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quarta-feira, 26 de dezembro de 2007

TRABALHO NOTURNO COMPROMETE OS OLHOS!


Pesquisa demonstra que metade dos trabalhadores noturnos é mais propensa â cegueira. 40% têm visão embaçada, olho seco e dificuldade de foco.

O ritmo da sociedade contemporânea está privando muitas pessoas do sono que é fundamental para manter a saúde. Em busca de melhores salários, milhões de brasileiros hoje optam pelo trabalho noturno. Resultado - Segundo levantamento do ISMA (International Management Stress Association) no Brasil o stress atinge 70% da população.

Esta mudança de hábitos pode gerar um alto custo social para o país. Isso porque, um estudo feito no Instituto Penido Burnier pelo oftalmologista, Leôncio Queiroz Neto, demonstra que metade dos trabalhadores noturnos tem o dobro de risco de perder a visão e 40% distúrbios que afetam o desempenho.

Só para se ter uma idéia da gravidade do problema, de acordo com a OMS (Organização Mundial da Saúde) no mundo problemas na visão respondem pela exclusão de 43 milhões de pessoas do mercado de trabalho.

O estudo acompanhou nos últimos 12 meses 617 trabalhadores noturnos. Desse total 247 pacientes, ou seja, 40% se queixaram de visão embaçada, ardência, olho seco e dificuldade de focar.

Queiroz Neto afirma que o embaçamento da visão, ardência e o olho seco são decorrentes do maior contato com agentes externos como poluição, vento e ar refrigerado que influem na produção lacrimal. Também podem estar relacionados à má iluminação, produção hormonal e para quem trabalha no computador ao fato de piscarmos 20 vezes menos quanto em frente ao monitor. O tratamento adequado depende de avaliação médica para evitar complicações na córnea.

A dificuldade de foco é conseqüência da maior produção de cortisol que enfraquece a musculatura ciliar responsável pela capacidade do cristalino focar e desfocar. Quanto mais avançada a idade, maior é o desconforto. Isso porque, comenta, é a perda de flexibilidade dessa musculatura que causa a presbiopia ou vista cansada após os 40 anos.

As dicas para melhorar o foco são:

• Descansar a vista olhando para o infinito por 5 a 10 minutos a cada hora de trabalho em frente ao computador.

• Procurar piscar voluntariamente.

• Estender os braços na altura do ombro, colocar os polegares para cima e mudar rapidamente o foco entre as unhas dos polegares.

terça-feira, 18 de dezembro de 2007

Quem gosta de ter espinhas?


Certamente ninguém gosta!

Mas se as temos, precisamos saber como conviver com elas e, se possível, eliminá-las de nossa pele. O chocolate é um grande vilão, popularmente, para as pessoas que são portadoras de acne (este o nome correto das espinhas). Existe uma lenda sobre a ingestão de chocolate e o surgimento de novas espinhas. Mas não existe estudo que realmente comprove tal ligação, embora as mentes adolescentes (principalmente) não queiram crer.

O maior argumento com relação ao chocolate como agente provocador de espinhas é o seu teor de gorduras, entretanto outros alimentos com teores iguais ou maiores não têm a mesma fama que tem o nosso amigo chocolate. As nozes, o amendoim (há quem fale “mal” dele também), o azeite e outros, não são tão responsabilizados como é o chocolate com relação às acnes.

De acordo com uma pesquisa de uma Universidade Australiana, há um novo vilão em mira: o índice glicêmico que, quanto mais alto, teria maior potencial para gerar acnes. No estudo, quem consumiu alimentos com menor índice glicêmico (IG), desenvolveu menos acnes, depois de doze semanas de acompanhamento.

Em acordo com esta pesquisa, os alimentos com IG acima de 60 precisam ser consumidos com cautela. Aí vai uma pequena lista de alimentos com seu respectivos Igs:

1 unidade de batata = 129
1 pão francês = 100
1 colher de sopa de polenta = 99
1 colher de sopa de purê de batata = 91
1 colher de sopa de arroz polido = 87
1 colher de chá (!) de cereal matinal de milho = 83
1 colher de sopa de arroz integral = 79
1 unidade de biscoito de água e sal = 78
1 xícara de flocos de milho = 77
1 porção de batata frita = 75
1 colher de sopa de abóbora = 75
1 xícara de pipoca de microondas = 72
1 fatia de melancia = 72
1 porção de nhoque = 67
1 barra de chocolate = 64 (nossa! Está em último lugar e não é dos mais glicêmicos!)

A verdade é que o hormônio insulina, produzido pelo pâncreas é que estaria envolvido nesse problema com as acnes. Aconteceram experimentos que tentaram comprovar esta hipótese, com a administração de medicamentos usados em diabéticos, com resultados se não elucidativos, pelo menos orientadores.

A riqueza de hormônios existentes em alimentos, que são utilizados em animais, para acelerar o processo de “produção” alimentar também estariam ligados ao surgimento de acnes. Há sugestões de que o estresse está envolvido com as espinhas, também.
Enfim, há um “pool” de ignorância sobre o assunto. Mesmo assim, recomenda-se o uso de alimentos menos glicêmicos, como os que seguem abaixo, para sua apreciação:

1 colher de sopa de soja = 20
1 xícara de cereja = 22
1 unidade de cenoura = 23
1 xícara de amendoim = 33
1 unidade de pêra = 33
1 unidade de romã = 36
1 porção de espaguete integral = 37
1 unidade de maçã = 38
1 unidade de ameixa = 39
1 porção de feijão = 40
1 porção de feijão preto = 41
1 xícara de aveia = 42
1 porção de lentilha = 42

Bom apetite, sem acnes para você!

quarta-feira, 12 de dezembro de 2007

Foliculite



O que é?

Infecção dos folículos pilosos causadas por bactérias do tipo estafilococos. A invasão bacteriana pode ocorrer espontaneamente ou favorecida pelo excesso de umidade ou suor, raspagem dos pêlos ou depilação. Atinge crianças e adultos podendo surgir em qualquer localização onde existam pêlos, sendo frequente na área da barba (homens) e na virilha (mulheres).

Manifestações clínicas

Quando superficial, a foliculite caracteriza-se pela formação de pequenas pústulas ("bolhinhas de pus") centradas por pêlo com discreta vermelhidão ao redor. Alguns casos não apresentam pus, aparecendo apenas vermilhidão ao redor dos pêlos. Quando as lesões são mais profundas, formam-se lesões elevadas e avermelhadas que podem ter ponto amarelo (pus) no centro. Pode haver dor e coceira no local afetado.
Alguns tipos de foliculite tem características próprias:

• Foliculite decalvante: neste caso o processo infeccioso leva à atrofia do pêlo, deixando áreas de alopécia que se expandem com a progressão periférica da doença.
• Foliculite da barba (sicose da barba): localizada na área da barba, atinge homens adultos, tem característica crônica e, pela proximidade das lesões, pode formar placas avermelhadas, inflamatórias, com inúmeras pústulas e crostas.
• Foliculite queloideana da nuca: comum em homens de pele negra, formando lesões agrupadas que ao cicatrizar deixam cicatrizes endurecidas e queloideanas na região da nuca.
• Periporite supurativa: atinge as crianças pequenas e geralmente segue-se à miliária, com pústulas superficiais ou nódulos inflamatórios que acabam por drenar secreção purulenta.

Tratamento

O tratamento é feito com antibióticos de uso local ou sistêmico específicos para a bactéria causadora e cuidados antissépticos. Algumas lesões podem necessitar de drenagem cirúrgica. O dermatologista é o médico mais indicado para o correto diagnóstico e tratamento das foliculites.

sexta-feira, 7 de dezembro de 2007

CPMF: vai ou fica?

A idéia de um imposto que permitisse “salvar” a Saúde (com letra maiúscula, por favor!) do Brasil veio de um grupo de pessoas certamente interessadas em ver um gigantesco País curado de chagas centenárias com relação à Saúde Pública.
Basta ler a História da Saúde brasileira para aprender que a preocupação dos Governos para com ela nunca foi, digamos, um primor.
Leiam um pequeno trecho do relato da Biblioteca Virtual em Saúde – História da Medicina e Saúde:

“No alvorecer do século XX, o Rio de Janeiro enfrentava graves problemas sociais, decorrentes, em larga medida, de seu crescimento rápido e desordenado. Com o declínio do trabalho escravo, a cidade passara a receber grandes contingentes de imigrantes europeus e de ex-escravos, atraídos pelas oportunidades que ali se abriam ao trabalho assalariado. Entre 1872 e 1890, sua população duplicou, passando de 274 mil para 522 mil habitantes.
O incremento populacional e, particularmente, o aumento da pobreza agravaram a crise habitacional, traço constante da vida urbana no Rio desde meados do século XIX. O epicentro dessa crise era ainda, e cada vez mais, o miolo do Rio – a Cidade Velha e suas adjacências – , onde se multiplicavam as habitações coletivas e onde eclodiam as violentas epidemias de febre amarela, varíola, cólera-morbo que conferiam à cidade fama internacional de porto sujo.
Não por acaso, os higienistas foram os primeiros a formular um discurso articulado sobre as condições de vida na cidade, propondo intervenções mais ou menos drásticas para restaurar o equilíbrio daquele "organismo" doente. O primeiro plano urbanístico para o Rio de Janeiro foi elaborado entre duas epidemias muito violentas (1873 e 1876), mas uma ação concreta nesse sentido levaria cerca de três décadas para se realizar. Foi a estabilidade político-econômica, a duras penas alcançada no governo Campos Sales (1898-1902), que permitiu ao seu sucessor, Rodrigues Alves, promover, entre 1903 e 1906, o ambicioso programa de renovação urbana da capital.
Tratada como questão nacional, a reforma urbana sustentou-se no tripé saneamento – abertura de ruas – embelezamento, tendo por finalidade última atrair capitais estrangeiros para o país. Era preciso sanear a cidade e, para isso, as ruas deveriam ser necessariamente mais largas, criando condições para arejar, ventilar e iluminar melhor os prédios. Ruas mais largas estimulariam igualmente a adoção de um padrão arquitetônico mais digno de uma cidade-capital.”

Além de perceber-se com clareza que a passagem do Século XIX para o XX não foi tão somente romântico como citam as mini-séries da Globo, pode-se notar que uma consciente classe de médicos-higienistas (hoje conhecidos como Sanitaristas) preocupava-se com a reestruturação de toda uma Cidade, em termos realmente sanitários, para resolver as epidemias que surgiam na Capital Federal por conta das migrações e do “desenvolvimento” que o País como um todo recebia grande número de estrangeiros em busca de uma “nova vida” que permitisse gerar maior segurança material. O País é rico e poderá gerar riquezas também (podemos dizer isto ainda nos dias atuais)

Entre os processos de conscientização de um ou outro cientista, um ou outro político e de raros médicos que realmente conseguiram sensibilizar os Governos, pudemos vivenciar no correr de todo o século XX um descaso proporcionalmente ainda maior, se for feito um paralelo com o grau de consciência desta época para como as anteriores, nas quais não existia o conhecimento científico equivalente.
Desde o IAPI, INPS, passando para o INSS e até chegar ao SUS (uma sopa de letrinhas para a Assistência Médica Pública e para o Serviço de Previdência Pública), muitas interferências, muitas reuniões e muito caos com ilhas de qualidade estão, ainda, presentes no Brasil atual.

Na gestão do então Ministro da Saúde, Adib Jatene, a promulgação da cpmf veio prometer que a Saúde Pública seria curada de suas feridas e de sua desestruturação crônica. O imposto, transitório, seria criado para impulsionar este Setor Público para o crescimento e a “libertação” de uma estrutura viciada de dependente da vontade política e de políticos que atravancavam o seu desenvolvimento. Era uma “virada” inteligente e sagaz, que poderia injetar milhões (quem sabe bilhões?) de reais para a reestruturação da falida Saúde Brasileira, curando-a definitivamente em cerca de dez anos!

Era uma proposta de um recurso transitório, pois em cerca de uma década seria possível resolver tudo para dar Saúde de qualidade para TODA A POPULAÇÃO. Questões de estratégia e bom senso!

Mas, o então Ministro da Saúde, acabou saindo (ou, talvez, sido convidado a sair) e deixou uma herança ordinária para uma determinada classe social – a média – que arca com enorme carga tributária para sustentar muitas propostas governamentais e nem sempre (ou quase nada) à Saúde Pública.
Saiu o Ministro, ficou o imposto. Ele era transitório, o imposto parece ter vindo para ficar. Será que a verba arrecadada com este imposto é dirigida para a proposta inicial? Ou terá esta verba tido seu destino modificado, combinando com interesses particularistas e políticos?

Hoje vemos que a cpmf é foco de política e de políticos: sua manutenção é causa de polêmica desnecessária fundamentada em interesses de “aquisição” de votos na população mais carente, que, aliás, pouco ou nada contribui para com esse imposto. Apenas “recebem” os benefícios que ele teria gerado, nada mais. Afinal, como pode alguém, sem conta bancária colaborar com o “imposto do cheque”? Por falar nisso, gostaria de (me) corrigir: “imposto da conta-corrente”! Sim, pois não é somente através do cheque que ele gera contribuições: é também através do cheque!
Pena ver uma idéia tão brilhante se transformar em gangorra política destituída de favorecer A TODOS e não somente a uma camada da população que seja menos favorecida financeira, social, educacional e “sadiamente”. Pena ver o transitório ganhar ares de definitivo, assim como alguns presidentes gostam de perpetuar sua tarefa diante dos povos...