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segunda-feira, 28 de maio de 2007

Mais Informações sobre o Chá Verde

O consumo de chá verde está associado a um menor risco de ocorrência do derrame cerebral, segundo afirmam pesquisadores australianos, em revisão publicada na edição mais recente da revista Complementary Therapies in Medicine. Os pesquisadores investigaram diversos estudos sobre a relação. Um trabalho japonês, por exemplo, examinou quase seis mil mulheres com 40 anos ou mais, e constatou que aquelas que não tomavam o chá tinham 5,5 vezes maior risco de derrame do que aquelas que bebiam cinco ou mais xícaras diariamente. Os pesquisadores afirmam que, devido ao seu baixo custo e acessibilidade, o chá verde poderia ser uma alternativa promissora para a prevenção dos derrames cerebrais, apesar de mais pesquisas serem necessárias para determinar a quantidade e a duração do consumo necessárias para a proteção.

sábado, 26 de maio de 2007

Melhorando o Presente e o Futuro com a Música em Nossas Vidas

Há cerca de uma década a psicóloga Frances Raucher, professora da Universidade de Wisconsin, em Oshkosh, e seus colegas provocaram certa surpresa com a descoberta de que ouvir Mozart aprimora o raciocínio matemático e espacial. Até mesmo ratos apresentam melhora de certas atividades, quando ouvem as composições clássicas deste brilhante compositor. Ao contrário, ouvindo sons, digamos, básicos de compositores outros, não tão brilhantes, podem chegar a comprometer o raciocínio das pessoas e o comportamento dos ratinhos de laboratório!
Esse grupo de pesquisadores, no ano passado, identificou três pares de genes envolvidos na sinalização de células cerebrais e também perceberam que nem todos são beneficiados com a audição das obras de Mozart ou de qualquer autoria considerada de grande nível musical. Concluíram que as pessoas têm melhor rendimento pelo simples fato de que sentem-se melhor. Nada demais.
Entretanto, há um modo de se aproveitar a música para aquisição de melhores condições para o raciocínio e outras atividades habituais: aprendendo a tocar um instrumento. Crianças de 6 anos que tiveram aulas de música, ao invés de teatro ou balé, obtiveram elevação do Q.I. e, 2 a 3 pontos, na média.
Rausher descobriu, também, que depois de dois anos de curso de música, meninos e meninas em idade pré-escolar obtiveram pontuações melhores em teste de raciocínio espacial do que aquelas que tiveram aulas de computador.
Tais resultados se dão, provavelmente, por conta da exigência dos dedos no treino de coordenação motora fina, do desenvolvimento da atenção necessária para a altura do som (tonalidade) e ritmo, além das exigências para a sensibilidade emocional envolvidas no processo de aprendizagem e criação musical.
É provável que adultos e idosos também sejam beneficiados com a aprendizagem musical. O novo conhecimento sobre neuro plasticidade – a capacidade de adaptação neuronal e cerebral às exigências de uso da mente – estimula-nos a todos para que busquemos métodos de redução dos riscos de doenças mentais e/ou cerebrais, através da constante utilização da mente, nas mais variadas formas de expressão em atividades humanas. O correto é por a cabeça para funcionar!

terça-feira, 22 de maio de 2007

Pelo de Gato e Alergias na Infância

A influência da exposição de alérgenos de gato na infância precoce sobre o desenvolvimento de sensibilização e de doenças alérgicas é complexa. Pouco se sabe sobre a evolução natural do desenvolvimento de sensibilização em seres humanos.

Pesquisadores alemães publicaram, recentemente, no The Journal of Allergy and Clinical Immunology, um estudo em que investigaram a associação entre a exposição a alérgenos de gatos na infância, a posse de gatos e o contato com os mesmos durante a infância, bem como o desenvolvimento de sensibilização a gatos e de doenças alérgicas até os seis anos de idade através de análise longitudinal.

No total, 2166 pacientes pediátricos pertencentes a um estudo de coorte constituída ao nascimento e em andamento foram incluídos na análise. Amostras de poeiras domésticas foram colhidas três meses após o nascimento dos pacientes. Os níveis de alérgenos de gatos foram analisados. Amostras sangüíneas foram coletadas quando os pacientes tinham dois e seis anos de idade. Informações sobre sintomas alérgicos de pacientes pediátricos e doenças alérgicas diagnosticadas por médicos foram obtidas em cada questionário ao acompanhamento clínico.

Exposição a alérgenos de gatos associou-se positivamente à sensibilização aos dois anos de idade, porém esta associação não foi verificada aos seis anos. Não foram detectadas associações entre exposição a alérgenos de gatos na infância e sintomas ou doenças alérgicas até os seis anos de idade. Exposição cumulativa a alérgenos de pacientes que possuem gatos e de pacientes com contato regular com gatos aumentou o risco de sensibilização a gatos até a idade de seis anos.

Os pesquisadores concluíram que a exposição a alérgenos de gatos aumenta o risco de desenvolvimento de sensibilização na infância precoce, mas não em pacientes em idade escolar. A exposição cumulativa a alérgenos por parte de pacientes que possuem gatos e que apresentam contato regular com gatos durante a infância contribui ao desenvolvimento de sensibilização até a idade escolar. Portanto, apenas evitar o contato com alérgenos de gatos em domicílio pode não ser medida efetiva para evitar o desenvolvimento de sensibilização alérgica em pacientes pediátricos jovens.Uma resenha de Longitudinal study on cat allergen exposure and the development of allergy in Young children - The Journal of Allergy and Clinical Immunology 2007;119(5):1148-1155.

quinta-feira, 17 de maio de 2007

Ê, vida bombada!

Nascemos indefesos e frágeis, precisando da ajuda de adultos para sobreviver e permanecer por aqui. Somos pequenos seres incapazes e dependentes. O tempo passa e crescemos, desenvolvemos nossos potenciais paolatinamente, aprendendo e crescendo interiormente.

Crescemos e ficamos fortes, ágeis e, muitas vezes, sentimo-nos belos e capazes. Um périplo de mudanças e transformações: a Juventude é um bálsamo para nossas vidas! Nada como ser jovem! Fazemos o que nos dá na telha e não poupamos as energias, afinal, as temos “em excesso” ou sequer nos preocupamos com isso, mesmo!

Pés no chão frio, cabelos molhados, refrigerantes gelados, sexo, bebidas alcoólicas à vontade, cigarro, sexo, drogas, muito sol, atividades constantes, esportes radicais, sexo, muuuito sono, baladas, agitações, sorvetes aos montes, fast-food, sexo, estudo... Nossa! Quantas coisas para se fazer! Nem dá para sentir direito o tempo passar! Vida agitada, intensa! Mas nada que uma boa dormida não resolva, não é mesmo? Depois do sono reparador, a bateria fica recarregada!

Muita gente jovem se entrega à malhação, buscando o aperfeiçoamento das formas físicas, o corpo bonito, os músculos saltados e exuberantes. Duas a três horas na academia, exercitando cada grupo muscular em busca do “mens sana in corpore sano” (penso que devia ser ao contrário, nesse caso), afinal, atividade física faz bem para a saúde, não faz? “Certamente”, pensa o jovem! Então, vamos malhar! Dá-lhe esteira, bicicleta ergométrica, aparelhos de musculação, transpiração, bate-papo (afinal, bater papo na academia é manter a parte social!), um gatorade, uma toalhinha para enxugar o suor e vam’bora! Não podemos esquecer do açaí! Isso é “sagrado”.

De repente, alguém da academia pergunta: “e aí, cara! como vai essa força? tá ganhando massa? E vem o convite para uso dos anabolizantes, produtos para “ganhar massa muscular” e produtos semelhantes que incrementam as formas dos jovens, deixando-os “mais bonitos”, “sarados”, como desejam ficar, com relação à sua aparência...

Só ao longo do tempo é que se vê as conseqüências do uso desses produtos, alguns, verdadeiros medicamentos, que têm a aplicação controlada por médicos, mas que são utilizados indiscriminadamente por leigos e por pretensos estudiosos do assunto, mas que na verdade estão mais interessados em uma graninha extra.

Produtos como esses, que “deixam o cara bombado” têm potencial destrutivo e, alguns, são cancerígenos. Dão energia, dão aparência, mas a aparência tem um preço. Ficar com cara de governador da Califórnia não é exatamente “um barato”! Custa caro!

Depois, quando se fica velhinho (após os 65 anos, eu acho) tudo sofre a ação da gravidade e... CAI! Até os músculos mais bombados caem. E é um tal de cirurgia plástica para resolver, que só vendo! E plástica não é “UM BARATO”! É caro e também tem seu preço pessoal, ou seja, é uma cirurgia, como o próprio nome diz, e tem suas complicações prováveis, como potencial de reação ao anestésico, risco de infecção hospitalar, problemas com cicatrização, necessitade de “retoque”.

Minha nossa! Fazer retoque em maquilagem é uma coisa, mas em cirurgia... Precisa fazer “tudo aquilo” de novo! Preparo, anestesia, cirurgia, curativos, etc e tal! Haja coragem! Mas quem quer ver-se bonito (a) submete-se, sem grandes problemas.

Conheço uma senhora que tem pavor de agulhas, de injeções e coisas quetais. Para fazer um simples hemograma ela tinha um mal-estar enorme que a deixava em estado de confusão mental. Um dia, em uma consulta, ela me disse: “vou fazer uma cirurgia para corrigir o busto... é muito grande e não agüento mais olhar-me no espelho: eu me decepciono comigo mesma e preciso corrigir isso!” Incrível! Ela se submeteu ao procedimento cirúrgico, seguindo todas as etapas, passando pelos exames pré-operatórios, forografias, etc, etc. Depois da cirurgia, passou por uma consulta muito orgulhosa pela sua conquista: “acho que agora não vou ter mais medo de nada! quem passou por tudo o que eu passei não tem mais medo!” Foram quinze dias e o próprio cirurgião plástico precisou de um hemograma, pois ela havia perdido muito sangue na cirurgia. Prá quê! Ela entrou em pane completa! Perdeu o controle e desencadeou um quadro de pânico. Teve coragem de enfrentar tudo pela cirurgia, mas depois da “conquista, retrocedeu”. Interessante, não? Prá ficar bonita, até o medo foi embora!

Tem muita coisa prá se discutir sobre o assunto, mas, cá entre nós, tem gente que realmente exagera na vaidade, não tem? Há artistas que se deformam pela questão estética, mas a deformidade, infelizmente, não é para melhor: é para pior. Às vezes, muito pior e você já deve ter se lembrado de algum caso específico. Tem casos aqui no Brasil e tem casos no esterior. É só forçar um pouco a memória. Vale a pena?

quarta-feira, 16 de maio de 2007

Microrganismo é substituído por proteína em processos de limpeza

O horizonte se abre para a industria farmacêutica e hospitais. Num futuro próximo eles poderão usar um potencial indicador biológico, a proteína verde fluorescente (GFP), nos processos de desinfecção e esterilização de equipamentos, ambientes e materiais médico-hospitalares, em substituição a microorganismos. Presente naturalmente em águas-vivas, a GFP é produzida no microorganismo geneticamente modificado Escherichia. Coli e pode atuar como um indicador de eficácia em processos anti-microbianos.

Esse novo tipo de indicador biológico foi proposto no estudo da Faculdade de Ciências Farmacêuticas (FCF) da USP desenvolvido por Priscila Gava Mazzola para seu doutorado. "A GFP selvagem é resistente a temperaturas elevadas, a meios ácidos e básicos, à presença de detergentes, solventes orgânicos e outros agentes sanitizantes, por isso, mostra-se um ótimo indicador da eficácia de experimentos anti-microbianos", afirma a pesquisadora. A redução ou perda total da emissão de fluorescência da GFP pode ser relacionada à resistência microbiana a um determinado processo químico ou térmico. Quando a fluorescência é perdida significa que a desinfecção ou a esterilização foi bem sucedida.

Priscila testou a proteína frente a soluções de cloro diluídas, relacionando a perda de fluorescência e o valor final desta em cada solução estudada. "A proteína verde fluorescente desnaturada não é capaz de emitir fluorescência, portanto, a perda de intensidade de fluorescência foi empregada como parâmetro para avaliar a concentração de GFP desnaturada", conta a farmacêutica Priscila.

A proteína apresentou um comportamento muito semelhante a alguns microrganismos, utilizados atualmente como indicadores biológicos, em contato com agentes sanitizantes. Além disso, sua utilização apresenta algumas vantagens frente ao uso de indicadores biológicos microrganismos. Primeiramente, seu tempo de resposta é menor. Depois, no caso da GFP, a incidência de luz UV faz com que a proteína emita fluorescência, permitindo que visualmente (qualitativamente) haja a avaliação da presença ou ausência da proteína. Caso a proteína esteja emitindo fluorescência, esta pode ser quantificada, determinando-se a quantidade de proteína desnaturada. No entanto, ainda se mostra um método alternativo já que, apesar de valer academicamente, na prática ainda possui algumas restrições. De acordo com a farmacêutica, há riscos como a proteína ser desnaturada pelo desinfetante ou permanecer no material esterilizado podendo afetar a saúde humana.

Método de extração
Priscila aponta que "para possibilitar a utilização desta proteína como indicador biológico é fundamental que os processos de produção, extração e purificação ocorram em grande escala e tenham seus custos reduzidos". Para tanto, em sua estadia no Massachusetts Institute of Technology (MIT), em Cambrigde, EUA, onde parte da pesquisa foi desenvolvida, ela também avaliou um processo de extração e purificação da proteína que representa o primeiro esforço de desenvolvimento de um processo de boa relação custo-benefício na separação e purificação da GFP.

O método chama-se extração líquido-líquido em sistemas micelares de duas fases aquosas. Ele é capaz de formar espontaneamente duas fases distintas variando somente parâmetros simples, como temperatura, por exemplo. A proteína foi inserida nesse sistema ligada a um domínio de celulose e, assim, acabou migrando para uma das fases, sendo então purificada. A GFP purificada poderá então ser avaliada frente a diferentes sistemas (térmicos, químicos e físico-químicos) quanto a sua potencialidade de ser utilizada como indicador biológico.

Segundo a pesquisadora, o método de extração apresentou-se versátil, podendo ser aplicado inclusive na extração de outras proteínas ou biomoléculas de interesse, e de fácil ampliação de escala, reduzindo as etapas de extração, concentração e purificação.

terça-feira, 15 de maio de 2007

Dificuldades de atenção e aprendizado na adolescência relacionadas ao assistir excessivamente à televisão

Um estudo publicado em recente edição do periódico Archives of Pediatrics & Adolescent Medicine investigou a associação entre assistir à televisão e efeitos educacionais e intelectuais durante a adolescência e início da idade adulta.

Os resultados mostraram que adolescentes que assistiam à televisão com grande freqüência apresentaram risco elevado de dificuldades de atenção e aprendizado.

Assistir à televisão por 1 ou mais horas diárias gerou maior risco de não completar deveres de casa, de apresentar atitudes negativas em relação à escola, notas baixas e fracasso acadêmico.

Estes parâmetros foram ainda mais intensos em jovens que ficaram 3 ou mais horas diárias em frente à televisão, os quais tiveram menor probabilidade de receber educação pós-secundária.

Portanto, uma maior freqüência em assistir televisão na adolescência pode gerar problemas de atenção a aprendizado, com efeitos educacionais adversos em longo prazo.

sábado, 12 de maio de 2007

Dia das Mães

A gravidez precoce é uma das ocorrências mais preocupantes relacionadas à sexualidade da adolescência, com sérias conseqüências para a vida dos adolescentes envolvidos, de seus filhos que nascerão e de suas famílias.

A incidência de gravidez na adolescência está crescendo e, nos EUA, onde existem boas estatísticas, vê-se que de 1975 a 1989 a porcentagem dos nascimentos de adolescentes grávidas e solteiras aumentou 74,4%. Em 1990, os partos de mães adolescentes representaram 12,5% de todos os nascimentos no país. Lidando com esses números, estima-se que aos 20 anos, 40% das mulheres brancas e 64% de mulheres negras terão experimentado ao menos 1 gravidez nos EUA .

No Brasil a cada ano, cerca de 20% das crianças que nascem são filhas de adolescentes, número que representa três vezes mais garotas com menos de 15 anos grávidas que na década de 70, engravidam hoje em dia. A grande maioria dessas adolescentes não tem condições financeiras nem emocionais para assumir a maternidade e, por causa da repressão familiar, muitas delas fogem de casa e quase todas abandonam os estudos.

A Pesquisa Nacional em Demografia e Saúde, de 1996, mostrou um dado alarmante: 14% das adolescentes já tinham pelo menos um filho e as jovens mais pobres apresentavam fecundidade dez vezes maior. Entre as garotas grávidas atendidas pelo SUS no período de 1993 a 1998, houve aumento de 31% dos casos de meninas grávidas entre 10 e 14 anos. Nesses cinco anos, 50 mil adolescentes foram parar nos hospitais públicos devido a complicações de abortos clandestinos. Quase três mil na faixa dos 10 a 14 anos.

Se considerarmos essas informações, precisaremos refletir profundamente sobre vários aspectos. Para começar, as questões da sexualidade do jovem, sobre o “ficar” e onde estão as perspectivas da estrutura da família na conceituação da mocidade atual.

Nas últimas décadas, depois da vinda da revolução jovem (sexual), a liberalidade feminina dos anos setenta do século passado, foi conduzindo para mudanças comportamentais progressivas e profundas, permitindo à sociedade que convivesse, de forma mais explícita, com a realidade da “amizade colorida”, que aproximava as pessoas sem que assumissem qualquer compromisso nem levemente mais sério, simplesmente para “ficarem” juntos em encontros que envolviam não só carícias, mas, muitas vezes, a atividade sexual completa, na frenética busca da felicidade que parecia estar estampada na figura do “outro” e não no próprio interior da pessoa.

A expressão “ficar” deve ter nascido por essa época e vem se firmando entre as pessoas, particularmente entre a juventude, como um comportamento que veio para ficar (perdão pelo trocadilho) e, ao mesmo tempo, desestruturar a sociedade, por gerar certo grau de promiscuidade e, com ela, a desestruturação da família mais doenças e males sociais dos mais variados, como a maternidade precoce, citada acima.

O “ficar” acontece, segundo pesquisas sociais, por vários fatores, além do que já citei, mas acredito que as questões ligadas simplesmente ao prazer devem ser as mais importantes, embora alguns autores em sociologia e áreas humanistas possam afirmar que há outras buscas que justifiquem o gesto já tão difundido em todas as faixas sociais, não apenas na sociedade brasileira, mas difundida por grande parte da sociedade ocidental.

A maternidade cada vez mais precoce está criando uma geração de mães-crianças, que absolutamente não está preparada para absorver as responsabilidades do ato em sim – “ser mãe” e que, na maioria dos casos, certamente, promoverá alterações sociais com repercussões mais amplas, não cabíveis em um texto como este, mas imagináveis, se pararmos para refletir um pouco que seja.

Há limites para a maternidade precoce? É agradável ver a juventude enterrando-se na inconsciência sexual com conseqüências desta ordem? Quais as propostas “do governo”, em termos de Saúde Pública para resolver esse problema em particular?

O abortamento? – Só rindo! Ingenuidade de quem pensa que autorizando a morte estaremos resolvendo um problema desses, que só se resolve verdadeiramente se a Educação do Povo acontecer.

Precisamos muito de Educação e Saúde, na acepção das palavras.

terça-feira, 8 de maio de 2007

Sinais de Fumaça

Tenho algumas rotinas, das quais eu não gosto de me desfazer.

Todas as manhãs, saio de casa cedo, às 6 horas da manhã, e sigo direto para uma padaria, próxima ao local onde trabalho, para tomar meu café da manhã. Gosto de lá, pois o café expresso, cremoso, é saboroso e o ambiente é agradável. Aliás, o pão francês também é muito gostoso! Já tenho um certo grau de amizade com o pessoal - a rapaziada - que atende o balcão, a ponto de nem precisar fazer o pedido, simplesmente cumprimento a todos e me sento aguardando chegar meu café da manhã.

Às vezes, o dono da padaria está por lá e ele sempre cumprimenta a todos, um por um, com um simpático sorriso de boas-vindas, muito agradável, que faz a gente ficar à vontade. Enfim, realmente um pedacinho de rotina muito bom. Rápido, como quando a gente vê furtivamente uma pessoa querida, ou fica alguns instantes prestando atenção em algo que nos faz relaxar.

Sempre passa rápido, por que é bom. Quando não é bom, o tempo tem outra conotação: demora a passar!

Uma coisa interessante é ver a "população flutuante" da padaria: cada dia tem um grupo de gente, raramente as mesmas pessoas, até por que meus horários pela manhã não são rigorosos, são flexíveis, e, nessas circunstâncias, a "população flutuante" é realmente variável. As pessoas não se repetem, mas a gente acaba reconhecendo algumas e chega a se cumprimentar com um aceno de cabeça ou com um olhar, sem emitir som algum. Já basta o aceno, afinal de contas, estamos em São Paulo e, nesta cidade, cumprimentar aos outros já é um ato estranho, diferente da "rotina"!

Mas num desses dias nos quais eu estava em horário diferente, um pouco mais diferente que o normal, entrei na padaria e fui pego de surpresa! Um cheiro desagradável tomava conta do ar. A entrada tem uma dessas portas automáticas, que, providencialmente estava aberta, sem funcionar o sistema automático e o aroma ruim se espalhava por todo o espaço onde os clientes se acomodam para tomar suas refeições.

Na ponta do balcão de granito havia um cidadão fumando um cigarro e sobre o balcão havia um cinzeiro! Incrível, de frente para ele havia uma placa de tamanho bem proporcional que dizia claramente: "É PROIBIDO FUMAR" - de acordo com a lei municipal nº tal, de tal data, assim, assim... e, também na frente dele, havia um cinzeiro, desses de baquelite (lembra, aquele material que faziam discos antigos?), com muita cinza e um cigarro queimando, queimando...

Fui sentar lá no fundo da padaria, procurando a “área de não fumantes”, que na verdade não existia, mas eu criei uma por minha conta. Lá fiquei esperando meu café da manhã e fiquei pensando: por qual motivo eu tenho de tomar meu café, tão agradável, sentindo esse cheiro desagradável que passa pelas minhas narinas, por conta desse sujeito que está em local não adequado fumando e fazendo com que eu também fume a fumaça excretada por ele? Porque o pessoal da padaria não toma providência e não diz para o sujeito que aqui dentro é proibido fumar?

Mas, adianta alguma coisa eu ficar me corroendo? É proibido, o cidadão (sim, pois ele é um cidadão, assim como você ou como eu) não respeita a proibição, os funcionários da padaria, pelo jeito, não tiveram coragem de dizer isso a ele. Aliás, não só não tiveram coragem, como, ainda por cima, emprestaram o cinzeiro de baquelite para ele produzir sua fumaça à vontade. Tomei meu café em convívio com o tal sujeito. Fazer o quê, não é mesmo?

Ele saiu pouco antes de mim. Logo depois abordei um dos rapazes que atedem o balcão e perguntei como é que podia alguém estar fumando ali, diante da tal da placa, etc, etc... O rapaz não teve uma resposta convincente e desconversou sobre o cinzeiro.

É interessante notar nessas situações como podemos nos colocar a respeito de circunstâncias de contrariedade no que diga respeito a pequenos atos furtivos que contrariam leis.

Contrariar leis, no Brasil, parece ser algo rotineiro. Conversei ontem com um jovem conhecido que acabou de chegar dos Estados Unidos e ele disse que estava com saudade do Brasil, pois aqui onde existe uma placa de contra-mão, é onde mais se vê pessoas contrariando a placa, isto é, contrariando a lei.

Ontem, dia 6 de maio, na final do campeonato carioca de futebol, um dos jogadores do Clube de Regatas Flamengo, que foi campeão, entregou-se afirmando honestamente para o juiz, que havia encostado na bola e que, por esse motivo seria escanteio e não tiro-de-meta, como houvera sido apontado anterior. O juiz apontou escanteio, confirmando, então a atitude honesta do atacante do Flamengo.

Fumar em locais proibidos não tem sido comum, pelo menos pelo que tenho visto, mas certamente tem acontecido como nesse dia na padaria. A ANVISA está com um projeto que leva a todos a possibilidade de opinar sobre a proibição do tabagismo em recintos fechados. Leia a seguir:

"Atenta a realidades como essa e atendendo a uma demanda da sociedade, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) promove, até o próximo dia 31, consulta pública para discutir a regulamentação da Lei 9.294. A legislação, em vigor desde 1996, proíbe o uso de produtos derivados do tabaco (cigarro, charuto, cachimbo e outros) em recintos coletivos fechados, restringindo a prática para ambientes “devidamente isolados e com arejamento conveniente”.

A proposta da Anvisa, aberta a contribuições até o final deste mês, é definir critérios para a adequação das salas exclusivas para fumantes pelos estabelecimentos que optarem por implementar os chamados “fumódromos”. Prorrogada por 30 dias, o término da consulta pública coincidirá com o Dia Mundial sem Tabaco.

O site da Anvisa é aqui: http://www.anvisa.gov.br/ . Se você quer opinar sobre a criação de salas exclusivas para fumantes, como descrito acima, dê um "pulinho" lá e coloque sua opinião.

Vamos participar. O meu ponto de vista é favorável. Acredito que os fumantes precisam de um ambiente só para eles, pois nestes ambiente, eles poderão não só fumar à vontade do próprio cigarro, mas também da fumaça eliminada pelos outros fumantes, aquela que nós, não fumantes somos obrigados a inalar quando estamos na presença deles.

sexta-feira, 4 de maio de 2007

Falta de memória, “cansaço mental”?

Para “pensar melhor”, você pode tomar algumas atitudes simples, mas eficientes, em seu conjunto:

a primeira refeição do dia é a mais importante: deixar de lado – não tomar café da manhã – reduz seu rendimento intelectual.

a ingestão de ovo, pode ser diária, em uma unidade, pois ele é portador de colina, substância usada pelo organismo para produzir o neurotransmissor acetilcolina, que, em níveis normais no sistema nervoso, reduz as chances de adquirir a doença de Alzheimer.

café da manhã com cereais de alto teor de proteínas, melhoram o desempenho intelectual.

a ingestão de vegetais crus ricos em vitaminas e betacarotenos, ajuda a manter os neurônios em bom estado.

um iogurte é uma boa opção para completar um saudável almoço, pois este alimento contém tirosina, necessário para a produção de dopamina e noradrenalina, que são neurotransmissores.

para manter bons níveis de glicose – que permitem bom desempenho intectuais – é recomendável um lanche à tarde.

a ingestão de gorduras que fazem parte do grupo dos Ômega 3 (encontrados em peixes), alimenta e “lubrifica” os sistemas cerebrais, particularmente aqueles em desenvolvimento, e ajudam a retardar o envelhecimento dos cérebros mais velhos.