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quinta-feira, 31 de janeiro de 2008

Fumante passivo sofre!


Pesquisadores norte-americanos descobriram um gene responsável pelo agravamento da mucoviscidose (uma doença pulmonar) em pessoas expostas ao tabagismo passivo.

A informação é de um estudo publicado 29 de janeiro de 2008 nos Estados Unidos.

De acordo com os pesquisadores, a variação de um gene enfraquece as funções pulmonares e encurta o tempo de vida das pessoas que sofrem desta doença hereditária - caracterizada pela hipersecreção de um muco muito viscoso que bloqueia as vias dos órgãos afetados, podendo predispor a pessoa a infecções respiratórias mortais.

Os pacientes com uma variação do gene TGFbeta1 têm suas funções pulmonares duas vezes mais deterioradas quando são expostos ao tabagismo passivo do que aqueles que não o são, afirmam os autores, em estudo publicado no "Journal of the American Medical Association".

"Sempre suspeitamos que o tabagismo passivo era nocivo para as pessoas que sofrem de doenças pulmonares. Agora apontamos para um gene específico cuja variação agrava o estado destes pacientes", ressalta o Garry Cutting, professor de pediatria e de medicina da Universidade Johns Hopkins, de Baltimore (EUA).

"Estamos verdadeiramente surpresos de que uma variação genética tão fraca possa dobrar os efeitos nefastos do tabagismo passivo sobre as funções pulmonares destes pacientes", acrescentou.

Segundo Cutting, o tabagismo passivo equivale para estes indivíduos a um perda de sete anos em suas funções pulmonares.

quarta-feira, 30 de janeiro de 2008

Exercício físico melhora qualidade de vida em mulher com fibromialgia


Estudo realizado na Divisão de Medicina de Reabilitação (DMR) do Hospital das Clínicas (HC) da Faculdade de Medicina da USP comprova a elevação da qualidade de vida em mulheres portadoras de fibromialgia submetidas a um programa de condicionamento físico. A pesquisa, realizada pela médica cardiologista da DMR, Lívia Maria dos Santos Sabbag, foi premiada no 4º Congresso Mundial da Sociedade Mundial de Medicina Física e Reabilitação, realizado na Coréia do Sul.

"Há piora da dor nos três primeiros meses, mas após esse período a recuperação é significativa, com melhora da capacidade funcional e da qualidade de vida", destaca Lívia. “Já se sabia que o condicionamento físico é benéfico, mas não havia um estudo predeterminando como deveria ser, freqüência, intensidade, duração dos treinos e a partir de quando o benefício seria notado". Com a pesquisa, confirmaram-se os benefícios e padronizou-se um protocolo de treino.

As pacientes tinham em média 46 anos de idade, e durante o programa não tomaram nenhuma espécie de medicamento. No início do condicionamento físico, e a cada três meses, as mulheres foram submetidas a teste de esforço cardiopulmonar, avaliação da dor pela escala analógica visual e por dolorimetria (aparelho que mede a intensidade da dor), além da avaliação da qualidade de vida. A qualidade de vida foi avaliada pelo questionário técnico SF-36, analisando a vitalidade, dor, aspectos sociais e físicos.

Exercícios
O condicionamento foi realizado na DMR, durante um ano, três vezes por semana, por uma hora. Os exercícios, supervisionados pelo educador físico, foram predominantemente aeróbios e a intensidade foi determinada pelo teste de esforço cardiopulmonar. Foram avaliadas, inicialmente, 25 pacientes, mas ao final, permaneceram 18, em função do aumento da dor no período inicial. As demais prosseguiram e tiveram melhora.

Com o estudo, a DMR adotou, para o tratamento de fibromialgia, o procedimento de prescrição de medicamento associado à acupuntura e psicoterapia, no período inicial de exercícios monitorados, para que o paciente possa suportar a dor decorrente do esforço físico e perseverar no programa.

A pesquisa Efeitos de um programa de condicionamento físico supervisionado sobre a capacidade funcional, dor e qualidade de vida de indivíduos com fibromialgia recebeu distinção, com o certificado "Best Poster", no 4º Congresso Mundial da Sociedade Internacional de Medicina Física e Reabilitação, ocorrido de 10 a 14 de junho, em Seoul, na Coréia. O trabalho faz parte da tese de doutorado de Lívia Maria dos Santos Sabbag, orientada pelo professor Carlos Alberto Pastore, do Instituto do Coração (Incor).

O estudo contou com a participação dos médicos Paulo Yazbek Jr e Margarida Harumi Miyazaki, da DMR, Helena Hideko Seguchi Kaziyama, do Ambulatório de Dor do Instituto de Traumatologia e Ortopedia (IOT) e do Instituto de Neurologia do HC, e do educador físico Adilson Gonçalves, da DMR. A apresentação do trabalho na Coréia foi feita por Linamara Rizzo Battistella, diretora excutiva da DMR, que também participou da pesquisa.

(Com informações do Centro de Comunicação Institucional da Divisão de Medicina de Reabilitação do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP)

Mais informações: (0XX11) 5539-2942, e-mail isabel.dmr@hcnet.usp.br, com Maria Isabel da Silva

terça-feira, 29 de janeiro de 2008

Dores nas costas e na região cervical - Vamos Aprender mais um pouco?


“Pinçamento de nervos” é uma expressão que pode ser utilizada para descrever a dor na região afetada ou perda de capacidade funcional, na mesma área. Isto acontece em nervos que sejam responsáveis por movimentos musculares ou levem a sensibilidade local para o cérebro.

Os sintomas iniciais do pinçamento de nervos são o formigamento, dormência, queimação, pontadas com irradiação para as extremidades (no caso de problemas lombares, irradiação para as nádegas e pernas).

Algumas vezes as sensações dolorosas surgem distantes do local de pressão do nervo. Por exemplo, pode surgir dor na panturrilha (atrás do joelho) por conta de uma pressão de um dor nervos que descem para a perna na região lombar, próxima ao quadril. Quando o nervo é submetido a uma pressão constante, pode surgir atrofia do membro no qual o mesmo nervo se prolonga, com perda de reflexos, de massa muscular e de agilidade do membro afetado.

Acima você pode visualizar um desenho que demonstra um disco intervertebral (em azul) rompido, que libera seu conteúdo gelatinoso (em roxo) que pressiona os nervos próximos (em amarelo), sendo esta situação popularmente chamada de “pinçamento de nervo”. Os discos intervertebrais são estruturas encontradas entre as vértebras, com a função de amortecer os impactos e proteger as nobres estruturas existentes na coluna vertebral, responsáveis por muitas funções locomotoras e sensitivas.

sábado, 26 de janeiro de 2008

Doença de Creutzfeldt-Jakob


A doença de Creutzfeldt-Jakob, embora uma forma rara de demência, ganhou enorme publicidade ao longo dos anos, pelo fato de ser o protótipo de um grupo de doenças relacionadas aos prions e, mais recentemente, pela descrição de uma nova variante possivelmente relacionada à encefalopatia espongiforme bovina (EEB), também conhecida como "doença da vaca louca".

As encefalopatias espongiformes são um grupo de enfermidades que acometem tanto homens quanto animais e se caracterizam por longos tempos de incubação (meses a anos) e por um curso sempre fatal.

A doença de Creutzfeldt-Jakob foi descrita pela primeira vez em 1920. Em 1968, foi transmitida com sucesso para chimpanzés, provando a existência de um agente infeccioso. Contudo, este agente era resistente a métodos que inativavam ácidos nucléicos (álcool, formalina, radiação ionizante, nucleases), mas não a métodos que provocavam proteólise (autoclavagem, fenol, detergentes e extremos de pH).

No início da década de 80, foi identificada uma proteína específica nos tecidos de portadores de encefalopatias espongiformes chamada de PrP (proteinase-resistant protein). Prussiner propôs que esta proteína fosse o agente infeccioso e criou o termo prion. Estudos posteriores demonstraram que a PrP associada aos processos patológicos (PrPres) era uma isoforma de uma proteína, normalmente produzida pelo próprio hospedeiro (PrPsen) e cujo gene se localiza no cromossomo 20. Nas doenças associadas a prions, a PrPsen, que possui uma estrutura de a-hélice, sofre uma alteração de conformação passando para uma estrutura de b-placa (PrPres). Esta nova forma acumula-se, então, nos neurônios provocando a morte celular.

Atualmente existem quatro formas de doença de Creutzfelt-Jakob: esporádica, iatrogênica, familiar e a nova variante.

A forma esporádica corresponde a 85% dos casos e tem uma incidência de 0,5 a 1,5 casos por milhão a cada ano; não há variação sazonal dos casos e nem fatores de risco associados. A forma familiar é responsável por 10 a 15% dos casos e apresenta um padrão de transmissão do tipo autossômico dominante. A forma iatrogênica foi reconhecida em 1974 após um transplante de córnea. Desde então, novos casos têm sido descritos com uso de enxertos de dura máter, administração de hormônio do crescimento (GH) humano e instrumentos cirúrgicos inadequadamente esterilizados utilizados em neurocirurgias. Em relação à nova variante, existem poucas dezenas de casos descritos e suas particularidades serão comentadas, com maiores detalhes, posteriormente.

Cerca de 80% dos casos ocorrem em pessoas entre 50 e 70 anos. O início do quadro é variado com um terço dos indivíduos apresentando sintomas vagos como fadiga, alterações do sono ou anorexia. Outro terço inicia com amnésia, confusão mental ou mudança de comportamento. O último grupo apresenta sinais focais como afasia, hemiparesia, ataxia ou amiotrofia. A evolução ocorre rapidamente com degeneração cognitiva e o aparecimento de mioclonias, podendo também aparecer em um número variado de casos outras manifestações como coreoatetose, ataxia ou sinais de acometimento do segundo neurônio motor. Nos estados finais, o paciente fica acinético e pode não haver mais mioclonias. O tempo médio de sobrevida é de 5 meses, e 80% dos pacientes falecem em um ano.

Em 1986, na Inglaterra, foi descrita uma nova forma de encefalopatia espongiforme no gado bovino. Os animais apresentavam sinais de ansiedade e comportamento agressivo, evoluindo então com ataxia e emagrecimento. A morte ocorria entre duas semanas e seis meses após o início dos sintomas. Devido às alterações de comportamento, esta nova doença recebeu a designação de "doença da vaca louca" ou encefalopatia espongiforme bovina. Nos anos seguintes, houve um aumento explosivo do número de casos, com a grande maioria ocorrendo na Inglaterra. Esses fatos levaram à busca de uma fonte comum para infecção. Após estudos epidemiológicos, verificou-se que a infecção provavelmente ocorreu pela adição de carne de ovelhas no preparo das rações.

O Scrapie é uma forma de encefalopatia espongiforme das ovelhas conhecida há mais de 200 anos. Nunca se comprovou a transmissão desta doença para o homem. O que se acredita é que o gado bovino tenha sido contaminado com o prion responsável pelo Scrapie, e a maior prova desta teoria é que, após a retirada de toda a carne de mamíferos no preparo das rações para o gado, o número de novos casos de EEB vem decrescendo em 40% ao ano.

Como o Scrapie nunca tinha sido associado à infecção em humanos, a princípio se pensou o mesmo em relação a EEB. Entretanto, entre 1994 e 1997, também na Inglaterra, surgiram 22 casos de uma nova forma de encefalopatia espongiforme. Os indivíduos acometidos eram em média mais jovens do que os com Creutzfeldt-Jakob (idade média de 29 anos). O quadro começa com alterações psiquiátricas e sensitivas (parestesias e disestesias), evoluindo com ataxia cerebelar e demência progressiva em todos os casos. O tempo de duração da doença é maior, durando em média 14 meses. Não se observa, ao EEG, as alterações típicas da doença de Creutzfeldt-Jakob, e o estudo neuropatológico revela extensas placas amilóides, semelhantes as do Kuru (outra forma de encefalopatia espongiforme humana descrita na Nova Guiné associada ao canibalismo e hoje extinta).

Até janeiro de 1999, 40 casos dessa enfermidade denominada nova variante da doença de Creutzfeldt-Jakob haviam sido descritos, sendo 39 na Inglaterra e 1 caso na França. Não foi descoberto nenhum fator de risco para a doença, e a hipótese atual é que os pacientes tenham sido contaminados a partir da ingestão de carne bovina contaminada com a encefalopatia espongiforme bovina. As razões para isso são: a) a maior parte dos casos se concentra na Inglaterra, onde também se concentra a grande maioria dos casos de EEB (173.126 contra 626 no resto da Europa); b) quando se injetou no cérebro de macacos um extrato obtido a partir do cérebro de vacas contaminadas com a EEB, estes desenvolveram um quadro muito semelhante à nova variante da doença de Creutzfeldt-Jakob; c) quando inoculados com prions de EEB ou da nova variante, camundongos desenvolveram os mesmos sintomas no mesmo intervalo de tempo (cerca de 250 dias) e apresentavam as mesmas alterações neuropatológicas.

As três estratégias atuais para o controle da nova variante da doença de Creutzfeldt-Jakob são baseadas na eliminação dos casos atuais de EEB, eliminação da exposição do homem ao agente da EEB e na redução dos riscos de contaminação do gado pela EEB. As recomendações a seguir são as que vigoram atualmente na Inglaterra:

• Todos os animais suspeitos são mortos e, a seguir, estudados e incinerados.



• Os animais destinados ao abate são examinados e os tecidos onde se encontra a maior quantidade de prions são retirados (cérebro, medula, baço, timo, tonsilas, intestino).

• É proibida a adição de carne de qualquer mamífero em ração de animais de criação.

• Toda a carne para consumo humano deve ser desossada, já que há dados indicando a possível presença do agente da EEB nos gânglios da raiz dorsal e medula óssea.

• O leite é seguro para o consumo humano.



Mesmo com as medidas acima, novos casos da nova variante podem ainda continuar a aparecer nos próximos anos devido ao longo tempo de incubação das encefalopatias espongiformes. O intervalo entre o aparecimento da EEB e o relato dos primeiros casos da nova variante da doença de Creutzfeldt-Jakob foi de oito anos e, nesse tempo, uma quantidade indeterminada de pessoas pode ter sido contaminada.

Todo o alarde gerado pela imprensa provocou uma reação rápida pelos órgãos competentes, principalmente na Inglaterra. No Brasil, mesmo com a busca epidemiológica muito aquém do ideal, não há descrição de nenhum caso e, desta forma, a carne bovina pode ser considerada segura para o consumo humano.

fonte: Medcenter

terça-feira, 22 de janeiro de 2008

Hiper-hidrose


É um excesso desagradável de suor, em uma ou várias partes do corpo.

A Hiperhidrose definida como sudorese que ultrapassa a necessidade de termoregulação ( controle da temperatura corporal) , é uma condição benigna, mas que pode trazer desagrado a seus portadores.

É uma afecção que atinge até 1% da população. Pode-se imaginar que numa cidade como São Paulo, com 12 milhões de habitantes, existam 120.000 pessoas com esse problema.

Provavelmente todos têm em seu círculo familiar, profissional ou de amizade alguém que apresente Hiperhidrose. Às vezes isso não é tão visível , porque por constrangimento ou desconhecimento , as pessoas não gostam de revelar a sua presença.

As pessoas que tem Hiperhidrose podem apresentar um aumento de sudorese em situações inexplicáveis e sem qualquer causa aparente. Este aumento pode aparecer na axila, nas mãos, nos pés, no rosto ou em qualquer outra parte do corpo.

As emoções podem piorar o processo de Hiperhidrose. As pessoas podem se tornar inseguras, achando que está tensa, ou que os outros pensem que está sob forte tensão emocional.

Embora a Hiperhidrose possa se manifestar e piorar pela presença da emoção, pode ser errado dizer que ela ocorre por motivos psicológicos. Em outras palavras, para uma mesma emoção , uma pessoa sem Hiperhidrose não apresentaria excesso de sudorese, enquanto outra com Hiperhidrose pode manifestar este excesso.

Entretanto, a presença de Hiperhidrose ao longo dos anos , acaba gerando tensão emocional e que realimenta o processo, em um ciclo vicioso, onde as alterações emocionais começam a se intensificar , tornando o convívio com a Hiperhidrose uma condição difícil para muitas pessoas.

Mas a Hiperhidrose pode também aparecer sem que tenha ocorrido qualquer emoção, ou mesmo sem qualquer motivo aparente, o que é causa de constrangimento emocional, passando a imagem de um grande descontrole emocional, quando na realidade ele não existe em tal grau.

Em algumas pessoas aparece em baixas temperaturas ambientais e em outras em altas temperaturas.

Alguns pacientes referem que passaram a apresentar Hiperhidrose, quando submetidos à responsabilidades maiores, geralmente profissionais, ou durante períodos de maior emoção, como a adolescência, problemas familiares, conjugais ou econômicos. O que acontece, é que estas pessoas já apresentavam a Hiperhidrose, mas com o stress emocional, ela se manifestou.

O tratamento efetivo indicado é cirúrgico, com bloqueio de nervos periféricos que controlam a transpiração nas áreas afetadas. A toxina botulínica também apresenta indicações, mas tem ação limitada a cerca de 4 a 6 meses. Depois precisa ser reaplicada.

segunda-feira, 21 de janeiro de 2008

Unicamp desenvolve creme de insulina p/acelerar cicatrização


Pesquisadores brasileiros da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) desenvolveram um creme à base de insulina, que acelera a cicatrização de ferimentos em diabéticos. Nestes pacientes, o proceso de cicatrização é bastante lento, colocando a saúde sob risco, com exposição a infecções e, em alguns casos, exigindo amputações.

O novo creme já está registrado no Instituto Nacional de Propriedade Industrial (Inpi), só dependendo da finalização dos testes em humanos para ser lançado no mercado brasileiro. A previsão para que isto aconteça é final de 2008.
Segundo o coordenador da pesquisa, endocrinologista Mário Saad, os estudos com animais já foram finalizados e o creme de insulina - como foi batizado popularmente -está sendo testado em 14 pessoas, mostrando alta eficácia.

O produto desenvolvido na Unicamp conseguiu igualar o tempo de cicatrização de ferimentos em animais diabéticos e não-diabéticos. Saad explicou que, nos testes, um corte de um centímetro levou nove dias para cicatrizar totalmente em animais saudáveis; já nos diabéticos, a cicatrização, que era de 15 dias, com o uso do creme, também ocorreu em nove dias.

Nos Estados Unidos existe um outro tipo de creme (PDGF), cuja aplicação tem o mesmo objetivo. Mas Saad afirma que o produto brasileiro leva uma vantagem considerável: "depois de lançado no mercado, nosso creme - primeiro produto à base de insulina utilizado para acelerar a cicatrização de feridas - será infinitamente mais barato." Outro diferencial importante é que o novo creme não é absorvido pelo organismo: "sua ação se restringe ao local do ferimento e não há qualquer contra-indicação", explicou o médico.

"Ainda é prematuro dizer se o creme acelera o processo em qualquer circunstância, pois ainda não o testamos em humanos não-diabéticos. Mas é provável que vítimas de outras patologias, como hipertensão e varizes, que causam retardo na cicatrização, também possam se beneficiar", informou otimista o endocrinologista.

sexta-feira, 18 de janeiro de 2008

Consumir fibras sem água não resolve.


As fibras insolúveis estão presentes em muitos alimentos como frutas, legumes, verduras e grãos (feijão, ervilha, lentilha, grão de bico, soja e cereais integrais).

É comprovado que o consumo regular de alimentos fontes de fibras melhora a motilidade intestinal, aumenta o volume das fezes e, assim, auxilia contra a prisão de ventre.

No entanto, para que isso aconteça, é necessário que, além destes alimentos, você ingira bastante água.

Para que o efeito das fibras seja completo, distribua grãos, frutas, verduras e legumes pelas suas refeições e consuma cerca de dois litros de água, o que equivale a dez copos, diariamente.

quinta-feira, 17 de janeiro de 2008

A "cura" da fibromialgia


Recentemente, foi veiculado, em programa de alcance nacional, um tratamento baseado nos princípios da medicina ortomolecular para a "cura da fibromialgia". O tratamento baseado em soros para "matar" os micro-organismos que causariam a fibromialgia, duraria três meses e custaria cinco mil reais. Associado a isso, um programa de musculação para transformar as fibras 2b em 2a.Tive a oportunidade de assistir à matéria e gostaria de fazer alguns comentários:

1) A medicina ortomolecular não é baseada em evidências científicas, e por esse motivo não é reconhecida pelo Conselho Federal de Medicina como especialidade médica.

2) Não existe nenhuma evidência científica que a fibromialgia é causada por micro-organismos. Isto é uma afirmação falsa.

3)A musculação pode ser útil na fibromialgia, mas não para a transformação de fibras musculares e sim por que toda a atividade física é importante no tratamento da fibromialgia.

4) Infelizmente não existe uma cura para a fibromialgia - a Medicina séria e científica não esconderia este fato do público, e sim trabalharia para ampliar o acesso a esse tratamento para todos os pacientes, inclusive pelo SUS e GRATUITAMENTE.

texto do Dr Eduardo S. Paiva
Reumatologista - Chefe do Ambulatório de Fibromialgia do HC-UFPR

sexta-feira, 11 de janeiro de 2008

AFTAS!


Estomatite aftosa ou aftóide-recorrente

É um distúrbio comum, caracterizado por lesões ulceradas (abertas, profundas, ovais, sem cobertura) e dolorosas da mucosa da boca, de caráter recorrente (em surtos), não traumática, em geral com duração de até 2 semanas.

Predomina em mulheres, em qualquer idade, podendo ter um padrão familiar. Afeta mais indivíduos da classe média e alta.

A causa é muito controversa, mas é, sem dúvida, múltipla, havendo uma alteração das respostas imunológicas. Os fatores desencadeantes incluem estresse (pesquisar ansiedade, depressão), hematológica (baixa de leucócitos), (nutricional, deficiente de ferro e vitamina B12), gastro-intestinal, endócrina (desaparece na gravidez, vai da menarca à menopausa), infecciosa, alérgica e alimentar.

Parece ter importância a hereditariedade e fator auto-imune.

Há muitas ligações das aftas com erro ou inadequação da higiene bucal: quem não se higieniza adequadamente, está mais propenso a ter aftas!

A lesão começa com vago desconforto por até 48 horas, surgindo uma úlcera avermelhada, pequena e oval. A dor é intensa e a úlcera é arredondada e bem definida com 2 a 5mm, profunda e com base amarelada. A área em torno é avermelhada, durando de 5 a 7 dias com desaparecimento completo em até 14 dias, podendo nos casos graves ser de tamanho maior e durar mais.

As úlceras curam espontaneamente, mas são comuns episódios de recorrência, com 1 a 5 úlceras em cada surto.
As lesões maiores que 1 cm em geral deixam cicatrizes.
As lesões menores (1mm - 1cm) em geral não atingem a gengiva e palato duro e não deixam cicatrizes.

O diagnóstico em geral é feito pela história clínica e aspecto das lesões. As lesões únicas devem ser diferenciadas das úlceras traumáticas. As lesões múltiplas devem ser diferenciadas do herpes simples (pode ser feito exame da base da úlcera para auxiliar no diagnóstico).

Exames de sangue muitas vezes auxiliam a detectar alguma anormalidade ou deficiência que possa ser corrigida para melhora do quadro.

No surto, podem ser usados agentes protetores, anti-sépticos, analgésicos tópicos - todos para aliviar os sintomas e inflamação e prevenir infecção secundária.
Devem ser suspensos alguns alimentos para observar menos recidivas.
Nos casos mais graves, medicações orais são preconizadas para prevenir recidivas, atuando na melhora do quadro imunológico.

quinta-feira, 10 de janeiro de 2008

Regras para anorexígenos começam a valer.


Entrou em vigor nesta quinta-feira (03) a RDC 58, que estabelece critérios ainda mais rígidos para a prescrição e comercialização de anorexígenos (moderadores de apetite). A principal mudança é um novo tipo de receita médica, criado especificamente para estes medicamentos.

A prescrição e a dispensação (entrega ao paciente) de medicamentos ou fórmulas que contenham substâncias psicotrópicas anorexígenas ficam sujeitas à notificação de receita do tipo “B2”. A receita, de cor azul, terá validade máxima de 30 dias.

Outras mudanças

Os medicamentos ou fórmulas com finalidade exclusiva de tratamento da obesidade deverão respeitar a dose máxima diária recomendada conforme a resolução. A dose de medicamentos à base de femproporex, por exemplo, não deverá ultrapassar os 50,0 mg/dia.

Ficam proibidos os medicamentos que contenham substâncias anorexígenas associadas entre si ou com ansiolíticos, antidepressivos, diuréticos, hormônios e laxantes.

O descumprimento das novas exigências fica sujeito às sanções da lei 6437/77. A lei estabelece penalidades que chegam até à interdição do estabelecimento e multas que variam entre R$ 2 mil e R$ 1,5 milhão. Ao farmacêutico responsável pelo estabelecimento também cabem as sanções do conselho profissional competente.

Informação: Ascom/Assessoria de Imprensa da Anvisa

É... até que enfim teremos regras para o uso destes medicamentos. Tomara que as regras sejam REALMENTE obedecidas.

segunda-feira, 7 de janeiro de 2008

Células Tronco e as Novidades


O futuro se tornou um pouco mais presente, depois que cientistas americanos e japoneses anunciaram ter conseguido transformar células da pele em células embrionárias – as quais, por sua vez, foram reprogramadas para se tornar células cardíacas e neurônios (foto acima).

As embrionárias são um dos dois tipos de células-tronco. O outro é formado pelas adultas, encontradas, sobretudo, no cordão umbilical e na medula óssea. Células-tronco são indiferenciadas.

Ou seja, podem adquirir as características dos variados tecidos do corpo humano.

Quando for possível direcionar, sob total controle, a metamorfose de uma célula-tronco numa célula especializada, distúrbios degenerativos, como a doença de Parkinson, o Alzheimer e disfunções cardiovasculares, por exemplo, poderão ser curados.

Bastará, para tanto, substituir os tecidos doentes por aqueles novinhos em folha.

Dos dois tipos de células-tronco, as embrionárias demonstram ser mais versáteis do que as adultas. Elas são capazes de se transformar em qualquer tecido.

Já as adultas podem converter-se apenas em músculos, ossos, cartilagens e gordura. A grande questão nessa área de pesquisa é de natureza ético-religiosa.

A manipulação de células-tronco originalmente embrionárias significa descartar um sem-número de embriões humanos – o que, do ponto de vista cristão, representa um atentado à vida. Por esse motivo, a possibilidade de transmutar células diferenciadas em embrionárias foi saudada pelo presidente George W. Bush, o falcão-mor do conservadorismo americano, e pelo papa Bento XVI como um atestado de que as pesquisas com embriões humanos, além de moralmente inaceitáveis, são desnecessárias.

Do lado estritamente científico, porém, trata-se de um contra-senso. O que as equipes americana e japonesa fizeram, em 2007, foi abrir uma terceira via para os estudos sobre o assunto. Quanto mais caminhos, melhor para a medicina.