o que precisa ser realizado o mais rápido possível durante situações emergenciais, para atingir o máximo de proteção e benefício para a comunidade. No entanto, a melhor forma de controle da doença pelo sorogrupo C, atualmente, é por meio da utilização de rotina da vacina conjugada, a única com eficácia em crianças menores de 2 anos e aquela que confere proteção duradoura, independente da faixa etária. Deste modo a vacina conjugada, que possui alta eficácia e segurança de uso em larga escala, protege contra a doença na sua forma esporádica ou epidêmica.

Quais são os primeiros sintomas?
A doença meningocócica, normalmente, começa com mal estar geral, febre e vômitos. Após o início da febre e sintomas de infecção do trato respiratório superior (dor de garganta), surgem dores nas articulações e nos músculos. Entre o primeiro e o segundo dia de doença, surgem lesões hemorrágicas com rápida disseminação por toda a pele.

Existe tratamento para meningite? Como ele é feito?
Sim. O tratamento envolve internação hospitalar, pela necessidade de terapia com antibiótico por via venosa e outras medidas de suporte. Nos casos mais graves, há necessidade também de tratamento de terapia intensiva. É preciso frisar que o sucesso do tratamento depende do diagnóstico rápido e a imediata administração de antibiótico parenteral. O tratamento é feito durante sete dias, sendo que a alta é autorizada no oitavo dia de internação.

Que tipos de pesquisas sobre meningite estão em andamento no IOC?
Atualmente, estamos investigando a origem da bactéria meningocócica, mapeando sua sensibilidade aos antibióticos e pesquisando alternativas vacinais. Padronizamos um ensaio de PCR (sigla para Reação em Cadeia da Polimerase) para o diagnóstico das principais causas de meningite bacteriana (meningococo, pneumococo e hemófilos), o que permite um aumento do número de casos confirmados e um melhor acompanhamento do agravo.

Fonte: Agência Fiocruz de Notícias

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

Dez produtos de fator 30 foram analisados; cinco perderam até 50% da proteção depois de 1 hora de sol

Cinco das dez principais marcas de protetor solar em loção vendidas no País não são resistentes à radiação, segundo pesquisa da Associação Brasileira de Defesa do Consumidor (ProTeste). Os produtos, entre eles Nivea e Sundown, perdem até 50% do FPS (fator de proteção aos raios UVB, responsáveis pelo câncer de pele) quando expostos
a uma hora de sol. Na avaliação global, oito marcas das dez analisadas foram reprovadas por também não resistir à água ou não bloquear raios UVA, ligados ao envelhecimento da pele.

Apenas os protetores L’Oréal Solar Expertise e o Cenoura & Bronze foram aprovados.

A avaliação global dos produtos é uma média das notas em cada umdos quesitos.
O FPS é responsável por bloquear os raios UVB, que são mais fortes entre 10 horas
e 16 horas, período não recomendado para exposição prolongada ao sol. São os principais responsáveis por câncer de pele, queimaduras e vermelhidão.

No teste de foto instabilidade,oFPS dos produtos foi medido antes e depois da exposição a uma temperatura de 40ºC. As marcas Avon, La Roche-Posay, Nivea,BananaBoat e Sundown foram reprovadas. Alguns produtos, como o da Nívea, perderam 50% do seu FPS. Todos os protetores analisados são de fator 30. Após uma hora de uso, eles caíam para FPS 15. “O segundo pior foi o La Roche Posay,que manteve só 62% de sua proteção indicada no rótulo”, afirma Marina Jakubowski, química da Pro Teste.

Isso não quer dizer que os produtos não oferecem proteção aos raios UVB, explica a pesquisadora, e sim que têm pouca resistência à luz e ao calor.

Além de instável à exposição solar, o Coppertone declarou um fator de proteção(30),maior do que o medido (25).

Todos as embalagens mencionavam resistência à água,mas após imersão de meia hora,
a proteção do produto da Natura caiu para 30% do FPS inicial, por exemplo. O Sundown caiu para 55%.

Para o especialista em foto proteção e professor da Faculdade de Medicina da USP, Sérgio Schalka, a diminuição do FPS é natural. “Mesmo os produtos que se declaram resistentes à água perdem, após 40 minutos de imersão na água até 50% do FPS.”

A presença de substâncias bloqueadoras dos raios UVA – que têm incidência constante
durante o dia todo – é indicada nos rótulos dos 10 produtos. Mas só três embalagens mostram o grau de proteção: Cenoura & Bronze, L’Oréal Solar Expertise e Natura Fotoequilibrio.

Não há regulamentação no Brasil que obrigue a presença de substâncias bloqueadoras
dos raios UVA, segundo a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Apesar disso, especialistas dizem que os produtos devem oferecer no mínimo um terço do FPS em proteção UVA.

“É uma radiação que penetra nas camadas mais profundas da pele, provoca rugas mais
profundas, manchas, endurecimento da derme e aparência ressecada, pois destrói as fibras colágenas e elásticas”, diz a dermatologista Selma Cernea, da Sociedade Brasileira de Dermatologia.

Coppertone, Episol, Natura e Banana Boat foram reprovados por oferecerem proteção
aos raios UVA inferior a 1/3. Sete produtos tiveram nota ruim na composição, o que quer dizer que possuíam substâncias não recomendadas, mas não proibidas no Brasil.

fonte: Jornal da Tarde

segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Sera???

Vale a pena assistir:

http://www.youtube.com/watch?v=JpOB4xkpjgQ

Novo cimento ósseo pode aprimorar tratamentos para osteoporose.

A vertebroplastia, procedimento para reforçar ossos fraturados por vezes considerado desnecessário, pode ser revolucionada por um novo material.

Quando a dor é demasiada para quem sofre de fraturas na coluna devido à osteoporose, geralmente há duas opções: repouso na cama (frequentemente combinado com uma cinta de proteção e analgésicos) ou um procedimento controverso conhecido como vertebroplastia, que envolve injeções de cimento ósseo.

Na vertebroplastia, o cirurgião utiliza uma agulha oca para injetar uma substância semelhante a um cimento, em geral polimetil-metacrilato (metacrilato de metila) ou PMMA, em todas as rachaduras ou fraturas encontradas na coluna vertebral. Embora a osteoporose enfraqueça os ossos do corpo todo, a vertebroplastia é utilizada exclusivamente para o tratamento de problemas na coluna. O cirurgião usará também um fluoroscópio, que é composto por um aparelho de raios X e uma tela fluorescente, para monitorar a localização da agulha no interior do corpo e garantir que o selante seja injetado no local adequado.

Ambas as abordagens para reduzir a dor decorrente de fraturas vertebrais por compressão, uma condição que afeta cerca de 1,4 milhão de pessoas no mundo – sendo mais da metade dos casos nos EUA – têm seus críticos e simpatizantes.

Os defensores do repouso observam que as fraturas na maioria dos pacientes curam sem necessidade de qualquer tipo de procedimento médico, embora isso possa levar várias semanas. Consideram a vertebroplastia um tratamento no mínimo desnecessário, que pode na verdade enfraquecer o osso em torno da região tratada com o cimento. Dois estudos publicados no New England Journal of Medicine (NEJM) apoiam esse ponto de vista, apontando que participantes de um estudo tratados com vertebroplastia não sentiam menos dor que participantes que receberam um tratamento placebo, em que nenhum cimento ósseo foi injetado na coluna.

Em um dos estudos, 131 pacientes que sofriam de fraturas vertebrais osteoporóticas por compressão passaram por uma vertebroplastia ou a simulação desse procedimento, onde o cimento ósseo não foi efetivamente utilizado. Para surpresa dos pesquisadores, os dois grupos de pacientes apresentaram melhora imediata após o procedimento. “Minha impressão é que a vertebroplastia está sendo usada em demasia agora”, observa David Kallmes, professor do departamento de radiologia da Clínica Mayo, que participou do estudo, embora ele acrescente que também realiza o procedimento. Uma das suas preocupações, baseada num estudo realizado pela Clínica Mayo em 2006, é que as vértebras adjacentes às fraturas tratadas com cimento ósseo tendem a fraturar significativamente mais cedo do que as vértebras mais afastadas.

sábado, 28 de novembro de 2009

O que é gota?

Gota é uma condição crônica, não contagiosa, causada pelo depósito de cristais de ácido úrico nas articulações. O acúmulo de ácido úrico no sangue pode acontecer tanto pela produção excessiva, quanto pela eliminação deficiente da substância. Mas é importante saber que nem todas as pessoas que apresentam aumento de ácido úrico no sangue apresentarão gota.

A gota é uma das principais causas da artrite3 crônica e está associada a outras patologias como obesidade, cálculos renais, alterações do colesterol, diabetes e insuficiência renal.

Aparece geralmente entre 40 e 50 anos de idade, sendo mais frequente em homens adultos do que em mulheres.

Quais são os sintomas?

Geralmente o primeiro sintoma é uma crise aguda de gota1 caracterizada por uma monoartrite que acomete mais frequentemente a articulação do dedão do pé (hálux) e causa uma dor insuportável nesta região, a qual tem início à noite e é intensa o suficiente para despertar a pessoa. Nem mesmo o toque do lençol no dedão do pé é suportado. Esta crise acontece pela precipitação de cristais de urato monossódico provenientes dos fluidos corporais supersaturados nos espaços articulares.

Qualquer articulação pode ser afetada, mas o hálux é acometido em mais de 90% dos pacientes. Há edema (inchaço), cor avermelhada e calor na região.

A crise dura de 2 a 10 dias e depois tudo volta ao “normal”, fazendo com que muitos pacientes não procurem assistência médica adequada com um clínico geral ou reumatologista.

Uma nova crise pode surgir em intervalos de meses ou anos.

As crises de gota1 podem ser acompanhadas por sinais1 sistêmicos como aumento da frequência cardíaca, mal-estar, febre baixa, calafrios e leucocitose (aumento do número de glóbulos brancos).

O diagnóstico14 tardio ou a falta de um tratamento adequado pode levar a deformidades nas articulações, conhecidas como “tofos”. Estas deformidades são comuns no cotovelo, dedos ou dorso das mãos, nos pés, em qualquer outra articulação, tendões ou na cartilagem do pavilhão auricular.

Uma outra complicação do mal acompanhamento desses pacientes é o risco de evolução para a insuficiência renal, pela formação de cálculos de urato que podem atrapalhar o funcionamento dos rins.

Como é feito o diagnóstico de gota1?

Uma primeira crise não faz o diagnóstico de gota. É preciso que sejam encontrados cristais de ácido úrico no líquido aspirado da articulação acometida. Ou que o paciente seja acompanhado para descartar outras causas de inflamações articulares.

Quando há crises repetidas de monoartrite aguda dolorosa e ácido úrico elevado ou nos pacientes com doença crônica já com deformidades e alterações radiológicas típicas não há dificuldades diagnósticas.

A taxa de referência normal de ácido úrico no sangue é de 7,0 mg/100 ml, mas somente uma pequena parte das pessoas com aumento do ácido úrico terão gota1, cerca de 20%.


Existe cura?

Infelizmente a doença não tem cura, mas é perfeitamente possível controlar os seus sintomas com o seguimento adequado do tratamento instituído pelo médico assistente.


Como é o tratamento?

O tratamento é para sempre. O ácido úrico aumenta ou por problemas na eliminação renal16 ou por alterações de sua produção. Em ambas situações os defeitos são genéticos, ou seja, definitivos.

As alterações na dieta e o tratamento medicamentoso precisam ser rigorosamente seguidos, do contrário, o ácido úrico volta a subir e é uma questão de tempo para aparecerem novas crises de gota, além de aumentar o risco de que deformidades articulares apareçam.

Atualmente, usa-se anti-inflamatórios não esteroides (AINES) nas crises agudas e colchicina somente nos pacientes que tenham contra-indicações aos AINES. Podem ser associados analgésicos mais potentes se necessário.

Às vezes a punção articular com agulha e seu esvaziamento causam grande alívio na dor. Pode ser necessário uma injeção18 intra-articular de corticoide.

Após passada a crise, o alopurinol é o medicamento de escolha para reduzir o ácido úrico. As doses variam bastante de pessoa para pessoa. É muito importante associar o uso de alopurinol a uma dieta específica para pacientes com gota.


Como é a dieta para pessoas que têm gota?

A dieta deve ser pobre em alimentos que tenham purina (ervilha, feijão, carnes vermelhas, tomate, frutos do mar, miúdos, etc.). A restrição rígida destes alimentos é recomendada principalmente no período agudo da doença. Após este período, o paciente pode comer proteínas20 e purinas com moderação.

Evitar o jejum prolongado pois, na ausência de alimentos, o corpo degrada a proteína muscular como fonte de energia e a ureia é um de seus subprodutos.
Bebidas alcóolicas devem ser restringidas, principalmente as fermentadas, já que aumentam a concentração de ácido úrico no sangue e facilitam sua precipitação, formando cristais dentro das articulações. Fora das crises, as bebidas alcóolicas podem ser consumidas, mas ainda com moderação.

A dieta deve ser rica em carboidratos, com quantidade moderada de proteínas e pobre em gorduras, incluindo alimentos com baixos teores de purina.

A ingestão de água (pelo menos 2 litros ao dia) e de sucos naturais é uma boa opção. O ideal é manter a urina clara para ajudar a reduzir a formação de cálculos renais.

Outras orientações importantes:

Um acompanhamento com nutricionista pode ajudar a equilibrar melhor a dieta.
É comum que os pacientes com gota1 apresentem aumento dos triglicérides. Os exercícios físicos ajudam a controlar esta alteração, além de fortalecer a musculatura e as articulações.

Alguns medicamentos como diuréticos e o ácido acetilsalicílico podem diminuir a excreção renal do ácido úrico.

O tratamento médico não deve ser interrompido com a melhora dos sintomas. Siga as orientações do seu médico.

sexta-feira, 27 de novembro de 2009

Aids migra para o interior do país

Os grandes centros urbanos do país, onde hoje estão concentrados 52% dos casos de Aids, registraram queda de 15% na taxa de incidência da doença entre 1997 e 2007. No entanto, a incidência nos municípios com menos de 50 mil habitantes dobrou, revelando que a epidemia caminhou para o interior do país. Os dados, do Boletim Epidemiológico Aids/DST 2009, foram divulgados nesta quinta-feira (26) pelo Ministério da Saúde.

Em 1997, a taxa nas cidades com menos de 50 mil habitantes era cerca de oito vezes menor do que a registrada nas cidades com mais de 500 mil pessoas. Em 2007, essa relação caiu para três vezes.

Em municípios com mais de 500 mil pessoas, houve decréscimo da taxa de incidência, entre 1997 e 2007, de 32,3 para 27,4 notificações por 100 mil habitantes. No mesmo período, a taxa nas cidades com menos de 50 mil habitantes passou de 4,4 ocorrências em 1997 para 8,2 em 2007.


Regiões

Dos 100 municípios com mais de 50 mil habitantes que apresentam maior taxa de incidência de Aids, os 20 primeiros da lista estão no Sul. A primeira colocada é Porto Alegre (RS) com taxa de incidência de 111,5 por 100 mil habitantes, seguida por Camboriú (SC) com 91,3.

A tendência de crescimento de Aids nas cidades menores e queda nas maiores confirma-se nas regiões Sudeste, Centro-Oeste e Sul. O Norte e o Nordeste apresentam um perfil diferente: ocorre aumento da taxa de incidência, quando se compara 1997 com 2007, tanto em municípios grandes quanto em pequenos.

“Os dados justificam a necessidade de contínuo investimento em ações descentralizadas, respeitando as especificidades de cada local, sem perder o foco de que a epidemia, no Brasil, é concentrada”, destaca a diretora do Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais do Ministério da Saúde, Mariângela Simão.

Total de casos

De 1980 a junho de 2009, foram registrados 544.846 casos de Aids no Brasil. Durante esse período, 217.091 mortes ocorreram em decorrência da doença. Por ano, são notificados entre 33 mil e 35 mil novos casos de Aids. Em relação ao HIV, a estimativa é que existam 630 mil pessoas infectadas no país.

Mais meninas

Em 1986, início da epidemia de Aids no Brasil, havia 15 casos de Aids em homens para cada caso em mulheres. A partir de 2003, a proporção mudou: para cada 15 casos em homens, existem 10 em mulheres.


Já entre jovens de 13 a 19 anos, o número de casos de Aids é maior entre as meninas. A inversão vem desde 1998, com 8 casos em meninos para cada 10 casos em meninas.

Entre homens, a taxa de incidência em 2007 foi de 22 notificações por 100 mil habitantes e, nas mulheres, de 13,9. Em ambos os sexos, as maiores taxas de incidência se encontram na faixa etária de 25 a 49 anos.

O boletim ressalta que, em 2007, a taxa de incidência de Aids em mulheres de 50 a 59 anos (15,6 por 100 mil habitantes) é 3 vezes maior do que a taxa em mulheres com 60 e mais anos de idade (5 por 100 mil habitantes). Entre homens, a taxa de incidência também é 3 vezes maior entre os de 50 e 59 anos (26,9 por 100 mil habitantes) comparados aos de 60 e mais anos de idade 9,4 por 100 mil habitantes).

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

Restrição de gorduras na alimentação pode melhorar o humor

Dietas com muito pouco carboidrato são frequentemente utilizadas para promover a perda de peso. Entretanto, um recente estudo australiano – publicado este mês na revista científica Archives of Internal Medicine – indica que uma dieta menos calórica de restrição de gorduras apresenta vantagens sobre a restrição de carboidratos em relação ao humor e ao afeto em pessoas com sobrepeso ou obesidade.

Os pesquisadores avaliaram as mudanças no peso corporal, humor e bem-estar, e função cognitiva em 106 pacientes obesos ou com sobrepeso – divididos para receber dieta com restrição calórica (1433-1672kcal), isocalórica planejada, com muito pouco carboidrato, e com muita gordura; ou uma dieta com muito carboidrato e pouca gordura , durante um ano. A idade média dos indivíduos analisados foi de 50 anos, e o índice de massa corporal foi de 33,7.

Após um ano, a média de perda de peso foi de 13,7+1,8kg, sem diferença significativa entre os grupos. Ao longo do estudo, houve uma interação significativa entre o Spielberger State Anxiety Inventory (medida de ansiedade), Beck Depression Inventory (medida da depressão), e os resultados do Profile of Mood States (medida do humor) em relação aos transtornos de humor, raiva-hostilidade, confusão e depressão como resultado de maior melhoria nestes estados emocionais para a dieta de restrição de gorduras, em comparação com a dieta pobre em carboidratos. A memória funcional melhorou ao longo de um ano para ambas as dietas, porém a velocidade de processamento permaneceu inalterada.

Fonte: Arch Intern Med. Volume 169, Number 20, 9 Nov 2009. Pages 1873-1880

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Coação



Vamos brincar um pouco. Hoje cedo, em meu café da manhã, dei de cara com a imagem que você vê acima. Como não tive tempo hábil de tirar uma boa foto, pois foi meio às escondidas que a tirei, vou assinalar o que está escrito:

"Nesse Natal, não se esqueça de ninguém..."

uma foto de um papai noel ameaçador, olhando para mim... e mais uma frase:

"Muito menos de Você!!!"

Claro que estou fazendo uma brincadeira. Mas que foi um erro na escolha do cartão e das palavras, para a situação, isso foi.

O que dizer? Então, não devo esquecer de mim na padaria que freqüento há anos e dar a caixinha de natal, senão... Senão o quê? Caramba! Sei lá! rsrsrsrsrsrsrs!

Acho que darei a caixinha de natal... senão...!

terça-feira, 24 de novembro de 2009

Mortes por H1N1 dobram a cada 2 semanas na Europa

O número de mortes pela gripe suína H1N1 na Europa vem dobrando a cada duas semanas desde meados de outubro e 169 pessoas morreram em decorrência do vírus na semana passada, afirmaram especialistas em vigilância epidemiológica na segunda-feira.

O Centro Europeu para Controle e Prevenção de Doenças (ECDC), com base em Estocolmo, disse que foram registradas 670 mortes em abril e todos os 31 países da União Europeia e da Associação Europeia de Livre Comércio (Efta) já registraram casos do vírus.

As campanhas de vacinação contra o H1N1 começaram em diversos países europeus nas últimas semanas para tentar conter a propagação do vírus, declarado pandemia pela Organização Mundial da Saúde (OMS) em junho.

Os programas de imunização, no entanto, enfrentam níveis ambíguos de percepção e oposição provenientes de lobistas anti-vacina, de acordo com a Sociedade Europeia de Microbiologia Clínica e Doenças Infecciosas (Escmid). Ela afirmou que esse tipo de oposição coloca "a saúde pública e vidas" em risco.

A OMS afirmou na semana passada que governos de várias regiões do mundo já administraram mais de 65 milhões de doses da vacina H1N1. Efeitos colaterais comuns da vacina incluem inchaço, vermelhidão ou dor no local da injeção, e às vezes febre ou dor de cabeça, mas a OMS descartou qualquer relação de morte com a vacina.

O ECDC registrou uma "intensidade muito alta" de doenças do tipo da gripe na semana passada na Itália, na Noruega e na Suécia, e disse que a intensidade era "alta" na Bulgária, na Dinamarca, na Alemanha, na Islândia, Irlanda, Lituânia, Luxemburgo, Polônia e Portugal.

O restante da Europa apresentava no geral intensidade "média".

Vamos ver o que nos resta no próximo inverno...

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

Notícia Importante

DIÁRIO OFICIAL DO MUNICÍPIO DE SÃO PAULO

Lei de n° 3.359 de 07/01/2002 - Depósitos Antecipados


Art.1° - Fica proibida a exigência de depósito de qualquer natureza, para possibilitar internação de doentes em situação de urgência e emergência, em hospitais da rede privada.
Art 2° - Comprovada a exigência do depósito, o hospital será obrigado a
devolver em dobro o valor depositado ao responsável pela internação.
Art 3° - Ficam os hospitais da rede privada obrigados a dar possibilidade de acesso aos usuários e a afixarem em local visível a presente lei.
Art 4° - Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação.


Não consegui o original, mas vi em vários sites...

sábado, 21 de novembro de 2009

Microchip para tratamento de lesões medulares

Um grupo de cientistas da Universidade da Califónia (EUA) conseguiu reverter danos de coluna em animais de laboratório com uso de uma substância chamada neurotrofina-3, que estimula a regeneração de axônios, prolongamentos do neurônio, a célula do sistema nervoso, que transmitem os estímulos nervosos.

Esses filamentos "reformados" foram dirigidos para locais precisos, possibilitando a formação de novas redes de comunicação na medula.

O trabalho parece ter acertado o caminho e lança esperança na recuperação de pessoas que ficaram com os movimentos dos membros comprometidos.

O uso de microchips para reabilitar pacientes com esses problemas está em debate e receberá atenção no Congresso Internacional de Neuromodulação, que está acontecendo na Coréia do Sul, na capita, Seul. Os especialistas apostam na tecnologia, implantando microchips em áreas do cérebro ou nos tecidos musculares para restabelecer a transmissão de impulsos elétricos e, assim, recuperar os movimentos perdidos por conta de uma lesão.

Muito legal o que a tecnologia pode fazer por nós!

sexta-feira, 20 de novembro de 2009

Brasileiro está mais gordo e mais alto

A população engordou e ficou mais alta nos últimos anos no Brasil. Cerca de 43,3% das pessoas com mais de 18 anos que vivem nas capitais estão com sobrepeso. E esta é a tendência para todo brasileiro, aponta estudo Saúde Brasil 2008, do Ministério da Saúde, divulgado nesta quinta-feira (19).

Os meninos de 10 a 19 anos tiveram aumento de 82,2% do IMC (Índice de Massa Corpórea que dá a razão entre o peso e a altura) em 29 anos. As meninas, na mesma faixa etária, obtiveram aumento de 70,3%.

Mas as mulheres apresentam estabilidade no ganho de peso desde a década de 90, com a valorização do corpo e o combate ao sobrepeso, enquanto os homens não param de engordar.

De acordo com o estudo, o IMC médio do brasileiro está muito próximo de 25 kg/m², limite para passar do perfil normal para o de sobrepeso. Se o valor ficar acima de 30, é considerado obesidade.

O aumento da obesidade ainda é um dos fatores para a elevação das mortes por diabetes no país. O crescimento está mais concentrado nos homens com mais de 40 anos e houve queda entre as mulheres de 20 a 39 anos.

Enquanto eles ganharam mais peso, as mulheres cresceram quase duas vezes mais. A estatura média do homem cresceu 1,9 cm em 14 anos e chegou a uma média de 1,70 m em 2003. Já as mulheres, tiveram um aumento de 3,3 cm de altura, alcançando 1,58 m.

fonte uol ciência e saúde

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

Causa de bulimia e anorexia pode estar na vida intrauterina

Além das questões psíquicas, consideradas principais causas de distúrbios alimentares, problemas de nutrição na fase uterina e neonatal podem ser determinantes para a instalação dos sintomas na vida adulta. Um estudo desenvolvido na Itália mostrou que mulheres cuja mãe foi acometida de diabetes ou de anemia corriam maior risco de sofrer de anorexia. O baixo peso neonatal ou o infarto (que leva à morte das células da placenta), por sua, vez, aumentaram o perigo de bulimia. A pesquisadora Angela Favaro e colegas da Universidade de Pádua pesquisaram o passado de 114 mulheres com diagnóstico de anorexia e 73 pacientes com sintomas bulímicos. Com base em arquivos hospitalares, foram analisadas as complicações ocorridas durante a gestação e o nascimento das mulheres. Segundo os cientistas, quando havia a ocorrência simultânea de várias complicações, os distúrbios alimentares se manifestavam por volta dos 16 anos. Em casos mais brandos, a ocorrência levava mais tempo.

Fonte: revista Mente & Cérebro

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

A sua caminhada: onde fazer?

A caminhada é, certamente, o exercicio mais fácil para se fazer diariamente e não envolve praticamente nenhum custo extraordiário. É excelente para tonificar músculos, emagrecer, melhorar o sistema imunológico e até para reduzir o estresse.

Mas é preciso escolher bem dois fatores essenciais para sua caminhada: o local e o horário.

Quanto ao local, as calçadas estão ao alcance de todos, mas é preciso cuidado com alguns pontos que precisam ser observados antes de se aventurar a esta atividade física. Calçadas quebradas e raízes de árvores são um verdadeiro perigo para que é distraído e para quem já tem um pouco menos de agilidade, por conta da idade.

As outras pessoas que etá na rua também geram necessidade de atenção, ao se desviar delas para caminhar. Pode parecer pouco importante, mas se houver um excessivo número de pessoas a caminhada poderá ser improdutiva.

Na caminhada na rua, a pessoa tem mais estímulos visuais e se distrai com maior facilidade, deixando de ser uma atividade monótona. melhorando, inclusive, para seu praticante, a noção de espaço e de atenção, por ter de evitar riscos o tempo todo.

Além disso, a variedade de posicionamento do solo gera uma mudança frequente de esforços, o que pode auxiliar no condicionamento aeróbico em maior intensidade.

Mas é bom evitar as ruas com trânsito abundante, pois onde existe um grande número de veículos, há maior grau de poluição e, certamente, isso fará mal para a sua saúde.
Isso, por si só já "fala" a respeito do horário para a prática da caminhada. Andar em horário de "rush" é certamente um equívoco que deve ser evitado.

Quanto menos trânsito, menor poluição, menor risco para a saúde.

Andar em esteira pode ser, também, muito produtivo, mas é necessário ter disciplina por conta de que algumas pessoas entendem que se trata de uma atividade monótona e repetitiva. Por conta disso, algumas esteiras são dotadas de programas de computador que geram variações de ângulo de inclinação, de rítmo e de velocidade, para simular uma corrida na rua ou em pista.

Uma coisa é certa: andar e correr são excelentes atividades aeróbicas que presenteiam seu praticante com melhora do condicionamento físico, proteção cardio-vascular e aumento da longevidade.

terça-feira, 17 de novembro de 2009

Lei Rouanet da Saúde

Deputado Eleuses Paiva apresenta projeto para melhorar financiamento à saúde.

Ex-presidente da Associação Paulista de Medicina, ele luta contra o subfinanciamento da saúde pública no Brasil. além de defender a regulamentação da Emenda Constitucioal 29, cm progressão de verbas por parte da União, acaba de apresentar novo projeto na Câmara dos Deputados. É uma espécie de Lei Rouanet da saúde, com benefícios fiscais para pessoas físicas e juídicas que fizerem doações para o Sistema Único de Saúde (SUS).

De acordo com o projeto de lei 6049/09, qualquer cidadão poderá realizar doações diretamente para o estabelecimento de saúde da sua comunidade, autorizadp pelo Ministério da Saúde, ou somente para o SUS.

Até 80% do valor doado seria abatido do Imposto de Renda (IR) devido, no caso de pessoa física e até 40% para pessoa jurídica, tributada com base no lucro real.

A proposta parece ter boas chances de apoio tanto da oposição quanto da situação. pois poderia garantir um volume superior de novos recursos aplicados exclusivamente na saúde, sem aumentar a já táo elevada carga tributária brasileira.

Resta saber como será a regulamentação deste processo de doação. Aqui no Brasil essas coisas sempre geram dúvidas, infelizmente.

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

Testes Diagnósticos e Preventivos Para Crianças

Teste do pezinho
.O que é: O exame identifica erros de metabolismo que podem causar deficiência mental, como fenilcetonúria e hipotireoidismo congênito, além de anemia falciforme, que causa a destruição crônica das hemácias (células vermelhas do sangue).
.Quando realizá-lo: Entre o terceiro e o sétimo dia de vida do bebê.
.Como é feito: A partir de gotas de sangue colhidas do calcanhar do recémnascido. Não provoca dor à criança. Rede pública X particular: Toda criança brasileira tem direito ao teste, gratuito. Existe uma versão ampliada que permite identificar mais de 30 doenças, mas não está disponível na rede pública.
.Preço: Gratuito.

Teste do olhinho (ou teste do reflexo vermelho)
.O que é: Reconhece doenças como retinoblastoma, o tumor maligno ocular mais frequente em crianças; catarata, que compromete seriamente a visão; e glaucoma congênito, que pode levar à cegueira.
.Quando realizá-lo: Nas primeiras 48 horas de vida do bebê.
.Como é feito: É um exame ocular realizado em recém-nascidos com oftalmoscópio direto.
.Rede pública X particular: O teste do reflexo vermelho é obrigatório em todas as maternidades e estabelecimentos hospitalares do país.
.Preço: Gratuito.

Teste da orelhinha
.O que é: O objetivo principal é a identificação precoce da deficiência auditiva, já que ouvir bem é fundamental para o desenvolvimento da fala e da linguagem da criança.
.Quando realizá-lo: Nos três primeiros meses de vida.
.Como é feito: O exame demora entre três e cinco minutos e é realizado por um fonoaudiólogo, com um pequeno fone na parte externa da orelha.
.Rede pública X particular: É obrigatório em todos os bebês nascidos em hospitais e maternidades do país.
.Preço: Gratuito.

Exame oftalmológico
.O que é: Serve para corrigir problemas comuns de grau, como miopia, hipermetropia e astigmatismo.
.Quando realizá-lo: Por volta dos três anos de idade, quando a criança consegue fornecer informações sobre seu aparelho visual, devendo ser repetido anualmente.
.Como é feito: No próprio consultório, o médico mede a acuidade visual, avalia a musculatura ocular extrínseca e faz a biomicroscopia e o mapeamento de retina.
.Rede pública X particular: É feito em ambas, porém, o custo deve ser consultado na sua cidade.
.Preço: Varia de acordo com o preço da consulta médica.

Radiografia panorâmica de toda a Coluna vertebral
.O que é: Este exame é capaz de identificar escoliose e outras malformações de coluna que podem ser corrigidas na infância, quando as placas de crescimento ósseo ainda não fecharam
.Quando realizá-lo: Uma vez por ano, para verificar se não há alterações na formação da coluna da criança.
.como é feito: Faz-se um raio X de toda a coluna vertebral.
.Rede pública X particular: É feito em ambas.
.Preço: entre R$ 50 e R$ 450.

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

Maconha e poluição prejudicam a fertilidade do homem, mostram estudos.

Poluição, tabagismo e drogas são fatores que levam à infertilidade masculina. Essa é a conclusão de vários anos de estudo do coordenador da Unidade de Toxicologia Reprodutiva e de Andrologia da Universidade de São Paulo (USP).

Os homens que trabalham nas ruas e inalam muita poluição têm uma maior concentração de radicais livres de oxigênio no sangue, o que prejudica a quantidade e a qualidade dos espermatozóides.

As drogas como maconha, crack e cocaína também causam estragos na fertilidade do homem. A maconha alteraria a produção do espermatozóide. Basta consumir a droga uma vez por semana para desenvolver esses efeitos. A pesquisa vem acompanhando 32 homens, no período de dois a sete anos, que consomem a erva.

O tratamento, nos dois casos, é a administração de vitaminas como a E e a C por aproximadamente sete meses para melhorar a qualidade do espermatozóide.

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Relação entre doenças psiquiáticas e doença cutânea

Pesquisadores australianos publicaram, recentemente, no Archives of Dermatology, um estudo em que procuraram avaliar longitudinalmente a relação entre doença cutânea e morbidade psicológica em mulheres jovens, testando a hipótese de que morbidade psicológica (depressão, ansiedade e estresse) é fator causal de doença cutânea.

O Estudo Australiano Longitudinal de Saúde da Mulher, um estudo comunitário, foi desenhado para investigar múltiplos fatores que acometem a saúde e o bem-estar de mulheres em um período de mais de 20 anos. Dados de três pesquisas (realizadas em 2000, 2003 e 2006) foram analisados. Modelos de equação de estimativas longitudinais generalizadas multivariadas, que continham ou não atraso temporal, foram utilizados para determinar os fatores significativos associados à doença cutânea (incluindo ansiedade, sintomas depressivos e estresse).

Participaram, deste estudo, mulheres com idade entre 22 e 27 anos à primeira pesquisa, randomicamente selecionadas do banco de dados do Medicare Nacional Australiano. O número de participantes das pesquisas dos anos 2000, 2003 e 2006 foram iguais a 9688, 9081 e 8910, respectivamente. Medidas de desfecho foram escores da Escala de Depressão dos Centros de Estudos Epidemiológicos, do Questionário de Estresse Percebido para Mulheres Jovens e um item para desencadear o relato de sintomas de ansiedade.

Das 6630 mulheres que forneceram dados sobre doenças cutâneas nas três pesquisas, 8% (n = 523) relataram ter problemas de pele nas três ocasiões; 12,1% (n = 803) em duas ocasiões; e 23,9% (n = 1582) em uma pesquisa. Nas pesquisas de 2000, 2003 e 2006, a prevalência de doenças da pele foi igual a 24,2%, 23,9% e 24,3%, respectivamente. Nos modelos de equação de estimativas longitudinais generalizadas multivariadas, sintomas depressivos e estresse (ao contrário de ansiedade) associaram-se significativamente às alterações cutâneas (P < 0,005).

Os pesquisadores concluíram que os achados da relação entre depressão e estresse à doença cutânea pode ter implicações clínicas consideráveis, incluindo implicações para intervenções psicológicas adjuvantes no tratamento de pacientes com doenças cutâneas.

Uma resenha de The relationship between psychiatric illnesses and skin disease - Archives of Dermatology; 2009;145(8):896-902

terça-feira, 10 de novembro de 2009

Aspirina pode prevenir retorno do câncer de próstata, sugere estudo

O uso de drogas anticoagulantes, incluindo a aspirina, parece reduzir as chances do câncer de próstata retornar em pacientes submetidos ao tratamento com radioterapia, segundo estudo da Universidade de Chicago, nos EUA. O câncer de próstata é muito comum em homens mais velhos, que também apresentam maior risco de problemas cardiovasculares, precisando, muitas vezes, tomar anticoagulantes para reduzir as chances de sofrer infarto. Avaliando essa interação, os pesquisadores descobriram que “tomar um anticoagulante reduz o risco (de recorrência do câncer) em quase a metade”.

Em estudos com animais, os cientistas já haviam observado que o uso de medicações anticoagulantes poderia interferir no crescimento e na disseminação de tumores, além de provocar mudanças moleculares que tornariam as células doentes mais sensíveis à radiação.

Envolvendo 662 homens que faziam radioterapia – 196 tomando aspirina, 58 tomando coumadina, 24 em uso de plavix, e o restante sem tomar anticoagulantes –, o novo estudo mostrou que os efeitos podem ser os mesmos em humanos. Após quatro anos, a recorrência do câncer foi de apenas 9% em homens que tomavam esses medicamentos, comparado a 22% dos outros.

Os autores alertam, porém, que homens com câncer de próstata não devem começar a tomar aspirinas com o objetivo de controlar a doença, pois medicamentos desse tipo trazem efeitos adversos, como hemorragias internas. Por isso, mais estudos são necessários para desvendar se os benefícios nesse sentido compensam os riscos associados ao uso de anticoagulantes.

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Filhos de mães fumantes têm mais chances de sofrer com cólicas agudas quando bebês.

Substância presente na nicotina é eliminada no leite materno, causando o problema

Bebês, cujas mães são fumantes, têm o dobro de chances de sofrer com episódios de cólica excessiva, conforme sugere uma pesquisa publicada na revista Archives of Disease in Childhood.

Pesquisadores da Organização Australiana de Pesquisa Científica Aplicada entrevistaram pais de mais de 3 mil bebês, os quais tinham, no máximo, seis meses de idade para descobrir a relação entre a cólica dos bebês e o fumo. A cólica foi relacionada ao choro com mais de três horas de duração por dia, em mais de três dias por semana e estava duas vezes mais presente nos filhos das mães que fumavam entre 15 a 50 cigarros por dia, comparados com os filhos de mães não fumantes.

Segundo os pesquisadores, isso acontece porque a cotinina, substância presente na nicotina do cigarro, é eliminada no leite materno. Quando ingere o leite contaminado, o bebê tem seu sistema metabólico afetado em função da amamentação.

Quanto mais cotinina receber da mãe, maior será a intensidade da cólica do bebê. Novos estudos devem ser feitos para saber ao certo como imunizar os bebês contra a cotinina, mas a recomendação dos médicos é para que as mulheres não fumem durante a gestação e amamentação do bebê, já que o hábito pode trazer outra série de problemas como: abortos espontâneos, prejudicar o desenvolvimento adequado do feto, nascimento de bebês prematuros ou abaixo do peso, complicações durante o parto, entre outros.

sábado, 7 de novembro de 2009

Risco de sofrer ataque cardíaco aumenta entre as mulheres

Homens de meia idade apresentam um risco muito maior de sofrer um ataque cardíaco do que as mulheres da mesma idade, mas uma nova pesquisa sugere que essa diferença pode estar diminuindo.

Cerca de 2,5% dos homens entre 35 e 54 anos que responderam a uma pesquisa nacional de saúde no final da década de 1980 e início dos anos 1990 relataram ter tido um ataque cardíaco, em comparação a 0,7% das mulheres da mesma idade. Porém, em pesquisas mais recentes, entre 1999 e 2004, as porcentagens de mulheres que sofreram ataque cardíaco aumentou para 1%, e caiu para 2,2% dos homens.

Os pesquisadores reconhecem que o aumento e o declínio relatado podem ter ocorrido por puro acaso. No entanto, o principal autor do estudo, publicado na edição de 26 de outubro do The Archives of Internal Medicine, afirmou que as mudanças refletiam uma "triste tendência". O artigo observou que, no mesmo período, a pontuação dos homens em uma escala que prevê o risco de ataque cardíaco melhorou levemente, enquanto a das mulheres piorou.

Um estudo realizado em 2007 pelos mesmos autores descobriu que mulheres entre 45 e 54anos tiveram duas vezes mais probabilidade, em relação aos homens, de relatar um derrame, uma descoberta que desafiou o pensamento médico convencional de que as mulheres apresentam menor risco de derrame na meia-idade, em comparação aos homens.

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

O choro dos bebês!

Desde seus primeiros dias de vida, os bebês choram em francês, inglês ou português, já que ao emitirem seus primeiros sons levam a marca do idioma de seus pais, afirma um estudo publicado hoje no site da publicação "Current Biology".

A descoberta sugere que os bebês captam elementos do que será seu idioma materno ainda na barriga da mãe, muito antes de suas primeiras palavras.

A descoberta mais espetacular do estudo é que os recém-nascidos humanos não são só capazes de reproduzir diferentes tons quando choram, mas preferem os tipos de sons típicos do idioma que ouviram quando feto, no último trimestre de gestação.

Ao contrário do que indicam as interpretações mais conservadoras, os resultados do estudo mostram a importância do choro para o futuro desenvolvimento da linguagem.

Foram gravados e analisados o choro de 60 bebês saudáveis, 30 deles de famílias francesas e os outros 30 de famílias alemãs, entre três e cinco dias após o nascimento. A análise revelou claras diferenças com base no idioma materno.

No experimento, os bebês franceses tenderam a chorar em um tom ascendente, enquanto os alemães faziam em um tom descendente, diferenças características entre os dois idiomas, como explicou Wermke.

Estudos anteriores já tinham demonstrado que os fetos humanos são capazes de memorizar sons do mundo externo nos últimos três meses de gestação.

Mas embora se sabia que a exposição antes do parto ao idioma materno influía na percepção dos recém-nascidos, pensava-se que seus efeitos sobre a emissão de sons se davam de forma muito mais tardia.

Segundo o estudo, os recém-nascidos preferem a voz da mãe a todas as demais, percebem o conteúdo emocional das mensagens enviadas mediante a entonação, e sentem uma forte motivação de imitá-la para atraí-la e criar laços afetivos.

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Bom para se distrair um pouco.

É um vídeo diferente, para você assistir e ver algo diferente.

Lá no You Tube:

http://www.youtube.com/watch?v=518XP8prwZo

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Álcool Dependência

Alcoolistas que preferem bebidas destiladas, como uísque, cachaça ou vodka, têm uma dependência de álcool mais grave, aderem menos a tratamento para parar de beber e têm mais recaídas, quando comparados aos que preferem cerveja. A conclusão é de um estudo da Faculdade de Medicina da USP (FMUSP), que ressalta a possibilidade de tratamentos diferentes serem mais eficazes para viciados que preferem um dos dois tipos de bebidas.

O estudo foi o primeiro no mundo a relacionar a preferência por uma bebida e a aderência ao tratamento. Contudo, mais pesquisas precisam ser feitas para saber se os resultados valem para a população toda ou só para aquela amostra.

A pesquisa foi parte de um estudo que testou dois tipos de remédios em 100 consumidores de destilados e em 53 que preferiam cerveja. As pessoas que bebiam destilados aderiram menos aos tratamentos, independente dos remédios usados. Além disso, elas tinham uma dependência mais grave e a vontade de beber, chamada de fissura pelos médicos, era maior. Já os pacientes que preferiam cerveja ficavam mais tempo sem beber e sofriam menos com isso. A descoberta discorda de estudos anteriores, que verificaram uma fissura maior em bebedores de cerveja.

É usada uma escala para medir o nível de dependência. O prejuízo físico, psicológico e social dos que bebiam destilados era mais grave dos que os que preferiam cerveja. Durante o tratamento com remédios eles tinham mais recaídas.

Segundo estimativas feitas em 2005 por pesquisadores da UNIFESP, 12,3% da população brasileira das grandes cidades é dependente de álcool — ou seja, bebe mais do que pretendia, perde interesse por outros assuntos, consome progressivamente maiores doses de bebida e podem sofrer crises de abstinência.

Atualmente, os médicos não tratam de forma diferenciada quem bebe cerveja ou destilados. A idéia de separar durante o tratamento grupos que consomem bebidas diferentes é nova, originada de pesquisas dos últimos cinco anos.

Tratamentos

É possível que quem bebe destilados e procure ajuda médica já tenha tido tantas experiências ruins que tenha uma crença menos otimista em relação a um novo tratamento. Se isso for verdade, os médicos deveriam fazer um apoio mais intenso na abordagem cognitivo-comportamental.

Os profissionais de saúde precisariam analisar com mais profundidade o comportamento desses pacientes e trabalhar para ajudá-los a prevenir a recaída. Eles podem auxiliar o alcoolista a mudar seu estilo de vida. Devem ajudá-lo a manejar e a desenvolver habilidades sociais, para que possa ter outros prazeres. É provável que o doente tenha que fazer novos amigos, mudar de grupo.

Parece haver consenso entre os especialistas que a associação de terapia psicológica com remédios é a melhor maneira de tratar quem tem problemas com álcool. Tanto dependentes de álcool que preferem cerveja quanto aqueles que preferem destilados têm chance de se recuperar.

O sucesso do tratamento depende da família, da pessoa e da proposta de tratamento, que deve ser individualizada.

Mas quem trata precisa mostrar para a pessoa que ela tem responsabilidade pelos seus comportamentos. Se um alcoolista perguntasse para ele por que investir num novo tratamento, quando muitos outros já deram errado, ele devolveria a pergunta. Vale a pena investir no lado saudável que você ainda tem? Provavelmente o álcool tem consumido progressivamente este seu lado saudável, mas sempre resta algum ainda gritando por sobrevivência.

A pesquisa foi feita com doentes voluntários que se inscreveram no setor de assistência do Grupo Interdisciplinar de Estudos de Álcool e Drogas (PRO-GREA) do Instituto de Psiquiatria (Ipq) do Hospital das Clínicas (HC), da FMUSP. O grupo está procurando alcoolistas que queiram receber tratamento e participar de pesquisas. Além do álcool, os pacientes só podem estar viciados em cigarro.

Interessados devem ligar para o (11) 3069-6960. Mais informações: (11) 3069-7891/92.

terça-feira, 3 de novembro de 2009

Transtorno Afetivo Bipolar

O Transtorno Afetivo Bipolar (TAB), também conhecido como Transtorno Bipolar do Humor (TBH) ou, antigamente, Psicose Maníaco Depressiva (PMD), é uma doença relacionada ao humor ou afeto, classificada junto com a Depressão e Distimia. O TAB se caracteriza por alterações do humor, com episódios depressivos e maníacos ao longo da vida. É uma doença crônica, grave e de distribuição universal, acometendo cerca de 1,5% das pessoas em todo o mundo.


O TAB é considerado uma doença psiquiátrica muito bem definida e, embora tenha um quadro clínico variado, é um dos transtornos com sintomatologia mais consistente na história da psiquiatria. Sua forma típica (euforia-depressão) é bem caracterizada e reconhecível, permitindo o diagnóstico precoce e confiável.

Normalmente sentimos alegria, tristeza, medo, ousadia, energia, desânimo, eloqüência, apatia, desinteresse, enfim, em diversos momentos de nossa vida, com maior ou menor intensidade uma grande variedade de sentimentos são experimentados. De modo geral, é normal a pessoa ficar alegre com uma promoção no emprego, com uma conquista amorosa, nascimento de um filho e outras situações agradáveis. Assim como se espera, também, que a pessoa normal experimente tristeza e sofrimento depois de um rompimento amoroso, com doença ou morte de pessoa querida, com a perda do emprego, dificuldades financeiras, etc.

Resumindo, em situações normais o estado de humor ou de ânimo deve variar ao sabor dos acontecimentos da vida e de acordo com a tonalidade afetiva de cada um (veja Tonalidade Afetiva na página Alterações da Afetividade, na seção Psicopatologia). Essas respostas emocionais podem ser adequadas e proporcionais aos estímulos externos, que são as vivências, ou desproporcionais e inadequadas. Neste caso, em resposta aos estímulos internos, que são as oscilações do humor ou alterações afetivas.

sábado, 31 de outubro de 2009

As 38 Essências Florais

Você as vezes tem sentimentos de medo, sente ansiedade ou raiva. Os sintomas orgânicos que esses desequilíbrios podem acarretar são sinais de que o estado emocional está comprometido, as energias vitais estão sendo canalizadas de modo errado ou bloqueadas. Os remédios Florais restabelecem contato e harmonia com a nossa totalidade, a nossa verdadeira fonte de energia.

Os Florais de Bach buscam chegar à raiz desses problemas e erradicar devidamente a causa desses desequilíbrios. São indicados através da análise das características de sua personalidade e do quadro emocional que você apresenta. À medida que o organismo vai sendo harmonizado como um todo, os sintomas vão gradativamente desaparecendo. É um mecanismo natural sem efeitos colaterais e deve ser acompanhado por um terapeuta.
São 38 remédios que constituem um complexo sistema de cura. Cada planta foi escolhida especificamente pela sua capacidade de tratar a mente. Os remédios do Dr. Bach tratam da pessoa, não da doença.

A Partir da próxima semana, irei publicar um "mini-resumo" sobre a essências florais de Bach...

sexta-feira, 30 de outubro de 2009

Pele e Psiquismo

Comunicação química na psoríase
Entre as dermatoses influenciadas pelo estado emocional, a psoríase é muito evidente. Grande número de pacientes com psoríase relatam agravamento do quadro da doença em situações de estresse. Em estudo de 64 pacientes, Richard Fried e colaboradores, em Nova York, observaram que 29% deles percebia que os surtos da doença eram precipitados pelo seu estado emocional.
É comum a referência ao surgimento de uma crise ou expansão das placas ou intensificação da coceira, quando atravessam uma fase de tensão emocional. Por outro lado, o prejuízo que o estado da pele causa à autoimagem da pessoa e a sua vida social concorre para mantê-la em tensão exacerbada. Entre os pacientes que têm a manifestação cutânea agravada pelo estresse alguns pioram mais do que outros. Embora o estímulo seja o mesmo há variações individuais no curso da psoríase.
O estresse e os nervos
Pensamentos de tensão agem sobre o sistema nervoso central, o sistema nervoso autônomo e o sistema endócrino levando à produção de substâncias mensageiras de estresse.
Na pele, receptores especializados percebem estímulos produzidos nas suas células e os transmitem, por meio de fibras nervosas até os gânglios e a medula espinhal de onde são levados, por feixes nervosos, até o tálamo. Este os envia aos centros corticais superiores encarregados de processar as informações cognitivas.
Por nervos descendentes a informação sensorial é transportada através da medula espinhal até os órgãos periféricos, que são acionados autonomamente. O resultado final são respostas como sudação, rubor, palidez, produção de gordura e outras.
Mensageiros químicos na pele
Substâncias caracterizadas como neurotransmissores, neuropeptídios e neurormônios, cuja secreção é regulada por estímulos diversos, inclusive por processos mentais, têm sido identificadas na pele.
Cada uma tem diferentes efeitos e, em conjunto, seus efeitos se alteram a cada instante. Substância P, somatostatina, peptídio intestinal vasoativo (VIP), neuropeptídio Y, neurocinina A, galanina, dinorfina, endorfinas, peptídio relacionado ao gene da calcitonina (CGRP) são alguns dos mensageiros químicos observados na pele.
Entre elas, a substância P tem definido papel na provocação ou na manutenção das lesões de psoríase e está provavelmente envolvida na ligação entre o estresse e a psoríase.
Comunicação intercelular e curso da psoríase
A estimulação dos receptores, seja por estímulos positivos seja por estímulos danosos, como de resto toda estimulação em qualquer parte do organismo, leva à liberação de substâncias químicas encarregadas de comunicar o fato ao sistema nervoso central. Na psoríase, estímulos prejudiciais causam um aumento de substância P, de VIP e de CGRP por terminações nervosas da pele. Isso produz uma resposta inflamatória de vasodilatação e inchação.
Por outro lado, a ativação de certas áreas do córtex cerebral em momentos de estresse altera a liberação de substância P pelas glândulas supra-renais através de fibras autônomas descendentes, conforme explicam o Prof. Eugene Farber, notável pesquisador no campo da psoríase em Palo Alto, Califórnia, e colaboradores.
Como algumas fibras descendentes inervam neurônios produtores de substâncias opióides na protuberância dorsal da medula espinhal e esses neurônios estão anatomicamente ligados a nervos que contêm substância P na medula, é possível que esses nervos autônomos descendentes possam desencadear a liberação de neuropeptídios na pele.
Por essas vias pode ser entendido como o estresse influencia a fisiologia cutânea. As células estão em permanente comunicação por meio dessas substâncias químicas. Essa comunicação se faz não só entre as células, mas também das células para o sistema nervoso central e deste para as células. Pode-se, assim, explicar, ainda que num nível muito superficial, por que a psoríase tem variações em conformidade com o estado mental e emocional de muitos pacientes.