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Mostrando postagens de Novembro, 2007

Novo medicamento para emagrecer é ligado a maior risco de depressão.

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Um estudo publicado na revista médica "The Lancet" sugere que o medicamento emagrecedor rimonabanto (Acomplia) pode causar depressão e ansiedade.

A droga, que já foi aprovado pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) para comercialização no Brasil, é vendida na Europa, mas não nos Estados Unidos, onde foi apontada como potencial causa do aumento no risco de suicídio.

O estudo da Universidade de Copenhague, na Dinamarca, avaliou mais de 4 mil pacientes, com alguns recebendo 20mg do medicamento, e outros tomando placebo.

E, após um ano, os pacientes que tomaram a droga tiveram 4,7kg a mais de redução de peso, porém, 40% maior risco de ter "efeitos psiquiátricos adversos".

Em nota, a Sanofi-Aventis, que fabrica o medicamento, ressalta que as advertências e contra-indicações já estão na bula, mas critica a metodologia da pesquisa e o fato da FDA ligar a droga ao suicídio.

Atividade física e redução do risco cardiovascular.

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Altos níveis de atividade física estão associados a menor risco de eventos cardiovasculares.

Os mecanismos precisos envolvidos nesta associação inversa não são claros. Diferenças entre vários fatores de risco cardiovascular podem mediar este efeito.

O periódico Circulation traz um estudo prospectivo envolvendo 27.055 mulheres previamente hígidas, acompanhadas durante 10,9 anos. Ocorreram 979 eventos cardiovasculares incidentes.

O risco decresceu linearmente com o aumento da atividade física (P<0,001). Diferenças em fatores de risco conhecidos explicaram a associação inversa. Biomarcadores inflamatórios/hemostáticos forneceram as maiores contribuições, seguidos da pressão arterial.

Pequena contribuição foi atribuída ao índice de massa corporal e à glicohemoglobina, enquanto homocisteína e creatinina tiveram efeitos negligenciáveis.

Portanto, a associação inversa entre atividade física e risco cardiovascular é mediada em parte substancial por fatores de risco conhecidos, particularme…

Pessoas com enxaqueca têm área do cérebro mais espessa.

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Uma equipe de neurologistas americanos descobriu que pessoas que sofrem de enxaqueca apresentam diferenças estruturais no cérebro, principalmente, tendo uma região do córtex, área que processa a dor e outras informações sensoriais do corpo, mais espessa do que o normal.

Os pesquisadores do Hospital Geral de Massachusetts querem agora investigar se essa seria a causa do problema, ou se a enxaqueca seria a responsável pela diferença no córtex cerebral.

O estudo avaliou os cérebros de 24 pessoas que sofriam da enxaqueca e 12 que não apresentavam as dores de cabeça. E mostrou que o córtex das pessoas com o problema era 21% mais espesso.

Os autores disseram que a estimulação da área pelas dores de cabeça poderia explicar as transformações, que deixariam os pacientes hipersensíveis a outras dores.

Tratamento de doença hepática gordurosa não-alcoólica.

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Uma edição recente do periódico Liver International traz uma revisão da literatura atual acerca do manejo da doença hepática gordurosa não-alcoólica.

A doença hepática gordurosa não-alcoólica é uma afecção crônica com múltiplas conseqüências. O espectro da doença varia de esteatose simples, com prognóstico inicial favorável, até uma forma potencialmente progressiva, esteatohepatite não-alcoólica.

A esteatohepatite não-alcoólica pode levar a fibrose hepática e cirrose, com elevação na morbidade e mortalidade.

A incidência de carcinoma hepatocelular na doença hepática gordurosa não-alcoólica é comparável à observada em pacientes com hepatite C com cirrose estabelecida. A terapêutica atual é limitada a mudanças no estilo de vida e controle dos transtornos metabólicos associados.

Estão sendo pesquisadas novas opções de tratamento no intuito de beneficiar a abordagem da doença.

Derivado de vitamina A previne câncer de pulmão em ex-fumantes, diz estudo.

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O tratamento com um derivado da vitamina A chamado ácido retinóico está associado com a redução do crescimento das células pulmonares de ex-fumantes pesados, que já estão danificadas por causa do cigarro, reduzindo o risco deles desenvolverem câncer de pulmão, segundo estudo publicado no "Journal of the National Cancer Institute".

Na pesquisa, os cientistas da Universidade do Texas incluíram 225 ex-fumantes em três meses de tratamento com ácido retinóico ou placebo, e examinaram biópsias do tecido pulmonar dos pacientes.

E eles constataram que o tratamento com o derivado de vitamina A foi responsável por significativa redução no crescimento das células. Embora os resultados tenham sido positivos, especialistas alertam que ainda pode ser cedo para testes clínicos mais avançados da terapia

Menstruação pode ser nova fonte de células-tronco

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As células que tornam a parede do útero mais espessa durante o ciclo menstrual contêm um novo tipo de células-tronco, e poderiam ser usadas no tratamento de tecidos danificados, de acordo com pesquisa norte-americana.

A equipe de cientistas identificou um novo tipo de células-tronco que podem ser isoladas do sangue menstrual de mulheres saudáveis e dar origem a pelo menos nove diferentes tipos de células, incluindo do coração, do fígado e do pulmão.

Segundo eles, há muitas dificuldades com os métodos atuais da terapia com células-tronco, pois além do risco de rejeição, elas têm um potencial restrito de gerar novas células.

A vantagem é que essas células-tronco são conseguidas de forma não-invasiva e as "células regenerativas endometriais", como são chamadas, se replicam mais rápido e produzem muito mais fatores de crescimento do que aquelas retiradas do cordão umbilical e da medula óssea. Além disso, apenas 5ml de sangue foi suficiente na produção.

Excesso de TV pode aumentar o risco de hipertensão em crianças

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Pesquisadores norte-americanos alertam que o excesso de televisão está não apenas ligado à obesidade infantil, mas também à hipertensão em crianças, de acordo com um estudo publicado na edição de dezembro de 2007 do "American Journal of Preventive Medicine".

Estima-se que 17% das crianças e adolescentes americanos sejam obesos, e essa é a maior preocupação em saúde nos EUA, pois a obesidade aumenta o risco de problemas cardiovasculares.

Os pesquisadores avaliaram dados de 546 pessoas obesas com idades entre 4 e 17 anos.

E observaram que quanto mais tempo em frente à TV, maiores os riscos de desenvolver hipertensão.

Aquelas que assistiam de duas a quatro horas diárias de televisão, por exemplo, apresentavam 2,5 vezes mais propensão à hipertensão do que aqueles que assistiam menos de duas horas, enquanto que mais de quatro horas aumentava os risco em mais de três vezes.

Exercícios físicos podem amenizar sintomas de fibromialgia

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Um simples programa de exercícios que inclui caminhada, alongamentos e exercícios de resistência pode ajudar a controlar os sintomas da fibromialgia, condição crônica caracterizada por dor muscular e articular generalizada, segundo estudo publicado, este mês, na revista "Archives of Internal Medicine".

Em pesquisa com 207 mulheres com o problema, os especialistas observaram que os grupos que, por quatro meses, passaram por um programa de exercícios tiveram bons resultados em relação à saúde física e mental, e na fatiga, mesmo seis meses após o programa.

Além disso, aquelas que passavam por um programa mais completo, contendo os três exercícios e orientações, tiveram os melhores resultados em relação aos sintomas da fibromialgia, à função física, à vida social, à saúde mental, fatiga e depressão.

Atividades físicas podem reverter efeitos de insuficiência cardíaca

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Exercícios diários ajudam a reverter alguns efeitos da insuficiência cardíaca, aumentando o crescimento de novas células musculares e vasos sangüíneos, anunciaram, esta semana, pesquisadores alemães no encontro da American Heart Association.

A insuficiência cardíaca é um problema crônico no qual o coração falha em bombear sangue para os órgãos do corpo.

Ele pode ser causado por coágulos, ataque cardíaco e pressão alta.

Apesar dos pacientes, freqüentemente, encontrarem dificuldades na prática de atividades físicas, um estudo da Universidade de Leipzip com 50 homens com o problema mostrou que aqueles que se exercitaram 30 minutos diários na bicicleta ergométrica, por seis meses, tiveram um aumento de 166% nas células progenitoras, que foram responsáveis por um aumento de seis vezes nas células reparadoras dos músculos.

Homossexualidade pode ser genética, segundo estudo.

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Uma pesquisa da Universidade de Utah, nos Estados Unidos, oferece novas evidências de que a orientação sexual de uma pessoa pode ser influenciada por fatores genéticos.

Em um experimento, biólogos conseguiram manipular geneticamente um grupo de nematóides (espécie de parasitas) para que eles fossem atraídos por animais do mesmo sexo.

E eles concluíram que a atração sexual está instalada em circuitos cerebrais comuns a ambos os sexos desses parasitas.

Apesar de os nematóides serem organismos simples, e de ser difícil aplicar os mesmos parâmetros em humanos, os pesquisadores acreditam que a descoberta desse caminho biológico para a orientação sexual oferece pistas sobre a sexualidade humana.