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quinta-feira, 31 de julho de 2008

ESTRESSE E ESGOTAMENTO



Figura 1 - Situação de estressores.
Condição A: pessoa com estrutura normal suportando estressores normais da vida (valor 1). Menores chances de ruptura.
Condição B: pessoa com estrutura normal suportando estressores muito mais pesados (valor 3). Maiores chances de ruptura.
Condição C: pessoa com estrutura afetiva mais frágil suportando estressores normais da vida (valor 1). Maiores chances de ruptura.


Estresse

Devemos considerar o estresse uma ocorrência fisiológica e normal no reino animal. O estresse é a atitude biológica necessária para a adaptação do organismo à uma nova situação. Em medicina entende-se o estresse como uma ocorrência global, tanto do ponto de vista físico quanto do ponto de vista emocional. As primeiras pesquisas médicas sobre o estresse estudaram toda uma constelação de alterações orgânicas produzidas no organismo diante de uma situação de agressão.

Fisicamente o estresse aparece quando o organismo é submetido à uma nova situação, como uma cirurgia ou uma infecção, por exemplo, ou, do ponto de vista psicoemocional, à uma situação entendida como de ameaça. De qualquer forma, trata-se de um organismo submetido à uma situação nova (física ou psíquica), pela qual ele terá de lutar para adaptar-se, conseqüentemente, sobreviver. Portanto, o estresse é um mecanismo indispensável para a manutenção da adaptação à vida, indispensável pois, à sobrevivência.

Esgotamento

Atualmente esse termo é de uso corrente entre as pessoas participantes daquilo que chamamos vida moderna. Ninguém gosta de pensar na Ansiedade, no Estresse, no Esgotamento ou na Depressão como formas de algum transtorno emocional, é claro. Isso pode parecer muito próximo do descontrole ou da loucura e, como de fato, todos temos a possibilidade de, pelo menos uma vez na vida, sermos afetados pelo estresse, pelo esgotamento ou pela depressão, então será melhor não considerá-los como formas de algum transtorno emocional.

O que popularmente (e corretamente) se conhece por esgotamento teria origem em duas ocasiões (Figura 1): primeiro, quando a situação à qual a pessoa terá que se adaptar (estímulo externo ou interno) for suficientemente importante e duradoura para gerar forte tensão. Nesse caso haverá esgotamento por falência adaptativa, devido aos esforços (emocionais) para superar uma situação de forte tensão, normalmente considerada provocativa do ponto de vista subjetivo ou objetivo (situação b da Figura 1). Isso quer dizer que o estímulo necessário para desencadear o estresse seria ameaçador tanto para a pessoa que a ele está reagindo, quanto para outras pessoas submetidas à mesma situação.

Em segundo lugar, o esgotamento ocorre quando a pessoa não dispõe de estabilidade emocional suficientemente adequada para adaptar-se a vários aspectos da vida cotidiana. Os estímulos estressores, nesse caso, são estressores exclusivamente para essa determinada pessoa, portanto, objetivamente falando, são estímulos não tão traumáticos (situação c da Figura 4). Isso quer dizer que a pessoa sucumbiria emocionalmente a situações não tão aversivas para outras pessoas colocadas na mesma situação mas, não obstante, particularmente agressivas a ela. Seria uma ameaça subjetivamente representada.

Digamos, então, que o esgotamento ou a ansiedade crônica e patológica poderiam surgir em duas circunstâncias: 1 - decorrente daquilo que o mundo traz à pessoa (seu destino) e; 2 - decorrente daquilo que a pessoa traz ao mundo (sua sensibilidade pessoal).

O assunto poderia ser tratado dessa forma simples e prática, sem mistérios, se não fosse o ditado popular de que "cachorro mordido por cobra tem medo de lingüiça". Isso sugere a idéia de que o destino pode, não obstante, modular ou condicionar determinada forma de valorizar a realidade, a tal ponto que os fatos poderiam, dependendo das vivências de cada um, significar estímulos de maior ou menor capacidade estressora.

Assim sendo, podemos supor que nossos filtros afetivos tenham, não apenas uma natureza constitucional ou biológica mas, sobretudo, uma natureza bio-psíco-dinâmica. Nesse caso, a serotonina, o GABA, os neuroreceptores variados, a adrenalina e as vias neuronais, representariam a porção constituição da personalidade que reage à vida, de maneira específica e pessoal. A vida ou o destino em si, por outro lado, representariam o elemento circunstancial da personalidade que reage à vida.

Então, a situação conhecida por esgotamento não se limita às questões adaptativas de natureza eminentemente emocional, como acreditam muitos. Fisicamente há no esgotamento alterações significativas em todo organismo, a começar pelas glândulas supra-renais (de adrenalina e cortisona). Por causa das alterações hormonais produzidas nessas glândulas no "esgotamento", poderá haver dificuldades no controle da pressão arterial, alterações do ritmo cardíaco, alterações no sistema imunológico e no controle dos níveis de glicose do sangue, entre muitas outras modificações orgânicas. Psiquicamente, a ansiedade crônica do "esgotamento" acaba levando a um estado de apatia, desinteresse, desânimo e uma espécie de pessimismo em relação à vida.

Organicamente, no esgotamento, há alterações significativas nas glândulas supra-renais (de adrenalina e cortisona), há dificuldades no controle da pressão arterial, há alterações do ritmo cardíaco, alterações no sistema imunológico, no controle dos níveis de glicose do sangue, entre muitas outras. Psiquicamente a ansiedade crônica ou esgotamento leva à um estado de apatia, desinteresse, desânimo e uma espécie de pessimismo em relação à vida. Se hoje sabemos muito sobre o estresse e a ansiedade, tanto do ponto de vista comportamental quanto neuroquímico, pouco sabemos ainda sobre seu aspecto principal ou primordial.

Estamos falando sobre esse tal estímulo desencadeador. É por aí onde tudo começa, ou seja, todas as reações orgânicas, as atitudes, emoções, comportamentos, alterações químicas fisiológicas, etc e tal, começam sempre à partir do tal estímulo.


fonte: Psiqweb

terça-feira, 29 de julho de 2008

Dietas: nem sempre são assim tão boas!


A segurança das dietas foi colocada em xeque nesta semana após a decisão da corte britânica de indenizar em 800 mil libras (R$ 2,5 milhões) uma mulher de 52 anos que sofreu danos cerebrais depois que seguiu uma dieta de desintoxicação que previa beber muita água --cinco litros por dia-- e alimento sem sal.

Os defensores desse tipo de dieta alegam que as toxinas de alimentos não-saudáveis acumuladas no corpo geram problemas de saúde e precisam ser eliminadas. Já os especialistas em nutrição classificam essas restrições como tolices e afirmam que o organismo já tem seu mecanismo de eliminar toxinas, que é o fígado.

No caso da britânica, uma semana após iniciar a dieta chamada "Amazing Hydration Diet" ("A Incrível Dieta da Hidratação"), por indicação de uma terapeuta nutricional, ela sofreu vômitos e um ataque epiléptico, que prejudicou a memória e a concentração.

Certamente, essa dieta tem o potencial de "diluir" o paciente, de modo que seu metabolismo passe a funcionar inadequadamente, gerando riscos para a saúde.

No Brasil, receitas de dietas de desintoxicação fazem sucesso na internet. Uma rápida busca no Google traz 1.050 resultados sobre esse tema. Mas os médicos recomendam cautela. Dizem que não há evidências científicas nem da eficácia nem da segurança dessas dietas.

Não há estudos que comprovem benefício nem para essa dieta nem para outras da moda. Como a gente não tem como comprovar o benefício, também é difícil saber a extensão de possíveis malefícios.

As dietas sérias são aquelas hipocalóricas, balanceadas e controladas por endocrinologistas e nutricionistas. É ilógico indicar um procedimento que não tenha qualquer apoio científico ou qualquer lógica...

Não existe nenhum trabalho de evidência científica validando essas dietas. Elas podem provocar sérios distúrbios metabólicos, e, às vezes, podem causar deficiência muito grande dos minerais, como cálcio, sódio, magnésio e potássio.

Quando as pessoas fazem uma dieta com muita restrição de sal, podem perder de dois a quatro quilos por semana, mas é uma perda de peso transitória, por desidratação. A pessoa pode ter fraqueza, sonolência e distúrbios gastrointestinais severos.

Ao mesmo tempo, quando a dieta envolve a ingestão de muita água, perde-se eletrólitos e, com isso, sódio, magnésio e potássio. "]Isso pode causar dores musculares, câimbras e arritmias cardíacas.

Nenhuma das dietas da moda deveriam ser usadas por pessoas que desejam perder peso porque são desarmônicas e deficientes em um ou em vários nutrientes. Não deveriam ser seguidas por nenhuma pessoa com o mínimo de bom senso e amor pela sua sanidade física e mental.

Além dos riscos, a maioria dessas dietas não provoca um emagrecimento a longo prazo. Um artigo publicado no periódico científico "New England Journal of Medicine" mostrou que dietas monótonas ou rígidas, como a Vegan (dieta vegetariana radical) e a de Atkins (que recomenda vetar os carboidratos) são ineficientes porque o peso perdido é recuperado a médio prazo.

Há unanimidade científica em dizer que a perda de peso saudável envolve uma alimentação com pouca gorduras e açúcares simples e rica em fibras e a incorporação diária de atividades físicas que estimulem a queima das gorduras.

A única dieta saudável é aquela em que se come "de tudo um pouco" e quanto "mais colorida melhor.

sexta-feira, 25 de julho de 2008

Osteoporose: homens também têm!


A osteoporose, inimiga silenciosa dos ossos, não é uma doença exclusiva das mulheres, apesar de estar diretamente ligada ao período pós-menopausa. Cada vez mais homens são diagnosticados com a patologia, que consiste na perda gradativa de massa óssea, com conseqüente aumento de fraturas e dificuldade de calcificação. Enquanto a redução de hormônios é a principal causa da doença entre elas, o abuso de bebidas alcoólicas é um dos agravantes no universo masculino.

Após os 50 anos de idade, 15 a cada 100 mulheres têm osteoporose. Nos homens, a doença já acomete 5 a cada 100. Na linha de risco, estão aqueles com histórico da doença na família, os de pele clara, baixa estatura e magros. Já no quesito hábitos, engrossam a lista os tabagistas, sedentários e os que mantêm elevado consumo de café, bebidas gaseificadas, além de álcool.

Em estágio avançado, a patologia ceifa a qualidade de vida, por comprometer a autonomia. Para evitá-la, devemos iniciar o processo preventivo na infância, com a adoção de uma dieta rica em cálcio e de atividade física regular. Além disso, a exposição cuidadosa ao sol o longo da vida estimula a síntese da vitamina D, responsável pelo combate à osteoporose.

Para detecção precoce, é realizado um exame rápido, não-invasivo, chamado densitometria óssea. A partir do acompanhamento médico regular, verifica-se a necessidade de realização do teste. O tratamento é usualmente conduzido por endocrinologistas e dura para toda a vida. Esperar sintomas para procurar assistência é a pior decisão, porque quando se manifestam as dores, a doença já está avançada.

Os números assustam: hoje no Brasil há 10 milhões de pessoas com osteoporose e cerca de 200 mil óbitos anuais em decorrência de suas complicações. Como a atividade física regular é preventiva, as empresas buscam estimular sua prática no ambiente de trabalho.

Atividade física e alimentação adequada são os principais recursos para se evitar e combater a osteoporose, mas o tratamento medicamentoso, quando ela já está instalada, é inevitável. Procure seu médico!

quinta-feira, 24 de julho de 2008

Doenças na Internet


Calcula-se que cerca de 80% dos usuários da Internet procurem por informações relativas à saúde, a maioria delas fazendo pesquisas com palavras-chave para doenças específicas.

Sobre os benefícios da Internet para o profissional médico em geral tem sido inegável a enorme facilidade ao acesso e aquisição do conhecimento, para a possibilidade de continuada atualização e a possível ampliação da integração com outros profissionais do mundo todo e, algumas vezes, em tempo real.

Ao lado da inegável utilidade da internet, às vezes somos tentados a crer que a anedota segundo a qual "o computador veio para resolver muitos problemas que não tínhamos", poderia ser aplicado textualmente à web. Portanto, essa visão anedótica sugere, como já seria de se esperar, que a internet tem pontos muito positivos e alguns bastante negativos.

Vejamos esses prós e contras:

Vantagens
A internet oferece ao médico, bem como para as pessoas relacionadas profissionalmente à área, uma quantidade de informações inimaginável. Essa democratização da informação científica, coloca à disposição dos interessados quase 2 milhões de páginas onde aparece a palavra psychiatry (em inglês), por exemplo, cerca de 139.000 em alemão, 110.000 em francês, 90.000 páginas em espanhol e 50.000 em português (fonte:Google).

Tal facilidade de comunicação profissional acaba por caracterizar a desinformação como uma espécie de "crime de omissão", tamanha a disponibilidade de todo esse material informativo. Novos medicamentos, casos clínicos, descrições minuciosas, teses e monografias, últimas pesquisas, estatísticas, enfim, tem tudo e muito mais que um profissional deve saber para que o exercício de sua profissão seja desempenhado com o mesmo nível de modernidade e eficiência em qualquer lugar do mundo.

Para o paciente
O paciente também tem benefícios com a internet. As informações que eram negadas por uma postura mais elitista da medicina são, agora, oferecidas com a facilidade de um apertar de botões. Ali ele pode ter noções, básicas ou não, do potencial de risco de dependência de seus filhos, dos transtornos de personalidade de seu genro, dos efeitos colaterais dos medicamentos que toma, das causas de suas fobias, da doenças sexualmente transmissíveis, câncerer e assim por diante.

Alguns, além de visitarem os muitos sites de medicina e saúde, também agendam consultas, enviam e-mails aos profissionais disponíveis, aos variadíssimos grupos de apoio, participam de fóruns, de grupos de discussão, etc. Muitos são aqueles que encontram na web um consolo para seus males, ou uma lenitiva cumplicidade e solidariedade de pessoas com os mesmos problemas.

Desvantagens
As desvantagens, por incrível que pareça, também são decorrentes do excessivo volume de informações. Verdadeira causa de angústia e desespero entre os profissionais, a consciência do tanto de coisas que devemos saber e não sabemos acaba por produzir um desagradável sentimento de insuficiência em alguns profissionais. Um pouco de consolo deve ser conseguido se lembrarmos que 35% das informações são repetidas.

Só o mecanismo de busca científica MEDLINE dispõe de mais de 19 milhões de artigos médicos. Para se ter uma idéia, buscando pela palavra fluoxetine a MEDLINE disponibiliza 5.600 artigos e se a palavra for schizophrenia surgem nada menos que 53.900 artigos. É bom lembrar que 700.000 artigos são acrescidos anualmente na MEDLINE, e não conseguiríamos lê-los em um ano se ficássemos contentes com menos de 1.900 por dia.

Para o paciente
A primeira ameaça da internet aos pacientes são eles próprios, ou seja, a má compreensão daquilo que lêem. Em segundo é a internet, ou seja, é o peço da democratização. Com a profusão de informações, muita coisa de péssima qualidade e procedência duvidosa disputa o mesmo espaço das matérias idôneas e cientificamente bem amparadas.

Alguns sites se dispõem a vigiar as páginas de conteúdo fantástico, esdrúxulo e duvidoso. Aliás, o site Quack Watch, que é um deles, aceita colaboradores .... (visite http://www.geocities.com/quackwatch)


informações da psiqweb

terça-feira, 22 de julho de 2008

Ministério lança ação para fidelizar doadores de sangue.


O Ministério da Saúde iniciou no dia 20 de julho uma Campanha Nacional de Doação de Sangue. A intenção é não apenas sensibilizar os possíveis doadores, com idades entre 18 e 65 anos, mas fazer com que eles sejam mais freqüentes nos hemocentros de todo país.

O sangue e seus derivados são fundamentais para o funcionamento de qualquer sistema de saúde no mundo. No caso do SUS, não é diferente. Todos os dias milhares de procedimentos são realizados e, em muitos deles, o sangue é fundamental, assim como tê-lo um estoque.

A campanha baseia-se na valorização do doador, mostrando que o gesto de doar sangue é motivo de orgulho e pode salvar até quatro vidas. Aproveitando a predisposição natural que os brasileiros têm para ajudar os outros, o mote escolhido é “Ajudar está no sangue”. Serão veiculados filmes na TV aberta e nos cinemas e haverá também spots em 27 rádios das capitais e em praças do interior.

No Brasil, faltam doadores. Nos últimos anos, as doações vêm caindo, enquanto a demanda não pára de aumentar. De acordo com dados da Coordenação-Geral de Sangue e Hemoderivados do Ministério da Saúde, em 2006, foram registrados 3.337.823 doadores e, em 2007, esse número caiu para 3.307.346.

“É preciso que ocorra uma mudança de comportamento da população em relação à doação voluntária de sangue. A importância deste ato precisa ser incorporada como um valor social e um compromisso com a coletividade”, afirma o coordenador-geral de Sangue e Hemoderivados do Ministério da Saúde, Guilherme Genovez.

quinta-feira, 17 de julho de 2008

Lidando com a morte...


A missão tradicional do médico é aliviar o sofrimento humano; se puder curar, cura; se não puder curar, alivia; se não puder aliviar, consola. Ao pensar na morte, seja a simples idéia da própria morte ou a expectativa mais do que certa de morrer um dia, seja a idéia estimulada pela morte de um ente querido ou mesmo de alguém desconhecido, o ser humano maduro normalmente é tomado por sentimentos e reflexões.

As pessoas que se regozijam em dizer que não pensam na morte, normalmente têm uma relação mais sofrível ainda com esse assunto, tão sofrível que nem se permitem pensar a respeito. Esses pensamentos, ou melhor, os sentimentos determinados por esses pensamentos variam muito entre as diferentes pessoas, também variam muito entre diferentes momentos de uma mesma pessoa. Podem ser sentimentos confusos e dolorosos, serenos e plácidos, raivosos e rancorosos, racionais e lógicos, e assim por diante. Enfim, são sentimentos das mais variadas tonalidades.

Isso tudo pode significar que a morte, em si, pode representar algo totalmente diferente entre as diferentes pessoas, e totalmente diferente em diferentes épocas da vida de uma mesma pessoa.

De um modo geral, descontando as defesas das reflexões zen, das meditações transcendentais e de toda sorte de subterfúgios do medo e do temor do nada, a idéia da morte nos remete aos sentimentos de perda, portanto, em tese, nos desperta sentimentos dolorosos. Trata-se de uma espécie de dor psíquica, a qual muitas vezes acaba também gerando dores físicas, ou criando uma dinâmica incompreensível para quem a vida continua sorrindo.

Poderíamos dizer que na Depressão, o tema morte está mais presente, seja o medo dela, seja a vontade de que ela aconteça casualmente ou, mais grave, sob a forma de ideação suicida. De qualquer forma, pensa-se na morte e, como não poderia deixar de ser, acompanha sentimentos dolorosos. Essa é uma dor psíquica, naturalmente movida por sentimentos de tristeza, de finitude, de medo, de abandono, de fragilidade e insegurança.

Na espécie humana a dor psíquica diante da morte pode ser considerada fisiológica, mas sua duração, intensidade e resolução vão depender, muito provavelmente, de como a pessoa experimentou a vida. Diz um ditado: “teme mais a morte quem mais temeu a vida”.

Durante a fase de enfrentamento da morte, o paciente é estimulado a profundas reflexões sobre a própria vida; se lhe foi satisfatória sua trajetória de vida, se houve algum desenvolvimento emocional, se pode criar vínculos afetivos fortes e permanentes, se ele pode auxiliar a outros seres humanos. Orientado psicologicamente (cognitivamente) poderá ser possível que, apesar de doloroso, esse momento possa ter um importante e saudável balanço emocional.

terça-feira, 15 de julho de 2008

Dor no Peito no Transtorno do Pânico.



O Transtorno de Pânico é caracterizado pela ocorrência espontânea e inexplicável de ataques de pânico, que são períodos de intenso medo, podendo variar desde diversos ataques ao dia até poucos no curso de um ano. A expressão desse medo é manifestada por sintomas emocionais e físicos, tais como, taquicardia, sudorese, falta de ar, medo de enlouquecer, perder o controle ou morrer. É também freqüentemente que essas crises de Pânico sejam acompanhadas por agorafobia, que é o temor de se encontrar sozinho em lugares dos quais seja difícil uma saída rápida, no caso da pessoa “passar mal”.


Um dos sintomas físicos responsáveis pelo paciente com Pânico procurar um Pronto Socorro é a dor no peito (dor torácica), reforçando ainda mais a idéia de que ele esteja tendo realmente um problema cardíaco grave, com a vida em risco. Normalmente é essa dor torácica que leva o paciente à busca repetida por inúmeros atendimentos em unidades de urgência, cardiológicas ou outros serviços médicos.

Gastão Luiz Fonseca Soares Filho, Alexandre Martins Valença e Antonio Egidio Nardi, publicaram um estudo de caso bastante útil para abordagem da relação entre as Crises de Pânico e os quadros de Dor Torácica (Soares Filho e cols., 2007).

De fato, a principal causa de dor torácica orgânica é de origem miocárdica, e se desenvolve quando o fluxo de sangue nas artérias coronarianas é insuficiente, ou seja, quando á uma Doença Arterial Coronariana. A persistir o problema ocorre o Infarto do Miocárdio. Os autores do artigo supra-referido ilustram a comorbidade (concordância) entre o Transtorno de Pânico com a Doença Arterial Coronariana. Eles alertam para o fato do diagnóstico de Transtorno de Pânico raramente ser feito e das graves conseqüências que podem decorrer disso.

Para confundir ainda o raciocínio clínico, devemos lembrar que 6 dos 13 sintomas básicos do Transtorno de Pânico são também encontrados em doenças do coração, como por exemplo, a dor torácica, as palpitações, sudorese, sensação de asfixia, sufocação e ondas de calor (Fleet et al., 2000). Tendo em vista essa semelhança entre os sintomas cardíacos e de pânico, é claro que a pessoa acometida por ataque de pânico, acreditando estar na iminência de um infarto agudo do miocárdio, busquem avidamente os serviços de emergência.

Curiosa e inversamente, também alguns dos principais sintomas da doença arterial coronariana e do infarto do miocárdio também sugerem estar havendo uma crise de Pânico. Os autores relatam um estudo com pacientes de serviços de emergência com sintoma de dor torácica, avaliados por meio de teste ergométrico ou arteriografia coronariana, e submetidos também a uma entrevista psiquiátrica anterior à entrevista cardiológica. Os dados foram muito significativos.

De 1.364 pacientes com dor torácica, 411 (30%) apresentavam Transtorno de Pânico. Desses 411 com Transtorno do Pânico, 306 (75%) não tinham diagnóstico de Doença Arterial Coronariana. Por outro lado, foi um dado muitíssimo interessante que, dos 1.364 pacientes, apenas 248 (18%) apresentavam Doença Arterial Coronariana sem Transtorno de Pânico.

Algumas conclusões importantes podem ser tiradas desse estudo. Dentre aqueles que chegaram à emergência com dor torácica, 30% apresentavam Transtorno de Pânico e 22% tinham Transtorno de Pânico sem Doença Arterial Coronariana. Analisando apenas aqueles com Transtorno de Pânico, 75% não apresentavam Doença Arterial Coronariana.

Embora tenha sido encontrada uma grande proporção de pacientes com Transtorno de Pânico sem Doença Arterial Coronariana, ainda assim é muito relevante o achado de que aproximadamente 26% dos pacientes com Transtorno de Pânico também tinha Doença Arterial Coronariana (Lynch e Galbraith, 2003). Isso quer dizer que, de rotina, a dor torácica deve ser sempre investigada com atenção, seja no Transtorno do Pânico ou não, buscando a identificação precoce de riscos orgânicos de ameaça à vida.

Resumindo, são comuns pacientes com ataques de pânico que apresentam concomitantemente dor torácica e palpitação. Por conta disso, anseiam por grande urgência de atendimento. A dor torácica em pacientes portadores de Transtorno de Pânico tem prevalência de 25% a 57% (Carter e cols., 1994; Fleet e cols., 1996). Como procuram emergências clínicas, o sintoma de dor torácica é investigado sob a ótica da Doença Arterial Coronariana.

Sabe-se então que dor torácica é mesmo um sintoma freqüente nos pacientes portadores de Transtorno de Pânico sem Doença Arterial Coronariana. Mas não se pode, de forma alguma, subestimar a o fato de que outros pacientes portadores de Transtorno de Pânico podem, de fato, apresentar Doença Arterial Coronariana. Alguns autores verificaram uma prevalência de 57% de Transtorno de Pânico em pacientes cardiopatas (Beitman e cols., 1987).

Uma avaliação médica restrita apenas à área cardíaca, embora traga conveniente conforto ao médico assistente, pode desencadear no paciente um incômodo processo de angústia investigativa de seu diagnóstico. Não é raro que o médico do serviço de emergência sentencie solenemente “... – você não tem nada... procure um psiquiatra”, sugerindo assim subestimar a queixa do paciente, duvidar de seu sintoma e atribuir à psiquiatria a função de ‘tratar’ de quem não tem nada.

Parece que a crença habitual dos clínicos desses serviços de emergência é que basta a informação dada ao paciente, de que seus sintomas não se devem a um evento cardíaco agudo, seja suficiente para gerar alívio dos sintomas e interrupção dos ataques de pânico. Este é um raciocínio linear e absolutamente simplório. O paciente é, sobretudo, um ser emocional que não se conduz predominantemente pela razão. Ou não estaria achando que pode perder o controle e morrer de repente.

Existem trabalhos demonstrando que apenas os resultados negativos de exames cardíacos como, por exemplo, a avaliação clínica (Mayou e cols., 1994) ou teste ergométrico (Channer e cols., 1987), são absolutamente insuficientes para o paciente convencer-se e suprimir automaticamente os sintomas do pânico e a crença de que está enfartando. Segundo ainda Gastão Soares Filho e cols. (2007), nem mesmo quando os pacientes são submetidos a exames mais invasivos (e perigosos), como a coronariografia, os resultados normais são insuficientes para gerar tranqüilidade e ausência de sintomas.

Outro mau hábito dos serviços de emergência é quando os médicos assistentes deduzem, precipitadamente, que o paciente com dor torácica, palpitação, sudorese e ansiedade é portador apenas de Transtorno do Pânico, principalmente quando vem com antecedentes dessas crises, negligenciando assim a concomitância de Doença Arterial Coronariana.

A “cegueira” diagnóstica e de tratamento do Transtorno de Pânico para o paciente que busca repetidamente atendimento em serviços de emergência, quando da ocorrência de ataques de pânico com dor torácica, faz com que eles passem a ter uma vida significativamente limitada, sem alívio dos sintomas e do medo e da ansiedade (Lynch e Galbraith, 2003). A abordagem inadequada do Transtorno de Pânico presente nos casos de dor torácica invariavelmente produz a cronificação dos sintomas, limitação das atividades e redução da qualidade de vida, além de uso excessivo e inadequado de exames clínicos e recursos médicos.

A precariedade no diagnóstico de Transtorno de Pânico em serviços de emergência é bem demonstrada no trabalho de Fleet e cols. (1998), em pacientes com dor torácica. Observou-se que entre os pacientes que apresentavam critérios diagnósticos para Transtorno de Pânico, apenas 2% tiveram o diagnóstico correto no momento da chegada.

A atitude, como se diz, de “empurrar com a barriga” esses casos na expectativa de que os sintomas desaparecerão com o tempo também é uma falsa crença clínica. Bass e cols. (1983) acompanharam por um ano pacientes com dor torácica e coronariografia normal. Quase metade deles (41%) continuava com a queixa de dor torácica, e 63% ainda se consultava com médicos não psiquiatras. Potts e Bass (1995) acompanharam pacientes sem adequada abordagem psiquiátrica e condições de dor semelhantes por 11 anos, constatando-se que 74% deles continuava se queixando de dor torácica.

Citado por Gastão Soares Filho (2007), outro trabalho de Wulsin e cols. (1988), o diagnóstico de transtorno psiquiátrico foi feito em apenas 1 de 30 pacientes com Transtorno de Pânico, mostrando falta de diagnóstico em 97% dos atendimentos. Investigadores têm buscado medidas para minimizar a dificuldade diagnóstica apresentada pelos profissionais que trabalham em serviços de emergência.



para referir:
Ballone GJ - Dor no Peito no Transtorno do Pânico - in. PsiqWeb, Internet, disponível em http://www.psiqweb.med.br/, 2007.

sábado, 12 de julho de 2008

Estudo liga mutação genética a vício pelo cigarro.


Uma pesquisa conduzida por cientistas americanos sugere que mutações genéticas podem estar por trás do vício pelo cigarro.
A equipe, da Universidade de Utah, investigou mutações genéticas em um gene que determina a estrutura do "receptor da nicotina no cérebro", uma proteína que interage com a substância e determina o nível de dependência por ela.

Os especialistas analisaram amostras de DNA de 2.827 fumantes e avaliaram o nível de dependência em nicotina além de informações como a idade em que eles haviam começado a fumar, há quanto tempo fumavam e o número de cigarros fumados por dia.

Eles verificaram que os fumantes que haviam começado a fumar antes dos 17 anos e tinham uma cópia duplicada do gene que interage com a nicotina tinham até cinco vezes mais chances de ficar viciado em cigarro durante a vida adulta.

Já para os que começavam a fumar com 17 anos ou mais, a chance de dependência era bem menor.

Ainda segundo os especialistas, outras variações encontradas no mesmo gene poderiam funcionar de maneira oposta, evitando a dependência pelo tabaco.

Prevenção

Os especialistas acreditam que seria importante identificar adolescentes com mutações genéticas que podem levar à dependência pelo cigarro como forma de tentar reduzir os índices de tabagismo.

"Nós sabemos que pessoas que começam a fumar quando jovens têm mais chances de sofrer séria dependência pela nicotina na vida adulta", afirmou o coordenador da pesquisa, Robert Weiss.

"A identificação de indivíduos com tais variações genéticas poderia beneficiá-los com intervenções como campanhas educativas para adolescentes. Em última análise, ações como essa poderiam resultar na redução do tabagismo."

A pesquisa americana foi divulgada na publicação científica PLoS Genetics.


fonte BBC Brasil

sexta-feira, 11 de julho de 2008

Grupo acha novos usos para remédios investigando bulas.


As tediosas bulas de remédio podem ser uma inesperada fonte de descoberta científica, mostra um grupo de pesquisadores europeus. Analisando efeitos colaterais descritos nas bulas de 746 remédios aprovados e comercializados, os cientistas acharam possíveis novos usos terapêuticos para pelo menos treze dessas drogas.
Achar novas aplicações para drogas existentes é algo relativamente comum, mas descobertas desse tipo em geral surgem de golpes de sorte e pesquisas não sistemáticas. O princípio ativo do Viagra, por exemplo, foi antes usado contra angina.

O grupo de Peer Bork, do Laboratório Europeu de Biologia Molecular, de Heidelberg (Alemanha), porém, decidiu usar um método organizado. Fez uma varredura em centenas de bulas para procurar informações sobre efeitos colaterais que poderiam dar pistas sobre se uma droga com as mesmas propriedades serviria contra doenças diferentes.
Bork descobriu, por exemplo, que o donepezil, usado para diminuir a perda de memória em vítimas do mal de Alzheimer, tem um alvo comum com o medicamento antidepressivo venlafaxina, sugerindo que ela também poderia ser usada contra a depressão. Essa e outras descobertas foram relatadas em estudo na edição de hoje da revista científica "Science".

A vantagem de pesquisar novos usos para drogas já usadas é encurtar o tempo de testes clínicos. A aprovação de uma nova droga pode levar até 15 anos desde sua descoberta, com testes em tubos de ensaio, cobaias e humanos.

fonte: Folha de São Paulo

quinta-feira, 10 de julho de 2008

Cuidados com sua pele no inverno!


Veja algumas dicas para manter sua pele saudável enquanto o calor não volta:

Pele ressecada e/ou descamativa:

não tome banhos muito quentes, eles retiram a oleosidade natural da pele.
evite se ensaboar demais e não use bucha, isso retira a hidratação natural da pele. Prefira sabonetes suaves, "hidratantes"
se tomar 2 banhos por dia, ensaboe o corpo todo em apenas 1 deles. No outro, só ensaboe as áreas de dobra de pele (axilas, regiões inguinais e nádegas)
logo após o banho, com a pele ainda úmida, use um hidratante nas áreas ressecadas. Procure um dermatologista para saber qual o hidratante mais indicado para sua pele
beba bastante água e coma frutas, legumes e verduras
Aumento da oleosidade:

evite usar hidratantes nas áreas de pele oleosa, eles raramente são necessários. Mesmo se logo após o banho, a pele parece ressecada, em pouco tempo a oleosidade natural vai retornar.
evite lavar a face com água quente, pois isso estimula a produção de mais oleosidade
evite alimentos gordurosos
beba bastante água e coma frutas, legumes e verduras
só use filtros solares ou cosméticos com o rótulo oil free (sem óleo)
se, além de oleosa, a pele descama ou fica avermelhada ou com coceira, procure um dermatologista, você pode estar com dermatite seborréica
Rachaduras labiais:

Se você mora em locais de clima frio e seco, não espere os lábios racharem para então cuidar deles, previna-se.

em dias mais frios, use umectantes labiais várias vezes ao dia. As mulheres podem caprichar no batom.
não passe a língua sobre os lábios para molhá-los, isso só vai piorar o ressecamento
beba bastante água
Proteção solar:

O sol de inverno é uma delícia... Mas não se deixe enganar, ele não é inofensivo. Nesta época, apesar de uma menor incidência dos raios UVB, responsáveis pela queimadura solar, a radiação UVA, principal causadora do envelhecimento cutâneo, continua forte.

Portanto, apesar de você não se "queimar", o sol danifica a sua pele e você deve protegê-la com filtros solares de FPS 15 ou maior.

quarta-feira, 9 de julho de 2008

Sorriso de bebê funciona como medicamento natural para a mamãe!


Um estudo conduzido por pesquisadores americanos sugere que o sorriso de um bebê pode provocar na mãe uma reação de prazer semelhante à que se obtém com o uso de drogas.

A equipe de especialistas, do Texa's Children Hospital, realizou uma experiência com 28 mães de primeira viagem, cujos filhos tinham entre 5 e 10 meses de idade.

As voluntárias foram submetidas a exames de ressonância magnética enquanto olhavam fotografias de seus próprios filhos e de crianças desconhecidas.

Algumas fotos mostravam as crianças sorrindo, enquanto outras revelavam expressões neutras ou de tristeza.

O exame mostrava o fluxo sanguíneo nos cérebros das mães e as áreas cerebrais mais ativadas à medida que elas olhavam as fotos.

Dopamina

Os cientistas verificaram que ao ver imagens de seus filhos sorrindo, áreas do cérebro associadas a recompensa e prazer ficaram “ligadas” ao mesmo tempo em observaram o aumento da produção da substância química dopamina.

A dopamina estimula o sistema nervoso central, produzindo adrenalina, e está por trás da dependência por jogo, álcool e drogas.

“Estas são as mesmas áreas que foram ativadas durante outros experimentos ligados a dependência de drogas”, disse o coordenador da pesquisa, Lane Strathearn.

“Isto pode significar que ver o sorriso do próprio filho pode ser uma espécie de onda natural para as mães”.

A força da reação cerebral variava com a expressão facial dos bebês, acrescentou Strathearn.

Os cientistas verificaram maior atividade cerebral quando as mães viam as fotos de seus filhos sorrindo. Ao ver expressões de tristeza em seus bebês a reação do cérebro era bem menor.

Os pesquisadores também observaram poucas diferenças entre as atividades cerebrais das mães quando viam fotos de seus bebês chorando e suas reações ao ver imagens de crianças desconhecidas chorando.

Os especialistas afirmam que o estudo, divulgado na publicação científica Pediatrics, pode explicar a forte ligação entre mães e filhos.

“A relação entre mãe e filho é crucial para o desenvolvimento da criança e algumas vezes essa ligação não se constrói normalmente”, disse Lane Strathearn.

“Negligência e abuso podem resultar em efeitos devastadores para o crescimento da criança”, completou o pesquisador.

fonte BBC Brasil

segunda-feira, 7 de julho de 2008

Hepatites.


doença inflamatória do fígado que compromete suas funções. Existem vários fatores que podem causar hepatite.

Ela pode ser viral (quando for causada por um vírus), auto-imune (quando nosso sistema imunológico reconhece seus próprios tecidos como estranhos, atacando-os para destruí-los) ou ainda ser causada por reação ao álcool, drogas ou medicamentos, já que é no fígado que essas substâncias são transformadas.

Existem vários tipos de hepatites, mas aqui trataremos das hepatites virais, abordando os tipos mais comuns (A, B e C), explicando suas diferenças E as vias de transmissão.

Podem ser agudas ou crônicas.

Uma doença aguda é aquela que tem início repentino e geralmente apresenta sintomas nítidos. Quanto o organismo não consegue curar-se em até 6 meses, a doença passa então a ser considerada crônica e muitas vezes não apresenta sintomas.

Um vírus é um minúsculo microorganismo, muito menor e mais simples do que uma célula humana. Uma vez dentro do nosso corpo, o vírus da hepatite invade o fígado, toma posse das células e passa a se reproduzir. Seu ataque debilita as células e provoca a inflamação.

Até agora, há sete tipos de hepatites virais específicas conhecidas - A, B, C, D, E, F e G. Cada uma delas é causada por um vírus diferente. Além disso, há também outros vírus que atacam primariamente outros órgãos e que podem secundariamente comprometer o fígado como o vírus da Herpes ou o citomegalovírus (CMV).

Das mais comuns, temos a Hepatite A, que é transmitida por via oral-fecal, isto é, água e alimentos contaminados com o vírus. É uma doença habitualmente benigna, controlável em suas manifestações e seqüelas, com cuidados gerais de manutenção do paciente.

O vírus da hepatite B (VHB), que causa uma séria forma de hepatite, é transmitido quando o sangue ou fluidos orgânicos contaminados por ele penetram na corrente sangüínea, através de injeções ou ferimentos.

O VHB pode ser encontrado no sangue, na saliva, no sêmen, na secreção vaginal, no fluxo menstrual e no leite materno. Todas essas secreções podem eventualmente transmitir o vírus, que é bastante resistente ao meio ambiente.

Em um número significativo de pacientes, o meio de transmissão não é identificado.

De acordo com estimativas da Organização Mundial de Saúde (OMS), 2 bilhões de pessoas foram contaminadas pelo VHB. Dessas pessoas, 300 milhões evoluíram para doença crônica (2002).

O vírus da hepatite C é transmitido quando o sangue contaminado por ele penetra na corrente sangüínea através de transfusões, acupuntura, agulhas ou seringas compartilhadas, tatuagens, piercings, instrumentos de manicure, ferimentos, entre outros.

Como acontece com o VHB, numa parcela significativa de pacientes o meio de transmissão não é identificado.

Cerca de 80% das infecções pelo VHC evoluem para casos crônicos. Atualmente, a cirrose e o câncer de fígado relacionados à hepatite crônica C são a maior causa de transplantes nos Estados Unidos.

O VHC apresenta vários subtipos, os genótipos, que são importantes porque apresentam diferentes respostas ao tratamento. O genótipo 1, por exemplo, apresenta resposta mais difícil do que os demais (não-1).

Segundo as estimativas da OMS, existem 170 milhões de pessoas contaminadas no mundo. No Brasil, esse número é de aproximadamente 3,2 milhões (1,88%).

sábado, 5 de julho de 2008

SUS: direito de todos!


Pois é: qualquer um de nós tem direito ao atendimento médico pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Ele nasceu há dez anos para resolver as enoooormes falhas do antigo sistema de saúde falido. Tinha como acompanhante a cpmf, que seria a verba destinada para a Saúde, no intuito de estruturá-la. Há, abaixo, as seis regrinhas que podem nos ajudar a entender nossos direitos e deveres para com o SUS. Mas, como aceitar que a realidade abaixo tenha algo de verdadeiro se podemos notar o sucateamento da Saúde em todo o País?

1. Todo cidadão tem direito ao acesso ordenado e organizado aos sistemas de saúde. => ordenado e organizado? Tem. Mas precisa procurar um bocado!

2. Todo cidadão tem direito a tratamento adequado e efetivo para seu problema. => é verdade! Temos mesmo! Mas onde?

3. Todo cidadão tem direito ao atendimento humanizado, acolhedor e livre de qualquer discriminação. => livre de discriminação está relativamente fácil, afinal, a discriminação dá cadeia, mas "acolhedor"? Onde, caramba? Onde? Deve ter, mas gostaria de saber onde!

4. Todo cidadão tem direito a atendimento que respeite a sua pessoa, seus valores e seus direitos. => certíssimo! Nada como respeitar a sua pessoa!

5. Todo cidadão também tem responsabilidades para que seu tratamento aconteça da forma adequada. => bom, essa é a nossa parte! A gente é que se cuide!

6. Todo cidadão tem direito ao comprometimento dos gestores da saúde para que os princípios anteriores sejam cumpridos. => frase de efeito, sem efeito!

quinta-feira, 3 de julho de 2008

Casos de dengue diminuem em toda São Paulo.


O número de casos de dengue na Cidade São Paulo em 2008 caiu, sem exceção, em todas as Subprefeituras. Algumas delas (Parelheiros e Perus) não registraram sequer um caso da doença. Mesmo com casos notificados, algumas Subprefeituras se destacam quando os números são comparados com os registrados em 2007.

A Penha, por exemplo, teve 210 casos da doença no ano passado, mas neste ano, até o momento, são apenas dois. A líder em registro de casos de dengue em 2007, a Subprefeitura Campo Limpo, teve apenas 13 notificações em 2008. Mesmo a Subprefeitura que neste ano vem apresentando o maior número de notificações, a de São Miguel Paulista, obteve uma redução de 31% em relação ao ano que passou (caindo de 45 para 31 casos).

O resultado positivo identificado em todas as 31 Subprefeituras da Cidade demonstra como foram acertadas as medidas adotadas pela Secretaria Municipal da Saúde no combate ao vetor da doença, o mosquito Aedes aegypti. Entre elas, a integração dos 5,7 mil agentes comunitários de saúde, do Programa Saúde da Família, ao trabalho diário de combate junto à população, complementando o trabalho realizado pelos 2,5 mil agentes de zoonoses.

Outra providência que favoreceu a redução das notificações de dengue foi o trabalho realizado em conjunto com as próprias Subprefeituras. As chamadas Operações Cata-Bagulho retiraram, entre janeiro e abril de 2008, 6,5 mil toneladas de entulho das ruas paulistanas, após 221 ações desse tipo.

Além da parceria com outras Secretarias, o Programa Municipal de Vigilância e Controle da Dengue estabeleceu acordos com diversas entidades da sociedade civil organizada, disponibilizando-se para realizar palestras e treinamentos, distribuindo material informativo e realizando ações conjuntas.

"O envolvimento da população é fundamental para o sucesso no controle da doença", avalia a coordenadora do Programa, Bronislawa de Castro. "Neste ano, podemos dizer que instituições, sindicatos e a população como um todo estiveram atentos aos hábitos de prevenção, não só em suas casas, mas também nas de seus vizinhos".

O último relatório epidemiológico mostra que, em toda a Cidade, ocorreram 187 casos de dengue até o dia 18 de junho. O número é 14 vezes menor que o registrado no mesmo período do ano de 2007, quando foram contabilizados 2.595 casos.

Contudo, as ações de prevenção para o segundo semestre e o verão de 2009 já começaram. Diariamente, os agentes estão nas ruas e as parcerias são ampliadas. Tudo para garantir que o número de casos de dengue seja cada vez menor em São Paulo.

fonte: PMSP

Aleitamento Materno


Um estudo realizado por pesquisadores canadenses sugere que crianças que são amamentadas quando bebês são mais inteligentes.

Os cientistas, da Universidade de Montreal, acompanharam 14 mil crianças nascidas em 31 maternidades de Belarus, do nascimento até os 6 anos e meio.

Ao atingirem essa idade, elas foram submetidas a testes de QI. Os exames revelaram que as que haviam sido alimentadas exclusivamente com o leite materno marcaram 7,5 pontos a mais nas provas de inteligência verbal e 5,9 pontos a mais na pontuação geral.

As crianças que receberam só o leite materno também tiveram melhor desempenho em leitura, escrita e capacidade para solucionar equações matemáticas do que as tomaram leite em pó, acrescentaram os especialistas.

O estudo fornece fortes evidências de que a amamentação exclusiva e prolongada torna as crianças mais inteligentes.

A pesquisa, publicada na revista especializada Archives of General Psychiatry, confirma estudos anteriores, mas levanta questionamentos sobre se o leite materno, por si só, aumenta a inteligência, ou se fatores associados, como a interação mãe-bebê, também influenciam.

Ainda não está claro se os efeitos cognitivos observados se devem a algum composto do leito materno e estão relacionados às interações físicas e sociais inerentes ao ato de amamentar.

O leite materno contém ácidos graxos de cadeia longa essenciais para a saúde e um composto químico similar à insulina que estimula o crescimento e, sozinho, poderia impulsionar a inteligência.

De qualquer modo, fatos são fatos: crianças alimentadas ao seio materno, têm maior potencial intelectual, no final das contas, e, mesmo que sejam diferenças mínimas, elas existem...

quarta-feira, 2 de julho de 2008

Palavras


Dicionário Médico para o Público

Adenite: Inflamação aguda de gânglios linfáticos.

Albuminúria, Proteinúria: É devido a passagem das proteínas do sangue para a urina.

Alopécia: Queda dos cabelos ou pêlos.

Amebiáse: Parasitose geralmente intestinal causada pelo protozoário Entamoeba hystolítica.

Amenorreia: Ausência de menstruação.

Ascite: Presença de líquido na cavidade peritonial (abdome).

Derrame Pleural: É o acúmulo de líquido no espaço pleural (tórax).

Diabete Melino: Doença sistêmica, metabólica, crônica, causada por deficiência de insulina.

Edema: Infiltração difusa em diversos tecidos especialmente subcutâneo e submucoso devido ao aumento do líquido intersticial.

Encefalopatia Hipertensiva: Sintomatologia cerebral aguda por elevação súbita da pressão arterial.

Hematuria: Coloração vermelha da urina por sangramento.

Marasmo: Desnutrição com emagrecimento acentuado.

Método não invasivo: Recurso para diagnóstico ou tratamento que não implica em contato com sangue.

Septicemia: É a disseminação de bactérias patogênicas partir de um foco de infecção através da circulação sistêmica.

E.C.G.: Sigla que significa eletrocardiograma.

Rx.: Abreviatura de radiografia.